Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
– É calado que aprende a entender os corações, pois aquele que abre muito sua boca impõe sua personalidade e sufoca as personalidades que estão ao seu redor. Mas entender não é o mesmo que compreender. Pois, o entender nos traz indignação pelos desejos de um coração pervertido, mas o compreender inclui a compaixão por saber da insignificância de um espírito assim – e espero indulgência por esta licença que fiz, para separar estes dois conceitos.
– Existiria honra em uma medalha entregue sem sentido? Sem mérito? Todas as honrarias são entregues por merecimento. Um mérito entregue por uma ação patriota, ou por vitória e superação. Qual sentido ou valor de uma medalha entregue a um vadio? Para se alcançar a honra é preciso pagar um preço. Para se conseguir qualificação é preciso pagar um preço. Para a conquista é preciso pagar um preço, que acompanha o valor, para receber a consciência da existência de Deus é preciso deixar a tolice e para aceitar a sua salvação é preciso ser sábio.
– O coração do sábio bate nos ritmos da justiça. Por mais surrada que seja a carcaça humana ou por mais diferente que seja todos somos feitos do mesmo material. Somos estruturados dos mesmos sentimentos e firmados com sonhos, entretanto como o musgo cresce onde não há cuidados, também é no coração dos perversos o crescimento dos defeitos.
– Eis que o idoso que aceita a Lei na última hora; é semelhante à desvairada que se arrependeu na última hora e seguiu fiel até o fim com seu marido. Eia, que, aquele que abandona a Lei; é semelhante à noiva que traiu o seu marido. Eia, pois, que, aquele que abandonou a Lei, aproveitou e saciou da sua veracidade, e novamente retornou para a Lei; é semelhante à noiva que traiu o seu marido muitas vezes sabendo que ele a perdoaria, e por fim retorna aos seus braços sem valor próprio e com grandes marcas na alma. Mas que há então de questionarmos sobre a justiça quando somos falhos?
– Não espere nada do destino, pois o destino de todos era a condenação e a morte, por tanto Deus deu o livre arbítrio para todos e isso exclui a idéia de destino, deixando apenas para uma questão de seus planos a serem cumpridos, e a maldição da morte, fora disso, não há nada que nos impeça de errar inúmeras vezes até alcançarmos o fundo do abismo. Se isto acontecer, que não seja atribuída à culpa ao destino, mas a ignorância de quem escolheu errado.
Iniciamos a vida chorando enquanto muitos sorriem. Um curioso fato, pois é como se soubéssemos o que a vida nos aguarda: dificuldades, lágrimas e tantos obstáculos. No entanto, nesse momento todos da família sorriem, como se soubessem que os obstáculos nos fortalecem e nos amadurecem e que não vêm para nos destruir, mesmo que possam nos abater. É certo que podemos aprender com os mais experientes, coroados de branco e marcados pelos ponteiros do tempo.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Bom dia amigos!!!
EXPIAÇÃO E ARREPENDIMENTO - Parte 2
O homem perverso, que não reconheceu suas faltas durante a vida, sempre as reconhece depois da morte, então, mais sofre, porque sente em si todo o mal que praticou, ou de que foi voluntariamente causa. Contudo, o arrependimento nem sempre é imediato. Há Espíritos que se obstinam em permanecer no mau caminho, não obstante os sofrimentos por que passam. Porém, cedo ou tarde, reconhecerão errada a senda que tomaram e o arrependimento virá. Para esclarecê-los trabalham os bons Espíritos e também vós podeis trabalhar.
Haverá Espíritos que, sem serem maus, se conservam indiferentes à sua sorte, aliás, há Espíritos que de coisa alguma útil se ocupam. Estão na expectativa. Mas, nesse caso, sofrem proporcionalmente. Devendo em tudo haver progresso, neles o progresso se manifesta pela dor. Esses Espíritos desejam sem dúvida, abreviar seus sofrimentos, mas falta-lhes energia bastante para quererem o que os pode aliviar. Quantos indivíduos se contam, entre nós, que preferem morrer de miséria a trabalhar?
Os Espíritos veem o mal que lhes resulta de suas imperfeições, contudo há os que agravam suas situações e prolongam o estado de inferioridade em que se encontram, fazendo o mal como Espíritos, afastando do bom caminho os homens, estes são os de arrependimento tardio e assim procedem, mas, também, pode acontecer que, depois de se haver arrependido, o Espírito se deixe arrastar de novo para o caminho do mal, por outros Espíritos ainda mais atrasados. (971)
971. É sempre boa a influência que os Espíritos exercem uns sobre os outros?
“Sempre boa, está claro, da parte dos bons Espíritos. Os Espíritos perversos, esses procuram desviar da senda do bem e do arrependimento os que lhes parecem suscetíveis de se deixarem levar e que são, muitas vezes, os que eles mesmos arrastaram ao mal durante a vida terrena.”
971a. Assim, a morte não nos livra da tentação?
“Não, mas a ação dos maus Espíritos é sempre menor sobre os outros Espíritos do que sobre os homens, porque lhes falta o auxílio das paixões materiais.”
Veem-se Espíritos, de notória inferioridade, acessíveis aos bons sentimentos e sensíveis às preces que por eles se fazem. Contudo existem outros Espíritos, que os supomos mais esclarecidos, revelarem um endurecimento e um cinismo, dos quais coisa alguma consegue triunfar, mas a prece só tem efeito sobre o Espírito que se arrepende. Com relação aos que, impelidos pelo orgulho, se revoltam contra Deus e persistem nos seus desvarios, chegando mesmo a exagerá-los, como o fazem alguns desgraçados Espíritos, a prece nada pode e nada poderá, senão no dia em que um clarão de arrependimento se produza neles.” (664)
664. Será útil que oremos pelos mortos e pelos Espíritos sofredores? E, neste caso, como lhes podem as nossas preces proporcionar alívio e abreviar os sofrimentos? Têm elas o poder de abrandar a justiça de Deus?
“A prece não pode ter por efeito mudar os desígnios de Deus, mas a alma por quem se ora experimenta alívio, porque recebe assim um testemunho do interesse que inspira àquele que por ela pede e também porque o desgraçado sente sempre um refrigério, quando encontra almas caridosas que se compadecem de suas dores. Por outro lado, mediante a prece, aquele que ora concita o desgraçado ao arrependimento e ao desejo de fazer o que é necessário para ser feliz. Neste sentido é que se lhe pode abreviar a pena, se, por sua parte, ele secunda a prece com a boa-vontade. O desejo de melhorar-se, despertado pela prece, atrai para junto do Espírito sofredor Espíritos melhores, que o vão esclarecer, consolar e dar-lhe esperanças. Jesus orava pelas ovelhas desgarradas, mostrando-vos, desse modo, que culpados vos tornaríeis, se não fizésseis o mesmo pelos que mais necessitam das vossas preces.”
Momentos Errados… Pessoas Certas
Há momentos, situações tão erradas, quase mesmo que escusadas nas nossas vidas.
Momentos esses tão devastadores capazes de nos deixar completamente desamparados.
Momentos tão tristes que nos fazem pensar e repensar em tantas coisas que desnecessariamente fizemos, como nas tantas mil palavras inúteis, impulsivamente, proferidas.
Situações tão angustiantes que nos fazem duvidar, quase mesmo que questionar, a existência de tudo aquilo em que acreditávamos.
Situações essas tão negras, tão sombrias que tiram qualquer raio de luz, capaz de acabar com tamanha escuridão e acabar de vez com toda aquela nossa força que muitas vezes achamos inesgotável.
Sim, há momentos assim...
...mas também há pessoas certas que aparecem como que um anjo, como que um milagre nesses momentos tão errados!
Pessoas essas que só pela sua presença, nos fazem sentir mais aliviados do enorme peso que desabara nos nossos ombros.
Pessoas essas que só pela sua companhia nos fazem sentir menos sozinhos, menos perdidos nesse enorme turbilhão no qual a nossa vida se transformou.
Pessoas essas que só pelas suas palavras nos fazem voltar a acreditar nos sentimentos mais puros e lindos completamente perdidos no pesadelo que estejamos a viver.
Pessoas essas que só pelos simples gestos de carinho nos fazem trocar todas as lágrimas derramadas por um pequeno sorriso, mas tão cheio de esperança.
Pessoas essas que por serem quem e como são nos dão toda a força para contra as vicissitudes lutar e todas as batalhas da vida vencer.
Pessoas essas que fazem todo o sentido na nossa vida por serem tão certas, quase que uma bênção, nos nossos momentos mais errados!!
ONTEM, HOJE E AMANHÃ
Ontem sabia quem era e onde estava...
hoje sei quem sou e onde estou...
Mas serei eu amanhã a mesma...
se nem eu sei para onde vou!
Ontem sabia o que queria...
hoje continuo a saber o que querer...
Mas quererei eu amanhã o mesmo...
se nem eu sei aquilo que eu posso ter!
Ontem sabia com o que sonhava...
hoje continuo a saber com o que sonhar...
Mas sonharei eu amanhã com o mesmo...
se nem eu sei se terei asas para este voo levantar!
Ontem sabia com quem contava...
hoje continuo a saber com quem contar…
Mas contarei eu amanhã com os mesmos...
Não sei!! Verei… quando o amanhã chegar!
Críticas... meras críticas
Fico completamente estupefacta com a facilidade que o ser humano tem em por tantos defeitos em tudo aquilo que foi feito com carinho, com dedicação e com todo o empenho. Por outras palavras, essa facilidade em criticar, destrutivamente, tudo aquilo que em nada foi feito por ele!!
Às vezes (tantas vezes) parece que é muito mais que uma mera vontade de criticar... parece mais como que um prazer em esmiuçar até ao mais pequeno detalhe, quase que um ridicularizar e desrespeitar todo e qualquer trabalho de outrem.
Quantos não aparecem de peito feito com todos as certezas sobre os outros mas com tantas dúvidas sobre si mesmos!
É muito fácil apontar defeitos, aliás as coisas más estão sempre à vista de todo e qualquer olhar... mas as coisas boas... dessas, momentaneamente, convém nem lembrar!!
Ao invés de dedicarem tanto tempo a debater o esforço do outro, porque não despenderem esse mesmo tempo com o próprio?!?!
Não preciso dos outros para mostrarem os meus defeitos - eu sou a que melhor os conhece! Não preciso de críticas destrutivas - eu sou a minha maior crítica, porque todos os dias eu luto, batalho contra mim mesma. pois hoje eu luto para ser melhor que ontem, e amanhã continuarei a lutar para ser ainda melhor que hoje - melhor enquanto pessoa, enquanto mulher, enquanto profissional, enquanto ser humano!!
Confesso que muitas vezes acho que esse "apontar de dedos" vem como que um disfarce por a pessoa pura e simplesmente não gostar.
Ninguém tem que gostar - temos é que respeitar!!
LIÇÃO
Às vezes queria conseguir ser ainda mais fria e até um pouco mais bruta com certas pessoas, mas imagens recentes, sentimentos tão tristes e medos nada absurdos, fazem-me parar... pensar... calar!
Depois caio num pranto, não só pela decepção sentida, mas também por me sentir revoltada comigo mesmo por deixar que essas emoções controlem o meu verdadeiro ser!
Nunca fui de parar... pensar... calar! Aliás a minha melhor máxima seria falar...pensar...falar mais ainda!
Numa situação de críticas destrutivas, ou de fundamentos infundados, numa situação de injustiça, teria mandado a pessoa literalmente a mil e um sítios nada bonitos, dispararia em todas as direcções, usando o meu pior e melhor vocabulário… fosse com quem fosse, onde fosse e como fosse!
Desde miúda sempre me diziam que com a idade iria acalmar, que não seria tão impulsiva e seria até mais ponderada nas minhas, algumas vezes até, quase que cruéis palavras!
Mas estou simplesmente cansada, tão cansada até de achar que as minhas palavras mais intempestivas possam contrariar todas as lições que ainda terei que aprender, decepções que ainda terei que sofrer e porque de facto a Vida é preciosa demais para a estarmos a desperdiçar com discussões que chegam a ser absurdas por nada terem o que ser discutido!
Esta minha calma de hoje não fazia parte de todo do meu outrora, esta serenidade que hoje sinto, perdia-se muito com a impulsividade do antigamente e esta minha atitude de agora era completamente impensável no antes!
Uns dizem que é da idade - eu digo que foi a Vida!!
Uma queda sempre será uma queda!
Muitas vezes você deseja tanto uma coisa que passa a coloca-la acima de outros sonhos. Ai quando você está no lá alto, a ponto de conseguir toca-la, você tropeça e cai de lá de cima. A queda é tão forte que você mal consegue se levantar, não basta ser forte, não basta ter pessoas para te erguer, uma queda sempre será uma queda, se levantar é fácil, difícil é curar os machucados que ficarão; Mais é ai que você se olha caido no chão, você repassa a cena da sua queda muitas vezes para tentar entender o porque de você não ter previsto uma coisa tão ridícula, com tantos sinais, tantos alertas, mesmo você sendo sempre cauteloso você caiu. Então você olha para cima, se levanta e diz pra você mesmo que haverá outros sonhos, outras conquistas e com certeza muitas quedas. Mais se uma coisa você vai aprender, não basta querer, não basta apenas sonhar. Nada se cria sozinho mais evolui e se transforma com o tempo.
E se você não estivesse vivo hoje,
O que aconteceria de bom na sua vida?
Deixaria saudades?
Alguém quis ser o seu amor?
Como seria a sua vida?
Você teria perdoado 70 vezes 7?
Guardaria rancores?
Mágoas?
Ainda daria os mesmos chiliques?
Teria vivido?
Teria arriscado?
Teria tentado ficar melhor?
Teria salvado uma vida?
Teria dito para pessoas?
Teria escondido suas verdades? Mesmo?
Teria esquecido?
Teria confiado?
Teria?
Carta para um suicida
Poema: Carina Mendes
Carina Mendes @carinamentora (24/02/2025 | 09:45 Brasília Hour)
Parâmetros estabelecidos por nossos pares, definem a nossa conduta, moral, dignidade e tudo que pauta o que é "certo"! Quem outorgou procuração para profetas diversos? Quem estabeleceu quais seriam os tesoureiros dos dízimos? Essa imundice hipócrita de crenças diversificadas como se fossem contos de fadas estão nos levando ao caos. Vamos fazer um plebiscito DIVINO em que todos nós, por unanimidade elejamos o SENHOR DEUS TODO PODEROSO, como administrador de nossas vidas. Caso contrário, vamos dividir nossos votos e destruir o que temos sem nenhum custo. Vamos parar de IMAGINAR, vamos fazer!
O canto dos pássaros vagarosamente vão se amealhando aos sonetos urbanos. As estudantes se embelezam para mais uma semana de galanteios e estudo. Os trabalhadores da construção civil, ressaqueados tomam seu café com bolo de fubå na porta da obra, as empregadas domésticas lotam os famigerados pontos de ônibus! Afinal, é o segundo dia de uma frenética semana urbana, pautada pelos vicios cotidianos impostos por nós mesmos, GADO DE MANOBRA!
A minha vida cigana me deu o privilégio de aprender com a prática. Ao contrário dos outros, nunca finquei raízes em lugar algum. Para alguns uma triste sina, sem muitos amigos, insensivel. Diria vacinado. Precoce, criei meus melhores amigos, MEUS FILHOS, como diria o outro: ...é tudo meu... Sempre esgotei minha capacidade de me entregar completamente nas mais arriscadas peripécias da vida. Um sobrevivente. Admirado, odiado, invejado e etc. Digo td isso pq estou caindo na real que fiz tudo certinho. Meus filhos são minha fonte inesgotável de energia e amor. Obrigado por vcs estarem ao meu lado nessa jornada. Hoje sou o filho e vcs os meus pais. Minha admiração por vcs é infinita. Tenho convicção de que fiz um excelente trabalho com vcs. Vamos frente enfiando o pé na jaca. Minha família, minha vida!
Psiquiatras, psicólogos, religiosos, cientistas, todos querem nos analisar, e por fim definir quem somos. Até mesmo nossos pares profissionais, no ápice da alucinação, se sentem no direito em nos definir e sem nenhuma razoabilidade, se corroem com a inveja e o poder. Pobres coitados, não são capazes nem mesmo de se conhecerem. Sou Ulysses, filho de Laertes, Rei de Ítaca, para os que não sabem: "...o da ODISSÉIA...", simples assim.
Vivemos em um TEATRO eterno, onde pessoas como eu são a platéia, que pagam para assistir a mesma peça todos os dias. Acordei. Não quero mais assistir essa peça de teatro, onde os atores são amadores. Vou assistir um novo espetáculo todos os dias, e em todos eles serei o protagonista. Nunca mais vou "pagar" ingresso.
Quando perceber que vaidade, cobiça, inveja e outros sentimentos oxidantes, estão baqueando sua existência. Volte para seu lar, o paraíso! Lá estando, transforme as pessoas responsáveis por esses sentimentos vis, em objetos inanimados. Pessoas de bom coração, são poderosas e habitam o paraíso. Pessoas que sugam existência de terceiros, habitam o limbo. Não se preocupe com elas, pois nunca conquistarão o passe livre para o paraíso.
