Textos Engraçados sobre a Vida
quero um pouquinho do azul como os mares e os céus,
quero um pouquinho do amarelo do ouro e do sol,
um pouquinho do vermelho das rosas que enfeitam os jardins,
um pouco do verde dos campos de trevos, o laranja dos tijolos das casinhas de barro seco nos vilarejos e o reflexo púrpura das amestistas das cavernas de cristais, quero um pouquinho de cada cor dentro de mim, cores vivas, telúrica, a refracção vibrante do dia-a-dia, um arco-íris.
A travessia
A vida vai te levando,
Experiente na sua jornada,
Com os olhos vibrantes,
Das corujas da noite,
e das águias do dia,
Por cima flutuam num longo tapete de sonhos,
E eu no meu carro pelas lombadas,
A sinalizar o chão de concreto,
Seja como for, será o condutor,
Por onde passar, terá sempre alguma coisa a vivenciar,
Na vida de estrada, no carro de sua alma,
Nas travessas de obstáculos,
De caminhos de escolhas,
Buracos imprevistos,
Atalhos cruzados,
Trilhas inesperadas,
Alguns passarão a fazer um drama,
Outros passaram a fazer a viagem eloquente,
Todos percorrerão,
Seja como for,
Será seu condutor,
Da travessia.
Vestida de rosas
É um pouco das cores da primavera,
É um pouco do calor do verão,
As oscilações do outono,
E um pouco do frio do inverno,
Um pouco de mulher,
Um pouco de homem,
Um pouco de gay,
Muitas vezes intuição,
Muitas vezes razão,
Muitas vezes coração,
Que quebra em pedaços,
E aprende a andar pela passarela,
O levantar do dia e o cair da noite,
Um pouco de tudo,
As várias camadas do crepúsculo no entardecer,
Os prismas do arco-íris ao chover,
Custei a observar todas as rosas,
Sentir todos os aromas,
Entender as diferenças,
Na complexidade do jardim,
Fui costurando como um vestido,
Tomando cuidado com os detalhes,
Cada rosa é uma única,
No meio de todas as outras,
Parecem iguais,
Mas quando te olhei vestida no altar,
Compreendi sua beleza singular,
Sua história particular.
Ninguém nesse mundo nos conhecerá de verdade. Algumas pessoas apenas se propõem a conhecer algumas superfícies de nossas personalidades, outros vão um pouco mais fundo, outros nem permitirmos ultrapassar os muros de nossas barreiras...
A única certeza que tenho é que o autoconhecimento é uma imersão e as vezes nem mesmo nós, estamos dispostos a nos conhecermos imagina os outros. Por isso não dei tanta atenção aos " juízes de opiniões" esse mundo está cheio de julgadores tão perdidos quanto nós, no final das contas se paramos para analisar, fazemos mais suposições sobre a vida alheia do que sobre a nossa própria existência, deixamos muitas das vezes as suposições virarem certezas e as certezas virarem dúvidas, nos esquecemos que vivemos em um mundo transitório e que o conhecimento é líquido como água e que não temos certeza de nada além do fim.
E, o fim é a morte.
Memórias e marcas eternas.
Carrego comigo as memórias de pessoas que cruzaram meu caminho – algumas que talvez eu nunca mais veja e outras que nunca vi pessoalmente, mas que, ainda assim, deixaram algo bom com suas palavras de alegria e ânimo. A vida, com seu curso imprevisível, separa destinos e muda rotas, mas nunca apaga as marcas deixadas. Sigo agradecido pelas pequenas aparições em forma de mensagens, fotos ou gestos que, em momentos de tristeza, aqueceram meu coração e acenderam uma luz capaz de iluminar meu caminho nesta jornada que ainda trilho.
Cada pessoa que passou por mim deixou algo valioso: um sorriso espontâneo, um conselho que ressoou nos momentos mais difíceis, ou um abraço tão apertado que até hoje sinto como um eco em minha alma. São como estrelas que continuam a brilhar, mesmo quando já não consigo vê-las no horizonte. A presença delas, por breve que tenha sido, trouxe aprendizados, carinho e uma força silenciosa que me tornou alguém melhor.
A vida, afinal, é uma dança de encontros e despedidas, mas os verdadeiros permanecem. Eles se eternizam, ocupando um lugar único no coração, onde o tempo não alcança.
E assim, sigo refletindo sobre como essas almas, em sua simplicidade, chegam no momento exato – como um vento que alivia o calor, como uma música que embala a dor. Elas nos ensinam que, mesmo nas despedidas, há beleza; e que cada pessoa que cruza nosso caminho, por menor que pareça o impacto, contribui para a construção de quem somos. Essas memórias não são apenas lembranças: são forças vivas, são alicerces que nos sustentam quando tropeçamos, são fagulhas que reacendem a esperança.
Sejam próximas ou distantes, presentes ou ausentes, essas pessoas são a prova de que a vida se molda nos detalhes – nas marcas que ficam em nós e nas que deixamos no outro. Talvez o maior presente que possamos carregar seja a gratidão por termos sido tocados por algo tão simples e ao mesmo tempo tão profundo: o amor compartilhado na forma de palavras, gestos e presenças que jamais se apagam.
Há aqueles que se perdem na febre de acumular tesouros, como se o brilho do ouro pudesse aquecer o coração nas noites frias da alma.
Correm, ansiosos, atrás do que reluz, mas esquecem que a verdadeira luz não se encontra em cofres trancados, e sim nos sorrisos partilhados, no abraço sincero, no tempo dedicado àqueles que amamos.
Tornam-se escravos do próprio desejo, prisioneiros de metas que não nutrem o espírito.
E assim, cegos pela ambição, deixam de saborear o café com os filhos, a conversa serena com os pais, o silêncio pacífico do entardecer.
Não percebem que a vida essa dádiva sutil segue seu curso com ou sem fortuna.
E que a alegria mais autêntica habita nos gestos simples que o dinheiro nunca poderá comprar.
O preço do esquecimento de si.
Vivemos numa era em que muitos medem o valor da vida pela soma de posses acumuladas.
Correm como quem teme o tempo, buscando riquezas, status, vitórias materiais como se nelas estivesse o sentido da existência.
No entanto, poucos percebem que, nesse frenesi, vão deixando pedaços de si pelo caminho.
Tornam-se reféns do próprio desejo, escravos de uma sede que nunca se sacia.
Esquecem-se de si mesmos.
Não olham mais no espelho com verdade.
Não ouvem mais o coração, apenas o ruído da ambição.
Trocam o colo dos filhos por status.
A paz do lar por metas inalcançáveis, e o aconchego da simplicidade por uma solidão dourada.
A vida, no entanto, segue.
Serena, simples, bela em sua essência. São as conversas no fim da tarde, os sorrisos espontâneos, os almoços em família, os passos descalços na terra molhada.
Essas são as riquezas verdadeiras
silenciosas, mas duradouras.
E não há moeda que as compre, nem cofre que as contenha.
Quem vive apenas para ter, muitas vezes esquece como é bom simplesmente ser.
Amizade x Vida
A vida é como uma viagem de trem.
A cada "estação" pessoas entram e saem.
Algumas começam a viagem com você, mas saem no caminho. Outras, entram no meio do percurso.
Conclusão:
Não importa se uma pessoa entra no início ou no meio da "viagem".
O mais importante é se ela seguirá a viagem com você até o fim, não importando as circunstâncias.
A verdadeira amizade permanecerá não importando a distância, o início, o meio, mas sim o "ATÉ O FIM."
A busca incessante por prazeres imediatos tem o poder de anular nossa capacidade de reflexão, de questionamento crítico e de engajamento com propósitos que transcendem o individualismo. Nesse cenário, a humanidade parece avançar de forma automática e inconsciente, como se estivesse em um estado de letargia, rumo a um futuro incerto e potencialmente desastroso. Como observou T.S. Eliot, "É assim que o mundo termina, não com uma explosão, mas com um suspiro" – uma alusão à possibilidade de que nossa queda não será marcada por eventos dramáticos, mas por uma gradual e silenciosa erosão de valores e sentidos.
Esse fenômeno pode ser associado à cultura do consumo e ao imediatismo da era digital, onde a satisfação rápida e superficial se sobrepõe à profundidade do pensamento e à construção de conexões significativas. As redes sociais, por exemplo, oferecem uma sensação constante de recompensa instantânea, mas muitas vezes à custa da nossa atenção plena e da nossa capacidade de nos comprometermos com causas maiores. Essa dinâmica nos transforma em meros espectadores de nossas próprias vidas, distraídos por estímulos efêmeros e desconectados de um propósito coletivo.
Para reverter essa tendência, é essencial resgatar a importância da pausa, da introspecção e do diálogo crítico. Precisamos reconhecer que o verdadeiro progresso humano não está na acumulação de prazeres momentâneos, mas na construção de uma sociedade mais consciente, solidária e comprometida com o bem comum. Somente assim poderemos evitar o "suspiro" de Eliot e, em vez disso, criar um futuro que valha a pena ser vivido.
O mundo quer que tudo seja rápido e fácil. Que a dor acabe logo, que as respostas venham rápido.
Mas Jesus mostrou que o processo importa. Que a espera prepara o coração. Enquanto o mundo corre, Deus trabalha no silêncio. Você não foi deixado de lado. Está sendo moldado para algo maior. Quem carrega propósito aprende a carregar o processo.
Certa vez me perguntaram ; o que falta em nossos Cultos ?
na verdade, disse eu ; somente uma única coisa falta; A presença de Deus!
Se Deus estivesse em nossos cultos eles seriam totalmente diferentes de como eles tem sido, os milagres aconteceriam, os nossos cultos só são fracos porque Deus não está em muitos deles, você já foi em um culto onde Deus realmente está ?
As pessoas saiam chorando pedindo perdão a Deus pois elas estão caminhando para o inferno a passos largos, elas sairiam tristes pois elas descobririam a sua real situação, elas não iriam para o restaurante ou lanchonete comer alguma coisa, elas iriam correndo para casa e dobrariam seus joelhos e chorariam.”
Há um Don de línguas que nos liga com o céu, há uma linguagem celestial que nos aproxima do Pai, de nossa origem em Deus, uma linguagem que o mundo não conhece somente conhecemos no Espírito, como no Espírito somos conhecidos a linguagem que sai de nossas almas sedentas pelo reino e por algo
mais elevado. Uma linguagem que os anjos caídos não sabem não podem decifrar pois é algo celestial algo bom perfeito e agradável.
Muitas pessoas que projetaram suas vidas
Hoje estão no caixão.
Vários sonhadores à deriva,
Prejudicados pela vida, morreram em vão.
Projetar sua vida é um desperdício,
O coração perdido em meio à ilusão.
No vício, com carência, à beira do precipício,
Querendo vencer, mas esperando alguém segurar sua mão.
No horizonte da vida, uma lua reluzente,
Inspiração divina, para todas as pessoas presentes.
Assim como ela, reflitam o brilho de Deus,
Deixem o Espírito Santo guiar seus passos nos céus.
As marcas no rosto e no coração são lembranças,
Das batalhas travadas, das superações alcançadas.
Cicatrizes que contam histórias de força e resiliência,
Ensinamentos que impulsionam a jornada com consistência.
Não importa a falta de brilho próprio em si,
Pois a luz de Deus em vocês sempre há de existir.
As fases e marcas no rosto são testemunhos reais,
Experiências que fortalecem, não são sinais de fracassos banais.
Sejam como a lua, que não busca a glória para si,
Mas que, através de seu reflexo, ilumina o mundo aqui.
Deixem suas almas brilharem, com amor e compaixão,
Espalhando a luz divina, sem pedir gratidão.
As marcas no rosto são símbolos de resistência,
Recordações de lutas enfrentadas com persistência.
E as marcas no coração são provas do amor vivido,
Laços que se fortalecem, mesmo após os momentos sofridos.
Cada fase vivida é uma oportunidade de crescer,
E as marcas no rosto são provas de como vocês puderam vencer.
Sejam exemplos de superação, força e determinação,
Inspirando todos ao redor com suas lições de coração.
Abram-se à luz eterna que Deus quer compartilhar,
Permitam que o Espírito Santo possa lhes guiar.
Que a transformação seja constante em suas vidas,
E que a busca pela evolução seja a essência querida.
Que suas jornadas sejam um reflexo do amor divino,
Motivando outros a brilharem, num mundo tão opaco e fino.
Inspirem-se na lua e em seu esplendor noturno,
Refletindo a luz de Deus, como verdadeiros seres de luz no turno.
Que a mensagem desta poesia seja um chamado à ação,
Para que todos encontrem a inspiração em seu coração.
Deixem o brilho de Deus transbordar em cada ação,
E sejam fontes de esperança, amor e transformação.
Em dias de rotina, a vida se afunda,
Na mesmice constante, ela se acomoda.
Mas surpresas, ó, como são queridas,
Quebram a monotonia, trazem cores à vida.
A estagnação se afasta, o tédio se desfaz,
Quando o inesperado nos faz sua paz.
Em desafios novos, encontramos a força,
Para crescer, aprender, sem perder a nossa bossa.
A diversidade é a chave, a imprevisibilidade,
Nos guiam pelo caminho da nossa habilidade.
Cada dia é único, cheio de oportunidade,
Para descobrir paixões e mostrar nossa verdade.
Laços se tecem, vínculos se formam,
Nesse turbilhão de vida, onde nada é uniforme.
Somos resilientes, adaptáveis, no balanço desse mar,
Apreciando cada instante, sabendo aproveitar.
A estabilidade é boa, tem seu lugar,
Mas é na diversidade que podemos brilhar.
Então celebremos a vida, com sua dança sem igual,
Cada dia trazendo um novo e belo vendaval.
Redenção nas Palavras
Me perdoa, o meu eu de ontem já está morto,
Pelos erros cometidos, carrego um fardo,
Hoje, humildemente, estendo a mão,
Na poesia, encontro redenção.
No rio do tempo, o eu se molda a cada dia,
Ontem se desfez, como a luz que se esvai,
Hoje é a tela em branco, onde a vida se cria,
E no amanhã incerto, o amadurecer que aí vem sai.
As lágrimas de ontem, como chuva que cai,
Lavaram as feridas, para o eu se renovar,
As escolhas do agora, são a voz que nos guia,
No eterno ciclo de aprender, amar e recomeçar.
Assim, perdoamos o eu que já não persiste,
Abrimos as portas para o que há de vir,
Na dança do tempo, cada passo é um artista,
E o eu que se forma, é um poema a existir.
Eis que hoje me deparei com uma citação interessante de Charlie Brown Jr., que, como um raio, iluminou a escuridão dos meus pensamentos: "Não tenha medo de tentar, tenha medo de não tentar e ver que a vida passou e você não se arriscou como deveria." Essa frase, foi como um eco no meu universo, nos sussurra que, por vezes, a lamentação maior reside na covardia de não atravessar as encruzilhadas da vida. Portanto, devemos ousar enfrentar os monstros da incerteza e perseguir nossos desígnios com uma coragem que desafia os nosso próprios gigantes.
Quando, de fato, nos aventuramos pelos corredores misteriosos do desconhecido e desafiamos o nosso eu, é aí que encontramos o solo fértil para crescer, florescer e criar nossa própria sinfonia de existência, tão vibrante e poderosa quanto o rugir de um trovão em uma noite de tempestade.
Sem reclamações ou murmurações e com muita elegância no lidar, degustar os acontecimentos da vida como se pratos fossem.
Da entrada à sobremesa; sejam amargos ou doces; palatáveis ou não, ora servidos no restaurante da existência.
E é bem verdade que todos, vivos, à mesa estamos!
(FBN, 11.08.2024)
A vida é assim:
Todos nós, um dia, vamos ficar só na lembrança de alguém.
Não há, portanto, outra estrada!
E, nessa estrada, a cada dia que se finda, a gente está se aproximando mais e mais do fim.
Assim que é a vida e nunca vai ser de outra forma.Portanto, mais cedo ou mais tarde nós caminhamos rápido ou lentamente numa estrada que não tem volta.
Vão-se os dias até completar o nosso propósito terreno.
Então, rapaz, não cultive rancor e orgulho em seu coração.
DESABAFO...
Não é de hoje que circula a ideia de que artista plástico não trabalha, vive de hobby. Mal sabem o auê que é produzir arte, o auê que é colocar a arte pra circular e por fim o auê que é vender. Até porque na cabeça dessas pessoas o artista não paga conta, vive de brisa. Tenho observado a maneira desrespeitosa que muitas pessoas lidam com o trabalho do artista, tanto a dar palpites estéreis, quanto a (ir) responsabilidade, a falta de compromisso. Viver financeiramente da arte é complicado por vários motivos e um deles é esse comportamento decepcionante por parte dessa mesma gente. É tão cruel essa ideia que, se você não consegue se "aprumar", a culpa é sua que não é bom o suficiente. O mais incrível é ver artista nessa banda... No meio artístico tem muita injustiça? Sim, tem! No meio artístico tem um querendo passar a perna no outro? Sim, tem! E retenção de informação? Também! Cansou? Cansei! Mas não desisto nunca, por isso continuo minha caminhada, na certeza de que estou dando o meu melhor, que não importa o que façam ou falem, o caminho é meu, escolhido por mim, o caminho que acredito ser possível viver num mundo tão cruel e desumano. E, o mais importante, porque a arte, para mim, é uma maneira de rezar. Afinal, todos temos limites e cada um com sua "Construção" servindo de atalho para seguir em frente.
Ah, leiam "A construção" de Kafka.
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