Textos em versos
Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.
Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.
Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.
Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.
Não importa o tamanho
da nossa [fantasia...,
Ela apenas nos compete;
e com ela a gente se refugia.
És tu a minha estrela
com a tua luz [invasora
da minha intimidade;
És tu deidade cósmica
de joelhos sou adoradora.
Não importa o tamanho
do nosso [desejo...,
Ele apenas é o tempero;
com ele a gente faz a receita
para embalar a sintonia.
És tu a minha embriaguez
com a tua tez [sedutora...,
Da minha infante lucidez:
és a parte mais promissora.
Para brindar a calidez da tua pele,
Eu hei de escrever além do céu
Com as gotas que caem de ti,
Eu hei de beber o saboroso mel.
Para sorver os seus suaves lábios,
Eu hei desabrochar em flor
Com as carícias que saem de ti,
Eu hei de provar o seu sabor.
Não desejo ser comportada,
E tampouco [recatada]...,
Sim, declaro-me subversiva;
E por talento culpada...,
Eu sou a própria poesia.
Não existe ser pensante
E poeta [inocente]...,
Sim, declaro-me misteriosa;
E por excelência atrevida...,
Eu sou a chama perigosa.
Quero a quentura dos teus lábios
Incendiando os meus poros,
Quero o melhor dos teu abraços,
No 'troca-troca' de colos.
Quero a ternura dos teus desejos,
Beijando os meus lábios,
Quero desabrochar como as rosas
Que se alimentam dos orvalhos.
Quero a urgência das madrugadas
Rasgando os espaços entre as estrelas,
Quero experimentar a mágica fúria,
Para me alimentar da tua volúpia.
Só você me deixa assim:
sem nenhum receio...
És a melhor parte de mim:
despida do medo.
Só você me deixa assim:
infinita e segura...
És a minha ventura, sim!
Enfim, a sonhada aventura.
Só você é capaz sem fim,
de amar-me aberta e franca,
No ponto exato e doce
de deixar-me a teu gosto
Para dizer ao mundo:
- Que sou tua humanidade,
a tua fuga e rendição;
Só assim voltou a bater
este meu pequeno coração.
De tudo que não se esquece,
nada teu se exclui;
Só me engrandece.
De tudo que nos aquece,
nada teu se evita;
Só me faz mais atrevida.
Se é para romper as fronteiras,
que seja atravessado
o oceano que nos [separa].
Se é para romper expectativas,
que sejam abandonadas
- as emergências;
Rumo as indicações do destino
que surpreende e sempre [prepara].
O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.
Eu posso escrever livremente
nas augustas linhas deste verso:
- a divinal proposta
Para a gente se percorrer...,
É desta forma que nós vamos
daqui para frente nos entender.
A poesia e a sua magnitude
estão começando a se fundir,
E ganhando corpo e nome:
uma promessa de voltar a sorrir.
Eu posso declinar universalmente
nas noites estreladas à espera
- da primavera nossa -
Voltar a florescer...,
É deste jeito que só eu sei fazer;
daqui para frente iremos nos viver.
A poesia em altitude
nas corredeiras da vida
- concede -
O cheque em branco da liberdade,
correndo o risco da perpétua saudade.
Nada há de insensato quando nasce
do teu amoroso coração,
Porque da minha audácia revelada
é mais do que conhecida,
Àquilo que escreves para ti:
na verdade é para mim.
Eu sei e você sabe
da rota de fuga do mundo,
A gente sabe se reconhecer em tudo,
E melhor do que qualquer um sabemos:
- Que sempre iremos nos pertencer.
A poesia das nossas linhas,
que foram todas recolhidas,
Hão de voltar novamente;
É hora de seguir em frente...
É impossível viver longe de quem
se ama e mutuamente se aprecia,
Vem, tens o teu paraíso e o aconchego
viverás sob o meu zelo...,
E assim sob nossas regras: viveremos.
De um jeito que só nós entendemos;
longe de quem diz que ama,
E não cultiva o jardim dos afetos.
Balada de todas as baladas
és a que toca o meu coração
com a alma e as duas mãos
que põem em doce alucinação.
De todos os meus esquemas
em pouco tempo se tornou
por mérito o mais romântico
e eu o teu mais apaixonado.
Balada de todas as baladas
sem ter me dado conta,
você me trouxe para perto
e abriu a tua amorosa porta.
Tu és o meu transe sublime
que levo em silêncio devocional,
porque sei tudo em ti existe
e o nosso relógio é atemporal.
É véspera de Ano Novo
e as famílias dos presos
de consciência seguem
num calvário brutal,
Estes versos latino-americanos
contam histórias que ninguém
sabe como será o final.
Só sei que para o General
o quê ainda existe é feito
de atraso processual,
e para todos a tragédia
segue esta rotina infernal.
O Tenente Coronel
está em greve de fome
porque tudo continua igual;
ainda estão presos
injustamente a tropa e o General.
Não sei se ando
de cabeça
anda cheia,
ou o céu
estava nublado,
Só sei que ontem
perdi a cena
de Vênus
coroada de plêiades
fazendo
inveja para a Lua;
Não sei se ando
meio fora do ar,
ou o coração
é que anda
um pouco pesado,
Só sei que de ti
não quero deixar
de me sintonizar,
ou me distrair
sequer nem
por um segundo;
Nem mesmo por
um barulho do céu
ou ardil do destino
no meio deste
mundo em fogaréu,
ninguém desviará
o nosso caminho.
Tem caído a noite
na América Latina,
o meu coração
o cosmos ilumina.
Buscando derrubar
totens mesmo
parada no mesmo
lugar para não
naufragar sigo
com as duas
mãos estendidas.
Tudo por aqui
parece que tem
tornado o tempo
pesado e lento.
Pressentindo que
posso ser a tua
Lua em sentido
explícito até quando
posso me distrair
com as estrelas,
e assim me tranquilizo.
Tem caído a noite
e nunca a vontade
de nos teus braços
o meu querer de verdade.
Como uma vereda
que vai seguindo
o seu próprio curso,
vou escrevendo
em prosa e poesia
até a próxima
estação do destino
que será o encontro,
a convergência
e a alegre festa
de ir até a janela,
e ver o Universo
inteiro aceso
quando cair a noite,...
Mesmo sem ter
sequer uma sacada,
para apreciar
as tempestades
e as noites
sem teus abraços;
Tenho a gentileza
da minha janela
e a doçura do quintal
que me ajudam
a superar a dureza
da vida e das nuvens
que encobrem
dias ensolarados,
céus estrelados
e as noites de Superlua
que delas não escapam,...
Cheia de utopia
em preparação
para vencer a si própria,
derrubar egos e totens
e libertar povos deste século
dos campos de concentração:
abri para você o meu coração.
A janela do quarto
com ares de poesia
e arte do espaço:
noite de Superlua
nublada, hipertensa
gelada e impulsiva,
Diz muito mais
do que infinitas
páginas de jornais.
É a tal insônia que
surgiu para pensar
no curso da vida,
E escrever com
o orvalho da manhã
um poema que fale
como oceanografia
e não falhe contra
a desgraça que por
anomia foi espargida.
O amparo poético de
não parar de acreditar
que no final da história
tudo haverá de voltar
ao seu devido lugar
tem sido como uma ilha,
Onde nós dois somos
os ilustres refugiados
deste humano barco
que pelos poderosos
foi naufragado de propósito.
Você bateu os olhos
em mim naquela
tarde subindo
a ladeira da tua rua,
Reconheceu que
sou adrenalina pura;
Talvez o jogo mais
perigoso da tua vida:
presença que alucina.
Ainda sou presença
que te fascina,
Mesmo que a distância
não permita,
Sinto que ainda
com fogo me anseia.
Até hoje você não
consegue me tirar
da tua cabeça
E a tua memória
ainda sente o meu
perfume de Lua,
Tudo por causa
daquela tal tarde
na ladeira da tua rua.
Orbito nos horóscopos
secretos das galáxias,
Ninguém me captura
nem por medo,
Como borboleta nômade
não tenho e não terei
nenhum governo;
Não há autoritarismo
que me dobre ou prenda,
A minha liberdade interior
é a indestrutível crença.
Tentar insistir é loucura,
trago os signos
e as fases da Lua,
Como borboleta nômade
vivo pronta a escapar,
Ninguém nunca
há de me dominar;
Tenho vela, bússola
e orientação interior:
ignoro o quê tumultua,
Estou por onde você
menos imaginar
todos os dias
sempre a surpreender
onde menos esperar.
Busco na leveza das palavras
a fortaleza para continuar,
porque quero ter fé na vida
e na existência do amor
sempre acreditar mesmo
na incerteza se vou encontrar:
Moram em mim guerras,
tempestades e tumultos,
todos indomáveis,
mas vivo em constante
enfrentamento,
estou sempre a buscar
as galáxias, o luar
e as lições de resistência
para sobreviver a mim mesma;
Aconteça o quê aconteça,
para que do Mal
das gentes eu esqueça,
e a mim mesma eu vença,
Ando em busca de paz
profunda interior
e reconciliação com
a crença que ainda
neste mundo existe amor,
Se não te encontrar,
irei te esperar demore
o tempo que for,
assim decidi ser tua, amor.
Como um pássaro
pelo Sol espera
para se aquecer
da noite austera:
esta sou eu
nesta manhã fria
em busca
do calor do teu amor,
que a distância
ainda nos sentencia:
como um adágio
abrigo o meu peito
do mundo áspero
e o idílio do século
te entrego para
que me entreguem
nos braços da Pátria
que me confundem
como parte fizesse,
porque na verdade
deste mundo
não faço parte;
e muitos ainda
não se deram
sequer conta
que pertenço ao Universo,
nos olhos o adverso encaro
e minhas luas disparo
para as almas em chamas enternecer.
Da varanda do pensamento
aprecio as estrelas
e elas entretém o meu tédio
ante a indiferença
a tudo o que é humano,
e tem me tirado do sério,
Bendita seja a minha rebeldia
que faz passar por cima
dos protocolos, cumprimentos
e questionamentos
sem nenhuma resposta;
Reagir tem me deixado feliz
porque do destino
sei que nenhum de nós
freia ou detém a roda:
O mundo já provou para todos
que dá radicais voltas
no próprio eixo,
ao redor da querida Lua
e somos todos satélites,...
No meio deste tumulto preferi
é me perder neste olhar bonito,
pleno de mistério, oriente e infinito
até você vir inteiro como desde
o primeiro momento que te vi,
e inexplicavelmente nos prevejo.
Nas nossas mãos está
a serpente do destino
e o encantamento do amor nos permito,
em silêncio e liberdade interior
a sedução se fará presente e não negará fogo.
Do meu distante farol
vejo o mundo
atravessando uma
larga noite escura,
Tenho a minha mão
amorosa a oferecer
e poemas sobre a Lua,
Quebrar com o meu povo
é o mesmo que me quebrar,
Partida em pedaços
de Andrômeda,
A onda virá
ainda devastadora,
Não nasci para chorar
sobre corpos,
Nasci para escrever
sobre estrelas,
viajar com cometas
rumo a outros planetas,
e para a Pátria do Condor
sempre regressar,
Para que nunca disso
tu na vida te esqueças:
Os músicos distraem
os nossos corações,
Os poetas são sempre
aqueles que derrubam
os tiranos e libertam as Nações.
No teu coração
apesar de inseguro
tens me abrigado
porque tens a mim
como o teu preclaro,
e algo me diz que
comigo tens futuro,...
Amor doce amor
mesmo sem nunca
sequer ter percebido,
quando eu te chamar
tu verás que tudo
no final fará sentido
feito de amor puro;
Ainda para você
no momento não
passo de mitologia,
e aquela que inspira
cartas de amor
que você haverá
de me escrever,...
Sei que sou a Lua
que te mantém
sempre distraído,
e tu és o centro
do meu sistema solar,
só quero que
venha comigo
quando for te chamar
na hora que o divino amor
em nós se derramar.
O espectro de cores
do crepúsculo místico
do meu país está
a cada dia mais próximo,
e admito que venho
sofrendo por antecipação;
pois a minha voz pertence
aos desimportantes,
e ciente disso me distraio
com a Lua e o Universo.
Peço as escalas e instantes
que ninguém perca
a grandeza original
que nos fez chegar até aqui
em dias de chuva ou sol,
e por tudo aquilo que vivi
e o quê ando a perseguir:
Uma fórmula que faça
florescer a bondade
e a nossa generosidade,
que na vida jamais
podemos delas desistir,
pois devemos ter algo
para nos segurar
quando essa hora chegar
ou se porventura houver
outra circunstância ou acaso
que faça tudo ao redor cair,
Para que estejamos
fortalecidos quando
chegar a esperada
mais longa tempestade
talvez invisível,
que sei que muitos
ainda não estão preparados,...
Como silenciosa prece a espera
e canto sereno em preparação
para encontrar ou abrir
um caminho de fina resistência
para que no tempo ainda
exista um assentamento
que me faça entender
tudo isso e os ciclos
amorosos partidos,
fazendo que eu desista de desistir
todas as vezes que eu cansar
de por você esperar
até tudo isso passar,
não importando quanto tempo isso durar.
