Textos em versos
Tenho os teus braços para me abraçar,
- eu conheço o meu lugar
Escolhi o teu peito para morar
- tenho as tuas mãos para sassaricar
Beijos em cascata para a gente se amar,
- escolhi você para adorar
Tens o sabor da liberdade,
- a tua ausência me deixa
No desamparo da eternidade
Não domino mais a minha vontade.
Sem você ficou louca de saudade
Porque encontrei em você,
O primeiro elogio ousado
Que deixou o meu [coração animado],
- resolvi tentar amar novamente
Não consigo mais dormir
Sem receber ao menos um beijo quente,
- não existe nada mais
Que me interesse mais que o seu jeito
De ousar e o teu ponto H,
Sonho dia e noite
Que um dia você chegará para ficar,
Escolhi para te amar meu doce pecado.
O quê me importa é que tenho
Os teu lábios para beijar,
- lábios com sabor de quem comigo não está,
Um corpo manso para inquietar,
- um coração para cuidar
Ainda hei de fazê-lo se apaixonar
- fico doida esperando
Para você me procurar,
Se apresse, não perca tempo!...
Aqui é o teu lugar,
- escolhi ser tua,
E não é preciso mais dizer:
- Que agora só depende de você!
Talvez não me leve a sério
Porque escrevo poemas escancarados,
Mas esse é o meu jeito de aparecer
É o jeito que encontrei para dizer:
- O quanto nasci para amar você!
O meu sentido poético
É muito [apaixonado],
É o meu coração sempre
Querendo te deixar fortificado.
Beijando-te entro em plena flutuação
Basta um toque, uma malícia
Que entrego-me de paixão
Você não está só em Paris
Estás presentes por todos os locais
De ti arranquei os mais ditosos ais
A cidade da luz não chega perto
Nós somos capazes de iluminar
qualquer trajeto
Quem ama não trata o amor mal
Não o trata como objeto
Quem ama sempre está desperto
Beijando-te inteiro
Vejo que és um lindo luzeiro
E que só o amor conduz ao firmamento
O tempo é como o vento,
Um carrega o outro,
Na verdade, não se sabe,
Quem carrega quem;
Aconselho ires em busca
Do teu infinito bem...
A mente sempre ufana,
O coração jamais engana,
Vá atrás de quem você ama,
Não permita que o tempo
E o vento apaguem a chama;
Entregue-se para quem ama.
Não tenha medo de ir atrás da
[felicidade],
No fundo cada um busca ser amado
[em profundidade],
A vida é um moinho,
[todo mundo sabe],
Quem não é amado como merece:
pode acabar perdendo a
[identidade],
Ame, ame, ame... nunca é
[tarde]!...
Mesmo que tentem atentar contra
O amor que dentro de ti carregas:
Não abra mão, derrube as quimeras.
Seja mais poesia do que melancolia,
E mergulhe de braços abertos
No amor universal - semente celestial.
Um dia tudo se acerta,
Você encontrará a pessoa certa,
E sentirás o aroma da primavera,
Que sempre esteve a tua espera,
E se orgulhará profundamente
De ter feito valer a espera.
Eternizo nesse libelo a cor do nosso amor,
Elixir vindo através da tranquila maresia,
Espraiando em nós a mais íntima poesia;
Em letras corridas, escritas com louvor,
Sopra carinhosamente a brisa do mar...
O poente vem aconchegando a gente,
Assim vou te trazendo alegremente,
Tenho você para me fazer carinho,
Amar, deleitar-me e fazer sorrir
- simplesmente -
E sem nenhum motivo [aparente]...
Escrever para nós só se for com alegria,
Até na mais profunda nostalgia;
Caso um dia, queiras ir,
O teu coração procure de novo
Sempre pelo meu sorrir.
Quem escreve poesia recebeu o dom
Da sensibilidade para fazer
O outro amar mais do que amar,
E ser capaz de atingir até a eternidade
Tendo a coragem de cantar a saudade,
Vivendo a vida em plenitude,
Para se orgulhar do amor
Que sente de [verdade].
Não gosto de conversar contigo,
Gosto de sussurrar ao pé do teu ouvido;
Sobre o nosso tempo e as suas areias:
Eles podem até se desencontrar ao [vento,
Todos no fundo possuem um oásis,
E ao mesmo tempo uma história de [deserto.
Em matéria de amor só temos duas opções:
Podemos ser oásis ou [deserto.
O amor não aceita ambiguidades,
Ele só enxerga o [concreto.
Do teu ser quando em posição horizontal,
Garimpo o quê há de mais dourado,
e mais [belo.
O desencontro só existe para aumentar
Ainda mais a poesia,
Porque só o tempo educa o amor.
Para amar existe tempo de ser:
Veludo, seda, cetim e organza.
Depende sempre do deslanchar da hora
[até se for durante a aurora],
Não importa, para amar não existe hora,
Mande a vergonha embora!
Deixa a vida se encarregar,
Apenas se entregue,
Permita que o prazer te deixe levar,
Ame em todos os tons e texturas,
O amor requer dedicação e bravuras,
Ele te conduzirá até as alturas,
Traduzindo além das falas,
Fluindo como um rio de água doce
- mil ternuras -
Extraindo dum beijo - mil doçuras.
A fulguração do desejo em teu rosto,
Aumenta o sentido e me dá gosto,
Faz com eu prepare algo ainda
Mais saboroso,
Para que eu me torne mais do que tua mulher:
uma poesia inteira.
Rompendo métricas [sem perder]
a estética,
Uma prece faraônica - perfeita.
Para revirar os teus sentidos,
E fazer-te perder a noção de quem comanda
ou obedece,
Sou a diversão que lhe mantém
entretido,
Com os meus lábios mantenho os teus
emudecidos,
Com poesia mantenho os nossos
corpos aquecidos,
Tracejando em nós segredos infinitos.
Espero uma nova historia
e um paradigma iluminados
por vaga-lumes em um caminho
de reconstrução do nosso mundo
onde no futuro não permitam
que continuem presos
injustamente o general, a tropa
ou qualquer pessoa
que pensa diferente,
E todos os povos não tenhamos
mais todos os diasque
nadar contraas correntes
de um mar valente.
Poética de última
consequência,
carrego o mundo
na ponta da minha
pluma flertando
com o perigo,
e na corda bamba
me equilibrando.
Paira tremenda
a Lua Minguante,
desta tragédia
o ar cortante
pesa nos pulmões,
o peso da notícia
furta a atmosfera
e ambos me
põem em vigília.
Há uma guerra
que se avizinha,
e outra de alta
intensidade prevista,
não vou fingir
que não é comigo:
este poema é
o prévio castigo.
Os tiranos se
esqueceram
que nós ainda
não superamos
a pandemia,
só de pensar
tem dado agonia.
Para cada ato
de guerra assinado
ou não, deveria
haver uma lei
que levasse o seu
tirano de estimação
a cumprir uma
preventiva prisão.
Onde a Lua, Júpiter
e a graça da Aurora
dançam no Universo,
De minha mão própria
eu confesso que quero
na vida só o teu amor;
E sem temer pestes,
guerras ou temporais
sem possuir nada,
sem data e hora marcadas,
No meu canto quieto
é que eu te espero,
até tolerando o intolerável;
Porque nós sabemos
que é questão de tempo,
a História e o mundo nossos.
No Universo onde
se reúnem a Lua,
Júpiter e Saturno,
e Marte a galope:
o desejo não some.
Na vida há quem
se precipite em
querer fazer parte
da nossa história
e da nossa poesia.
Querer nada a mais
do que distância
de quem no peito
jamais fará estância,
nunca será demais.
Não aceito que
se metam naquilo
que me mantém
distraída enquanto
o destino não vem.
De nós não divido
nenhum verso
ou dedo de rima,
a tua grã espera
faz parte da minha.
Não permito que
se metam naquilo
que nos mantém
acesa a chama
e a calma ilesa.
No inevitável tempo
de amor você vem,
com tudo o aquilo
o coração contém
e a paixão mantém.
Com a mesma fé
de uma caravana
nômade em meio
a uma tempestade
de areia no deserto:
Antecipo que o meu
amor não é daqui,
e é por ele que espero.
Por se tratar de uma
situação inexplicável
pelo destino acenado,
ele tem tudo de meu
paraíso preservado
e a sete chaves é
o segredo guardado:
Lirídeas nos cabelos,
a espera da Superlua
e do astro dos anseios.
Por isso o meu tempo
eu passo vestindo
a alma de encanto,
e com poético zelo
para que corações
não sejam quebrados.
Lirídeas nos olhos,
a espera da Superlua
e do astro dos sonhos.
E assim sigo a vida
onde homens perdem
o tempo precioso,
trazendo o recado
óbvio, reto e claro
para uns que ignoram
a mulher que está ao lado:
A mulher virtual nunca
terá a grandeza
da tua realeza que te põe
a mesa, te aconchega,
e jamais vai te largar na tristeza;
viva como poeta e um jardineiro
para que não se finde a primavera
do teu imenso amor verdadeiro.
Como a correnteza
abraçando forte
a tua península,
tens tudo de norte,
nada de ondulante
e nenhum mistério.
Que eu te espero,
esconder não quero,
cada suspiro meu
tem sido para você,
até de longe tenho
dado para perceber
o amor que há de ser.
Como as galáxias
em aproximação,
nos fundiremos
em consagração,
longe do comum
e da compreensão.
Que além das noites
a Lua e a estrela
alinhadas e surgidas
do sonho do Sultão
beijando as marés
irão brindar teu rosto
e iluminar meus pés.
A Lua e a estrela
têm sido os faróis
do descobrimento
daquilo que intuía:
que nestas veias
Varosha está viva,
e iremos sobreviver.
Com você o silêncio
tem sido o idioma,
Sei que sou a ilustre
habitante do teu peito,
É nele que em ti
me levanto e deito,
de ti não há regresso.
De mim sem reverso
em pensamento doce
inefável e secreto,
Somos Marte e Lua
em anseio de encontro,
pertença e encanto
no nosso céu íntimo.
Não há mais nada
que me tire do sério,
Tenho me divertido
com o Oriente mistério,
que tem ocupado
os meus desejos,
e criados dias intensos.
E assim pouco a pouco
acendendo com fogo
e paixão o quê a razão
não é capaz de entender
vens ganhando terreno,
Desejo de amor perfeito
e o meu sem querer querendo.
O amor por mim
o teu peito ocupa,
e tornou-me tua
almenara radiante
que ninguém apaga
no alto da atalaia
em madrugada fria.
No topo do mundo
tenho de colocado,
o meu coração
não anda sossegado,
te quero o tempo
todo do meu lado.
O amor por tua
presença longe
de ser a luz da Lua
que ocultará Lira
em noite de chuva
de lirídeas erguida,
há de ser a doce
sentença da vida.
No topo do mundo
estou te guardando,
o meu coração
por ti anda contente,
se há futuro para nós:
ao Universo pertence.
Trago nas mãos
os sinais do Universo,
na cabeça as estrelas
como candelabros
e a Lua na minha testa,
para falar de amor
e do que não faz festa.
O poder do Mal entra
na sua vida discreto
suprindo espaços
vazios ocasionados
por para te dominar
até sem você pensar.
Trago nos passos
os sinais do tempo,
que te façam ir
buscar o quê você
deixou para trás,
e para que não repita
mais mesmos erros.
O poder do Mal põe
você sob risco e conflito
com quem você ama,
com teus conhecidos,
com quem não conhece
e com aquilo que apetece.
Trago em mim como
tatuagem e convicção
contra tudo aquilo que
nos põe em afastamento
porque precisamos
de fé, amor e coragem
por todos e nós mesmos.
O poder do Mal faz
você perder tempo,
provoca rompimento
com o teu amor próprio
fazendo você admirar
quem não merece,
e que não vale uma prece.
O encanto desta noite
e a Lua Rósea nômade
no infinito estão erguidas,
em ti tenho o cardeal
ponto e orientação:
o amor traz a direção.
Ainda que não me veja,
o meu peito não mente,
a tua alma me sente;
o meu silêncio é letra
e muralha do continente.
Daqui para frente há
de ser tudo ou nada,
trago e oferto os signos
da audácia, a mística
da liberdade universal
e a pira predestinada.
A seda escura desta noite
ondulante entre as estrelas,
dervixe sideral que porta
a eternidade e antecipa
na imensidade a aurora.
Da lembrança nada
apaga as memórias
nem tão românticas,
nas linhas atlânticas
tenho me distraído
porque sei que tudo
na vida pode mudar.
Com a esperança
convivo com o quê
insiste em caçar
as minhas utopias,
a fé e a leal crença
de que não se deve
perder a essência
de tudo o quê me
fez resistir até aqui.
Da temperança nada
e ninguém me tira,
do desejo de ter você
comigo além desta
Lua Cheia de abril
plantada como rosa
no jardim sidéreo:
do destino és mistério.
Longe de quem insiste
em furtar no mundo
a misericórdia, o sorriso
e a bondade da gente;
resolvi quebrar a corrente
com o quê faz respirar
para o coração continuar
como um refrão de amor
para você me encontrar.
Das reprovações
que nascem
do teu casto amor,
nenhuma delas
me aborrecem,
e sim enternecem.
Tal como a Lua
aguarda pelo Sol,
te quero com todo
o calor do amor;
você é o meu feito
mais enlouquecedor.
Teus olhos feitos
de Via Láctea
são o meu pendor,
você é o quê há
de mais provocador,
e mel doce de amor.
Do sutil destino
das quatro fortalezas,
nunca irá sossegar
se não alcançar;
teu lugar de amar
é comigo e não
há mais como negar.
Sobre as estrelas,
tantos segredos
e ritos interiores,
as pétalas de flores
viraram poemas
nestas correntezas
porque do teu amor
jamais me perderei.
No alvorecer
deste mundo
por onde uns
se vão com
vida mesmo
sem se despedir,
Sou o silêncio
que ensina a viver.
Atitudes sempre
nos mostram que
novos caminhos
hão de existir
sob todas as luas,
fortalezas e ruas,
Sou a leitura
decidida a elucidar.
Das minudências
para quem as lê
com tranquilidade
cedo ou tarde,
todas elas surgem;
e jamais devem
ser ignoradas,
Sou a opção que
fez todas apreciadas.
Para não perder
o elã com a vida
por causa de quem
diz que buscar
o refinamento da alma,
e não vale sequer
uma vogal balbuciada.
Se não for para ser amada,
sigo sob a luz do ditado:
"melhor sozinha do que mal acompanhada".
Não haverá nunca
pós ou vida vazia,
sou a que não é
nem será perfeita;
porque de poesia
nasceu feita porque
é cheia de vida.
Como ocupação
mansa e divina
de um por um
dos teus enigmas,
virei conhecedora
das tuas armadilhas.
Sei o quê quero
e como mereço,
quando percebo
o sentimento fútil,
apenas não aceito,
porque não convivo
e total me pertenço.
Como dona de si,
alma sacudida
e origem igual a tua;
sem pensar você
se tornou entrega,
e fui pela rota de fuga.
Sob todas as luzes,
sóis, luas e estrelas:
não gostei do que vi,
certa, como e tal
a Fortaleza Santana,
optei daqui adiante
distante ficar de ti.
No Forte de Santa Bárbara
a maré em frente saúda
e a voz da mulher leva
em plena noite profunda,
e a devolve em forma
de aroma de chá oriental.
Não existe gente que
seja complicada,
existe mesmo é gente
que foi naufragada
pela crueldade de um
mundo sem coração.
Se quer decodificar
o quê é universal
e a fez o rumo mudar,
basta olhar para si
e com ela conversar
sem se dispersar.
No tear do Universo foi
colocado o fio do luar
que une destinos
por mais que ventos
contrários e a distância
queiram separar.
Se a hora de amor é
esta nem as estações
e os anos esta trama
haverão de desfiar,
se está escrito tudo
nesta vida irá aproximar.
