Textos em Homenagem a Pessoas Ilustres
Se vivemos sempre entre o 8 ou 80, somos pessoas instáveis, isso demonstra a nossa falta de equilíbrio!
Nada terá consistência, ninguém confiará, terão apenas pena de nós ou muitas vezes alguns se rirão à nossa custa, seremos bobos da festa, estamos sempre fora do tom!
Bom será mesmo caminharmos devagar, conscientes dos nossos passos, caso contrário nunca chegaremos a lado algum! Andaremos sempre perdidos, não encontraremos o nosso caminho, e ele só pode ser encontrado por nós!
Há alturas na vida que precisamos parar e escutar os sinais!
Precisamos de aprender a estar bem connosco, sem necessidade de mostrar nada a ninguém, respeitar-mo-nos para sermos respeitados, aprendermos o nosso valor, para sabermos quem realmente nos valoriza!
Por isso é melhor até lá, silenciar mais, buscar sabedoria e conhecimento... e mostrar menos ao exterior. Leva tempo mas adquire-se segurança, estabilidade, enfim o equilíbrio!
São tantas as pessoas que mostram vontade de que a vida delas mude, e não as vi mudar nada perante a vida! Passam-se horas, dias, anos e continuam entre o 8 e 80, sem terem ainda encontrado algum equilíbrio.
É claro que a vida as terá que ensinar! Se não é através do amor, terá que continuar a ser pela dor.
Certas pessoas caminham pela vida amontoando pedras a seus pés, a qualquer contrariedade elas atiram-te as pedras e magoam-te, mas só se tu permitires. Essas pedras são a inveja, a raiva, os complexos de inferioridade e todas as suas frustrações. Não conseguem manter laços de coração com ninguém, afugentam todos. Nem reparam que esse montão de pedras a seus pés as impedem de caminhar, vivem amarradas ali, às suas revoltas e culpas.
Esquecem que o amor é rico... mas muito pobre materialmente, continuam lutando pelas coisas, perdendo o que vale a pena, pela falta de amor. Só o perdão, poderá reverter a situação.
Há pessoas com mau íntimo, por mais que a vida as tente ensinar, continuam com vontade e desejo que certas pessoas sejam infelizes e lhes corra a vida o pior possível, por vingança!
Só que esses desejos existem, porque o mal reside dentro, é a forma que encontram de vomitar o veneno que lhes vai na alma.
Aprendi a ser sincera e a apreciar as pessoas pelas qualidades que possuem.
Não busco pessoas por interesse e não sei dizer sim ao que não faz sentido para mim.
Incomoda-me olhar as pessoas pelo lado ruim.
Escolher viver na verdade, acaba por anular toda a mentira à minha volta e não viver de ilusões.
Hoje sei distinguir o sonho da fantasia.
Tenho medo de morrer, assim como tenho medo de não viver direito.
Tenho medo das pessoas, como tenho medo de ficar sozinha.
Tenho medo de ser insuficiente, ou de ser suficiente e não ser valorizada.
Tenho medo de abraços,mas me pergunto de há algo de errado comigo quando não sou abraçada.
Tenho medo dos meus segredos, do meu passado, do meu futuro e por isso acabo não vivendo o presente como deveria.
Tenho um medo absurdo de ser traída, enganada, passada para trás.
Tenho medo de que riam de mim pelas costas, de que zombem do meu jeito e depois me cubram de falsos elogios.
Tenho medo de ir pro inferno, assim como tenho minhas reservas em relação ao céu: santidade extrema é algo robótico.
Vivo com medo, sem coragem de sequer tentar superá-los. Pois também tenho medo do fracasso, de tanto que já fracassei.
Entre a Solidão e a Incompreensão.
“Existem pessoas que não reclamam da solidão mais que aquelas que as criticam. Existem mais pessoas incompreendidas que solitárias.”
Há uma diferença sutil, porém decisiva, entre estar só e não ser compreendido.
A solidão pode ser um retiro voluntário da alma que busca silêncio para florescer. Já a incompreensão é um exílio imposto — um afastamento moral que nasce quando o coração fala uma linguagem que os outros não escutam.
Muitos temem a solidão porque confundem o recolhimento com abandono.
Entretanto, há espíritos que, mesmo isolados, irradiam presença e serenidade, enquanto outros, rodeados de vozes, sentem o peso do vazio interior.
A verdadeira solidão não está na ausência de corpos próximos, mas na ausência de almas que nos compreendam.
Psicologicamente, a incompreensão toca uma ferida ancestral: o desejo de sermos aceitos como somos.
Quando o ser percebe que sua maneira de sentir é distinta, que seus valores destoam da pressa e da superficialidade do mundo, ele se recolhe não por fuga, mas por proteção da própria sensibilidade.
É nesse silêncio que o autoconhecimento floresce, e a alma aprende a encontrar em Deus o eco que faltou nos homens.
A existência nos ensina que toda alma traz experiências múltiplas, provenientes de outras existências, o que explica a diferença de maturidade espiritual entre os seres.
Muitas vezes, quem hoje é incompreendido caminha alguns passos à frente, porque já compreendeu o que os outros ainda temem enxergar.
Por isso, a solidão, para o Espírito evoluído, deixa de ser dor e se transforma em laboratório de luz interior.
Minha Rua
Minha rua tem casas
Pessoas boas também
Aluns com nomes bem engraçados
Demildes, Juventino, Mardoqueu, Mariinha e Tibúrcio
Minha Rua,
Rua Conceição de Ipanema
Nem Conceição eu me lembro
Quanto mais de Ipanema
Na verdade nunca vi
Nem sei quem é , nem quem foi
Se tu encontrar um dia quem foi
Traga ela aqui para eu conhecer
Quando digo que sinto saudades de mim, eu me refiro aos sentimentos, às pessoas, aos lugares e a todas as pessoas que já se foram. Aprendi que nem todo luto vem depois da morte de alguém; vem toda vez que você deixa algo para trás, quando deixamos uma parte de nós. A gente quer manter as memórias vivas, mas o tempo nos distância e nos desconecta.
26 /03/2025
As pessoas não sabem o que querem, correm para os lados e fazem círculos.
Buscam do lado de fora aquilo que lhes foi dado ao nascerem.
Sempre esteve com elas mas a ideologia de escassez impregnada no mundo as fez perder em algum momento da jornada.
Então se vitimizam, choram, sofrem, morrem...
É triste, ver pessoas morrendo ainda vivas.
São verdadeiros zumbis emocionais, espirituais, mentais...
Mas se você ficou aqui comigo até agora é porque está na sua Jornada da Virada!
Não há idade para encontrar seu verdadeiro Eu, sua essência, nela está a abundância...
O sorriso fácil, o sono profundo, a alegria no minimo, a conexão com o planeta, a sensação de pertencimento, você lembra? Lembra que já sentiu isso algum dia?
Pois é, tem que resgatar isso ai de dentro, feche os olhos agora e imagine quando foi a ultima vez que viveu estes sentimentos. Quais eram seus sonhos?
Eu resgatei isso depois dos 40 anos e aprendi a dançar... Dancei para quatro mil pessoas ao lado de duas dançarinas profissionais... Isso foi só uma das coisas que fiz kkk
Não interessa a sua idade, sabe o que interessa? A sua vontade, o seu fogo interno, o que faria você levantar as duas da manhã para fazer de graça?
É isso que mexe com voce entende? É nisso que você tem que focar a partir de agora, dê um jeito de trabalhar com isso... Já deu Certo!
Vai pra cima!
As pessoas que só levam sim na vida possuem o ego muito inflado, ou seja, os nãos podem fortalecer.Na vida não iremos apenas ganhar. É preciso saber lidar com as vitórias e com todas as derrotas. Psicopatas narcistas são sedutores e têm amor-próprio em exagero. Logo, se ame sem exageros.
Mantenha a cabeça erguida, seja paciente que o sim virá naturalmente por distração.
"Estive observando que as pessoas em idade bastante avançada perdem o interesse por interagir com outras pessoas e a vida parece perder a graça. Elas passam a se comportar exatamente como os bebês recém nascidos, que também não demonstram o mínimo interesse por ninguém que esteja à sua volta. Talvez seja preciso percorrer uma longa estrada para finalmente descobrir aquilo que nasceu sabendo"
Edson Ricardo Paiva.
"Para algumas pessoas Deus concede limitações e dificuldades como um meio de crescimento através das provações da vida. Para outras Deus permitiu que tivessem inimigos, para que compreendessem que não somos seres à parte na criação e para os que precisam de muito sofrimento pra evoluir, Deus deu a língua"
Edson Ricardo Paiva
Eu paro numa esquina
Olhando pros dois lados
Se penso em atravessar a rua
Eu olho pras pessoas
Elas vem de todos os sentidos
Olhares ressentidos
Caras boas maldormidas
Procurando
Tempo dentro dos seus próprios tempos
Buscando sós, só um jeito de cuidar
Das próprias vidas
Buscando suas esquinas pra parar também
Todos se vão, se vem, se vão...se vão...se vem
Mas não fica ninguém
Tão sozinho, olho pro chão
E ainda me molho quando a chuva cai
Todos eles tem dentro de si, ainda
Um pouco dessa coisa linda
Cujo nome ninguém sabe
Talvez seja pureza, beleza, ingenuidade
Pode ser que seja oxigênio numa bolha de sabão
Gáz hélio dentro de um balão
Coisa gostosa de se ter, mas que não vem; só vai
A cada um lhes cabe alguns desses balões
Que vão se furar lá no espinho da rosa
Parado numa esquina...a rosa vem devagarinho...e fim
De espinho em espinho a vida vai modificando a gente
A vida, antes tão quente, hoje fria...vazia
Toda aquela gente, que vem de todos os sentidos
Perdendo às rosas
Um pouquinho dessa coisa boa
Que deixamos se ficar pelas esquinas
Sempre sem querer
Sempre que buscando apenas
Um jeito de cuidar das próprias vidas
Perco a pressa e penso
Que é essa a beleza da vida
E a natureza de todas as coisas.
Edson Ricardo Paiva.
Nos lugares aonde passei
Das pessoas que conheci
De todas as experiências vividas
Haverá, nas quais houver
Três modalidades de lembrança
Três tipos de recordação
Três qualidades de estória
As puras,
Guardadas no meu coração de criança
As duras,
Daquelas que mataram qualquer esperança
E as verdadeiras
Reconstituindo os fatos vividos
Escondidos nos buracos
Que fizeram no meu coração
e na minha memória
Mas estas não tem graça
Pois
De todas as coisas
Que na vida a gente passa
Não guardamos
as verdadeiras alegrias
Vividas na pureza do dia-a-dia
Pois na rotina
as coisas se desfazem
Estamos fatalmente cercados
Por pessoas
Que simplesmente se comprazem
Em viver pura e tão somente
De fantasias
Escolhem conhecer um Mundo
desconhecido
Que você infalivelmente lhes daria
Se tivessem simplesmente
Te escolhido.
À ver
O ódio, o desprezo e a indiferença
Que dividem entre si as pessoas
Eu prefiro a companhia dos pássaros
Prefiro parar por aqui
E viver apenas de lembrança
À ver
O que está se tornando este mundo
E como são falsas e fingidas
As relações mais sinceras
Eu prefiro a companhia das feras
Prefiro relembrar o que esqueci
E viver mais uma vez de esperança
À ver
No que se tornaram as relações humanas
dizendo, pensando e fazendo
As coisas mais absurdas e insanas
Eu prefiro a companhia das iguanas
Esquecer que também sou gente
Viver de me esconder somente
À lembrar
de como as coisas um dia foram boas
Eu queria a companhia das pessoas
Que não sei aonde foram parar
Talvez tenham previsto antes que eu
descoberto o que foi que aconteceu
e fugiram, nem me avisaram
Talvez estejam todos brincando de enganar
fingindo ter perdido a humanidade
Mas, meu Deus
Se não for de brincadeira
Se este Mundo de agora é mesmo de verdade
Me leva embora, Deus meu
Na primeira oportunidade!
De vez em quando as coisas são
Exatamente o que parecem
As pessoas não te esquecem
Simplesmente
Nem se lembram de você
A noite cai
Bruxas em sorriso de fada
Tristes sorrisos insulados
Vozes melancólicas como um fado
Exploram os recônditos da sua mente
Com sua elegante languidez
Atraindo simpatias
Preparam seus ardis
A aparente fragilidade
Te conduz às suas ilhas
Trilhas mal iluminadas
Armadilhas nas quais
Você é insensível à dor
Quando percebe
Está envolvido por algo
Que parece ser amor
Aquele
do qual você fugia
Fingia ser imune
O odor que te atraiu
Não era sequer perfume
Aquilo que te fez
Cair na armadilha do mal
era algo bom e natural
Que te faz não crer na fé
E aquilo que parecia amor
Agora não mais parece
Simplesmente é.
Há Pessoas
Que eu gostaria de rever
e outras das quais
Eu sinto saudade
Há lugares
Onde nunca fui e nunca vou
Outros que conheci
e não quero voltar
Há lugares
Que são muito mais meu lugar
do que este onde eu estou
Existe uma grande diferença
Entre "querer" e "ter vontade"
Assim como
Existem pessoas que "nos suportam"
e outras, que talvez um dia
de nós sintam saudade
Tudo muda com o tempo
Inclusive as pessoas
e aquilo que elas sentem
Algumas mentem pra si mesmas
Tentando ocultar o que é evidente
Se enganam com tanta perfeição
Que chegam a crer ser verdade
a repentina imperfeição
Que enxergam no Mundo
por pura vaidade
Cada pessoa, cada lugar e cada dia
São coisas insubstituíveis
E o tempo é Senhor da razão
Então, melhor esperar que o tempo passe
Aguardar o desenlace
e um dia poder partir
Pra um lugar qualquer
Onde seus gritos
Não mais nos alcancem
Erguei, irmãos, a taça
Hoje o Mundo amanheceu em paz
As pessoas se reúnem nas praças
Acabou a dor, cessaram todas as guerras
O amor venceu, há imensas colheitas
a serem feitas em todos os milharais
e tudo mais que se planta no Mundo
O leão e a hiena hoje são amigos
Não há mais fumaça no ar
Os Beatles vem aí para cantar
Novas canções e canções antigas
Há Sol no Céu, mas ninguém há de pegar insolação
Erguei a taça, meus irmãos
O Pássaro Preto e o Canário
Nunca mais vão viver em gaiolas
Todo mundo agora vai jogar bola
e todos os jogos haverão de terminar em empate
Somos todos vencedores
Não há mais necessidade de saber quem é melhor
A idade de todo mundo vai parar nos trinta
As cobras terão asas
Porém só vão comer
Os insetos que forem muito chatos
Tem tinta pra pintar todas as casas
Todas as crianças vão ganhar sapatos novos
O Polvo vai inaugurar um Parque Aquático
A Matemática nunca mais vai ser difícil
Vamos todos nos reunir e tirar um grande retrato
Erguei a Taça, meus irmãos
façam espocar os fogos de artifício
Acabaram as doenças
Se extinguiram o engano, as diferenças
Terminou a indiferença
Todos os juízes de futebol
Agora terão duas mães de verdade
Encham suas taças com champanhe
A vida vai ser só felicidade.
A Rua da Saudade existe em Muitas Cidades
Lá, como em qualquer outra rua
Vão morar pessoas de todas as idades
Pessoas ruins, medianas e boas
Gente honesta, meio-termo e gente à toa
Tem o cara que Guardava as Chaves
E os caras que ficaram atrás das Grades
O velho e o menino, o senhorio e o inquilino
O fervoroso, o ateu e aquele, cujo coração
Foi uma semente que caiu na areia
Mulher bonita, remediada e mulher feia
Lá nessa rua eles tem toda a eternidade
E também não há mais tempo pra nada
Ela tem esse nome para honrar
Algumas pessoas que moram lá
Outras não deixaram nenhuma saudade
Um dia todos nós seremos vizinhos
Mas ninguém virá bater à sua porta
Pra pedir açúcar ou café
Portanto
Se você tem algo a dividir
divida agora
Aquele que por último, melhor vai rir
É aquele que sabe o que há no porvir
E muitas vezes, hoje chora
