Textos e poemas

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ALBINA


Clara feito alva.
Com seu Jeito de menina.
Um Coração de Leoa.
Assim se fazia Albina.

De olhos da cor do mar.
Nunca vi coisa mais linda.
Por onde mirava os olhos.
Todos só viam Albina.

Para mim. Ela nunca se foi.
Apenas está caminhando.
Desbravando.
Outros horizontes.

Foi para seus queridos encontrar.
Mãe também sente saudades!
Deixamos que vá. Nosso Amor,
Não é maior a dos outros.

Da angustia e do medo,
que nos rodeava a vida.
Do seu jeito nos protegia.
Com carinho. Apego e Zelo.
Fez de tudo o que podia.

Já não ligava para si.
Tudo para os seus.Ela fazia.
O Amor de Mãe é sagrado.
É claro Amor, de vibração Albina.

Não conheci mulher mais bonita.
Viver junto a ti. Foi privilégio.
Ser seu filho, um presente.
Ainda estaremos juntos,
Algum dia.
Meu coração. Assim senti.

marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

Insinuações

Insinuas. Vontades frias.
Insegura. Brincadeira.
Brilhar em luz. Para alguém?
Realizar instinto.
Porque não tens?
Brinca de medo.
Faz-se linda.
Faz-se mais nada,
Apenas sentir-se amada.
por um coração.
Faz-se figura. Desejada.
Desejaria, também?
Ou apenas brincaria,
com o próprio medo?
Se afirmaria, em entendimento.
De que. O que mais valeria,
Seria, apenas brincar.
Insinuar. Com medo de perder.
O que nunca teve.
Amar. São para os corajosos.
E seu endereço.É o coração.
Não bonecas de vitrine.
Se Ele não invade a alma.
De nada adianta de tudo.
E a completude. Continuará
faltando.

marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

Fixação


Fixação não é amor.
É tortura temerária,
para dois seres.
O fixar no objeto,
fascinado.
Pesa a vida para ambos.
É sentimento desmedido.
É um coração que precisa
ser curado.
Enquanto. Atropela o sentimento.
O outro é sufocado por falta,
de auto obervação do próprio
engano. Que não resolveu.
É tudo na Vida. Menos Amor.
Se disfarça de atenção.
De proteção. Amizade,
superioridade .De submissão.
Mas é somente um coração,
que foi machucado um dia.
E fixa ao objeto,
que pretende possuir.
E nesse objeto. Encontrar,
a doença sofrida da alma.
Somente introjeção de um
passado sonhado. Não realizado,
sofrido.
Sonha acordado. Não realiza a vida.
Apenas sobrecarrega o objeto,
selecionado para extravasar
engano da alma.
É egoísta ao extremo.
E não possui essa percepção.
Nada e nem ninguém poderá,
indicar o caminho da felicidade.
Somente deixando livre.
E libertar-se do apego,
asfixiante, do objeto aprisionado.
Que poderá alcançar a cura
do próprio coração.
Que gira a roda da Alma,
para a felicidade, é a própria
pessoa.
O amor verdadeiro. É o encontro,
de duas personalidades afins.
Que facilita esse girar da roda,
de momentos de cumplicidade,
alegria, e fortuna. No tempo e
espaço em que se sucede.
Não se consegue brincar de amor.
Ou ama. Ou não ama.
O resto. É um coração que precisa
aprender seu próprio caminho da
felicidade.
E jamais é possuindo um objeto,
que acredita. irá, trazer-lhe a felicidade
imaginada.
Enquanto, existe Vida. Existe tempo,
para amar de verdade.
Mas precisa deixar a fixação.
E tratar o coração, com a verdade,
que ainda não conhece.
E se conhece. Precisa tratar o egoismo.
O orgulho. E viver com mais sabedoria.
Nada e nem ninhem é melhor que outro.
E nunca saberás. Onde encostrarás o seu amor.
Mas fixado numa pedra. Jamais vivenciará isso.
A leveza do espírito. Sem obsessão.
É que atrai, seu verdadeiro amor, junto
seu coração.
Se precisa de ajuda. Busque.
O orgulho. Só faz matar a alma,
que anseia por amar.
Substituir, o objetando o ser.
Aprisionará a sua alma, e do
objeto que só vive em pensamentos
e imaginação na sua cabeça.
Sê livre. Com todas as suas forças.
É a única chance. De encontrar.
O que procuras na vida.
A mentira existe. Na proporção,
da sua própria percepção da vida.
E a pior mentira. É mentir-se,
a si mesmo.
Nem cetim. Nem adornos, nem
pinturas. Farão encontrar.
O Amor que procuras.
Somente a verdade.
Que sentes possuir.


marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

Casa vazia


Antes cuidada, plantas no jardim.
Cuidadomente regadas.
Se via o carinho que não havia fim.
Passava o tempo cuidando.
Com a sabedoria do tempo.
Vagaroso. De cabelos brancos.
Fazia a diferença, naquele momento.
Anos de histórias. Não precisava nem falar.
Era apenas observar os movimentos.
Os capricho, com a casa. Um olhar.
Um cumprimento.
Sabedoria guardada. No jeito de ser.
Aprender já não precisava nada.
Pelo seu jeito de viver.
Ponderação. Leveza e paz.
Era ele e o jardim.
Não precisava, de coisas a mais.
Procurar outros trabalhos,
seu andar não precisava.
Um pouco de tudo havia visto.
E não precisava de nada.
Apenas sua casa e seu jardim.
Descanso dos eleitos.
Que conseguiram envelhecer.
Passaram na vida.
E aprenderam. O que devia aprender.
A pressa, significava nada.
Apenas as plantas regadas.
Devidamente com o seu amor.
E agora a casa fechada.
Vazia e abandonada.
Com tantas placas. Se expondo,
a pressa de vender.
As plantas não foram mais regadas.
As paredes abandonadas.
E a vida que enchia tudo.
Se foi, não sei para onde.
Para cuidar. Quem sabe.
De outro mundo.


marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

Olhos de sereia

Se fizeste flor do agreste. Dourada.
Feito cabelo de milho em plena florada.
Com o brilho desse olhar.
Se fizeste sereia. E; em noite de lua cheia,
mirando o moço a passar.
Tiraste um pouco de tempo,
para torná-lo fecundo.
para encantar uma vida.
para alegrar esse mundo.
Em pensamentos largados.
Se estonteia um coração.
Não se esqueças;sois tão bela?
És torre, rainha,
Guardada em um coração.
Não se canses. De fazer-se assim.
Da beleza que só você tem.
É essa beleza que encanta.
É sua beleza que me faz bem.
Projeta sua figura na vida,
conforme manda a sua visão.
Daquilo que as pessoas procuram.
Daquilo que comanda meu coração.
Carregando a paixão, tão segura.
Que motivo , no incerto eu teria.
Se. Depois de atravessar,
todos os perigos do mar?
Se lá adiante não estaria?
Com seus olhos de sereia?
Com sorriso, de musa a esperar?

marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

Quadros

Pendurados,Esquecidos.
Perdidos,As Vezes, Despercebidos.
De Muitas Maneiras Arte,
Não Entender,Faz Parte.

Grandes Nomes,
Muito Já levou,
Hoje De Suas Memórias,
Tão Pouco Sobrou.

Voltando,Mais No Tempo.
Surgi Novos Momentos,
Pra Sempre Eternizar,
Em Novos Quadros Guardar.

Inserida por Gbird

Metáforas

Nunca Entendi,Nunca Aprendi.
Sera Que Vou Morrer,
E Ainda Assim,Não Vou Aprender A Viver.
Nesse Impasse Diário,Sigo.

Entre Sorrisos e Abraços,
Alegrias e Abraços,
Sentimento,Me Ensine
A Viver,Sem Sofrer.

Procure-me Em Um Olhar,
E Com um Sorriso Ira Me Encontrar,
Me Procure Com Uma Dor,
Que eu Curo Com Esse Amor.

Metáforas,Mistérios,
Nada me Faz Sentido,
Nada me é Certo,
Sigo Vivendo,Esse Futuro Incerto.

Inserida por Gbird

Um apelo pela natureza

Se a natureza falasse
Será que os humanos a preservariam?
Se o mundo a escutasse,
Será que ele sobreviveria?

Se nosso lixo espacial
Impedisse-nos de ver as estrelas
Será que pararíamos de produzi-lo?
Se os seres humanos amassem mais
Será que haveria tanto terror no mundo?

Se o oxigênio acabasse,
Será que em nosso leito de morte
Nós nos arrependeríamos?

Mesmo que o mundo acabe,
Por nossos erros,
Nunca nos arrependeríamos,
Por sempre termos essa ideia de superioridade.

Inserida por MagsMelo

Primavera
O sol vai surgindo
O dia fica mais lindo
As flores se desabrocham
Os pássaros se alegram
É primavera
Casais admiram a estação mais bela
O amor aflora na pele
Algo tão singelo
Princesas surgem do castelo
É primavera
Flores alegram as amadas
Casais nas ruas de mãos dadas
Á ultima flor cai no chão
O doce primavera vai deixar saudade no coração!

Inserida por oziasbarbosa

Minha Biografia Eu, Roberto castelhano , nasci em São Paulo Capital 3 já viajei um terço do Pais e me considero
realmente brasileiro , dois excelentes filhos moram na capital de São Paulo e são formados Bacharéis e me orgulho disso , por estar alegre , feliz por ter filhos nos estudos e trabalhadores , eu ainda escrevo poemas e poesias e livros o mais recente cujo título é Uma Carta ao Poeta , uma história de amor , e quero contribuir com meus poemas que meu público tem admirado e me da palavras de apoio pra poder continuar a escrever mais,tenho um pessoa especial nessa história toda que jamais poderia ficar de fora, ela acordou o poeta que existe em mim a escrever cartas de amor e poesias todos os dias, tenho publicações no Facebook de diversos poemas e levo a todos os meus parabéns de gostar de ler meus artigos e obras, muito obrigado a todos.

Inserida por robertocastelhano

Como queria ser uma brisa da manhã
Para poder te tocar
Chegar de mansinho
Acompanhada de carinho.

Como queria ser um pensamento
Para poder viajar no seu corpo
Morrer de sufoco
Tocar o teu rosto.

Como queria ser uma rede
Para poder te balançar
Sobre o olhar das estrelas
Numa noite de luar.

Inserida por oziasbarbosa

Poeta

Poeta é um sonhador,
Que não sonha sozinho.
Que fala de amor,
Enquanto seu peito queima de dor.

Escreve sobre alguém,
Sem ter visto um dia.
Não é conto e nem magia,
É apenas um sonhador levando alegria.

Finge ser ator,
Em um teatro sem plateia.
Sente frio em um dia de calor,
Na pele de um diretor.

Inserida por oziasbarbosa

O amor é uma doença sem cura
É o certo em forma de loucura
É desejo é paixão é ternura

É o impossível acontecer
É viver ser sem saber
É uma vontade de morrer

É uma ferida por dentro
É uma eternidade em um momento
É algo que vem sem Consentimento

É a tempestade que vem e devasta
É o muito que nunca basta
É o que nos uni e o que nos afasta.

Inserida por oziasbarbosa

Você pode não ser importante para alguém
Ou talvez nem te queira bem
Mas e dai, que que tem
Se não soube ver o seu valor
Isso não é amor
Você é não é igual a todo mundo
Você é alguém que precisa de cuidado
Que não ver nas pessoas maldade
Ai te fazer sofrer já é crueldade
Deus te fez para ser feliz
Se no teu peito impera a dor
Arranca o mal pela raiz
E vai atrás de quem um dia o teu bem te quis
Não sou poeta e nem vidente
Mas tenho a certeza que você é importante
Então pare nesse instante
Enxugue os seus prantos
E não procure argumentos
Chega de sofrimento
Você é umas das estrelas que Deus fez para brilhar
Se não consegue ver seu brilho
Não tem o direito de apagar o seu sorriso.

Inserida por oziasbarbosa

DESATINO (soneto)

Ó melancolia do cerrado, a paz me tragas
Solidão em convulsão, aflição em rebeldia
Dum silêncio em desespero, e irosa agonia
Ressecando o coração de incautas pragas

Incrédula convicção, escareadas chagas
De ocasos destinos, e emoção tão fria
Do horizonte de colossal tristura sombria
Que rasga o choro em lacrimosas sagas

Ó amargor do peito engasgado na tirania
Duma má sorte, e fatiadas pelas adagas
D'alma ao léu, tal seca folha na ventania

Pra onde vou, nestas brutas azinhagas
Onde caminha a saudade na periferia
Do fatal desatino em pícaras pressagas?

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DO AMOR PERFEITO

O amor perfeito, só há a quem amar
Nele sentir a paixão de ser amado
Amando sempre e, o tendo do lado
Onde cada segundo não pode parar

Não há nada na vida melhor que jurar
Lealdades, deixando o coração atado
No olhar, assim apaixonados, fundado
Então, sem qualquer ilusão a perturbar

O amor é presente no destino fadado
É sentir prazer e por ele querer esperar
Sem a incerteza do certo ou do errado

E nesta tal magia a quimera de sonhar
Que agrega, há entrega, e é imaculado
Amor não tem fórmula, se faz anunciar!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ALUCINAÇÃO (soneto)

Perdoa-me, ó amor, por sonhar-te
Meu coração anda nu por te querer
Minh'alma te tens na razão pra valer
Pois, tu és no meu soneto dor e arte

Os meus olhos alucinam sem te ver
Nada vejo e, estás em qualquer parte
Nos meus desejos tornas-te encarte
De uma repetida narrativa, sem ser

A saudade faz loucuras que reparte
A alucinação de um mesmo sofrer
Pois tudo passa, e nada é descarte

E nestes rastros, sois o meu render
Frágil e também tão forte, dessarte!
Que me tem vivo neste túrbido viver...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Amor ou Capricho


Brinco de esconde, esconde.
por minhas própria vocação.
Tanto a perder seria? Não sei?
Machucar o coração?
Entregar o sentimentos?
Objetivo de vida?
Ver tudo desmoronar?
Não era aquilo , que queria?
Seria muito risco para correr?
Tanto de perder?
Tanto de se administra?
Seria mais fácil, nascer
numa tribo?
Sem nada a se cobrar.
Nada a perder.
Ao natural; onde a natureza,
ali me colocou?
São tantas idéias. Tanta construção.
Monumento de idéias.
Fluides de muitos.
Corpo em exposição.
Beijada. Feito bandeira do divino.
Segurada feito corrimão.
Objeto de afetos, projetados?
Seria amor. Ou não?
Resolvi não reclamar.
Inclui feito missão.
Missão; a ter que cumprir.
Mas: E meu coração?
Sobra para mim? Ou não?
Por medo? De falar.
Por medo de perder?
Sei que tudo vai passar?
Mas, mesmo assim?
Só penso em me esconder?
Seria isso o certo?
Politicamente correto?
Tanta indecisão.
Correr até o tempo passar?
A Vida me esquecer.
Afinal. Já aprendi, a me esquivar?
Dessa febre, que dizem amar?
Muitos reclamam. Muitos se saboreia.
Mas passa , o tempo, e estou sempre.
Sozinha na cama. Chorando em silencio.
Por medo de merecer. Medo de sofrer.
Medo de me conhecer.
Medo de errar. Medo de acertar.
Medo de me limitar.
Ao que a vida deu para mim.
De me ajustar. O que a vida deu para mim?
Ou medo de perder?
Fracassar em dor, sem fim.
Dessa forma. Pinto o rosto.
Insinuo. Faço de conta.
Fujo pelas pontas.
E não toco mais no assunto.
Esqueci o natural.
Acompanho a moda.
Venci na vida.
Provei para alguém no
passado. Que alguma coisa seria.
Mesmo que tivesse esquecido?
Coisa tão importante em minha vida.
A que desejei provar?
A que custo paguei?
Só desejava amar.
O que me tornei.
Até quando me enganar?
A suportar? Tanta exigência
que criei?
E quando alguém me vil como
realmente era?
Me escondi. E o jogo começou.
Não seria mais fácil, não rola.
Não sou, como você me imaginou?
Ou simplesmente? também dizer.
Me enganei. Você não foi o meu sonho.
Que meu coração desejou?
Ficou na insinuação. Simplesmente,
guardou. Na geladeira do destino.
Um pedaço de carne largou.
Mas essa carne.
Tinha seus sonhos também.
E guardar em silencio?
Também tinha sua limitação.
Então o passarinho vôo.
Cansado de construir seu ninho.
Que a passarinha, nunca pousou.
Não , não era indecisão.
Era medo de perder.
Sonho, que construirá para viver.
O sofre, já se acostumara.
E atribuía, a força superior.
Mais um engano.
A quem. A lampada apagou.
E o noivo passou, e não parou.
Não havia azeite na lampada.
Em mil, afazeres se distraiu.
Não ouviu seu coração,
Só opinião de mil.
E; assim se moldou.
A todos agradara.
Todos a admirara.
E esse caminho seguiu.
O natural, tornou-se.
Artificial.
E já não sabia quem era.
O poder? De tantas primaveras.
Levando suas folhagens ao vento.
Quem diria a verdade?
Era pura vaidade.
Coisa não natural.
Aprendera a esconder sentimentos.
E; esquecerá seu próprio tamanho.
Quem a aplaudira de baixo.
Nunca desconfiara.
Apenas queriam se alimentar,
daquela exposição.
E, depois , para casa voltar.
Retomar sua simplicidade.
E ter o direito de Amar.
No seu próprio tamanho.
Na forma verdadeira de ser.
Sem vestes no corpo.
Na alma. No falar.
Apenas se entregar,
na solidão a dois.
E pela Vida.Mil caricias trocar.
Quem era realmente feliz?
Quem se enganava?
Se por todo esse tempo?
Não acreditaste?
Não era para ser mesmo.
Teria muito a perder?
Ficara em seu próprio mundo.
Liberta. E libertada.

marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

SONETO DO ENCONTRO

De repente ali, eu e tu, numa colisão
O coração disparado tal doce jornada
Os olhos então calados, a mão suada
E o peito sussurrando toda a emoção

Aí uma voz fez saber da tua chegada
E neste silêncio seco, uma explosão
De um olá! Então me vi num turbilhão
Pouco se fez o tempo, na veloz toada

Busquei descerrar minh'alma fechada
Para devorar-te numa franca devoção
Tal qual a paixão no cerne encarnada

E então neste soneto a minha canção
Pra celebrar a quimera aqui cantada
De amor, que é possível, que é razão...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DA PAIXÃO

Há que bom seria, poder tocar-te
Enrolar as minhas mãos no carinho
Entrelaçar o meu olhar no teu linho
Das carícias, assim, então amar-te

Há se eu pudesse trilhar o caminho
Dos sonhos que te fazem à parte
Dos ardentes desejos, ó doce arte
Bebida no afago, em taça de vinho

Onde andas tu ó cálida paixão baluarte
Venha e da solidão arranque o espinho
No vitral do sentimento és estandarte

Te quero no peito, coração, no verde ninho
Te espero no tempo que a demora reparte
Qualquer hora, não seja tarde, aqui sozinho!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol