Textos e poemas

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ALGUÉM ME FAZ IR ALÉM

Desculpa se te olho profundamente
É que tento enxergar a verdade
E ver a beleza da vida nos teus olhos
A ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos
E me guiar
Você me faz ver novos horizontes
Olhar o tempo...
Ir sem ver os seus abraços
Seus sorrisos ou suas rimas de amor
Largar tudo e ir correndo a seu encontro
Mesmo que tão longe esteja
Mas o vento traz seu perfume
E foi ai que eu fiz de tudo
Pra você perceber que era seu...
O meu amor!

Ao retornar a nossa casa, me sinto amado novamente.
Embora meses de separação, foram momentos que me torturam.
Não havia mais esperança dos seus beijos, pensei que nunca mais teria você ao meu lado.
Cada minuto sem você era eterna solidão.
Ao retornar agora eu percebo que não sei viver sem você.
Fui um verdadeiro tolo naquela noite triste.
Perdi-me em um mundo de ilusões, só agora eu sei o valor do seu amor.
Só o seu perdão poderá restaurar nossa casa.


Nem sei como tive a covardia de te deixar partir se tudo que sempre quis foi você, sempre te amei desde a primeira vez.
Ah se pudesse voltar no tempo, não teria provocado tua partida, me controlaria e teria evitado o nosso sofrer. Como pude ser tão tola? Meu Deus! Obrigado por me trazer você, o qual hoje eu tenho em meus braços.

PONTO DE PARTIDA

Primeiro a gente casa com a alma!
Morada abstrata, onde nascem duas histórias.
Se tu queres começar, ora! Se tu queres morar, namora!
Edifica teu endereço, constrói tua memória.

Embasa na terra, alicerça o coração
Nada funcionará se não der asas à imaginação.
Percebes o que há na dança, na leveza, no falar...
Nas artimanhas do sorrir, nas entrelinhas do olhar.

Amor que ora, amor que mora, amor que aflora, namora.
Não te afliges pobre coração, logo serão dois em um. Às vezes demora!
Tu que vives na penúria, acalenta-te agora
Não chora!

Deves saber a cada dia o que há em comum
Que de longe são dois, e de perto são um
Que tu encontres na casa a alegria de viver
Se não casas com a alma, haverás de sofrer.

HIPOCRISIA HUMANA

Por que rejeitam os demônios?
Se não conhecem os anjos
Por que odeiam o mal?
Se não conseguem fazer o bem

Repudiam o inferno
Mas constroem ele
Veneram o céu
Mas não o conhecerão

Falam de amor
Sem nem saber o que é amar
Têm medo da dor
Não param de a provacar

Fogem da morte
Mas adoram matar
Acreditam na sorte
Sendo o própio azar

Nunca verás um homem
Fazer o que fala
Como não o verá
Ser o que quer

A humanidade é uma decepção
Se Deus a criou
Ele já não é tão perfeito assim

-A.L

Numa tarde de verão,
Sol, praia e mar, senti a onda bater.
Bateu também meu coração
E logo me lembrei de você.

Imaginei nós dois aqui,
Algo que não podia explicar
Só conseguia sentir,
Queria você para amar.

Um dia, então, pude realizar
O meu desejo por seus beijos,
E com você me encontrar

Depois de tudo você partiu
Em outros cantos encantar,
A solidão sempre existiu,
Então voltei para a beira do mar.

Lá ainda estou
Com o céu a me abençoar,
E o amor que restou
Procuro alguém para entregar.

Alguém que me dê o amor
Que você não soube dar,
Alguém que me ame
Do tamanho do grande mar.

Até lá busco ir vivendo,
Vou amar, vou sofrer, o importante é aprender,
Te amando, te querendo.
Um dia encontro... VOCÊ!

⁠Neste quarto de despejo é horrível de se morar
Coisas absurdas acontecem neste lugar
5h da manhã tenho que acordar
Para meus filhos alimentar.

Saio para dinheiro arrumar
E quando pelas ruas tenho que passar
Pessoas fecham as janelas e saem do lugar
Acham que isso vai me magoar?
Que nada! Faço é gostar
Pois, não preciso parar e as pessoas "cumprimentar".

Da onde que já se viu?
Um homem de 48 anos desafiar uma criança para brigar
Além de quando um favelado falece
Malandros tentam lhe enganar
Dizendo que o dinheiro é para o falecido sepultar
Que nada, eles usam a esmola para se embriagar.

Me denigrem por ser preta
Porém...
Adoro minha força, meu suor
Adoro minha cor, é quem eu sou.

Quem disse que sou inferior?
Bebo que nem vocês brancos
Adoeço que nem vocês brancos
Sinto fome que nem vocês brancos.

Pena de ser negra?
Pena tenho dessa sociedade!
Que só liga para notoriedade
Que esquecem o que é racional
E ainda pratica o darwinismo social.

Me julgam por ser favelada
Mas também não me ajudam a não ser
Com um governo corrupto
E uma inflação abrupta
Que não me deixa escolher
Entre ser ou não ser.

Corro por bicos, me mato por alimento
Vivo por sobrevivência, com resiliência
E, ainda sim, roubam-me com anuência
E com bastante frequência.

E incrível como as pessoas reclamam do que faço, e até do que não faço
Dizem-me que quero ser muita coisa
Porque não bebo pinga
Mando mentalmente
Eles irem cuidar de suas vidas

Sou sozinha, tenho 3 filhos
Tenho que educá-los
E ser exemplo
Para se tornarem alguém que contemplo.

Prefiro um livro do que álcool
Prefiro o conhecimento, do que o mundão
Sou assertiva e agnitiva
E tenho um bom coração.

De cabeça erguida
Seguiu sua vida
Venceu a escuridão
Com pé no chão
Atualmente aplaudida
E muito bem reconhecida
Por isso digo:
"Muito bem, Carolina!"

Allie: Diga uma coisa, Noah, do que é que você mais se lembra do verão que passamos juntos?
Noah: De tudo.
Allie: Alguma coisa em particular?
Noah: Não - disse ele.
Allie: Você não se lembra?
Ele só respondeu um momento depois, com voz calma e séria.
Noah: Não, não é isso. Não é o que você está pensando. Eu estava falando sério quando disse que me lembro ”de tudo”. Consigo recordar todos os momentos que passamos juntos, e em cada um deles havia alguma coisa maravilhosa. Na verdade não consigo escolher um momento que tenha significado mais que o outro. O verão inteiro foi perfeito, o tipo de verão que todo mundo deveria ter. Como poderia escolher um momento em vez de outro? Muitas vezes os poetas descrevem o amor como uma emoção que não podemos controlar, uma emoção que esmaga a lógica e o bom-senso. Comigo foi assim. Eu não planejei me apaixonar por você, e duvido que você também tenha planejado se apaixonar por mim. Mas, assim que nos conhecemos, estava claro que nenhum de nós conseguia controlar o que estava acontecendo com a gente. Ficamos apaixonados, apesar das diferenças entre nós, e quando isso aconteceu, alguma coisa rara e maravilhosa foi criada. Para mim, um amor como aquele só acontece uma vez, e é por isso que cada minuto que passamos juntos ficou gravado na minha memória. Nunca me esquecerei de um momento sequer.

Noah Calhoun e Allie Hamilton
SPARKS, N. The Notebook. London: Hachette UK, 2011.

Consciência Negra


Raízes ancestrais, história a contar
De luta e resistência, um povo a brilhar
No calor da África, a herança a se erguer
Um legado de força, que não pode perecer


Nos olhos da negritude, um orgulho a flamejar
Cada curva, cada tom, uma beleza a proclamar
A dor das correntes, a luta pela igualdade
Mas a voz se ergue, em busca de liberdade


Símbolo de resistência, um povo a se levantar
Zumbi, Doba, Luanda, um legado a honrar
A consciência negra, um grito a ecoar
Pela justiça, pela igualdade, sem cessar.

⁠Eu fico tão triste ao saber que pessoas que passaram em minha vida, já foi sem se despedir. Hoje se Abujamra me perguntasse " o que é a vida?" Eu responderia:" A vida é uma explosão de luz, momentos, sonhos, sentimentos e abandono. A explosão de luz quando estamos no óvulo no momento exato da fecundação até o nascer, momentos são aquelas fotos bonitas onde levamos pessoas em nossas cabeças para o resto de nossas vidas, sonhos em ser jogador; rico; ter o primeiro carro e por fim apenas cuidar de nossas famílias , sentimentos é o tudo, do ao nascer que aprendemos o que é o amor; O ao longo da vida, que aprendemos que dói viver e muito mais crescer, e com o crescimento perdemos o amor, pois é um único mandamento que devemos seguir e mesmo assim esquecemos . E por fim o abandono haaa o abandono, quando vemos nossas namoradas indo, quando vemos amigos indo, quando vemos nossos pais indo, e chega uma hora que estamos sós "
Espero que quem lê isso não fique triste, mas saiba que o tempo é implacável, e temos que aprender a lidar com todos os obstáculos, sem esquecer o amor e os amigos que passaram!

Chega um momento que é preciso parar...Ter novas atitudes,tomar algumas decisões e trilhar novos caminhos.
Ficar sempre na mesmice não nos leva a nenhum lugar.
Novos sonhos,novas metas e novas trilhas movem nossa alma para coisas bem melhores.
Porque a vida é um ciclo e precisa estar em movimento sempre.
Equilíbrio só em movimento.Façamos da vida uma ciranda,dê a mão e venha comigo.
Já imaginou se o carrossel parasse no meio da brincadeira?
Toda criançada ia chorar...E assim é quando a gente cresce.
A vida não para,o mundo gira e nessa eterna ciranda,nós vamos sempre estar!
Acorda a criança aí dentro.Sei que ela sabe brincar.Não leve tudo tão a sério...Sorria iluminando o seu dia e a todos ao seu redor nessa ciranda de emoções que é a vida!
"Simbora" brincar?

​"Este com certeza foi o melhor ano da sua vida, pois a sua jornada te trouxe até aqui, pronto para celebrar e desejar um feliz ano-novo a quem você ama. Seja sempre grato a Deus e aprenda a receber os presentes da vida, mesmo aqueles cujo significado ainda não compreendemos.
​Que o próximo ano venha repleto de alegrias! Para mim, este ciclo já termina com o maior e melhor presente que eu poderia receber: você!"


Pedro Lopes..

"Quem alcança o topo carrega consigo uma história única. Na grande maioria das vezes, são narrativas tecidas com fios de superação, dor e sacrifício. E embora a maioria se comova com o sofrimento visível, poucos compreendem a verdade mais profunda: foram exatamente esses invernos rigorosos que criaram as raízes de seu diferencial e de seu sucesso."


Pedro Lopes..

"Os gestores municipais que ainda não priorizam o esporte precisam entender o seu real valor. O esporte vai muito além do foco em atletas; ele é uma das ferramentas mais poderosas de transformação social na vida de um jovem. Valorizar o esporte e apoiar quem o faz acontecer é investir diretamente no futuro da nossa comunidade."


Pedro Lopes..

O Mérito, a Propriedade e a Confusão dos Tempos Modernos

Há uma curiosa tendência do homem moderno de confundir conceitos distintos e depois declarar que encontrou uma contradição. Muitas vezes ele toma duas ideias diferentes, mistura-as em um mesmo recipiente e, quando o conteúdo se torna incoerente, culpa a realidade pela confusão que ele próprio produziu.

Entre essas confusões, poucas são tão frequentes quanto a que envolve mérito e propriedade.

O mérito é uma coisa. A propriedade é outra.

O mérito responde à pergunta: "Como alguém conquistou algo?"

A propriedade responde à pergunta: "De quem é esse algo?"

São perguntas diferentes, e exigir que uma responda à outra é tão absurdo quanto exigir que a certidão de nascimento substitua uma escritura de imóvel.

Quando um homem funda uma empresa, investe recursos próprios, assume riscos, trabalha durante anos sem garantia de sucesso e finalmente constrói um empreendimento próspero, existe uma justificativa meritória para sua riqueza. Seu patrimônio não surgiu do nada; foi resultado de decisões, sacrifícios e responsabilidades que outros não assumiram.

A riqueza, nesse caso, não é um acidente. É consequência.

Por isso, quando se pergunta por que o proprietário recebe mais que o funcionário, a resposta inicial é simples: porque não desempenharam o mesmo papel. Um criou a estrutura; o outro foi contratado por ela. Um assumiu o risco do fracasso; o outro aceitou um salário previamente definido. Um poderia perder tudo; o outro não.

Não há ofensa alguma nessa diferença. Pelo contrário, seria estranho se não existisse.

O homem que construiu uma ponte não é recompensado da mesma forma que aquele que apenas a atravessa.

Entretanto, surge um segundo problema. Após reconhecer o mérito do fundador, muitos passam a questionar a continuidade de sua propriedade. Perguntam por que ele continua recebendo lucros anos depois. Perguntam por que seus filhos podem herdar seus bens. Perguntam por que alguém pode controlar uma empresa mesmo sem participar de todas as suas operações diárias.

É aqui que ocorre a confusão.

Essas perguntas já não pertencem ao campo do mérito.

Pertencem ao campo da propriedade.

Uma vez que um bem foi legitimamente adquirido, a questão deixa de ser quanto mérito ele exigiu para ser conquistado. A questão passa a ser quem possui autoridade legítima sobre ele.

Um homem não deixa de ser dono de sua casa porque está viajando. Não deixa de ser dono de seu carro porque outra pessoa o dirige. Não deixa de ser dono de sua empresa porque contratou administradores.

A propriedade não é um salário. É um direito.

O proprietário não precisa justificar diariamente sua posse por meio de novas demonstrações de mérito. Se assim fosse, ninguém possuiria coisa alguma por muito tempo. O agricultor teria de provar todos os dias que merece sua terra. O escritor teria de provar continuamente que merece seus livros. O pai teria de justificar incessantemente a posse de sua própria residência.

A sociedade tornar-se-ia um tribunal permanente.

A objeção frequentemente retorna sob outra forma. Diz-se que o trabalhador produz valor e, portanto, deveria participar da propriedade da empresa.

Mas o trabalhador já participa da relação econômica segundo os termos que aceitou livremente. Seu contrato especifica salário, benefícios, direitos e deveres. Não existe engano oculto nessa troca. Ele não foi contratado como proprietário. Foi contratado como empregado.

Se deseja assumir riscos empresariais, buscar participação nos lucros, abrir um negócio próprio ou trabalhar sob modelos de remuneração variável, essas possibilidades existem. O mercado oferece inúmeras formas de associação econômica.

Mas não é razoável aceitar um contrato específico e depois reclamar que ele não era outro contrato.

A liberdade contratual perde o sentido quando uma das partes exige alterar retrospectivamente os termos que aceitou.

Há ainda uma verdade frequentemente esquecida: o esforço não garante sucesso.

Um homem pode trabalhar arduamente e fracassar.

Outro pode trabalhar arduamente e prosperar.

As circunstâncias existem. O acaso existe. As crises existem.

Reconhecer isso, porém, não destrói o princípio do mérito.

Pelo contrário.

Se o sucesso fosse garantido, o mérito teria pouco valor. O mérito existe justamente porque alguém escolhe agir sem garantias.

O navegador é admirável porque o mar oferece tempestades.

O empreendedor é admirável porque o fracasso é possível.

O estudante é admirável porque a aprovação não é automática.

O mérito não promete resultados inevitáveis. Promete apenas a possibilidade de alcançá-los.

E essa possibilidade é uma das maiores forças de uma sociedade livre.

Quando um homem pobre se torna rico por meio de trabalho, estudo, disciplina ou empreendedorismo, não se prova que todos alcançarão o mesmo resultado. Prova-se algo mais importante: que a ascensão é possível.

E uma sociedade na qual a ascensão é possível é radicalmente diferente de uma sociedade na qual ela é proibida.

Por fim, toda a controvérsia parece retornar a uma única pergunta.

A propriedade privada é legítima?

Se a resposta for não, então nenhuma quantidade de esforço, risco ou sacrifício justificará sua existência.

Se a resposta for sim, então o proprietário possui o direito de conservar, administrar, vender ou transmitir aquilo que lhe pertence.

Nesse ponto, o debate deixa de ser econômico.

Torna-se moral.

E talvez esta seja a questão fundamental de toda a disputa: não se trata de decidir quem merece mais, mas de decidir se o homem tem o direito de chamar alguma coisa de sua.

Prometeram igualdade, justiça e união,
Mas entregaram controle, censura e imposição.

Disseram: "Tudo é do povo!"
Bonita declaração.
Mas quando o povo discordava,
Vinha a repressão.

Disseram: "Ninguém será patrão,
Nem viverá da exploração."
Mas surgiu um novo chefe:
O Estado e sua direção.

Falavam de liberdade,
Com firme convicção,
Mas quem criticava o sistema
Conhecia a punição.

Se tudo era de todos,
Responda sem hesitação:
Por que o povo nada possuía
Além da própria obrigação?

Se a riqueza era coletiva,
Onde estava a participação?
Por que poucos davam as ordens
E muitos só diziam "sim, senhor"?

Na teoria, igualdade.
Na prática, concentração.
Trocou-se o dono da fábrica,
Não o peso da dominação.

Mudaram nomes e bandeiras,
Mudaram a apresentação,
Mas quando o Estado domina tudo,
Quem limita sua ambição?

Prometeram um paraíso,
Uma nova civilização.
Mas toda vez que tentaram,
Cresceu o poder da administração.

E a pergunta permanece viva,
Sem perder sua razão:
Se o povo era o soberano,
Por que precisava de permissão?

Chamaram de libertação,
De progresso e revolução.
Mas quando o governo é dono de tudo,
Quem livra o povo do governo, então?

Ó ABSOLUTO! Ó ALTÍSSIMO! Ó FORÇA SEM NOME QUE SUSTENTA OS ASTROS!
ESCUTA-ME!
ESCUTA O GRITO DAQUELE QUE SE AFOGA EM SI MESMO!
Pois minha voz já não é voz — é ruína, é trovão quebrado,
é o último clamor de um espírito acorrentado!

Eu clamo contra o abismo que repousa ao meu lado!
Eu clamo contra a sombra que me chama pelo nome!
Eu clamo contra a maldita criatura que sorri em silêncio,
contra o demônio sem rosto que se alimenta da minha fome!

Ó CAMA PROFANA, ó trono do torpor eterno,
ó palácio macio onde reis da vontade são mortos,
tu que vestes a face da paz mas escondes o inferno,
tu que fechas os olhos dos vivos e enterras seus sonhos tortos!

Tu não és repouso!
TU ÉS A COROA DO PECADO ADORMECIDO!
Tu és o altar onde a coragem é sacrificada,
o templo onde o amanhã é destruído!

Quantas manhãs assassinaste?
Quantos sóis viste nascer enquanto eu permanecia cativo?
Quantos chamados do mundo foram por ti esmagados,
quantos futuros deixaste perdidos e esquivos?

Ó LENÇÓIS DE ENGANO!
Ó ABRAÇO DE SERPENTE INVISÍVEL!
Por que teu conforto é tão doce
se teu fruto é tão terrível?

Eu te odeio, maldita Cama!
Eu odeio o teu silêncio profundo!
Eu odeio a forma como prometes descanso
enquanto roubas meu lugar no mundo!

Minha alma bate contra teus portões fechados!
Meu espírito ruge dentro desta prisão!
Eu sou um guerreiro sem espada,
travando uma guerra contra a própria imobilização!

Ó Absoluto, não me deixes cair outra vez!
Não permitas que eu entregue a coroa ao vazio!
Arranca de mim este veneno invisível,
rasga este véu que cobre meu brio!

Eu não peço riquezas!
Eu não peço impérios!
Eu não peço glórias gravadas em pedra!
Eu peço uma única força:
LEVANTAR-ME CONTRA ESTA TREVAS QUE ME CERCA!

Dá-me fogo quando eu for cinza!
Dá-me movimento quando eu for pedra!
Dá-me vontade quando meu corpo suplicar rendição!
Dá-me um trovão dentro do coração!

Pois a maior batalha não está no campo distante,
nem no mar onde os heróis enfrentam monstros;
está aqui — neste instante —
onde o homem enfrenta seus próprios escombros!

Ó Pecado Vivo!
Ó Demônio do Descanso Falso!
Hoje eu te encaro sem ouro, sem armadura, sem glória;
apenas com um resto de alma ferida
e um desejo feroz de vitória!

Se eu cair, que seja tentando!
Se eu tremer, que seja avançando!
Se minha voz falhar, que reste o eco dizendo:

EU NÃO NASCI PARA SERVIR AO LEITO!
EU NÃO NASCI PARA SER ESCRAVO DO SONO!
EU NÃO NASCI PARA ENTREGAR MINHA VIDA
A UM REINO DE SOMBRA E ABANDONO!

Eu poderia tentar ser romântico e descrever tudo, do seu sorriso ao toque da sua pele fria, poderia detalhar cada um dos seus trejeitos, recitar seus bordões que nunca me fazem parar de rir, sério, eu conheço tanto esse seu quebra-cabeça que eu até posso sentir o que você sente. Algumas vezes, confesso, doeu, umas palavras ali, outras ausências mais a frente, mas toda a dor é sufocada pelo fato de que pude te conhecer, alguém incrível.
[…] e foi assim, você fugiu de perto de mim e preferiu buscar segurança nos braços de outro alguém. Só espero que daqui em diante, você não sinta a minha falta, pois quando vier a me procurar já não estarei mais aqui, estarei em outro lugar difícil de se encontrar. Mas também espero que você seja feliz, muito feliz, já que não conseguiu ser feliz ao meu lado.Mas te juro que tentei sempre te ter por perto, fiz o meu máximo, fiz sempre o que pude. Fiz ao máximo para sempre não te magoar; o máximo pra te ver sempre feliz; o máximo pra você ter se sentindo seguro ao meu lado. Mas vejo que hoje de nada adiantou tal esforço, de nada adiantou eu ter sempre o zelo de te ter comigo. Mas agora que você se foi, não sei se ainda me escuta, mas se ainda me escutas te digo: - Vá para um lugar bem distante, um lugar que lá você nunca mais vai ouvir ninguém citar sequer a primeira letra do meu nome. Assim como não quero mais tuas lembranças, sei que você também não quer as minhas - Mas como dizem: “Do que adianta tirar das lembranças, aquilo que não tiramos do coração?”.

Inserida por Yagododds

Quem me dera agora, um sorriso, um beijinho, um afago e um carinho.
Um minutinho olhando em teus olhinhos.
Pequena menina-mulher, reviraste o meu mundinho.
Sem eu perceber, escreveste em um espacinho do meu coraçãozinho.
E o que escreveu, me deixa com saudades do teu "jeitim", do teu "carim", dos teus "beijim", e dos teus "olhim", e só me faz pensar em ti, menina-mulher.
E de repente, um namorim há de surgir para que nós fique juntim por toda uma vida, se assim deus permitir.

Inserida por thiagogdiniz

É natural que o nosso orgulho lute com todas as forças para manter nossa imagem diante das pessoas. E o coração enganoso é muito criativo para levantar desculpas em defesa do orgulho. Queremos a todo custo neutralizar o nosso pecado.

"Mas sabe, as coisas já melhoraram muito entre nós. Acho que já estou perdoada."

Muitas vezes Deus prepara o caminho para o pedido de perdão. Um descrente pode ter passado por cima da ofensa. Um irmão em Cristo pode ter coberto em amor. No entanto, a consciência não está limpa.

"Mas já pedi perdão a Deus, e isto é o que conta."

Deus manda que peçamos perdão ao ofendido. É uma questão de obediência a Ele.

"Mas aconteceu muito tempo atrás."

O Espírito Santo ainda traz à lembrança e incomoda para que a ofensa seja acertada. O tempo não trata ofensas. É preciso buscar o quanto antes a irrepreensibilidade.

“Mas a outra pessoa estava mais errada do que eu."

São poucas as situações em que há culpa apenas de um lado. Ainda que alguém tenha apenas 1% da culpa, é 100% responsável por acertar este 1%.

"Mas foi uma coisa muito pequena. Reconheço que eu pequei contra a pessoa, mas talvez eu esteja sendo sensível demais! Quem leva as coisas tão a sério?"

Deus se agrada com a fidelidade no pouco. Não temos como avaliar se foi algo pequeno para a pessoa ofendida, e um acúmulo de coisas pequenas pode se transformar num barril de pólvora pronto a explodir a qualquer momento.

A mente é criativa para encontrar razões que adiam a busca de uma consciência limpa. Todos os que já passaram pela experiência de buscar uma consciência limpa podem lembrar quantas desculpas tinham para não voltar atrás e pedir perdão. Estas são algumas das racionalizações.

Inserida por Poliana16

Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.
Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro. Em seguida, dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta. Essa foi a pergunta feita:
- O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?
- Eu gostaria de receber a Bíblia - Respondeu, pela ordem, o cocheiro - Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!
Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão. Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.
Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:
- Minha mulher está adoentada, e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.
Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão. Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta:
- Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.
- Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro. Informou a arrumadeira, em poucas palavras.
Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:
- Certamente você também irá preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?
- Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro. Disse o pequeno mensageiro.
Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro. Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.
A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão: “Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus.”
Pense agora: “O que pode ser mais valioso do que a palavra de Deus?”Tudo aquilo que nós precisamos, Deus tem e deseja que tenhamos.A nós, basta aceitar o que Ele nos oferece.

Inserida por ednagoetten