Textos de Verdade
Poema - Tempos Difíceis
Em Mateus 24:12
Foi escrito mais uma verdade
Onde dizia que depois
Devido ao aumento da maldade
O amor de muitos esfriará
É o que estamos vendo
Preciso nem falar
Muitos não tem sentimento
Não sei a onde vamos chegar
Estamos por aqui de passagem
Com certeza Jesus vem buscar
Quem seguir suas mensagens.
Tempos difíceis
Tragédias, pestes e pandemias
Em meio á crises
Antes o ser humano temia
Hoje eles estão nem aí
Se tratando de ciência e tecnologia
Conseguimos evoluir
Mas humanamente na bíblia já dizia
É o que tá acontecendo
Pessoas estão matando
Pessoas estão morrendo
E o mundo se acabando.
Vivemos na fronteira
Entre o inferno e o céu
Na terra a vida é passageira
Faz o seu papel
Seja um bom sujeito
O ser humano é falho
Ninguém é perfeito
Mas te falo
Jesus te aceita
Vai depender de você
Viver sem treta
Fazendo por merecer.
Poema - A Verdade
Passa maquiagem
No rosto, não na realidade
Na mensagem
Passa a verdade
Não tem mentira
Não tem primeiro de abril
Minha poesia
É como um fuzil
Tem alvo
A verdade que falo.
Estou no Instagram
Estou no Face
Mas ei clã
Não tem fake
Homem de palavras
Uso elas
Como uma arma
Da forma correta
A caneta na mão
Tenho muitas munições.
Poema - Prazo De Validade
Amor de verdade
Tem prazo de validade
Quando não é correspondido
Coração partido
O tempo cura
Alguns dias dura
Mas tudo passa
Tudo sara
O tempo é doutor
O tempo me mostrou
Que alguns fora foi livramento
Amor próprio medicamento.
O amor convenceu
Que sempre venceu
Seja na validade
Ou na continuidade
O que é preciso
Amor recíproco
Mas, se ame primeiro
O melhor tempero
Para uma vida saudável
Meu poema é recomendável
Uma atividade
Sem prazo de validade.
Cada pessoa
Que Deus coloca neste mundo
Traz consigo uma verdade
E Deus lhe confia
A possibilidade
de melhorar
Um pouco este lugar
E dividir
Com as pessoas ao redor
Aquilo
Que de melhor puder
Trazer e dividir
Alguns fazem Ciência
Outras fazem Arte
Outras mais, exemplificam
Outras, coitadas
Por pensar
Somente em si mesmas
e não conseguirem fazer
Nada de original
e fazem igual
A quem só quem faz o Mal
E enquanto a Deus Convier
Lá de cima, Deus aguarda
Que cada homem e cada mulher
Aprenda
E enquanto isso
Cá embaixo
Uns vivem
Outros se encaixam
Conforme lhes convém
E cada um
Vai deixando no mundo
Um pouco daquilo que tem
Até não restar mais ninguém
Meu olhar pela janela
Contorna o mundo
desisto de procurar-te
Verdade
Fecho os olhos
Imprimo-te na retina
Vou te vendo e vivendo
Vivendo e sonhando
de vez em quando
Eu tenho algumas ideias
Medéia
Ah, meu Deus
Como eu queria
Viver tantos sonhos
Abro meus olhos, tristonhos
Penso em pão e poesia
Eu e ela na janela
Felizes
No final de mais um dia
Nesse tempo e nesse lugar
Um pouco de paz
Nenhuma saudade
Somente felicidade
Tudo mais
Conforme vier a vontade
a gente faz.
Sobre a faculdade
Que todos nós possuímos
De crêr e pressentir e intuir
e transformar em verdade
Coisas e lugares
Onde antes havia o nada
Tudo isso acaba por conferir
Uma espécie de divindade
A cada um de nós, gente comum.
Sobre a possibilidade
de querer manipular os fatos
Acrescentar e subtrair
Algo de algo
Que há de ter existido, acontecido
e permanece abstrato
E absolutamente não levam a nada
Sempre haverão de comprovar
A nossa desastrada humanidade
A triste realidade
da nossa natureza
E toda a inferioridade
que, infelizmente
Certamente
Possuímos
Aqueles que a isso vivem
Não deveriam ter o direito
de possuir nada
Pois não tem posse
Assim como jamais
Pertenceram sinceramente
ao grupo dos que possuem direito
a estar no coração de alguém.
Edson Ricardo Paiva.
Quando houver na gente
Aquela vontade exigente
de querer saber de verdade
Como se deve agir
Pensemos, então
Será que temos a alma leve
Existe paz no meu coração?
Nesta breve existência
Não é tudo que se corrige
Não precisa haver
Sempre rima em todo poema
porém
Se não existe harmonia
nas coisas do dia a dia
A orquestra da vida destoa
Ninguém poderá pra sempre
viver somente
Aquilo que queria
E ao final não descobrir
Que por viver desigual
Viveu uma vida a toa.
Edson Ricardo Paiva.
Eu hoje acordei mais tarde
Pra falar a verdade
Não sei dizer se eu dormi
E enquanto aqui
Tranquei-me em meu escuro
Apagado em mim mesmo
Sem sentido ou ressentimento
Me anulo
Pensando em palavras bonitas
Que agora não coadunam
Porquanto jamais foram ditas
Nesse instante eu concluo
Que o ouro, em certas horas
Acaba por ser o mais importante
Mas verdade
Isso
Se diz...ou não
Promessas se perde de vista
Coração, se comove ou magoa
Riquezas se acumula
Mas amor ...
Amor se conquista
Uma vez conquistado, se preserva
Pra preservar se respeita
Amor desleal
Pé descalço deslizando em lamaçal
despedaçar joia rara
não ouvir som de lira
Fazer em cacos cristal
Tem coisas na vida
Que transformam beleza em coisa
E enquanto coisa
Torna-se a tudo mais um
Na vala comum
Um mais um não tem diferença
Apesar de tudo que se pensa
Foi-se a graça, não faz mal
Não passa de coisa igual
.
Edson Ricardo Paiva.
Anoitece outra vez
Acaba mês, começa dia
Se eu conhecesse a verdade
Contava pra todo mundo
O valor de cada segundo corrente
Existente roda do tempo
Onde cada momento
Representa a uma ínfima engrenagem
Um fragmento de fração
Eu penso em nem pensar, mas penso
No silêncio do relógio, que tiquetaqueia
Permeando o bojo da vida
Fortalecendo o fraquejar da vontade
Que eu sei, haverão de ecoar
Por toda uma eternidade
Perdidas, irremediavelmente perdidas
Por detrás do vidro convexo
Que expõe pra todos nós
E ao mesmo tempo nos afasta
Dessa relógio gigante, chamado Universo.
Impedindo-nos de tocar nos ponteiros
E parar, nem que fosse por um único instante
O tempo que se vai ...e nos arrasta
Pra algum lugar muito além
de qualquer coisa que talvez
Alguém pense em chamar de fim
E enquanto isso
Amanhece outra vez.
Edson Ricardo Paiva.
Por mais que a verdade doa
Nunca minta pra si mesmo
Como quem mente
Com tanta desenvoltura
Que chega a crer
Na verdade das próprias mentiras
E jura que viu o não visto
Quando nega ter feito o malfeito
Insiste em não ver o que vê
Mas o tempo vai passando
E desvenda o oculto
A verdade mal contada
Um dia destoa na orquestra da vida
A lágrima contida
Com certeza um dia vai rolar
Se quiser, aproveite a hora pra chorar
Todo mundo sabe
Não existe um choro reprimido
Que um dia não doa
E dor, se muito guardada
Quando manda uma notícia
Não costuma ser notícia boa
Nem sempre sorriso é alegria
Assim como rotina
Não precisa ser igual todo dia
Alguma coisa acontece
Não há nada que se faça
Ou se possa fazer, quanto a isso
Existe um compromisso
Selado, assinado e não-escrito
Aproveita o teu tempo bonito e sorria
Mais dia, menos dia
A vida acontece
E quando acontece
O igual não é mais igual
Pra bem ou pra mal
As coisas mudam
São mudanças que se queria
Quando se queria que nada mudasse
Que bom seria
Se o mundo soubesse sonhar
Pois a vida acontece
E às vezes acontece
De um jeito que ninguém
Nem sequer sonhou que aconteceria.
Edson Ricardo Paiva
Vita.
Nesta pouca vida
Quase tudo é verdade inventada
Uma grande quantidade de ar azul
Deserto suspenso, que de perto, é nada.
.
Penso ser tudo olhar da mente
Todo dia é sempre dia
de partida, chegada e olhar desatento
O mundo gira pro mesmo lado, sempre.
.
Essa vida é um castelo de cartas
Uma folha no chão
Uma pluma no vento.
.
Pluma, vento, chão , mente que mente
A gente só vê ao que quer e inventa
Quando a lente do olhar aumenta: é o nada.
Edson Ricardo Paiva.
Existe alguma coisa em minha vida
Que eu na verdade
Nunca soube entender muito bem
Parece que em algum momento
Eu devia ter caído em algum abismo
Um lugar que era frio
e não cai
mas deixei por lá uma parte de mim
O difícil em conviver com isso
É que as coisas que ficaram
Eram de lá
Me acompanha o vazio
Não das coisas que perdi
Pois nada nunca me pertenceu
Me acompanha o vazio
Do espaço oco reservado a mim
De um lugar que jamais foi meu
Mas em contrapartida
Aprendi com a vida
Não mais pertencer a um lugar
Nem a nada e nem ninguém.
Edson Ricardo Paiva
Prece sem Razão
Não sou o dono de qualquer verdade
Nem senhor jamais eu fui
De nenhuma vontade, além das minhas
Eu não tenho aquele olhar que exclui
Não é minha a voz que manda
Tenho os sentidos que ouvem
E olhares que veem
Não faço parte do grupo que tinha ou que tem
Enfim
Sei que fica tudo sempre tudo bem
Porque as coisas são assim
Se olhar direito e prestar atenção
A voz da ilusão não combina com ela
Fica sempre aos mais atentos
A velha impressão que essa voz não vem dela
Uma das duas é bela, outra não
Não sou dono de qualquer verdade ou senhor da razão
Sigo a voz dos ventos sussurrando em meus ouvidos
Fecho os olhos pra enxergar sentido
Porque sei que as coisas são assim
E que, apesar de tudo
Tudo fica sempre tudo bem
Porque é assim que as coisas são
Razão, verdade, ilusão ou sentido
Antes, nunca tinha me sentido assim
Até que um dia percebi
Que a voz da ilusão
Junta gente em multidão e grita em frente à praça
Enquanto a voz dos ventos me procura
Quando estou na mais completa solidão
Na hora escura da vida
Numa prece humlide, na beleza mais bonita da verdade
Na simplicidade da oração
E cura a dor sentida, num sorriso de alegria
Carrega a tristeza que eu tinha
E tudo fica sempre tudo bem
Porque não sou dono da vontade de ninguém
Além das minhas
Sinto-me em paz
Me encontro em mim
E fica tudo sempre tudo bem
Sem qualquer necessidade de que exista uma razão.
Edson Ricardo Paiva.
O Universo
Este local
até hoje inexplicável
onde vivemos,
sem saber se é mesmo verdade
A existência de nós mesmos
Vivemos
Em vez de buscar explicação
para tudo que vemos
Quanto mais se descobre
mais descobrimos
que menos sabíamos
Abre-se uma porta
Estamos à um passo das estrelas
E cada dia mais distantes
das respostas escondidas
em cada descoberta
com as quais ninguém concorda
de vez em quando
alguém abre a porta certa
Em vez de outro abismo
aparece a teoria das cordas
até que um dia
percebemos
que estão também aqui
e que também estamos
estivemos ou estaremos
lá
Nos confins dessa infinita
estrada que o tempo não alcança
dançando sem saber
cada passo dessa dança
que ninguém vai saber explicar
se não conseguir
tornar a ter o que um dia chamávamos
de pureza da criança
Explicamos o corpo usando o cérebro
Não se explica o cérebro
Usando apenas ele mesmo
Abre-se uma porta
caimos no abismo
no qual ninguém cairia
se voltasse a usar apenas
a sabedoria que um dia tivemos
e não sabemos aonde ficou
Portanto
Ignoramos o tudo
Em vez de entender o nada
Os ponteiros marcam
as horas no terceiro dia
de uma terça-feira qualquer
na verdade
hoje não é dia nenhum
nem acontece nada importante
não há nada
que não tenhamos visto antes
Talvez, se a gente pudesse
aguçar a terceira visão
alçasse, então
O voo tão desejado
rumo ao conhecimento
Que em outros tempos deixamos de lado
por não saber-lhe a importância
a relevância tão acalentada
Que nossa juvenil irreverência
não viu
foi deixada em segundo plano
por anos e anos
Terceirizada
Como se nada fosse
Mas é preciso passar por isso
Pra finalmente compreender
Que esta metafísica jornada
relegada à condição de coisa qualquer
Não é
É algo
Que vai muito além disso
Mas apenas haveremos de enxergá-la assim
Quando firmarmos compromisso
com nós mesmos
Pode ser perto do fim
ou pode ser também agora
enquanto isso
os ponteiros marcam as horas
em uma tarde qualquer
Existem nuvens cinzas
e também as nuvens brancas
Porém eu descobri, que na verdade
A mente mente, pois a mente é manca
Na realidade,
eu creio que os olhos se enganam
Todas as nuvens são só brancas
Não existem menos brancas e outra mais
Pois as nuvens são todas iguais
Assim também hão de ser as pessoas
com seus segredos pessoais
Mas a gente confunde todas elas
E algumas almas então
Se apresentam muito belas
e as outras são apenas aquelas
com as quais evitamos contato
Mas de fato, quando tudo se funde
Não há curinga, não há Rei,
nunca houve um às
E nem aquilo em que eu sempre acreditei
Obedecendo a esta lei
Todas as pessoas são e pra sempre serão
Somente más.
Durante as minhas caminhadas
Encontrei muitas portas fechadas
Na verdade a maioria
No início eu me frustrava
depois percebi
Que isso não dizia nada
Era tão somente um indício
Que caminhar à beira do precipício
Com o passar dos anos
Torna-se um grande vício
A vida não é só caminhada
Viver esta vida
Nem ao menos estava nos planos
Quando dei por mim
Já me encontrava nesta estrada
Foi assim
Meu pensamento
é minha verdade
Todo meu caminho
eu tenho feito
Deitando remendo
de linho novo
Eu só aceito a noite
Se o candeeiro
de aonde me deito
Me alumia
Qual se fosse
a luz do dia
A vida tem me feito
Muitos cortes
Mas eles se curam
antes do cantar do galo
de sorte que eu sempre posso
Prosseguir no meu caminho
Mantendo firme
O meu pensamento
Eu fiz minha casa
De vidro e cimento
e cavei no terreno
meu poço bem fundo
Meus calos
na terra dura
me tem garantido
minh'água mais pura
Meu quintal
Me dá fruta madura
Meu sonho tem dado
a paz da noite escura
Sob a luz do candeeiro
e o pensamento sereno
água pura no meu terreno
a noite escura
e a fruta madura
e a paz no meu dia
e o candeeiro
que a tudo alumia.
Tarde, bela tarde
A bem da verdade
é um fim de tarde
e dentro em pouco
O Sol nem arde
Abaixo do Sol
O Mar engole a terra
e a terra empurra o Mar
Numa eterna monotonia
Que se a gente pudesse
Ia lá só pra ohar
Todo dia
E trazia o coração
Arreado de alegia
Quando a noite vem chegando
E joga no ar
A rede ou anzol
E assim, bem de repente
O Sol agonizando contrastante
Sumiu completamente no horizonte
Caminhando pela areia
Eu vejo ao longe
Um cão sem dono
Abandonado, esquecido
deixado de lado
E todas aquelas sensações
tão lindas...somem
A Lua já brilhando
Me envia um recado mordaz:
"O cão não sabe o que faz
Ou então não seria jamais
amigo do homem"
O Amor de verdade
Quando chega
Não carece de brilho no olhar
Não precisa acontecer
Numa noite enluarada
Tampouco ser perto do Mar
Ele vem assim
Sem que ninguém o traga
Vem no vento
Pela força do destino
e te encanta
Mais que tudo
Que tenhais visto antes
Aquela moça
Te faz sentir
Que não és nada
Além de um mero menino
Perdido e apaixonado
Que não precisa de mais nada
Nada além
daquela moça
Sempre ao seu lado
E pra sempre por perto
e assim, te fazer saber
Que tens sorte
Te tornar
conquistador do Mundo
Alguém mais forte que a dor
Não haverá
nada que te faça ver
a cor dos olhos
ou dos cabelos
Tanto te faz, meu rapaz
Serão sempre os mais lindos
Aquilo que te prenderá
Será o aroma
que vier da alma
E que há de te inebriar
A vida inteira
Será
O amor que tanto queria
Aquele
Que pediste a Deus, um dia
Acabaste de conhecer
O teu amor verdadeiro
