Textos de Tristezas
Hoje a tristeza me inspira, a ansiedade me devasta e o medo toma conta de mim, hoje eu queria apagar minhas ruins memórias e tirar de dentro do meu coração tudo que me faz te lembrar, eu queria bloquear teu número e esquecer que nesse mundo você é alguém, hoje eu imploro ao meu subconsciente que te esqueça e que quando eu esqueça da dor que tu me causas-te ele me afogue em memórias para eu nunca mais te querer, eu te amei em um nível explosivo e deixei de me enxergar, adoeci minha criança e frustei a mulher que eu sonhei me tornar, hoje eu sonho em me resgatar do fundo do poço que me deixas-te eu sei que aqui não é o meu lugar.
Tô acostumada a ficar muda diante da tristeza. Ela já se adaptou tanto que não chora, não faz alarde, não tenta dialogar comigo. Ás vezes faz cócegas nos meus olhos, mas em vão. Disse a ela certo dia: 'Deixa de ser boba e fica quieta aí no seu canto, tristeza idiota. Ficar te mostrando para os outros só causa transtorno'. Muito sentimento pouca razão. Prefiro engolir o choro.
Hoje a tristeza, velha companheira das noites escuras, veio vestida de gala, com vida social agitada. Trouxe a esperança, para que eu nunca desista. Trouxe a melancolia, para eu agradecer os dias de sol. E trouxe a incerteza, para confundir minhas verdades. Eu a recebi como quem cumprimenta uma amiga antiga, que senta na sala em silêncio e registra as perguntas que meus olhos fazem. Eu não servi à tristeza um copo com lágrimas, porque o coração estava seco, em seu modo mais bruto. Não pude ignorá-la, já que ela era robusta e ocupava metade da sala, e boa parte do meu ser. Por educação servi um prato de ilusão, que eu tinha em fartura. Deixei escapar algumas palavras "é isso mesmo", "é só se resignar". Ela prontamente recusou minha tentativa de racionalizar, de tornar lógico o absurdo. E eu respondi ríspida "eu não devo explicações a você". Então ela sorriu, como quem coloca os pés em cima da mesa. Eu ignorei sua vulgaridade. Melhor colocar os pés em cima da mesa, do que no meu coração. Ficamos caladas, como quem de repente se estranha. Ela continuava uma presença muda, enquanto eu falava frases aleatórias. Ela não me amedrontava. Era visita frequente, dessas persistentes. Ela trouxe fotos de pessoas felizes, certamente para me humilhar. Eu respondi na defensiva "eu também já fui feliz", "fotos são apenas cenas congeladas". Ela sorriu irônica. Eu forcei um sorriso cinza, para mostrar que eu também tenho dentes, inclusive caninos. Eu abri um livro e li em voz alta um poema. Um poema certeiro e brutal. A tristeza se sentiu ameaçada. E foi vingativa. Falou a palavra "amor", como quem me lembra da ausência desse sentimento em minha vida. Eu me calei, cansada de argumento, apenas virei o rosto e pronunciei "agora tanto faz". E chorei. A tristeza sentiu que triunfou, mas eu enxuguei as lágrimas e coloquei para tocar minha música preferida. A música me tocou profundamente. Eu faleu "como é incrível a arte". E lentamente adormeci. Sonhei com um quadro de Monet, com acordes e melodias. Acordei no dia seguinte, meio sonolenta, e o sol raiava no horizonte. Sozinha na sala eu tomei um café quente e despertei para o dia.
“É incrível como alguns seres humanos têm o dom de espalhar tristeza ao redor. Às vezes, basta uma palavra torta, uma atitude fria ou um gesto egoísta para apagar o brilho de quem está perto. O mais triste é que eles nem percebem o estrago que causam. Mas a verdade é simples: onde existe amargura, nasce amargura; onde existe luz, nasce luz. E eu prefiro continuar sendo luz, mesmo quando alguns insistem em trazer escuridão.”
Sorrir é mostrar a si mesma, nosso grande valor. Pois, a tristeza não pode fazer parte de um coração que crê em Deus. Tenhamos compaixão dos que nos humilham com seu poder, fazem isso para se manter no topo, então gritam, esbravejam e dão risada quando arrancam algo de você. Seja maior, sorria, brilhe forte, sua luz sempre ofuscara quem está nas trevas.
Nesse abismo de solidão e tristeza me pego a pensar que não à por que viver, não há razão para acordar todas as manhãs e passar por todos os piores sentimentos já me incumbido. Não há motivos para causar tanta tristeza para outros, tenho o poder de livrar todos do mal que as causo, mas não tenho a coragem suficiente de acabar com o meu sofrimento e com os delas. Talvez eu seja um tolo egoísta, ou apena só um garoto solitário.
Eu choro de tristeza profunda, pois hoje me dei conta que realizei meu pior medo. Mas a tristeza é pelo fato de não ter medo mais daquilo que temia, pois em certo sentido era oque me ajudava a manter uma certa sanidade. Sem tal medo, não pertenço mais a mim, e talvez me lanço no abismo e não mais volto.
"Assim como outros sentimentos genuínos humanos, a tristeza nos serve como um farol que se acende, indicando o caminho certo, a melhor escolha que podemos adotar para seguirmos em direção à elevação do pensamento e do melhor destino a que viemos experimentar neste mundo. Não podemos confundir aqui instinto com discernimento e, para reforçar essa tese, basta lembrarmos que existem motivos da vida ligados à lei da compensação, que sempre equilibra forças opostas."
A vida da gente é, de fato, um retrato das lutas, tristezas, vitórias e emoções que vivemos. É as lembranças são um retorno ao passado por meio de pensamentos e memórias que carregamos a vida inteira. São experiências de vida que começaram com os conselhos dos nossos pais, nos preparando para as adversidades da vida, para que, mesmo diante de críticas, nunca deixássemos de nos lembrar das nossas origens. A nossa casa simples, a família honrada e o trabalho que dignifica e valoriza todos os nossos atos como seres humanos, independentemente da idade que tenhamos.
As pessoas me perguntam por que minhas frases nascem sempre cobertas de tristeza, por que falam tanto de dor. A resposta é simples e cruel. Eu sou fruto do abismo. Fui moldado nas pedras frias da cachoeira. Senti a água gelada arrastar a infância de mim, como se o tempo me afogasse antes de eu aprender a respirar. Ali, o antigo eu morreu, silencioso, afogado em medo e inocência. E o que subiu de volta pela encostar pedregosa, já não era uma criança… era um sobrevivente, meio homem, meio sombra, aprendendo a existir entre o que restou e o que se perdeu.
A tristeza e a carência que te definiam eram mais do que falta de afeto, era um buraco negro existencial que sugava toda a tua luz própria, te deixando dependente da migalha emocional que o mundo te oferecia, a verdadeira dependência, porém, veio com a força que bateu à porta, um Amor que não mendiga espaço, mas que instala o reino onde antes havia apenas ruína e desespero, reconfigurando a arquitetura da tua necessidade, você era um poço seco ansiando por uma gota, e Ele chegou como uma enchente de sentido, lavando toda a poeira da autocomiseração.
Não é necessário "lutar" contra a "tristeza". Lutar cansa, e o cansaço nos leva à exaustão. Quando tentamos forçar a ideia de que existe uma "tristeza" a ser enfrentada, estamos, na verdade, apenas criando um ciclo de resistência que nos desgasta. É como se estivéssemos tentando provar para nós mesmos que há algo a ser combatido, quando na verdade, o que precisamos fazer é permitir que o sentimento surja, sem resistência. Ao fazer isso, logo perceberemos que a "tristeza" que pensamos sentir não é nada além de uma ilusão criada pela nossa própria mente. Não demorará muito para entender que, muitas vezes, o que chamamos de tristeza é apenas um reflexo de nossos pensamentos, e que ao aceitá-la sem pressa de "enfrentá-la", ela se desfaz naturalmente.
Tem dias que o peso do mundo parece insuportável. A sensação não é apenas de tristeza, mas de um vazio absoluto e um cansaço que não passa por mais que eu durma. É uma batalha diária levantar da cama, colocar um sorriso falso no rosto e tentar fingir que está tudo bem só para não preocupar quem está ao meu redor.O mais difícil é a incompreensão. As pessoas dizem para 'ter mais força de vontade' ou 'sair dessa', como se fosse uma escolha. Não é. É como estar preso em um labirinto escuro onde você não enxerga a saída. Às vezes, a vontade é apenas de sumir, de fazer a dor parar. É exaustivo lutar contra a própria mente todos os dias. Mas, apesar de toda a escuridão e do medo, há uma voz bem pequena lá no fundo que ainda quer viver e encontrar a paz."
Às vezes, sorrateiramente, a tristeza chega; quem não quer nada vai envolvendo, adentrando no seu coração e, pior, escondendo a esperança. Porém, chega a luz salvadora, travestida em palavras em uma mensagem, resgatando a esperança através do afeto, atenção e carinho de um inestimável presente que nos damos: uma sincera amizade!
Pode haver certa beleza na tristeza, na sinceridade de belos poemas sobre as dores e decepções da vida. Mas não é lá que seu coração e sua mente devem ficar. A melancolia faz parte da vida, mas não deve se tornar um vício. A nostalgia nos traz certo conforto, mas irá roubar a alegria da alma e do futuro. Deixe a tristeza passar pelos pensamentos e sentimentos, mas de forma alguma, permita que ela more no seu coração.
"Não sentir vontade de fazer nada" não é tristeza, desânimo ou frustração. É, na verdade, um alívio — um tempo indefinido de descanso, relaxamento e paz. É como se fosse um descarrego de pesos desnecessários, uma eliminação de vontades que, no fundo, nunca foram realmente nossas. Esse momento é de reflexão profunda, um encontro consigo mesmo, uma oportunidade para o autoconhecimento e o autodescobrimento. O "nada" se transforma em uma passagem, nos trazendo de volta à nossa essência, à realidade de quem somos, às vontades simples, reais e verdadeiras, aquelas que se encontram na tranquilidade do ser e não na pressão do fazer.
Sobre a dor e o prazer. Tendemos a fugir ou enfrentar dor[sofrimento], tristeza, mal-estar, descontentamento e/ou insatisfação (a curto/a médio/a longo prazo) x Buscar ou evitar prazer[deleite], alegria, bem-estar, contentamento e/ou satisfação (a curto/a médio/a longo prazo) de acordo com o pensar, o sentir, o agir e a omissão de ação de cada um(a).
Às vezes a tristeza bate de uma forma abaladora, sem eu conseguir expulsá-la. Me sinto pertencente do mundo. Sinto-me pertencente ao acaso, quando todas as coisas a minha volta estão bem, eu também estou. Mas se algo der errado, sinto-me presa dentro de uma melancolia, onde a única saída seria se as coisas começassem a fluir para o lado positivo. Eu queria ser dona da minha felicidade, da minha tranquilidade. Eu queria poder decidir quando ficar mal e quando ficar bem. Essa sou eu, é meu corpo, que absurdo é esse de não se ter controle de si mesmo? Meu corpo, minha mente descontrolável, inquieta. Se eu não tenho controle do meu próprio ser, então quem tem? Quem terá? Quem já teve?
Que tristeza é uma casa grande e vazia, sem a pobreza; da necessidade do amor, do encontro da vida, da esperança que alegra, da fé que harmoniza, do mistério que enriquece a alma, e que por sua existência, tudo não se finaliza, pois ainda há muito que se fazer, o que se viver, o que se inventar, e se querer, e amar, e ser, e, nunca morrer, mas se eternizar.
A amizade, que se traduz ao estímulo de um sorriso, suavizam dores, tristezas, sofrimentos. A amizade que traduz alegria, e não a que empaca, verdadeiramente, se mostra lúcida e de tão lúcida, ecoa um gemido de – satisfação de ter quem se gosta por perto. A amizade verdadeira resiste a tudo, e se perpetua, e se revela sempre. E, de tão transparente que pode ser uma amizade como esta, aos olhos de quem vê, observa lúcida também que não há nada melhor que se ter por perto quem a gente gosta.
