Textos de Teus Olhos
Teus olhos. (Julio Bernardo do Carmo ).
Teus olhos tem a cor do mar.
Mas que cor tem o mar ?
Azul cerúleo.
Quando transpiro tua serenidade que
me acalma e me conforta.
Verde esmeralda.
Quando respiro tua esperança e me redobro
na aspiração de meus sonhos mais sublimes,
que afinal também são teus sonhos.
Castanhos escuros, como duas castanholas que repicam
a sonoridade musical de nosso amor.
Afinal de que importa a cor do mar ?
Se a luz de teus olhos me ilumina
e com tanta intensidade me fascina.
Noite. E em teus olhos, amada, não vejo estrelas,
Mas sim a fúria gélida de luas estilhaçadas,
O eco persistente de antigas procelas,
As sombras disformes, por medos abraçadas.
Teu peito é um mausoléu de mágoas não ditas,
Um jardim devastado onde só espinhos ousam florir.
E eu? Eu sou o coveiro faminto que visita
Cada cripta da tua alma, sem jamais fugir.
Que venham teus demônios! Que urrem e se contorçam!
Eu os recebo com a fúria faminta do meu desejo.
Rasgo suas carnes espectrais, que me devorem!
Em cada ferida deles, o meu amor eu vejo.
Teus traumas são tapeçarias que eu venero,
Bordadas com o sangue escuro do teu penar.
Eu beijo cada nó, cada fio austero,
E neles encontro o mais sagrado altar.
Não tente esconder a angústia que te corrói,
O veneno lento que gela tuas veias finas.
Entrega-me! Deixa que meu beijo o destrói,
Ou que se misture ao meu, em danças assassinas.
Teus receios são bestas? Eu serei o caçador!
Não para matá-los, mas para domar sua ira.
Montarei em seu dorso, com selvagem ardor,
E farei da tua escuridão a minha lira.
Eu não vim para curar, nem para trazer a luz.
A luz é frágil, mente sobre a podridão que resta.
Eu vim para fincar minha bandeira na tua cruz,
Para reinar contigo nesta noite funesta.
Abraça-me com tuas garras de pavor cravadas,
Deixa teu caos sangrar sobre meu peito aberto.
Sou o guardião voraz das tuas alvoradas
Quebradas, o amante do teu deserto.
Em meus braços, teus monstros encontrarão espelhos,
E em meu toque feroz, um reconhecimento brutal.
Sou o santuário profano dos teus pesadelos,
O inferno seguro, teu paraíso mortal.
Então, chora tuas dores em meu ombro de granito,
Liberta as sombras que insistes em acorrentar.
Eu as devoro, as acolho, as bendigo e as incito.
Pois amar-te, minha sombria flor, é abraçar o teu lugar mais maldito
e chamá-lo, enfim, de lar.
CADA VEZ QUE TE VEJO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Fico assim só de olhar nos teus olhos nos meus;
dou adeus e te levo, e permaneço assim,
por um curto sem fim que só depois me chama
e derrama o vazio de já não te ver...
Quando bebo em teu rosto esse dizer profundo
que me cala e consente ficar tonto e bobo,
eu me roubo pra ti; nem preciso de mim;
vou ao fim do meu mundo e colho céus ocultos...
É assim que me flagro desde que te achei,
desde quando não sei, porque lá me perdi
sob tuas presenças e muitos adeuses...
Ao saíres da linha do meu horizonte,
cada vez que te afastas ou cumpro essa pena,
fico assim, viro ponte suspensa no caos...
JANELA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Se me dou aos teus olhos deste jeito;
se meus olhos te caçam, como vês,
não é caso de ausência do respeito
nem de ser dominado pela tez...
Tenho plena ciência dessas leis
que me vetam de todo e qualquer pleito,
conto sempre até quatro, cinco, seis,
depois levo meu sonho para o leito...
Eu te quero faz tempo; desde o dia
em que vi teu olhar que só me via
como alguém que pros olhos pouco importa...
Sei do quanto é só minha esta novela,
como sei te querer pela janela;
nunca hei de forçar a tua porta...
AUTORRETRATO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Os meus versos te pegam no pós-banho;
nos teus olhos de quem se masturbou;
eles fazem teu show perder a classe,
porque mostram quem és no camarim...
Meus poemas arriam tua calça
onde a tua nudez não é bem-vinda,
quando a falsa moral quer pecadores
para dar pôr na berlinda ou na fogueira...
Só não posso negar para mim mesmo
que me pego na minha hipocrisia,
pois a minha poesia me revela...
Sou a própria expressão do réu confesso;
se meu verso te flagra no teu flato,
denuncia minha mão amarela...
NADA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Muitas vezes ensaio reaver teus olhos,
uma breve atenção que sinalize um sim,
que me chame do fim para novo começo
e me deixe feliz por pensar que já sou...
Logo acordo e me vejo tão fora do sonho,
tão real no vazio, tão corpo sem alma,
ponho todas as forças num sono forjado
pra dormir pro que sinto e me livrar de mim...
Nada salva esta nau à deriva no ermo
de qualquer esperança, de alguma utopia
menos vaga e vazia dentro do meu ser...
Se remar é preciso não é neste caso;
tenho rumo impreciso na fuga traçada
que me leva pra nada em busca de ninguém...
COLHEITA EQUIVOCADA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Confiei nos teus olhos e me deixei ver
pelo avesso, por fora e por todos os pontos,
os estágios e os prontos de minhas verdades
mais à vista e cravadas em meu eu mais fundo...
Fui me abrindo, me pondo, me fiz expoente,
permiti que soubesses de cada estranheza
da minh´alma de massa verídica e nua;
natureza pagã do meu corpo abstrato...
Quando mais confiava em tua confiança
percebi que te armavas contra o não perigo,
ao abrigo de ventos que jamais sopraram...
Revelei meu pior, mas doei o mais são;
tua mão nunca soube colher minha flor,
preferiu colher medos e pré-julgamentos...
AMOR À PARTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Fui à última instância de crer nos teus olhos
e de crer nos meus olhos como tua crença,
minha imensa esperança num afeto extremo
sem a mancha do medo nem da precaução...
Quis viver algo à parte, uma lenda sem fraude,
um amor com poder sobre todos os mais,
pela paz da não jura e do não compromisso
nem do certificado de laço exclusivo...
Inventei uma troca de silêncios férteis
entre jogos de olhares que diziam tanto
ao encanto exclusivo de gestos secretos...
Só queria te amar sem trair convenções
ou ferir corações com raízes no meu
que não tem o direito de roubar o chão...
GUARDADO EM MIM
Demétrio Sena - Magé
Retirei o meu corpo dos teus olhos
e com ele a minh'alma dependente,
minha mente precisa se despir
desta já desgastada fantasia...
Foste o porto seguro da quimera,
uma doce mentira tão real,
primavera nas dunas do deserto
que também se vestiu dentro de mim...
Resolvi me guardar no meu vazio,
senti frio na hora em que acordei
do meu sonho de ainda ouvir um eco...
Mesmo assim agradeço pelo bem
dos teus olhos e tua gentileza
com alguém tão sem mundo como eu...
... ... ...
#respeiteautorias Isso é lei
Olho os teus olhos verdes, verdes como o verde do mar.
Lábios vermelhos como vermelhos são as rosas da terra a brotar. E neste cenário ela está, e eu cá a te exaltar.
Ela é tão bela que faz com que eu perca a razão e misture amor com a emoção.
E dessa pele branca e macia, o que devo falar? Seria sacrilégio compará-la as nuvens em pleno ar? E os teus cabelos ondulados que lembra o redemoinho dos ventos do litoral, e em todo esse palco principal, és a peça teatral que posso sempre exaltar ou talvez em sonetos te galantear.
Nem mesmo Homero em sua tragédia sobre Tróia, definiria tal beleza tua comparada a Helena de Tróia. E até Shakespeare não tenha pensado em tal musa para suas peças, pois essa junta o dom da beleza e das clássicas tragédias. E entre tantas outras musas, nunca vi brilhos tão ofuscante em tal beleza, permita-me que seja o seu Orpheu e você a minha Eurídice, fujamos daqui, para amar e ficarmos juntos até a nossa velhice.
E assim tu és, mulher. A eterna garota a qual esbanja a beleza tal qual a mais bela fauna e flora contida na natureza. Tens no coração as incertezas ou certezas da sua paixão. E se um dia precisares de um enamorado, faz de mim teu eterno conselheiro, confissionário ou até quem sabe eterno namorado. As palavras de amor clamam a te decantar, e aqui estou eu para tudo isso sempre te falar.
🌵 Na areia do deserto, encontrei tuas águas.
No girassol dos teus olhos, mergulhei na vastidão da tua alma.
Gotículas se misturam ao éter do vento — eu sopro, contemplo, a Deusa e o Deus dançam entre minhas intenções.
Faíscas partem do coração e acendem convites na mente: não é apenas mais um projeto... é o projeto.
Sou mulher — científica por essência, inquieta por natureza, curiosa por preencher os espaços onde cabem pontos de interrogação.
Cassia, Meu Orgulho, Meu Amor
Cassia, filha minha, um dos meus maiores tesouros,
Nos teus olhos vejo o brilho do meus futuros,
Cada passo teu é uma vitória que celebro,
Cada conquista tua, um sonho que realizo.
Tu és a obra-prima que o tempo esculpiu,
Com a força de um coração que nunca desistiu,
Nos teus gestos vejo a bondade que semeei,
E no teu sorriso, o amor que sempre te dei.
Minha filha, és a razão do meu caminhar,
O orgulho que carrego no peito sem cessar,
Cada desafio que enfrentas com coragem,
Reafirma o amor que sinto, sem margem.
Cassia, teu nome é melodia que acalma,
És o fruto mais doce da minha alma,
E quando olho para tudo que já conquistaste,
Vejo em ti a grandeza que sempre sonhei.
Meu amor por ti é infinito como o céu,
E o orgulho que sinto é o meu maior troféu,
Cassia, minha filha, minha vida, meu sol,
Te amo além das palavras, com todo o meu calor.
Teu Pai...
SEM TUA PRESENÇA, EU ME PERCO EM MINHA DOR
Verso 1
Teus olhos revelam que eu nada posso esconder,
Senhor, diante de Ti, não há o que se esconder.
Meu coração é frágil, precisa do Teu calor,
sem Tua presença, eu me perco em minha dor.
Pré-refrão
Eu sou pó, sou tão pequeno,
mas em Ti encontro o renovo eterno.
Refrão
Vem, Senhor, traz vida ao meu ser,
sem Tua luz, eu não sei viver.
És o alento que me faz levantar,
vem, minha alma deseja Te encontrar.
Verso 2
Quebranta o orgulho, refaz o que se perdeu,
me guia ao caminho que ao Teu Reino conduz.
Não sou nada sem Tua presença, oh Pai,
vem e transforma as ruínas em paz.
Pré-refrão
Eu sou Teu, mesmo em fraqueza,
ergue-me com Tua imensa pureza.
Refrão
Vem, Senhor, traz vida ao meu ser,
sem Tua luz, eu não sei viver.
És o alento que me faz levantar,
vem, minha alma deseja Te encontrar.
Ponte
Tua voz é doce, como águas a correr,
lava minha alma, me ensina a renascer.
Teus braços são abrigo, Teu amor é sem fim,
vem, Senhor, faz morada em mim.
Refrão final
Vem, Senhor, traz vida ao meu ser,
sem Tua luz, eu não sei viver.
És o alento que me faz levantar,
vem, minha alma deseja Te encontrar.
FRASES E PENSAMENTOS DE ADEN BRITO POETA E COMPOSITOR
Em 11 de Abril de 2025, Manaus-AM
Todos direitos reservados, lei nº
9.610 de 19.02.1998
Entre idas e voltas
Havia em teus olhos um mundo oculto,
De receios e paixões em tumulto.
Tuas palavras eram como ondas no mar,
Que vinham e iam, sem jamais se fixar.
Quando em meus braços te deixavas cair,
O tempo parava, fazia-nos sorrir.
Na entrega, eras chama, fogo a arder,
Um segredo sussurrado que faz o peito tremer.
Mas logo o silêncio vinha como muralha,
E tu, assustada, fugias sem falha.
"Desta vez é o fim", juravas com dor,
Deixando em mim o eco do teu sabor.
Os dias passavam, o vazio crescia,
E então, numa noite, tua voz se erguia.
"Voltei, pois sem ti, a vida é vazia."
Mas teu medo ainda era tua poesia.
Te desejei no caos, nas dúvidas, nos porquês,
Entre idas e vindas, fui teu mais de uma vez.
E mesmo que um dia tu não retornes mais,
Guardarei em mim teu rastro de paz.
Alegria de ter teus olhos enfrente aos meus
Chego ao infinito em busca da felicidade
existente em teu ser, porque sei ..É pra mim.
Esse amor ...Esse elo que existe em nós...
Tirando a solidão que ficou no tempo.
Antes de ver em seus olhos esse amor.
Que me faz delirar... Nessa imensa paixão.
Eu posso ver através do sorriso ...do brilho...
Do olhar que conduz essa nossa paixão..
Loucura que ultrapassa a vida e voa
Entre mares,oceanos...Céus e Terra...
Ah! esse olhar que emana alegria ao te ver .
Que eu mereça de ti esse amor...
Que se firmou em nossas almas sofridas .
Me entregarei ao teu colo buscando de ti,
beijos com sabor de vinho adocicado como mel...
Queria ver teus olhos com meu olhar de hoje,
Ver seu olhar ao perceber o que hoje sou.
O espanto seria meu e a tristeza seria sua.
Olharia para mim como um estranho que olha para um espelho…
O que vc diria para mim?
O que eu diria para você?
Eu teria a ternura de um pai…
Você teria a angústia de um filho…
Eu olhando o que um dia eu fui,
Você sabendo no que se tornou
E os dois chorando por um passado e futuro
Ainda sinto o perfume da fronha acalentando o medo da noite eterna e com teus olhos me velando, entregava-me ao sono profundo;
Ainda escuto tua voz na sala, quando deitado, ficava esperando o monstro da noite chegar flutuando no escuro do quarto de dormir;
Ainda sinto os delírios da febre na pele, suando na cama, tendo tua presença na doce mão tocando minha testa, fazendo-me crer que na manhã seguinte ouviria os cantos dos pássaros num cantar de mulher;
Ainda vejo os brinquedos no chão, onde criança eu construía os mundos, habitados por duendes e monstros e protegidos por um olhar atento de uma mulher;
Mãe querida
Ainda sinto o perfume da fronha acalentando o medo da noite eterna e com teus olhos me velando, entregava-me ao sono profundo;
Ainda escuto tua voz na sala, quando deitado, ficava esperando o monstro da noite chegar flutuando no escuro do quarto de dormir;
Ainda sinto os delírios da febre na pele, suando na cama, tendo tua presença na doce mão tocando minha testa, fazendo-me crer que na manhã seguinte ouviria os cantos dos pássaros num cantar de mulher;
Ainda vejo os brinquedos no chão, onde criança eu construía os mundos, habitados por duendes e monstros e protegidos por um olhar atento de uma mulher;
Ainda sinto o cheiro da janta a penetrar no quarto de dormir como plasma de uma física ainda não vista, misturado ao doce perfume de uma mulher;
Ainda escuto minhas palavras duras de criança, como quem não enxerga o mundo cruel além do quarto de dormir, palavras que se tornavam doces no ouvido atento de uma mulher;
Ainda sinto o medo, quando numa noite, perdido no jardim da fazenda, olhando os vaga-lumes como olhos brilhantes de monstros noturnos, gritei desesperadamente por um nome de mulher;
Ainda sinto a vontade de crescer, de me tornar livre e independente, de voar até onde as asas dos sonhos possam levar e me ver caindo num vácuo profundo nos braços de uma mulher;
Ainda me revejo criança, nos anos efêmeros da infância, onde a vida vivida era os sonhos sonhados no doce desejo de uma mulher;
E quando Marcelina me trouxe o despertar dos sentimentos, eu ainda criança, sentindo-me rubro ao despertar de algo ainda desconhecido, sentido-me eternamente perdido tive consolo num sorriso de mulher;
E quem é essa mulher que até hoje relembro?
Uma mulher mortal e humana como qualquer uma...
Mas o que a torna única é a pureza do seu sentimento em relação a um ser que um dia saiu de suas entranhas, como um Deus que dá a vida.
Uma mulher que se torna mãe.
De tudo quero antes,
Tua risada gostosa
Teus olhos brilhantes
Teu cheiro gostoso
Teus braços macios
Tua boca envolvente
Teu corpo escultural
Teu Amor caloroso
Teu deleite tranquilo
De tudo quero depois,
Tua companhia eterna
Teus conselhos
Teu ombro amigo
Teu colo aconchegante
Tua vida na minha vida SEMPRE
Ney Batista
Vestígios de Nós
Havia sol nos teus olhos,
mesmo quando o céu desabava.
Teu riso era abrigo,
onde minha dor se calava.
Andávamos entre promessas
com a leveza dos que acreditam.
Mãos dadas, almas nuas,
no silêncio em que os corações gritam.
Mas o tempo, esse ladrão discreto,
roubou os minutos mais doces.
E o que era eterno em nós
se perdeu em caminhos tão tolos.
Guardei tuas cartas no peito,
com cheiro de tardes antigas.
E às vezes, sem que eu queira,
meus sonhos ainda te digam.
Não por falta de amor,
mas por excesso de destino,
fomos dois versos soltos,
no meio de um mesmo hino.
Hoje, te vejo nas esquinas
onde a memória se esconde.
E amo o que fomos um dia,
com a ternura de quem não responde.
Porque amar também é deixar,
e seguir com cicatrizes sutis.
Alguns amores não ficam…
mas permanecem — e nos fazem mais gentis.
