Textos de Sorte
As vezes penso,
Que sou luz,
Entro em consenso,
Com Jesus,
Na via Láctea,
Tem buraco negro,
Em sua protuberância,
Nos tira o assossego,
E nos faz ver,
Que tudo até a luz,
Pode desaparecer,
Fazendo como uma cruz,
Toda criação,
Que mormente,
Vive uma interrogação,
Do que sente,
O infinito a se agitar,
Engole tudo,
E faz pensar,
O absurdo,
De agir assim,
Criando e descriando,
Vai se fantasiando,
Em seu jardim.
Até o fim-------------------------------
-----------------------Da eternidade,
Que não tem fim-------------------
-----------------------É a verdade,
Isso pra mim!-----------------------
-----------------------É só bondade.
____________+_______________
Quer uma prova da criação?
Balance as mãos,
Sinta sua respiração.
Olhe pro lado,
Sem dar nomes,
Fique parado,
Sinta os perfumes,
Da natureza,
A quietude,
Que com destreza,
Na sutil atitude,
Te faz sentir o vento,
A brisa suave,
Até que os pensamentos,
Se acabem,
E te deixem prosseguir,
Existem anjos,
Há agir,
Nesses arranjos,
Do grande vazio,
Parece não ter nada,
Mas tem o frio,
Sem ser identificado,
Tem o sultil,
Semblante,
Do criador,
Sempre amante,
E com amor,
Nos envolve,
E nos preenche,
Alguém sempre se comove,
Quando entende,
O universo,
E o infinito,
Em um simples verso,
Se faz contido.
E se deixa manifestar,
Sinta o espaço,
O próprio ar,
Pise descalço,
Ande devagar,
Pare o pensamento,
Sinta o paladar,
Toque no vento,
Grite por um momento,
Depois sinta o silêncio,
Esqueça o argumento,
Entenda o ócio.
De uma planta,
O silêncio dos animais,
Alguma coisa Santa,
Que se refaz,
Na nobre atitude,
De de se permitir,
Que alguém lhe ajude.
Mesmo sem pedir,
Da pra sentir,
O criador em seu interior,
Podemos refletir,
Também na flor,
Sobre o grande universo,
Que eclode,
Gerando vidas,
Tudo isso na calma,
Do espaço vazio.
No fundo da alma,
Aparece um calafrio.
Que nos assusta,
Por isso.
Caminhe sempre,
De forma justa,
E se lembre,
De aceitar,
A tudo que lhe vier,
Também de aproveitar,
Tudo que você quer,
E sorrir todos os dias,
Lembrando da gratidão,
Mostrando as alegrias,
Mesmo na solidão,
Agora descobriu,
Nunca estar a sós,
E sentiu,
A própria voz,
Do CRIADOR.
Que com grande AMOR.
Nos ensinou,
Como lhe encontrar,
---------------------Em todo espaço,
Em toda terra,----------------------------------
---------------------Até no ar,
No fundo mar,-----------------------------------
---------------------tem sentido a palavra.
---------------------AMAR---------------------------
-------------------------+-------------------------------
Em pau de aroeira,
Reza padre,
Ginga capoeira,
Faz milagre,
Também besteira,
Escondido dos pais,
Essa madeira,
É demais,
Em sua vida,
Empresta a sombra,
A horas queridas,
Até as pombas,
Se aproveitam,
Do milagre da natureza,
Que enfeitam,
Com tanta beleza,
A nossa história,
Que se chama vida,
Com vitórias,
E horas corrompidas.
É um espetáculo,
Do universo,
No tabernáculo,
Do progresso,
E da evolução,
Que em tudo,
Tem contido,
Um pouco da criação,
Nisso o mundo,
Tem prometido,
A transição,
Para hora nova,
De alegrias,
Como canção,
Na prova,
Na dança das energias.
Fique feliz,
Fique em paz.
Se ser bom é o que quiz!
Herança tem demais.
Pra poder ficar aqui,
E aproveitar,
Esse porvir,
Que vai afastar,
Toda maldade,
Toda ruindade,
Toda vaidade,
E transformar,
Esse lugar,
Em sonho já estou vendo,
Tudo para provar,
Que tudo tem contido.
-----------O real sentido-----------------
Da palavra----------------------------------
------------------AMAR-----------------------
_______________________________
Respeitar a vida é necessário,
Por que nessa corrida,
Somos todos falhos,
Não encontramos abrigos,
A morte é o ponto final,
A vida é só a corrida,
Pra seu rumo fatal.
Que não sabemos onde vai dar,
Sabemos que está perdida,
Do modo que estamos a levar,
A destruir a natureza,
O planeta terra,
Suas grandezas,
O desrespeito ferra,
O nosso sentido,
Por isso nos perdemos,
E entramos em conflitos,
Quando entendemos,
Voltamos e percebemos,
Que nos perdemos,
Do infinito,
E aí ficamos embaralhados,
Donos do saber,
No fundo estamos embaraçados,
Em nosso próprio viver.
A luz do mundo é o sol,
Por isso temos que acreditar,
Que tudo isso é em prol,
De toda vida a habitar,
A terra sua grandeza,
Que é pra todos e pra tudo,
Nossa real natureza,
O que achou desse absurdo?
Pra muitos...
É só a proeza.
De um novo mundo.
Temos que respeitar a vida,
E tudo que nela contém,
Pois nossa história querida,
Só tem graça juntos de alguém.
Que possamos desabafar,
As vezes mostrar algo,
As vezes só pra conversar,
Sobre vida de um fidalgo.
Se destruirmos o planeta,
Com nosso EGO voraz,
Esqueçamos a caneta,
Não escreverá mais,
Vivemos em conjunto,
Com outros humanos,
Os animais,
Lutando todos juntos,
Nós como insanos,
Pensando que o planeta,
É nosso,
Aí ela a trombeta,
Daquele troço,
Apocalíptico,
Que nos demonstra,
Estamos deixando paralítico,
O nosso saber divino,
Precisamos dele,
Para caminhar,
Pois sem ele,
Não conseguimos,
Nem respirar,
Isso tudo é a criação,
Deixando vocês saberem,
Que devem se dar as mãos.
Pra não se esquecerem.
Que sendo humilde,
Podemos aproveitar a vida,
É um só um palpite,
De uma Vitória preferida.
Para termos casas,
Carros, barcos,
Apartamentos,
Tem que ter brasas,
Junto ao vento,
Queimar florestas,
Destruir a natureza,
Pq o que interessa,
É nossa proeza,
Em ser o mais rico,
O mais belo,
No alto do pico,
O mais intelectual,
Pensando não ter mau,
Ser só mais um,
Mas sabe o sal?
Que qualquer um,
Conhece,
Anda na vida,
Participa de sua prece,
Até nas tripa,
Ele desce.
Pra te alertar,
Que sua sabedoria,
É como o mar,
Você poderia,
Só demonstrar,
O quanto é bom pra tudo,
Pois nas aldeias de índios,
São todos juntos,
Tudo parece lindo,
Respeitando a natureza,
Vivendo com o que precisa,
Assim vejo a pobreza,
Uma forma que ameniza,
Essa nossa tempestiva,
Forma de levar a vida,
Usando de tudo um pouco,
E descartando como loucos,
Vamos comprando,
E substituindo,
Só estamos caçando,
Algo,
Nos iludindo.
Fazendo da vida uma miséria,
Pois sabedoria,
Tem provas na matéria,
É grande alegria,
E cores,
Tudo natural,
Quando por nossos amores,
Fazemos de um tudo artificial.
Pode até ser legal,
Mas as outras vidas,
Encontram seu destino fatal,
Na extinção.
Que causamos,
Tudo pra ter algo,
Enquanto andamos,
Construindo nosso viver,
Achando tudo nobre,
Mas pobre estamos a ser.
Enquanto não descobre.
Que é direito saber,
Que vida e viver,
Se misturam,
Pra você saber,
Que muitos juram,
Entender,
Muitas informações,
Estão a escrever,
E criar novas prisões,
Pra iludir seu EGO,
Seu modo de agir é cego,
Por isso emprego,
Junto a tantos,
Que por aqui passaram,
Que eram os santos,
Que outros alegaram.
Chico Xavier,
São Francisco de assis,
Sabe como é?
Gandhi,
Buda,
Jesus,
Bezerra de Menezes,
E quantas vezes,
Temos que ver de novo,
Pra perder os interesses,
Em meio ao povo.
De fantasias materiais,
Já tiveram nossos ancestrais.
E temos que repetir?
Acho que já é demais!
Tem que ter um fim,
A evolução é de tudo,
Para mim,
Parece absurdo,
Mas tudo quer viver,
E estar neste lugar,
Onde você,
Nem precisa falar,
Que também quer ficar,
Mas quando tem demais,
Além do que precisar,
Algo que se refaz.
Tenta te mostrar,
Que pra ter sua jóia,
Precisa tirar de algum lugar,
Pois então olha,
O que quero te dizer,
Sua simples carne,
Vem a ser,
Grande destruição,
De tudo e de você.
Gerando mais CO2,
Que veículos,
Tudo isso pra depois,
Arrancar os testículos,
E criar seu alimento,
E se acham evoluidos,
Nesse seu advento.
Sendo instruídos,
Por sabe lá o que.
De informações,
Sabe o que é merecer?
Alívio de tensões?
Crescer?
Em meio a tentações?
Ou mesmo ver.
Suas lamentações?
É necessário um lugar,
Para tudo isso,
Pra impactar,
De improviso,
Te digo,
E provo,
Sou seu amigo,
E me coloco,
Ao seu lado,
Por isso me ouça,
Esteja antenado,
De toda essa bagunça,
Pra se ver libertado,
Desta realidade,
Que está sendo fantasiado,
Em todas as idades,
Precisa olhar pro lado,
Pro mundo,
É tudo junto,
Animais, nos rios e lagos,
Árvores, natureza, mar.
Terra, pedreiras, e tudo que há,
Tudo junto,
Pra junto estar,
É preciso se conformar,
Que a evolução,
Pode se juntar,
Com a criação,
E viver de forma inteligente,
Fazendo da vida um milagre,
Não ser só mais um indigente,
Que fala que sabe.
E pra terminar,
Gostaria de agradecer,
Por poder compartilhar,
Todo o viver,
Que vive a implorar,
Um pedacinho,
De tudo,
Em tudo que há.
Pra ter sua simples vida,
A contracenar,
Com a sua e a minha.
Isso não é uma disputa,
De poder,
É uma grande luta,
Pelo simples direito de tudo.
------------------VIVER---------------------------
----------------------+-------------------------------
Mário Magalhães
Na órbita,
Da criação,
Há muita coisa mórbida,
Precisa atenção,
Para sempre aprender,
Sem ofender,
Sabendo que tudo,
Está a ser,
Parte desse viver,
De um lado e outro,
Tudo quer só aprender,
Até os loucos,
Ter uma vida simples,
Também tem valor,
E seu males,
Por que a dor,
Há em todos os lugares,
Seja rico ou pobre,
Independente de lutares,
Isso é algo nobre,
Também vai aos altares,
Do lado de lá também impera,
Figura de avatares,
E de feras,
E quem me dera,
Encontrar explicação,
Falo cabível,
Pois é tão grande meu irmão,
Que acho incrível,
Podermos viver,
E aprender tanto,
Isso é só pra você saber,
Viver é algo santo,
Pra tudo em todos,
Pq o tudo está em todos,
E é compreensível,
As vezes parecemos tolos!
Mas só queremos algo cabível,
No fundo o universo,
É pra todos,
E qualquer um.
E esse simples verso,
Soma só mais uma,
De nossas aprendizagens,
Na nossa família,
Sem sacanagem,
Respeitamos a partilha,
Na viagem,
De tudo,
Por isso a bagagem,
Pesa menos,
Pois todos nós,
Vamos nos esforçar,
Pra não estar a sós,
Sabendo que do outro lado está,
Um irmão,
A sua família,
A verdadeira oração,
Incrível da partilha.
Agradeço pelos conselhos,
E me ajoelho,
Para aprender,
As vezes sou o primeiro,
A falar antes de ver,
Mas pode ter certeza,
Que caminho devagar,
Mas a minha natureza,
É essa de mudar,
As coisas e o conjunto,
Pra tudo ficar junto,
Nesse mundo,
E no infinito.
No gesto,
Uma oração.
No verso,
Eis a questão.
Me empresto,
A uma doação,
De alguém que ingressa,
E usa minhas mãos,
Pra trazer,
Para a vida,
O fazer,
Do seu viver,
Aonde estás,
Pode ser um poeta,
Ou até mais,
Um atleta,
Ou o próprio criador.
Que deseja expor.
Algo de útil,
Para alguém,
Me mostrando,
Que não sou dono,
de nada.
E no abandono,
Sou só mais uma,
Alma penada.
A vagar e escrever,
Algo em algum lugar...
Raridade,
Acordar de noite,
Assustar alguém,
Trabalhar com foice,
Ou falar do além,
Pensar na morte,
Planejar a vida,
Achar a sorte,
Fazer corrida,
Querer fazer,
Algo pra mim,
Então vou ler,
Até o fim.
Só pra querer,
Me afastar,
Desse saber,
De maltratar,
Algo ou alguém,
Gosto de ser bom.
Fazer o bem.
Até no som.
Penso escolher,
A comida tem outro gosto,
Da até pra ver,
Alguém mais querer.
De tão boa.
Que vem a ser,
O tempo voa,
Parece ser,
Uma canoa,
A em alto mar,
Perco todas as coroas,
Enquanto não encontrar,
A essência,
O ser,
A paciência,
A envolver,
E ser a paz.
Também a calma.
Tudo isso traz.
Os traumas.
Escondidos,
Dentro de mim,
Por isso;
Vou perdido,
Mas vou até o
''''''''''''''''''''''''''’'__--==FIM==--__'''''''''''''''''''''''''''''
Amor, tolerância e humildade.
São palavras,
Que representam a verdade.
E a liberdade.
Do dito fim,
De toda maldade.
Que vive em mim.
Criando alarde.
No planeta terra,
O infeliz duelo.
Que agora se encerra,
Dando passagem pro belo.
E necessário resplendor.
Grande luz que alivia.
E a tudo contagia.
É o infinito criador.
Que nos presenteia.
Com sua essência,
E desencadeia,
Essa permanência.
Do Valente e da guerra.
Todo mundo sente.
O quanto isso emperra.
Por que alguém mente.
Deixa de lado a verdade,
Pra levar vantagem.
Perdendo-se da caridade.
Disfarçando de bondade,
Tudo o que podemos fazer,
Em nossas orações,
É pedir para engrandecer,
As libertações.
Da natureza,
Dos animais.
Pois nossa pobreza.
Vem desse alcatraz.
E que também liberte,
O mundo e as pessoas.
E que isso alerte.
Quanto eco isso ressoa.
Pelo universo,
Parece inacreditável.
Nesse simples verso.
A explicação do inadiável.
Duelo da luz,
E das sombras.
Muitos com Jesus,
A ver suas pombas.
Símbolo de paz.
Enquanto do outro lado.
Não aguentam mais.
Estão desesperados.
Sem saber o que fazer.
Como evitar,
A força da união.
Que vem pra limpar.
Na oração.
Que ressoa por toda parte,
Informando.
Isso não é uma disputa de poder,
É só,
Pelo direito de tudo,
viver.
O sono é uma bela trégua
na luta e na lida
Muitas vezes uma suave passagem só de ida
para o outro lado da vida
Faz bem em qualquer idade
para os que o tem com qualidade
Nos intervalos de ir e vir
o maior prazer é dormir
o sono é amigo dos que tem sorte
mas os que o perdem e não o encontram
se aproximam da morte
#AMOR #FEIO
Eu quero um amor feio...
Que me olhe com a alma...
Que me pegue pela mão...
E me mostre o céu...
Que me ame pela manhã...
Às tardes e noites...
Sem da ilusão o véu...
Quero um amor feio...
Que sempre pense em mim...
Que me traga flores...
Que seja simplesmente assim...
Quero um amor feio...
Que cuide do essencial...
Que não deixe minhas lágrimas brotarem...
Que nunca me faça mal...
Quero um amor feio...
Que me dê beijos e beijos em meu cangote...
Que me causem arrepios...
Que me faça agradecer ao bom Deus...
A minha venturosa sorte...
Os amores feios não envelhecem...
Juntos são mais felizes...
Criam raízes...
Até quando padecem...
O amor feio...
Hoje peço ao Criador...
Terenos um ao outro...
E nos unindo...
O verdadeiro amor...
Sandro Paschoal Nogueira
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#A #DAMA #PRATEADA
Em minha rua, ao anoitecer...
Há tal melancolia...
Que desperta em mim o desejo de sofrer...
Sentado à mesa em um bar devasso...
Lhe contemplo dama prateada...
Nas vertigens do vinho que me encontro...
Perco-me em qualquer abraço...
Nessa Babel em que sobrevivo...
Cantando os amores...
Escondendo os conflitos...
Em tudo o que sinto...
Sinto-me cada vez mais perdido...
Ergo o meu coração aos céus...
E lhe olho suspirando...
Não mais me reconheço...
Sou total abandono...
Tantos se foram...
E tão poucos chegaram...
Atrás de meu pálido sorriso me escondo...
Disfarçando meu embaraço...
Se fosse, por acaso, por ti contemplado...
Apenas um desejo eu queria...
Em poder mudar minha sorte...
Ter aqui ao meu lado...
Os muitos que amei...
E por quem muito fui amado...
Mas o tempo é ingrato...
E lentamente se esvai...
Amanhã já não mais estarás no céu...
E eu aqui continuarei com meus ais...
Sandrinho Chic Chic
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#DESTERRO
Cada verso que escrevo é uma esfinge a ser decifrada...
É um sussurro que o silêncio contradiz...
Do nada para um nada...
Na busca de um segredo...
Que aflorando o peito...
Vaga no deleito...
Arma-se a fogueira...
Fustiguem minha carne...
Cuspam em minha cara...
Invadam o meu corpo...
O tempo será meu aliado...
Levará meu sofrimento...
Fará jus ao que escrevo...
E até quando me mantenho calado...
Motivo de zombaria...
Dos desgraçados...
Por muitos e muitos poucos amado...
E no vento que sopra...
Levantando a poeira...
De costas para o sol então verei...
O fim de uma era...
De que me serve a razão?
Se não existe o que quero?
Desterro e má sina...
No que traço...
Estúpidos são aplaudidos...
Enquanto eu cá...
Em minha sorte...
Apenas sigo...
Sandro Paschoal Nogueira
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.
Sou, num alto de monte...
Onde bate o luar em noite triste…
Aquele que murmura nas horas mortas...
O desejo de uma vida nova...
Negra sorte...
Vivendo dia após dia...
Sobrevivendo a própria morte...
Imagens de saudades...
Varrida por temporais...
Oculto entre as brumas...
Sonhando e sonhando sempre mais...
Fugitiva deste mundo...
Se fez minha alegria...
Às noites eu amo...
E tudo finda no raiar do dia...
Lágrimas dos meus olhos são flores...
Que as semeio pelo chão...
Alumiado de sombras e luz...
Permanece meu coração...
Num íntimo pudor vou envelhecendo...
Ninguém me deseja apaixonado...
E na dor do silêncio...
Em demência me perco...
E já nem sei quem sou...
Sandro Paschoal Nogueira
Um dia, talvez, haverá novos sonhos...
Ouvirei com encanto alguém que não conheço...
Para mim será o começo de tudo...
O começo de um novo mundo...
Agora para mim já tão frio e já tão tarde...
E sem fazer nenhum alarde...
A minha alma não descansa...
Não sou nem mesmo uma lembrança...
Uma esquecida sombra que ninguém repara...
Todo o amor é desejar...
Embora se viva às avessas...
Se o tempo troteia...
E pesa como uma estrela...
Quão afortunados são os amantes...
Quão infelizes os ignorantes...
Estranha cousa esta...
A ventura de querer ver-te bem...
Mãos de renúncia...
Mãos de amargor...
Ao perder seu amor...
Semente divina...
Que só n’alma germina...
Exalta o viver...
Em doce tortura...
Ai amor...
Que sorte de quem tem você...
Repara...
Aqui eu sem luz e sem vida...
Quando, alta noite, me reclino e deito...
Clamo por ti...
No vazio do meu leito...
Só o silêncio...
Sandro Paschoal Nogueira
Quanto dura uma paixão?
Uma paixão não dura nada... Apenas dura a eternidade do sorriso que te cativa...
No fim de um dia...
No meio da madrugada...
Depois...
A alegria se torna amarga...
Caco de vidro que sob o sol...
Cintila e se apaga...
Agora...
Na superfície da luz procuro a sombra...
Seguirei a estrada...
Não deixarei para depois...
Abrirei as janelas de minha alma...
Para que entrem as estrelas...
Na rua, onde os ventos se cruzam, quem sabe, talvez...
Outra paixão desponte...
Os destinos se decidem...
A vida que tudo arrasta...
Arrasta os amores também...
Veneno absorvido pela ingratidão...
Vieste...
E fora vencida minha solidão...
Mostrate-me o que eu não conhecia...
Mas partistes...
De forma tão fria...
Levando consigo pedaços de meu coração...
A qual brincaste jogando-o no chão...
Vencido o sofrimento...
Da sorte sem piedade...
Sem ti correrá tudo sem ti...
E mais uma vez passarei...
Por essa tempestade...
Sandro Paschoal Nogueira
Você e eu
A primeira vez que te vim um sorriso bobo exalou
Senti um frio quando sua mão em minha cintura colocou
Acredito que foi na hora que o danado do cupido nos acertou
Enquanto conversávamos a vontade de te beijar só aumentava
Mais tinha vergonha de cometer alguma burrada isso me deixava apavorada
Então você deu a largada
E com um beijo começou a nossa jornada
Um dia após o outro e já me sinto encrencada
Será que o danado do cupido acertou e me fez ficar apaixonada?
Se assim aconteceu
Só posso agradecer ao cupido
Que lhe trouxe pra perto d'eu.
Dedicatória C.M
Aprendi a me contentar com o quê tenho.
Na certeza que muitos têm menos
E que outros desejam ter o que tenho.
Três coisas são armadilhas:
Lastimar a minha sorte,
Exagerar o bem do outro,
Amaldiçoar o meu percurso...
A gratidão faz os gestos relevantes
E os pequenos feitos grandiosos.
Nos contos de amor
Realeza e probeza,
Misturam-se.
Escravidão e libertação
Emaranham-se
Na sorte, esfrega-se o chão.
O choro e soluços doloridos
Nos cantos de um palácio
Qualquer...
Comove e cria parceria.
A amizade de seres insignificantes
A afiliação de um ser mágico...
Torna a vida mais fácil.
Muda a sorte:
De sapo a príncipe
De escrava a rainha...
Chorei
Chorei, confesso, chorei em várias ocasiões,
Chorei de tristezas e de alegrias,
Chorei por bobeiras e por fantasias,
Chorei por falsas convicções.
Mas homem não chora!
Chora sim, e como chora.
Chora por um filho, chora de dor,
Até chora por amor.
Chorei de saudades,
Chorei por mentiras,
Chorei por verdades,
Chorei por birras.
Chorei pela vida e pela morte,
Chorei pelo azar e pela sorte,
Chorei por mim e por ti,
E como sofri.
Deitei chorando,
E chorei até dormir,
Mas pela manhã,
A alegria eu pude sentir,
Chorei amando,
E amando, fiquei esperando.
E a esperança não é vã,
É um sentimento perene.
Estou te esperando...
Autor: Agnaldo Borges
31/05/2017 – 18:56
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