Textos de Saudades de um Amor
SOB A SOMBRA DA BELEZA NO AMOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O amor nasce já ferido.
Não como promessa, mas como necessidade.
Uma carência inscrita na própria estrutura do querer.
Ama-se não por plenitude, mas por falta.
A beleza surge como engano sublime.
Ela se oferece ao olhar como redenção,
quando na verdade é apenas o véu mais refinado da dor.
Toda forma bela carrega em si a sentença do perecimento,
e é justamente por isso que fascina.
O espírito, ao reconhecer o belo, não encontra repouso.
Antes, inquieta-se.
Pois compreende que aquilo que o atrai
jamais poderá ser possuído sem perda.
Amar é desejar o que inevitavelmente escapa.
A consciência, ao amadurecer, percebe
que o amor não promete felicidade,
apenas instantes de intensidade.
E intensidade é sempre sofrimento condensado.
Quanto mais profundo o vínculo,
mais aguda a percepção do fim.
A mística do amor revela-se então trágica.
O sujeito não ama o outro,
ama a imagem que nele desperta sua própria carência.
E quando essa imagem vacila,
a dor emerge não como surpresa,
mas como confirmação da natureza do querer.
Há uma tristeza inerente à beleza
porque ela nos obriga a desejar o que não se fixa.
Tudo o que é digno de amor
é, por essência, transitório.
E a consciência disso não liberta: aprofunda.
Assim, amar é consentir com o sofrimento lúcido.
É aceitar a vigília permanente do espírito
diante de um mundo que não promete consolo.
A grandeza não está na felicidade,
mas na coragem de contemplar o abismo
sem desviar o olhar.
AMOR E A MEMORIA DO QUE NAO SE DISSE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quem dizia amar e partiu revelou sem palavras que o amor jamais se constituiu como experiencia interior.
Nao houve perda houve apenas o desvelar tardio de uma ausencia antiga.
Porque o amor quando existe nao se dissolve no tempo ele se aprofunda na memoria.
Abandonar aquele a quem se dizia amar nao e um gesto do destino, é um ato da consciencia que jamais amadureceu.
O amor nao falha ele apenas nao nasce onde o espirito permanece disperso.
Entre dois seres quando o ciúme se instala não como episodio mas como estado, alí o amor ja foi substituido pela inquietação do ego.
O ciúme nao guarda, ele denuncia.
Nao protege, ele acusa.
Nao ama, ele teme.
A solidão que sucede a ruptura não é vazio, é um espaco de reminiscência.
Nela a alma percorre lentamente os corredores do que foi vivido, como quem retorna a uma casa antiga e reconhece nos detalhes aquilo que sempre esteve ausente.
O amor verdadeiro habita essa região subtil onde a palavra se cala.
Ele não se impõe nao exige nao reivindica, ele existe como aquelas verdades que só se revelam quando o tempo deixa de ser pressa.
Amar é tocar o abstrato porque amar é recordar.
Não é menos, é um fato e sentido.
Não é o gesto mas a intenção.
Não é o outro, mas aquilo que o outro despertou em nós como possibilidade de eternidade interior.
E assim compreende-se finalmente que
o amor nao se anuncia ele se reconhece.
Nao se perde ele se recorda dentro de si mesmo
e permanece como memoria cristalina na consciencia que ousou sentir sem ruído, sem medo e só sob à submissão para com tudo.
CÂNTICO DA DELICADEZA REAPRENDIDA.
O amor nos dias atuais precisa reaprender a linguagem da mansidão.
Ele nasce cansado de excessos e reencontra sua força no gesto contido.
Não se anuncia com estrondo nem se impõe como urgência mas aproxima se com respeito como quem reconhece o valor do outro antes do próprio desejo.
Nesse movimento inicial o afeto resgata a ética do cuidado e transforma a palavra em abrigo.
A experiência amorosa contemporânea reencontra o cotidiano como espaço legítimo do sagrado.
O amor manifesta-se na mesa partilhada no pano estendido ao sol na espera paciente.
Ele recusa a teatralidade e escolhe a constância.
A pessoa amada não é mito distante mas presença concreta que respira o mesmo tempo e carrega as mesmas fragilidades.
Nessa proximidade reside uma beleza silenciosa que educa o olhar e disciplina a sensibilidade.
O sentimento não se constrói isolado mas nasce impregnado de memória.
Cada gesto amoroso carrega ecos de vozes antigas transmitidas sem registro.
O amor verdadeiro reconhece que não começa em si mesmo mas prolonga um fio que atravessa gerações.
Essa consciência devolve profundidade ao presente e impede que o afeto se torne descartável.
A contenção emerge como virtude essencial.
Amar não é transbordar sem medida mas sustentar com firmeza.
A palavra é escolhida, o gesto é pensado, a promessa é respeitada.
No mundo saturado de estímulos essa contenção torna-se forma elevada de coragem moral.
O amor aprende fica quando se abdica do excesso.
A harmonia surge como finalidade última.
O sentimento não busca vencer nem dominar mas equilibrar.
Ele molda o caráter, suaviza os impulsos e orienta a convivência.
Amar torna-se exercício diário de aperfeiçoamento interior sem espetáculo e sem ruído.
Assim o amor reencontrado nos dias atuais afirma-se como herança viva de uma sensibilidade antiga.
Ele demonstra que a verdadeira permanência nasce da fidelidade à forma da escuta atenta do outro e da humildade diante do tempo apressado.
E quando o coração compreende isso o amor deixa de ser vertigem e transforma-se em morada firme onde a alma finalmente repousa.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Meu Amor.
Tanto vos amo
Que meu desejo não ousa desejar
outra coisa.
Pois se desejasse, logo rejeitaria.
Mil vezes a morte, antes que isso aconteça,
O meu desejo superior a rejeição
Tende para o enlace sem fim.
Desistindo de outro qualquer que seja,
Perdurando momentoseterno destino a seu lado.
*Amor do Campo
Marise morava na cidade. Trabalhava como secretária em uma empresa de grande porte, mas estava cansada daquela vida de escriturária.
O trânsito, o barulho, a poluição, a violência.
Tudo isso a sufocava.
Um dia, Marise decidiu mudar de vida, partiu para uma pequena área em Paraty.
Preparava-se para trabalhar no sítio .
Arrumou suas coisas e foi morar no campo. Sol e leve brisa vindo do mar.
Comprou um sítio pequeno e começou a plantar hortaliças e criar animais.
Marise conheceu um rapaz alto, de olhos verdes, que também morava no sítio ao lado.
Ele era sitiante há muitos anos.
conhecia tudo sobre a vida no campo.
Marise despertava uma vaga lembrança de que o conhecia desde jovens Formou-se a amizade, e o rapaz virou amigo do peito.
Passavam horas conversando sempre que podia.
Trabalhando, batalha dura da vida, os sonhos, os planos. Aos poucos, iam produzindo tudo que podiam, inclusive o sentimento de amizade formando inseparáveis momentos.
Fortificar não só o campo, mas a mente.
Produziram muito. Uma união intensa, pelo sítio, pelas plantas, uma espécie de paixão e cumplicidade agrícola. Plantar, Colher coisas bons no futuros
Plantavam as hortaliças, frutíferas. Sentavam-se na varanda para contemplar o pôr do sol e prosear.
Plantaram a semente, a amizade eterna da vida.
"O Preço do Amor"
Recebeste em silêncio o calor do meu colo...
Nas noites sem sono, eu vesti tua dor...
Meus braços foram teu primeiro consolo...
E minha vida, teu mapa de amor.
Dei-te o tempo que o mundo não dava...
Fiz do meu peito abrigo e guarida...
Com lágrimas minhas tua febre baixava...
Cada cuidado, uma parte da vida.
Mas eis que o tempo virou o espelho...
E os dias dourados se foram no chão...
Agora cansada, suplico um conselho:
Preciso pagar-te por um coração?
Se não há salário, não há gentileza...
Se não tem valor, não sobra afeto...
Sou só tua mãe — sem mais nobreza,
Na velhice, teu olhar ficou discreto.
Ah, filha querida, onde está tua alma?
Trocastes o amor por um contrato frio?
Esqueceste da fonte, da estrada, da calma,
Do leite ofertado nos dias vazios.
Talvez um dia o mundo te ensine,
Que afeto comprado tem prazo a vencer.
E quem vende o tempo por um “me convine...”
Não sabe o que é realmente viver.
Poema do amor impossível
Quisera fosses sonho, pra sonhar-te
Literalmente doce, devorar-te
Se fosses um poema, declamar-te
Talvez fosses problema, resolver-te
Quisera fosses morte, pra morrer-te
Se feita pro consumo, consumir-te
E se eu te visse triste, divertir-te
Mas eu existo apenas pra querer-te
Quisera fosses fumo, incinerar-te
E se você sumisse, procurar-te
Quem sabe então; eu nunca te encontrasse
E Deus me desse a sorte de esquecer-te
Todo amor do mundo é liberdade
Liberdade de ir, mas ficar
Quando o amor escolhe a gente
Todo o amor do mundo é luz
Mas é luz que não se apressa
Essa, corre vagarosamente
Essa é luz que respeita a velocidade da semente
É presença que alimenta a alma
Amizade que já nasce pronta, lugar ocupado
Que só de em pensá-lo vazio,
A alma de frio, amedronta
E que estando presente essa ausência
O coração silencia, o espinho da flor ainda dói
Mas a gente já nem chora mais
Dor de espinho não dói mais igual doía
Todo amor do mundo é como uma flor
Que não se há de colher simplesmente
O olhar da gente escolhe somente uma flor no quintal
Mas o amor é diferente
Quando é o olho do amor que escolhe a gente.
Edson Ricardo Paiva.
Ame-se
Goste-se por amor próprio
E quando gostar-se
Não permita
Que esse amor por si mesmo
Seja maior que você
Amor tem que ser leve
E não se tem que medir ou comparar
Basta amar-se primeiro
Gostar-se de amor...mas de amor verdadeiro
E que esse inteiro seja o que é:
Imperfeito, limitado, modesto e indescritível
Goste-se
Mas não goste demais de si mesmo
Compartilhe esse imperfeito com quem você ama
E quando te amarem de volta
Olha pra dentro
E corrige antes teus defeitos
O amor de verdade faz isso
Amor é pureza, simplicidade e tem vontade própria
Portanto ele te exige ao lado e te quer por perto
Se não for assim, goste-se e afaste-se
É amor incerto
Pois quem gosta de mim sou eu
E você de você
Se for assim
Fique
E não pergunte por quê
O próprio infinito existe sem sabê-lo
Não se mede amor
Tampouco se explica, critica ou renega
Quando o tempo passou...e ele passa
Você vê que o ouro perde o brilho
E a flor é morta
E tudo se foi...porque tudo se vai
O amor é o último a sair
Depois de apagar a luz e fechar a porta.
Edson Ricardo Paiva.
O sonho...a dor
O sonho saiu
Numa noite de frio
A dor o seguiu, por amor
Companheira de jornada
Na chegada e na partida
Partiu por sonhar
Toda dor também sonha
E todo sonho tem lugar guardado
Para a dor parceira...e ela chega
Em cada coração que um sonho abriga.
Todo bom sonhador
Tem no peito o sonho...a dor
Cada qual do seu lado
O sonho é perfeito
A dor é dor
Não faz mal
Sonho bom foi feito para ser sonhado
E quando não der certo
O sonho sonhador e a dor, eterna amiga
Estarão sempre por perto
Sonhador que é sonhador...nem liga.
Edson Ricardo Paiva.
Melhor que tudo
Tudo que é de fato conhecido
Maior até que o amor
Amor, por muitas vezes
É algo que precisa ser contido
Melhor que tudo
Maior até que a felicidade
Felicidade, tantas vezes
Calcada em desconhecimento
Nada chega a ser tão triste
Só não chega a ser
Tão bonita quanto a infância
Abstrata como a lembrança
Impalpável, igual o azul do céu
Doce e imperecível
É como se fosse um mel
Melodia que passa pela cabeça
Sinfonia de anjos
Passos em sintonia
Felicidade que não se alcança
A própria calma sentida
De viver a vida
Sem que ninguém exija
A sua alma como garantia
Coisa que fica sempre pra outro dia
Mas que seria bom
Tão certo quanto a melhor certeza
Te garanto que seria.
Edson Ricardo Paiva.
Motivo.
Medo da vida
Pra quê?
Se agora é bem melhor
Olhar com amor
Pra longe e pra fora
Que enxergar por dentro
Esse sentimento estranho
Tão pequeno
Quase do tamanho da desimportância
De quem o sente à distância
A vida é semente de sonho
Que deixa de ser
Somente uma semente
No dia que a gente deixa
De enxergá-la assim
Porque ela não é
Meu medo é que me falte
Quem me cause um bom motivo
Pra perder meu medo
Não da vida
Muito menos de estar vivo
Só a razão de viver.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia um amor existiu
como flor que ninguém nunca viu
uma flor por você, que partiu
E esse amor foi maior do que eu
uma flor que você não colheu
e que só por você insistiu
e que eu não dividi com ninguém
um amor que você não sentiu
uma flor que era sua também
um jardim que criei só pra nós
e esperei por você que não veio
pra poder dividir meio a meio
foi assim que deixei de cuidar
de um amor que você não sentia
uma flor que você não queria
um jardim que existiu e era seu
agora escrevi pra avisar
Que hoje essa flor morreu.
Tanto amor que existe
Não caberia em um poema
Talvez seja por isso
Que o poeta tema
Escrever aquilo que não diria
O que faria
E quantas vidas daria
Por aquela menina
Que o poeta trouxe ao Mundo
E amparou desde o primeiro dia
Não há poema que diga
Da saudade e da alegria
De brincar de formiguinha
na barriga
Fazer dormir
E olhar enquanto dormia
Sentindo desespero
Por não poder espantar
O pesadelo
Ensinar as primeiras letrinhas
E ver desabrochando
aquela flor
Aquela doce mulherzinha
Desespero e pesadelo
Em saber
Que um dia há de partir
Carregando a bagagem
Que eu próprio lhe dei
E levando
As lições que eu ensinei
Meu amor
Por que cresceste tão depressa?
E hoje já que quase
Nem mais precisa de mim
Mas vou te amar pra sempre
Mesmo assim
Pois aqui no coração
Ainda és todo dia
Aquela pequena menina
A minha doce Marina.
A gente se dá
todo nosso amor
depois se retribui
em companhia
me chame para ver
o pôr do Sol
qualquer dia
não é preciso
ter dinheiro
a gente se senta
aqui no quintal
e se lembra
do quanto pode ser bom
dividir um momento
assim tão normal
mas que parece
que o esquecimento
ou algo assim
transformou num
incontrolável vendaval
a distração pra completar
não deixa ver
que minha companhia
ainda pode ser sensacional
você faz o chá
e eu ligo o rádio
faz de conta
que hoje
é nosso primeiro dia
ainda me lembro
o quanto você ria
então
vamos olhar o Céu
e procurar vestígios
da passagem do rouxinol
então espero
me chamar
pra ver
o pôr do Sol
Juliana.
Menina linda
Minha linda menina
Amor de criança
Que nos meus
tempos de menino
Fez conhecer
A luz do Divino amor
Amor que ensinou
O quanto a vida
Pode ser bacana
Às vezes a vida engana
e chega a parecer triste
pra mais tarde a gente ver
A Luz que da Luz emana
Luz que vem de Juliana
Só quem te conhece pra saber
O quanto é bom viver
E poder ver
O sorriso que sempre sorriste
Quando me via chegar
Meu coração leviano
também bate
Por Lavínia e Alessandra,
Ana Júlia e Beatriz
Outros poemas já fiz
Por Marina ou Mariana
Outros sorrisos eu dei
Por Giulia e Nathaly
Por Simone ou por Luana
Por Larissa ou por Andressa
Por Aline e por Vanessa
Por Alice e Maria, Laurinha ou Giovana
Meu coração se arrepia de lembrar
do momento solene
Do dia que conheci Shirlene
e toda menina que mereça
Permanecer assim, na cabeça
Assim como sempre penso
Em Ana Paula ou em Verônica
Manuela, Isabella, Mirella ou Carlinha
Por Patrícia, Menina bobinha
E por Sandra, Menina malandra
Amor que no peito fica
Quando lembra da Vivica
Porém, hoje eu escrevi
Um poema pra dizer
Que meu coração
desde sempre
Bateu contente
por você
E é claro que a gente precisa
Lembrar da Maria Luiza
Mas...você não é mais uma
Você é única e divina
Você é e sempre foi
Minha linda menina
Hoje eu mando este simples poema
Qual se fosse uma oração
Que eu oraria uma semana
Cantaria esta canção
pra você
E somente pra você
Juliana.
Não existe amor
Mas existem outras formas
de aliviar os dissabores
Não existe sinceridade
Mas existem mil maneiras
de a gente tentar, então, crêr
de que realmente existem verdades
Não existem verdades
Mas existem muitas maneiras
de manterem-te por perto
para quando houver
necessidades verdadeiras
Não existe nada
além de interesses
Mas você não pode passar
a vida inteira
pensando nisso
O Mundo te decepciona
E então não haveria
Como viver num lugar desses
Existe sim a esperança
de que todas estas coisas
Um dia venham
A existir realmente
Nos corações e nas Mentes
Enquanto isso
Deus está lá em cima
Ouvindo orações mentirosas
De tanta gente
Que mente sinceramente
Eu pedi amor à ela
Ela trouxe...ou fez que trouxe
Veio em passos de formiga
O amor que chegou aqui
havia transmutado em briga
Eu lhe disse o quanto a amo
Porém, nem tudo que eu digo ela ouve
Não falamos mais a mesma língua
Ela não liga, ou faz não ligar
Azar o dela
Um dia aquelas palavras
Serão apenas lembranças antigas
Que no tempo
Haverão de ficar assim
belas coisas esquecidas
Eu sem ela
e ela sem mim
Hoje eu vou
Passear com meu amor
do jeito que a gente queria
Vamos rir e nos divertir
esquecer um pouco
dos problemas desta vida
e vivê-la
Vamos caminhar na praia
Antes que o Mar se esvaia
Ver o nascer o e pôr do Sol
Se Sol houver
Se não tiver praia e nem Sol
Não tem nenhum problema
Estaremos na companhia um do outro
e isto, na vida
é tudo que vale à pena.
O pássaro pulou
Voou de galho em galho
cantarolou bem baixinho
Meu amor, a minha flor-de-maio
dormia ainda
Não viu esta parte linda do meu dia
Tomara que ao menos sonhe comigo
Vai ganhar café na cama
Meu amigo passarinho vai pro chão
Pegar bichinhos nas flores que cairam
de vez em quando ele pia
depois voa
Todo voo é poesia
Voar à toa
Creio que seja
A coisa mais boa que existe
Eu não voo
e nem por isso sou sempre triste
mas me pergunto:
Passarinho, por que sumiste?
Mesmo assim meu dia é bom
Pois eu sei que você e ela
Existem.
