Textos de Saudade de Falecido
Como é bom namorar...
Beijei a tua boca
Por um longo tempo
E esse momento,
Não saiu do meu pensamento
Quando o vento toca o meu rosto
Eu me lembro.. Ha... Como eu me lembro!
Do seu beijo, do seu rosto,
Do seu corpo, do seu jeto
Meigo de falar, do seu olhar,
Da cor do vestido que você usou
Naquela noite de luar
O que me disse, o que você falou.
Daqueles momentos
Que passamos juntos
Na praça à luz do luar
O que fizermos naquele
Banco não vou comentar,
De frente pro mar...
Em Itapuã como é bom namorar.
O amor está no ar,
A mágia só acontece
Se você acreditar!
Em Itapuã como é bom namorar..
DEPOIS DA CURVA, HÁ UM RIO
Pouco importa o sol ardente,
O rosto molhado e a garganta seca;
Pouco importa a poeira da estrada,
Os pés descalços e as pedras no caminho;
Pouco importa o andamento sem fim,
As pernas cansadas e o quase parar;
Pouco importa as quedas sofridas,
Os laços desfeitos e o tempo perdido;
Pouco importa o pensamento distante,
A saudade no peito e a incerteza constante;
Pouco importa se a vida é dura,
Os sonhos são muitos e o tempo é pouco;
Depois da curva, há um rio.
Após longos anos de ausência, perguntei ao meu velho avô:
- O que aconteceu por aqui? Por que nossos campos já não são mais belos?
Com a mesma simplicidade de sempre, ele respondeu-me, sem demonstrar qualquer espanto:
- Não houve nada, meu filho. Foi você que cresceu tanto, que já nem consegue mais ver as coisas que antes sentia.
Entao, aqui estou
cheia de pensamentos
E todos eles com a
minha boa intenção.
Mas, nada me consola
esta noite porque
A saudade me mantém
muito bem acordada...
Algumas lembranças me
fazem ficar pendurada
na esperança de que um
novo dia virá e talvez
tudo ficará bem comigo!
Marta Gouvêa
Devaneios da Paixão!
De tanto te querer me perdi...
Meu corpo arde em febre por ti
Já não sei mais o que fazer...
Sinto que estou pra enlouquecer!
De paixão estou cego por você...
Os meus olhos em cada rosto te vê.
São os devaneios da minha paixão,
que fazem com que eu perca a razão!
Minha alma congelou sem teu calor...
Meu coração sangra a falta do teu amor!
Me ensina te esquecer!
Você me ensinou te amar,
Esteve em meus braços e
dizendo sempre me amar
Me causou tanta felicidade
Agora me ensina a sofrer
Estando em outros braços
e dizendo amá-lo também
Me causando dor e ciúmes
Não existe coisa mais triste
Que ver alguém beijando a
Boca que eu tanto já beijei,
tocar o corpo que eu amei.
Não me ensinou te esquecer
e sozinho terei que aprender
Vou tropeçando nas lágrimas
que caíram por não ter você!
Marta Gouvêa
Simplesmente Amor...
De repente estou aqui,
Pensando como posso
conseguir viver sem ti.
Mas, isso é impossível
Simples... Não consigo
Você está dentro mim.
Amor, não me peça o
que não consigo fazer
Não posso te esquecer.
Eu não prometo aquilo
que não posso cumprir
É amor que sinto por ti!
Marta Gouvêa
Predestinação
Adivinho-te
As lágrimas
E as quimeras derramadas
Dos olhos hirtos da noite,
E num abraço não contido
Envolvo-te…
Há diademas de Coragem
Esculpidos no sopro da aurora,
Estonteantes enigmas embutidos
Nas paredes da casa branca.
Predestinadas oscilações dos dias!
A casa branca
Chamou por nós.
Etérea,
Na derradeira aspiração,
Em esgares de agonia,
Ruiu
Aos pés do desalento.
Tristes tulipas,
Apoteóticas ninfas,
Dançam ainda
Tchaikovsky
No jardim.
Célia Moura - “Vestida De Silêncio”
Todos os dias te chamo
envolta no negrume
desta minha alma vazia.
Todos os dias emudecem gritos
na garganta
paridos nesta agonia
de viver sem saber para quê!
Ninguém sabe
de que néctar nos lambuzámos,
de que luz nos incendiámos
na lânguida tela, primordial e eterna
inebriada de papoilas
e trigo por ceifar.
Ninguém soube,
nem eu sequer
o quanto te amei.
Todos os dias te chamo
e tu vens afoito, sorridente
comemorar comigo Vida
ao entardecer na tapada.
E com amoras nos olhos
samambaias no rosto
adormeces-me neste exílio
de terra fecundada
onde me dou por inteira,
sangue, pele, artérias
indignação
e coisa nenhuma.
Todos os dias me adormeces
num beijo de colibri
para que esta dor imensa
renasça flor.
Astro fulgente
Quando o vejo em meu leito sombrio
Uma trilha abre-se
Nela surge um astro fulgente
Desperta meu ser mortal desfigurado
Na sua felicidade a minha deita-se.
A primavera antecipa-se
Mostrando sua linda e colorida aquarela.
Suave é á noite quando o sopro de tua voz
Anuncia a chegada das estrelas
Afugentando a escuridão da noite
Num aceno ímpeto de saudade.
A bruma acaricia o gramado íngreme
Contemplando as madeixas das copas
Que balançam ao soneto do vento...
Escrever
Gosto de escrever...
Enquanto escrevo meus pensamentos vão além
Minha imaginação voa
Minhas mãos deslizam
E sai um poema.
Adoro escrever...
Enquanto escrevo é em você que eu penso
Minha alma canta
Meu coração bate descompassado
Ao descrever o que sinto.
Amo escrever...
Enquanto escrevo a tristeza não chega
A felicidade explode
A vida enaltece
A saudade não bate.
De tanta paixão pelos escritos
Deixo aqui minha vida
Na certeza de nunca ser esquecida.
COM CERTEZA
Se for para invadir meu mundo que seja para valer, que seja sem muitos rodeios. Adentre com convicção, com certeza, não acorde minha felicidade, não desperte a saudade, nem cultive expectativas se não for para ficar.
Deixe as delicadezas de lado, o romantismo adormecido, as gentilezas fora do contexto, afinal de contas você está só de passagem e esta sua vinda foi só um acaso.
Nada foi programado. O destino apenas quis provar que tudo ficou a uma distância adormecida, nada será sólido se não for unido com convicção.
Analise a situação. Cada dia, cada mês, cada ano, tudo foi evoluindo sem que tivéssemos planejado, fugiu do nosso propósito, ficou longe do nosso entendimento.
Mesmo assim foi bom o reencontro do passado com o presente. Movimentou as águas serenas, demoliu os muros que dividia as certezas das incertezas, despertou o rubro e forte sangue das veias que permaneceram estáveis a um longo período.
Pare de verbalizar, ninguém mais aguenta esse tipo de coisa. Vejamos: nada mais importa, a não ser os que nos deixe com a certeza de que tudo vale a pena.
Arriscar o que? Nada. Nada tem para arriscar, a não ser uma certeza dentro da outra. Ninguém mais quer incertezas, inseguranças, dissabores; o que importa hoje em dia é a certeza do que vamos sentir.
Portanto, se for para ter certeza, com certeza.
Mudança de Mim...
Vou deixar que o outono me agasalhe mesmo sabendo que o inverno se instalou dentro de mim. Tudo lá fora parece perene, mas é efêmero. As folhas caem cobrindo a terra seca e meu pranto alaga as incertezas. Em meio a fraqueza de toda a intensão, gera em mim um lado terno. Um lado desconhecido, romântico e ao mesmo tempo dramático. Abro a janela e lá fora é outono. Abro a minha janela e aqui dentro o inverno continua rigoroso. Um inverno escondido entre a manta da saudade e a real intensão do momento. Faz muito frio. Um frio congelante e cheio de provocações. Logo a primavera baterá na porta. Talvez, eu abra e deixe a realidade instigante me alimentar ou apenas me encolherei entre os prantos e a deixarei ir embora. Assim, o inverno permanecerá para sempre e a primavera esmorecerá.
Viver entre a dúvida e a certeza, não haverá mudanças. Não de casa, nem de móveis, mas de mim.
Rita Padoin
Sinal do Universo
Pedi ao Universo um sinal. Apenas um sinal. Um só. Mesmo que fosse fraquinho. Pequeno. Nebuloso. Um resquício de poeira. Seria apenas um único sinal, mas o único emitido foi o silêncio. Um silêncio sepulcral. Como se a morte tivesse passado e levado para o submundo todas as palavras. Foi tão intenso e tão triste, que senti como se um raio tivesse atravessado o meu peito e rasgado a minha única esperança. A única saída foi me encolher.
Abracei a saudade tão apertado, tão apertado, que quase sufoquei-a. Caminhamos em direção ao nada e percebi a esperança me esperando do outro lado da ponte. Atravessei-a calmamente sem tirar os olhos dela. Ao nos encontrarmos, nos abraçamos e percebi que tínhamos muita coisa em comum. Ela pegou na minha mão e seguimos caladas sem pretensão de chegar em algum lugar. Queríamos sentir apenas o frescor do vento daquela manhã de fim de verão.
Durante nossa caminhada silenciosa entendi que a esperança vem do substantivo “esperar”. Esperar o tempo certo. Esperar que as coisas se alinhem. Esperar que dará tudo certo. Esperar que a conexão se encaixe e se torne uma só. Esperar que a vida se encarregue de fazer acontecer no momento que tiver que acontecer.
A Felicidade
A felicidade está no jeito simples de se viver. No riso torto, mas que consegue dizer tudo. Na primavera com sua elegância. Na simplicidade das flores coloridas e perfumadas. No abraço de alguém que gostamos. Naquela saudade apertada, mas que não machuca.
O tempo passa rápido e se não aproveitarmos aquilo que ela nos oferece, deixamos a felicidade ir embora. E nesses caminhos traçados, a felicidade não para. Ela segue sem olhar para trás. Estamos sempre buscando e não percebemos que ela está do nosso lado diariamente.
Ainda sinto sua falta, parte de mim se foi, e o que restou não consigo dizer.
Aquela música que jurei um dia que não seria de ninguém tomou sua forma,
Choro com ela todos os dias, pois entretanto me lembro de ter a oportunidade de dizer que queria você com todos os seus defeitos para nunca mais devolvê-la.
''Só deixamos de existir quando somos esquecidos.'' Ele viverá para sempre na memória daqueles que o amaram!
A vida é um palco onde tudo está por acontecer. Ao abrirmos as cortinas, vemos os dramas, as lutas, os conflitos, enfim, a busca incessante do ser humano.
Gente que ama, que ri, chora e sofre . Gente que trabalha incansavelmente para encontrar seu lugar ao sol. Muitos nascem, envelhecem e morrem, sem saber de onde vêm ou para onde vão. Outros, depois de trilharem estradas espinhosas, encontram o verdadeiro sentido da sua existência...De fato, a vida é uma grande arte, um grande mistério de Deus. E quando as cortinas desse palco se fecham, chega ao fim esse belo espetáculo chamado vida! Hoje é mais um dia de Saudades. .
O frio que vem de dentro
Aqui está bem frio.
Faz uns três anos que não ficava assim.
Mas não é a esse frio que me refiro.
O meu vem de dentro —
de uma saudade,
de uma ausência...
É a falta de algo que nunca tive,
não nesta vida...
e nem sei dizer em qual deve ter sido,
mas meu corpo sente —
e não desiste.
Fui dormir,
e meu peito queimava gelado,
se expandindo por todo o corpo,
me deixando gélida.
E não há edredons,
nem cobertores que me aqueçam,
até que eu durma
e, finalmente, o esqueça...
Entreguei meus dias numa cama macia num sono intenso em meio a pesadelos. Entreguei meus sonhos pra uma dor imensa em que acordar era desespero. Entreguei meus discos, deixei na gaveta da minha casa antiga. A vitrola quebrou e não posso mais ouvi-los, mas todas as minhas musicas carrego na memória e por mais que não as escute, elas sempre farão parte de mim!!!
Eu poderia te ligar. Chamar no bate-papo com a desculpa boba de ter errado de janela ou mandar uma simples sms dizendo que sinto a sua falta. Poderia mandar as indiretas mais diretas possíveis, onde só faltaria ter o teu nome. Eu poderia dizer que você mudou a minha maneira de pensar, que você conseguiu fazer comigo o que todos achavam impossível - Ser uma pessoa melhor. Poderia te implorar para voltar e não sair mais de perto. Poderia… Mas deixa assim. Estou bem do jeito que está. Se você se acostuma - Vou me acostumar.
