Textos de Saudade
Nós vamos para tantos lugares e voltamos pra casa,.
Encontramos pessoas.
Experienciamos lugares, e voltamos para casa.
Mas num dia indesejado, inesperado e inacabado, não voltaremos...
E pensar nisso só vai doer um pouco menos quando lembrarmos de agradecer e contemplar tudo e todos (como se não houvesse amanhã, porque na verdade não há).
Que Deus me dê sabedoria pra viver mais e melhor, para plantar sementes, para facilitar a vida das pessoas que me cercam, para praticar o amor, a compaixão e para renascer naquEle que sabe o que é melhor pra gente e nos encontrarmos (todos) na fé.
“Quando o dia se vai e a noite chega nossas memórias sintetizam o que de mais belo viram e conseguimos captar, as lembranças do dia que termina já começam nos apontar sentimentos de saudade, esperança, silêncio, suavidade e paz!
Assim nos despedimos de mais um dia tendo na memória as imagens que captamos desde o amanhecer e que vão estar conosco na noite que se inicia.”
Para Meu Vô
Nas estrelas do céu, vejo seu olhar,
Um guia silencioso, sempre a me inspirar.
Prometi que lutaria, que não iria parar,
E hoje, ao entrar na faculdade, sinto você a brilhar.
Lembro das histórias, dos conselhos sinceros,
Cada palavra sua, um tesouro, um enredo.
Você me ensinou a sonhar, a ter coragem,
E agora, em cada passo, honro sua imagem.
As dificuldades vêm, mas sigo a avançar,
Com seu amor em meu peito, não posso vacilar.
Cada aula, cada livro, é um tributo a você,
Um legado de sabedoria que nunca vou esquecer.
E mesmo que a saudade aperte em meu coração,
Sinto sua presença, sua eterna proteção.
Vô, estou aqui, realizando meu sonho,
E em cada conquista, você é meu trono.
Obrigado por tudo, por cada ensinamento,
Prometi que lutaria, e aqui está meu momento.
Na jornada da vida, você é meu farol,
E ao olhar para o futuro, sei que você está em meu sol.
Oi, faz algum tempo que não te escrevo...
Sabe o que é, é que voltei a pensar em você nos últimos dias... de certa forma, contra minha vontade.
Eu sei que a pessoa que eu conheci não existe mais, apenas na minha memória, mas é inevitável não pensar no passado.
Eu não penso com raiva e nem desprezo sobre você e sobre oque aconteceu. Na verdade, penso com carinho e arrependimento...
Me arrependo de algumas atitudes que tive no 'depois', tantas coisas podiam ter acontecido de forma diferente. Mesmo assim, sei que não podemos mudar o passado e ainda penso que: "tudo o que te aconteceu moldou quem você se tornou hoje", e eu gosto de quem me tornei, mas às vezes me pego presa no passado.
Eu não sinto falta de nós como 1 só, não sinto falta das noites mal dormidas e dos dias que passei sem comer, mas sinto falta do meu melhor amigo. Tudo era bom antes daquela pergunta. Eu gostaria de nunca ter te questionado sobre... De ter deixado aquela história passar mesmo que no fundo eu já soubesse a verdade, eu preferia ter me feito de cega.
No começo do fim eu pensava muito em como te "esquecer" kkk, olha que bobo da minha parte, é impossível esquecer de uma história assim. Essas coisas mudam a gente, nos dividem em antes e depois. Eu apaguei todas nossas fotos na esperança de te apagar de mim, mas já era tarde, você já estava marcado na minha alma.
Sei que não te esquecerei, assim como sei que você não me esquecerá, entretanto agora consigo pensar em nós com calma, sem sentir um aperto no meu peito ou uma angústia enorme. Agora, pensar nisso se tornou mais simples, não me dói como antes.
Ah, e lembra que ter um gatinho sempre foi meu sonho? Pois é, eu consegui realizar.
Torço pra que você também realize os seus.
- Com carinho, Soahk.
'O preço de ter vivido momentos incríveis é a saudade.'
obs: isso é um dos meus devaneios da madrugada, uma das cartas que fiz para alguém do passado mas que nunca irei enviar, então decidi posta-lá aqui.
Meus tempos de Infância
PARTE 01
Toda hora estou pensando
E agora vim me expressar
Através da rima eu escrevo
O que o coração quer falar
Memórias da minha infância
Que a mente tenta acessar.
Um tempo bom por demais
Pomares, rios e currais
Brincadeiras, festa e alegria
Naquele lugar reunia
Famílias com alegria...
Brincadeiras e diversão
Simplicidade e muita união
Podia ter só o feijão
Que ainda sim chamava atenção...
Todo mundo queria ficar
Naquele lindo lugar
Visitante se admirava
Pra um e outro falava
E assim a fama espalhava
Por toda região, daquele barracão
De paredes de pau a pique
Das prateleiras mais chiques
Era os alumínios da minha vó
Que de longe encadeava
Do brilho que ela dava
Com areia, bucha e sabão.
Com amor e dedicação
Em tudo que ela fazia.
Trabalho disfarçado de lazer
Para as crianças aprender
Como tudo se fazia
Não era como hoje em dia
Que não pode fazer nada
As Brincadeiras boas estão paradas
Pois os pais não deixam brincar
Agora só tem celular acabando com a diversão
E cada um mais molão
Diferente de outro hora
Que Meninada Jogando bola,
Lá no meio do terreiro
Podia fazer lameiro
Que os pais não se importava
Tinha mais fé que era Deus que cuidava
E tudo ficava bem!
São muitas memórias que surgem
Quando eu paro para pensar
Naquele incrível lugar
Que passei a minha infância
Tempo bom de criança que pude aproveitar.
Eu lembro dos meus avós
Na flor da juventude
Força, fé e atitude
Trabalhando com paixão
Naquele fecundo baixão
Minha vó na mão de pilão
Debulhava aquele arroz
E já preparava depois
Tudo fresco ali da hora
Essas são as memórias
Que me pego a pensar.
Meus tios com par de espora
Aprendiam a caminhar
Trabalho, sustento pra o lar
Era o que os pais ensinavam
Respeito e consideração
Passava para a geração
Como enfrentar a vida
Com sabedoria e proeza
Não tinham muita riqueza
Mais tinha muita alegria
Era seu jeito de amar
Ensinando uma profissão
Cada filho um leão
Era assim que preparava
Uma forte geração.
Com garra, fé e união.
Autor: Fernando G Saldanha
13/01/2025
Eu espero que você esteja feliz.
Eu sei que você está em um novo lugar, mas eu ainda sinto sua presença comigo. Eu sinto sua falta todos os dias. Eu ainda me lembro do seu sorriso, do seu toque, do seu cheiro.
Eu sei que vamos nos encontrar novamente algum dia.
Até lá, vou te amar para sempre.
Meu Instagram virou máquina do tempo
Dois feeds, dois tempos, duas vidas.
Um passado que ainda vive, um presente que se renova.
Um para o mundo, outro para a saudade.
Um Instagram que virou máquina do tempo, e agora, pela primeira vez, o medo.
Do que perder, do que apagar.
Do que já foi, do que poderia ser.
Um medo que é também uma esperança.
A esperança de que, mesmo se for tarde,
Ainda haverá tempo de lembrar.
De lembrar do que foi,
Do que poderia ser,
Do que ainda é.
Mesmo que seja apenas na memória.
Mesmo que seja apenas na saudade.
Mesmo que seja apenas no Instagram.
Tudo está tão perto, tão fácil de mudar, mas ela está tão longe, tão difícil de acessar.
Apesar das nossas fotos arquivadas, a saudade segue apressada, e o amor tão forte de algo que perdemos e das infinitas possibilidades de um futuro que não existiu.
Choro por tudo que não tivemos.
Sorrio por tudo que realizamos.
E, no meio disso tudo, tento viver o presente,
Aproveitando cada momento,
Cada sorriso,
Cada lágrima.
Porque, no final,
O que importa é o que vivemos,
Não o que poderia ter sido.
E, mesmo que o passado esteja tão longe,
Ele sempre estará conosco,
Na memória,
Na saudade,
E, quem sabe,
No Instagram.
A dor tece versos na pele,
Solidão entrelaçada em poesia.
Nem tudo versa sobre o amor,
É uma sutil agonia.
O passado deixa suas marcas,
O presente, um indiferente,
O futuro, um mistério arcano,
Tempo incerto e profano.
A ferida desenha dias cinzentos,
O medo faz chover sobre o deleite da melancolia.
Cada estrofe, uma história única,
Um raio de sol que transcende,
Um consolo delicado,
Um renascer em cada dia.
Toda noite meu coração chora... Penso em você as lágrimas jorram.
"Meu anjo, minha princesa, meu amor, minha linda"
Quais palavras usar para a pessoa que não vai mais voltar...
A esperança é como brasa em carvão
A vontade de ter você, já não cabe mais no peito...
Todo dia quando acordo, só queria sentir teu cheiro...
Amor da minha vida, não se vá, ainda existe brasa no carvão que estás lá fora...
Não deixa a chama morrer, ela está queimando a procura de você...
Meu amor estou aqui, de braços abertos pra você...
Saia pra fora, venha me receber...
Me abrace e me beije como nunca fez antes...
Minha linda, permita eu ser o amor da sua vida.
Anderson_rosa
Quem me dera poder sentir
O pôr do sol minha pele aquecer
Ouvir tua voz o momento enaltecer
Deixar a paz do instante fluir
Separados! estamos assim
O crepúsculo que outrora nos uniu
Sol da meia-noite se tornou e nos baniu
Como a rosa vermelha carmesim
Efêmero, brevemente, fugaz
Sentimento lindo que se vai
No infinito do ápice levou a paz
Cá estamos seres viventes de luz
Um é noite, calmaria e solidão
Outro é sol, radiante que reluz
Dia 17/1
Ontem te mandei a última mensagem!
Tudo bem, vai... a segunda última mensagem! Mas, aquela foi realmente a última!
Bom, pelo menos, até a próxima vontade chegar e me obrigar a enfileirar palavras!
Funciona sempre assim... eu sinto, e elas vão saindo.
uma a uma...
Como se eu as arrancasse de dentro mim, e fosse estendendo elas sobre as linhas.
Então,
Se por acaso, acontecer de vc ler essa msg, espero que elas consigam entrar em você, te fazendo sentir a mesma dor que me causaram ao sair.
Dessa última vez.. Tá.. tá Boom, dessa "segunda" última vez,
você respondeu! No seu tempo, na hora certa, calmamente... respondeu!
Firme e certeito... sem dúvidas ou receio. (Coração duro, né? Vc disse...)
Você queria que fosse a última!... eu senti que queria... Você esperava por ela!... Em silêncio... ansioso, para comer fria, a minha sopa de letrinhas!
Ontem, quando aquelas lá.. as palavras, teimavam em sair de mim, eu tentava impedir.. Incansavelmente!!
Mas elas, me convenciam a todo instante, que elas eram uma fórmula de te fazer mudar de ideia.
Aí, eu deixei que elas saissem, saltitantes!
(mas, tão doídas).
Em um determinado trecho do texto..
* ah! Me perdoe.. trecho, é uma espécie de complô que elas fazem contra mim pra piorar as coisas...
Elas me convenceram, que aquele trecho, te faria sentir saudade! Vc acredita? ... Não? Pois eh! eu acrediteeei!!!
Affe! que boba... rs..
E aí, eu escrevi e usei a minha saudade para falar de nós!!
-E eu escutei a sua voz, (lembrando das nossas horas de papo).
-E senti o gosto das nossas comidas,
( lembrando dos nossos jantares delícia).
-E senti seu cheiro, e seu coração batendo.
(Qdo encostei minha cabeça no seu peito, e procurei meu medo naquele mar... seu mar.. Engraçado... ali, naquele momento, meu medo não tava lá!).
Da conchinha, não quis lembrar muito não! Elas estavam tão vazias das últimas vezes..
Vc já dava sinais de que diferente do que eu imaginava, vc não tinha jogado a boia!
Acho que já treinava a entrada triunfal e derradeira do cruel escorpião negro e seu ferrão letal... Vc é tinhoso, moço!! Misericórdia..
E depois de ontem, eu tô aqui! escrevendo essa última mensagem!
Ainda na esperança de que vc sinta saudade!
E que a sua saudade seja maior do que essas palavras que insistem em sair de mim, desse jeito torto, dizendo um adeus triste a beça!
Mas em outras palavras, querendo que você entenda que esse é meu jeito de desistir...
* sempre implorando por dentro pra ser impedida!*
Eh! A mãe é frouxa!
Mas, olha, eu juro!... essa é a última mensagem.
Tá boom...
A terceira última!!
*daqui, ainda não enxergo a areia.
DEPOIS QUE MARIA PARTIU...
... partiram a alegria, os sorrisos, os louvores, os cochilos no sofá.
Aquele terço de pedras azuis e brancas esteve com ela até o fim. Certamente escutaram cada dor, ouviram em silêncio cada prece, sentiram o arder dos joelhos de uma fé inviolável.
O cheiro do café não é o mesmo, já não se acorda cedinho na rede, ouvindo a TV alta sintonizada na reza do terço ou na celebração da missa.
E as 18h não se vê mais o mesmo encanto nem a mesma dedicação para ligar o rádio ou mudar a frequência para ouvir o programa Jesus te ama.
O cuidado com os de fora e com os da família era invejável. Uma preocupação, um querer perto e querer bem. Coisas de Maria...
O quintal já não ouve as mesmas gargalhadas das reuniões em família.
Olhar os quadros na parede de sua casa ou observar as fotografias dos álbuns que ela guardava com maior primor causa no peito uma emoção tamanha de memórias impagáveis.
O pé de cajueiro chora, pois, a espera todo ano para, ali em sua sombra, Maria quebrar castanha.
O fogão a lenha já não queima com a mesma simpatia.
A comida não tem o mesmo cheiro e nem o mesmo sabor.
A égua velha caducou em solidão, chorando noite e dia com saudades de Maria. As demais criações, como seu cachorro Surubim, ficaram desoladas, impotentes com tamanha perda.
Quem dera pudessem assinar um contrato de esperança, ficando, além da lembrança, a certeza de que Maria iria voltar.
E, como no ato ligeiro de balançar a rede ou fechar uma janela, tudo se modifica... tudo se modificou.
As frechas da janela verde relembram um ambiente onde, apesar das dores e desarmonias de um lar, o amor de Maria sobrepôs tudo.
E se a saudade tivesse outro nome, sem dúvidas seria Maria.
Quando a Noite Cai
Quando a noite cai
e o frio desce devagar,
vem com ele a angústia —
silenciosa,
sutil,
letal.
Quando o frio me visita,
sinto falta do teu calor,
aquele que apagava
toda dor,
todo medo,
toda solidão.
Quando percebo tua ausência
no eco da casa vazia,
bebo tuas palavras guardadas,
e nelas,
me cura a poesia.
Quando olho ao redor
e não te encontro,
as lembranças surgem —
nítidas, quentes,
com o gosto do nosso
último beijo.
E quando tudo silencia,
até o tempo se recolhe…
Fecho os olhos —
e, inevitavelmente,
é em ti
que meu pensamento dorme.
Mais um sentimento sem nome
O que é essa dor que dói,
sem doer em nenhum lugar?
Essa falta de ar,
enquanto respiro profundamente?
Esse peso no peito,
mesmo sem ninguém por cima?
Essas lágrimas em torrente,
sem razão aparente?
Esses textos profundos,
escritos em qualquer pedaço de papel?
Esse bater descompassado,
de um coração que nem sabe por que pulsa?
Essa garganta seca,
mesmo depois de tantos goles?
Esse grito mudo,
preso entre os dentes e a língua?
Esse olhar perdido,
que finge encontrar, mas só procura?
Esse pensamento distante,
que nunca chega, mas também não parte?
Esse sorriso perdido,
atravessando os dias?
Esses suspiros constantes?
Esse silêncio gritante?
Essa ausência tão presente?
Essa saudade?
Essa esperança?
Anderson WA Delfino
Cansada Gauchada
Bah, que canseira! O passado na frente, feito sombra comprida.
Nem deu pra ajeitar o cabelo, nem pra lavar bem a vista.
Ele não espera a gente acordar, já chega dando pitaco,
Com a voz grossa que nem carreta atolada no barranco.
Tem dia que ele vem que nem potro xucro, relinchando de raiva,
Me xingando que nem se eu tivesse roubado a última prenda.
Me bate que nem peão castigando o bagual teimoso,
Quase quebra a alma da gente, deixando um gosto amargo.
Cada dia uma prosa diferente, um jeito de chegar mais perto.
Hoje ele veio que nem chuva de outono, pesada que só.
Tão pesado que a cabeça ficou baixa, os olhos sem brilho certo,
Quase que nem consegui olhar pra cima, feito gado no brete.
Botou um peso nos ombros, na mente fez um nó apertado,
Me senti um nada, que nem folha seca varrida do terreiro.
Tem dia que ele me leva pra longe, num rancho abandonado,
Me bota num sofá velho, de frente pra um caixote preto.
Aí ele liga a tal "televisão" da memória antiga,
Bota umas fitas empoeiradas, de quando a vida era outra.
Cada dia um filme diferente, uma história que me castiga,
De um tempo que eu mesma vivi, mas que a alma não mais suporta.
Ele grita no meu ouvido, que nem vento minuano na janela,
Como se Deus tivesse virado a cara pra essa pobre chinela.
Hoje a lágrima escorreu cedo, que nem orvalho na grama,
Pedi pras forças do céu, pra aguentar essa cruz que me chama.
Sei que não errei tanto assim, pras palavras do passado doerem tanto,
Sei que muitas vezes não devia escutar, mas a gente se entrega.
Mas lá dentro também tem uns "e se" que a gente carrega no canto,
Umas verdades que eu escondo, pra não piorar essa peleia que me pega.
Amanhã, ele vai ter mais fitas pra mostrar, pode apostar,
De coisa que eu não fiz, de rumo que não consegui mudar,
De quando a cabeça era mais fraca, sem tento pra lidar.
Me agarro nas rezas, nas conversas longas com o Divino,
Pedindo perdão pras pisadas tortas, pras dores que me abatem.
Sentei com Deus hoje cedo, com o passado ali, ladino,
Um café quente na mão, o cabelo em desalinho, os olhos que ainda batem.
E chorei que nem criança perdida na neblina, sem ter pra onde correr.
Porque sei que agora, nessa hora amarga que me invade,
Não consigo achar um jeito de botar um ponto final nessa saudade.
Só Ele, lá de cima, pode me dar um milagre, um perdão verdadeiro,
Pra esse passado que judia tanto do meu presente altaneiro.
Só assim, quem sabe, consigo rabiscar um futuro mais inteiro
Lembranças
É inverno outra vez, e nesta estação, eu penso um pouco mais em você.
Seja feliz para que possa ser feliz também.
Não se engane, não é amor, é lembrança.
Lembrança é pior que saudade, saudade é ausência de algo, já a lembrança é cheia de boas memórias.
São felizes, por isso doem, mas na maioria das vezes nos arrancam um sorriso amarelo.
Rezo para que vc se torne uma saudade, que eu não sinta vontade de olhar para o passado.
Ainda bem que não conseguimos ver as flores de cerejeira daquela vez, seria ruim ter que odiar minha flor preferida.
Já me basta não conseguir ouvir algumas músicas, ver alguns filmes , sentir aquele perfume ou ser chamada de vida, sem querer voltar no passado por um instante.
Isso não é amor , mas é lembrança de uma vida cheia de amor.
Coração partido, mas o som tá batendo,
Procuro qualidades, sempre fluindo,
Os defeitos tão no espelho, que vão refletindo,
Mas espero alguém pra somar, o tempo vai ouvindo
minha saudade
Amor é meta, mas sem ostentação,
No morro ou na pista, sempre de mão em mão,
Saudade no peito, vira inspiração,
Dividir o café, nossa sintonia então.
O amor é simples, é dividir o café,
É ver manhã chegar com sabor e fé,
Reconhecer a saudade em todas as manhãs,
que guarda em pé!
É o funk no peito, junto ao que é.
Trap e batida, sentimento que invade,
Rimando sobre noites e nossas verdades,
Se for pra somar, aceito a metade,
Amor que é vivido, não pela metade.
Na favela ou no asfalto, paixão é pulsação,
Entre muros de concreto ou no vasto chão,
A química vibra, nossa conexão,
Procuro no comum, escrevendo canção.
O amor é simples, é dividir o café,
É ver manhã chegar com sabor e fé,
Reconhecer a saudade em todas as manhãs,
que guarda em pé!
É o funk no peito, junto ao que é.
Fragmentos para um amor morto
Teu nome
ainda arranha
meu sono.
No prato vazio,
mastigo tua ausência
como pão duro.
Minha boca chama —
mas só responde
o silêncio.
Um lençol,
um cheiro,
uma falta.
Teu corpo foi,
mas tua sombra
não desaprende.
Grito teu nome
e ele volta
sem carne.
A noite me veste
com tua ausência:
lã fria,
sangue lento.
Guarde as sensações…
Guarde as sensações…
É o que fica de tudo que vivemos.
Sensação de alegria, tristeza.
Mas a sensação de bem estar de um momento especial é tão boa, traz aquela lembrança com todo sentimento que foi sentido na hora.
Quando vejo uma foto sinto a sensação do momento em que ela foi tirada.
Hoje vi uma foto da minha mãe com o penteado que eu fiz nela.
A sensação é a de que eu tinha acabado de mexer no cabelo dela… tão ralo e tão lindo. Minha mãezinha tão linda… não consigo acreditar que ela já se foi.
O Maior Amor de Todos 💐
Quase quarenta anos de história,
tantos risos, abraços e momentos em que os corações se entrelaçaram,
como se o tempo fosse apenas uma parte de algo maior,
algo eterno.
Hoje, a saudade é profunda,
mas o amor que você e eu compartilhamos
não precisa de presença física para existir.
Ele está em cada lembrança,
em cada passo que dei ao seu lado.
A música que tocava em nossas vidas,
agora se transforma na canção que ressoa dentro de mim.
O maior amor não está na ausência,
mas em tudo o que construímos juntos,
nas lições que ele deixou,
na força que você me ensinou a encontrar em mim mesma.
O amor verdadeiro não se apaga.
Ele se reinventa, se transforma, mas sempre permanece.
E eu, que aprendi tanto com você,
carrego em meu peito a maior lição de todas:
que o amor próprio é o alicerce
para enfrentar o que a vida traz,
e para continuar acreditando, mesmo quando tudo parece difícil.
Embora você tenha partido,
o amor que dividimos não acabou.
Ele vive em mim, em tudo o que sou agora.
E sei que, em algum lugar, você ainda me olha e me guia,
me lembrando de que o maior amor de todos
é aquele que nos ensina a ser fortes,
a acreditar e a seguir,
mesmo sem a sua presença ao meu lado.
Sempre amarei você.
Com saudade e gratidão, sua esposa e filhos.
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