Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Textos de Renato Russo

Cerca de 93 textos de Renato Russo

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar nos sonhos que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar

Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança...
Quem acredita sempre alcança...

Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"

Inserida por rafaelaquiles

Mas uma guerra sem razão
já são tantas as crianças
com armas na mão
mas explicam novamente que
a guerra gera empregos
aumenta a produção.

Existe alguém que está
contando com você
prá lutar em seu lugar
já que nessa guerra
não é ele quem vai morrer.

Inserida por sousadomingues

Tratado por pessoa
Ou ouvindo sua voz
E podendo me tocar
Mas eu sempre estou do seu lado
Pensamentos não são concretos
Não são reais
Falando o que eu sentia
Estar ali com você
Tão carente,Você deve estar precisando de mim
Um dia quem sabe eu vou me encontrar em você, serei seus movimentos, lerei seu pensamentos...Aquele seu jeito louco
Entrando em melodias,Talvez vibrações
Talvez são coisas não ditas por mim
Não ditas por mim
É tão deserto o meu caminho
Ainda passarei por você
Quanto tempo eu espero
Em poder mais esperar
Não entendo tanto, mais o que fazer?
O que fazer?Se eles não me conhecem,
Faz quanto tempo que eu estou aqui?
Não ditas por mim

Inserida por Daniars

Acho que foi em 1993. Numa entrevista _ histórica_ pra MTV, Renato Russo disse a Zeca Camargo que achava lealdade mais importante que fidelidade. Eu era menina, mas lembro que gravei a entrevista numa fita VHS e revi inúmeras vezes, me intrigando sempre nessa parte.
Eu entendia pouco acerca do amor, dos afetos, da durabilidade das relações. Mas Renato Russo me influenciava _ numa época em que meu pensamento ainda estava sendo moldado_ e eu tentava, imaturamente, entender aquela declaração.

Isso foi há vinte anos. De lá pra cá, relações se construíram e desconstruíram na minha frente. E vivendo minha própria experiência, finalmente consigo entender, e de certa forma concordar, com Renato Russo.

A fidelidade é permeada por regras, obrigações, compromisso. É conexão com fio, em que te dou uma ponta e fico com a outra. Assim, ficamos ligados mas temos que manter a vigília para o fio não escapar e nosso aparelho não desligar. Já a lealdade_ permeada pelo vínculo, vontade e emoção_ é o pacto que se firma não por valores morais, e sim emocionais. É conexão "wi-fi: fidelidade sem fio", que faz com que eu permaneça unida a você independente da existência de condutores ou contratos. Permaneço em pleno funcionamento por convicções permanentes e duradouras, invisíveis aos olhos.

Amor nenhum se atualiza sozinho. O tempo passa, a gente muda, o amor modifica. E nessa evolução toda, a única tecla capaz de atualizar e permitir a duração do amor, é a tecla da lealdade. É ela que conta ao outro que estou mudando, que não gosto mais daquele apelido, ou que aquela mania de encostar os pés gelados em mim embaixo do cobertor ficou chata. É ela que diz que eu gosto tanto do seu cabelo jogado na testa, por que é que não deixa sempre assim? Ou que traduz que tenho medo de te perder, mas ainda assim preciso lhe contar que na época da faculdade usei drogas, pratiquei magia ou fiz um aborto. É ela que permite que coisas ruins ou não tão bonitas encontrem um refúgio, um lugar seguro onde possam descansar em paz.
É ela que faz o amor se atualizar e durar...

Lealdade é não precisar solicitar conexão. É conectar-se sem demora, reservas ou desconfianças. É compartilhar a senha da própria vida, com tudo de bom e ruim que lhe coube até aqui.
Leal é quem conhece as fraquezas, revezes, tombos e dificuldades do outro e não usa isso como álibi na hora da desavença; ao contrário, suporta sua imperfeição e o ajuda a se levantar.
Leal é quem lhe defende na sua ausência.
É quem prepara seu terreno, se preocupa com sua dor, antecipa a cura;
Leal é aquele que é fiel por opção, atento ao amor que possui, zeloso com o próprio coração;
É quem não omite o próprio descontentamento, mas aponta o que pode ser feito pra não se perder...

Então sim, eu concordo com Renato Russo e acho que deslealdade separa mais que infidelidade. Pois não adianta não trair por fora, se traio o amor por dentro. Se tenho medo de arriscar e polpo meu afeto de se conhecer por inteiro; se não tolero meu caos e vivo uma mentira imaculada. Se não absolvo minha história nem perdoo meu enredo, desejando fazer dele uma fábula fantasiosa aos olhos de quem amo. Se contrario minha vontade e disposição e omito minhas intolerâncias pra não ferir _ me afastando silenciosa e gradativamente até a ruptura. Se me apresento por partes_ as melhores ficam aparentes, as nem tanto eu omito_ e não permito ser conhecido.

Finalmente, se não confio a ponto de compartilhar a poltrona do carona_ ao meu lado_ reservando apenas o banco de trás ( e olhe lá!) à minha companhia nessa viagem...

Homenagem a Renato Russo

O POETA

O poeta nasceu, cresceu, tornou-se poeta. Começou a escrever e a abalar. Abalar aos que foram criticados, pela audácia e aos que o ouviam pela coragem.
O poeta era irreverente. O poeta era um poeta. Eternamente apaixonado por tudo aquilo que parecia merecer seu amor.
O poeta ria para seus admiradores. Mas seu íntimo chorava. Não era feliz. Então escrevia e esquecia-se de seu eterno vazio.
Certo dia, o poeta se viu numa estrada sem fim. Olhou para os lados, mas nada viu. Não havia ninguém.
E o poeta fechou os olhos e sentiu uma paz incomparável, uma ternura e angústia. Nunca havia se sentido assim. E quando os abriu, estava nun lugar lindo, com flores belíssimas.
De repente olhou para o chão. Viu pessoas. Aquelas que sempre estavam ao seu lado. Ele riu, mas as pessoas choravam.
O poeta havia morrido... Mas para nós que ficamos aqui, não pode haver tristeza. Pois nós temos uma única certeza:
“Poetas não morrem jamais!”

Já dizia Renato Russo: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão", e eu só tenho a concordar. Hoje em dia é tudo tão frio e impessoal; as pessoas mal se cumprimentam, não dizem um simples "bom dia" não dão um sorriso no elevador, nem o mínimo interesse para conhecer melhor quem esta por perto. Vemos pessoas cada vez mais mal humoradas, xingando os outros no trânsito às seis da manhã, pessoas mal amadas que não prestam atenção nos detalhes nem nas coisas mais simples que estão estampadas em suas caras. Os vizinhos só vêm a você para pedir alguma coisa, e ainda tem a ousadia de saírem de suas casas falando mal. Raramente encontramos pessoas capazes de fazer uma visita só para conversar, não da vida alheia, mas da filha que aprendeu a engatinhar, ou do filho que tirou um 10 na escolinha, ou até mesmo para perguntar se vão bem, se precisam de algo; coisas tão simples que dão à vida um sabor, um encanto, valores que hoje estão não só esquecidos quanto perdidos também!
É tão raro ver um jovem ajudar uma velhinha a atravessar a rua ou alguém ajudar uma pessoa a se levantar quando ela cair ao invés de apontar e começar a rir. As pessoas estão hoje “desumanas” tratam as outras com inferioridade por causa de um real a menos na conta bancária, estão cada vez mais robóticas.
Ouvimos (lemos), principalmente no Orkut, pessoas falando eu te amo isso, eu te amo aquilo, você é minha amiga, etc... só blá blá blá, nada mais que simples letrinhas digitadas que não representam absolutamente nada, que saem da boca pra fora, tão impessoais quanto o computador (obviamente não são todos). Sim, banalizaram o verbo ‘amar’. Percebem que muitos preferem conversar no msn do que ir na casa de um amigo para conversar atoa ou só ficar perto.
O sonho de todo mundo é “encontrar o amor perfeito”, mas que raios de amor perfeito é esse? Perfeição é ruim. Qualquer forma de amor é válida, a gente só ama outra pessoa quando aprende a SE amar e a SE valorizar, em primeiro lugar. Todo mundo busca incansavelmente esse amor, porque simplesmente não o conhecem, nunca amaram de verdade para saber o que é. Não, nós não precisamos de ter “o amor das nossas vidas” para sermos felizes, temos é que ficar bem com nós mesmos e só isso basta, o resto vem com o tempo. Por que não dizer que amizade é um amor em forma de generosidade (é tão difícil definir sentimentos que não são “definíveis” e sim vividos). Eu acredito em amizade verdadeira sim, mas elas são as coisas mais raras do mundo, e quando realmente a temos, é um presente único que ganhamos. Não é 'tempo' que faz a amizade, não é distância que a atrapalha, não são pessoas que entram na nossa vida e substituem outras, não isso não existe! Só uma coisa é capaz de... digamos destruir, uma amizade: Desconfiança. Isso tudo são apenas verdades que a maioria das pessoas insistem em não enxergar!
Amizade é como cristal que quando quebrado é impossível voltar ao que era antes, dificilmente irá refletir um raio de sol em forma de arco-íris novamente, se é que me entendem.
Onde quero chegar com isso tudo? Abrir os olhos das pessoas... Parem de ser tão solitárias, tão individualistas, parem de falar mal dos outros, parem de se sentirem superiores porque isso é idiotice.
Falem bem das pessoas, busquem ver suas qualidades, ver o que elas podem acrescentar em sua vida ao invés de falar: aquela ali é a blá blá blá... não sejam pessoas estúpidas e inconseqüentes. PENSEM nos seus atos!
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã!” porque “Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu.”

(aposto que ainda terão pessoas que ao acabarem de ler (se lerem) vão falar: que menina idiota. Bem, antes idiota que mal amada!)

Tudo isso, é Saber Viver! ;)

Parabéns Renato Russo, por - pelo menos ter tentado - nos ensinar que é preciso amar como se não houvesse amanhã; Que a felicidade mora aqui, com a gente; E que quando se aprende a amar, o mundo passa a ser nosso. Nos ensinar que é a verdade que assombra, o descaso que condena e a estupidez que destrói, que disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza e quando se tem coragem, tem bondade. E por sempre, sempre, falar que não devemos deixar que nos digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que nós temos. Por me fazer entender que ninguém um dia irá dizer, que existe razão nas coisas feitas pelo coração, e que muito menos irá dizer que não existe razão; Por ter me mostrado que quando queremos trazer alguém de volta, sangramos sozinhos, e que isso não é fácil de se entender; Por me fazer se perguntar que país é esse? E muito obrigada acima de tudo, por entender as chances que desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo, que eu não precisava provar nada pra ninguém!

Eternas saudades…

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
acreditar no sonho que se tem
ou que seus planos nunca vão dar certo
ou que você nunca vai ser alguém
tem gente que machuca os outros
tem gente que não sabe amar

mas eu sei que um dia a gente aprende
se você quiser alguém em quem confiar
confie em si mesmo
quem acredita sempre alcança...

Angra dos Reis

Deixa, se fosse sempre assim
Quente, deita aqui perto de mim
Tem dias, que tudo está em paz
E agora os dias são iguais..

Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar...

Vamos brincar perto da usina
Deixa pra lá
A Angra é dos Reis
Por que se explicar
Se não existe perigo...

Senti teu coração perfeito
Batendo à toa e isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi...

Mesmo se as estrelas
Começassem a cair
A luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
Você visse o nosso corpo
Em chamas!
Deixa, pra lá...

Quando as estrelas
Começarem a cair
Me diz, me diz
Para onde é
Que a gente vai fugir?

Se você está sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más notícias: não há nada que você possa fazer. E não há ninguém que possa ajudar. Na melhor das hipóteses, você vai ter um amigo paciente pra levá-lo a um bar e ouvir suas queixas e, eventualmente, buscar você em um bar e leva-lo pra casa com segurança, nos dias que você se comportar feito um bobo. Na verdade, até existe alguém capaz de curar sua dor, mas esse alguém não costuma ter pressa: ele se chama tempo.

Portanto, procure levantar sua cabeça, e dar um passo adiante, por menor que seja, porque você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno. Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada, e por mais que você que não acredite, eu posso te garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento. Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão, quando o alvo dessa paixão já se foi. Você está usufruindo o seu direito de estar eternamente apaixonado. Isso é ótimo, prova que você é um romântico. Mas, coisas óptimas não costumam ser baratas, e você tem que pagar seu preço.

Em algum momento, tudo isso vai passar. E nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços, como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono. Vai se sentir revigorado, vai estar feliz consigo mesmo, vai levantar sua auto-estima. Você vai está pronto para entregar seu coração à outra pessoa, mesmo correndo o risco de parti-lo em mil pedaços novamente, porque o amor... sempre vale a pena.

Chorão morreu mas não levou suas músicas, Renato Russo morreu mas não levou sua musicas, Bob Marley, Bradley do Sublime, Tupac, Chico Science, Raul Seixas e Mamonas Assassinas também morreram, mas todos eles deixaram suas músicas, para que no futuro, os nosso filhos tenham musicas boas para escutar.

“Como é que se diz eu te amo?” – Não foi só Renato Russo: Todo mundo, em algum momento da vida, já se fez essa pergunta. O amor pode se converter em palavras, mas em tantas outras coisas também. E –em se tratando de amor e afins – acho que as palavras se tornam obsoletas, inúteis, insuficientes. Até porque já me disseram ‘eu te amo’ de tantas formas.
Aquecendo meu café, saindo mais cedo pra me dar uma carona, me abraçando forte. Me fazendo cafuné. Elogiando meu cabelo. Me trazendo inspiração de presente. Me dando o lugar na fila quando eu estava apressada, segurando meus livros no ônibus quando não havia lugar para sentar, tomando minhas dores numa discussão, deixando-me à vontade em minha solidão quando precisei. Já recebi amor embrulhado pra presente.
Já me disseram eu te amo com um simples sorriso – e foi tão melhor do que aquelas três palavras. Já me trouxeram amor em forma de consolo, em forma de beijo, em forma de bronca. Incrível como o amor pode ter tantas formas e ser sensacional em todas elas.
Por isso é tão injusto culpar alguém por não conseguir converter o amor em palavras quando consegue convertê-lo em tantas outras coisas mais bonitas, mais sinceras, mais autênticas. É triste condenar aquele que não sabe traduzir o que sente em palavras quando é mais conhecedor do amor que tantos poetas habilidosos.
Em um mundo em que o amor é tão banalizado, em que dizer “eu te amo“ se transformou numa simples forma de puxar assunto, ser amado em silêncio é um privilégio – porque, curiosamente, a verdade do amor se revela melhor sem palavras. Pequenas gentilezas traduzem-no melhor que qualquer verso de amor exagerado. Ceder numa briga é mais belo que qualquer buquê de rosas vermelhas – que, em poucos dias, estará murcho e jogado numa lixeira.
Nesse mundo em que expressar-se deixou de ser uma necessidade para transformar-se em obrigação, aprender a respeitar o silêncio do outro faria bem às nossas relações. E aprender a ler o silêncio do outro faria bem à nossa alma –pois o silêncio pode dizer tanto se a gente tiver sensibilidade pra ouvir.
Cabe-nos parar de condicionar o amor a um milhão de versos, de verbos, de alianças, de declarações públicas clichês, de atitudes pré-concebidas. Valorizemos quem “nos ama calado, como quem ouve uma sinfonia.”Porque o amor genuíno tem um milhão de sentidos – cada um mais intraduzível que o outro.

A era do gelo.

O Apóstolo Paulo, Shakespeare, Camões e Renato Russo - um se inspirando no outro - parecerem mesmo ter composto uma canção perfeita. Contudo eles, cada um há seu tempo, falaram sobre um sentimento que hoje em dia está em baixa popularidade. Temo não haver neste século um ser capaz de compreender algo sobre o amor.

Vou direto ao ponto. É preocupante como o amor tem se tornado frágil. Os relacionamentos estão envoltos num escudo de seda, onde cada palavra e cada atitude devem ser analisadas friamente antes de serem proferidas, não há mais espaço para erros, nem mesmo os comuns. Será que a espontaneidade - assim como as baleias nos oceanos do hemisfério sul - está extinta?! Não há disposição ao sacrifício. Eu e você fomos tragados por um sistema negro, que nos exige postura fria, essa postura nos garantirá a continuidade da vida, mas em troca nos tira o sabor.

Aprendemos a dizer: Meus sonhos. Meus interesses. Minhas vontades. Meu orgulho.
O que ganho com isso? É praticamente - com o perdão da palavra - um dane-se você!
E sobre essas frases construímos nossas amizades, estamos nos enamorando... sobre essas frases ariscamo-nos de vez em quando a fazer uma oração.

Quanta fragilidade... quanto interesse próprio! Esse amor não me lembra em nada o maior mandamento. Aliás, perece ser uma versão escrachada, ridícula. Mas como quase tudo que é escrachado e ridículo - feito para as massas - essa versão está no topo das paradas.

Renato Russo diz em uma de suas canções, vou citar apenas um trecho:
" O que eu quero eu não tenho o que não tenho quero ter..."

Agora eu complemento o resto assim:

"Não dou valor no que eu tenho, e quero mais do que preciso ter."

Muitas vezes queremos algo que está além do que precisamos ter. Não nos contentamos com o pouco que temos. E chega a hora que o pouco que temos desaparece, some porque não soubemos dar valor à ele. E além, de não termos aquilo que queremos, não temos mais aquilo que tinhámos em nosso poder.

Também outra; por que queremos a quem não nos quer?
a resposta relevante a esta pergunta é: porque não sabemos dar valor à quem nos quer bem!

⁠Estava escrevendo sobre a dor... lembrei de uma canção de Renato Russo: disseste que se tua voz tivesse força igual a imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa mas a vizinhança inteira.

A dimensão da dor nunca foi tão bem explicada, equivale a dimensão do amor quando Shakespeare o explica pela morte de Romeu e Julieta.

Usei ambos...

e repito o que disse: a dor é o sentimento que nos aproxima do nosso eu humano. O resto é falsidade.

Apenas três caras, até o hoje, teriam chances de me levar para o altar. Caio F. Abreu, Renato Russo e Cazuza. Mas dos três, sou mais o Cazuza, pois, além de lindo, nós dois queremos a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida. “Amor tranquilo”, você ainda sabe o que é isso?
As histórias de amor que ando lendo por aí andam avassaladoras demais, radicais demais, pra que levar tudo a ferro e fogo? Tudo ou nada não está com nada, minha gente! Não é assim que deve ser. Essa coisa que vem do nada e te faz se descabelar se chama paixão ou cólica, mas amor não é.
Amor é bem mais tímido e pacifico que isso, ele vem de pouco a pouco. Amor é para ser conquistado. Ele está nas conversar durante uma tarde de domingo, durante uma gargalhada que te faz perder o ar, ele está na frase “nossa, eu também, acredita?!” ou nos olhos fechados durante um abraço.
O amor não é psicologo para aparecer quando está tudo desmoronando e te dar respostas, o amor é um prêmio por ter descoberto tudo enquanto vivia e deixava viver. Ou por não ter descoberto e não se culpar por isso. O amor aparece pra quem enxerga e não pra quem olha, pra quem suspira ou perde o ar, não pra quem respira. Mas só aparece quando você não olhando. Se você ficar com um binoculo e uma placa luminosa escrita “procuro um amor” ele vai sair correndo. E vai correr calado que é pra você não ter tempo de fazê-lo ficar. Fuga silenciosa é a pior e a mais eficaz, e ele sabe disso.
Amor é aquela ligação absolutamente inesperada numa quarta-feira a tarde, é aquela despreocupação de parecer besta. Não trate o amor como um remédio tarja preta, pois a cor dele é vermelho, ou cor de rosa, ou a cor que lhe convém. O amor não é remédio para tomar como cura, não, não não! Não se encontra amor em farmácia. O tempo é remédio, amor é semblante de paz e felicidade.
Amor é quando você ouve Detonautas ou Maria Gadú e não sofre, porque seu coração está bonito e feliz. É quando você é capaz de ficar consigo mesmo sem se sentir a pessoa mais solitária do mundo, porque amor próprio e primeiro amor que se deve ter.
Quer um amor? Então tenha amor próprio, amor pela vida, amor pelas pessoas, amor pelos momentos, pela essência, amor por tudo que é pequeno, o resto flui.
A verdade é que quando você estiver amando você será o ultimo a saber, e essa é a magia do amor, ser tranquilo, com sabor de fruta mordida, tenha isso e terá todo o amor que houver nessa vida.

Inserida por Amandaacanezin

Renato Russo a conversar com Deus/Soberano/Altíssimo.

- R. Russo: me diz, por que que o céu é azul? Explica a grande fúria do mundo...
- Deus/PENSAMENTO Elevador: Russo isto é 'cousas' da física, minha refração divina. Pinto e bordo com a ilusão de ótica, crio uma diversidade para colorir o mundo e divertir 'seus olhares' humanos para lembrar, que estou no que parece oculto.

Inserida por ruaiso

Codinome poesia

Renato Russo faria mais sentido se estivesse aqui
Nando Reis me prova que é na saudade
Que devo te encontrar quando não está
Ah se você soubesse minha forma de amar.

O príncipe virou um chato? E o sapo?
Talvez quisesse me dizer que é criança
Pois é assim que te conto que sou poeta
E o tempo que tenho é só para (amar).

Por onde andava? Eu como sempre atrasada
(Será) que o que tentei foi pouco? Em vão
Nesse tempo perdido ganhei sua falta.

Eu não sei dizer o que sinto, o amor real
Sentimentos em um congestionamento
Sou poesia lembrando cada momento.

Inserida por leticia_marconato

Como cantou Renato Russo: “É um não contentar-se de contente. É cuidar que se ganha em se perder. É um estar-se preso por vontade […]”
São tantos questionamentos, tantas perguntas soltas, tantas dúvidas doídas, tantas respostas vãs. Viver é uma escolha ousada e paciente. Passamos anos cruzando medos com coragem, lançando esperanças e ganhando força, travando batalhas e dissipando pesares.

Assisti recentemente ao documentário: “The story of us” com Morgan Freeman, e especialmente no episódio 3, que fala sobre o poder do amor, eu me senti envolvida pelas diferentes – e de certo modo semelhantes – histórias. Retratam casos de pessoas que movidas por uma força sem tamanho, são capazes de mudar destinos de desconhecidos, de ressignificar dores, de permitir a própria felicidade e de outras pessoas por acreditarem e optarem por um caminho, ora torto, e tão belo que é o do amor.

O amor é capaz de tudo suportar, de fazer confiar, de intensificar propósitos, de inspirar vidas, de mostrar que, com a união em busca pelo melhor, do outro e do mundo, seremos melhores para nós mesmos. Que não existem limites, barreiras e nem questões vagas quando nos permitimos responder com amor. Guerras tornam-se desprezíveis, os valores nobres, as buscas outras.

Quando percebemos que não se trata de um sentimento, e sim de um modo de vida, que transpira movimento e realização – deixamos de tantas expectativas e indagações.
O amor é capaz de remover capas, desnudar reservas, desmistificar poderes, enlaçar distâncias e converter resistência. Porque mostra um caminho incerto, mas sem possibilidade e nem desejo de regresso. Escancara sensibilidades, aprimora nossa irmandade e corrobora a compaixão. Como cantou Renato Russo: “É um não contentar-se de contente. É cuidar que se ganha em se perder. É um estar-se preso por vontade” […]

No documentário, o amor foi confiado por quem apostou sem garantias, quem insistiu por incontestabilidade, quem se dedicou sem medida e quem fez muito com o pouco que dispunha, sem esperar por nada. E talvez seja realmente isso que seria capaz de sacudir a humanidade. A caçada por paz, o rastreio da felicidade, a investigação dos porquês; passam de perseguição para desprendimento, de prisão a desapego, de indignações a entendimento. Qualquer que seja a pergunta, amor é a resposta.



Sem precisar separar afeto de caridade, sem necessidade de defender o sagrado do profano, nem contextualizar escrituras ou destrinchar versos de Camões, tenho que concordar com as estrofes de “Monte Castelo”, por perceber que tão simples e atemporal é o amor. Tão presente e silencioso, tão misericordioso e valioso. Tão grande e poderoso…

Inserida por RivaAlmeida