Textos de Reflexão
Não é vergonha ser pobre,
e vigora como dizem por aí:
"- Vergonha mesmo
na vida é só ter dinheiro...",
Vergonha é não reconhecer
que fica feio juntar duas
vezes a letra r por obediência
acadêmica à Nova Ortografia,
sem ter a consciência de estar
destruindo a beleza da palavra.
Não tem muito tempo tempo
que alguém achou que iria reinar
na ofensa desferida ao outro,
só pelo fato dele ser pobre.
Em queda livre pediu socorro
quando foi confrontado
com educação e cultura,
e depois disso vestido
pela falta de berço
e moral paladina de subsolo,
ironizou que o interlocutor
deveria ser salvo da loucura,
achando que iria afetar com êxito,
e recebeu a seguinte resposta:
- Não preciso de salvação, eu sou poeta.
Sem nenhum exagero por hora,
gostaria de não ter visto,
o pior capítulo que vi na vida,
Qualquer minúscula mercadoria
do Tehran Grand Bazar
tem infinitamente mais valia,
do que qualquer umazinha
que se preste a serventia,
em nome dos pecados capitais
para ceifar vidas como ninguém
importasse nenhum pouco mais.
Uma minúscula mercadoria
mesmo sob ruínas e destroços
dos corredores que foram
pelas bombas explodidos,
tem o seu valor mantido,
porque nela estão contidos
os valores que jamais
se tombam nem às armas,
diferentemente de umas e outras
que se renderam à morte,
e ao absurdo vulgar nas praças.
Falo das deslumbradas,
que servis capturadas
tiraram os véus, fotografaram
a nudez, o caráter e a insensatez,
e sem nenhum pudor dançaram
para se expor diante dos olhos
de todos nós os próprios corpos
empunhando a bandeira nacional;
Tudo em nome de uma liberdade
que custasse o que custasse
o preço da vida do seu povo,
a história e a memória
para servir ao escuso jogo.
In Memoriam às meninas de Minab.
No muro poético "Viva l’Italia" ecoa
mostrando vida própria a cada tentativa
aberta ou sutil de apagamento ---
Emprestando a voz para quem precisa
levar ao mundo o conhecimento
[inconteste do seu sofrimento].
Da fonte do Guglielmo Oberdan
ainda bebo e me mantenho,
Com o espírito de Cesare Battisti,
de Fabio Filzi e Nazario Sauro,
Reconheço não estar em guerra
com quem quer que seja,
mas não significa que não viva
em mim a poética resistência.
Do forte signo destas quatro forcas
reúno as inúmeras maiores forças
para manter aceso no coração
o panteão do Irredentismo,
emprestado, persistente e vivo,
para que ninguém conte outra
história quando cruzar o destino.
[Porque é do Sol e dos luares
do Médio Vale do Itajaí me ilumino].
Ele ama a Allah e ao povo
mais que à própria vida;
nele habita toda a poesia
que a minha inteira suspira,
de uma maneira invicta,
fazendo das palavras
a maior e mais fina joalheria.
Filho do cemitério dos impérios,
que vivo tentando sempre
decifrar em seus versos
os mais profundos mistérios,
como se passasse a noite
sob as estrelas majestosas
no ponto mais alto de Cabul.
Ele é todo feito de paz,
e não foge da guerra;
ele tem alma de primavera
que embelez a minha
e não conheço outro poeta
que ame mais a própria terra,
e sem que ele saiba, até que existo
toda a sua poesia sempre me empresta.
À Catalina Giraldo
Conheci a história da sua travessia,
não nos poupe de ti nesta vida.
Se eu pudesse olhar nos teus olhos,
com certeza te diria:
- Transforme toda esta dor em arte
nesta vida que desafia.
Somente a arte pode ser a ponte
interminável entre a vida e morte.
Não existe nada além da arte
com igual capacidade de conceder
a interminável sorte de morrer,
renascer e fazer-te viva permanecer.
Os ventos se encarregam
do ciclo natural da vida,
o Hemisfério Austral rege
o continente destes povos,
e o Condor zela a todos
na Cordilheiras dos Andes,
não cabemos nos instantes.
A Águia Harpia com a sua
total natureza territorial,
cumpre a sua vigilância
nos vales úmidos e profundos
da minha América Austral,
que é o melhor dos mundos.
Onde nascem as begônias
coloridas, místicas e infinitas
que inspiram este coração
para dedicar as minhas poesias,
que nascem, morrem e ressuscitam
neste voto renovado todos os dias.
Ninguém ou qualquer
situação rompe a paz
de quem assumiu a paz
como filosofia de vida,
sem precisar performar
para ninguém no dia a dia,
o que fascina ou não;
busca só o que faz bem
ao redor e ao coração.
A real autopreservação
feminina não é nenhum
pouco da boca para fora,
não tem nada a ver
com abrir trincheiras,
e nem carregar desespero
por qualquer validação:
é manter para si a direção.
Como a haste de uma
íris-da-praia em maio,
em alguma restinga
em Santa Catarina,
se dobra diante da força
das correntes, tal qual
reconhece quem é
ou não capaz de a deixar
de joelhos, e se tornou
o habitante dos secretos
e fascinantes devaneios.
Honre a sua ancestralidade
e o quanto tiveram que caminhar
na vida e cruzar o mar,
para até aqui chegar
e a gente vir a nos encontrar.
Nasceste brasileiro,
aqui é o seu abençoado lar;
muitos gostariam de ter
o privilégio de ter uma Pátria
como a nossa para morar,
onde a guerra de alta intensidade
não teve o poder de nos alcançar.
Sem abandonar quem você é,
não apenas pela influência
do nosso idioma bonito,
não se esqueça que você
nasceu latino pelo convívio,
pela construção histórica
e pelo resultado geopolítico.
E isso acaba moldando
o consciente, o inconsciente
e o seu jeito de se comportar,
sem nada teu subtrair ou erosionar.
Tu tens muito o que se orgulhar,
sem esperar que a satisfação
venha independentemente
de quem está a nos governar.
És filho do Pampa, da Mata Atlântica,
do Pantanal, do Cerrado,
da Caatinga e da Amazônia —
e tens o Oceano Atlântico
para estar com ele à beira-mar.
Todas as vezes que tentarem
as ideias distorcer e nublar,
sempre se lembre que tens
todos os motivos para se orgulhar.
Até por espelhamento
sei o que está destinado
na vida para mim ou não.
O que flui neste coração
tem a ver o curso do rio.
Talvez cada reflexo seu
seja para mim ou não.
Sou primavera gradual
se enraizando dentro,
e com pertencimento.
Tenho virado o plano
silente de madrugada,
A rota de flutuação
onde teus pés resistirão
buscar voltar ao chão.
Viveremos pelas rotas
do açaí-do-amazonas
na amada América do Sul,
O calendário será aliado,
e se sagrará o amoroso laço.
Na roda de Mariachi,
sapateando, a tua
vida linda encontrou-me
ondeando a saia.
Só peço a Deus que do amor
nada nos distraia,
para que não haja saramandaia.
No curso do Rio Bravo,
não sei quem está
com o peito mais enamorado
do que o outro.
Só peço a Deus sabedoria
para cuidarmos do amor
como o maior tesouro,
para que seja pleno
e à prova de desdouro.
Na aurora matutina,
quando chegar
a florada do Ahuehuete,
que tudo se renove
entre a gente!
Só peço a Deus que seja,
que seja recíproco e perene.
A vida de quem mora
em Rodeio também
acontece em Timbó,
Há muita gratidão
envolvida para com
esta cidade vizinha
sempre hospitaleira
e por nós tão querida.
No início de setembro,
eu vi ipês amarelos
poéticos florescendo
na querida Timbó
que encheram o peito
de amor tremendo;
Até parecia que
Lindolf Bell estava
escrevendo um poema
naquele momento.
É sobre a vida acontecendo...
O significado da vida humana:
Viver sozinho é não querer dividir ou somar com alguém.
Já viver com alguém é querer somar e não dividir.
Se ambos somam juntos, o resultado é crescimento.
Somem juntos:
Deus, sonhos, parceria, objetivos, caráter, fidelidade, família...
🥰🤗🥰
O Teu Olhar Bendito
Disseram-me que a vida passa e voa,
Que murcham as rosas no jardim do Mundo,
Mas neste peito, em êxtase profundo,
Alguém me disse que o Amor ressoa!
Se a dor me rasga a alma e a magoa,
E o tempo corre como um rio fundo,
Vem dar-me a mão neste clamor segundo,
Que a tua posse tudo me perdoa.
Dizem que a dita está ao nosso alcance,
Vem, morde a noite, acende o meu instante,
No cio escuro onde te desejei!
Prende-me os braços, rasga o Infinito,
No osso e na carne o meu gemido é rito,
Sendo a devassa desse Amor que inventei!
Eu deveria ter pensado bem antes de te deixar ir embora da minha vida.
Essa frase ecoa, fria e cortante, na escuridão da alma.
Atrás de mim, só resta o deserto da saudade infinita,
E o silêncio pesado de uma história agora póstuma e calamitosa.
Se eu soubesse que a ausência era esta dor que me devora,
Este vazio abissal que engole o ar e a esperança,
Teria amarrado o teu passo, implorado para que não fosses embora,
Teria trocado meu orgulho pela tua última e derradeira confiança.
Fui tolo, fui cego! Pensei que o amor era um rio manso
Que esperaria meu regresso, que jamais secaria a fonte.
Mas o rio levou-te, e o que resta é este corpo imenso
Navegando à deriva, sem velas, sem bússola, sem horizonte.
Oh, a ironia cruel do tempo que não volta e que me castiga!
Cada batida do meu peito é um martelo a cravar a verdade:
Eu te deixei ir, e agora a solidão é minha única amiga,
Uma amante fria vestida de eterna e lúgubre saudade.
Volta! Por favor, volta! Não importa que seja em sonho, em vulto, em bruma!
Pois este coração que te ofereço jaz quebrado, inútil, e sem luz.
Eu deveria ter pensado bem... E por não ter pensado, o meu mundo ruiu em suma.
E o meu castigo é viver para sempre à sombra da minha própria, terrível cruz.
Sinto muito pela dor que inspirou seu pedido. É uma emoção muito profunda.
A vida nos cruzou de um jeito que lógica nenhuma explica: um fio de voz no rádio e um coração do outro lado pronto para escutar. Foi o encontro de dois corações machucados que, de repente, sintonizaram na mesma dor e na mesma esperança.
Não foi um simples "oi", não foi um esbarrão qualquer e, muito menos, a carência que os juízes de plantão adoram apontar. É engraçado como o julgamento funciona: tem gente que não acredita no destino cruzando almas, mas acredita piamente em um livro que tem cobra falante.
Dizem que o nosso encontro foi "momento", enquanto se escondem atrás das paredes de igrejas que usam a carência como isca para atrair fiéis. Vivem de aparência, postando fotos de "casais perfeitos" e famílias intocáveis, quando a realidade entre quatro paredes é de silêncio e amargura.
A diferença é simples: eu prefiro a verdade de quem já sofreu e se reconheceu num rádio, do que o teatro de quem precisa de um altar como vitrine para esconder uma vida vazia.
Podem rir, podem duvidar e podem seguir com suas fábulas. O que foi real entre nós, nenhum sermão apaga e nenhuma hipocrisia desmente. Contra fatos — e encontros de alma — não há argumento que vença.
A vida nos cruzou de um jeito que lógica nenhuma explica: uma voz no rádio e um coração do outro lado pronto para escutar. Foi o encontro de dois corações machucados que, de repente, sintonizaram na mesma dor e na mesma esperança. Não foi um simples "oi", nem um esbarrão; foi um começo. Antes de tudo, éramos amigos. Conversávamos sobre tudo, ríamos de qualquer coisa e varávamos a noite falando. Naquela época, ninguém sabia a aparência do outro e ninguém ligava para julgamentos.
Claro que o preconceito de idade veio dos outros, mas, quando a gente ama, a gente não escuta o barulho do mundo. Hoje as coisas mudaram e os "moralistas" querem dar pitaco em tudo. É curioso ver como a régua deles muda: para o pastor ou o membro da igreja que é ex-presidiário, ex-traficante ou assaltante, o discurso é o do perdão. Para quem tem "passagem pela polícia", dizem que não podemos julgar, que o passado ficou para trás e que o amor cristão tudo suporta.
Mas para dois corações que se encontraram com sinceridade, a moralidade deles vira pedra.
A diferença é clara: eu prefiro a verdade da nossa história, que começou sem máscaras e sem vitrines, do que a hipocrisia de quem usa a Bíblia para perdoar o crime, mas a usa como arma para condenar um encontro de almas. Podem rir, podem sentir pena ou dizer que é inveja; podem seguir com suas fábulas de cobras falantes. O que foi real entre nós, nenhum sermão apaga. Contra fatos — e conexões que nasceram no espírito — não há argumento religioso que vença.
A vida nos cruzou de um jeito que lógica nenhuma explica: uma voz no rádio e um coração do outro lado pronto para escutar. Foi o encontro de dois corações machucados que, de repente, sintonizaram na mesma dor e na mesma esperança. Não foi um simples "oi", nem um esbarrão; foi o nosso começo. Antes de tudo, éramos amigos. Conversávamos sobre tudo, ríamos de qualquer coisa e falávamos a noite inteira. Naquela época, ninguém sabia a aparência do outro e ninguém ligava para julgamentos de idade ou opiniões alheias.
O que passamos foi bom. Havia uma conexão de alma que poucos entendem. Por causa de um erro meu — que nem nós dois sabemos explicar o real motivo — as coisas não deram certo. Ninguém é perfeito. Mas tudo o que eu vivi com você foi real e teve muito amor. Você realmente fez o meu mundo melhor e me deu a certeza de que eu tinha encontrado a esperança de um grande amor verdadeiro.
Podem falar o que quiserem, podem usar suas regras e julgamentos, mas eu sei o que eu vivi. Eu senti. Não posso falar por você, mas pela minha vida eu afirmo: foi real, foi intenso e foi, acima de tudo, o que me fez acreditar de novo.
Existem pessoas que não apenas passam pela nossa vida; elas se instalam como uma força da natureza. Você é assim: a dona dos silêncios que me acalmam e dos impulsos que me fazem querer conquistar o mundo.
Admiro a forma como você caminha entre a suavidade de uma canção e a firmeza de quem sabe exatamente onde quer chegar. Seus desejos, para mim, não são ordens impostas, mas direções que sigo com a alegria de quem encontrou um porto seguro.
O que mais me fascina em você:
A Certeza: Esse seu jeito de saber quem é, que me faz sentir seguro apenas por estar ao seu lado.
A Dualidade: Você é o abrigo nos dias de chuva e a ventania que me tira da zona de conforto.
O Pulso: Essa impaciência bonita de quem tem pressa de ser feliz e de amar intensamente.
Não preciso de mapas quando estou contigo, pois seu coração é o destino final. Sou seu mensageiro, seu par e seu maior admirador. No fim das contas, não há vento ou tempestade que me impeça de voar, desde que seja para o seu abraço.
Sabe, às vezes o mundo tenta nos convencer de que a vida é uma sucessão de festas, de momentos passageiros e de uma busca incessante por algo que o dinheiro possa comprar. Mas, quando olho para você, percebo que a verdadeira riqueza não está nos cartões-postais ou nas luzes das grandes cidades, mas na paz que sinto ao te ter por perto.
Dizem que o amor é um golpe de sorte, mas para mim, o amor é uma decisão.
E eu escolho você. Escolho hoje, amanhã e em todos os dias que virão. Se o mundo me pedisse para escolher entre todas as maravilhas que existem e o brilho do seu olhar que ilumina meu mundo, eu não hesitaria. Com você, eu sinto que não posso perder.
Você é a pessoa que traz sentido aos meus planos, inclusive àqueles de construirmos, quem sabe, a nossa própria família. Não consigo mais imaginar um único dia sem a sua presença, sem a segurança de saber que você está ao meu lado.
Prometo nunca te decepcionar e fazer do meu coração o seu lugar seguro. Porque, no final das contas, se eu tiver que escolher, minha decisão será sempre você.
Eu sei que tudo entre a gente acabou e que cada um segue a sua vida, mas o que eu sinto por você nada mudou. Continuo amando você; é difícil te esquecer, pois um grande amor a gente nunca esquece. Eu entendo que o que passamos foi passageiro, mas, para mim, foi como se eu te conhecesse de outras vidas. Nunca conheci uma mulher como você.
Se eu fechar os olhos por alguns minutos, ainda consigo lembrar de cada detalhe seu: da sua linda voz, do seu sorriso encantador e do brilho dos seus olhos. O gosto do seu beijo eu ainda sinto, como se tivesse sido ontem. Dizem que o tempo cura tudo, mas esqueceram de avisar que o tempo corre diferente para quem ainda ama. É impressionante como certas conexões ignoram a lógica; a nossa intensidade fez com que alguns meses parecessem décadas.
Às vezes me pego procurando o teu rosto na multidão ou esperando uma notificação que eu sei que não vai chegar. É um vazio que não se preenche, porque você não foi apenas uma 'passagem' na minha vida, você foi um anjo que me ensinou o verdadeiro significado de amar.
Mesmo que o destino tenha decidido nos separar, uma parte de mim sempre pertencerá a você. Guardar você comigo não é uma escolha, é a única forma que encontrei de não perder o que tivemos de mais bonito.
