Textos de Reflexão

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Quando o inimigo se aproximar
No batente da porta da minha vida
Está o sangue de Jesus Cristo
Eu não terei medo, eu não terei medo
Há um exército de anjos aqui
Estou protegido de todos os lados
Pelo sangue de Jesus Cristo Hope Darst / Jacob Sooter / Lauren Sloat

As Mãos Que Dão Forma

Pai,

há homens que passam pela vida,
e há homens que deixam marcas.

Tu aprendeste a conversar com a matéria,
a ouvir o silêncio da pedra,
a descobrir formas onde outros
apenas veem um bloco sem vida.

Com as tuas mãos,
dás rosto ao que era vazio,
forma ao que era bruto,
e alma ao que parecia apenas matéria.

Mas a tua maior obra
talvez não esteja numa escultura.

Está nas pessoas que tocaste,
nos caminhos que abriste,
nos ensinamentos que deixaste,
e em mim.

Porque, sem perceber,
também foste escultor da minha vida.
Com paciência, firmeza e amor,
foste moldando quem hoje sou.

E como toda grande obra,
a tua história não se mede apenas
pelo que as tuas mãos criaram,
mas pelo legado que elas deixam.

Hoje celebro o homem,
o artista,
o pai.

Que a vida continue a oferecer-te matéria
para criares,
tempo para sonhares,
força para continuares
e motivos para sorrir.

E que, quando um dia olhares para trás,
possas reconhecer na tua caminhada
a mais bela das esculturas:

uma vida construída com as próprias mãos.

Feliz aniversário, Pai.
Que o teu legado continue a ganhar forma
muito depois de as tuas mãos descansarem.

QUIRINO


Quirino, velho Quirino, viveu boa parte da sua vida em dedicação aos serviços da Igreja Matriz de Simplício Mendes. Alto, moreno, magro e de rosto pequeno, causava, à primeira vista, a sensação de ser circunspecto, mas, era mesmo só aparência, pois tinha uma voz e uma maneira bastante engraçada, e essas características lhe ajudava bastante a conseguir mais fácil a simpatia das pessoas.


Nas suas festas de aniversário, compareciam muitos convidados. Uma boa parte da turma, principalmente a que não tinha muito dinheiro para comprar um bom presente, não queria perder os comes e bebes dessas festinhas. Por isso, compravam sabonetes, embrulhavam-nos e os entregavam como presente. Outros não tinham dinheiro nem para isso e enrolavam pedras no formato de algum objeto.


Quirino, já cansado de tanto embuste, resolveu ficar na entrada da casa recebendo os convidados com seus presentes. Ao apalpar o embrulho e notar que era parecido com sabonete, dizia logo:


— Sabonete não, menino! Sabonete já tem.


Em outra ocasião, sentindo-se chateado no acerto de contas de uma das festas religiosas da Igreja Matriz de Simplício Mendes, ele saiu às ruas gritando e dizendo que ia se enforcar em um pé de coentro que tinha no quintal da sua casa.

Nos labirintos dos vales cheios de vida, mesmo no escuro absoluto, a existência predomina.
​Ainda que o tempo passe nas profundezas, encontramos sentido na contemplação do ego singelo que se projeta nas superfícies ao longe, até o amanhecer das almas remanescentes. Pequenas porções em gotas de orvalho espalham-se pelos astros em expansão no universo. As sementes das árvores do abismo só existem no próprio abismo.
​Sentimentos correm como uma cachoeira em fluxo constante: mesmo na seca mais severa, onde o chão racha, os peixes se escondem sob a terra esperando as chuvas de inverno. A lua vermelha cresce nas sombras dos cânions e, nas fissuras, uma figura mística mastiga a seiva das pedras — gotas extraídas do nevoeiro noturno. O gelo que a noite traz tempera o calor do dia, fazendo a vida renascer seja no deserto ou numa planície esverdeada.
​Sempre haverá oportunidades de compreender os mistérios que compõem a beleza do caos caótico do universo. Tanto na massividade quanto no microcosmo, há elementos que geram vida. Os campos polarizados pelo pólen da flor do deserto e pelo clamor sereno dão corpo a um cenário de sonhos, repleto de desejos e esperanças. A ressonância harmônica da resiliência cósmica infinita faz do desejo de florescer o próprio desejo de viver.
​Essa beleza hipnotizante é a evidência do equilíbrio do bioma: besouros, moscas e abelhas compõem um ciclo infinito; até cobras, lagartos e animais maiores integram o cenário. Mas quem realmente vê a beleza das flores?
​Num mausoléu mental e emocional, damos à alienação conectiva a forma de um abismo cognitivo — a simplicidade abandonada dos sentimentos. Buscamos parâmetros de sensatez, mas, entre as variáveis alternativas, vemos a vida teimar até no asfalto quente que frita um ovo. No deserto árido da sociedade, a emoção tenta se reerguer pelo vídeo que viralizou porque um gato gerado por IA aprendeu uma nova modinha.
​A culpa da pandemia e os morcegos que vivem nos abismos — servindo de iguaria culinária — mostram como quebramos o bioma das profundezas. Novos horizontes ganham desenho intelectual complexo, mas o que realmente causa impacto é o vídeo de gatos rebolando ou de um macaco roubando uma furadeira Makira.
​A realidade da chuva ácida e a poluição das garrafas plásticas trazem a sensação do puro veneno. As indústrias do tabaco e das bebidas alimentam esse mesmo abismo, enquanto novas radiações emergem da imensidão perdida da camada de ozônio.

A vida é feita de contrastes.
Há momentos em que tudo parece incrível, e outros em que o mundo pesa demais.
Há dias em que o sol brilha forte,
e dias em que até a luz parece cansar.
Horas em que sorrimos sem motivo,
e outras em que o silêncio nos ensina a chorar.
A vida é assim, um equilíbrio frágil entre o belo e o doloroso.
Às vezes, ela nos coloca diante de alguém que nos fere,
para que possamos entender mais sobre ela… e sobre nós mesmos.
Mas também, de forma silenciosa,
ela te mostra alguém maravilhoso que sempre esteve ali, bem ao seu lado, alguém que te ensina, com gestos simples, como a vida deve ser realmente vivida.
Afinal, a vida é assim.

Bom dia!!!


A vida é um jardim e nós somos as flores que dão vida e embelezam este jardim.


Mas, antes de sermos vida, somos a semente que, para florescer, precisa ser cuidada com muito amor e zelo, pois só assim seremos flores belas e perfumadas, irradiando vida pela vida afora!


É preciso viver e não apenas existir.
É preciso florescer, apesar das condições nem sempre favoráveis, mas florescer sempre, para que o jardim da nossa existência atraia as mais lindas borboletas, pois o Criador nos criou para a vida e vida em plenitude!

a níveis cósmicos

Talvez algumas pessoas não voltem para a nossa vida.

Talvez elas nunca tenham realmente saído.

A gente só aprende a conviver com a distância. Aprende a seguir a rotina, conhecer outras pessoas, ocupar os espaços vazios e fingir que certas histórias ficaram para trás.

(receio de parecer redundante)

E funciona.

Até o dia em que a gente se encontra de novo.

Então acontece uma coisa simples demais para ser ignorada, parece que nada precisou ser recuperado.

A conversa volta ao lugar onde parou. A risada ainda tem o mesmo efeito. Os apelidos continuam fazendo sentido. É como se o tempo tivesse passado para todo mundo, menos para nós dois.

Talvez seja isso que torna algumas pessoas tão difíceis de transformar em passado. Porque, com elas, o passado nunca parece completamente encerrado.

A gente pode passar meses tentando ficar longe, convencendo a si mesmo de que é melhor seguir caminhos diferentes. Mas, quando estamos no “mesmo lugar”, existe uma familiaridade que não precisa ser chamada.

Ela simplesmente aparece.

Como se alguma coisa dentro de mim dissesse

“Ah. Era aqui.”

E tudo volta a funcionar. Não de um jeito perfeito, mas natural.

A conversa se desenrola sem esforço. Uma piada puxa outra, um assunto qualquer vira uma conversa de horas e, quando percebo, estou falando de coisas que COM CERTEZA não contaria para mais ninguém.

Com você, eu não preciso escolher tanto as palavras. Existe um idioma que construímos sem perceber. Você sabe onde tocar para me fazer rir, entende meus silêncios, reconhece minhas manias e percebe qual versão de mim está aparecendo.

Talvez essa seja uma das formas mais profundas de intimidade, não precisar reaprender alguém.

A gente já se conhece.

Só precisou se reencontrar.

E é aí que tudo fica estranho.

Quando estamos longe, parece possível seguir em frente, colocar cada coisa no seu lugar e aceitar que algumas histórias pertencem ao passado. Mas, quando estamos juntos, o mundo parece discordar.

As cores ficam mais vivas. As coisas pequenas ganham importância. Uma conversa qualquer parece suficiente para salvar o dia. Um problema enorme perde o tamanho, não porque foi resolvido, mas porque estamos ali.

Você não melhora a minha vida como quem chega para consertá-la. Você me faz lembrar de como é gostar dela.

Não precisa trazer respostas, prometer que tudo vai dar certo ou mudar alguma coisa. Basta estar. E alguma coisa em mim descansa.

É como se meu corpo reconhecesse uma casa que minha cabeça passou muito tempo tentando esquecer.

Talvez por isso eu tenha a sensação de que nos conhecemos há mais tempo do que deveríamos. Como se a nossa história tivesse começado antes da primeira página que consigo lembrar.

E existe uma coisa ainda mais difícil de explicar mesmo quando a distância vence, alguma parte de mim parece continuar orientada na sua direção.

Não é pensamento. Não é exatamente saudade. É uma espécie de insistência silenciosa.

Como se os olhos ainda soubessem procurar você antes mesmo de eu perceber que estou procurando. Como se meu corpo tivesse guardado, em algum lugar que a razão não alcança, uma noção muito particular de onde você está.

Talvez seja por isso que, entre tantas pessoas, tantos lugares e tantos caminhos possíveis, existe sempre alguma coisa estranhamente familiar quando o caminho termina em você.

Como se certas conexões não dependessem de proximidade para continuar existindo.

A gente pode até tentar ficar longe, mas distância não é o mesmo que ausência. Distância é quando não estamos juntos. Ausência é quando a pessoa deixa de existir dentro da gente.

E você nunca chegou a esse lugar.

Não é que eu precise de você para existir. Nós dois conseguimos viver separados. Mas, quando existe a possibilidade de compartilhar a vida, aparece uma vontade maior do que a lógica.

Ela não pergunta se é conveniente. Não calcula a distância, não consulta o calendário nem faz uma lista de motivos. Apenas olha para tudo que está no caminho e pergunta

“Tá. Mas como a gente faz?”

Os obstáculos continuam existindo. Só deixam de parecer maiores do que a vontade.

A distância vira um detalhe. O tempo pode ser atravessado. O medo vira conversa. O passado deixa de ser uma sentença e passa a ser apenas parte da história.

Porque existe alguma coisa entre nós que não se repete.

Não é só química, saudade ou carinho.

É reconhecimento.

É olhar para alguém que eu já conheci de tantas formas e ainda encontrar algo novo. É saber quem você é e, mesmo assim, continuar querendo descobrir quem está se tornando. É ter história suficiente para entender o silêncio e curiosidade suficiente para continuar perguntando.

E talvez seja justamente isso que torna tudo tão difícil de explicar, há coisas que a gente entende sem saber dizer como. Um olhar que encontra o outro no meio de uma sala. Uma presença que o corpo percebe antes da cabeça. A sensação de que, mesmo depois de tantos caminhos diferentes, existe uma espécie de direção que nunca deixou de existir.

Não sei se algumas pessoas ficam gravadas na memória.

Talvez fiquem em lugares mais profundos do que isso.

Quando compartilhamos a vida, mesmo que por pouco tempo, existe uma paz difícil de explicar para quem olha de fora.

Ninguém entende completamente as nossas piadas, os apelidos, os silêncios ou o motivo de uma frase qualquer fazer nós dois rirmos daquele jeito.

E talvez nem precise entender.

Algumas coisas ficam mais bonitas quando não podem ser traduzidas. Existem relações que podem ser explicadas e existem relações que só podem ser vividas.

A nossa parece pertencer a segunda categoria.

É por isso que nada se compara. Não porque não existam outras pessoas incríveis, mas porque nenhuma delas é você. Nenhuma carrega exatamente a nossa história, conhece a nossa língua ou sabe chegar naquele lugar específico dentro de mim.

O que mais me impressiona é que nós já tentamos ficar fora da vida um do outro. E, ainda assim, quando voltamos a compartilhá-la, tudo parece fazer sentido rápido demais.

Como se, apesar de todos os caminhos diferentes, alguma parte de nós ainda soubesse voltar.

E talvez o mistério não seja entender por que continuamos sendo puxados um para o outro.

Talvez seja perceber o que acontece quando paramos de resistir.

O mundo fica mais leve. A conversa acontece. A vontade vence algumas distâncias. Os problemas diminuem de tamanho. A gente volta a falar aquela língua que só nós dois conhecemos.

Por algumas horas, não existe passado, futuro ou necessidade de definir nada.

Existe você.

Existe eu.

E existe a sensação quase inacreditável de que, entre todas as possibilidades da vida, estamos exatamente onde deveríamos estar.

Quando estamos juntos, não parece que estamos começando de novo.

Parece que, depois de tanto tempo tentando ficar longe, finalmente paramos de lutar contra algo que sempre soubemos

juntos, existe paz.

Existe paz quando abraçamos as nossas crianças internas, um refúgio.

E talvez você não faça a minha vida parecer melhor.

Talvez você faça a vida parecer o lugar certo.

Faço música para sobreviver ao meu coração partido pela vida. Faço música para não sufocar em minha própria intensidade. Faço música porque, sem ela, não sobreviveria. Faço música porque é a única forma de dizer o que sinto com alguma segurança.
Faço música porque não há outra alternativa. Faço música porque é o que mais amo no mundo. Faço música porque ela é o que me salva. Faço música para sobreviver a minha própria intensidade. Faço música porque, através dela, me conheço e reconheço o que atormenta a minha alma.
- Marcela Lobato

NEM TODA FLOR PRECISA SER SALVA


"Passei a vida cuidando para que as flores crescessem. Demorei muitos invernos para entender que amar uma flor também é aceitar o dia em que suas pétalas precisam cair."


- O Velho Jardineiro personagem de Ender: Genesis Protocol


Obra: Ender: Genesis Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

Costumo tratar muito bem a tudo e a todos pelos caminhos da minha vida mas não confundam, que eu seja insensível, apático ou pouco inteligente.Assim o faço por que é da minha essência e sempre quero o melhor para minha vida, e o grande caminho dos caminhos nos revela, uma única verdade, em sempre ser bom, ofertar o bem e semear
a harmonia, primeiro.

⁠Livre, leve e sereno

A vida é assim...
Estamos vivos
Caminhando
Pulsações constantes
Mas
Deixemos fluir
Pelo coração
Tudo passa
Tudo passará
Devemos armazenar
Segurar
O amor de Jesus
Porque assim
As batidas ficam suave
Mais leves
Conseguimos fluir...
E se tivermos
Alguém
Uma companhia
Para esquentar
Nossos corações
Abraçar nossa alma
E juntinhos
Com Deus
Seguir nossa jornada
Fica melhor
Mais que bom
Uma belezura!...
Gratidão por tudo
Por todos
Que comigo
Caminham
Viajam
Nesse espaço
Nessa constelação
Nesse Facebook
De olho no olho
Click a click
Toc toc
Muita emoção
Felicidades pra todos, viu!!!
Sentimentos assim
É bom
Pra vcs
Pra mim
Continuemos nessa marcha
Com fé e oração
Coração bombeando
Sangue circulando
Ar respirando
Saúde na alma
E paz no coração ❤️
Felicidades sempre 🙏

Solange Oliveira
Muita paz no coração 🙏

A cada dia, a cada segundo
Eu me entrego, íntegro e me religo nesse fluxo abençoado da vida, onde o onipresente sempre esteve em nós. E nós como cegos, coxos e aleijados, não percebiamos o Rio de água viva: a fonte da vida que sempre esteve presente e que jamais faltará para aqueles que sentem essa unidade com o todo, com a consciência universal, com o mental: com Deus

Atos 20:24

Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.

O verdadeiro sucesso não é preservar a vida, mas terminar a carreira que Jesus nos entregou.

E se a vida for um jackpot?

E se a vida não for apenas uma sequência de dias, mas um jackpot... um bônus inesperado concedido pela existência?

Talvez cada amanhecer seja uma nova rodada, uma oportunidade silenciosa de recomeçar. Não para apagar o passado, mas para fazer diferente da última vez.

A vida pode não garantir vitórias, mas oferece tentativas. E, às vezes, o maior prêmio não é o sucesso imediato, e sim receber mais uma chance quando tudo parecia perdido.

Talvez o verdadeiro jackpot não seja encontrar riqueza, fama ou poder. Talvez seja simplesmente acordar, respirar e perceber que ainda existe tempo para mudar, aprender, construir e vencer.

Enquanto houver vida, o jogo ainda não terminou. E cada novo dia pode ser o bônus que a existência concede para que você escreva um final diferente daquele que imaginava.

Travessia

Seja do jeito que for
Colha do jeito que for para colher,
Nos cantos da vida por onde eu caminhar
Mesmo que eu pise nos espinhos que eu encontrar,
Das flores eu hei de lembrar.
Meus pés ardem de tanto caminhar,
As lágrimas vertem rasgando o trajeto
Fazendo-me esquecer da dor.
Lembrar-me-ei dos amores que não tive
Dos amores que quis muito e por medo ignorei-os
Mesmo assim deixei-me amar tanto que doía.
Meus medos e sonhos se misturaram
Com as nuvens que passavam devagar
Como poeira das terras desertas.
Investi contra meu caminho para que ele acordasse
Levando-me para onde eu esquecesse o medo
No trajeto das minhas escolhas
Onde estava meu sonho adormecido.

Nômade

A vida passa e o incompreendido chora
Pelas ruas o andarilho some
Intensamente busca o que perdeu
Sem saber que achou.

Nada entenderá sem ser compreendido
Compreendendo se perderá
Nas buscas e buscas exteriores
Como nômade pairando nos cantos do mundo.

O incompreendido chora
À inexistência do palpável
Pela terra escorrem entre os dedos
Os sonhos perdidos pela lembrança...

A vida me ensinou a ser batalhadora e a seguir sem medo. Ensinou-me a não parar, a não me acostumar com o meio-termo nem com o pouco. Ensinou-me que, lá fora, a vida grita, esperando que eu vá ao seu encontro, e que parar é morrer lentamente.


Ensinou-me que, quando caminhamos sem olhar para o passado, seguimos sem medo de viver plenamente o presente. O futuro, esse, pertence somente a Deus. Lá fora, há um mundo nos esperando de braços abertos. E quando temos fome de viver, encontramos coragem para ir além das nossas próprias possibilidades.


Rita Padoin

A Alegria Por Um Fio...
(Múcio Bruck)



Era eu um entusiasta da vida
Com meus segredos, planos e aspirações
Meio perdido: um adolescente "virando" adulto
Sem domínio das explosões incontidas


Meus planos de vida eram poucos
Mas os que me haviam eram riquíssimos
Estudar, trabalhar, ter um emprego
Amar... Ah, como me era caro o amor


Era único, era real, era-me necessário
E, o temor e em plena imaturidade
Descobri nos arroubos que me vinham
"Amar nada se relaciona com saber amar"


Naqueles idos, tinha prá mim
Que seu valor era maior que o meu próprio eu
Que você, em minha natureza
Merecia entregas e meu mundo particular


Eis o meu engano, erro maior de mim
Ter-me suprimido e a vendo maior
Maior que eu ou de tudo o que eu era
Me peguei pequeno ante de sua grandeza


Como um relação assim poderia vingar?
Você, "madura", a tudo via e nada dizia
Parecia gostar, mas, sem se importar
Fosse com minha entrega


Fosse com a prioridade de um diálogo
Assumo, o negro ciúme feria-me
Hoje, sei que tudo se deu por seu desamor
Minha ilusão era sua satisfação

"A Vida Que Rima....


Gonzaguinha, desceu o São Carlos
Zé Keti, saiu por ae
O coração de Kleiton é navegador
Vander Lee, virou Estrela
João Boa Morte, deixou o ninho
João Bosco, tem coração tropical
Toquinho, virou caderno
Chico Buarque, virou herói
Na poesia, somos quem ou que desejamos
Criamos teias com letras
Tecemos palavras que se unem
E aos poucos viram frases
Estrofes e ao final, muitos versos
Versos que em sempre rimam
Porém, teem o hábito de emocionar
Mas a poesia não tem compromisso
Nem com a tristeza, nem com a alegria
A poesia respira, é vida que conta e canta
E não há quem discorde
As palavras nos espiam entre as linhas
Traduzem sentidos e sentimentos
Fazem de um momento um lugar especial
Um paraíso onde brincam os poetas
Onde emocionam os que sabem sorrir
E fazem chorar os talhados em paixão

Natureza e Liberdade


Não existe vida sem liberdade e humanidade.
Por que a união se tornou tão corrompida?
Onde está a vida, senão na natureza?
Em tudo, sou levada a acreditar
Em uma utopia pessoal.
Somos feitos de esperança;
Somos feitos de dor;
Feitos de almas aprisionadas em carne,
Limitados.
Onde está a vida, senão de onde viemos?
Viva e retorne!
O fim é o começo.


- Ramile Godon