Textos de Reflexão
Troque o protocolo por liberdade, o ruge pela pele, a rotina por vida, o mais pelo menos. Troque o ter pelo ser, o ser por estar, o perene pelo sazonal, a âncora pela vela, o Face pela face. Troque de lugar, de sabor, de cor, temor, rotina e odor. Troque o não sei por aprenderei, o não consigo por tentarei, o não gosto por experimentarei. Troque sua certeza pela bênção da dúvida, o dogma pela verdade, seu sei pelo não sei. Troque o rei pelo servo, seu maior por um menor, o ão pelo inho. Troque o sofá pelo caminho,
a king size pelo ninho e a pétala pelo espinho.
O que verdadeiramente importa!?
A busca por felicidade é uma ação constante na vida do homem,
na qual ele faz e desfaz os seus atos, contrariando continuamente
as suas verdades, que são instáveis, não pela característica
antropológica do ser, mas pela sua falta de veemência no que acredita.
A sua incerteza caracteriza-se não apenas no objeto da busca, mas no
sentido do porquê se busca. Sendo assim, a pergunta que se faz é:
O que verdadeiramente importa? ....Para abandonarmos
essa busca incessante e sermos definitivamente felizes?
Será que o quê buscamos
pode está onde estamos, onde não precisamos buscar, onde o esticar das mãos,
o direcionar dos olhos, o movimentar das pernas, o modo de agir ou pensar seja o lugar?
Pergunte a quem não tem, a quem não pode estender as mãos, a quem não pode olhar,
a quem não pode andar, a quem não pode agir ou pensar, o que verdadeiramente importa
para sentirem-se felizes.
A psicogênese da pandemia
Aconteceu da noite para o dia
nos pegou de surpresa
estávamos despreparados
tivemos que nos adaptar
com desgastes a suportar.
O isolamento social
que a pandemia nos impôs
foi a forma compulsória
que ela propôs
de recompormos valores esquecidos
e repensarmos as nossas atuais
concepções de valores vitais.
Tivemos que passar a questionar:
O que verdadeiramente importa?
qual o valor de dançar, de amar, de se importar?
Hoje estamos diferentes
dizem que nunca mais
seremos iguais,
mas como não ser desiguais?
Não é preciso a pandemia
para termos essa certeza,
pois somos de uma espécie
que tem a incerteza dia a dia
do que é ser.
A verdade seja dita
não vai ser essa maldita
que vai fazer as almas precitas
mudar a forma de ver a vida.
A incerteza é uma realidade
que a alma apavora.
Mas porque se apavorar?
Se nunca houve certeza
no nosso caminhar?
Ontem, a distância
entre o que era certo e o incerto
criava a ideia
de uma falsa segurança
que a alma acalentava.
Hoje, é diferente,
não tem distância a separar,
a incerteza é a asseveração
da nossa vida atormentar.
Viver a rotina do dia-a-dia
é confirmar a singularidade do ser,
o qual difere dos demais na natureza,
não pela sua racionalidade, mas pela
sua capacidade de criar as suas ilusões, as quais são responsáveis
pelas frustações que o conduz
a concepção de que a vida é apenas um ciclo do processo nascer e morrer.
A dor quando chega,
maltrata como se fosse a maior que já sentimos,
nunca sentida por ninguém e sempre será assim.
Somos tendenciosos a aumentar
o tamanho da pedra que estamos carregando
sobre os ombros em determinados momentos.
A dor só é superada quando percebemos
que são as pedras que carregamos durante a nossa vida
que nos faz o que somos, portanto, ao invés de aumentá-la,
devemos compreender os motivos que as fizeram surgir,
para continuarmos sempre evoluindo.
Para sabermos o que verdadeiramente importa, basta imaginarmos a nossa vida
sem o que pretendemos saber se é importante. Se conseguirmos visualizar, que mesmo sendo dificil continuar vivendo sem essa coisa, podemos sim, serguir em frente, ela não é o mais importante. Esse exercício nos mostrará o quão estamos errados em valorizar coisas que na verdade são meras satisfações de nossas vaidades. Quando vejo a partida de um amigo, fico imaginando quantas vezes ele pode ter se chateado, se preocupado, se privado e tantas outras sensações desgastantes que poderíam ter sido evitadas com a simples, porém complexa pergunta: o que verdadeiramente importa??
O que é uma perda? Posso chegar a diversas definições,
mas se eu pergunto: qual o sentido de se perder alguém que amamos?
Posso tentar obter uma explicação pela ciências ou
pelas mais diversas formas de crenças, mas
o que possam me explicar não vai me convencer,
porque a dor que fica não permite eu entender.
Não entendo a inevitabilidade do que é natural
e essa certeza me põe em um poço de porquês,
aos quais nunca consigo entender.
Por isso busco responder: Na verdade eu preciso mesmo procurar entender ou apenas aceitar o que não se pode deter?
Quanto mais procuro entender
O sentido da vida,
Mais concluo que não há sentido
Em procurar entender, pois
A vida, na sua essência,
É a negação da inexistência,logo
Buscar o entendimento no que
Nega o não existir,
é disperdiçar tempo na busca
Ao invés de empregá-lo ao viver.
Como podemos dizer que somos felizes?
Se a felicidade é relativa,
cuja existência
exige um viver
que não depende só de você,
mas de um conjunto de situações
que faz de você
um ser que tem prazer do viver,
pois encontra no seu dia a dia
motivos para crê,
que essa vida que você almeja
é bem diferente da que você ver.
Podemos ver a vida por três formas:
A visão que os olhos nos proporciona,
a perspectivas que o coração nos faz sentir dela e as concepções que a razão nos conduz. O importante é procurarmos compreender a vida sob esses três meios, sem ignorar nenhum deles, pois, somente assim, teremos uma realidade mais acertiva dos fatos.
Quando for compartilhar um momento
de realização em sua vida.
Não poste apenas foto de seus bens materiais.
Poste a foto feliz estando junto com as pessoas ao seu lado sorrido ao lhe ver realizando mais um sonho,
Uma conquista.
As mesmas que permaneceram ao seu lado
Quando você não tinha nada.
Sua Beleza é natural,
parabéns ao seu criador,
que num dia lindo sem igual,
como sempre cheio de muito amor,
sentado no banco do jardim do paraíso,
inspirou-se acariciando a mais bela flor,
para criar a ternura e a beleza do seu sorriso.
De repente ali de um simples rabisco,
nascia a representação de seu amor.
Preciso, dar os parabéns a essa obra magnífica.
Não somente pela mulher que formou,
que tem a alma de menina,
seus olhos refletem a luz forte da sua alma de tanto que brilha.
Tenho que lhe dar os parabéns hoje nesse dia.
Não somente pelas suas lutas diárias e com ela algumas cicatrizes,
cicatrizes foram formadas.
Isso lhe fez ser moldada por luz e ter um escudo de fogo.
Chora, sorri, cai e se levanta de novo.
Orgulho para seus pais e protetores, mas já foi desilusão mas para muitos desamores.
Preciso lhe dar os parabéns hoje nesse dia,
devo dizer FELIZ ANIVERSARIO pois hoje ela completa mais um ano de vida!
"Na vida a maturidade vem através de portas que abrem e portas
que se fecham.
As que se abrem geralmente são através de nossos méritos ou através da bondade de alguém.
As que se fecham, talvez por não estarmos preparados para entrar.
E servem para nos mostrar que nem todas as pessoas são boas o tempo todo.
E nesse processo vamos aprendendo a também retribuir deixando as portas se abrirem e vamos aprendendo também a fecha-las.
As que vamos abrindo são geralmente as que nos trarão as pessoas mais importantes de nossa vida ao adentraem.
As que vamos fechado e as que nos fecharam esperamos pacientemente
e somos surpreendidos com alguém vindo nos oferecer ou pedir arrependido
com um pedido de desculpas, por uma chave"
"Entre os que pouco fazem, os que nada farão.
Que eu consiga seguir fazendo pouco!
Pois receberemos de volta
as mesmas ações as quais dedicamos
ao próximo como fruto.
Pois essas ações serão como sementes
as quais plantamos durante a vida.
E uma pessoa que nada pode fazer
por condição ou por escolha.
Se ela mesma se nada fizer, por si só
já estará fadada ao próprio fracasso"
A vida não tem receita.
Tem momentos bons e difíceis.
Segundos que definem ou acabam.
Decisões que modificam.
O passado, presente e o futuro.
Tal como o bolo, cada um de um jeito e formas.
Empregue amor.
Pode não ficar bonito,
mas será delicioso e elogiável.
Ainda bem que a vida não tem receita!
A existência corpórea é apenas um estágio, jamais o fim. Os que chamamos de mortos seguem vivos, e sua presença nos envolve como brisa suave que não vemos, mas sentimos. A certeza espírita nos mostra: a vida não cessa, e o amor é mais forte do que a separação.
O túmulo não encerra vidas; apenas abre horizontes mais vastos para reencontros felizes.
O que é a vida?
Dostoiévski: É o inferno.
Para Dostoiévski, a vida era uma batalha com as partes mais escuras da alma humana - um crucible de sofrimento onde confrontamos nossos medos e desejos mais profundos.
Sócrates: É um teste.
A vida é o último exame da virtude, sabedoria e verdade. Para Sócrates, não vale a pena viver uma vida não examinada.
Aristóteles: É a mente.
A vida é a busca pelo conhecimento e pela razão - uma jornada para compreender o mundo através da lógica, ética e metafísica.
Nietzsche: É poder.
A vida é a vontade de poder - uma luta pela auto-superação e domínio das circunstâncias, rejeitando a complacência e abraçando o crescimento.
Freud: É morte.
Freud viu a vida como uma tensão entre o instinto de vida (Eros) e o instinto de morte (Thanatos) - um impulso constante em direção à criação e destruição.
É a ideia.
Para Marx, a vida é moldadada pelas condições materiais e pelas ideologias que surgem delas - uma luta para criar um mundo de igualdade e justiça.
Picasso: É arte.
A vida é criação - uma tela para pintar nossas paixões, emoções e sonhos, moldadada pela imaginação e expressão.
Gandhi: É amor.
Gandhi acreditava que a vida está enraizada na não-violência, compaixão e amor universal - uma jornada em direção à paz e ao serviço altruísta.
Schopenhauer: É sofrimento.
Para Schopenhauer, a vida é um esforço incessante que inevitavelmente leva à dor e à insatisfação, temperada apenas por momentos de beleza e arte.
Bertrand Russell: É competição.
A vida é moldada por desejos e ambições humanos - um ato de equilíbrio entre interesse próprio e progresso coletivo.
Steve Jobs: É fé.
A vida é confiar no processo - correr riscos e seguir a intuição, mesmo quando o caminho à frente é incerto.
Einstein: É conhecimento.
Einstein via a vida como uma busca para compreender os mistérios do universo, impulsionada pela curiosidade e espanto.
Stephen Hawking: É esperança.
A vida é perseverança diante da adversidade - uma crença no futuro e o poder da engenhosidade humana.
Kafka: É apenas o começo.
A vida é surreal e enigmática, muitas vezes absurda, mas sempre abrindo portas para transformação e possibilidade.
Camus: É a rebelião.
A vida é encontrar sentido em um universo sem sentido, desafiando o absurdo com coragem e paixão.
Thoreau: É simplicidade.
A vida é tirar o desnecessário - abraçar a natureza e viver deliberadamente.
Rumi: É uma dança.
A vida é uma jornada espiritual - um ritmo de amor e conexão divina tecido em cada momento.
Kierkegaard: É um salto de fé.
A vida exige abraçar a incerteza e dar passos corajosos fundamentados na crença e na autenticidade.
Epicuro: É prazer.
A vida é sobre maximizar prazeres simples e duradouros enquanto minimiza dores desnecessárias.
Laozi: É harmonia.
A vida flui como a água - sem esforço e alinhada com a ordem natural do universo.
Confúcio: É virtude.
A vida é cumprir papéis com integridade, respeito e compromisso com a comunidade e a família.
Carl Jung: É individuação.
A vida é integrar o consciente e o inconsciente - tornando-se inteiro e autêntico.
Alan Watts: É um jogo.
A vida é para ser experimentada e brincada com maravilhas - não levada muito a sério.
Victor Frankl: É um significado.
A vida é encontrar propósito, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, através do amor e do serviço.
Simone de Beauvoir: É liberdade.
A vida é o poder de se definir e rejeitar os papéis impostos pela sociedade.
Heráclito: É mudança.
A vida é um fluxo constante - um rio em que pisamos uma vez antes de fluir de novo.
Hegel: É progresso.
A vida é um processo dialético, avançando através da contradição e resolução em direção a uma maior compreensão.
É sobrevivência.
A vida no seu estado natural é "nojenta, brutal e curta", exigindo que os sistemas mantenham a ordem.
Rousseau: É liberdade na natureza.
A vida é mais autêntica quando voltamos ao nosso estado natural, livres da corrupção social.
Marco Aurélio: É aceitação.
A vida é abraçar o momento presente com determinação estoica, guiada pela razão e pela virtude.
Sêneca: É preparação para a morte.
A vida não é sobre a sua duração, mas sim a sua qualidade - ensinando-nos a viver bem e a deixar ir graciosamente.
Qual destas visões sobre a vida ressoa mais contigo, e porque?
Aos Clarões da Vida.
Vivamos então um romance verdadeiro com a própria existência, como se cada amanhecer nos ofertasse uma sinfonia inédita, executada pela luz primordial que inaugura o dia. Que a alegria, ao retornar em ondas serenas, nos recorde o bem vivido e desperte em nós o impulso de distribuí-lo com generosidade entre todos os que caminham ao nosso lado, mesmo aqueles que tropeçam em suas próprias incertezas, assim como nós também tropeçamos nas nossas. Que esse gesto perseverante de partilha e compreensão nos eleve a um modo mais lúcido de habitar o mundo, no qual a vida não seja apenas transitada, mas profundamente celebrada.
Que sigamos adiante como quem acende estrelas no próprio caminho, avançando com coragem para tornar cada instante digno de imortalidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Quando a Vida Te Obriga a Mudar”
Há momentos em que o mundo parece se mover sob nossos pés, sem aviso. Situações que nos arrancam da zona de conforto, desmoronam planos, silenciam certezas. O que antes parecia estável se desmancha em segundos e então compreendemos, entre lágrimas e espantos, que a vida não nos pede permissão para nos transformar. Ela simplesmente o faz.
Não há manual para o instante em que tudo desaba. Mas existe um chamado silencioso dentro de cada um de nós uma força que sussurra: ou mudas, ou serás mudado. É uma frase simples, mas carrega o peso de séculos de evolução humana e espiritual. Porque mudar por escolha é ato de coragem; mudar pela dor é rendição inevitável.
A diferença entre um e outro está na consciência.
Aquele que desperta antes da ruína percebe os sinais sutis do destino as pequenas frustrações, os encontros fortuitos, os alertas do corpo e da alma. Ele aprende a ler a linguagem da vida antes que ela precise gritar. Já o outro, distraído por medos e apegos, só compreende quando a dor o sacode. Ainda assim, não há culpa nisso. A dor é apenas o método extremo que a existência utiliza para nos fazer ver o que ignoramos.
Do ponto de vista filosófico, mudar é a arte de morrer sem deixar de existir. É permitir que partes de nós, velhas e cansadas, cedam espaço ao novo. Heráclito já dizia: “Nada é permanente, exceto a mudança.” E talvez essa seja a mais difícil das lições humanas: aceitar que até o amor, o pensamento e a fé precisam se renovar.
Sob o olhar psicológico, resistir à mudança é um tipo de autodefesa do ego. O cérebro busca previsibilidade, teme o desconhecido, cria rotinas como muralhas emocionais. Quando a vida rompe essas barreiras, o medo se confunde com dor e muitos chamam de sofrimento o que, na verdade, é apenas a travessia necessária para um novo estado de consciência.
E, no plano moral, mudar é assumir responsabilidade por si. Não há virtude maior do que a humildade de reconhecer o próprio erro, a própria estagnação, e recomeçar. Quem muda não trai o passado apenas o ressignifica. Aprende que crescer não é negar o que fomos, mas compreender que já não somos mais aquilo.
A vida muda, sim.
Mas quando ela o faz com força, não é castigo. É convite.
Convite a ser mais do que aquilo que você julgava possível. Convite a se olhar com ternura e perceber que, sob as ruínas, há uma nova versão de si mesmo pedindo para nascer.
E, ao final de tudo, quando o coração cansado enfim aceita o que o orgulho negava, vem a paz. Uma paz mansa, limpa, quase infantil. A mesma que sentimos quando paramos de lutar contra o vento e, enfim, deixamos que ele nos leve não para longe de nós, mas para o nosso verdadeiro centro.
Conclusão.
A vida muda, ainda que não a compreendamos. E, às vezes, é preciso perder quase tudo para descobrir o que nunca foi perdido: a capacidade de recomeçar. Porque no fundo, a existência não nos quebra ela nos lapida. Cada dor é um cinzel invisível que esculpe em nós a beleza que antes dormia.
Assim, se a vida te obrigar a mudar, deixa que o coração se comova. Chora, mas não resistas. Pois a lágrima que cai é também o orvalho da alma que floresce.
