Textos de poema
O meu Idioma é
a Língua Portuguesa
que é talvez o mais
belo e poético
dos idiomas latinos,
A minha Cultura
é latino-americana
de corpo, alma
e todo o coração,
Aqui também corre
o sangue gaúcho
com toda a tradição
igual ao meu Chimarrão
de três tipos de Erva-mate,
Eu não escolhi,
foi Deus que quis assim,
eu nasci no Brasil
e ele nasceu para mim.
Minha reverência
ao Almirante Tamandaré,
ao Almirante Barroso
e ao Capitão-de-Mar-e-Guerra
José Secundino
que prepararam o destino
do Brasil que possuímos hoje,
Que cada um deles
e o mais anônimo marinheiro
seja lembrado
pela vitória no Arroio Riachuelo
que lembramos com orgulho
desta gloriosa Batalha
consagrada pela nossa Pátria.
Um Chimarrão da Flor
mais doce e campeira
que é capaz de te cobrir
com todo o amor,
O teu coração não pensa
em outra coisa a não ser
em me seguir para onde eu for,
Porque só o meu calor
é capaz de te trazer serenidade,
você precisa de mim como
um pássaro que nasceu feito
para viver em total liberdade.
Não nasci Poetisa
da noite para o dia,
eu morria de raiva
de ler e até de escutar,
até que chegou
a ironia do destino
que me apresentou
a Fernando Pessoa
que fez a raiva passar.
Em seguida veio
"o Alberto Caeiro,
o Alexander Search
e Álvaro de Campos"
que me apresentaram
a outros tantos.
Mais próxima deles
pude conhecer
"o António Mora,
o António Seabra,
o Barão de Teive,
e o Bernardo Soares"
que me levaram
para muitos lugares.
Pelo caminho fui
apresentada "a Carlos Otto
a Charles James Search,
a Charles Robert Anon,
a Coelho Pacheco,
e a Faustino Antunes"
que fizeram entender
que não há segredo
para compreender
e gostar de poesia.
Praticamente íntima
de todos os anteriores,
fui apresentada
a outros senhores
que me levaram
a outros lugares
que jamais pude sonhar.
E assim fui apresentada
"a Frederick Wyatt,
a Frederico Reis,
a Henry More,
a Crosse, a Jean Seul
e Joaquim Moura Costa"
que de maneira amistosa
na mesma mesa ensinaram
que poderia vir a gostar
de muitos outros mais.
A medida que fui
me reencontrando
com todos eles,
fui evoluindo e pedi
para ser apresentada
por cada um deles "a Maria José,
a Pantaleão, a Pêro Botelho,
a Raphael Baldaya, a Ricardo Reis,
a Thomas Crosse e a Vicente Guedes"
que após a minha rotina de preces
passei a incluir a poesia
e encontrei nela muitas benesses.
Tudo entre eu eles aconteceu lento
e rápido ao mesmo tempo,
que a raiva enorme que sentia
sempre que ouvia poesia
por encantamento passou.
Flores de Ipê-tabaco
formaram um tapete
no caminho que nós
vamos nos encontrar
nesta doce manhã,
Jogar com o amor
na vida é um absurdo
porque o amor é mistério,
E com mistério ninguém
deveria jogar porque
é simplesmente sagrado,
É por isso que esse
ditado faz todo sentido
e continua queimando
como fogo:
"Sorte no jogo,
Azar no amor".
Está dado o recado,
agora falta me entregar
o seu coração apaixonado.
Piúva-amarela florescida
no Médio Vale do Itajaí,
o toque das minhas
letras se misturam com
o som das badaladas
da nossa Igreja Matriz
São Francisco de Assis,
Que eu não sou a única
Poetisa desta cidade
Rodeio é uma grande
dádiva que louvo de verdade,
porque enquanto
houver poetas na minha cidade
e em tantas outras
pelo mundo afora:
ninguém estará fadado
a morrer sufocado pelo agora.
Vivo em flerte com
o nosso Folclorismo,
e por escrever poesia,
busco, revivo, danço
e reúno na minha
mesa as tradições,
Inclusive aquelas
que não têm a ver
comigo para que
da memória não
sejam esquecidas,
Como as batidas
de frutas típicas,
a Cachaça,
o Vinho quente
e o Quentão
da Festa Junina,
Se tiver calor
eu bebo suco,
e se tiver frio
vou mesmo é
de Chocolate
quente com Paçoca,
A opção sempre
é ficar sóbria
para nunca perder
o trem bão da História.
Madrugada sentimental
com as pétalas de Tamurá-tuíra
espalhadas ao vento,
És o meu mais nobre sentimento,
a minha alucinação inexplicável
tudo aquilo que desejo
com os meus olhos abertos
e meu pensamento mais
importante de cada dia,
pão de amor, poesia
e predestinado romance,
por isso estou tranquila.
O anoitecer chegou
com tons misteriosos
no Médio Vale do Itajaí,
Juro que tentei
capturar uma estrela
cadente que passou
pelo meu olhar,
E hoje aqui em Rodeio
chegou a Lua Cheia
vestida de poesia
para alegrar o peito
e animar romances
sob o condão absoluto
de Junho que há de trazer
você para o meu mundo.
Meu Chimarrão Tradicional
é e sempre será a minha
inspiração fundamental
para as voltas que o mundo dá,
E mesmo que haja tempos
desafiadores ele sempre
será o meu companheiro
que comigo jamais falhará,
Pois quem tem o seu
Chimarrão Tradicional por
perto jamais sofrerá de dor
de amor por muito tempo
ou sequer padecerá
de solidão em pensamento.
O Lunistício sem dar alarde
chegou com os Solstícios
de ambos Hemisférios,
cada qual no seu céu poético
lidando com mistérios,
elegemos a querência
e a rota da coincidência.
Dançando em We Tripantu
somos como o Sol e a Lua
iluminando o antigo Pehuén,
nas asas dos ventos vamos
agarrados no embalador
encontro previsto entre
o rio, o mar e o amor.
Nesta história romântica
que está a se inaugurar,
não será preciso nada falar
porque o tempo e o destino
saberão por onde nos guiar,
porque tudo aquilo que nasceu
perfeito para nós eu acredito.
As araucárias do meu Sul
dançam com o Sol e a Lua
neste Solstício de Inverno
que coincide com o Lunistício
que está sendo vivido
pelos Hemisférios Norte e Sul,
Os dias serão mais longos
para sonhar com os meus olhos
abertos e traçar mistérios
para que todos os teus desidérios
no absoluto só encontrem os meus.
Antes do Lunísticio os deuses
dançaram nos Hemisférios
revelando as sublimes auroras,
A minha terra é onde nasce
o Pau-Brasil sob o condão
do Hemisfério Celestial Sul,
terra que pediria todas às vezes
para nascer quantas
vezes Deus me permitisse,
minha Pátria d'alma, de corpo
de coração e que nas águas
atlânticas perfazem a sua costa
azul, poética e majestosa.
Antes do Lunisticio
e do Solstício de Inverno
que estamos vivendo,
eu te sinto mesmo em pensamento.
Dancei com os deuses
nos braços da Aurora Austral,
Agora ergo em direção
a Tata Inti o Taita Nina no meu ritual.
Agradeco a Mama Kocha
pela vida que se renova
no ventre de Pachamama,
a minha intuição jamais se engana.
Minhas raízes nesta Abya Yala
vivem nas minhas veias
mesmo que você não as veja
celebrando o Inti Raymi a vida inteira.
Poeticamente as minhas letras
têm as cores da Wiphala,
conheço bem a minha pertença
que segue o rumo da ancestral crença.
Afortunadamente cercada
pelas belezas do meu
amado Médio Vale do Itajaí
que tem me feito
a Poetisa da Cidade de Rodeio
que tem escrito odes
para todas as festas,
sabores da terra
e acontecimentos,
Saúdo com alegria junina
a Comunidade Paroquial da Capela
do Bairro Rodeio 32
que tem São João Batista
como o seu Padroeiro
e o festejará como
manda a tradição e o seu jeito.
Aqui na nossa bela
Rodeio se honra as origens
da imigração e ninguém
se esquece de que se é brasileiro.
Fogueira bonita é
aquela que se aproveita
o quê o arvoredo
tem para dar e no outro
momento continuar
a estar lá para sempre
dar quando a gente
precisar para festejar,
Batata doce assada
numa bonita fogueira
de Festa Junina,
Tem todo o indiscutível
sabor de poesia.
Floresce o Ipê-amarelo-cascudo
despreocupado nesta manhã
enquanto os homens se preocupam
mais uns com os outros
do que cuidar das próprias vidas
e ignoram apreciar as belezas
que fazem toda a diferença
para a brevidade da existência,
Com a poesia e a Natureza
aprendi a ser adepta da paciência
e já não me perco mais quando
tentam drenar a minha resiliência.
Tenho nas flores do Pau-Brasil
e do Ipê-Amarelo a minha
inspiração profunda e sutil,
Se existe reencarnação pediria
a Deus para voltar sempre
como brasileira todas
as vezes que me for permitido
porque é esta a minha terra
de alma, corpo, coração
e do meu mais inevitável destino,
Como mulher assumidamente
de poesia e cosmos latino-americano,
e de amor infinito sul-americano,
amar o meu Brasil Brasileiro
sempre estará em primeiro plano.
O Ipê-do-morro recebe
a noite fascinado
com o baile magnífico
do Hemisfério Celestial Sul,
Como Poetisa da nossa
bela América do Sul
me sinto mais próxima
dos ipês do que
de qualquer outra pessoa,
porque enquanto
o mundo está em guerra
estou buscando a paz
mesmo que digam que falta não faz.
O Céu nublado não
oculta nem mesmo
a indiscrição que é
um truque clássico
que precede a traição
que se leva na veia,
Pressentir a cena
não me tira do eixo,
Deste magnífico
Hemisfério Celestial Sul
sou a filha do mistério,
que não cede o ânimo
nem mesmo para a mais
sutil das zombarias.
