Textos de Mar
Embarcando agora em um devaneio da minha mente, estou sobrevoando as águas de um mar fortemente expressivo, parte de um cenário fascinante, quiçá, saído de um livro, que faz cada momento ser emocionante e consequentemente inesquecível.
Um vôo muito entusiasmante com uma emoção gradativa, impulsionado pela liberdade, sentindo pouco a pouco um fôlego de vida de muita singularidade, logo, sem dúvida, traz uma sensação maravilhosa que rejeita a banalidade e viver intensamente é o que importa.
Por conseguinte, poder voar neste exato instante sobre este lugar incrível, ainda que seja em pensamentos, permite alcançar um ânimo cativante, um alívio muito verdadeiro que rapidamente acende-me o semblante, causando-me assim, um grato sentimento.
Composição fascinante, resultado de um cenário incrível por meio de um lindo mar e a inquietação das suas águas, o vaivém de ondas acompanhando a desenvoltura livre dos ventos, o sol radiante exaltando o azul celeste em sintonia com a tua naturalidade, quiçá, uma referência à agitação da tua essencialidade de forte veemência.
Neste lugar, a tua bela estrutura também ganha o merecido destaque, teu corpo iluminado, irradiando um tom caloroso, a meiguice da tua face, teu semblante amoroso, és uma arte da natureza, cuja fogosidade é demasiada e delicadeza é atraente, onde uma leveza se propaga e abrilhanta a tua presença, um viver muito consistente.
E em um dia ensolarado como este, integras uma exposição majestosa, realista com uma vida pulsante, que carece ser vista com o coração agradecido, sem pressa, desfrutando ao máximo de uma sensação emocionante, daquela que faz a pele arrepiar com um fervor constante, que gera a vontade de te amar, mulher simplesmente interessante.
A veemência da tua natureza instigante, cujo coração é um mar profundo e os seus batimentos são as águas que avivam fortemente o teu corpo, hidratam a tua pele, às vezes até causam um maremoto no teu íntimo com o fluxo intenso dos teus sentimentos ardentes e expressivos.
És liberta assim como teus cabelos soltos, vívidos e majestosos que são os teus raios solares, que enaltecem o teu rosto e brilham em conjunto com teu sorriso sincero e tão gracioso, um sincronismo sedutor, ainda que despretensioso, menção possível a um ato simples de um amor caloroso.
O que torna bastante satisfatório contemplar-te como se estivesse contemplando um pôr-do-sol deslumbrante devido a tua graciosidade atraente, a temperatura elevada da tua essência, detalhes amáveis e evidentes, logo, os meus olhos e o meu espírito se alegram imensamente.
Pintura à céu aberto, uma arte sem molduras em lugar pacífico, muito apaixonante com uma mar imenso, belo e tranquilo, abrilhantado por uma natureza majestosa tomando um banho de equilíbrio com suas curvas e formas, dessarte, detalhes precisos como se fossem parte de uma aquarela lindamente exposta.
Oportunidade e tanto com uma paisagem tão fascinante bem ao alcance dos olhos e ainda poder adentrar as suas águas, desfrutando de instantes satisfatórios, capazes de renovar a alma, fomentando sentimentos calorosos, construindo valorosas memórias, um tempo esperançoso que restaura as forças.
A vida é muito momentânea, não espera para ser vivida, talvez, seja por isso que a naturalidade encanta, uma forma de trazer à lembrança a necessidade de se viver, apesar de certas circunstâncias e quando esta verdade vem à tona, torna possível contemplar um lindo entardecer, uma das obras divinas de grande importância.
Águas agitadas de um lindo mar, um vaivém de ondas, como se estivessem emocionadas por poderem banhar a tua venustidade tão calorosa, de curvas atraentes, as do teu corpo, da tua boca que expõem o teu belo sorriso, das formas belas do teu rosto, a sinuosidade dos teus cabelos vívidos que caem sobre os teus ombros e tocam as tuas costas, cada detalhe teu é preciso, és uma arte esplendorosa.
E sob este azul veemente de céu aberto, a liberdade da tua essência fica mais evidente à semelhança da tua beleza enaltecida pelos raios de sol, assim, facilmente, a tua presença se destaca mesmo neste cenário deslumbrante, tanto a tua compleição quanto a tua essencialidade, cores e camadas, logo, não é à toa que és uma mulher interessante, que transmite uma sensação empolgante que faz muito bem a alma.
Proporcionas também neste lugar, uma contemplação apaixonante, repleta de simplicidade através do brilho dos teus olhos entre olhares doces, intensos, atrevidos e serenos, uma expressividade notória do teu semblante, o refulgir de um amor verdadeiro, que sabe que apenas o falar não é o bastante, a vida significante dos versos de uma poesia profundamente emocionante, a inspiração de uma rica melodia felizmente impactante.
Voz harmoniosa capaz de avivar a alma, uma emoção muita poderosa como o mar e as suas águas.
Desabafo sincero na forma de uma linda canção, inspirada no sentir intenso que vem do coração.
Paixão no jeito de cantar, veemente sensação no raro deleite do que é amar numa rica exultação.
Defendo que amar pode ser o mesmo que embarcar em uma desafiante aventura em alto mar, tendo que enfrentar muitas vezes a força abrupta do vento e a chuva, já que o clima pode mudar a qualquer momento, assim, o tempo em certo ponto é relativo, ignorado, imprescindível, aproveitado, instantes tranquilos, prazerosos, outros são cansativos, perigosos, amando com sentido, um propósito, rumo de um amor recíproco, navegando sem perder o foco e ainda assim correr alguns riscos.
Os ventos nem sempre serão favoráveis, são fortemente expressivos ou calmos como brisas suaves, o desfecho é imprevisível, um desafio diferente do outro, por conseguinte, para navegar é necessário bem mais do que vontade, requer uma entrega de corpo e espírito para suportar as instabilidades, os possíveis empecilhos, amando de verdade, honrando com o seu compromisso, demonstrando coragem, experiência inconfundível, seguindo um norte de felicidade num empenho contínuo de reciprocidade.
Embarcados, terão que lidar com fortes chuvas, poderosas e inoportunas tempestades, as quais os deixarão mais fortalecidos, experientes, unidos vivazmente, assim, haverá certos momentos que choverá e poderão dançar debaixo de um banho de esperança com direito a algumas risadas, terão uma perspectiva esperançosa contrariando as más circunstâncias, orientados pela aprendizagem de suas vivências e principalmente por uma bússola de Fé no Deus grandioso que uniu seus destinos que os fazem ancorar em lugares seguros e zarpar se for preciso.
Atingindo este nível de companheirismo, serão navegantes aventureiros, amantes genuínos, sentimentos sinceros, uma relação harmônica poderosa à semelhança da que existe entre o vento e a chuva durante uma expressiva tempestade, altos e baixos das ondas, fases distintas e marcantes, eventos memoráveis, emocionantes, um frescor partilhado de vitalidade, parceria muito significante em um somatório de valorosos detalhes, amáveis e alegres, superando as dificuldades com uma determinação veemente.
Raios e trovões
Ondas agitadas
Arraias e tubarões
Portas ainda seladas
Redemoinhos e tufões
Embarcações atracadas
O mar começava a falar
E eu o queria escutar
Sua voz tão bela e serena
Fez-me lembrar de quando ainda pequena
"Ele irá te guiar
Não importa aonde fores
Irá te fazer sorri
Dividirás com ele todas as tuas dores
Quando desamparada estiveres
A ele deves consultar
Pois ele é gentil e bondoso
Melhor lar que ele não há"
O mar
Nada mais faz
Do que te acolher, cuidar, e soltar
Não olhes para trás
A não ser que à terra queiras voltar
Lembre-se que a terra nada mais faz
Do que teu último exaurir.
Encontrei Minhas Origens
Encontrei minhas origens
em velhos arquivos
livros
encontrei
em malditos objetos
troncos e grilhetas
encontrei minhas origens
no leste
no mar em imundos tumbeiros
encontrei
em doces palavras
cantos
em furiosos tambores
ritos
encontrei minhas origens
na cor de minha pele
nos lanhos de minha alma
em mim
em minha gente escura
em meus heróis altivos
encontrei
encontrei-as enfim
me encontrei
Olhos azuis
Na imensidão dos teus olhos azuis
Torno-me um velejador
Disposto a navegar em alto mar
Ou perece por teu amor
Viajante delirante
Já não sei mais quem eu sou
Poeta, solitário,
Ou um simples velejador
Rodeado pelo azul do céu do mar
Rodeado por teu amor
Parto ao inesperado
Das incertezas deste amor
Assim como as mulheres
Dominam-nos pela força do olhar
Sou levado pelas ondas
Deste amor
Vai e vem
Neste alto mar
Espero ir de encontro
Olhos azuis
Aqui estou
Acordei hoje e no mesmo instante ainda sonolento olho pro lado e vejo essa imagem!
Confesso que velei esse sono por algum tempo, inevitável a maresia que molhou o meu rosto.
Deitar e ter vocês próximo aos meus braços é me sentir como uma ponte firme que unem nosso sonhos e as fantasias de um futuro antes tão inacessíveis.
Não tem como não estar repleto de sentidos, de ser exato e até
alheio ao mundo, fulgaz ao caos,
remando e remando a vida que eu escolhi pra mim.
Mas percebo nitidamente que estava enganado, como fui tolo nessa certeza da força dos meus braços.
Não era eu, na verdade era o sopro que o Senhor sempre moveu pra mim.
Sigo ainda, agora aparando as lágrimas e algumas estrelas no caminho.
Não preciso mais ater-me a olhares sutis e desconhecidos e muito menos desvendar enigmas.
Só preciso aparar a brisa
e fugir da preocupação com o tempo.
Fugir do destino sem um guia.
Confesso que achava que eu que vivia fugindo dessas águas sossegadas, e olha que eu achava que era o dono do Timão, mas nessa manhã entendi que não estava fugindo de nada, estava me preparando pra voltar pra você, só não estendia o que o mar queria de mim, pois me levou por águas profundas e agitadas!
Mas tudo isso era pra eu aprender dar o verdadeiro valor da calmaria dos seus braços e entender o que ele queria guardaria para mim...
Nao é por nada não, mas esse papo de que o mundo tá perdido é furado.
Ainda existem pessoas que não aceitam o vulgar, cuja principal característica é não se deixar caracterizar.
Não somos muitos os que lutamos por país mais justo e também por uma sociedade mais igual, e por mais que sejamos poucos, aprendemos que qualquer pouco é muito independentemente de qual seja a causa social.
E há quem diga que a religião religa as pessoas ao amor, só que as guerras santas ainda são travadas, e ao mesmo tempo que exigem respeito eles matam, e espalham medo e dor.
Essa luta não é minha, é de um planeta inteiro, que sabe que terra é vasta e que o mar ainda é profundo, que são sete bilhões de pessoas no globo, e nem uma delas é igual ao resto do mundo.
Amor
Ah o amor, o amor é algo surpreendente, algo divino, algo maravilhoso, mas como vivê-lo intensamente quando se estar longe?
Ah o amor, o amor tudo suporta, tudo crê...
Mas qual o sentido do amor se não amar?
Por isso amo, amo muito e brindo o novo ano, brindo por você , brindo por nós e viva o amor que temos em nós!!
Meu bosque, meu mar, meu amor.
Lá no tempo que fui criança, uma coisa que lembro que precisávamos ter, era paciência. Nada era da noite para o dia. Filme na TV não era uma escolha e um clique. Falar com um amigo não era uma mensagem com retorno imediato. Fotos só depois de reveladas. Tudo levava tempo. E paciência era o remédio contra a agonia da ansiedade. Hoje, o ritmo super-hiper-mega acelerado das informações e tecnologias exige rapidez em tudo. Uma velocidade tão desesperadora que não se consegue ter calma para um minuto de espera. A paciência, atitude tão essencial para a vida, não está sendo mais trabalhada em nenhum momento da vida. Tudo tem que ser rápido, pra agora.
Assim, muitos ficam presos ao vício do sofrimento exagerado por não saber esperar. Falta de calma, machuca a alma. A paciência é um bem a cultivar. Um sentimento com o qual conquistamos a liberdade da autonomia de mudar o tempo que incide sobre nossa vida. Conquistamos o poder de pará-lo ou acelera-lo. Somos nós quem determina o quanto se pode suportar a espera pelo que ainda não veio ou aguardar calmamente o que ainda não temos. Paciência traz a paz e a tranquilidade necessárias para não enlouquecer nos momentos de incertezas. Paciência deixa a atitude mental fortalecida para a luta dolorosa contra a ansiedade. Paciência é a chave que abre e que fecha muitas das angustias criadas em nossa cabeça e muitas das amarguras depositadas no coração. Ter paciência é ter a confiança na colheita, mesmo que o fruto demore a amadurecer. Até mesmo quando a semente ainda nem foi ao chão.
É preciso ter fé no amanhã que ainda nem sabemos que vem. Paciência não se conjuga, não é verbo. É um dom. Se tem. É a força de usar a esperança para vencer o desespero. Algumas coisas podem até acontecer antes do planejado, mas nada nesta vida precisa pular etapas e ser apressado. Aprendi com uma boa dose de tempo e com a porção certa de paciência, que boas coisas sempre acontecem para aqueles que descobrem que não é tempo perdido o tempo passado. Que sempre vale a pena a paciência de ter esperado. Enquanto o que quer não chega, tenha calma, fique em paz, entrega pra Deus, confia e aceita.
Pessoas encarceradas dentro de si mesmas, com suas lágrimas contidas, seus sorrisos negados e seus sonhos continuamente frustrados, são como represas.
Como um dia sua força foi represada, não será fácil reaprender a ser rio, reaprender a ser oceano. Mas chega o dia em que a força das águas não poderá mais ser suportada e imprimirá destruição sobre si e sobre outros. Já vimos isso.
Os rios de emoções devem fluir tranquila e suavemente pois, se contidos, não conseguiremos detê-los quando entornarem...
Fui preparado para nadar contra a corrente e não há quem me faça desistir de ir rio acima. Não quero escorrer pro mar. Quero conhecer a perfeição da nascente. Quero ver o sopro das gotas d'água, que se transformam na imensidão fluente aqui em baixo.
Eu não nasci para ser industrializado; eu sou da terra, sou pó, sou artesanal.
OR{AÇÃO}
Você já percebeu que dentro de "oração" existe a palavra "AÇÃO"?
Isso é pra te lembrar que chega um momento em que você precisa agir!
Lembra de quando o povo de Israel estava em frente ao mar Vermelho, Deus já havia prometido que o livraria dos egípcios e mostraria Seu poder. Mas o povo se desesperou ao ver Faraó o seguindo e começou a reclamar com Moisés. Então, Deus disse a Moisés: "Por que você está clamando a mim? Diga aos israelitas que sigam avante." (Êxodo 14:15). Aquele não era mais o momento de clamar a Deus, era o momento de agir.
Eu sei que o mar Vermelho pode estar na sua frente, as infinitas águas podem estar paradas, nem ameaçando se mover e logo atrás está vindo o exército poderoso. Você está, aparentemente, sem saída. Mesmo assim, você precisa dar o primeiro passo em direção ao mar! Você precisar marchar, pela fé. Você já clamou ao Senhor, Ele já te ouviu e prometeu estar com você todos os dias (Mateus 28:20), agora está na hora de agir.
Lembrei-me de uma canção que diz: "Para atravessar o mar, coloque o pé na água. Pra chegar ao outro lado você precisa acreditar. Deus quer abrir o mar pra você. Mas antes, você precisa crer." (Laura Morena). É assim mesmo. Você precisa dar o primeiro passo. Está na hora de agir!
Permita-me encerrar com mais uma música: "Coloque um pé e o outro pé. E vai na fé. Olha pra Deus e sorria. Coloca o medo debaixo do braço e siga." (Marcela Taís).
Então, está esperando mais o quê? ;)
Na paz Daquele que abre o caminho,
Tamara Moureth
Pedra és rocha
Não sei se são mais vivas as marcas que deixo onde passo ou as que levo de onde passei. O que sei é que, por gostar de opostos, quero que permaneçam vivas. Não fosse a sútil possibilidade de deixar marcas na areia da praia, poderia dizer que não teria apego algum pelo mar. Mas deixo marcas nele, e se outrora o mar vier a esmorecê-las eu deixo marcas também enquanto regresso. Travados em batalha pela vida, eu e o mar poderíamos passar anos a fio nesse desbravar. A areia adoraria ser pisada, socada, marcada por meus pés, como faz a mulher guerreira no trabalho doméstico com pano de chão... O mar equilibrado ficaria conformado, se recolheria e só iria voltar no dia seguinte. Não fosse a alegria, a extraordinária alegria de ver de cima, talvez nem me trouxesse tanto contento a altura. Mas não sou que marco a pedra mais alta e sim ela que marca em mim. É o relevo, o infinito limitado, o vento que chega, o misto de medo e alegria. As marcas são fortes, atemporais... Quantos anos de água até mudar sua forma? Não sei! O que sei é que: pedra és rocha e sobre as marcas que deixas em mim serás a força motriz para me fazer viver.
"Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. E neste espaço o amor só sobrevive graças a algo que se chama fidelidade: a espera do regresso. De alguma forma a gota da chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora”.
(Trecho de "Onde mora o Amor", do livro 'Tempus Fugit'. São Paulo: Edições Paulus, 1990. )
Hoje acordei com uma vontade
imensa de VIVER!
Na verdade não acordei... "Despertei" !
E me presenteei indo ao mar.
Sua brisa recebeu-me suavemente,
Suas ondas convidavam a me banhar.
As gaivotas voavam
e chamavam-me para alçar vôo com elas.
Não me fiz de rogada!
Aceitei todos os presentes,
Agradeci.
Eternamente grata,
guardarei esse dia como se fosse o primeiro,
do meu Eterno despertar...
