Textos de Jardim
<Sambista Considerado>
O sambista considerado entrou no pedaço já lotado
Na cadência do surdo, lentamente caminhando
Sorridente, cheio de marra, a todos saudando
Sacou logo aquela morena faceira, garbosa, se exibindo.
Sem vacilar, encarou e foi desafiar, vem comigo sambar
Linda, atrevida, a Morena sorriu, logo aceitou,
No sapatinho, cheia de graça, foi se aproximando
O casal, enlaçado, no ritmo adequado, foi causando.
Roda formada, aplausos, incentivos e eles rodando
Alegres, felizes, seguros, o samba solto rolando
Na pista o casal se superando, igual Mestre Sala e Porta Bandeiras
Empolgados, todos caem no samba sincopado, bem balanceado.
Alegria geral na comunidade da Vila Sacadura Cabral...
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Juares de Marcos Jardim – Santo André / São Paulo - SP
O sambista e o Covid 19
O sambista diletante, já aposentado, depois de contribuir ao INSS por uns 47 anos, começou a frequentar as Rodas de Samba nos Bares temáticos da sua cidade natal. O que era uma aspiração juvenil se transformou em paixão passageira e depois se tornou amor eterno. Resultou no casamento perfeito (tipo a fome e a vontade de comer). Bem assim. Desde a infância (anos 50), o dito “Sambista Diletante” tinha aprendido através das “ondas sonoras” das emissoras de rádio AM, a apreciar o Sertanejo Raiz, o Samba e o Choro, com destaque para os compositores e intérpretes dos anos 20 a 50. Nas Rodas de Samba reencontrou muitos “amigos de infância e juventude”, além de colegas de estudo e trabalho. A cada reencontro era uma festa. E também granjeou novas amizades. Os canais de comunicações Facebook, Whats e E-mail se tornaram a ligação quase que diária com alguns, uma vez por semana com outros, mas o importante mesmo era aquela agradável sensação do reencontro e da troca de energias. A música é linguagem universal, enleva, alegra, aproxima as pessoas. Até que a pandemia 2020 surgiu e foi necessário confinar as pessoas, isolar socialmente os mais vulneráveis (grupo de risco), a obrigar a população a usar máscaras faciais protetivas e seguir rígidos protocolos de segurança. Desde o início de março o Sambista Diletante se recolheu, juntamente com centenas de músicos e amantes da MPB, entrando no esquema de hibernação. E somente pelas redes sociais se comunicam com familiares e amigos. Alguns mais afoitos (e imprudentes) continuaram a frequentar os botecos preferidos, a se reunir com os amigos nas Rodas de Sambas, à revelia das orientações dos médicos e gestores públicos. Muitos contraíram o Covid 19 e alguns já partiram antes do combinado. Até quando assim será?
Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo – SP.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Já diria Freud vivemos em um ambiente
a onde temos que viver como se fossemos de aço
mais com uma capa de carne.
o tamanho da minha incredulidade me leva
a crer que a existência de minha força vem
totalmente de um ser maravilhoso e majestoso
Ser esse que muda a essência dos meus dias Deus sempre será oo meu mais doce e eterno sorriso.
Sacy Pererê saiu pra zoar, pra dar uns rolês. Moleque atrevido, consegue embaçar para-brisa em noite de lua cheia, travar câmbio de Kombi, contratar Uber e 99 e pagar com "cantadas", escapar da fiscalização nas blitz Teste do Bafômetro, e até frequentar Bares e Restaurantes Temáticos, saindo ileso sem apresentar a Comanda: tudo numa boa. Mas certo dia, no meio da noite, se deparou com um personagem mítico, mitológico: Zé Pelintra. Putz. Em plena madrugada, lua cheia esplendorosa, grilos mil ecoando, o silêncio era tal que dava pra ouvir o rastejar das serpentes, o passo lento das tartarugas, o lamento dos sapos na lagoa, a água fluindo no córrego. Sacy Pererê estancou, pela primeira vez sentiu um calafrio, o arrepio de nuca, estremeceu. (...)
Publicarei o segundo capítulo amanhã...
(Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Sob a poeira do tempo, jaz imóvel tudo que outrora reluzia, imponente. Lembranças esparsas ao vento, epopeias submersas na lama do esquecimento. Quantas batalhas, derrotas e vitórias, espargidas ao vento. Agora, sozinho no obrigatório isolamento social e familiar, meu lamento é por tudo que deixei de fazer. Imperdoável adiamento. A locomotiva ficará imóvel, os vagões permanecerão estacionados, mas os trilhos continuarão por muitas décadas.
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
MOMENTOS IDEAIS PARA ORAÇÕES, MEDITAÇÃO: Às 06:00hs e às 18:00hs.
Poucos aplaudem o grande espetáculo, a dádiva da vida. A "civilização" nos treinou para sobreviver, recuar, avançar, guerrear, trabalhar em equipe, vencer a qualquer custo, defender espaços, transpor diariamente obstáculos, para podermos prover nossas famílias e auxiliar os amigos queridos. Paradoxalmente, essa entrega total compromete a própria existência. O que fazer? Como "equilibrar" trabalho, família, escola, saúde, religião, convívio social, esportes, entretenimento?
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
E ela partiu mesmo!
Foi assim tão de repente,
quando me dei conta já estava ausente.
Quedei mudo, carente, sem ação.
Inerte fiquei na Estação de Trem
vendo ao longe os vagões
sumirem no horizonte.
Um pássaro ao meu lado pousou
No meu ouvido sussurrou
"Bem te vi, bem te avisei,
você aprontou,
agora, nem eu nem ti".
Cabisbaixo, concordei,
naquele dia eu vacilei
Pela luxúria me entreguei
em alcovas com outras me deitei
aos prazeres me deleitei.
Confesso que gostei,
me esbaldei, esbanjei.
E agora?
Um Beija-flor veio e cochichou:
"Agora, aguenta coração!"
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
Direitos Reservados
"Somos meros navegantes
Sobreviventes itinerantes
Artistas diletantes.
Poetas amantes
Dançarinos errantes.
Humoristas falantes
Românticos namoradores
Amigos constantes
Pares fascinantes
Artistas deslumbrantes
Paixões embriagantes
Saudades constantes."
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
Direitos reservados.
No meu caminho encontrei um jardim, com coloridas e poéticas flores, ali pairei qual beija-flor, me emocionei ao relembrar meu primeiro grande amor. E assim, a cada novo jardim, outras lembranças afloram, outros amores inesquecíveis. Minha vida tem sido assim, muitos jardins...
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo SP)
Muitas vezes estamos angustiados sem saber o que fazer, nos desesperamos em meio as tempestades enfrentadas em nossas vidas, mas Deus em sua palavra diz que os que confiam nele serão como montes de Sião que não se abalam, mas permanecem firmes para sempre. Mais um dia que estamos tendo a oportunidade de estar na presença de Deus, possamos confiar que ele pode tudo e sem ele em nossas vidas não somos nada. Somos dependentes do Deus todo poderoso que tem nos guiado e nos amparado nesses dias de tribulação. Que todos os dias coloquemos nossas vidas sob a orientação do nosso todo poderoso, nosso Deus que é a nossa força, ele sabe o que é melhor para cada um de nós. Tenham um bom dia na gloriosa presença do nosso Deus!
Que a paz do Senhor esteja com você!!
SENHORAS: MUITA ATENÇÃO DURANTE A PANDEMIA!!!
Minha vizinha foi ao supermercado com o marido. Ela é muito resoluta, entra primeiro no elevador, prefere dirigir o carro do casal, até o carrinho de compras ele faz questão de conduzir, assim como escolher as mercadorias e fazer o pagamento.
Ocorre que somente ao chegar em casa e retirar a máscara (já estava quase tirando o vestido) percebeu que trouxera o marido errado!!!
"Muitas vezes, para mudar a atitude daqueles que nos cercam, simplesmente devemos mudar a NOSSA PRÓPRIA ATITUDE. Mudando a nós mesmos, poderemos mudar não só as nossas vidas, como a dos outros. Não há nada melhor do que influenciar os demais pelo exemplo, iniciativa ou proatividade."
(28/06/2015)
"Eu sofro de uma doença
Que afeta a mente, o corpo e a consciência
Derramo prantos, em meio a sofrências
Aos quatro cantos, em tantas querenças
Tem sido um banho diário, solitário
Ver-me chorando, andando calado
Verme na lama, o meu lema, estado
Sempre amando, amando…
Sem ser amado."
(03/02/2015)
"Infeliz, desfiz
As malas prontas na sala,
Por um triz, eu quis
A alma minha, com tala,
Libertar.
Contá-la minha saudade
A vazia vastidão da casa
Nestes dias-cão, de maldade!
Sem ela saber
Estaria indo a ver.
Mas desisti.
Na cama fria,
Silêncio, agonia
Amarga insônia
Companheira.
Delírios,
Dilemas.
Eu nem dormi..."
(08/12/2017)
"Eu vejo em mim uma criança, tão terna. Que tenta, com afinco, dirigir este veículo chamado 'Vida'. Recebido sem sequer ter tido aulas teóricas e práticas prévias, mapa ou, no GPS, traçado da rota. No meio longo do caminho, foi preciso - eu sei - dar algumas pausas, encostar na berma, respirar fundo a natureza derredor. Sem pensar nos desvios tomados, nas terras não pisadas, nas paradas mais demoradas. Sem se achar perdido demais, sem cais, querendo voltar os olhos atrás, ao retrovisor - ser honesto consigo. Apenas olhar, ereto - pairar o infinito. A perfeição onusta! Este desenho de pintar doado a mim, sem borracha alguma… e se perguntar: qual cor tomará esta venusta?"
(08/11/2016)
"Nesse céu de nuvens escuras que não me amedronta, vejo, feito criança, o brilho de relâmpagos. Recordo eu-menino sentindo pingos de chuva, vendo-os com as mãos e ouvindo de repente, na imensa noite silente, um recorte de um trovão. Então, já adulto, estendo meus olhos e toco esse lugar de ponta a ponta. Contemplo, por horas, uma tela pintada de saudades."
(03/03/2014)
"Às vezes, ficamos tão presos à nossa vaidade, ao nosso egoísmo, pensando em reclamar de tudo, que esquecemos de agradecer o que somos e o que temos. Daí então a vida esfrega em nossa cara exemplos de pessoas em situações muito mais precárias que a nossa e que agradecem todos os dias a vida que têm e vivem, apesar dessas dificuldades, sempre com um sorriso magnífico no rosto."
(30/11/2013)
ALMAS GÊMEAS
Interessante. A gente nunca se viu, mas desde sempre nos amamos. Nossos caminhos nunca se cruzaram (nesta jornada terrena), mas quando nos conhecemos em algum momento (escola, trabalho, eventos) ou no Facebook foi como se fôssemos amigos de infância, namorados na juventude, quem sabe amantes na fase adulta, em outras épocas (outras vidas).
Você pode até não ter se dado conta, mas sempre que nos Curtimos, Comentamos, teclamos, estamos sintonizados na mesma frequência. Todos os dias, ao trocarmos as Saudações Matinais ou noturnas, sorrimos felizes ao retribuir. Certa vez alguém me enviou pelo Messenger, esta frase: "Quando você sorri ao relembrar de alguém, é porque valeu a pena tê-lo conhecido." O amor é transcendental, é infinito, é incondicional. Façam um teste: Respirando profundamente seguidas vezes, repitam mentalmente várias vezes "Eu amo e sou amado. Eu respeito e sou respeitado. Eu ajudo e sou ajudado." Em poucos segundos uma agradável sensação de bem estar invadirá teu corpo, teu coração baterá mais forte, tua alma vibrará. Eu acredito.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP
América Menina, América Latina
Tão bela, tão formosa,
Nas mãos de gente ladina,
Te querem América latrina.
Quanta torpeza!
América, América Latina,
Abençoada pela Mãe Natureza
Teu povo tem triste sina.
Quando poderias ser fortaleza
Te fazem tão pequenina.
De governantes só vileza
E os políticos, qual aves de rapina,
Saciam-se na ingênua menina.
Invisíveis
Não posso fechar os meus olhos,
a cada esquina que passo sempre vejo o descaso,
em cada olhar vazio,
sinto um pouco da esperança aos pedaços.
São tantas pessoas,
tantas vidas procurando algum calor,
em meio a chuva, em meio ao frio,
permanecem invisíveis.
Os invisíveis somos nós,
os insensíveis nunca andam sós,
quem não enxerga os problemas reais,
não enxerga a própria razão de existir.
(César Jardim)
