Textos de Ignorância
A Rosa Inteira
William Contraponto
Na névoa fria da ignorância, broto,
um livro aberto é sol no meu jardim.
A mente é chão, mas só floresce o roto
que rega o verbo e poda o próprio fim.
A chama pensa antes de queimar,
e o vento sussurra ideias no grão.
Quem teme a dúvida, deixa de andar,
preso no espelho da convicção.
Sabedoria é faca de dois gumes:
corta ilusões, mas fere o coração.
São pétalas que o tempo não resume
sem se perder em busca de razão.
A rosa só é rosa inteira e viva
se guarda em si perfume e cicatriz.
O fruto nasce onde a raiz cativa,
e o pensamento é chão que pede bis.
Quem colhe cedo, perde o maduro;
quem crê demais, não vê o entrelinha.
O tempo ensina em passos tão obscuros,
mas cada luz é dúvida que germina.
Xará, Herdei seu nome e por ser seu neto talvez a sua ignorância, Desde que penso que me conheço O senhor sempre reclamava do paraíso e transformava no inferno, A sua imprudência de humilhar quem haja de estar presente na sua própria insegurança.
Talvez um dia você agradeça por tudo
Porque pra mim você irá partir com ódio e duvida de que podia ter feito dif
“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;”
(Atos 17:30)
O arrependimento que você adia é a corrente que continua te prendendo.
O diabo não precisa destruir alguém que vive adiando o arrependimento: a própria demora faz isso.
O mundo se afasta de Deus não por acaso, mas por escolha.
Ignorância, orgulho e incredulidade cegam os olhos e endurecem os corações.
Deus é amor, mas o que domina é a ambição, a ganância, a hipocrisia e a avareza.
Deus é paz, mas o mundo insiste em viver em guerras, em disputas de poder e invasões.
Deus é onisciente, mas o homem se coloca no trono, tentando dominar mentes e corações como se fosse Deus.
Deus é onipresente, mas o mundo se espalha em vaidade, determinando sua própria lei, esquecendo quem sustenta tudo.
Deus é onipotente, mas o poder humano se expande sem fronteiras, cada vez mais distante da fonte verdadeira.
Deus é justiça, mas a justiça do mundo é corrompida, vendida, manipulada.
A justiça dos homens não conhece a justiça de Deus.
O mundo pode se enganar, pode se exaltar, pode se perder em sua própria soberba.
Mas Deus permanece.
E diante Dele, toda mentira cai, todo poder humano se desfaz, toda injustiça é exposta.
Ignorância
O seu pensamento se perde no imenso vazio da sua mente,
Você esquece do lógico tão logicamente,
Faz uma conquista tão deprimente.
Na calada da noite, cala meu povo,
Na hora do dia, nega um alívio de novo,
Faz um discurso de poder, e nega poder se importar com o outro.
Tem ouro, tem riqueza,
Mas se afunda na sua pobreza;
No seu escasso pensamento eles cofiam um alívio para o sofrimento.
Você fala sem pensar, acerta em errar,
Ignora o meu plural e tenta nos domar,
Ignora o saber e ainda veste um formal,
Faz um discurso arrogante me acusando de imoral.
Quem ousa a escutar? Quem ousa em você votar?
Queimando os pneus, um fogo difícil de apagar,
Essa gente desesperada e você sem se importar.
Vê a mata, edifica teu ego,
Vê uma morte e se finge de cego,
Manipula uma massa enquanto não a pegam.
Como pode menosprezar a educação?
Para falar de poder de onde tirou tanta convicção?
Da onde tirou conhecimento para falar da constituição?
Como pode confundir liberdade com opressão?
Como pode endemoniar as súplicas vindas do coração?
Pega, pega, pega, pega ladrão!
Julga-o conforme as leis,
Mas ei,
Será que terá espaço para branco na prisão?
Ignorância, tradução,
Conhecimento disponível; atenção, não.
Não peço que pense e concorde comigo, só quero que pense!
Conhece a história, conhece as verdades,
Se faz de cego ou se faz de covarde?
Do meu povo a Militância, do seu a arrogância.
Nessa casa, nesse senado,
Dentre esses terá um bom deputado?
Dessas vozes que discutem,
Quem escutem minha gente?
Posso ter pouca relevância,
Porém não alimento vossa ignorância.
Esse barulho me atordoa,
E você não se importa!
Uma hora quem sabe doa,
Quando a morte bater a porta.
E ela não liga pra sua influência, bem menos a perdoa.
E os limites da minha ignorância se perdem na minha imaginação e me aprisionam em meu caminho árduo com obstáculos e a minha sabedoria se esconde entre as dificuldades e os obstáculos.
Não conheço meus próprios limites e são inevitáveis os moldes do amor e da loucura se fazendo certo com a perplexidade.
Propaga-se infinitamente com sabedoria em superar os sentimentos de ignorância que tentam confinar o coração.
Pensamento III
Ignorância ou liberdade
I.
Se a verdade liberta,
por que tantos fogem dela como se fosse fogo —
e acolhem a mentira como se fosse mãe?
Se há ordem nas estrelas,
por que reina o caos no coração?
O que distingue o dom da graça
da encenação fria do hipócrita?
Conhecer o bem e praticar o mal —
seria ignorância? Ou liberdade em rebelião?
II.
O que perdeu Deus ao dar o livre-arbítrio?
— O controle.
Mas o trocou pela chance do amor verdadeiro.
III.
Deus correu o risco do mal
para criar seres livres o bastante
para recusá-lo —
e, por isso mesmo, capazes de escolhê-lo.
IV.
O que separa o dom da graça
da máscara do hipócrita?
— A intenção:
um se entrega,
o outro apenas representa.
Descamuflando o ego para viver o propósito
Vivemos numa sociedade que romantiza a ignorância e desconfia da inteligência. Buscar conhecimento passou a ser confundido com vaidade, enquanto a superficialidade ganhou status de normalidade.
Hoje, pensar virou excesso. Refletir virou perda de tempo. Questionar virou ameaça.
Criou-se uma cultura de respostas rápidas, onde compreender profundamente parece desnecessário. O pensamento crítico foi substituído por opiniões imediatas, e a construção de ideias cedeu espaço à reprodução automática de discursos prontos.
Nunca estivemos tão informados — e tão pouco conscientes.
O conhecimento foi transformado em produto, em vitrine, em performance. Aprender deixou de ser um processo interno e virou algo que precisa ser mostrado. Enquanto isso, o verdadeiro saber, silencioso e profundo, segue sendo negligenciado.
Criou-se um ambiente onde quem aprofunda é visto como complicado, e quem permanece raso é considerado prático.
Mas pensar exige coragem.
Exige desapego de certezas.
Exige humildade para admitir que não se sabe.
Conhecimento real não serve para impressionar — serve para transformar.
Não alimenta ego — organiza valores.
E talvez o maior problema do nosso tempo não seja a falta de acesso à informação, mas a recusa em amadurecer a consciência.
Porque num mundo que se acostumou ao raso, escolher a profundidade não é vaidade.
É posicionamento.
Quando a inspiração chega,
vem de sobriedade e ignorância,
um turbilhão na cabeça,
dedos que obedecem sem perguntar.
Escrevo o que só quem viu entende,
fragmentos de Guarulhos
cravados na memória,
pensamentos vivos, permanentes,
como ruas que nunca se apagam.
A vida passa, a mente pira,
mas a escrita fica —
eco de tempos que só eu carrego.
De Uma Visão Relativa (Ignorância e Discernimento)
“Nenhum mestre nasce mestre; o mago nasce ignorante e ousa aprender.”
“A verdadeira ciência é a que arde, não a que se exibe.”
“O diabo encanta com talento; Deus ensina com silêncio.”
“Que a curiosidade não me leve às bestas, nem o orgulho aos abismos.”
“O conhecimento sem caridade é só vaidade travestida de luz.”
“Quem busca o sagrado para si mesmo atrai maldição; quem o reparte atrai o Reino.”
“A oração é a ponte entre o homem e seu anjo; a humildade é o degrau.”
“O discernimento é a espada que separa o mistério da mentira.”
Por que a Sabedoria NÃO Viraliza e a Ignorância Domina o Mundo?
Porque o Ser Humano ainda guarda no seu DNA os tempos das cavernas, onde tinham que se proteger dos predadores em grupos!!!
Então até hoje estas pessoas se sentem protegidas quando estão em MANADAS e REBANHOS, mesmo que seja para seguir quem está ERRADO!!!
PS: Por estas e outras a ignorância domina o TicToc e as Redes Sociais, falou besteira VIRALIZA!!!
Há muitas pessoas que nada sabem; contudo, o maior problema não reside na ignorância em si, mas na atitude de fingir saber. Ao assumir tal postura, acabam por fechar a porta à oportunidade de aprender, pois quem acredita já possuir o conhecimento dificilmente se dispõe a buscá-lo.
Assim, a verdadeira limitação não está no não saber, mas na recusa silenciosa de reconhecer a própria ignorância e transformar essa consciência no primeiro passo para o aprendizado.
A ignorância não é apenas uma falha de conhecimento; muitas vezes é uma escolha de conforto.
A mente obtusa não busca o que é certo — busca apenas confirmar a própria ilusão na qual já decidiu acreditar.
Muitos preferem a sombra confortável da caverna a encarar a luz intensa da realidade.
Sair da caverna exige coragem — não apenas para ver o mundo, mas para encarar a própria ilusão.
O problema não é a ausência de provas, mas a recusa deliberada em entendê-las.
Não é a falta de evidência que mantém os homens na ignorância, mas o apego às sombras que aprenderam a chamar de verdade.
Muitos preferem a tranquilidade da caverna à luz que revela a realidade, pois sair dela exige mais do que enxergar o mundo — exige coragem para abandonar as próprias ilusões
Tentativa
Como era doce
a ignorância que aqui me trouxe.
Prazer — chamavam-me de esperto.
Agora me proclamo louco,
talvez o único consciente.
Aqui me chamam de desobediente,
e até inconveniente.
Se lamente.
É o que faço diariamente.
Não pense.
Não tente.
Infelizmente…
do que vale pensar diferente
num mundo que escolhe
quem apenas sente?
Não é continuação.
São palavras que chegaram à minha mente,
como sempre, algo diferente.
Trouxeram uma sensação de presente —
talvez eu esteja vendo o mundo
por nova lente.
Se eu estiver nas garras do futuro,
ou nas minhas próprias — pois não sou puro —
sou mais do mesmo,
e de mim mesmo não esqueço.
Talvez por mim mesmo pereço.
Posso dizer que não mereço
Mas nem eu sei meu preço
Eu minto talvez por extinto
Por mais que não pareça eu sinto
Tentar se expressar que ironia do falar
Pior que isso só querer se encontrar
falam como se tudo pudesse mudar
Não é como se bastasse não se calar quando o mundo decide que vai falar
Por mais um aí
ALIENAÇÃO PARENTAL
Alienar uma criança é matar, desestruturar. Covardia não esquecida. Ignorância pura e sabida,que geram traumas, que podem durar por toda uma vida. Até a criança crescer, tornar-se adulta e entender que o errado do "seu ser" era mero reflexo do ser que não foi o que deveria ser.
Envelope lacrado - o poema
O sarampo a vacina a ignorância a cloroquina o panelaço...
Tudo de acordo com a troca de delegados que facilitassem a pistolagem.
Mortandades sem amparos. Mortes sem velórios. Abin de Dentro, Abin de Fora...
Temas contraditórios secretamente orçamentados e perpetuamente envelopados.
Tudo muito bem lacrado, sem contraordem ou palavrório.
Santo Nordeste, o Senhor livrou-me de um estado teocrático, afegão.
Que Deus vos guarde no coração.
Naquela noite, a carreata, a multidão na praça. Recuperei a cabeça.
Vendi o caixão. O mundo se renovou dentro de mim.
Na aldeia de labirintos, passou uma fanfarra.
A polícia derreteu os metais da orquestra.
Tímpanos pífios, orquestrações de fugas, helicópteros raptados aos céus de Sevilha:
muambas viajando em drogas de aviões blindados. Os mais espertos correram a Miami. Os mais otários invadiram palácios.
Perdeste, mocinha! Deu ruim para sua festa!
Que onda é essa de bíblia do mal?
Bíblias com bombas, all inclusive?
Popcorns, Escaravelhos Scor&piões... Nem o capeta entendeu.
Ações criminosas se resolvem na Papuda.
Comprei um trevo para imaginar-me pessoa de sorte. Antes que me esqueça.
Amnesty é o Caravaggio!
Sobre a Nossa Ignorância
Demétrio Sena - Magé
Então você determina, por ignorância e soberba, e com base no livro sagrado de sua religião, que o seguidor de outro livro irá pro suposto inferno, depois da morte. Ao mesmo tempo, o seguidor do livro sagrado de outra religião determina, pela mesmíssima ignorância e semelhante soberba, que você, como seguidor de outro livro sagrado, é que irá pro inferno.
São muitas, as diferentes escrituras que regem religiões diferentes. Todas elas determinam entre si, que as outras escrituras são falsas. Algumas até regidas pelas mesmas escrituras dizem que as interpretações das outras estão erradas. Que os outros seguidores estão em caminhos de perdição. Em todos esses casos, a ignorância e a soberba estão acima do amor pregado por todas as religiões. O desejo de colocar cabresto no outro e dominar todas as outras vertentes alcançáveis de fé se torna maior do que a própria fé como um todo.
Em minha ignorância como ser humano, sou avesso à fé religiosa. Qualquer fé. Meu ateísmo nunca tentou garantir que as religiões, quaisquer que sejam, não valem nada. Nem consigo assegurar a mim mesmo que o meu caminho tem um destino seguro. Apenas me sinto em paz. Enquanto me sentir em paz, não entrarei em nenhuma guerra para provar que minha ignorância e minha soberba são superiores à ignorância e à soberba do outro.
Leio muitos livros. Quase todos profanos. Alguns sagrados, porque valorizo conhecer as ignorâncias e sabedorias diversas. Ninguém os lê para mim nem compreende ou decodifica por mim. Sou pela diversidade; o meu tema é a simbiose de realidades, culturas e desafios do mundo. Considero sagrado ser livre para sentir, decidir e pensar por minha conta e risco.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Lógica e ignorância
Agilson Cerqueira
Ao saber o desconhecido,
me contive...
Fiz uma reflexão, e me curvei agradecido!
Lucidez sensata ou sabedoria?
Fiquei em silêncio!
Fiz o controle da respiração!
O tempo e a paciência angustiantes...
Um corpo ocupando o espaço desconhecido!
Enfim, a certeza das limitações!
Ignoro a lógica...
Continuo em silêncio!
Xi Jinping x Influencers
A China desligou o microfone da ignorância.
Xi Jinping ergueu o olhar e decidiu:
no palco digital, só fala quem sabe o que diz.
Quem ousar falar de medicina, finanças, direito ou educação
terá que provar o saber,
não bastam os filtros, nem os sorrisos, nem o número de seguidores...
Pequim diz que não censura,
apenas regula o delírio.
E talvez, pela primeira vez,
a loucura precise mesmo de um manual.
As redes, esse novo Coliseu,
deram megafones à ignorância,
e o espetáculo da desinformação
virou entretenimento diário.
Influencers vendem cura,
pregam riqueza,
ensinam sem saber,
enganam sem remorso.
O Ocidente chama isso de “liberdade de expressão”.
Mas que liberdade é essa
que aprisiona o pensamento
nas grades do algoritmo?!
O palco é imenso,
o senso, pequeno.
Na China, são bilhões de vozes,
e o mercado da influência vale fortunas.
No Brasil, multiplicam-se
os que vivem de luz,
ou do reflexo dela.
Milhões criam conteúdo,
poucos criam consciência.
Diploma é detalhe,
o que vale é o alcance.
E assim seguimos,
tateando a beira do abismo digital,
onde o eco do nada se confunde
com o som da fama.
Pequim age por diagnóstico,
nós, por impulso.
Eles tentam curar a febre.
Nós ainda aplaudimos a febre.
E a pergunta fica suspensa no ar,
como um post sem curtidas:
será censura ou sanidade?
Resta saber o que o Brasil fará à respeito...
✍©️@MiriamDaCosta
