Textos de grandes Pensadores

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O mundo como vontade e representação, propõe um sistema metafisico em que a vontade é vista como essência do universo e da existência. O prazer, assim, não seria mais do que a satisfação passageira do desejo,ou seja, a breve negação da vontade, que logo se recomporia e imporia de novo a dor da insatisfação. Por isso, a filosofia de Schopenhauer é considerada um modelo de pessimismo.

Eu estava em uma profunda crise existencial. Einstein sabia o quão profundo, encantador e ao mesmo tempo impossível seria escapar do espaço-tempo. Eu era uma menina incomum. Estava bem claro, desde sempre, que eu não seria mais um pontinho no meio do pontilhado humano. Eu tentava, ao menos, ser diferente e não optar pelas mesmas escolhas erradas que outros haviam optado ao longo dos séculos. É magnífico estar viva, estar neste planeta redondo, achatado nos pólos, ter o livre-arbítrio e se incomodar, questionar, sobre o funcionamento das coisas e sobre a barreira moral que as dificultava e as impedia. Fascinante mesmo é ser curiosa em relação às coisas, e não às pessoas. Fascinante mesmo é olhar para cima sem medo de observar os planetas, as constelações, imaginar as galáxias vizinhas, sem o receio de se perguntar se existe vida lá fora. Uma vez eu li, uma frase de algum sábio, que dizia que o primeiro passo em relação às novas descobertas é se livrar, negar a verdade aceita. Se Arthur Eddington não tivesse se questionado sobre a teoria gravitacional, a fantástica e ao mesmo tempo errada “ordem das coisas” de Newton, jamais teria encontrado um jeito de provar a teoria da relatividade e dar sentido ao universo curvo de Einstein.

Contra o Arrependimento

O pensador vê seus atos como tentativas e questões para obter explicações acerca de algo: sucesso e fracasso, para ele, são antes de tudo ‘respostas’. Irritar-se ou mesmo sentir arrependimento, porque alguma coisa deu errado — isso ele deixa para aqueles que agem por terem recebido ordens, e que podem esperar uma surra, caso o seu senhor não se satisfaça com o resultado.

E a filosofia, como dizia o mestre Platão, nasce do espanto. Quem perde o espanto pelas coisas, perde a vida em grande parte. Se mantenho o gosto pela vida, apesar de não ser uma pessoa de temperamento alegre, é porque nunca perdi o espanto pela vida. E o espanto é o irmão gêmeo do encantamento.

Jovens: sabia que a geração de você não é a primeira a aspirar por uma vida plena de beleza e de liberdade? Sabia que todos aqueles que o precederam sentiam no coração aquilo que você sente hoje e que depois foram vítimas do ódio e da infelicidade? Sabia que todos aqueles desejos ardentes que você possui, somente vão se realizar se você for capaz de exercer amor e compreensão pelos homens, animais, plantas, e estrelas, de tal forma que cada alegria será também sua alegria, e cada dor também sua? Jovem, abra os olhos, o coração, abra as mãos e fuja daquele veneno que seus antecessores sugaram avidamente da História. Só então o mundo inteiro há de se tornar a pátria de todos vocês, e seu trabalho, seus esforços, se espalharão como bençãos sobre a Terra.

Não sou ateu. O problema aí envolvido é demasiado vasto para nossas mentes limitadas. Estamos na mesma situação de uma criancinha que entra numa biblioteca repleta de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito esses livros. Ela não sabe de que maneira nem compreende os idiomas em que foram escritos. A criança tem uma forte suspeita de que há uma ordem misteriosa na organização dos livros, mas não sabe qual é essa ordem. É essa, parece-me, a atitude do ser humano, mesmo do mais inteligente, em relação a Deus. Vemos um universo maravilhosamente organizado e que obedece a certas leis; mas compreendemos essas leis apenas muito vagamente.

Se você quer que seus filhos sejam espertos, leia os contos de fadas; se quer que eles sejam mais inteligentes, leia mais contos de fadas. Quando examino a mim mesmo e meus métodos de pensar, chego à conclusão de que o dom da fantasia significava mais para mim do que qualquer talento do pensamento abstrato e positivo.

A emoção mais bela que podemos experimentar é o sentimento do mistério. É a emoção fundamental que está no berço de toda a verdadeira arte e ciência. Aquele que desconhece essa emoção, aquele que não consegue mais se maravilhar, ficar arrebatado pela admiração, é como se estivesse morto; é uma vela que foi apagada. (...) Sentir que por trás de qualquer coisa que possa ser experimentada há algo que nossa mente não consegue captar, algo cuja beleza e solenidade nos atinge apenas indiretamente: essa é a religiosidade.

Albert Einstein
Como vejo o mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011.

Nota: Trecho adaptado.

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Não consigo conceber um Deus pessoal que tenha influência direta nas ações dos indivíduos ou que julgue as criaturas da sua própria criação. Minha religiosidade consiste numa humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que conseguimos compreender sobre o mundo passível de ser conhecido. Essa convicção profundamente emocional da presença de um poder superior racional, que se revela nesse universo incompreensível forma a minha idéia de Deus.

Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Por­que se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A não ser assim, ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que a uma criatura harmoniosamente desenvolvida. Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas angústias para determinar com exatidão seu lugar exato em relação a seus próximos e à comunidade.

Todos, no entanto, podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total. Dou a isto o nome de religiosidade cósmica e não posso falar dela com facilidade já que se trata de uma noção muito nova, à qual não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico.

Albert Einstein
Como vejo o mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.

Porque seu filho (a) não acredita em Deus?!
- Estou lendo Nietzsche e Platão ao mesmo tempo e refletindo como os jovens estão todos os dias mais distantes do divino. Mãe e pai, não existe um ódio por parte de seus filhos e nem tão pouco o não aceitar que Deus existe, eles só não acreditam e isso não é de todo um mal. Vejam o que passam em sua família, seu lar, vejam quantos sofrimentos você mulher, você homem sofrem para dar u o pão de cada dia, vejam quantos de seus parentes são víboras, cobras e principalmente vermes que não fazem nada, mas se pautam na religião, vejam a educação crítica que você deu, note eles estão colocando em prática. Mesmo Nietzsche sendo crítico de Platão, precisa usar a Republica para lembrar-se da Caverna e seu mito. Seus filhos não conseguem entender porque vocês sofrem tanto, são tão ingênuos, aceitam sofrer e porque nestas horas o todo poderoso não se faz presente.
Que tal passarmos a não informar para eles (as) que: Deus quis assim, Deus sabe o que faz, Deus prepara algo melhor para nós. Pegando agora o próprio Heráclito que se baseava no divino para entender, ele colocava que o mundo, é um fluxo permanente em que nada permanece idêntico a si mesmo. Tudo se transforma no seu contrário. E o fogo como princípio eterno, agora começam a entender porque inferno criado pela Igreja Católica e envolvida em fogo. Você acha mesmo que a aulinha que ministrei para seu filho falou só que “É impossível entrar no mesmo rio duas vezes”? Não, expliquei que o fogo que significa mudança, instabilidade se opõe radicalmente ao ar que representa o céu, o repouso em que Deus é fonte confiável do conhecimento e da ordem. Expliquei que existe o tal do livre arbítrio que naturalmente você escondeu e agora sofre com isso, mas não se preocupem, muitos tem um bom caráter e farão o bem por saberem discernir o que deve ser feito. Eles não deixaram de acreditar em Deus, eles só não aceitam o seu, os seus deuses.
E pare de ficar postando Nietzsche no face, Nietzsche é erudito, sendo assim uma boa metáfora para o erudito é compará-lo ao verniz, pois este autonomiza o objeto em relação ao sujeito, algo que torna o conhecimento petrificado, numa prática contínua de deixar o passado, ou o conhecimento de outros povos, sempre válido para o presente. Os mais qualificados usam de maneira ponderada e vem vocês postando como se fosse nuggets de pizza.
Não estou pedindo desculpas, afinal, fiz de propósito.

Inserida por ProfGlaucoMarques

⁠Controle dos Desejos nas perspectivas de Platão e Nietzsche

A questão de como o ser humano deve tratar o desejo é um tema debatido desde a época de Sócrates (400 a.C.) e continua sendo relevante na era da inteligência artificial. Platão e Nietzsche são dois pensadores que abordam o tema de maneira divergente, sendo um assunto pertinente para reflexões contemporâneas.

Em primeira análise, Platão, na obra “A República”, afirma que “Eis a messe de males que recolhe o indivíduo de alma mal governada e que há pouco classificamos como sendo o mais desgraçado dos homens”. Ou seja, quando o desejo ultrapassa os limites e busca governar a alma, o corpo torna-se desordenado, semelhante a uma cidade governada por um tirano.

Em segundo lugar, Friedrich Nietzsche, em “Além do Bem e do Mal”, declara que “Envergonhar-se da própria imoralidade é um degrau da escada no extremo”. Para ele, o ser humano não deveria se envergonhar de praticar uma imoralidade; e os desejos não deveriam ser reprimidos. Nietzsche acreditava que a negação dos desejos era um ponto de fragilidade, propondo que o ser humano deve aceitar seus desejos como uma manifestação natural de sua existência.

Destarte, é necessário destacar que princípios morais universais são válidos independentemente de interesses pessoais ou desejos individuais. Ações baseadas apenas no desejo pessoal inevitavelmente colidem com os valores de outras pessoas. A habilidade de lidar com os desejos pode evitar conflitos éticos e conduzir o homem ao senso de justiça. Para evitar isso um colapso social, é necessária uma lei universal que transcenda os interesses individuais. Esta lei pode ser encontrada no entendimento de que existe um Deus que nos ensina a amar ao próximo como a nós mesmos.

Inserida por R_drigos

Nietzsche dizia que no caos de nós próprios é que se originam estrelas. E eu concordo. Só deixamos sorrir, porque um dia também tivemos que chorar. Sei que muitas vezes estamos diante de situações que fogem às nossas expectativas e precisamos nos reinventar. Mas o caminho sempre existe e nos permite a chance de ver o bonito. Aproveite a sua vista. Aproveite o seu momento. Aproveite a vida. Se deixe olhar.

O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer 'isto é meu' e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: 'Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém'

Quem dirige os homens não deve dirigir as leis, quem dirige as leis não deve, pela mesma razão, dirigir os homens; do contrário, suas leis, ministras de suas paixões, perpetuariam muitas vezes suas injustiças, e ele jamais poderia evitar que intuitos particulares alterassem a idoneidade de sua obra.

Da auto-observação:

Nunca gostei de quebra-cabeças, acho estúpido. Desde os tempos de criança, nunca me atraíra a fastiosa e insuficiente tarefa de juntar pedaços de uma imagem que já existia e fora vista e fotografada ou criada por outrem. A tarefa, de montar um quebra-cabeças, é de tal cretinice que oferece apenas uma lenta e torturante busca e encaixes de peças...
Por óbvio, nunca fui bom em montar quebra-cabeças e isso vez ou outra me rendeu uma crítica ácida e até cruel...

Eu também não sei pintar, mal consigo controlar, finamente, uma caneta para desenhar simples letras, por isso nem me atrevi a aderir a onda de pintar esse livrinhos de colorir, tão em evidência na atualidade. Preencher espaços delimitados, colorir a realidade criada por outrem ? Não, não é para mim, desprezo, recuso !

E ainda assim, quando escancaro que a solidão é dor terrível, que por vezes me toma de assalto, quando digo que a vida insuficiente não me basta e grito por paixão, romanticamente, me oferecem pedaços de pessoas destruídas, dilaceradas, para que eu os junte, a fim de realizar algum amor medíocre...

O óbvio mais uma vez se põe, não me permito tamanha indignidade.

[Pensar Com Cabeça Alheia] -

Ler significa pensar com cabeça alheia em vez de pensar com a própria. O furor que a maioria dos eruditos sente ao ler constitui uma espécie de fuga vacui do vazio de pensamentos da sua própria cabeça, que faz força para atrair para dentro de si o que lhe é estranho: para terem pensamentos, precisam de aprender nos livros da mesma forma que os corpos inanimados recebem movimento apenas do exterior, enquanto os dotados de pensamento próprio são como os corpos vivos, que se movem por si mesmos.
Em relação à nossa leitura, a arte de não ler é extremamente importante. Ela consiste em não aceitar o que o público mais amplo sempre lê, como planfletos políticos ou literários, romances, poesias e similares, que só fazem rumor naquele momento e até atingem muitas edições no seu primeiro e último ano de vida.
Exigir que um indivíduo conserve na sua mente tudo o que já leu é como querer que ele ainda traga dentro de si tudo o que já comeu na vida.

Hoje o ensino universitário está permeado pelo discurso. Quem discursa bem é o melhor. Parece muito com a Ágora grega, nos tempos dos sofistas ( termo pejorativo atribuído por Platão, mas que por outra interpretação eram os caras do momento). Hoje não mudou, apenas as roupagens mudam. Quem dera se um dia eu chegasse a ser um bom sofista.....

Eu, aliás, quando sobre filosofia digo eu mesmo algumas palavras ou as ouço de outro, afora o proveito que creio tirar, alegro-me ao extremo; quando, porém, se trata de outros assuntos, sobretudo dos vossos, de homens ricos e negociantes, a mim mesmo me irrito e de vós me apiedo, os meus companheiros, que pensais fazer algo quando nada fazeis. Talvez também vós me considereis infeliz, e creio que é verdade o que presumis; eu, todavia, quanto a vós, não presumo, mas bem sei.

(Em "O Banquete")