Textos de Filosofia
O QUE A MATRIX TE DÁ?
Há muito que tem se feito: um árduo trabalho para se levar a justiça, paz, a liberdade, a verdade e a luz naqueles que se encontram na escuridão e preso na ignorância causado pelo sistema denominado matrix. Enquanto filósofo: Eu te mostro o caminho da verdade, mais tu me rejeitas, eu te falo a verdade mais tu me odeias; eu te mostro o por quê da minha subversão e tu me persegues. Reajo contra toda injustiça que o sistema comete contra você e ainda assim tu continuas a defende-lo e abraçar o teu opressor. O que queres afinal de conta? Qual é o propósito que você pretende para tua vida? Nós filósofos, temos caminhado todos os dias em direção ao saber e buscando incessantemente a verdadeira luz, afim de iluminarmos a todos que se encontram preso na caverna para melhor conseguirem sairem dela e seguirem o trilho (caminho) que os levará em direção a liberdade. Apesar do nosso esforço árduo em prol do povo, em prol da partilha da verdade e de uma nação com liberdade, mesmo assim muitos não têm reconhecido o peso e o valor da nossa dedicação e entrega total e imparcial no que concerne no combate contra: injustiça, opressão e defasagem em todos os sentidos que a matrix promove e incentiva á todos os órgãos de informação e instituições académicas e governamental. Nós (filósofos) temos nos entregado de forma integral e cabal. Apesar das perseguições, dos boicotes e lixamentos que temos sofridos, temos permanecido íntegro apesar de estarmos enfrentando os ventos impetuosos que sopram contra nós, dificultando o nosso trabalho e a nossa missão. Temos dado a nossa vida em prol da liberdade do povo e da nação mais mesmo assim muitos dos que temos defendido a sua causa e os seus direitos: têm levantado o seu calcanhar e suas mãos contra nós. Aplicam a lei farisaica contra nós, dizendo: crucifiquem, crucifiquem. Porque nós não precisamos de filósofos para poder pensar: por que nós já temos: as escolas, as universidades, a igreja, o pastor e o estado. Porquê termos um filósofo por perto, se estás instituições já nos ajudam e nos ensinam a pensar e a raciocinar? Quando isto acontece o que saem a ganhar são os tais chamados de: Caifás e Anás, aqueles que incitam o povo a se rebelar contra o seu salvador aquele traz a verdadeira Luz para todos que se encontram preso do sistema governado pela matrix. Parece um conto de fada mais é o que muitos de nós filósofos passamos, enfrentamos e suportamos diante das multidões corrompida e corroída pelo sistema que tudo faz para enganar, roubar, matar e destruir em prol do poder. O que faz muitos nos odiarem e perseguirem não é a nossa riqueza material e muito menos o nosso dinheiro. Mais sim a forma como usamos o nosso know e acima de tudo: por ensinarmos como usar o aplicativo chamado cérebro. Apesar deste bem que fizemos e doamos somos combatidos e odiado pelas massas que pensam que são livres mais são escravas do sistema. Será o que você ganha do sistema é mais valioso do que a tua liberdade para aceitares seres escravo da matrix?
Pedaços, Pedaços, Pedaços e mais Pedaços
Eu não quero pedaços grandes para eu me sujar, quero pequenos e doces capazes de eu aguentar.
Prefiro os pedaços pequenos e doces da vida, porque promessas grandes demais quase sempre machucam.
Aprendi a querer pouco e doce, porque o muito sempre vem com dor.
Prometeram o mundo, mas deixaram cicatrizes. hoje, só aceito migalhas que não machucam.
Pedaços grandes demais costumam sufocar; por isso escolhi o que é pequeno, sincero e leve.
Já me perdi em promessas enormes. agora só quero o que cabe no coração sem ferir.
Cansei do exagero que fere. Me contento com o pouco que não me faz sangrar
Ruídos Alheios
A vida é um trabalho contínuo
De parar cada pensamento
E questioná-lo até descobrir
Se ele é nosso mesmo
Ou se pegamos ele na rua.
Spoiler:
A maioria herdamos de nossos pais e de pessoas próximas.
E pensando bem, grande parte de nossas certezas não foram nem conclusões nossas...
Com a palavra,
Alice Coragem.
*A Libertação da Roda de Samsara*
A libertação da roda de Samsara, ciclo de nascimento, morte e renascimento no mundo material criado pelo Demiurgo, identificado por muitos gnósticos e místicos como Javé, o Deus do Antigo Testamento, é alcançada através de um conhecimento gnóstico, um despertar interior que transcende a informação intelectual. É um processo de auto-descoberta e iluminação que permite ao indivíduo romper as correntes da ignorância e do sofrimento, libertando-se da prisão do ciclo de morte e renascimento, e alcançar a reintegração total com o Absoluto, a Fonte Divina incognoscível, recuperando assim sua verdadeira natureza divina e alcançando a liberdade espiritual plena.
A busca interior que conduz à libertação envolve uma profunda introspecção, meditação e contemplação espiritual, permitindo que o indivíduo transcenda as limitações do ego e da mente racional, e acesse a sabedoria espiritual que reside em seu interior. Através dessa jornada de autoconhecimento e iluminação, o buscador pode experimentar a união com o divino e alcançar uma compreensão profunda da sua verdadeira natureza, libertando-se assim das amarras do mundo material e alcançando a paz e a liberdade espiritual.
É fundamental ressaltar que essa jornada de libertação é uma experiência profundamente pessoal e individual, que não pode ser intermediada ou encurtada por nenhuma instituição física ou autoridade externa. A verdadeira liberdade espiritual só pode ser alcançada através do esforço pessoal e da busca interior, sem depender de dogmas, rituais ou hierarquias. Cada indivíduo deve percorrer seu próprio caminho de autoconhecimento e iluminação, sem esperar que terceiros possam fazer isso por ele.
Habitar-se é um tipo de exílio sagrado!
Sinto como se não tivesse sido feito da mesma matéria dos outros.
Minha infância era um espelho embaçado,
onde ninguém parecia me reconhecer.
E compreensível ou não, as vezes ainda carrego a mesma sensação,
como se o mundo me oferecesse moldes
que nunca abrigaram a forma da minha alma.
Tudo em mim
sempre foi um pouco desalinhado,
como se eu dançasse um ritmo
que só meu peito escutava.
Descompassado ou não, era o espetáculo que eu entregava - sem holofotes,
Sem plateia, somente a alma.
Nunca vi como os outros viam.
O mundo me parecia um palco deslumbrante e distante
e eu, um espectador melancólico,
sentado à beira do próprio abismo,
tateando sentidos com olhos em carne viva.
Ainda assim,
sempre que alguém cruzava o meu destino,
eu me doava inteiro!
Sem reservas,
sem cálculos,
sem planos de fuga.
Investia o que em mim era força,
o que era luz,
e até o que eu sabia que me faria falta depois.
Porque amar, mesmo que em ruínas,
é para mim,
uma das formas mais sinceras de tocar a vida que se deseja.
Mesmo que por um instante,
eu me permitia vibrar naquela realidade sonhada!
Ali onde o toque era cura,
a presença era templo,
e o “agora” … bastava!
Mas depois do “até logo”,
a maré me levava de volta à margem de mim.
Fechava os olhos ao mundo
e encarava, no escuro,
as rachaduras que ninguém via.
Tentava, com as mãos nuas,
tapar os vazamentos da alma,
ainda que tudo escorresse pelas frestas do silêncio.
Às vezes parecia inútil.
Às vezes era mesmo.
Mas nunca deixei de tentar.
Nunca deixei de viver com tudo que carrego.
Porque, mesmo nos dias em que a existência dói,
ainda creio que viemos experienciar a vida!
E por inteiro!
Não só o riso,
mas também o pranto,
o vazio,
as perguntas que giram sem respostas, nem repouso.
Creio que todos os dias são bonitos.
Mesmo os que machucam,
os que confundem,
os que silenciam demais.
Bonitos porque existem,
porque me atravessam a alma,
e sobretudo, me ensinam!
Alguns chegam com flores,
outros com pedras,
mas todos me convidam a sentir.
E em todos,
me mantenho aceso.
Contudo, alguns são apenas sobrevivência,
tormenta mental sem fim triunfante,
um salto visceral para os corredores mórbidos das camadas que me compõem.
E então compreendo, em silêncio:
as partes que em mim se partiram
não pedem camuflagem,
pedem reconhecimento.
Como ensina o Kintsugi,
não é preciso ocultar a rachadura -
é nela que o ouro se deposita.
É o que rompeu que revela,
é o que feriu que desenha
a cartografia exata do que sou.
E talvez, a beleza mais honesta
não esteja na perfeição preservada,
mas na imperfeição assumida
e transformada.
Porque habitar-se é um exílio, sim,
mas é também a única forma
de não se perder
no mundo dos que jamais se permitiram sentir demais.
Nem sempre por vontade,
às vezes só por não caber em lugar nenhum.
E quando não se cabe,
volta-se.
Para dentro, para perto,
para algo que ao menos ecoe,
para onde a existência faça algum sentido - mesmo que breve.
É ali, nas entrelinhas do sentir e do viver,
no ateliê invisível do tempo,
que acolho meus cacos com reverência
e os ressignifico em arte —
não para esconder a dor,
mas para deixá-la visível,
abrilhatada com ouro,
com presença e vida.
- Por Daniel Avancini Araújo
Nada se compara ao ato de acolher!
Acolher é partilhar amor - um gesto que revela cuidado, compreensão e entrega.
É a marca viva de Jesus neste mundo - imitador Dele - filho de Deus.
"1 João 2.29 - Visto que sabemos que Deus é sempre bom e só faz o bem, podemos corretamente supor que todos aqueles que fazem o bem são seus filhos".
Ergo-me na arena do próprio abismo,
onde o eu se fragmenta em mil centelhas,
buscando forjar-se na chama do querer —
não para existir, mas para criar sentido.
Cada passo é um martelo erguido
sobre as correntes do hábito e da lei,
e o coração, ao pulsar sua forja interna,
martela o mundo em novos ritmos.
Não temo o vácuo que escuta o grito,
pois vejo nele a vastidão do possível;
o ser que supera o peso do próprio ser
ergue as asas no sopro do eterno retorno.
Aqui, no limiar do nada e do tudo,
descubro que o poder não é domínio,
mas a dança audaz de afirmar a vida
mesmo quando a dor sussurra vitória.
Que o sol reapareça em cada queda,
e que eu seja o artífice da própria aurora.
Sabedoria por usufruto da experiência.
Certa vez, o passado perguntou:
- Você aceitaria vivenciar todos os momentos de tortura da sua alma, novamente?
O presente respondeu:
- Não. Tenho muito medo daquele passado.
Então, o passado não convencido da resposta do presente, continuou com as perguntas e inserindo algumas outras propostas para o presente, desejos egoístas, carnais, financeiros, materiais, e assim em diante. Não sendo satisfatória a resposta, continuou, só que dessa vez inserindo a abordagem do sentimento de medo.
Foi assim que o presente resolveu conversar com o seu Deus, repassando para ele a informação do quanto estava amando o seu presente, o quanto foi doloroso o seu passado e que não o viveria novamente porque já tinha passado nessa lição, fechou os olhos e disse:
- Deus, eu quero que faças o que for justo e perfeito para mim, peço -lhe perdão pelos erros, mas eu espero ser feliz e continuar caminhando nos teus planos para minha vida e para as leis de evolução do plano Terra. Desejo também que o passado se cure, encontre algo que o faça feliz de verdade.
E foi assim que o passado ficou no passado, e o momento presente caminhou rumo ao seu futuro.
Por que você levanta pela manhã?
Para trabalhar. Para estudar. Para comer, etc.
Por que você trabalha?
Para prover sustento, cumprir meu papel social, ser útil, cumprir minha missão no mundo.
Por que devo ser útil?
Para fazer algo da melhor forma possível. Para servir. Para alcançar aquilo em função de que (To kαθ o) um indivíduo é bom, segundo Aristóteles, o Bem.
Por que o bem deve ser atingido?
Para completar o ser, dar sentido a vida, aproximar do bom, do ideal, do belo, do reto, da Verdade.
Por que se aproximar da verdade?
Para ser feliz em espírito e em verdade. Para, novamente, nos aproximar do bem absoluto. Nos aproximar de Deus.
Deus é a razão que motiva nosso levantar a cada manhã
"A efemeridade se justifica através do viver. Quando me estresso, o faço pelo que já ocorreu, quando anseio, por algo que talvez nem aconteça como espero, bem ou mal.
Ambas reações por fatos que não pertencem ao momento presente.
Creio que o paraíso seja um estado de presente continuo, o inferno o passado e a expectativa futura o purgatório da alma-mente-psique".
Essa entrega insana e total de si mesmo à imagem, à opinião alheia, ao virtual... esvaziou a humanidade da essencialidade do seu "eu" e do viver bem coletivamente! O que resta, é este vazio existencial contemporâneo, os altos índices de depressão e esta escassez de valores e indivíduos sadios!
Estamos cada vez mais perdidos em nós mesmos e inaptos para a coletividade?
Um funcionário público é sempre alguém treinado para defender e lutar pelo Estado.
Desconfie sempre, pois qualquer pessoa é falha e defende primeiro seus próprios interesses corporativistas. E os interesses corporativistas de um funcionário do Estado passam obrigatoriamente por fortalecer o Estado em detrimento do cidadão comum, por mais que a narrativa seja o contrário.
Vós sabeis que, além do batismo da regeneração, no qual foram lavadas as manchas do pecado, nos foi divinamente concedido este remédio para a fraqueza humana: qualquer culpa contraída durante a permanência terrestre é apagada pelas esmolas.
Com efeito, as esmolas são obras de caridade e sabemos que “a caridade cobre uma multidão de pecados” (1Pd 4,8).
Difícil é ser bom
Mas quando acontece, as coisas tornam-se simples
Ser mau é muito fácil
Fácil acreditar na sua própria filosofia
Mas torna-se mau, isso sim é difícil
Porque a dor é um plangor difícil de ouvir.
Invejável é o ser que permanece bom, inabalável é o seu eu.
Porque permanecer bom é tão dificil quanto torna-se mau.
Por além do véu...
Olhai e percebei
Nas entrelinhas
do lídimo,surge latente
um histórico engodo.
Sentirás a dor de quem outrora manipulado foi,
Ora pela crença, ora pela propaganda.
Cansado esteve de orar, sem respostas alcançar.
Sagrada era a letra que agora considera morta, como:
Uma multidão às ruas, para um "mito" vangloriar!
Tua Vontade, clama por liberdade...
Já não espera na divindade tardia.
Cruzasse o limiar das grades mentais,
Elevaste a potência do intelecto,
Das artimanhas sociais tornou-te contraponto, e das leis matriciais um jogador.
O mundo está cheio de pessoas interessantes
Chegando de um lugar
Já se preparando para ir a outro
Sem muito apego
Pois a competência e o afeto
São fatores que fascinam
E tudo que fascina
Logo tem data
Logo acaba
A doçura
Vai esfarelando perante os olhares
E quando já haver conformismo
Verás então que como uma droga
Precisa de cada vez mais
Para se ter surpresas
Tais surpresas
Vêm de segundas intenções
De ambiciosos
Que não conhecem tanto
Eu não conheço tanto
Você também não
Nada lhe pertence
Como deveria
Nada lhe entrega
O tão estimado dos poetas
"O custo da humanidade: Medo"
O peso do mundo é o medo
O medo da perda, qualquer perda
O medo do fim, qualquer fim
O medo do futuro, do que não temos certeza
Pelo quê acha que vive?
O medo movimenta mais do que qualquer emoção humana.
A mais forte e mais antiga emoção da humanidade
é o medo.
E o mais forte e mais antigo tipo de medo
É o medo do desconhecido.
Conhecemos pouco
E não temos certeza.
— O Peso
O Peso que carregamos é o Medo.
"Memória Fotográfica"
Não lembrarei bem em 50 anos
Como hoje estava o céu ao fim do dia,
Ou dos cães e estranhos
Que encontrei na rua quando entardecia.
Muito do que vi não será bem recordado,
Por isso guardei fotografias
Da memória que possa ter falhado,
Aprendi bem tarde o porquê das fotos…
Os humanos aprenderam a guardar
O que, pelo medo de perder, são absortos.
Sempre buscam fotografar.
Mas meus olhos estão cansados,
Minha visão não mais me ajuda,
Tornou-se cada vez mais turva,
E os momentos em meu álbum colados…
Depois de mim, terão significância quase nula.
Tento esquecer o medo,
E cá estou eu, sorrindo esgotado
Relembrando as marcas do meu enredo
Em meu coração, para sempre, fotografado.
O ser humano e sua preocupação em seguir a receita para a felicidade, ao cair em descoberta que não existe uma, tornar-se infeliz.
A tentativa em achar uma receita para tudo é uma imagem de nossa fragilidade, como é preciso seguir algo, ocupar-se e não viver. Achar tal receita torna infelicidade maior a longo prazo, é o comodismo do que achamos necessário, achar é tornar-se infeliz.
Assim como Camus diria que a vida não possui um sentido, pois assim podemos dar a ela o sentido que quisermos...
Então para quê o desejo de seguir algo?
O grande segredo pra viver melhor trata-se de encontrar os próprios dons e talentos e os polir; se aprimorar no gelo e no fogo.
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E, cuidar de si e do seu mundo, regar suas flores e carpir seu jardim da alma..
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Ademais, cultivar as melhores amizades, mas isso só após cuidar de si mesmo...
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E cumprir suas promessas - em especial a que fez a si mesmo - e em seguida, as feitas a outrem...
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Nem é tanto segredo assim, mas sim maxime uma boa filosofia de vida, aprimorada no clangor das batalhas internas e afiada no dia a dia no trato consigo mesmo e com todos.
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- Misael Malagoli
