Textos de Filhos para os Pais

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Os problemas que o nosso país atravessa não nascem apenas da escassez de recursos, mas também da escassez de boas políticas. Quando os que governam ficam tão famintos pelo poder e pelos seus próprios interesses, acabam por esquecer uma verdade elementar: governar é alimentar a esperança de um povo, não alimentar a própria ganância.
Daniel Perato Furucuto, 2026

Se você deixar de evangelizar vais morrer, não são teus pais nem amigos que vos metem vivos, não se enganem, o objetivo das perseguições deste mundo é vos fazer pensar que não tem saída, existe sim, sempre existiu a tua identidade te protege, o conhecimento te restaura, a alma e a mente te fortalecem e muito. A maior mentira deste mundo é pensar que podem viver sem Deus e que a morte é uma verdade absoluta, a morte não é uma verdade absoluta, vocês é quem não entendem a verdadeira guerra, não é dinheiro nem comida ou casa é a vida e a alma. Tenha foco !


Tome nota !

Iris olhou nos olhos marejados de seus pais,
segurando o pingente da Ordem do Prisma com firmeza.


Ela compreendia o medo deles,
mas sabia que ignorar o que era,
não a tornaria mais humana.


Pai, mãe...
Eu entendo o sacrifício de vocês, disse iris, com a voz mansa,
mas decidida.


Mas o meu dom não é algo que eu possa trancar em uma gaveta.


As linhas do mundo estão se tornando cada vez mais nítidas e barulhentas na minha mente.


Se eu não aprender a controlar e a entender o que vejo,
eu serei um perigo para mim mesma e para vocês.


A Ordem não é uma ameaça,
é o único lugar onde posso aprender a me proteger de verdade.


Antes que os pais pudessem replicar,
um silêncio gélido e repentino invadiu a sala.


O fluxo de energia do casarão,
sempre quente e familiar,
despencou para um vazio aterrador,
Iris congelou.


Seu dom disparou um alerta vermelho em sua mente: uma das linhas de conexão da família havia sido cortada abruptamente.


Helena,
sussurrou não faça isso minha querida Iris,
com os olhos arregalados de pavor.


Enquanto isso,
sua irmã Aurora,
havia saído há poucos minutos para buscar lenha no bosque que cercava a propriedade.


O mortal e a mãe
ouvem um grito orripilante nunca ouvido naquele casarão em seguida levantaram-se num salto,
mas Iris já corria em direção à porta, seguida por Helena.


Elas dispararam entre as árvores retorcidas do bosque chamando por Aurora,
onde o chão coberto de folhas secas guardava o rastro do desastre iminente.


No meio de uma clareira,
o feixe de lenha que Aurora carregava estava espalhado pelo chão.


Não havia sinais de luta física,
apenas um retalho das vestes que outrora Aurora vestia,
mas a visão mística de Iris enxergava perfeitamente o horror do que tinha acontecido: resquícios de uma energia densa, escura e corrompida flutuavam no ar, desenhando o rastro de captores misteriosos que haviam levado sua irmã sem deixar pegadas humanas.


Aurora havia sido raptada,
e o passado que os pais tanto temiam acabara de alcançá-los da pior forma possível!

Ao ouvirem o relato sobre a Ordem do Prisma,
o rosto de seus pais empalideceu.


O medo, aquele velho conhecido que eles haviam trancado dezoito anos atrás, voltou a ecoar nas paredes do casarão.


Seu pai segurou a mão da mãe,
cujo coração humano agora batia acelerado de preocupação.


Eles sabiam, melhor do que ninguém,
que o mundo exterior e as forças místicas raramente trazem paz.


Iris, minha filha...
Começou o pai,
com a voz grave e trêmula.


Nós construímos esta vida na base do sacrifício e do silêncio.


A magia que corre em você veio de um milagre que desafiou as leis do universo.


Se essa sociedade secreta descobrir a sua verdadeira origem,
se souberem que sua mãe já foi código e que uma semideusa interveio na nossa realidade...


O que os impede de tentar usar esse poder ou de nos caçar?


Sua mãe,
com lágrimas nos olhos,
aproximou-se e segurou as mãos da filha,
olhando-a com ternura e desespero:
Essa Ordem pode parecer protetora agora,
mas o conhecimento é uma arma perigosa.


Nós queríamos que você e suas irmãs fossem apenas humanas,
livres do peso que quase nos destruiu.


Por favor Iris,
recuse esse convite.


Guarde o seu dom aqui,
onde você está segura.


Suas duas irmãs Aurora & Helena,
observavam a cena em um silêncio tenso, divididas entre o desejo de proteger a família e o fascínio pela grandiosidade do que Iris havia descoberto!

⁠O PAPEL DO SECTOR DA EDUCAÇÃO NA PREVENÇÃO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO NO PAÍS
‎
‎Não necessariamente ao sector da Saúde, mas, cabe ao sector da Educação desenvolver ações de prevenção de Ansiedade e Depressão nas Escolas e Comunidades Moçambicanas!
‎
‎Por isso, o tema e a questão seguintes devem ser devidamente tratados por profissionais da Educação em Moçambique!
‎
‎Tema:
‎EDUCAÇÃO E SAÚDE MENTAL: Ações do sector da Educação na prevenção de Ansiedade e Depressão em Moçambique
‎
‎Questão:
‎Quais são as ações do sector da Educação na prevenção de Ansiedade e Depressão nas Escolas e Comunidades de Moçambique?
‎

⁠ESTADO DE SÍTIO EM UM PAÍS UTÓPICO REALISTA


O que se comenta em bares, cafés, estações de metrô e trem, e nas rádios do nosso País?
Ouço murmúrios em cada canto da cidade, e acredito que este sentimento de insatisfação se estenda por todo o país. Há um sistema defasado e centralizador nas esferas políticas, o que é reflexo direto do modo como agem.
Os valores da nação estão acometidos por uma gravíssima doença, quase incurável. Essa enfermidade, simbolicamente comparável a um câncer ou uma peste, ataca a própria moralidade e ética. Podemos até afirmar que a nossa política se encontra na UTI da benevolência e do caráter.
A "peste-negra" chamada corrupção instalou-se sob a alcunha de Petrolão, Mensalão e outras mazelas que o povo desconhece, muitas ainda mantidas debaixo do tapete. Acredito, porém, que essa chaga vem de muito longe e parece ter se tornado uma cultura intrínseca à política brasileira.
A sede por poder criou um círculo vicioso, onde os interesses de um partido se sobrepõem aos da pátria. Os líderes deveriam, na verdade, agir de forma apartidária quando a necessidade de um povo está em questão.
Não há compaixão pelo que fazem. Por essa e tantas outras razões, o País caminha para o abismo, para a falência de seus órgãos vitais. Tem sido esbofeteado e exposto há anos, ridicularizado e fadado à própria sorte, carregando em seu gene a "Síndrome da Corrupção".
Não há mais o amor pela nação de outrora. A intelectualidade está em declínio, e a cada ano, conhecimentos básicos são retirados dos currículos. Alguém sabe me responder por que tiraram a matéria Educação Cívica? Por essa e outras razões, vemos a queda na qualidade do ensino nas escolas. Não quero nem citar a questão dos professores, que é um assunto sistemático e complexo por si só.
Reforma Política, Agrária, Previdenciária... são palavras que ouço desde o primeiro ano escolar. Já se passaram 40 anos, e acredito que levaremos mais 40 até que comecem, de fato, a pensar seriamente nessas reformas.
Transformaram os nossos jovens em "soldados do tráfico". E estes jovens, por sua vez, matam, roubam e fazem o que bem entendem com o cidadão que paga os seus impostos. Esta geração está marginalizada, perdida, sem sonhos e sem projetos de vida.
As escolas e faculdades de hoje parecem uma indústria, fabricando "peças" (pessoas), sem se importar com o lado humano, e deixando de lado a criatividade, os talentos e os recursos que cada indivíduo carrega dentro de si.
Os sonhos de cada um foram comprometidos e arquivados no "arquivo morto" da vida, devido às ações e à ótica míope dos que estão no poder (este último grupo sendo menos prejudicial do que a doença original).
Enfim, o otimismo persiste. Mas há uma guerra a ser travada. Não uma guerra com armas, tanques ou armamentos bélicos, mas uma que precisa ser vencida pela união do povo, pela união da grande Nação chamada Brasil. Isso significa escolher bem o seu candidato, investigando e pesquisando sobre cada um que irá receber seu voto, e influenciando outros a fazerem o mesmo, para saber se o candidato é realmente merecedor.
Vamos mudar o roteiro deste triste filme e reverter o drama brasileiro para que ele tenha um Final Feliz!

⁠Ao acordar agradeça a Deus por mais um amanhecer, pelo dia maravilhoso de ontem, pelos seus pais, familiares, amigos e inimigos, pelo abrigo e o alimento. Peça perdão pelos seus erros e pecados, forças pra suportar as consequências dos erros e pecados. Peça a sabedoria necessária para superar as dificuldades desta vida. Por fim reze um Pai Nosso.
"Senhor Eu sou teu servo, ordena-me que Eu faço".

Não confunda depressão com tristeza por não conseguir agradar aos pais, aos amigos e à sociedade.
Não confunda depressão com a vontade de não fazer nada.
Não confunda depressão com a falta de aceitação de si mesmo.
Não confunda depressão com a invenção de problemas.
Não confunda depressão com a criação de pensamentos negativos.
Não confunda depressão com o sentimento de culpa por algo que não tem razão para ser.
Não confunda depressão com preguiça.
Não confunda depressão com a insatisfação em trabalhar em algo que não se deseja.
Não confunda depressão com o medo do que os outros pensam ou acham.
Não confunda depressão com o abandono de si mesmo.
Não confunda depressão com angústias mal resolvidas.
Não confunda depressão com o sentimento de piedade.

Não confunda depressão com tristezas que vêm e vão naturalmente na vida.

Aprenda a dizer SIM ou NÃO para si mesmo.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para os seus pais, com respeito às escolhas e limites que estabelecem.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a sua família, reconhecendo que o amor não se resume à conformidade.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para os seus amigos, sem medo de se perder em agradar.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para as pessoas, respeitando sua autenticidade e os próprios princípios.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a sociedade, sem se deixar ser moldado por padrões que não representam quem você é.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para o mundo, com consciência de seu impacto e da responsabilidade que carregamos.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a vida, abraçando o que é realmente importante para o seu crescimento e bem-estar.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO até para o que acabou de ler, refletindo sobre o que realmente faz sentido para sua jornada.


A verdadeira liberdade nasce da capacidade de escolher conscientemente, seja para afirmar ou negar, sempre com o entendimento de que nossas escolhas definem a essência do nosso caminho.

O país funciona como uma grande empresa.

Os "donos" são os banqueiros, filantropos, magnatas e megaempresários, aqueles que realmente detêm o poder e controlam os rumos da nação nos bastidores.

Os "gerentes" são os políticos, figuras colocadas à frente da administração, mas que, na prática, apenas representam e garantem os interesses desses "donos", tomando decisões que mantêm a estrutura operando conforme seus desejos.

E o povo? São os funcionários, a base que sustenta tudo. Trabalhadores que dedicam suas vidas diariamente, movimentando a economia, produzindo riquezas, mantendo a engrenagem girando. No entanto, em troca, recebem apenas o suficiente para sobreviver, enquanto os verdadeiros beneficiados desse sistema acumulam fortunas cada vez maiores.

O tempo de vida se perde no trabalho, o cansaço se acumula, a juventude se esgota. E, no fim, quem realmente lucra? Os donos da empresa.

A Saudade que Mora no Quarto dos Pais


Quando um filho parte definitivo para o plano espiritual, uma parte do mundo desaba. Mas, enquanto o restante da sociedade chora no velório e na semana seguinte volta a rir e a viver suas vidas, na casa dos pais o relógio parece parar. Passam-se meses, passam-se anos, e aquela mãe ainda olha para a cadeira vazia na mesa com o peito apertado. Aquele pai ainda guarda na memória o tom da voz e o cheiro do abraço. O amor de pai e mãe é o único laço na Terra que não se desgasta com o passar do tempo e nem se apaga com a ausência física. É um amor que acompanha o filho além do túmulo, que reza em silêncio todas as noites e mantém viva a chama daquele que já partiu. Diante da finitude de tudo, percebemos que o único porto verdadeiramente seguro na matéria era aquele colo que nos recebeu quando chegamos ao mundo.

O País Não Precisa de um Mito


O Brasil tem uma doença política curiosa: transforma fracassos em símbolos e homens comuns em salvadores. Troca projeto por personagem, programa por slogan, pensamento por torcida. E, quando percebe o estrago, já está discutindo novamente o mesmo personagem como se a história lhe devesse uma segunda temporada.


O bolsonarismo não foi apenas uma candidatura. Foi a industrialização política do ressentimento.


Durante anos, ensinou-se ao brasileiro que pensar era suspeito, que ciência era conspiração, que imprensa era inimiga, que cultura era ameaça e que instituições só eram legítimas quando obedeciam ao lado certo. A política deixou de ser disputa sobre o futuro e passou a ser campeonato de indignações.


Agora, em 2026, o sobrenome continua em campo. Mudou o candidato, mudaram algumas frases, mas permanece a velha arquitetura: transformar medo em voto, conflito em identidade e adversário em inimigo. A política brasileira ainda é convocada a escolher entre o “nós” e o “eles”, como se um país de mais de duzentos milhões de pessoas pudesse caber numa guerra de grupos.


Não pode.


E aqui está o erro que parte da esquerda também comete: imaginar que basta chamar alguém de fascista para vencê-lo. Não basta. A democracia não se defende apenas denunciando a extrema direita; defende-se oferecendo ao cidadão uma razão concreta para acreditar nela.


O Brasil precisa de escola que ensine a pensar, não apenas a repetir. De saúde que funcione antes que a doença vire estatística. De segurança pública que não seja espetáculo. De emprego que não seja favor. De ciência que não precise pedir desculpas por existir. De Estado que proteja sem tutelar.


E precisa, sobretudo, abandonar a infantilização política.


Nenhum presidente é messias. Nenhum partido é dono da verdade. Nenhum eleitor precisa entregar a própria consciência na porta de uma convenção partidária.


O bolsonarismo prosperou justamente onde a razão recuou.


Por isso, enfrentá-lo não significa apenas derrotar Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer herdeiro eleitoral do sobrenome. Significa derrotar a ideia de que o Brasil precisa de um homem providencial para funcionar.


Não precisa.
Um país sério não procura um salvador.
Procura cidadãos.


E talvez essa seja a coisa mais perigosa que se possa dizer numa eleição: o Brasil não precisa acreditar em ninguém. Precisa aprender a pensar por si mesmo.


William Contraponto

Por que os pais sempre se perguntam por que a filha ou o filho é tão agressivo?

Eles realmente acham que o casamento deles é saudável?

Acham que a criança fechava os olhos quando eles gritavam um com o outro?

Por que, no futuro, a culpa sempre cai sobre aquela criança que observou tudo, mas não tinha escolha e muito menos culpa?

Uma criança não deveria ter que carregar o peso dos problemas que nunca foram responsabilidade dela.

Quando jovem, reclamava dos meus pais. Saí de casa. Na faculdade, reclamava do curso de Psicologia. Mudei para Filosofia.
Aprendi que culpar os outros ou a situação não leva a nada. Só nos deixa parados. A verdadeira mudança começa quando paramos de reclamar e agimos.
Cada reclamação é um sinal para tomar uma atitude. É uma chance de sair do lugar e construir algo novo. Use esse incômodo como força para dar o próximo passo, por você mesmo.
A vida não acontece para você. Ela responde às suas escolhas e à sua coragem de mudar.

Amor não se embrulha




Neste final de ano,
muitos pais abriram caixas,
laços bem feitos,
sorrisos ensaiados.


Ganharam o que brilha,
o que se compra,
o que se exibe,
o que termina no uso.


Mas o que muitos desejam
não vem com etiqueta...
querem ternura sem data,
abraço que não tenha pressa.


Querem cuidado cotidiano,
presença que não negocia,
escuta que não se ausenta,
amor que não pede ocasião.


Um dia, quem hoje presenteia
também sentirá o peso do tempo,
e aprenderá, tarde ou cedo...
Que carinho verdadeiro não se embrulha.

⁠Tão medonho quanto aos seus problemas, é um país acumular a mesma quantidade de especialistas que eles.


O brasileiro, em sua maioria, carrega dentro de si a estranha mania de se achar especialista em quase tudo — é médico nas segundas, repórter nas terças, técnico de futebol nas quartas, teólogo aos domingos, juiz e cientista político em tempo integral.


Opina com tanta convicção sobre o que nem consumiu e sentencia com a segurança de quem jamais se atreveu a se questionar.


Tão ávidos e apaixonados pelas respostas, ignoramos que o mundo subsiste mais pelas perguntas…


Talvez seja tão somente uma forma de sobrevivência intelectual em meio ao caos — ou, quem sabe, um capricho coletivo para não ficar a dever aos políticos que também aprenderam a ser influencers de quase tudo e especialistas em quase nada.


E assim seguimos, palpitando — sempre cheios de certezas — enquanto a ignorância se disfarça de sabedoria e a vaidade faz parecer que já desbravamos e entendemos o mundo, quando mal entendemos a nós mesmos.


Que o Senhor — o Dono da Verdade — nos livre do infortúnio de tropeçar na demonização da dúvida!
Amem!


Nosso país e o mundo precisam subsistir, assim suponho!

Um dos maiores palcos de manipulação do país — quiçá do mundo — Brasília haveria de receber alguém de pulso, cheio de vontade de libertar — deixe ir: Fabrício Carpinejar!


Brasília, com sua arquitetura monumental e sua aura de poder, sempre foi mais do que a capital política do país — é o símbolo vivo da manipulação institucionalizada, da retórica cuidadosamente ensaiada, das verdades maquiadas em discursos de ocasião.


Ali, onde se fabricam narrativas e se negociam destinos, a liberdade — essa palavra tão pequena e tão cara — costuma ser tratada como um artigo de luxo, raramente distribuído e quase nunca praticado.


E então, de repente, chega Carpinejar.


Com sua voz que mistura ternura e brutal honestidade, com seu dom de traduzir sentimentos que o poder não compreende, ele atravessa os corredores de Brasília não para discursar, mas para desatar.


Lança “Deixa ir” — um livro que fala sobre o desapego, sobre o amor que sabe partir, sobre a leveza que nasce quando se solta o que aprisiona.


E é aí que mora a ironia mais sublime:
No palco da manipulação, onde os verbos dominantes são reter, aprisionar, onde a vaidade se confunde com propósito, chega um poeta dizendo: “Deixe ir.”


É como soltar um pássaro dentro de um aquário de concreto.


Como ensinar o poder a amar sem possuir.


Carpinejar, nesse gesto, não apenas lança um livro — lança uma provocação existencial.


É como se dissesse: “Enquanto o país se esforça para segurar o que não cabe mais nas mãos, eu escrevo para lembrar que o verdadeiro domínio é saber soltar.”


Não haveria melhor palco para deixar ir do que aquele que só sabe aprisionar!

⁠O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.


E o mais curioso é que, enquanto muitos se oferecem como voluntários nessa medonha barganha espiritual, poucos percebem que toda e qualquer promessa de salvação germinada nas sombras termina cobrando pedágio na luz.


Há discursos tão cheios de “boas intenções” que parecem ouro, mas tilintam como ferro-velho quando batem na realidade.


E assim o país vai sendo posto em prateleiras invisíveis, negociado em nome de causas que nunca foram nossas, enquanto os que juram defendê-lo, esquecem que quem vende a própria consciência não costuma devolver o troco da história.


No fim, talvez o que mais deveria nos assustar não seja esse “diabo” — mas a quantidade de gente disposta a aprender com ele o ofício da negociação.


Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com a nação!

⁠⁠Com tantas Guerras descaradamente ignoradas no “nosso” país, não deveria nos sobrar tanto tempo nem disposição
para palpitarmos nas guerras dos outros.


Quem vê a assustadora parte de um povo escolhendo lado em outras guerras, pode até acreditar que não temos tantos conflitos internos para lutar.


Mas temos.


E não são poucos.


São guerras sem sirenes internacionais, sem transmissões ao vivo em alta definição, sem mapas coloridos nos telejornais.


São guerras silenciosas, travadas nas periferias esquecidas, nas filas dos hospitais, nas salas de aula sucateadas, nos lares onde a dignidade perdeu território para a sobrevivência.


Há uma guerra diária contra a desigualdade que normalizamos.


Uma guerra contra a corrupção que denunciamos em ano eleitoral e relativizamos no resto do tempo.


É guerra contra a ignorância cultivada, contra a desinformação compartilhada com convicção e preguiça de checar.


Contra o desalento que transforma cidadãos em espectadores.


Ainda assim, muitos preferem empunhar bandeiras internacionais com a mesma facilidade com que ignoram as trincheiras da própria rua.


Opinar sobre conflitos distantes exige apenas conexão à internet.


Enfrentar os conflitos internos exige caráter, constância e compromisso — três virtudes que não rendem tantos aplausos nas redes.


Não se trata de indiferença ao sofrimento alheio.


Solidariedade é uma grande virtude.


O problema é quando a comoção seletiva vira espetáculo e a indignação terceirizada serve apenas para aliviar a consciência enquanto as mazelas domésticas seguem intactas.


É curioso: somos rápidos para apontar injustiças além-mar, mas lentos para reconhecer que também somos parte — ativa ou omissa — das injustiças daqui.


Escolher um lado em guerras estrangeiras pode até dar a sensação de lucidez moral.


Mas escolher enfrentar as próprias contradições exige maturidade cívica.


Talvez o que nos falte não seja opinião, mas prioridade.


Não seja engajamento digital, mas responsabilidade real.


Porque enquanto gastamos energia demais disputando narrativas globais, há batalhas locais esperando por gente disposta a lutar menos com o teclado e mais com atitudes.


E, no fim, a pergunta que fica é bastante desconfortável: estamos escolhendo lados por consciência… ou por conveniência?

⁠O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.


Há algo de profundamente sedutor na convicção de que se está lutando por uma causa maior.


Quando alguém se vê como parte de uma cruzada moral, as dúvidas passam a parecer fraqueza e a prudência vira quase uma traição.


É nesse instante que as consciências mais tranquilas se tornam também as mais perigosas — não porque desejem o mal, mas porque se convencem de que qualquer meio é aceitável quando o discurso promete redenção coletiva.


Assim, em nome do país, muitos aprendem a negociar exatamente aquilo que dizem defender.


Vendem princípios como quem troca moedas, adaptam verdades ao sabor da conveniência e passam a confundir patriotismo com autopreservação.


O discurso permanece heroico, mas o gesto cotidiano revela algo bem mais mundano: o esforço constante de salvar a própria reputação, a própria posição, o próprio poder.


Curiosamente, os que se apresentam como salvadores quase sempre encontram um inimigo útil para justificar cada contradição.


Afinal, enquanto houver um culpado conveniente, não será preciso explicar por que o país prometido nunca chega — apenas por que a guerra precisa continuar.


E é nesse teatro interminável de bravatas e virtudes proclamadas que a nação vai sendo lentamente negociada, pedaço por pedaço, enquanto as consciências seguem confortavelmente convencidas de sua própria pureza.


Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com o futuro da nação!