Textos de Filhos para os Pais

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Viver no Brasil, às vezes,
é sorrir por fora
enquanto algo grita por dentro.
É um país hospedeiro,
bonito na vitrine,
mas desigual nos bastidores.
De um lado,
os que limpam o chão,
que acordam cedo,
que carregam o peso do dia nas costas.
Do outro,
os que decidem,
que discursam,
que pouco sentem o peso da própria decisão.
A diferença não é só de dinheiro —
é de tratamento,
de respeito,
de humanidade.
Quando a lei alcança uns,
vem pesada, fria, sem escolha.
Quando toca outros,
vem leve, quase gentil.
E assim,
entre celas lotadas e salas refrigeradas,
o povo aprende a sobreviver —
não a viver.
Mas ainda assim,
no meio dessa revolta toda,
existe algo que não conseguem tirar:
a voz.
E é ela que, um dia,
pode mudar tudo.
Helaine Machado

⁠Tão medonho quanto aos seus problemas, é um país acumular a mesma quantidade de especialistas que eles.


O brasileiro, em sua maioria, carrega dentro de si a estranha mania de se achar especialista em quase tudo — é médico nas segundas, repórter nas terças, técnico de futebol nas quartas, teólogo aos domingos, juiz e cientista político em tempo integral.


Opina com tanta convicção sobre o que nem consumiu e sentencia com a segurança de quem jamais se atreveu a se questionar.


Tão ávidos e apaixonados pelas respostas, ignoramos que o mundo subsiste mais pelas perguntas…


Talvez seja tão somente uma forma de sobrevivência intelectual em meio ao caos — ou, quem sabe, um capricho coletivo para não ficar a dever aos políticos que também aprenderam a ser influencers de quase tudo e especialistas em quase nada.


E assim seguimos, palpitando — sempre cheios de certezas — enquanto a ignorância se disfarça de sabedoria e a vaidade faz parecer que já desbravamos e entendemos o mundo, quando mal entendemos a nós mesmos.


Que o Senhor — o Dono da Verdade — nos livre do infortúnio de tropeçar na demonização da dúvida!
Amem!


Nosso país e o mundo precisam subsistir, assim suponho!

Um dos maiores palcos de manipulação do país — quiçá do mundo — Brasília haveria de receber alguém de pulso, cheio de vontade de libertar — deixe ir: Fabrício Carpinejar!


Brasília, com sua arquitetura monumental e sua aura de poder, sempre foi mais do que a capital política do país — é o símbolo vivo da manipulação institucionalizada, da retórica cuidadosamente ensaiada, das verdades maquiadas em discursos de ocasião.


Ali, onde se fabricam narrativas e se negociam destinos, a liberdade — essa palavra tão pequena e tão cara — costuma ser tratada como um artigo de luxo, raramente distribuído e quase nunca praticado.


E então, de repente, chega Carpinejar.


Com sua voz que mistura ternura e brutal honestidade, com seu dom de traduzir sentimentos que o poder não compreende, ele atravessa os corredores de Brasília não para discursar, mas para desatar.


Lança “Deixa ir” — um livro que fala sobre o desapego, sobre o amor que sabe partir, sobre a leveza que nasce quando se solta o que aprisiona.


E é aí que mora a ironia mais sublime:
No palco da manipulação, onde os verbos dominantes são reter, aprisionar, onde a vaidade se confunde com propósito, chega um poeta dizendo: “Deixe ir.”


É como soltar um pássaro dentro de um aquário de concreto.


Como ensinar o poder a amar sem possuir.


Carpinejar, nesse gesto, não apenas lança um livro — lança uma provocação existencial.


É como se dissesse: “Enquanto o país se esforça para segurar o que não cabe mais nas mãos, eu escrevo para lembrar que o verdadeiro domínio é saber soltar.”


Não haveria melhor palco para deixar ir do que aquele que só sabe aprisionar!

⁠O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.


E o mais curioso é que, enquanto muitos se oferecem como voluntários nessa medonha barganha espiritual, poucos percebem que toda e qualquer promessa de salvação germinada nas sombras termina cobrando pedágio na luz.


Há discursos tão cheios de “boas intenções” que parecem ouro, mas tilintam como ferro-velho quando batem na realidade.


E assim o país vai sendo posto em prateleiras invisíveis, negociado em nome de causas que nunca foram nossas, enquanto os que juram defendê-lo, esquecem que quem vende a própria consciência não costuma devolver o troco da história.


No fim, talvez o que mais deveria nos assustar não seja esse “diabo” — mas a quantidade de gente disposta a aprender com ele o ofício da negociação.


Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com a nação!

⁠⁠Com tantas Guerras descaradamente ignoradas no “nosso” país, não deveria nos sobrar tanto tempo nem disposição
para palpitarmos nas guerras dos outros.


Quem vê a assustadora parte de um povo escolhendo lado em outras guerras, pode até acreditar que não temos tantos conflitos internos para lutar.


Mas temos.


E não são poucos.


São guerras sem sirenes internacionais, sem transmissões ao vivo em alta definição, sem mapas coloridos nos telejornais.


São guerras silenciosas, travadas nas periferias esquecidas, nas filas dos hospitais, nas salas de aula sucateadas, nos lares onde a dignidade perdeu território para a sobrevivência.


Há uma guerra diária contra a desigualdade que normalizamos.


Uma guerra contra a corrupção que denunciamos em ano eleitoral e relativizamos no resto do tempo.


É guerra contra a ignorância cultivada, contra a desinformação compartilhada com convicção e preguiça de checar.


Contra o desalento que transforma cidadãos em espectadores.


Ainda assim, muitos preferem empunhar bandeiras internacionais com a mesma facilidade com que ignoram as trincheiras da própria rua.


Opinar sobre conflitos distantes exige apenas conexão à internet.


Enfrentar os conflitos internos exige caráter, constância e compromisso — três virtudes que não rendem tantos aplausos nas redes.


Não se trata de indiferença ao sofrimento alheio.


Solidariedade é uma grande virtude.


O problema é quando a comoção seletiva vira espetáculo e a indignação terceirizada serve apenas para aliviar a consciência enquanto as mazelas domésticas seguem intactas.


É curioso: somos rápidos para apontar injustiças além-mar, mas lentos para reconhecer que também somos parte — ativa ou omissa — das injustiças daqui.


Escolher um lado em guerras estrangeiras pode até dar a sensação de lucidez moral.


Mas escolher enfrentar as próprias contradições exige maturidade cívica.


Talvez o que nos falte não seja opinião, mas prioridade.


Não seja engajamento digital, mas responsabilidade real.


Porque enquanto gastamos energia demais disputando narrativas globais, há batalhas locais esperando por gente disposta a lutar menos com o teclado e mais com atitudes.


E, no fim, a pergunta que fica é bastante desconfortável: estamos escolhendo lados por consciência… ou por conveniência?

⁠O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.


Há algo de profundamente sedutor na convicção de que se está lutando por uma causa maior.


Quando alguém se vê como parte de uma cruzada moral, as dúvidas passam a parecer fraqueza e a prudência vira quase uma traição.


É nesse instante que as consciências mais tranquilas se tornam também as mais perigosas — não porque desejem o mal, mas porque se convencem de que qualquer meio é aceitável quando o discurso promete redenção coletiva.


Assim, em nome do país, muitos aprendem a negociar exatamente aquilo que dizem defender.


Vendem princípios como quem troca moedas, adaptam verdades ao sabor da conveniência e passam a confundir patriotismo com autopreservação.


O discurso permanece heroico, mas o gesto cotidiano revela algo bem mais mundano: o esforço constante de salvar a própria reputação, a própria posição, o próprio poder.


Curiosamente, os que se apresentam como salvadores quase sempre encontram um inimigo útil para justificar cada contradição.


Afinal, enquanto houver um culpado conveniente, não será preciso explicar por que o país prometido nunca chega — apenas por que a guerra precisa continuar.


E é nesse teatro interminável de bravatas e virtudes proclamadas que a nação vai sendo lentamente negociada, pedaço por pedaço, enquanto as consciências seguem confortavelmente convencidas de sua própria pureza.


Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com o futuro da nação!

"O país é muito bom, mas poderia ser melhor se houvesse, espontaneamente, mais respeito ao próximo. Falta de respeito ao próximo é o que ocorre desde uso de banheiros públicos até os costumeiros atos de corrupção."


Frase Minha 0520, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Para Mim é motivo de orgulho viver no país que tem um Ministro Que Não Se Intimida. Muitos teriam desistido. Mas esse enfrentou e enfrenta todo tipo de gente: daqui e lá de fora. E Nunca Se Intimidou?"
Frase Minha 1601, Criada no Ano 2025

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thudocomh.blogspot.com

"Pelo que me disseram, Portugal é o único país do mundo onde 4 cariocas (sem qualquer maldade) pedem 4 cafés e recebem 10 (também sem qualquer maldade por parte do garçom)."
0750 | Criado por Mim | Em 2014


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
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thudocomh.blogspot.com

1509
"Para Mim é motivo de orgulho viver no país que tem um Ministro Que Não Se Intimida. Muitos teriam desistido. Mas esse enfrentou e enfrenta todo tipo de gente: daqui e lá de fora. E Nunca Se Intimidou?"


1508
"Lamentável quando brasileiros insistem em não reconhecer o brilhantismo e a determinação do Ministro Que Não Se Intimida, Que Evitou Golpe e Mandou pra Cadeia Todos os que Tentaram!"
"Fica ruim para essa gente explicar até mesmo em Casa, principalmente porque o que os move não é a Razão, mas o Odio, a Inveja e a propria Inoperancia, Coitados!”


1507
"Certas Conversas não se sustentam: eu li o" Apanhador" mais de dez vezes e o usei em Cursos de Redação para mais de 200 Alunos. Nem por isso um de nós matou John Lennon ou quem quer que seja. Covardes tentam transferir para outros a culpa que é só deles!"

Alice no país das frustrações


Havia uma menina pobre no interior, seu nome era Alice
mas essa não vivia no país das maravilhas, vivia na favela
Vivia numa pátria marcada pela desigualdade social
ricos de um lado, pobres de outro, quando se encontravam…
relações de proletariado e burguês, peão e chefe
Alice passou por isso aos 13 anos
foi trabalhar na casa de uma linda moça pensando em ganhar dinheiro para família
uma tentativa inocente de sofrer um pouco menos, o que teria efeito inverso no futuro
Nesta casa, a moça acreditava que Alice queria o seu marido, então fazia-a sofrer
Ofensas, tapas, socos, apertos, beliscões…
Alice, guarde seu resolve, sua família precisa de você
Aguente, “Tudo é lícito, mas nem tudo me convém”- Paulo
Seu apóstolo favorito pregava isso, acredite, deixe as ferramentas não laborais em casa
solte nas mãos de sua mãe junto ao salário
ela dirá,”eu conheço minhas filhas, e você é uma delas”

Qual o momento exato em que começamos a decidir a nossa vida? Quem testou
nossos pais para saber se seriam capazes de escolher o melhor para gente?
Quando eles escolhem nosso colégio será que têm a consciência que esse lugar
vai marcar a nossa história para sempre? Não sei se o colégio é exatamente como eu me lembro, ou se os professores são como estão na minha memória. O que sei foi que aprendi naqueles dias o valor da amizade, são umas das lembranças mais nítidas de então. E o amor... O primeiro amor. Amores, amigos, não importa o que deixei, sempre os levo comigo. E eu sei que eu vou com vocês, porque o que somos hoje está presente no que fomos ontem. À vocês, meus amigos de alma, agradeço por tudo. Porque fizeram daquela época de caminhar no mundo com o coração aberto, um lugar melhor para esperar a vida.

Inserida por giselemoura123

Ditadura

Aonde é que foi parar o país de Independência?
Onde está a ordem e processo?
Em meio a toda essa guerra já não sei para onde ir...
Simplesmente me perdi, em busca de paz e igualdade.
Queria poder ter voz para dizer, mas a violência me tornou incapaz de falar.
Aqui não há direitos, só regime militar...
As pessoas são mudas e não podem contestar,
Sobre as palavras que aqui estou tentando expressar...
Violência, guerra, desigualdade, e regime militar....

Inserida por Prihd7

Cigarros, nicotinas, não gostar e ele.

Nunca gostei de cigarros, sabe? Meus pais fumavam bastante desde antes do meu nascimento, acho que bem antes. O cheiro do cigarro me enjoa, o gosto dele me ofusca, a fumaça me sufoca. Já fumei, não nego mas não gostei. Mas ali foi diferente, ele foi a diferença. A fumaça saindo da boca dele de uma forma majestosa, linda, doce. Minha vontade louca era de beijar ele enquanto a fumaça saia. Fazer igual aqueles filmes, sabe? Quando uma pessoa fuma e solta fumaça na boca da outra, bem assim. Depois de um tempo, curto, mas algum tempo, o vi olhando fixamente nos meus olhos enquanto dava goladas no nosso destilado de maracujá e abria um pacote de um salgado qualquer para aliviar a tensão alcoólica. Tive por fração de segundos a impressão de não ter mais ninguém ao nosso lado, apenas eu e ele, sentados um ao lado do outro propositalmente e nesse momento puxei a cabeça dele de encontro a minha, de uma forma brusca com um toque de delicadeza, bem leve mesmo. Nos beijamos. O primeiro gosto que senti foi o doce da nicotina que ate então era amargo no meu paladar, mas ali estava perfeito, no ponto, doce. Logo depois senti o gosto do destilado, aquele sabor do etílico misturado com o maracujá e dentre tudo isso o gosto dele o mais importante e o gosto que ficou na minha boca por um longo tempo, um gosto que as vezes quando passo a língua nos lábios, sinto novamente como uma doce lembrança, doce como a nicotina na boca dele depois do cigarro que tanto eu odiava ate então. E vou dar uma opinião errônea da minha parte, mas vou dizer, arrisco dizer que ate o próprio veneno misturado com as especiarias mais amargas que possam existir, ficariam doce ao misturarem-se com aquela saliva.

Inserida por Dyeegol

Quanto mais os anos se passam, mais as coisas que nossos pais falavam passam a fazer sentido. E assim, "as fichas vão caindo" pouco a pouco. E ai fica mais fácil de entender, que por mais que queiramos meter a todo custo o que achamos certo na cabeça dos outros, não vai adiantar. Cada um tem seu tempo, o entendimento muitas vezes exige maturidade.

Afinal... “Temos que colocar o amendoim no buraco do amendoim" Sacou?!

Inserida por JulieteSantoss

Belas paisagens, recursos naturais inesgotáveis...
Rotulado como "pais do futuro"...
Até quando conseguiremos esperar?
Séculos já se passaram...
Inutilmente....
Lições não são aprendidas...

Perdemos muito tempo...
Alicerçados em fundamentos equivocados...
Infelizmente, as prioridades básicas...
São solenemente desprezadas..

Destino, sina, um plano sinistro...
Ou apenas incompetência?

Foi-se mais uma década...
Umá vez mais, nada aconteceu...
Totalmente imerso nessa escuridão...
Utilizou sua própria Luz...
Retornando a inocência original...
Olhos abertos a reviravolta final...

Inserida por llbarreto

Não sou mais uma menininha,
nem mais uma princesinha de porcelana protegida por meus pais trancada no meu castelinho de cristal, no meu mundo de contos de fadas...
Ahhh como a vida muda, antes eu vivia em outra realidade,
Certamente passei por coisas que mesmo se viver mais 100 anos jamais esquecerei,
Tenho feridas que nem o tempo curara,
eu cresci, superei sozinha minhas dificuldades, com raça e responsabilidade,
cometi meus erros, mas vivo para tentar repara-los,
levantei mais forte de todas as rasteiras que a vida me passou...
venci muitos medos ... tenho ainda muitos pra vencer,
Tudo na vida passa,
tudo no mundo cresce,
Quanta coisa ja vivi,
ja soorri,
ja sofri,
aprendi,
superei,
errei,
temi,
fugi,
enfrentei,
amei,
conheci...
Enfim, Tudo isso com a permissão de Deus,
com Ele sempre na frente,
me carregando quando eu achava que nada mais tinha sentido
Minha vida da uma novela, com todas as histórias que tem direito.
Por onde passei, certamente deixei minha marca.
Hoje minha realidade é bem diferentes dos meus sonhos,
nada acontece por acaso, ninguém vai passar pelas situações que eu tenho e tinha que passar,
espero só passar por essa vida conquistando a felicidade interior, paz de espirito e
quero ser o melhor que eu puder como ser humano

Inserida por SimoneCatusso

NAQUELE ONTEM

Um dia
Dos dias da minha infância
Eu desmontei a fechadura do quarto de meus pais.
Naquela noite, já de noite,
Eles dormiram de costas um para o outro
Naquela noite não houve a luta
Não teve coberto nem cobertor
Ninguém fatigou-se
Porque a fechadura desmontada
Estava comigo, na minha rede.
Uma noite,
Nessa noite eu não dormi
Contando, por minhas mãos no escuro
Pelo contato dentro de minha rede
O quanto eu encontrei
Da máquina daquela fechadura desmontada
E contava:
Um revólver
Uma mola propulsora
Que esparzia longe a pinguela
O pino que ficava no meio
Uma carrapeta que dançava
Uma chave que passava solta
No buraco dela entrar
De qualquer distância, para o alvo.
Eu me armei até os dentes!
E planejava a guerra já para a manhã, mais cedo
Contra os calangos, os preás, os galos do terreiro
A pessoa do meu amigo,
Os pássaros que me avocavam do alto
Das frondes cheias.

Inserida por naenorocha

AMIZADE ou a falta dela.
Na minha adolescência acreditava que eu tinha muitos amigos, mas meus pais sempre me alertaram que amigos contam-se nos dedos da mão. Nunca concordei e achava que comigo seria diferente...
Ao longo da minha vivência percebi que é exatamente como meus pais diziam.
Um pouco antes de completar 30 anos, algumas coisas foram mudando na minha forma de pensar, agir e sentir e coisas que antes nunca havia parado para analisar começaram a fazer sentido para mim, uma delas foi a AMIZADE na sua essência real.
Chegou um momento que parei para (re) avaliar todos e tudo a minha volta e comecei agir como uma grande peneira. Foi a fase que comecei a observar o que vale a pena na vida e se valer a pena permanece ao meu lado ou então, é chegada a hora de abandonar sem constrangimento.
A verdade é que minha vida só mudaria se eu mudasse, então resolvi mudar!
Meu primeiro passo foi analisar as pessoas a minha volta e essa tarefa me fez notar que AMIGOS eram poucos, o que eu mais tinha por perto eram VAMPIROS.
Defino como vampiros pessoas que se aproximam de mim com o intuito de explorar, sugar de todas as formas o que é meu por direito e por poder, incluindo minha energia vital e desaparecem quando conseguem o que querem, quando não há mais nada a ser sugado.
No início analisar as pessoas e situações como elas são foi uma tristeza sem fim, pois percebi que passei grande parte do meu tempo acreditando nas pessoas e nas situações como elas deveriam ser, mas não é bem assim que a banda toca...
Então chegou o momento de ir mais fundo na toca do coelho e quando cheguei nessa intensidade me deparei com atitudes e comportamentos que antes não eram visíveis aos meus olhos, exatamente porque a inocência foi minha primeira companhia até o momento que se eu comecei aprender a viver.
Hoje vejo que a maioria das pessoas que eu considerava amigas eram as que mais me vampirizavam.
Cuidado: Não deixe que esses vampiros confundam sua bondade com a possibilidade de você ser uma pessoa BOBA. E por muito tempo a minha bondade me fez agir como uma... BOBA!
Para eu começar a notar essa diferença entre amigos e vampiros, primeiro comecei a realizar algo em meu ofício e isso provocou a concorrência, a inveja, insegurança e a traição dos meus tão amados amigos-vampiros.
Sempre dizem que a pessoa que se destaca profissionalmente, ganha dinheiro, realiza seus objetivos e é feliz muda seu jeito de ser, vira ‘'estrela'', fica arrogante e essas coisas... BOBAGEM... A verdade é que as pessoas mudam em relação a ela.
As pessoas a nossa volta não se conformam com o fato de sermos felizes e realizados, não vibram por nós e nossas conquistas e aí começa a entrada na toca do coelho.
‘'Como pode revolta-se contra mim, aquela ‘'AMIGA''que eu mais ajudei? No tempo que ela mais sentiu a derrota, eu estava lá, pronta a ajudar. Quando ela não tinha nada, lá estava eu, pronta para lhe dar. Quando ela sonhava, lá estava eu, pronta para vibrar. Quando ela não tinha para onde ir, lá estava eu, mostrando a direção. Quando ela estava sozinha, lá estava eu, lhe fazendo companhia. Quando ela estava desacreditada, lá estava eu, acreditando. Lá estava eu, sua amiga... Uma amiga com todas as diferenças que me cabe, mas que nunca desistiu da amizade, nunca disse não, não lhe faltou com a sinceridade, nem muito com a minha amizade. Fiquei ao seu lado nos momentos que você mais chorou, estive contigo quando você mais precisou. Deu-lhe força, deu-lhe coragem, ofereci o meu mundo, dividi os meus sonhos e sabe o que eu ganhei no final? A sua Revolta... Criei uma cobra sem mesmo saber o que estava fazendo! Ajudei de coração aquela que mais tarde fez da minha ajuda a arma contra mim mesma. Mas eu continuarei aqui e você estará sempre atrás... Rodeando a minha vida, meus conhecidos, meus sonhos, tentando de alguma forma chegar perto do que você deseja ser... Ser eu! Ter a minha vida! Os meus sonhos! A minha verdade! ‘'
E a amizade dela se transformou na inveja maior. Tenho por definição pessoas invejosas aquelas que tentam destruir quem elas admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte... Cansei de me perguntar como pôde toda a minha ajuda e amizade lhe causar tanta raiva e dor? Essa é a famosa AMIGA VAMPIRA INVEJOSA!
‘'Como você pode querer como seu aquilo que é meu
Como você pode passar como suas as idéias que são minhas
Que mania é essa de tentar manipular e colocar para baixo quem só te colocar para cima
Que egoísmo há em você que tem medo de me ver crescer
Que maldade há em seu coração que só sabe me dizer não
O que você acha merecer de alguém que você só sabe esquecer
Por que você não consegue se doar a quem você só faz precisar
Perde tanto tempo em disputar com quem apenas te quer ver brilhar
Que feio ver como ameaça aquela que não te vê como concorrente
Que vergonha suas atitudes de querer tudo para você
Infelizmente tenho que te dizer que nada tem quem muito quer
Fique alerta para seu egoísmo não ser seu derradeiro consolo
Aprenda a ser mulher sem precisar se oferecer
Fama, dinheiro e poder não compram a verdade que você faz tudo para não ver
Ser sua amiga já não dá por não ter como confiar
A sua insegurança é tanta que não te deixa vibrar''
E a amizade dessa outra virou uma disputa de ego no meio de um circo de ilusões... Essa é a AMIGA VAMPIRA INSEGURA.
Enfim, existem vários tipos de vampiros. O necessário é aprender a sentir o que sua intuição lhe diz para se manter em segurança. Quando se tem dúvida dos sentimentos de alguém em relação a você, fique esperto, não existem dúvidas, apenas seu sexto sentido trabalhando a seu favor para protegê-lo.
Amizade é uma via de mão dupla, jamais anda apenas numa direção. E quando ela é verdadeira, não necessita ser convocada, estará sempre lá à disposição.
Com certeza hoje percebo que é raro encontrar alguém pelo caminho que podemos fechar os olhos e ter convicção de que essa amizade não lhe trará decepção, o lado bom de tudo isso, é que SIM, existe possibilidade de acontecer... E quando acontece é uma benção para ser guardada no coração.
Dê valor ao seu amigo... Das formas mais encantadoras possíveis!
Sempre gosto de repetir, se todos nós déssemos as mãos, quem sacaria as armas?
Amigos e vampiros existem, basta aprender a notar a diferença...
Ofereço aqui a minha mais profunda gargalhada a todas as pessoas que se sentiram espertas o suficiente para tentar me enganar em relação a uma amizade inexistente, vocês me ensinaram tanto, inclusive que se eu desejo uma personalidade serena, não posso esquecer a lei: Nunca esperar nada ou muito das pessoas.
Existem dois tipos de pessoas, aquelas que passam por decepções e ficam lamentando e aquelas que agradecem a Deus as decepções como forma de amadurecimento... Eu fico com a segunda opção.
Meus amigos de verdade? Meus pais, meus irmãos, minha cunhada, meus cachorros, enfim, minha família e alguns outros que posso contar nos dedos... O resto se a até Deus duvida imagine eu?

Inserida por tinakara

Onde devemos buscar apoio? Para algumas pessoas, apenas o apoio dos pais bastam. Para outras, também é necessário o apoio dos amigos. No meu caso, não posso contar muito com nenhum dos dois. Não que meus pais não me apóiem, mas ás vezes, eu sinto que sou muito ignorada. Quando eu quero conversar, falar qualquer coisa, ou até mesmo falar alguma coisa do cotidiano, ou não me dão atenção, ou começam a me ouvir e me ignoram... Isso é frustrante, pois quando se é mulher, mesmo que indiretamente, pede-se um pouco mais de atenção. Aliás, acho que devido a tudo que eu já vivi, eu sou extremamente carente mesmo, e em casa, dificilmente acho apoio para que isso mude.

Eu não queria ser assim, mas acho que faz parte da minha existência... Ainda sobre os meus pais, vejo que eles têm uma forma meio torta de ver o mundo, ou pelo menos, querem que eu veja desta forma, onde tudo é perigoso, onde tudo é tarde.
Se você for deixar de sair, de viver, só por causa dos perigos lá fora, nunca mais você sai de casa. Existe o perigo sim, mas existe Deus que está acima de tudo isso!


15-04-2012 14:46 Em meu quarto, sozinha, em frente ao computador sem internet...

Inserida por juhlianabritto