Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

A Construção do Presente como Território de Paz
Alinny de Mello


Agradeço imensamente a cada um de vocês por acompanharem esta jornada de exposição e libertação. Antes de darmos os passos finais nesta reflexão, convido todos a visitarem a minha página no Pinterest. Lá, eu organizo os meus e-books e centralizo os temas que debatemos, criando um espaço de troca e clareza. Não se esqueçam de acompanhar os lançamentos semanalmente, pois cada obra é pensada para estimular a nossa autonomia diante das amarras da vida.
Existe um momento em que a sobrevivência deixa de ser o objetivo principal e dá lugar, finalmente, ao direito de existir. Depois de atravessar décadas sob o peso de um ambiente Hostil, eu e meus irmãos compreendemos que a maior resposta que podemos dar ao passado não é o rancor, mas a nossa insistência em sermos felizes no agora. Tudo o que queremos e exigimos da vida a partir deste momento é o presente cheio de paz, o silêncio de uma noite tranquila e o sossego de saber que as portas estão trancadas contra o absurdo.
A nossa emancipação definitiva se traduz na oportunidade de experimentar, tardiamente, a leveza que nos foi roubada na infância e na adolescência. Estamos em um processo de resgate. Viver o que não tivemos oportunidade de viver significa rir sem o medo da punição imediata, conversar sem a obrigação de vigiar o tom de voz e andar pela casa sem o pavor de arrastar os chinelos no chão. Significa usar o perfume que quisermos, vestir a roupa que nos agrada e usufruir da liberdade de escolher quem entra e quem sai dos nossos dias. Cada pequena escolha cotidiana, que para as pessoas comuns parece irrelevante, para nós é uma celebração de independência.
Não se trata de tentar apagar o tempo perdido, porque o relógio não retrocede, mas de ressignificar o tempo que nos resta. A nossa maturidade foi construída na marra, mas a nossa leveza está sendo conquistada por escolha consciente. Olhamos para o futuro não com a ansiedade de quem espera um novo golpe, mas com a curiosidade de quem finalmente é o único autor da própria história. Nós nos tornamos os pais que nunca tivemos, protegendo a nossa criança interna e garantindo que ela possa, finalmente, brincar em paz.
A paz que desfrutamos hoje não é um presente do destino, é um território conquistado com muita coragem e cortes profundos na carne da conivência. Se o mundo lá fora continua orbitando em torno de aparências e julgamentos rasos, nós escolhemos a profundidade do nosso próprio bem-estar. O sossego é o nosso maior luxo e a nossa melhor vingança contra a destruição que tentaram nos impor. Conseguimos. Estamos aqui, inteiros, respirando o ar limpo de uma vida que pertence exclusivamente a nós.
Como podemos medir a grandeza de reconquistar a própria infância na vida adulta? Será que a verdadeira paz só é plenamente compreendida por aqueles que conheceram de perto o peso do inferno?

No dia 28 de julho de 2024, vivi uma situação que jamais vou esquecer.


Eu estava em casa, muito doente, sem imaginar que meu corpo estava entrando em colapso. O que mais tarde descobri era que eu estava com septicemia, uma infecção generalizada gravíssima, que já estava levando meus órgãos à falência.


Procurei atendimento na UPA de Barra do Corda, Maranhão. Mostrei os exames que tinha em mãos, expliquei o que estava sentindo e deixei claro que havia uma suspeita séria do meu quadro. Mesmo assim, recebi uma injeção e fui mandada de volta para casa. Disseram que o que eu tinha era ansiedade.


Mas não era ansiedade.


Enquanto eu tentava sobreviver, meu organismo estava travando uma batalha silenciosa contra uma infecção que avançava rapidamente.


Voltei para casa sem a cirurgia que precisava e sem a urgência que a situação exigia. Passei aquela noite em uma condição extremamente grave, sem saber se veria o dia seguinte.


Foi então que Deus usou outras pessoas para mudar o rumo da minha história.


No dia seguinte, meu sogro entrou em ação. Através de um contato que ele possuía, conseguiu mobilizar ajuda para que eu finalmente recebesse a atenção necessária. Graças a essa intervenção, fui encaminhada para uma cirurgia de emergência.


A cirurgia aconteceu a tempo.


Os médicos constataram a gravidade do meu estado. Eu estava com septicemia e falência de órgãos. Quando penso em tudo o que aconteceu, não consigo deixar de refletir sobre o quanto estive perto da morte naquele período.


O mais impressionante é que, algum tempo depois, retornei à mesma unidade de saúde. Durante o atendimento, me perguntaram quais eram minhas alergias. Respondi normalmente e informei tudo com clareza.


Ao receber a receita médica, resolvi ler antes de sair.


E ali estava prescrito justamente um medicamento ao qual eu havia informado ser alérgica.


Naquele instante, um filme passou pela minha cabeça.


Se eu não tivesse lido a receita, o que poderia ter acontecido?


Esses acontecimentos me ensinaram que ninguém deve abrir mão de acompanhar o próprio tratamento. Ler receitas, conferir exames, fazer perguntas e buscar esclarecimentos não é desconfiança. É cuidado com a própria vida.


Hoje, olhando para trás, sinto gratidão por estar viva. Gratidão a Deus, ao meu sogro e às pessoas que cruzaram o meu caminho naquele momento tão crítico. Porque a verdade é que, sem essa ajuda, talvez eu não tivesse a oportunidade de contar esta história.


E isso é algo que nunca esquecerei.

25 de junho de 2026 14:13


Hoje finalizei uma etapa importante que vinha adiando há algum tempo: cuidar dos meus dentes. Ontem comecei o tratamento e hoje concluí tudo. Parece algo simples quando contado em poucas palavras, mas quem já passou horas em uma cadeira de dentista sabe que existe muito mais nessa experiência do que apenas abrir a boca e esperar terminar.


Faço tratamento com a mesma dentista há muitos anos. Ela é uma profissional incrível, daquelas pessoas que transmitem confiança apenas pelo jeito de falar. E talvez seja justamente essa confiança que me faz voltar sempre, porque, sinceramente, ir ao dentista é um verdadeiro teste de resistência.


Existe um momento em que a boca simplesmente começa a cansar. No início você acha que consegue ficar ali tranquilamente, mas depois de vários minutos com a boca aberta, os músculos parecem pedir socorro. Você tenta relaxar, mudar um pouco a posição, respirar fundo, mas logo percebe que ainda falta bastante tempo.


Para quem tem dentes sensíveis, como eu, a experiência ganha um nível extra de desafio. Aquele jato de ar que para muitas pessoas parece inofensivo, para mim é quase um choque elétrico atravessando o dente. É uma sensação tão rápida quanto intensa. O corpo inteiro se contrai em uma fração de segundo.


E então vem aquele instrumento que raspa os dentes. O som. Meu Deus, o som. É impressionante como um simples ruído consegue provocar tanto desconforto. Não é apenas ouvir. Parece que o barulho atravessa a cabeça inteira. A cada raspagem, eu já ficava esperando a próxima, como quem sabe que um pequeno incômodo está prestes a chegar novamente.


Enquanto estava ali, pensei em como algumas coisas importantes da vida são exatamente assim. Nem sempre são agradáveis durante o processo. Às vezes cansam. Às vezes incomodam. Às vezes fazem a gente querer que tudo termine logo. Mas o resultado compensa.


Quando me levantei da cadeira e vi tudo concluído, senti aquela satisfação silenciosa de quem enfrentou algo desconfortável e saiu melhor do outro lado. Não foi apenas sobre dentes limpos ou tratamento finalizado. Foi sobre lembrar que cuidar de nós mesmos nem sempre é prazeroso, mas quase sempre é necessário.


A vida tem muitas cadeiras de dentista. Situações que exigem paciência, resistência e confiança no processo. E talvez a verdadeira maturidade esteja justamente em entender que nem tudo que nos faz bem será confortável enquanto acontece.

Vivemos uma época curiosa. Nunca houve tanta facilidade para acessar informações, opiniões e diferentes pontos de vista. Ao mesmo tempo, nunca foi tão fácil consumir conteúdos que transformam pessoas em inimigos umas das outras.


Basta abrir as redes sociais para encontrar alguém dizendo que homens não prestam. Logo depois, aparece outro afirmando que mulheres são interesseiras. Em seguida, surgem discursos que tentam convencer as pessoas de que o amor verdadeiro não existe, que a fidelidade é uma mentira ou que todo relacionamento está condenado ao fracasso.


O problema não está apenas na existência dessas opiniões. O verdadeiro perigo surge quando alguém começa a consumi-las diariamente sem questionamento. A mente humana funciona de maneira muito mais influenciável do que gostamos de admitir. O que ouvimos repetidamente tende a parecer verdade, mesmo quando não existe nenhuma evidência concreta na nossa própria realidade.


Muitas pessoas passam a enxergar traições onde não existem. Começam a desconfiar de parceiros que nunca deram motivos para desconfiança. Interpretam gestos comuns como sinais de manipulação. Criam conflitos baseados em histórias de desconhecidos na internet. Aos poucos, deixam de viver a própria vida para viver dentro de narrativas criadas por pessoas que sequer conhecem sua realidade.


É importante compreender que experiências individuais não representam a humanidade inteira. O fato de alguém ter sofrido uma decepção não significa que todos irão sofrer a mesma decepção. O fato de um relacionamento ter fracassado não significa que todos estão destinados ao fracasso.


A internet recompensa conteúdos que provocam emoções intensas. Raiva, medo, indignação e conflito geram visualizações. Quanto mais as pessoas brigam, comentam e compartilham, mais esses conteúdos se espalham. Nem sempre o que recebe mais atenção é o que possui mais verdade.


Enquanto isso, existe uma parcela silenciosa da sociedade formada por homens e mulheres que continuam construindo relacionamentos saudáveis, respeitosos e duradouros. Essas histórias raramente viralizam. Não porque sejam menos reais, mas porque a paz costuma gerar menos engajamento do que o conflito.


Talvez uma das maiores demonstrações de maturidade na era digital seja desenvolver a capacidade de filtrar aquilo que consumimos. Nem toda opinião merece espaço na mente. Nem todo discurso merece influenciar nossas decisões. Nem toda experiência alheia deve ser transformada em regra para a nossa vida.


Antes de acreditar que o mundo inteiro é exatamente como alguém descreve em um vídeo de poucos minutos, vale a pena olhar ao redor e observar a realidade com os próprios olhos. Porque cada pessoa tem uma história. Cada relacionamento tem suas particularidades. Cada vida possui desafios e conquistas que não cabem em generalizações.


O amor não desapareceu. A confiança não desapareceu. O respeito não desapareceu. O que muitas vezes desaparece é a capacidade de enxergá-los quando passamos tempo demais ouvindo pessoas que lucram com a divisão, o ressentimento e o conflito.


A pergunta é simples: você está construindo sua visão de mundo a partir da sua própria realidade ou a partir do barulho produzido por pessoas que nem sabem que você existe?

Às vezes caminhamos pela rua e vemos um rosto que parece familiar. Por alguns segundos, nossa mente tenta encontrar uma resposta. Já vimos aquela pessoa antes. Temos certeza disso. Mas de onde?


Então percebemos que o tempo passou.


Os cabelos mudaram. O rosto mudou. O corpo mudou. A forma de se vestir mudou. E, muitas vezes, até a expressão mudou. Aquela pessoa que um dia reconhecíamos instantaneamente agora parece uma estranha carregando apenas alguns traços de alguém que conhecemos no passado.


É curioso pensar nisso.


Passamos anos acreditando que conhecemos as pessoas, mas a verdade é que ninguém permanece exatamente igual. O tempo trabalha silenciosamente em todos nós. Ele modifica nossa aparência, nossos pensamentos, nossos sonhos, nossas crenças e até a maneira como enxergamos o mundo.


Talvez o mais impressionante seja perceber que isso não acontece apenas com os outros. Acontece conosco também.


A pessoa que fomos há dez anos não existe mais. Talvez nem a pessoa que éramos há dois anos exista. Continuamos carregando o mesmo nome, algumas lembranças e certas características, mas estamos em constante transformação. Somos versões temporárias de nós mesmos.


Por isso, às vezes, encontramos alguém que foi importante em determinado momento da vida e percebemos que já não sabemos mais quem aquela pessoa é. E ela também já não sabe quem nos tornamos.


Não existe necessariamente tristeza nisso. Existe apenas a realidade da existência humana.


A vida não foi feita para permanecer imóvel. Ela se movimenta. Ela muda cenários, muda caminhos, muda pessoas. Algumas permanecem próximas. Outras seguem por estradas completamente diferentes. E tudo isso faz parte do ciclo natural das coisas.


Talvez seja por isso que o autoconhecimento seja tão importante. Se o mundo muda, se as pessoas mudam e se as circunstâncias mudam, precisamos aprender a acompanhar nossas próprias transformações. Precisamos, de tempos em tempos, perguntar a nós mesmos quem estamos nos tornando.


Porque enquanto tentamos reconhecer os rostos que o tempo transformou, existe uma pergunta ainda mais profunda esperando por nós:


Será que reconhecemos a pessoa que vemos hoje no espelho?


A vida passa. Os anos passam. As pessoas passam. E talvez a verdadeira sabedoria não esteja em tentar impedir as mudanças, mas em aprender a crescer junto com elas, aceitando que tudo está em movimento e que é justamente essa impermanência que torna cada encontro, cada memória e cada fase da vida tão valiosos.

Quanto mais observo a vida, mais percebo que a simplicidade é uma das maiores riquezas que existem. E, curiosamente, ela é também uma das mais incompreendidas.


Muitas pessoas confundem simplicidade com pobreza, escassez ou falta de ambição. Mas não é disso que estou falando. A simplicidade não é viver sem nada. É viver sem que as coisas possuam você.


Existem pessoas que moram em casas simples durante toda a vida. Algumas até possuem dinheiro guardado, poderiam comprar muito mais do que têm, mas não sentem necessidade. Aprenderam a encontrar felicidade em coisas que não podem ser compradas.


Vivemos em um mundo onde todos, de alguma forma, convivem com inseguranças. O rico teme perder aquilo que acumulou. O pobre teme perder aquilo que conquistou com tanto esforço. Ninguém está completamente livre das dificuldades da vida. Ninguém está totalmente protegido da maldade humana.


Mas existe algo que nenhuma pessoa consegue roubar quando é cultivado com sinceridade: a paz interior.


Com o passar do tempo, percebi que a felicidade raramente está nas grandes conquistas que imaginamos. Ela costuma morar em momentos simples que acontecem quase sem fazer barulho.


Está em ter uma cama confortável para descansar depois de um dia cansativo.


Está em sentar à mesa para compartilhar uma refeição com quem amamos.


Está em assistir a um filme juntos numa noite tranquila.


Está em preparar um café enquanto a conversa acontece sem pressa.


Está em acordar e perceber que existe alguém ao seu lado que escolhe permanecer, não por obrigação, mas por amor.


Talvez a verdadeira riqueza seja justamente essa: ter com quem dividir a caminhada.


A vida não é feita apenas de dias bons. Também existem perdas, preocupações, frustrações e momentos difíceis. Faz parte da experiência humana. Nenhuma felicidade é permanente. Mas nenhuma tristeza também é.


A vida oscila entre tempestades e dias ensolarados.


Por isso, nos momentos difíceis, gosto de pensar que as boas lembranças funcionam como pequenas luzes guardadas dentro de nós. São elas que nos ajudam a continuar quando tudo parece pesado. São elas que nos lembram que a dor não dura para sempre.


E quando olho para tudo isso, percebo como passamos tanto tempo correndo atrás de coisas que um dia ficarão para trás. Casas, carros, objetos, dinheiro. Tudo isso pode ser útil, confortável e importante. Mas nada disso nos acompanha para sempre.


O que permanece são os momentos vividos, os afetos construídos, as histórias compartilhadas e o amor que oferecemos ao longo do caminho.


Afinal, ninguém leva seus bens quando parte deste mundo. Mas leva consigo a marca de como viveu, de quem amou e de tudo aquilo que escolheu valorizar.


Talvez a felicidade não seja uma condição permanente. Talvez ela seja feita de pequenos instantes espalhados ao longo da vida. E talvez a sabedoria esteja justamente em reconhecê-los enquanto acontecem.


Porque o passado já se transformou em aprendizado. O futuro ainda não chegou. O único lugar onde a vida realmente acontece é agora.


E se a felicidade estiver muito mais perto do que imaginamos, escondida justamente nas coisas simples que costumamos deixar passar?

Vivemos em uma época em que muitas pessoas afirmam, com absoluta convicção, que não existem mais pessoas fiéis. Basta abrir a internet para encontrar alguém dizendo que todo relacionamento termina em decepção, que ninguém muda e que confiar em outra pessoa é um erro.


Mas quanto mais observo a vida, mais percebo que a realidade é muito mais complexa do que essas frases prontas que circulam por aí.


Acredito que existem pessoas que fazem escolhas ruins repetidamente sem demonstrar qualquer interesse em crescer, refletir ou assumir responsabilidade pelos próprios atos. Essas pessoas existem. Assim como existem pessoas egoístas, desonestas e indiferentes ao sofrimento que causam aos outros.


Mas também existem pessoas que erram, enfrentam as consequências dos seus erros e, a partir delas, se transformam.


Ser humano é, em parte, aprender. E nem todos aprendem as lições da vida ao mesmo tempo.


Algumas pessoas passam anos acreditando que o amor é descartável. Outras vivem presas aos próprios medos, inseguranças e imaturidades. Algumas machucam quem amam porque ainda não compreenderam o valor do que possuem. Não porque sejam incapazes de amar para sempre, mas porque ainda não aprenderam a fazê-lo da maneira correta.


O tempo tem uma forma curiosa de ensinar.


Há pessoas que, depois de perderem algo importante, começam a enxergar a vida de outra maneira. Há pessoas que amadurecem quando finalmente entendem o significado da reciprocidade. Há pessoas que mudam quando percebem que o amor verdadeiro não é apenas um sentimento, mas também uma escolha diária de respeito, lealdade e compromisso.


Por isso, não acredito que um erro define para sempre quem alguém será. O que realmente define uma pessoa é aquilo que ela faz depois de errar.


Ela assume a responsabilidade?


Ela aprende?


Ela cresce?


Ela se torna melhor do que era ontem?


Essas respostas dizem muito mais sobre o caráter humano do que o erro em si.


Também acredito que quando alguém encontra um amor genuíno, algo profundo pode acontecer dentro dela. Não porque outra pessoa tenha o poder mágico de transformá-la, mas porque o amor verdadeiro frequentemente desperta partes adormecidas da nossa consciência. Ele nos convida a sermos melhores, mais responsáveis e mais atentos ao impacto das nossas escolhas.


Ao longo da vida, observei pessoas que permaneceram exatamente iguais durante décadas. Mas também observei outras que pareciam ter se tornado uma nova versão de si mesmas. Pessoas que abandonaram comportamentos destrutivos, reconstruíram relacionamentos, fortaleceram sua fé, encontraram propósito e passaram a viver de forma completamente diferente.


Talvez seja por isso que ainda acredito na humanidade.


Não porque todos mudem.


Não porque todos aprendam.


Mas porque alguns aprendem.


Alguns crescem.


Alguns transformam a dor em sabedoria.


E enquanto existirem pessoas capazes de reconhecer seus erros, amadurecer e escolher um caminho melhor, ainda existirá esperança.


Porque o que torna o ser humano extraordinário não é a capacidade de nunca errar. É a capacidade de aprender, evoluir e não permitir que os erros do passado decidam quem ele será no futuro.

Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, fique até o final.


Durante muito tempo, ouvi dizer que o amor começa no olhar. Que duas pessoas se reconhecem antes mesmo de dizerem uma única palavra. Que os olhos revelam tudo aquilo que a boca não consegue explicar. E, por muitos anos, eu acreditei que talvez tivesse perdido essa experiência.


Meu marido nunca conseguiu sustentar um olhar profundo comigo. Não por alguns minutos. Nem por um minuto. Os olhos dele sempre encontravam outro lugar para repousar. Enquanto eu desejava aquele silêncio cheio de significado que existe quando duas almas se encontram através do olhar, ele parecia escapar desse instante.


Confesso que, às vezes, isso me entristecia. Eu me perguntava se havia faltado alguma coisa no começo da nossa história. Será que não vivemos aquele amor que nasce à primeira vista? Será que a nossa conexão começou incompleta?


Então percebi algo que transformou completamente a maneira como eu enxergava o nosso relacionamento.


Nós não começamos pelo olhar. Nós começamos pelo diálogo. Pela convivência. Pela afinidade. Pela confiança construída aos poucos. Enquanto muitos relacionamentos nasceram de um impacto visual e morreram quando a realidade apareceu, o nosso cresceu em meio às conversas, aos desafios, às escolhas diárias e ao compromisso de permanecer.


Depois de dezessete anos juntos, comecei a me fazer uma pergunta diferente. E se eu estivesse procurando o amor no lugar errado?


Talvez eu estivesse esperando encontrá-lo apenas nos olhos, quando ele sempre esteve escondido nas atitudes.


Porque o homem que não consegue me olhar fixamente é o mesmo homem que esteve ao meu lado nos dias difíceis. É o mesmo homem que me respeita, me apoia, me faz rir, me acolhe e me completa em tantas áreas da vida. Será que um minuto de contato visual teria mais valor do que dezessete anos de presença?


Quantas vezes idealizamos uma demonstração de amor e deixamos de perceber as centenas de demonstrações silenciosas que já recebemos todos os dias?


Talvez cada pessoa tenha um idioma diferente para amar. Algumas falam através dos olhos. Outras falam através do cuidado. Algumas emocionam com palavras. Outras emocionam permanecendo quando tudo convida a ir embora.


Percebi também que, muitas vezes, não sentimos falta exatamente do gesto. Sentimos falta do significado que atribuímos a ele. Eu não queria apenas um olhar. Eu queria sentir que existia uma conexão profunda. E, quando parei para observar a nossa história, descobri que essa conexão sempre esteve ali. Apenas escolheu outra forma de existir.


A maturidade nos ensina uma lição que a juventude dificilmente compreende. O amor verdadeiro nem sempre parece com o amor que imaginamos. Às vezes, ele é muito mais silencioso, muito mais simples e muito mais real.


Talvez o maior erro seja comparar a nossa história com as histórias que inventaram para nós. Filmes, livros e redes sociais nos ensinaram a procurar o extraordinário. Mas a vida, quase sempre, nos entrega o extraordinário disfarçado de cotidiano.


Hoje, continuo achando lindo quando duas pessoas conseguem se perder no olhar uma da outra. Mas aprendi que existem casais que se encontram de outras maneiras. Alguns se encontram nas conversas que atravessam a madrugada. Outros nas mãos que nunca se soltam diante das dificuldades. Outros no abraço que chega exatamente quando o mundo parece desabar.


O amor não é menor porque escolheu outra linguagem.


No fim das contas, talvez a pergunta mais importante não seja: "Ele olha profundamente nos meus olhos?"


Talvez a verdadeira pergunta seja: "Quando olho para a nossa história, consigo enxergar tudo aquilo que os olhos dele nunca conseguiram dizer?"


Se essa reflexão fez sentido para você, siga o meu perfil, curta, compartilhe, deixe nos comentários o que achou e conheça a minha coleção de ebooks. Está tudo organizado no Pinterest. E agora eu deixo uma última pergunta: quantas demonstrações de amor você deixou de reconhecer porque estava esperando que elas chegassem exatamente da forma que imaginava?

⁠Ao nos depararmos com alguns problemas e situações, achamos que a melhor solução é morrer para que não precisemos mais sentir aquela dor que somente Deus e nós entendemos... A única coisa que você quer é não se preocupar mais, é não ter que tomar mais nenhuma decisão, é não ter mais nada para pensar.
Mas tenho algo para te dizer agora... A única morte que trouxe solução foi a de Jesus Cristo em uma cruz, que morreu para que você pudesse viver. Então, lute! Lute para viver! Faça a morte dEle valer a pena.

Tópicos para refletir:
1 - Faça a morte e o sofrimento de Jesus valer a pena, ele morreu para você ter vida, e a sua forma de agradecimento é tirando a vida que ele morreu e sofreu para te dar?
2 - A morte não trará solução, e não ajudará você e muito menos as pessoas a sua volta!
3 - Saiba viver a sua vida, e a única pessoa que pode te ensinar a maneira certa é Jesus.
4 - Procure um cristão para conversar! E não estou dizendo procure o cristão que vive mais próximo de você, mas procure o cristão que vive mais próximo da palavra de Deus.
5 - Entregue sua vida a Jesus! Ore, leia a Bíblia e busque a Deus!
6 - Seja feliz e cheio da Glória de Deus!

Um dia tu vai acordar e perceber que o tempo passou.


Vai olhar para trás e lembrar de todos os sonhos que adiou, de todas as oportunidades que deixou escapar e de todas as vezes que disse: "Depois eu começo."


A verdade é que a vida não muda sozinha.


Ela muda quando tu decide trocar o medo pela coragem, as desculpas pela ação e a acomodação pela vontade de construir algo maior.


Ninguém virá transformar a sua realidade. Essa responsabilidade sempre foi sua.


Pergunte a si mesmo:


O que eu estou fazendo hoje que meu "eu" de daqui a cinco anos terá orgulho de agradecer?


Porque cada escolha de hoje escreve um capítulo da sua história de amanhã.


Tu pode continuar reclamando da vida que tem... ou pode começar a construir a vida que merece.


O tempo vai passar de qualquer forma.


A única pergunta é:


Quando ele passar, tu terá colecionado desculpas... ou conquistas?


A decisão que pode mudar a sua vida talvez não seja amanhã.


Ela pode ser hoje.

Dente de Leite

Eu fui na praia passear com minha vó
Veio uma concha na onda bateu no dente da frente

Que era de leite tão molinho meu xodó
E eu já tinha prometido pra minha vó de presente

Mas eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Dor de Dente


Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
Minha vó sempre dizia a mentira dá dor de dente


Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
Minha vó sempre dizia mentira dá dor de dente


A minha vó me ensinou e hoje eu sou clarividente
Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes


Minha vó me ensinou e hoje sou clarividente
Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes

Pau de Sebo


A minha vó lia cartas via o meu e o seu destino
Mas ela gostava mesmo era da Festa do Divino (bis)


Eu sou daqueles menino nem ligeiro nem ladino
Mas quando chegava maio lá na Festa do Divino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Mais veloz que Severino no Pau de Sebo subino


Minha vó ficava brava desce desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
A minha vó ficava brava desse desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino


Eu sou aquele menino subino no Pau de Sebo
Lá na Festa do Divino
Eu sou aquele menino no Pau de Sebo subino
Lá na Festa do Divono

Lá de cima eu jogava os doces pá mulecada
Mas o prêmio em dinheiro no meu bolso colocava (bis)


Refrão...eu sou aquele menino...

Olhe só você tá veno o Pau de Sebo o prêmio
E o menino nele subino
Olhe só você tá veno o menino no Pau de Sebo
E os seus olhos estão sorrindo

Pacatatu Cotianão

Pacatatu era destemida girando com precisão
Com sua motoca colorida do globo da morte pra vida

Pacatatu Cotianão correndo atrás da bolinha
Pacatatu Cotianão se encontraram na escadaria

Cotianão era um palhaço brincando de ser grandão
No farol contando moedinhas em pernas de pau ele vinha

Pacatatu Cotianão correndo atrás da bolinha
Pacatatu Cotianão se encontraram na escadaria

A bolinha de ping pong desviou da raquete e sorria
Dançando Berimbau Capoeira a estrela da escadaria

Pacatatu Cotianão correndo atrás da bolinha
Pacatatu Cotianão se encontraram na escadaria
Dançando Berimbau Capoeira subia a escada na vida
Dançando Berimbau Capoeira subiu a bolinha da vida

Pacatatu é o modelo socialmente aceito
Cotianão é o excluído
Escadaria é a morte
Bolinha é a vida

Um Antigo Piano Novo


Era uma vez um piano. Um erudito piano
Que adorava espalhar seus sons e alegrar o povo cantando
Suas antigas teclas. De marfim amareladas
Já conhecia os tons. Das mãos que as dedilhava


E da cartola do tempo. As melodias tirava
De belíssimas ladainhas. Que o povo todo cantava
Mas lentamente como a brisa viaja o oceano
O tempo corroía as cordas e emudecia o piano


No domo azul do mundo. Nuvens não ficam paradas
E a voz do piano velho. Logo seria trocada
Por outro piano novinho. De teclas brancas resinadas
Que tocava canções de amor. E o povo compartilhava


Porém não foi esquecido o piano antigo de teclas amareladas
Ele vinha na frente todo orgulhoso. Bem vestido e imponente
Abrindo o caminho para o novo. Que timidamente iniciava
Essa linda jornada sagrada. Que é a vida da gente

Vislumbrada com a colorida primavera que de tempos em tempos invadia o azul daquela pequena e vibrante esfera, Romã escapuliu escondidinha da sua constelação de virgem e mergulhou no mar das estrelas cadentes que passam a vida toda viajandode cá pra lá e de lá pra cá rapidamente, e foi assim pegando carona nelas que ela chegou aqui na terra e pode ver de perto as flores, cujas cores refletiam deliciosos cheiros e sabores nas gotas de brilho da casa dela.


"Romã, o segredo dos amantes" fl.1

Sobre Abusadores e Abusados


Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.


Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.


Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.


Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.


Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!

Interesse


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino

Flor de Maracujá


Construi o meu castelo. Flutuante pelo ar
Não é grande mas é belo. O meu castelo a flutuar
Nos jardins do meu castelo. Só flor de maracujá
De beleza incomparável não me canso de regar


Todo castelo tem lendas. A do meu vou lhe contar
Não tem príncipe valente. Não tem a rainha má
E também não tem princesa dorminhoca para acordar


Mas vive no meu castelo um ser bizarro e bizonho
Escondido numa toca. O devorador de sonhos
Quem nunca ouviu falar. Desse bichinho malandro
Que só faz desanimar. Quem leva a vida sonhando


O devorador de sonhos. Está em todo lugar
Se fingindo de amigo. Querendo te derrubar
Esse bichinho bizonho adora atazanar
Dizendo que é impossivel seu sonho realizar


Mas dentro do meu castelo não deixo ele entrar
Escondido em sua toca ele vai ter que ficar
Pois no meu jardim cultivo a flor de maracujá

Gabiroba resolveu estudar para se tornar uma árvore frondosa, com muitas folhas, e galhos, e uma grande e exuberante copa, e quem sabe poder proporcionar mais sombra e melhores frutos. Afinal, a grandeza está em servir e não em desfrutar. Ele era muito concentrado e dedicado aos estudos, professor Abacate sempre dizia, e de fato depois das aulas ele passava quase a noite todinha revisando as matérias. Até que conheceu Maria Pretinha e agora no silêncio noturno seus pensamentos insistiam em desenhar a imagem dela, Ah! Como era bela.


Romã, fl.2