Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
O tempo passando
O silêncio gritando dentro de mim.
Prefiro palavras que machucam a esse silêncio sem fim.
O sono que antes tranquilo
Rapidamente vinha a mim
Hoje não mais encontro,
A noite é longa , É quase sem fim..
Queria saber expressar
Tudo aquilo que me deixa assim.
Mas tudo é confuso,
não há palavras que possam fazê-lo enfim.
A maior de todas as prisões é a convicção de que já se detém a verdade completa, uma ilusão alimentada pela preguiça da mente. O ser humano, envolto na teia de suas próprias certezas limitadas, recusa-se a tatear a escuridão do desconhecido, falhando em reconhecer que a verdadeira sabedoria reside apenas no humilde e
corajoso ato de admitir a própria ignorância, como Sócrates ousou declarar.
Estive entre ossos secos e almas já sem brilho, um cemitério de olhos que não mais ardia. Corvos pousavam nas minhas falhas, cravando olhares como pregos, aguardando o instante em que eu iria finalmente ceder. O vento cheirava a metal e pó, passos distantes soavam como facas nas paredes do peito. Como um carvalho retorcido pela tormenta, segurei o que restava de mim. Juntei raízes como dedos enegrecidos, afundei-os na terra estilhaçada e bebi, com avareza, o pingo de água que sobrava. A umidade tinha gosto de lembrança e sangue seco. Numa fenda da planície estéril, meu cárcere aberto ao sol, apareceu uma lâmina tão pequena que quase se escondia, uma promessa miúda, de luz, como se a aurora tivesse voltado com as unhas quebradas.
Cada fibra do meu corpo lutava contra o esquecimento, contra a areia que roçava os tendões e tentava sepultar a centelha final. A areia não era neutra: sibilava, entrava pelas gengivas, raspava a língua. Sobreviver não bastava. Havia que coagular a dor, transformá-la: o peso da solidão, o sussurro venenoso da desistência, tudo virou húmus amargo para uma vontade que recusava morrer.
O solo rachado não ofereceu descanso, ofereceu lições. Rachaduras cuspiam pó que cheirava a ossos e foi nelas que aprendi a perfurar, a furar a crosta do desespero com unhas encravadas. Busquei, com um fervor áspero, uma nascente que se escondia debaixo do olhar dos mortos, uma força profunda, mútua com a escuridão, que não se entrega ao alcance.
As sombras permaneceram comigo, não como inimigas, mas como mapas invertidos: eram faróis que apontavam para onde eu jamais devia olhar de novo. E então, o tronco que antes dobrava sob o sopro do mundo começou a endireitar, não por graça, mas por insistência, por teimosia sórdida. Mesmo naquele deserto que parecia ter consumido até a fé, a vida voltou, torta e obstinada, rasgando a casca do nada para cuspir, por um instante, seu próprio clarão, sujo, ferido, impossível de apagar.
Um menino de costas carrega nas mãos vazias
tudo o que não pôde salvar. O piano calado chora por dentro, o violão perdeu as cordas como quem perdeu a fé. Anjos sujos ajoelham na lama, pedindo perdão por não terem chegado a tempo. As máquinas, cansadas de pensar, aprenderam o silêncio. E mesmo assim, ao longe, a água insiste em cair, porque o mundo acaba muitas vezes, mas a vida sempre encontra um jeito de continuar descendo.
Há um cansaço que não se cura com o sono, uma espécie de ferrugem silenciosa que começou nos meus ossos e agora dita o ritmo lento do meu sangue.
Viro os bolsos da alma e só encontro os restos de quem eu prometi ser, enquanto o silêncio da casa se torna um inquilino que não paga aluguel e ocupa todos os cômodos.
Escrevo para não ter que gritar contra as paredes, mas as palavras saem como estilhaços de um vidro que eu mesmo quebrei, cortando a garganta antes de ganharem o ar.
O tempo aqui dentro não corre, ele sangra, transformando cada lembrança num peso morto que eu insisto em carregar como se fosse um troféu ou uma condenação.
No fim, sobra apenas esse corpo que é um mapa de lugares onde ninguém mais quer morar, e a triste certeza de que a solidão é a única coisa que nunca me deixou pela metade.
Vivemos tempos em que a pressa virou rotina,
e sentir profundamente passou a ser quase um ato de resistência,
porque o mundo exige respostas rápidas para dores que são lentas,
sorrisos imediatos para feridas que ainda sangram em silêncio,
companhias virtuais para vazios cada vez mais reais,
muitos conversam o dia inteiro, mas poucos realmente se escutam,
há casas cheias e corações desertos coexistindo sem alarde,
gente exibindo felicidade enquanto coleciona cansaços invisíveis,
relações rasas em excesso e compreensão em escassez,
esta é a realidade: nunca estivemos tão conectados e tão ausentes.
A finitude da vida..... não é só a perda da presença; é uma pessoa inteira que vira silêncio e matéria. Isso faz todas as renúncias sem sentido parecerem gritantes.
Isto leva a uma reflexão: a de identificar o que já está morto dentro da sua rotina e o que ainda pulsa.
Pare e pense: do que você sente mais falta em você? Quem era você antes de virar só sustentação? Então não é sobre um sonho isolado. É sobre sentir que a sua existência inteira virou manutenção.
Você trabalha. Aguenta. Resolve. Entrega. Sustenta. Segura os outros.
Mas internamente existe um ser olhando para a própria vida e pensando: “em que momento eu vou começar a viver para mim?”
Mas *Mas Um Vez, Mais Uma Chance
Quando mais eu tenho que perder até que o meu coração seja perdoado?
Quanto mais eu tenho que sofrer até que eu possa te encontrar novamente?
Mais uma vez, eu não quero que as estações mudem
Mais uma vez, quando nós brincaremos juntos
Sempre que nós discutíamos, eu era o primeiro a desistir
Sua natureza egoísta me fez te amar ainda mais
Mais uma chance, as memórias restringem os meus passos
Mais uma chance, eu não posso escolher o meu destino
Estou sempre procurando sua imagem em algum lugar
Na plataforma oposta, nas janelas, pela rua
Mesmo sabendo que você não estaria em tal lugar
Se o meu desejo se tornasse realidade, eu estaria ao seu lado agora mesmo
Não haveria nada que eu não pudesse fazer
Eu arriscaria tudo e te abraçaria
Se eu apenas não quisesse me sentir sozinho
Qualquer um serviria, mas
De noite parece que as estrelas cairão por isso
Não consigo mentir para mim mesmo
Mais uma vez, eu não quero que as estações mudem
Mais uma vez, quando nós brincaremos juntos
Estou sempre procurando pela sua imagem em algum lugar
Em um cruzamento, no meio dos meus sonhos
Mesmo sem chance que você estaria em tal lugar
Se um milagre acontecesse, eu logo mostraria a você
Uma nova manhã, quem eu estou me tornando
E as palavras que eu nunca disse: Eu te amo
As memórias do verão circulam, de repente, minha pulsação desapareceu
Estou sempre procurando pela sua imagem em algum lugar
No amanhecer da cidade, em sakuragi-cho
Mesmo sabendo que você não viria para tal lugar
Se o meu desejo se tornasse realidade, eu estaria ao seu lado agora mesmo
Não haveria nada que eu não pudesse fazer
Eu arriscaria tudo e te abraçaria
Estou sempre procurando por um pedaço seu
Em uma banca de jornal, numa loja de viajantes
Mesmo sabendo que você não estaria lá
Se um milagre acontecesse, eu mostraria a você
Uma nova manhã, quem eu estou me tornando
E as palavras que eu nunca disse: Eu te amo
Eu acabo sempre procurando pelo seu sorriso em algum lugar
No cruzamento dos trens, esperando o expresso chegar
Mesmo sabendo que você não estaria em tal lugar
Se pudéssemos recomeçar nossas vidas, eu estaria ao seu lado o tempo todo
Eu não iria querer nada mais
Nada importaria além de ter você de volta*
Aerodinamicamente o corpo de uma abelha não é feito para voar; o bom é que a abelha não sabe ".
Isso é o que todos nós podemos fazer, voar e prevalecer em cada instante diante de qualquer dificuldade e diante de qualquer circunstância apesar do que disserem.
Sejamos abelhas, não importa o tamanho das nossas asas, erguemos voo e desfrutaremos do pólen da vida.
A verdade e a Mentira!
Vou contar uma história
Que o tempo nunca apagou,
De uma tal Verdade pura
Que o mundo não suportou.
É dessas que a gente escuta
Mas nunca se aprofundou.
Na pintura antiga e forte,
Que o pincel eternizou,
A Verdade Saindo do Poço
Foi quem tudo revelou.
Obra de Jean-Léon Gérôme,
Que esse enigma pintou.
Diz a velha parábola
Que um dia, sem previsão,
A Verdade e a Mentira
Se encontraram na amplidão.
Uma cheia de malícia,
Outra cheia de razão.
Disse a Mentira, ligeira:
— “Que dia lindo, afinal!”
A Verdade desconfiada
Olhou o céu natural,
E viu que havia beleza,
Que o dia estava especial.
Andaram juntas por horas,
Conversando sem parar,
Até que acharam um poço
De águas boas de banhar.
Disse a Mentira, sorrindo:
— “Vamos juntas mergulhar!”
A Verdade, cautelosa,
Na água foi encostar,
Sentiu frescor e pureza,
Resolveu então entrar.
Se despiu da sua essência
Sem pensar em se guardar.
Mas eis que a Mentira, astuta,
Saiu ligeira do chão,
Vestiu a roupa da outra
Sem qualquer hesitação,
E fugiu pelo mundo afora
Levando sua ilusão.
A Verdade, revoltada,
Do poço veio sair,
Nua, crua e sem disfarce,
Tentando se redimir.
Mas o povo, ao vê-la assim,
Preferiu dela fugir.
Viraram rosto e desprezo,
Ninguém quis a encarar,
Pois a Verdade despida
É difícil de aceitar.
Mais fácil é a Mentira
Bem vestida a circular.
Triste, a Verdade retorna
Pro fundo do seu lugar,
Se esconde no escuro d’água
Sem mais querer se mostrar.
E o mundo segue enganado,
Sem vontade de acordar.
E assim segue essa história
Que o tempo só confirmou:
A Mentira anda vestida
Do que nunca lhe pertenceu,
E a Verdade, envergonhada,
No poço se recolheu.
Acolher é olhar de novo
Sabe, há dias em que, só pelo fato de abrir os olhos e caminhar, as feridas voltam a sangrar.
Às vezes, o melhor caminho não é desprezar, mas acolher.
E é a partir disso que te digo, meu amigo: é difícil, muito difícil — mas não impossível.
Muitas pessoas sofrem e erram repetidamente.
Mesmo quando recebem ajuda, continuam errando.
E, então, na maioria das vezes, são desprezadas.
A ajuda cessa. O olhar se fecha. Elas são esquecidas.
Mas será que o erro é apenas falta de vontade?
Ou existe algo mais profundo, silencioso, pedindo atenção?
Acredito que, nesses casos, acolher se torna ainda mais necessário.
Porque, quando alguém insiste em errar, talvez não seja resistência —
talvez seja dor, confusão, ou uma forma de pedir ajuda que não sabemos ouvir.
A ajuda, então, não deveria acabar…
Talvez precise apenas mudar de forma.
E é nesse caminho que encontro, ao meu lado, uma companheira inusitada: a chuva.
Ela me alegra em dias sombrios,
porque suas águas parecem lavar não só o mundo, mas também aquilo que carregamos por dentro.
E eu compartilho da alegria de suas infinitas gotas, do bater na pele, do varrer silencioso, da dança que acontece sem pedir permissão.
Admiro aqueles que andam e dançam na chuva, que se permitem sentir, simplesmente pelo fato de existir e respirar.
Com a água da chuva, até as sombras silenciam, vendo-a cair e dançar diante dos nossos olhos.
E talvez seja isso que nos falte:
olhar com mais cuidado, sentir com mais verdade,
acolher com mais humanidade.
✍🏽🦋 Yonne Moreno
Entre sentimentos e silêncios, nasce o que é meu.
Minha Vida, Minha Voz.
Estou aqui tentando explicar: não é um ensaio, é vida real.
Ao iniciar uma escalada, sempre haverá luzes e sombras que te acompanham — e é por isso que sua luz precisa ser forte e intensa.
Negue-se a viver refém do medo, esse é o meu recado.
Sua vida precisa ser guiada pela sua própria voz, não pela de terceiros. Seja sua própria diva. Ria, sorria, gargalhe — afinal, esses gestos suavizam a vida e a tornam mais leve.
Não se assuste: não temos dublê. Ainda que pequenos, podemos ser grandes e poderosos — mas, acima de tudo, precisamos ser do bem.
Não se esconda para sofrer ou chorar sozinho. A vida sempre foi um mistério, e dividi-la também é parte do caminho.
Não é pecado ser. Dizem que são os atos que definem, mas o que seria do amor sem os atos? Sem os toques, os abraços, os choques?
Na verdade, seja sempre sincero e transparente. Não tenha medo do amor, pois as formas de amar são um leque aberto.
Penso que o mundo ainda não está preparado para a sua realidade e sua igualdade. Talvez porque muitos conceitos tenham sido corrompidos — e o que foi transmitido, muitas vezes, soa ilógico, irracional e cruel… ao menos dentro da minha visão.
Bem-vindo à minha sinceridade.
Entre o Despertar e a Espera
(Quando o silêncio vira cúmplice)
Cinco seres, quatro monstros e um cachorro.
Até quando fecharemos os olhos para a maldade humana?
A justiça precisa prevalecer, pois é ela que sustenta o bem comum.
Em nossas vidas, precisamos da verdade. Precisamos acreditar na humanidade. Precisamos acreditar na justiça.
O ser humano deve possuir integridade moral e respeitar as diferenças.
Se o cachorro é um ser tão fiel e amigo, por que ainda existem pessoas tão maldosas, mesmo tendo consciência?
O ser humano de bem reconhece o valor do afeto, um abraço sincero, um olhar limpo, um “lambeijo” cheio de verdade…de seus amigos de quatro patas.
Aguardar um desfecho e lutar por um ser é algo digno — é, acima de tudo, um ato divino.
Na minha orelha, não carrego apenas um brinco —
carrego um símbolo:
justiça.
O Quase Perfeito do Amor
Eu perco o ar ao falar de amor.
Você deveria ceder antes.
Tivemos paz, vivemos um romance.
Nada que envolva o amor é supérfluo.
Aquele nosso quadro fala —
ele narra a sujeira do desamor
e mostra que só o amor prospera.
Era um laço que jamais sangraria.
De mãos dadas, éramos bem-amados.
Sou um homem, mas, às vezes,
carrego pensamentos que julgo femininos, talvez eu esteja tomado
por uma ideia de amor mais que perfeito.
Eu só quero ser amado.
E ainda me choca pensar
que alguém de confiança
possa estar te traindo.
TRAVESSIA
Chorei o amor que se foi
com a certeza de que já não me cabia.
Não por falta de espaço,
talvez por falta de diálogo,
ou por culpa minha.
Mas como achar culpados
numa via de mão dupla?
Era mais descompasso.
Um passo errado
e cruzamos a contramão.
Depois restou
a mania estúpida
de culpar o coração.
Chorei o amor que se perdeu
atravessando a rua no sinal vermelho.
Não olhei pros lados.
Queria chegar
ao outro lado mais cedo.
E do outro lado, só havia eu.
O Milagre da Vida
Após a concepção,
Após a descoberta
Primeiro a surpresa,
Logo em seguida a euforia:
Serei pai? Serei mãe?
Mas aí vem a preocupação:
Virá com saúde? Conseguirei criá-lo? Este mundo está tão violento!
Tempos depois, a curiosidade:
Qual o sexo? Qual a cor dos olhos e cabelos? Que nome darei, ou daremos?
O tempo passa, vêm os pré-natais...
Nove meses voam!
E o enxoval?
Já se sabe o sexo?
De repente, a bolsa estourou!
Corre, corre, que agonia,
Que estresse, que ansiedade.
Deu tudo certo,
o bebê venceu a luta pela vida!
O que a mãe só deseja nesse momento É ouvir o choro dele.
Colocar nos braços
Não importa mais nada:
cor dos olhos, cabelos...
O mais importante é que venha com saúde!
É o milagre da vida.
James Alessandre
Foi-se o mês de maio, mês do amor, da doçura das noivas e mães. Passou para dar lugar ao mês de junho, mês paixão, cheio de cores, sabores, sons, luzes no céu e no chão. Não sei se é o calor da fogueira. Não sei se é o amendoim torrado, o coco ralado, quadrilhas, barraquinhas o forró, o quentão. Não sei se é o frio que pede abraço e dengo, se é o dia dos namorados que espalha romance no vento, ou é o arrasta-pé, coladinho no salão, que faz todo mundo lembrar que ser casal é arretado. Em junho, quem tem xodó fica muito mais apaixonado. E quem não tem, se anima a procurar um amor para se alegrar e quem sabe fazer um casamento...
Mesmo que seja só pelo tempo de uma quadrilha.
Sol nascente
espetáculo
que se renova
a cada dia
momento de reflexão
e alegria.
É a vida nos dando um presente!
Nesta terra tem palmeiras
onde cantam sabiás
e outros passarinhos…
Meu coração é de mineira
mas nele cabe, junto,
o nordeste inteirinho!
Saudade imensa do meu pai.
Partiu numa véspera do Dia de São Francisco.
Sentimento de tempo não aproveitado, amor insuficientemente demonstrado, abraços e beijos guardados para um tempo que não chegou a acontecer.
Que bom seria se fosse proibido aos pais partirem antes da aposentadoria dos filhos...
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