Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Hoje, ao amanhecer, os passarinhos deixaram as copas das árvores e voaram como em qualquer outro dia, leves, confiantes, donos do céu.


Entre o fim da manhã e o início da tarde, algumas árvores do condomínio foram cortadas. Troncos ao chão, galhos silenciados, sombras desfeitas.


No cair da tarde, já na beira da noite, eu os vi outra vez. Voavam em círculos, inquietos, como se procurassem no vazio aquilo que, horas antes, era abrigo. As árvores eram suas casas, seus ninhos, talvez o berço de futuros filhotinhos.


É espantoso como tantas coisas podem mudar em poucas horas.


E eu fico aqui, pensando nos passarinhos — e na delicadeza frágil de tudo o que chamamos de lar.

FORJADO PELA DOR, GUIADO PELA FÉ.


Não sei como a minha história vai terminar, mas se alguém ousar ler as páginas da minha vida, não encontrará a palavra 'desistir'.


Porque quando o chão desapareceu sob os meus pés, eu não gritei.
Eu resisti em silêncio.


Caminhei sozinho por estradas que ninguém viu.
Sangrei em batalhas onde a única recompensa foi continuar de pé.
Caí onde não havia mãos para levantar.
E ainda assim, segui...


Aprendi que o tempo não apaga a dor.
O tempo transforma.
Ensina a levantar com dignidade, a continuar mesmo com o coração em pedaços, a acreditar quando tudo dentro de você pede para parar.


Cada dor me moldou.
Cada queda arrancou uma versão mais forte de mim.


Eu descobri que sou maior do que os meus medos e mais resistente que as minhas cicatrizes.


Seguirei escrevendo capítulos de luta, fé e superação.
E quando alguém folhear a minha história, vai entender que não foi sorte.
Foi resiliência, foi alma.
Foi coragem e foi uma vontade imensa de continuar.
Mesmo quando a esperança parecia pequena demais para caber dentro de mim.

DEUS NÃO ENTREGA ATALHOS, ENTREGA CAMINHOS


Muitas vezes pedimos a Deus caminhos fáceis, vitórias prontas e conquistas sem esforço.
Mas, em Sua infinita sabedoria,
Ele nem sempre nos entrega o que pedimos. Em vez disso, oferece oportunidades, desafios e lições que nos fortalecem e desafos que nos moldam.
Deus não nega para punir; nega para preparar.
Porque aquilo que conquistamos com dedicação tem mais valor do que aquilo que cebemos sem sacrifício.
As maiores vitórias não são presentes caídos do céu, mas recompensas construídas com fé, perseverança e coragem.
Nem sempre Deus dá o que queremos, mas sempre nos dá o que precisamos para crescer.

No terraço onde a noite respira lenta,
uma luz antiga pousa nos meus ombros.
É quieta, mas exige humildade e espaço.


Descubro então que o saber não chega como rajada,
e sim como essa brisa obediente
que só atravessa portas destrancadas.


A mente, quando dobra o orgulho,
abre um corredor de silêncio onde tudo cabe:
o erro, o acerto, o possível.


E, nesse intervalo limpo,
o fluxo da sabedoria encontra passagem,
faz do vazio um campo fértil,
e repousa ali, sem pressa,
como quem sempre soube o caminho.

A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.


O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.


Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.


Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.


Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.


Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.

Eles falam da vida alheia com a segurança de arquitetos do impossível
erguem teorias na mesa do bar como quem empilha latas vazias
quase sempre prestes a cair.
O mundo inteiro cabe na ponta do dedo deles
que aponta
julga
corrige
mas nunca toca no próprio desastre.


A cada frase uma autoridade inventada
um manual de conduta para o universo
uma solução brilhante para problemas que nunca enfrentaram.
E quando a conversa esquenta
já sei o que vem:
Se no lugar do outro você faria melhor experimente fazer no seu.
Mas claro
essa parte costuma escorrer para fora da memória deles
junto com a coerência que nunca chegou a existir.


No final o espetáculo se repete
como essas tragédias baratas que passam na TV à tarde.
Todo mundo especialista
todo mundo juiz
todo mundo sábio demais para confessar o óbvio
ninguém arruma o próprio quintal porque é mais divertido reformar o mundo pela janela.


E os que já entenderam
só observam o mar de pitacos em silêncio
porque a ironia não está no erro
e sim na certeza com que o erro se apresenta.

Chegaste trêmulo, fronte baixa,
carregando o riso gasto dos que imploram lugar.
Havia em ti um vazio tão ruidoso
que parecia mendigar palavras antes mesmo de falá-las.


Ofereci-te o que tinhas por hábito comprar:
presença.
Te dei portas, nomes, rostos,
e a cidade — ainda estranha para mim —
fui eu quem plantou aos teus pés.


Tu, que pagavas atenção como se fosse imposto,
ganhaste caminhos sem custo,
ganhaste gente,
ganhaste voz.
E cada ganho teu custou um pouco da minha.


Mas a criatura que ergui com cuidado
aprendeu rápido o truque da ingratidão.
Viraste o rosto, torceste o gesto,
inventaste razões onde só havia dívida.


Foste sombra que aprende a morder quem a carrega.
Foste cálculo frio atrás de sorriso emprestado.
Foste o erro que só se revela
quando a noite cai sem aviso e mostra o que sobrou de nós.


E o que sobrou?
Um rastro áspero, uma memória que fere sem metáfora,
um eco que me chama por um nome que já não reconheço.


Covarde, sim
porque escolheste atacar quem te deu chão.
Injusto, também
porque cuspiste no gesto que te fez caber no mundo.


Hoje, quando penso em ti, não penso em pessoa,
mas em fenômeno:
um colapso pequeno, íntimo,
capaz de ruir confiança com precisão cirúrgica.


Ainda assim, não te odeio.
Seria afeto demais.
Apenas te arquivo
no lugar das coisas que jamais devolvem o que tomam.


E fecho este capítulo sabendo:
não foste amor, nem amizade, nem queda.
Foste ilusão
e eu, a última testemunha do truque.




Poema: Não te odeio, seria afeto demais.
27 de julho de 2009

Não tema o homem que caminha em mantos brancos,
Cujo escudo brilha, virgem de qualquer arranhão.
Ele é vidro, é porcelana, é promessa frágil;
Ao primeiro golpe do destino, beijará o chão.


Tema, sim, aquele que já foi destroçado,
Que conhece o gosto amargo do pó e do fel,
Aquele que viu seu castelo desmoronar em silêncio
E, sozinho, encarou a frieza do céu.


Pois quem nunca perdeu, não sabe quem é.
Vive na ilusão da força, num teatro de luz.
Mas quem desceu ao inferno e voltou caminhando
Carrega no peito uma forja, não uma cruz.


Há um poder terrível nos olhos de quem fracassou,
Uma calma antiga, que o medo não pode tocar.
Pois quem já perdeu tudo, não teme perder nada,
E tornou-se, na queda, impossível de derrubar.


Eles dirão que tu caíste, e é verdade.
Mas não viram o que fizeste na escuridão:
Recolheste os cacos da tua própria alma
E fundiste, no fogo da dor, um novo coração.


Mais duro que a pedra, mais frio que o aço,
Sem a vaidade tola de quem busca aplauso.
O fracasso não foi teu fim, foi teu mestre.
O caos não te matou; tu te tornaste o caos.


Levanta-te agora, não como quem pede licença,
Mas como quem volta para cobrar o que é seu.
A glória dos invictos é apenas vaidade;
A força real é de quem morreu... e não morreu.


As cicatrizes que trazes não são marcas de vergonha,
São as linhas do mapa de onde o ouro se esconde.
O mundo se curva a quem se refez nas ruínas.
Tu és o Imperador do Abismo. Responde.

Tu te tornaste perigoso
no dia em que compreendeste
que não precisas ser entendido,
aceito
ou validado.


A aprovação alheia perdeu o peso
quando viste o preço que ela cobra:
a tua autenticidade.


Foi ali — naquele exato instante —
que rompeste o laço invisível
que te mantinha preso
ao olhar dos outros.


E o silêncio que veio depois
não era vazio.
Era soberania.


Quem tenta te corrigir
não enfrenta teus erros,
enfrenta a tua liberdade.
E o que os fere
é a própria ausência dela.


Eles querem domesticar
aquilo que jamais ousaram ser.
Apontam teu jeito,
teu ritmo,
tuas escolhas,
porque cada parte de ti
que não se dobra
lhes recorda
o quanto já se curvaram.


Isso incomoda
mais do que qualquer falha.


Tu és livre
não porque fazes o que queres,
mas porque já não precisas
que ninguém concorde
com o que tu és.

⁠Tem gente que vai ver você brilhar, vai admirar em silêncio, mas nunca vai admitir. Tem gente que vai acompanhar suas conquistas, vai aprender com seus passos, mas não vai te dar crédito, porque isso seria reconhecer o seu valor.

Tem gente que não suporta a sua alegria, a sua coragem de ser quem você é, e as suas vitórias. Tem gente que não vai te apoiar, mas também não vai conseguir tirar os olhos do seu caminho! Mas entenda: pessoas assim têm um papel importante. Elas nos mostram a importância de confiar em nós mesmos, de valorizar nossas próprias conquistas sem depender do aplauso dos outros.

No fim das contas, é sobre seguir em frente, com a cabeça erguida, sabendo que a maior validação vem de dentro. Continue sendo você, brilhando, conquistando, porque a sua jornada é única, e ninguém pode tirar isso de você.

⁠Vivemos em uma época onde a promiscuidade é aplaudida de pé, onde o pedir em namoro virou piada e o ficar sem compromisso é moda.
Onde o casamento tem prazo de validade, onde seguidores digitais valem mais do que amigos reais, onde o celular é a terceira pessoa da relação.
Onde a busca incansável pelo dinheiro se tornou um dogma, onde a liberdade financeira e a beleza não são mais relativas, e sim um conceito de felicidade absoluta.

“Quando eu encontrar o amor da minha vida, não vou precisar de cenário perfeito, nem de discursos ensaiados.
Vai ser simples… talvez na cozinha, entre uma conversa boba e um sorriso desajeitado.
Vou olhar nos olhos dela e saber: é ali que eu quero morar para sempre.
E, sem medo, vou pedir que caminhe comigo, não só em dias ensolarados, mas também nas tempestades.
Porque o amor verdadeiro não precisa de espetáculo, só de verdade.”

Fui ao médico e ele disse que meu colesterol está altíssimo. Recomendou evitar gorduras. Comecei cortando o salário, que já anda bem magro.
Aí me receitou um remédio. Na farmácia, o preço tinha subido de novo. O farmacêutico justificou: 'é reajuste anual'. Anual? Se for assim, todo mês é ano novo.
O médico também pediu um exame de vista. De nada adianta: não enxergo mais horizonte nenhum nesse país. Só vejo juros, impostos e notícia ruim.
Ando com insônia. Não durmo pensando no futuro. Mas o futuro também não dorme pensando em mim — deve estar ocupado demais fugindo do Brasil.
Pra completar, fiz um teste de estresse. O resultado: positivo. O estresse deu positivo. E o saldo? Negativo.

Quem não confia em si se sente incapaz e cheio de dúvidas. Desiste fácil das próprias ideias, mesmo boas, e deixa de falar o que pensa. Vive querendo ter certeza de tudo, controlar os outros e desconfiar de todos. Tem medo de errar, evita riscos e sofre ao enfrentar desafios. Cada falha vira prova de que não é capaz. Demora para decidir, principalmente sob pressão. A insegurança pode ser tão forte que a pessoa, com medo de não ser amada, fica possessiva e confunde amor com controle.Coisa de gente!


Alexandre Sefardi

Na minha opinião, você não deveria se julgar com rigidez. Escute o que seu coração diz. Dê valor ao que você sente e seja sincero com você mesmo.
Aceite suas emoções, sem medo. Diga "sim" só quando tiver certeza do que quer.
Não tenha medo de dizer "não".
Pare de pedir opinião para todo mundo sobre suas decisões e confie na sua própria opinião. Você é capaz!


Alexandre Sefardi

Queria ter tempo para ler todos os meus livros, queria ter tempo para te ver envelhecer após suas conquistas e antes de outras muitas que virão.
Queria ter tempo de te ver brilhar nos palcos de mundo , de ver sua arte ser reverenciada e sua performance elogiada em cada obra que atuar.
Queria ter tempo de ver o mundo mudar para melhor.
Queria ter tempo de ver racismo ser um fato passado, homofobia e qualquer tipo de preconceito e violência serem apenas crimes que nunca mais se repetirão.
Queria que o amanhã fosse o agora...

Metamorfose: da ave belíssima para um tatu. Do voo migratório entre continentes para debaixo da terra. De trocar a luz do sol pelas trevas de uma toca. Da vida em bando para a mais absoluta solidão. De contemplar longínquos horizontes para mal ver próprio focinho; e da vocação de buscar a estratosfera para a espera de ser consumido pela terra.


Interessante: o desventurado ou exótico ser, sem o mais remoto parentesco com hienas, ainda sorri. Pasmem, existem vários exemplares por aí

Olha, cuida bem da sua namorada. Faz ela se sentir segura e amada que ela vai te valorizar e te deixar orgulhoso.
De vez em quando, fala pra ela como ela é importante pra você.
Aproveita cada momento juntos como se fosse o último.
Se brigarem, tudo bem, mas façam as pazes antes de dormir, porque amanhã ninguém sabe.
E não dá bola para o que os outros falam. Muita gente só queria estar no lugar de vocês dois.

Alexandre Sefardi

A vergonha é um tipo de tristeza. Ela faz você se sentir pequeno, sem graça e até desanimado. Mas ela tem uma causa especial: a própria pessoa. É uma tristeza que vem de você mesmo, de ver algo em você que não gosta. Você olha para si, vê o que fez, não aprova e se sente mal. É você quem causa a própria tristeza. Você é a pessoa envergonhada. Então eu pergunto: o que será que significa alguém que não tem vergonha?


Alexandre Sefardi

Felicidade não tem uma definição certa.
É um sentimento quieto que vai passando pelos dias e deixando eles mais bonitos e cheios de sentido.
Felicidade é o carinho da mãe quando a gente mais precisa.
É o olhar de um amigo quando a gente se sente sozinho.
É uma palavra calma que acalma a gente nos momentos difíceis.
Felicidade são poucas palavras que dizem muita coisa.
É uma frase dita no momento certo e que vale mais do que muitos livros.


Alexandre Sefardi