Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Há uma guerra acontecendo em silêncio dentro de cada ser humano.
Não uma guerra entre países, religiões ou ideologias… mas entre consciência e prisão. Entre aquilo que desperta e aquilo que adormece a mente.
Segundo os conhecimentos gnósticos, mundo não foi construído para libertar o homem, mas para distraí-lo. Desde cedo, somos ensinados a obedecer sem questionar, repetir sem compreender e existir sem perceber quem realmente somos. A maioria vive aprisionada em ciclos invisíveis: medo, culpa, desejo vazio, ansiedade e dependência emocional da aprovação dos outros.
A verdadeira batalha diária não acontece fora. Ela acontece quando você escolhe entre permanecer inconsciente ou encarar a própria verdade.
A luz representa a chama da consciência que rompe as correntes da ignorância. Não como uma figura de adoração cega, mas como símbolo do despertar interior, da busca pelo conhecimento proibido aos que preferem massas obedientes ao invés de indivíduos conscientes.
Todos os dias o sistema tenta enfraquecer tua essência através do caos, do excesso de informação, da superficialidade e do medo constante. E poucos percebem que a maior escravidão é espiritual e mental.
Despertar dói. Questionar dói. Enxergar as ilusões dói.
Mas continuar dormindo custa a própria alma.
O homem que desperta deixa de viver no automático. Ele aprende a observar os sinais, dominar os impulsos, controlar a própria mente e transformar sofrimento em evolução. Porque a verdadeira luz não nasce da perfeição… nasce da coragem de atravessar a própria escuridão consciente dela.
Agora, éramos duas pessoas completamente machucadas, quebradas: uma querendo lutar pelo que sentia, e a outra lutando para fugir com todas as forças que tinha. Nenhum dos dois soube dizer adeus de todo o coração. Ficou entre nós um silêncio ensurdecedor, entre palavras não ditas ou daquelas ditas no calor do momento e que feriram, sentimentos presos na garganta e o vazio da ausência que restou.
Sempre surge aquela incógnita: “e se?”. Um precisou silenciar o que sentia, fazer as malas e ir embora, ainda guardando tanto dentro do peito, enquanto o outro seguiu como se nunca tivesse significado metade do que significou.
No fundo, os dois sabiam que o amor nem sempre precisa ser dito, mas transborda através do olhar, do toque, da presença que reacendeu em nós algo que pensávamos nunca mais sentir na vida.
Você me deu esperança em meio ao caos, foi calor nos dias frios da minha alma e me fez acreditar que eu poderia amar e ser amada novamente. Eu ainda me lembro de uma frase sua, quando eu passava por um dos piores momentos da minha vida: “Você não sorri mais como antes, eu quero te fazer sorrir!”. E, de verdade, nossa conexão me arrancou sorrisos sinceros e uma alegria que há muito tempo eu não sentia, mas quem diria que um dia me arrancaria lágrimas.
Eu sou grata e vou te guardar para sempre como uma página bonita do livro da vida: escrita, mas sem um fim plausível. Porque, entre nós, não há algo que possa ser acabado, mas sim guardado, arquivado e escondido no profundo do sentir, em um lugar ao qual ninguém tem acesso.
Eu sei que dentro de nós, há uma versão nossa que ninguém mais terá. Eu também sei, que juntos, um dia, conseguimos acessar.
Nós nunca sabemos o quanto suportamos migalhas até finalmente sermos nós a repartir o pão, nem quantas vezes duvidamos da nossa própria capacidade diante das adversidades e recusas encontradas pelo caminho, até alcançarmos a tão desejada realização pessoal.
O caminho é árduo. Para algumas pessoas, as coisas parecem acontecer com mais facilidade; para outras, no entanto, tudo leva tempo. Nem sempre a vida segue como planejamos, ela segue normalmente, o roteiro escrito por Deus. Às vezes, é preciso arriscar mais de uma vez, enfrentar perdas e correr riscos até que, entre tantas tentativas, incansávelmente, uma delas finalmente dê certo.
O Mendigo de Afeto
Era o mestre do pranto, o servo do medo,
Guardando no peito um triste segredo.
Expulso de casa, jogado ao relento,
Vivia o calvário de cada momento.
Ela gritava com voz de trovão,
Fazendo do homem o pó do seu chão.
Batia na porta de um velho parente,
Com o corpo cansado e o olhar de doente.
Pedia um canto, um prato, um favor,
Curando a ferida de um falso amor.
Mas ela chamava, querendo humilhar,
E ele, cativo, aceitava voltar.
Porém, o destino teceu nova trama,
Longe das cinzas daquela chama.
Um dia o silêncio foi sua resposta,
Ele virou de uma vez as costas.
Não houve conversa, nem houve partida,
Apenas o passo pra uma nova vida.
Agora o cenário mudou de lugar,
Não há mais ninguém para ela mandar.
O teto que sobra é o teto que isola,
A sua soberba agora é esmola.
Caiu em depressão, no fundo do poço,
Sentindo no peito um amargo nó na garganta, um esforço.
Perdeu quem servia, perdeu quem amava,
Aquele que ela sempre esmagava.
Ele está livre, em paz, no caminho,
Ela está presa no próprio espinho.
O tempo ensinou, com o seu rigor,
Que quem planta o ódio não colhe o amor.
Se ao menos eu soubesse que aquele seria o nosso último adeus, eu teria te abraçado com mais força, teria dito as palavras certas e também aquelas que silenciei.
Se eu ainda pudesse te dizer algo, diria que você continua sendo o primeiro e o último pensamento dos meus dias, que a vida já não tem mais a mesma cor e que meus dias andam cada vez mais atarefados numa tentativa de evitar pensar constantemente em você.
Eu te diria que não deixei de te amar, nem mesmo quando tentei. Que eu não consegui te odiar, apesar de você ter partido e quebrado o meu coração. Diria também que ainda guardo as lembranças de nós dois, apesar de evitar revisitá-las porque isso ainda machuca.
Eu te diria que, mesmo quando fecho os olhos, ainda consigo te sentir, e que ninguém jamais conseguiu preencher o espaço que era seu.
Eu te diria que, mesmo não podendo estar ao seu lado hoje, e por mais que eu lute todos os dias contra esse sentimento, meu coração ainda espera, em silêncio, pelo seu retorno e inevitavelmente ele não consegue parar de bater por você.
A Maldição de Sariel
por Sariel Oliveira
Carrego nos ombros uma herança invisível,
não deixada por sangue ou nome,
mas costurada nas costelas pelo próprio destino.
Minha maldição não é feita de má sorte,
mas de olhos que veem fundo demais,
de um coração que sangra por feridas que não são minhas.
Sou condenado a sentir o que os outros escondem,
a ouvir o silêncio que grita no peito alheio.
E, mesmo sabendo que isso me arrasta,
continuo — como se minha alma
fosse feita para ser farol em noites que não acabam.
Porque minha maldição é também minha sentença:
viver intensamente
num mundo que teme quem não sabe se calar.
A Maldição de Sariel
(à maneira de Kierkegaard)
Minha maldição não é visível aos olhos comuns,
porque não vive fora de mim,
mas no silêncio onde o homem encontra a si mesmo
e descobre que não pode escapar.
Sou condenado a perceber que a vida não me pertence —
ela apenas me atravessa,
como um vento frio que corta e não se deixa segurar.
Sinto o peso do eterno no instante,
o peso de Deus no olhar humano,
o peso da ausência onde deveria haver consolo.
E, enquanto outros caminham distraídos,
eu caminho acordado demais,
ferido demais,
amando demais.
Não sei se isso é dádiva ou castigo,
mas sei que não há cura.
Porque aquele que vê o fundo do poço
já não consegue fingir que só existe a superfície.
Juramento da Maldição
por Sariel Oliveira
Juro diante do silêncio eterno que não serei cego.
Que verei o que a noite esconde
e ouvirei o que o mundo não suporta dizer.
Aceito a solidão como testemunha,
o peso da lucidez como cruz,
e a ferida que nunca fecha como parte do meu ser.
Não fugirei da dor —
antes, a acolherei como velha companheira,
pois ela me lembra que estou vivo
num mundo que vive dormindo.
Se esta é a maldição que me coube,
que assim seja.
Carregarei seus sinais até que o pó me reclame,
e, ainda então,
que minhas cinzas sussurrem ao vento
o que poucos tiveram coragem de ouvir.
Oração de Força e Propósito
“Deus, assim como sustentaste José em cada desafio, sustenta-me também.
Dá-me saúde para continuar, coragem para enfrentar as injustiças e sabedoria para agir com excelência, mesmo nos momentos difíceis.
Que eu nunca perca a fé nos sonhos que colocaste no meu coração,
e que cada passo, mesmo nos vales, me leve ao propósito que preparaste para mim.
Amém.”
“O Segredo de viver”
“Ninguém tem a vida toda resolvida.
Nem aos vinte, nem aos trinta, nem aos sessenta…
A gente muda de sonho, muda de cidade, muda de trabalho… e até de jeito de pensar.
Tem quem encontre o amor depois dos cinquenta,
quem troque de carreira aos quarenta,
quem volte a estudar aos setenta.
A vida… não é uma linha reta.
É cheia de voltas, curvas e surpresas.
E talvez… o segredo seja esse:
entender que nunca vai existir um momento em que tudo esteja pronto.
Existe apenas o viver… aprendendo…
e recomeçando… sempre.”
Preservar a calma, mesmo quando as tempestades se erguem e o mundo ameaça desabar.
Manter a paz dentro de si, protegendo o coração dos pensamentos que a ansiedade semeia e dos problemas que tentam roubar a leveza da vida.
Fazer do amor um rei absoluto — que governa com bondade, que liberta sem exigir nada.
Permitir que o bem continue fluindo, mesmo diante da frieza da geração, do desinteresse dos corações e da vaidade que tanto cega.
Nadar contra as correntes, romper as amarras, até alcançar a imensidão reservada apenas aos que não desistem de viver.
— Sariel Oliveira
A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.
Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.
No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.
Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.
A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.
E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.
A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.
O homem foge de si porque estar consigo exige decisão.
Decide-se quem se é quando não há aplauso,
quando ninguém vê,
quando ganhar custa a própria verdade.
A angústia não é inimiga —
é o sinal de que a alma ainda está viva.
Pior que sofrer é existir sem nunca se escolher.
— Sariel Oliveira
MANIFESTO
Eu não quero vencer a qualquer custo.
Quero não me perder.
Recuso a vida vivida por reflexo,
as escolhas adiadas,
o conforto de caber onde minha verdade não cabe.
Não acredito numa existência sem angústia —
ela é o preço da liberdade.
Se escolher dói, é porque escolher é real.
Não confundo fé com certeza,
nem amor com troca,
nem honestidade com ingenuidade.
Prefiro perder vantagens
a negociar minha consciência.
Não sigo a multidão só porque ela é barulhenta.
A maioria nunca foi prova de verdade.
Caminho sozinho quando for preciso,
porque estar acompanhado pela mentira
é a forma mais elegante de desespero.
Aceito que amadurecer é perder versões antigas de mim.
Não tento repetir o que fui.
Permaneço no que ainda sou capaz de sustentar.
Não uso pessoas como meios,
nem sentimentos como desculpa.
Amar, para mim, é decisão —
não espetáculo.
Se existir um inferno,
ele não está na dor,
mas em viver sem nunca ter sido quem se é.
Por isso escolho a responsabilidade de existir.
Escolho a verdade que custa.
Escolho a solidão honesta
em vez da paz comprada.
Não quero uma vida que pareça boa.
Quero uma vida verdadeira.
— Sariel Oliveira
Eu não sou só o que ri.
Eu sei que muitos me veem como o cara leve.
O engraçado.
O que transforma o peso em piada
e o silêncio em riso.
E tudo bem.
Esse também sou eu.
Mas existe um erro silencioso quando acham que isso é tudo.
Porque ninguém vê o quanto eu penso.
O quanto eu observo.
O quanto eu seguro coisas que não viro brincadeira.
O quanto eu sei ser sério quando a vida pede seriedade.
Talvez o problema nunca tenha sido eu ser alegre.
Talvez tenha sido eu me esconder atrás disso.
O riso é confortável.
Ele aproxima, desarma, protege.
Mas ele também cria uma imagem fácil de engolir.
E eu não sou fácil.
Quando a situação exige postura, eu tenho.
Quando alguém precisa de cuidado, eu cuido.
Quando é hora de sustentar, eu sustento.
Só que isso quase ninguém vê —
porque quase ninguém fica quando a piada acaba.
Eu não quero deixar de ser leve.
Quero deixar de ser subestimado.
Não por arrogância.
Mas por verdade.
Ser inteiro dá trabalho.
Assusta.
Exige que o outro me veja além da superfície.
E exige que eu permita isso.
Eu não sou contraditório.
Sou profundo.
O riso não nega minha responsabilidade.
Ele convive com ela.
Quem me confunde com superficial
nunca teve coragem de ficar quando eu fiquei em silêncio.
E tudo bem.
Nem todo mundo precisa me entender.
Mas quem quiser caminhar comigo
vai ter que aceitar que eu sou mais do que pareço.
Eu sou leve —
mas não sou vazio.
Ela me chamou de idiota.
E eu ri.
Porque não foi ofensa.
Foi daquele jeito que só quem gosta fala.
Idiota leve.
Idiota que não pesa o clima.
Eu sou esse cara.
O que faz graça sem maldade,
o que quebra o gelo quando tudo fica sério demais,
o que entra no jogo só pra fugir um pouco do mundo.
E ela riu comigo.
Isso ficou.
Se eu erro, ela ri.
Se ela ri, eu fico bem.
É simples assim.
Ser idiota assim não dói.
É cuidado disfarçado de brincadeira.
É amizade que acolhe.
Então se eu sou idiota,
que seja desse jeito —
o tipo que arranca risada
e guarda carinho no meio da zoeira.
No meio da bagunça,
alguém ri comigo
e o mundo fica menor.
Uma palavra boba,
um “idiota” dito com sorriso,
e tudo perde o peso.
Tem gente que não chega fazendo promessa,
chega ficando.
Que não cuida com discursos,
cuida com presença.
Com algumas risadas,
eu encontro abrigo.
Com algumas pessoas,
ser quem eu sou basta.
Se a vida às vezes cansa,
é porque esquece de avisar
que ainda existem encontros
que salvam o dia
sem fazer barulho.
O Sorvete que Virou Saudade
Algumas lembranças têm gosto.
A minha tem gosto de chocolate.
Todo Dia das Mulheres
eu chegava com um Magnum na mão.
Era simples, quase bobo para quem via de fora.
Mas para mim
era uma maneira silenciosa de dizer
tudo aquilo que às vezes os filhos
não sabem falar direito.
Eu entregava o sorvete
e dizia que a amava.
Ela sorria.
E naquele sorriso
o mundo ficava em paz por alguns segundos.
Eu não sabia
que um dia aquele gesto tão pequeno
viraria uma das maiores saudades da minha vida.
A gente nunca imagina
que os momentos comuns
estão, na verdade, se tornando eternos.
Hoje o Dia das Mulheres chega
e eu sinto falta daquele caminho simples:
comprar o sorvete,
bater na porta,
ver o sorriso dela.
O sorvete ainda existe.
O dia ainda existe.
Mas agora
o amor que eu levava nas mãos
precisa viajar pela memória
para chegar até ela.
E às vezes eu penso…
se o céu tiver pequenas alegrias humanas,
talvez em algum lugar
minha mãe ainda esteja sorrindo
enquanto eu chego com um Magnum na mão.
— Sariel Oliveira ✍️
O Último Magnum
Existem coisas que a gente faz sem imaginar
que um dia vão virar lembrança sagrada.
Todo Dia das Mulheres
eu aparecia com um sorvete Magnum na mão.
Era o favorito dela.
Eu entregava como quem entrega algo simples,
e dizia:
“mãe, eu te amo.”
Ela sorria.
E naquele sorriso
havia uma paz que eu nem sabia explicar.
Naquele tempo
eu achava que estava apenas dando um sorvete.
Hoje eu sei
que estava vivendo um dos momentos mais puros da minha vida.
Porque a gente só entende o valor
das coisas simples
quando elas deixam de acontecer.
Hoje o Dia das Mulheres chega…
e minhas mãos estão vazias.
Não tem mais o caminho até a porta,
não tem mais o sorriso esperando,
não tem mais aquele instante pequeno
em que o mundo ficava em silêncio
só para caber o amor de uma mãe e de um filho.
E às vezes isso dói.
Dói saber
que o último Magnum que eu levei
foi o último
sem que eu soubesse.
Mas existe algo que o tempo não levou:
o amor que cabia naquele gesto.
E hoje,
quando a saudade aperta,
eu fecho os olhos
e imagino que ainda estou chegando com o sorvete na mão.
E digo, como sempre disse:
“mãe… eu te amo.”
— Sariel Oliveira
Retrato Interior
Há em mim duas presenças que caminham lado a lado.
Uma ri, conversa, faz graça com o mundo, como quem dança leve sobre os dias.
A outra observa em silêncio, como quem escuta o eco das próprias emoções dentro do peito.
Eu aprendi cedo que sentir é também um tipo de linguagem.
Há sentimentos que não cabem em conversa comum,
então eu os transformo em silêncio, em pensamento, em palavra escrita.
Carrego dentro de mim uma casa feita de memórias,
onde vivem os afetos, as saudades e as perguntas que o tempo ainda não respondeu.
Às vezes me aproximo das pessoas com o coração aberto,
outras vezes recuo um pouco, não por frieza,
mas porque o cuidado também sabe ser discreto.
Sou alguém que observa antes de julgar,
que sente antes de reagir,
e que muitas vezes prefere compreender do que vencer.
Alguns verão em mim apenas leveza.
Outros perceberão que, por trás do sorriso tranquilo,
existe um universo inteiro de reflexões silenciosas.
Porque eu sou feito de duas partes:
a que vive a vida...
e a que também a contempla.
— Sariel Oliveira
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