Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

A Face Oculta do “Amor”

Um grande homem… ou talvez apenas um grande ser?
Ou um grande líder? Tipão ou tirano?
Talvez — e com certeza — um grande lixo.

Quando alguém diz que ama uma criança, mas por trás de suas palavras existem pensamentos libidinosos e cruéis, então não é um ser humano falando — é o próprio demônio agindo.

Ecos de um Amor que Não Volta

Cada amor tem uma história.

E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.

É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.

Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?

Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.

Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.

Metamorfoses da Saudade

Você foi o culpado pela explosão de sentimentos que houve em mim.
Você foi um grande amor.

Que bom foi te conhecer… mas foi profundamente terrível e doloroso vê-lo partir.
Ainda bem que as lembranças sabem abraçar até os sentimentos sem fim.

Eu já sei: é um mistério… mas falar é inevitável — e sofrer também.

Quantos não passam por uma metamorfose sofrida e angustiante, ao tentar abraçar outros corpos e beijar outras bocas que não sejam aquela?

Há momentos em que me sinto presa a imagens e sentimentos fictícios, como em um filme inacabado, onde existe um predador sempre à espreita, com a ferocidade de um ser lupino em alerta.

Desespero… até porque “The End” nunca vem.

A música que me traduz
(refúgio em forma de som)

A música fala — e, com isso, me inspira, mesmo quando vem em outras línguas ou até sem letra. Eu a sinto e a entendo.

A música simplesmente me abraça, me acaricia e permanece comigo, nas melhores e nas piores horas.

Há momentos em que não aprecio o que está escrito, mas sim a batida que, juntas, elas representam. Em meu coração, são fortes e certeiras.
Ela me alivia, me acalma e me inspira.

Evolução… ou ilusão?

Será que estamos no caminho certo?

Antes, no papel em branco… agora, tudo é tela digital.
Antes, os pensamentos fluíam; agora, o cursor desliza.
Antes, pincel e tinta; agora, o toque e o clique.
Antes, os sentimentos fluíam do coração…

Será que um dia teremos domínio sobre tudo isso, ou passaremos a depender apenas de um clique?

Evolução… ou ganância?
Inferno… ou salvação?

Será que, de fato, estamos no caminho certo?

“Acredito que vivemos uma evolução digital… e espero que todos os seus recursos sejam usados para o bem da humanidade.”

O Pintor de Sua Própria Dor

Um olhar triste carrega uma alma machucada.
Por mais que os lábios se exponham, os olhos não acompanham.

É triste olhar pela janela e ver uma paisagem igualmente triste.
Como proteger os quadros que vejo? Como servir de ombro ao pintor que encanta, mas em quem a felicidade não habita?

Os sinais de pânico explodem, e meu coração dói.
Não consigo conter o rio que escorre.

A ferida é grande e talvez não venha a sarar.
Por isso, é fácil a tristeza se instalar; difícil é consolar.

Compartilhar a dor também faz parte e, mais importante, é saber que não se está só.

Entre Luzes e Fragmentos

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Antes, eu me considerava um forasteiro,
sempre só, e minhas lágrimas deitavam ao cair.
Entorpecida por amor, esquecia até onde vou;
meu nome não existia, pouco se ouvia, até porque “querida” era o meu codinome.

Mostrei e provei que somos um só,
apesar de sermos dois.
E, nua de pensamentos,
você possuiu a minha mente,
e este amor não sai mais de mim.

Mas, às vezes, o inesperado acontece:
o cupido atravessa o coração
e tira a magia de uma vida.

Por causa do amor absoluto,
acreditei que ele voltaria.

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Insano…
mas minha prioridade foi silenciar
para apreciar sua face,
mesmo que naquela sala gelada.
E agora, sua natureza invisível me consumiu.

Sou uma ótima atriz no teatro da vida,
mas o final da nossa cena foi triste:
eu meio morri
e meio ainda estou aqui.

Vi, com meus próprios olhos,
que, se eu me esforçasse mais,
o limite se abriria
e a loucura seria certa.
Não faz bem —
é ruim para o bem-estar da minha sanidade.

Aquele que se acha um Deus não teme,
pois se julga o maior
e nem imagina
que, às vezes, os dias estão contados.

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Mesmo sabendo que você se foi,
eu continuo a vagar
na lembrança do seu olhar…
E foi assim
que o vento da morte te levou de mim.

Raiz, Não Rótulo

Ouvi dizer que fui narcisista.
Nunca concordei, e hoje tenho a certeza de que sempre fui raiz.

No amor, há muitos amores,
e cada vida é única em seus ensinamentos e espelhos.

Tudo teve, e ainda tem, o sabor de um amor sincero.
E a minha sensação, tão importante para mim,
carrega o gosto sereno de missão cumprida.

A mão que ampara, a mão que solta

Quando alguém estende a mão para você em sua pior fase, é reconfortante. Quando oferece o ombro, é maravilhoso. E, quando vem acompanhado de um abraço forte, é como se a segurança se instalasse, envolvendo sua vida em um mundo protegido.

Mas, quando essa mesma mão solta a sua, o desespero e a dor surgem como estilhaços de aço no peito. A mente vai se apagando dia após dia, fazendo toda a estrutura ruir, até que o seu mundo se transforme em pó. Em questão de tempo, tudo pode se dissipar como fumaça no ar.

Que todos nós possamos ser sensíveis aos que estão em apuros, em desespero ou aflição. Que sejamos acolhedores e atentos aos sinais, porque o olhar não consegue esconder o que presencia. A boca se torna insegura, as lágrimas muitas vezes denunciam, as mãos revelam códigos… enfim, o corpo não mente — o corpo fala.

A Pirâmide que Observamos

Nesse mundo, existem camadas sociais que vão do miserável ao bilionário — e, futuramente, talvez alcancem os trilionários. E existe eu, que daqui observo essa pirâmide mal estruturada e me pergunto: o que foi feito para chegarmos a um patamar tão desalinhado e desproporcional?

Um lugar onde, muitas vezes, dificilmente teremos a chance de evoluir. Um triângulo que, para mim, é escaleno — desigual em todos os lados.

Para aqueles que, como eu, conseguem enxergar e têm a certeza de que não podemos nos desassociar dessa pirâmide — até porque sabemos que, quase sempre, é o dinheiro e o poder que definem essa estrutura —, surge um pensamento inquietante: passamos a vida inteira lutando para nos encaixar no ponto mais alto possível desse triângulo de lados desiguais, que não se iguala a nada.

E, ainda assim, o impossível insiste em acontecer.

Então me pergunto: onde nos encaixaríamos, se a vida realmente nos desse uma chance?

Às vezes, fico pensando… será que, no futuro, poderá existir uma outra pirâmide — um espaço à parte, mais justo, mais humano, onde alguns possam ser acolhidos?
Ou será que sou eu quem está atrasada nesse pensamento?
Utopia?

Horizonte de Linhas Indecisas

Às vezes, me bate uma nostalgia retrô, poeticamente falando.
Uma vontade de cobrir meu corpo com as ondas do mar e ver meus olhos marejarem enquanto olho o céu, flutuando nas mãos profundas do oceano.

Meu horizonte é feito de linhas indecisas, mas, ainda assim, libertador.

Dá vontade de abrir as nuvens como se fossem um livro e dizer às gotas da chuva que, ao cair no mar, não me acordem.

Às vezes, essa nostalgia retrô me envolve, poeticamente…
Entretanto, há dias em que nem o céu nem o mar conseguem me animar.

Presença em Silêncio

Sua voz, sua riqueza, mesmo em dias ásperos.

No entanto, não ore assim; ore em silêncio. Ficarás estarrecido ao saber que permaneço em meu canto, a te observar. Não fiques triste pela distância aparente, pois até aquele que está longe não imagina o quão perto está dos meus sentidos.

Teu perfume, teus braços e abraços firmes e quentes lembram-me que o bem-amado será sempre amado.

Ainda lembro.

O Peso do Silêncio

Amo escrever.
Escrevo conforme a minha alegria ou a minha dor, e quanto mais vozes eu ouço, mais forte eu fico.

E não me subestime. Tema o meu silêncio, pois é nesse momento que estratégias e planejamentos estão sendo traçados — para abraçar ou ignorar, refletir ou questionar.

Eu sou o meu time.
Eu sou a minha prioridade.

Sim, não são apenas histórias.
Se temes, não me teste, pois a verdade mascarada que te envolveu agora recorre a mim — e eu nem mesmo a planejei.
Porque, no silêncio, até as verdades aprendem a falar.

Quando a Química Grita

Como controlar um homem e uma mulher quando a química grita e a pele, em lágrimas, clama por um abraço apertado, repleto de trocas intensas e quase explícitas?

Mesmo que o céu se pinte e a brisa testemunhe, nada poderá mudar, pois o descontrole já estará instalado.

Porque há encontros que não pedem permissão, apenas acontecem.

Vida paralela existe, com certeza.

Vejo o celular como a porta de entrada para um mundo universal — um mundo digital onde todos se encontram, se mostram, se escondem… e, de certa forma, se reinventam. Para mim, esse universo virtual é o verdadeiro mundo paralelo que tantos procuram, e o celular é o portal silencioso que nos conduz até ele.

Veja bem: eu existo nesses dois mundos. Transito entre eles. Sinto em ambos. Mas há um limite invisível que não posso atravessar — não posso tocar o meu “eu” do outro lado, não posso dar as mãos a essa versão que também sou.

E então me deparo com uma verdade simples e implacável: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.

Talvez seja apenas uma teoria… uma reflexão de uma leiga no assunto.
Mas, ainda assim, carrega um certo peso de realidade.

E aqui estou eu…
Rindo — ou talvez pensando demais — dentro do meu próprio mundo.

Antes do “The End”

O ontem está em paz — e é por isso que hoje eu sorrio e vivo em serenidade.

Dizem que os anjos fazem parte daqueles que desejam o bem.
Ele me pede para sorrir, para ter um dia feliz.
Admiro muito os anjos.

No entanto, questiono por que, às vezes, a tristeza tenta se esconder em mim e, de repente, surge como se fosse minha dona. Ainda assim, me permito sentir — e me delicio com romances, com o coração pulsante.

Entenda: não se trata de lançar uma rede e pescar à beira do rio. Trata-se de um amor que pode se tornar um grande romance, uma cumplicidade que permanecerá na memória.

Como aquela casa à beira da praia… Nunca mais voltei lá. Penso que ninguém mais cortou a grama verde, e que hoje as cores já não vivem mais naquele lugar.

Muito antes do ontem, já esperávamos um grande romance — um amor feito de risos e abraços.

Penso nas vezes em que, ao assistir a um filme de romance, deitados na relva dos lençóis, nos tornávamos protagonistas de uma história em que acreditávamos no “felizes para sempre”.
Mas o the end chegou antes — e tomou o lugar do protagonista.

A taça Azul
(porque nem tudo que vemos, compreendemos)

E, ao lembrar — apenas recordar — daquela taça azul, percebo que já não a vejo como antes, pois ela está meio limpa e meio suja; meio eu a vejo, meio eu a entendo.

Às vezes, as palavras se aprisionam em nossa mente, e nem precisam ser ouvidas. É justamente nesses silêncios que, tantas vezes, os problemas vêm ao nosso encontro.

Entre Ensaios e Sonhos

Às vezes, penso que a vida é um ensaio; quando acordo, porém, parece um sonho.
Mas sigo em frente. A chuva, por vezes, vem apenas para me afrontar — e depois vai embora.

Ainda bem que me respeitam. Afinal, carrego a chave da integridade: notem a força do meu ímpeto.

No entanto, fico incrédula… é difícil acreditar como a seta do amor pode transformar o mundo íntimo de um ser. Tudo fica gravado em nossas mentes:

Memórias. Lembranças. Destino.

⁠E então...hoje é meu aniversário. Um dia que, para muitos, é algo para celebrar. Mas para mim, é apenas um lembrete cruel do tempo que insiste em passar, mesmo quando eu não quero. Nunca gostei dessa data, mas neste ano ela pesa ainda mais. É o primeiro aniversário depois da separação dos meus pais, o primeiro aniversário em que minha família não existe mais


Não que antes fosse unida de forma verdadeira, mas havia pelo menos a ilusão de um corpo inteiro, um frágil tecido que, mesmo rasgado, ainda conseguia cobrir o vazio. Agora, nem isso. A casa parece maior, mais silenciosa, como se cada parede tivesse aprendido a guardar segredos e ausências de cada um.


Sinto que perdi não apenas a família, mas também a ilusão de que, de alguma forma, eu fazia parte de algo. Hoje, não há bolo que disfarce, não há vela que ilumine. Só há o peso da solidão, o eco das lembranças e a certeza de que aniversários não são feitos para mim.


Me sinto como uma vela acesa em um quarto vazio, há chama, mas não aquece ninguém. O silêncio pesa mais do que qualquer palavra, e a lembrança é como um curativo que não cura nada.


É estranho: dizem que aniversários são sobre vida, mas o que eu sinto é apenas a lembrança de tudo que se quebrou.


Sou feita de pedaços, e neste dia, percebo que até a minha própria história se recusa a ser inteira.

Sobre sucesso, silêncio e o que realmente incomoda...


Existe um tipo de desconforto que quase ninguém admite, mas que aparece o tempo todo.


Ele não faz barulho alto.
Não vem em forma de confronto direto.
Mas está ali, nos olhares, nas perguntas, nos comentários atravessados.


Acontece quando alguém cresce.


Não quando alguém ostenta de forma vazia, mas quando melhora de vida de verdade. Quando muda de ambiente, de rotina, de mentalidade.


Curiosamente, isso nem sempre é recebido com admiração.


Às vezes vem uma dúvida disfarçada de curiosidade.
Outras vezes, um julgamento escondido em tom de brincadeira.
E, em alguns casos, um incômodo silencioso, difícil até de explicar.


Não é sobre o carro que alguém comprou.
Nem sobre a casa onde alguém está.
Nem sobre o lugar que alguém passou a frequentar.


É sobre o que aquilo representa.


Porque quando alguém próximo evolui, inevitavelmente surge uma comparação. E nem todo mundo está disposto a lidar com isso.


Alguns se inspiram.
Outros questionam.
E há aqueles que tentam encontrar algum defeito, algum atalho, alguma justificativa que torne aquele crescimento “menos legítimo”.


Como se fosse mais confortável acreditar que não foi mérito.


Isso não é exclusivo do Brasil, mas aqui ganha uma intensidade particular.


Talvez pela proximidade entre as pessoas.
Talvez pela desigualdade.
Talvez pela cultura de aparência que se mistura com a necessidade de validação.


O fato é que muitas vezes o sucesso não é visto como um caminho possível, mas como uma exceção desconfortável.


E quando isso acontece, surgem perguntas que não buscam respostas. Buscam confirmação.


“Será que trabalha com coisa certa?”
“Como conseguiu isso?”
“Desde quando ficou assim?”


Não são perguntas sobre o outro.
São dúvidas internas sendo projetadas.


Em outros lugares, como os Estados Unidos, a reação costuma ser diferente. O sucesso tende a ser associado à conquista. Existe uma narrativa forte de que crescer é resultado de esforço.


Já em contextos mais tradicionais, como em Portugal, o destaque pode ser recebido com mais cautela, às vezes até com certo desconforto silencioso.


Em países como a Suécia, por exemplo, existe uma cultura forte de igualdade social, onde o destaque excessivo pode gerar desconforto, não exatamente por inveja direta, mas por uma pressão coletiva por equilíbrio.


Ou seja, esse comportamento existe em diferentes lugares. O que muda é a forma como ele aparece.


Mas existe um outro caminho. E ele é menos visível.


É o caminho de quem não se preocupa em explicar o próprio crescimento.
De quem não sente necessidade de provar nada.
De quem entende que cada escolha traz consequências diferentes.


Crescer muda ambientes.
Muda hábitos.
Muda prioridades.


E isso nem sempre será compreendido por todos.


Alguns vão chamar de mudança de postura.
Outros vão chamar de distância.
E alguns, sem perceber, vão interpretar como arrogância aquilo que, na verdade, é apenas foco.


Existe também um equívoco comum.


A ideia de que evoluir deveria manter tudo igual.


Mesmas conversas.
Mesmos lugares.
Mesmos comportamentos.


Mas crescimento de verdade não funciona assim.


Ele seleciona.
Refina.
E, inevitavelmente, cria distância de tudo que já não faz sentido.


Enquanto isso, existem dois tipos de movimento acontecendo ao mesmo tempo.


Pessoas que constroem.
E pessoas que observam.


Pessoas que trabalham em silêncio.
E pessoas que comentam de fora.


Pessoas que evoluem pelo processo.
E pessoas que querem o resultado sem atravessar o caminho.


E talvez seja exatamente por isso que o silêncio começa a fazer tanto sentido.


Porque no silêncio não existe comparação constante.
Não existe necessidade de validação.
Não existe disputa disfarçada de convivência.


Existe espaço.


Espaço para viver sem precisar explicar.
Espaço para crescer sem precisar justificar.
Espaço para ser, sem precisar parecer.


No fim, não se trata de rejeitar pessoas, lugares ou culturas.


Trata-se de escolher melhor o ambiente emocional em que se vive.


Porque crescer não deveria incomodar.


Mas quando incomoda, revela mais sobre quem observa do que sobre quem evolui.