Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Rotas.... partiu... não pode ser ali!
VEJO onde no escuro absoluto, tudo está vivo, luz que cabe, meramente permite se ter o que verdadeiramente contempla, o nada fica, o vácuo é vazio, se entende o morno de ser, e tudo que se caracterizam na dita fala, e o que nada que dita o seu ser!
By eujuse
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.
O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.
A grande ave dourada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traíu a si mesmo.
Fogo…
(Nilo Ribeiro)
Você me acende,
me incendeia,
me transcende,
desnorteia
arde minha pele,
sinto teu calor,
deixo que revele,
por você o meu amor
o abraço aquecido,
pernas entrelaçadas,
o amor bem esculpido,
na fogueira em brasa
no corpo esplendor,
na alma labareda,
o mais divino amor,
a mais bela companheira
cada vez mais apaixonado,
cada vez mais te admiro,
teu fogo tão iluminado,
da minha vida é brilho
amo te tocar,
me queimar,
me incendiar,
te amar
diva fogosa,
não te esqueço um dia,
mesmo se for embora,
te farei poesia
minha musa inesquecível,
o poeta te ama assim,
mesmo sendo impossível,
vou te amar sem fim…
O caminho do teu coração…
(Nilo Ribeiro)
Faço verso,
escrevo poesia,
mas confesso,
não tenho alegria
quero te amar,
te dar muito carinho,
mas não consigo encontrar,
indique-me o caminho
consultei cartomante,
não sei o que faço,
continuo errante,
não encontro teu rastro
quero te abraçar,
é assim que me acostumo,
me ajude a te encontrar,
me mostre qual o rumo
frequentei a Umbanda,
procurando minha dona,
girei em uma ciranda,
mas nada me direciona
estou sem norte,
estou sem direção,
assim prefiro a morte,
se não encontrar o caminho do teu coração…
Fui ali viver...
Muitas coisas pra trás eu deixei.
Troquei o orgulho por amor,
A frieza pelo bom humor
E vejo o quanto na vida melhorei.
Hoje penso só em aprender.
Honrar meus compromissos,
Viver ao redor de bons amigos
Com amor e sem tempo a perder.
Permiti a mim só sorrir,
Amar, trabalhar, ajudar,
Ser feliz até daqui partir.
Aprecio cada momento,
Eles são únicos,
Passam rápido como o vento.
►Os Passarinhos
Os passarinhos estão acordando
Vejo lá de longe o horizonte me chamando
O relógio está cansado, passou a madrugada acordado
O sopro frio se vincula ao céu limpo
Com a mão esquerda, tento tampar a claridade feito uma peneira
O Sol é tão belo na manhã de domingo,
Que prende a minha atenção, preenche toda a minha visão.
Os passarinhos agora estão cantando
Um deles está ao pé de minha janela, me encantando
Alpiste eu jogo como forma de agradecimento
Ah, não há nada mais maravilhoso que este momento
Ser feliz, dormir feliz, acordar feliz
Não há anda de errado em sorrir sozinho
Não há nada de errado em ficar assim
Se isto me torna um louco? Acho que sim.
Os passarinhos agora estão voando
Lá do alto das nuvens eles devem estar pensando
"Como é bom ser livre e voar para os quatro cantos"
Deveras, por que devo continuar chorando? Sou livre também
Quero voar também, junto com alguém
Essas criaturas das alturas me entendem muito bem
Ao caminhar em minhas ruas de pedras, irei flutuar
E pela escrita mal desenvolvida me deixarei levar.
Vejo lá de longe os passarinhos retornando para o lar.
PERDÃO (soneto)
Cá estou, meu Senhor, a pedir perdão
Tal o humano: muito errei no caminho
Se de tuas leis desviei, dá-me alinho
Tentei ser, do afim irmão, mais irmão
Se de meu olhar ausentou o carinho
Perdão! Aqui me tens em confissão
Me ensina rezar com Vosso coração
Na omissão, fui um ser mesquinho
Não matei, nem roubei, fui em vão?
Perdão! Me tira deste mal cantinho
Se declinei, pouca era minha razão
Compaixão por me achar sozinho
Se no amor não pude ser paixão
Perdão pela tua coroa de espinho!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Ele é majestoso simboliza a inteligência a saúde e a Soberania.
Ela Representa a coragem a resistência e a renovação
Ele prefere viver nas alturas sobrevoando acima das montanhas, roçando os limites do céu.
Ela também domina as alturas, de onde observa a vida crescer sobre seus pés;
Ela é divindade solar Mas os olhos dele são o próprio sol,
Ele é o poder
Ela é a força
Hoje voam separados, Mas seus corações batem na mesma frequência
Ele sopra os ventos do sul extraindo o perfume das flores trazendo a primavera
Ela retira as nuvens do norte que tentam encobrir o sol que clareia o jardim
Embora distantes em hemisférios diferentes
Sonham um dia alçar um voo juntos
Dividindo o mesmo céu, descobrindo novos caminhos.
Pintando sua história, misturando cores, e criando nuances.
Ele é Condor
Ela é Águia
Um não prevalece sobre o outro
Simplesmente se completam.
O melhor homem.
Eu escolhi o melhor homem para ter como marido,
Ele é meu esposo, namorado, amante e meu amigo.
Ele levanta a minha estima,
Chama-me de linda mesmo descabelada.
Faz-me feliz, me faz sorrir, me faz menina,
Dá-me conselhos e muito amor.
No futuro próximo a nossa família vai crescer,
E vou ter o prazer de te ver como um pai.
O pai de meu filho ou de minha filha,
Você vai ser o melhor pai do mundo.
Esse homem maravilhoso existe...
Ele é meu marido.
O encaixe perfeito.
O homem da minha vida,
Ainda não conheci.
Ele vai me procurar,
Ele vai me achar.
No encontro de olhar se encantará,
Na minha frente mais perto vai ficar.
Com as mãos em meu rosto,
Preparado vai me beijar.
O beijo vai cruzar as línguas,
Os lábios se encaixaram.
A peça ideal que precisava para ser meu encaixe,
O encaixe perfeito do meu quebra-cabeça.
Vivi em meus sonhos.
Abri os meus olhos,
Olhei para o meu lado.
Deitada ao seu lado,
Não acreditei que seria você.
Ganhei um beijo seu,
Fizemos amor pela manhã.
Abri a janela do nosso quarto,
Vi uma paisagem maravilhosa.
O sol do dia estava quente,
Como quente estava o nosso amor.
A lua iluminava a noite,
Como estávamos juntos e abraçados.
Saímos de mãos dadas pela rua,
Na praia ao encontro do mar.
Desenhamos na areia um coração,
Dentro dele escrevemos o nosso nome.
Escolheu a nossa música favorita,
Escolheu a flor vermelha mais bonita.
Levou-me para um jantar surpresa,
Foi um jantar romântico.
A emoção me dominada,
O amor que me encantava.
Foi uma viagem impressionando,
Foram uns dos momentos mais marcantes.
No retorno dessa viagem,
Voltamos para as nossas casas.
O dia acabou e a noite chegou.
Saímos juntos para jantar.
Convidou nossos familiares,
Deparei com todos naquele momento.
Foi um dia mágico,
Um dia precioso.
Chamou a atenção de todos,
Chamou – me de princesa.
Anunciou me fazendo um pedido,
“Quer casar comigo.”
Com minha voz tremida,
Confirmei com um “Sim.”
Juntos, preparamos o nosso casamento,
Foi tudo conforme idealizamos.
Trocamos as alianças,
Formamos uma família.
Foi tudo tão normal,
Foi tudo tão real.
A nossa família cresceu,
Um filho nasceu.
Momentos felizes,
Nos dois juntos vivemos.
Foi tudo normal,
Foi tudo tão real.
A história dos meus sonhos,
Foi a mais linda que sonhei.
A história dos meus sonhos acabou,
Quando abri os olhos e acordei.
Quando eu partir.
Partirei triste se deixar saudades.
Quisera deixar poucas lembranças, só as alegres e que nenhuma lágrima fosse derramada, porque gostaria de não fazer muita falta já que eu odiaria que viesse a faltar alguma coisa aos que amo.
Que ninguém pense que a minha vida foi vazia, triste ou que tivesse me negado algo, muito pelo contrário.
Mas fadado ao inexorável fim da existência terrena e da convivência tão boa meus queridos, seria egoismo partir e levar comigo a alegria que lhes pertence e que precisam para sobreviver.
Quem criou o skate
Foi inteligente
Não pensou em si
Mas pensou na gente.
Skate é criativo
Skate é inteligente
Mexe com o corpo
Mexe com a mente.
Skate é paixão
Skate é coração
Apenas machuco o sentimento
Quando é hora de voltar
Mas volto de skate
Deixo ele me guiar.
Lucas da fontoura
Quem criou o skate
Foi inteligente
Não pensou em si
Mas pensou na gente.
Skate é criativo
Skate é inteligente
Mexe com o corpo
Mexe com a mente.
Skate é paixão
Skate é coração
Apenas machuco o sentimento
Quando é hora de voltar
Mas volto de skate
Deixo ele me guiar.
Lucas da fontoura
Nunca é tarde demais
Nunca é tarde para pensar na vida,
procurar uma saída, se levantar de corpo e mente, recomeçar...
levantar os olhos, seguir em frente de cabeça erguida,
olhar um novo horizonte, e sonhar...
Nunca é tarde para entregar sua mão amiga
para salvar alguém que luta contra a solidão,
nunca é tarde para ouvir a voz da razão seguir
a ordem do coração e viver com gratidão...
Nunca é tarde para saber que o mundo não e como imaginava,
e ser luz para alguém sair da escuridão,
caminhar de mãos dadas sentindo a emoção
de haver feito o bem para um irmão...
Nunca é tarde para ir até ao encontro dos amigos,
procurar resolver os conflitos no diálogo,
e não aos gritos, ser vencedor e não vencido,
pois tudo é belo mais que bonito...
Nunca é tarde para dizer sim para vida, rever os enganos,
lutar contra as barreiras dos anos, para dizer perdão querida,
dizer não ao ego, enxugar as lágrimas para curar as feridas...
e no final ainda dizer te amo...
Nunca é tarde para abraçar aquela pessoa
que um dia deixou ir, sentir novamente seu amor,
sentir como se não fosse tarde de mais,
e jamais andar sozinho outra vez...
Nunca é tarde para dizer que vai ficar todo bem,
reconhecer que errei e que tanto tempo passei a me enganar,
e por causa da alma ferida nunca encontrei a saída
que me impedia de dar próximo passo e caminhar...
Nunca é tarde para sorrir, agradecer a Deus pela vida,
viver a realidade de um novo dia, e ter uma vida da qual se orgulhe,
e se não se orgulhar dela, que encontre forças
para começar tudo de novo, fazendo o que não fazia...
Nunca é tarde, procure fazer o bem,
ser amigo de alguém, e ajude quem não tem,
diga sempre o que convém, respeite não vá além,
viva sempre amando alguém...
Nunca é tarde para mudar a rotina,
e aprender com disciplina, o que o tempo nos ensina,
não desistir, dar a volta por cima depender Deus,
crer nele, pois ser feliz é nossa sina...
Ei psiu, o mundo vai mal
E parece que todo mundo acha normal
Ei, o mundo não tá legal e tu não precisa acompanhar
Não deixe eles que ditem como tu deve andar
É, tá tudo por um triz
Não deixe que te construam embaixo do teu nariz
Tenha pensamentos e os exponha em voz
Não se afogue em silêncios, não se embarace em nós.
Ei psiu, o mundo não tá normal e existir humanamente parece um desafio
E cade o manual, quem inventou as regras?
Diga a esse sujeito que única regra que aqui rege é ser feliz.
Tua pele, teu cabelo, teu corpo há de ser seu maior prazer
Diga a esse sujeito que é tu quem escolhe como vai viver
E pra quem disser ao contrário, que cale a opinião, que vá lá pra esquina com seu padrão
Pois o padrão que aqui rege é de felicidade, respeito e reciprocidade.
O amor
Ele a amava tão profundamente que a deixava livre.
Ele a amava de uma forma tão sincera que tinha medo de machuca-la.
Ele a amava tanto queria apenas a felicidade dela.
Ele amava de forma incondicional que não via defeitos nela.
Mesmo ela não olhando pra ele, ele à amava.
Ele cuidava dela da melhor forma possível, dentro das limitações . Mas mesmo cheio de limites ele fazia o seu melhor.
O amor é algo tão singelo
Tão lindo
Mas ele estava sofrendo em silêncio dando tempo ao tempo. A felicidade dele era ela e ele já não vivia mais pra ele.
Ele lembrava dela do acordar ao dormir
E orava pra ela!
Ele tinha um coração puro...
Ela também tinha, mas estava preza em si mesma.
Ela se fazia de dura.
Talvez até mesmo se machucava por dentro.
Mas estava perdida.
Sem saber o que fazer.
Sem saber o que era melhor pra si.
Élcio José Martins
UMA DOCE LEMBRANÇA
A história que vou contar,
Muitos, também vão se lembrar.
Casinha na roça e laranjas no pomar,
Sombras das mangueiras e noites de luar.
Piso de chão batido ou tijolo mal cozido,
Telhado de estrelas com fissuras de vidro.
São goles e goteiras de saudade,
Portas e janelas de humildade.
Lamparina ou lampião,
Davam luz na escuridão.
Na trempe do fogão cozinhava-se o feijão,
No fumeiro, o toucinho e a linguiça à altura da mão.
Na taipa do fogão aquecia-se do frio,
Causos eram contados, davam medo de arrepio.
Para o fogo não apagar era um grande desafio,
Lenha boa fazia brasa e queimava noite a fio.
A água era da bica,
Era saudável, era rica.
O colchão era de palha,
Não existiam grades e nem muralha.
Biscoito no forno era a sensação,
Dia de pamonha tinha muita emoção.
Porco no chiqueiro ficava bem grandão,
Carne não faltava, tinha em toda refeição.
Carne na lata a gordura conservava,
Quando matava porco era alegria da criançada.
Vitaminas eram naturais e saborosas,
Colhia-se do pomar as frutas mais gostosas.
As conversas eram sempre prazerosas,
Damas habilidosas eram muito prestimosas.
Na redondeza eram famosas,
Envergonhadas, disfarçavam, não davam prosas.
O paiol o milho lotava,
Os bois e os porcos, vovô tratava.
No moinho o milho era moído,
No pilão o fubá era batido.
O cavalo arreado era para a lida e a peleja,
A carroça e o carro de bois carregavam a riqueza.
A colheita era certeza,
Era o fruto do trabalho feito com destreza.
No monjolo a farinha era preparada,
No engenho a garapa era gerada.
Da garapa fazia-se o melado,
A rapadura temperava o café do povoado.
Das galinhas eu me lembro com saudade,
Hora do trato era alegria e felicidade.
O milho espalhado pelo terreiro,
Só faltava abrir o portão do galinheiro.
Lembro-me das modas de viola,
Reunia-se a vizinhança pra fazer a cantarola.
No sábado o bailinho levantava o pó e a poeira,
Era saudável, tinha respeito e não havia bebedeira.
Cobras, sapos e lagartos. Só não tinha iguana.
A palha de arroz servia como cabana.
O prazer era subir nas árvores para apanhar os frutos mais altos,
O guerreiro marchador gostava de dar seus saltos.
Cedo as vacas encostavam. Era hora da ordenha.
Bem cedo descobri o que é uma vaca prenha.
Até hoje ainda ouço o mugir,
É bom e é gostoso a lembrança emergir.
Saudade daquele tempo. Era duro e trabalhoso,
Com certeza não tem ninguém que não se ache orgulhoso.
Não tinha luxo, não tinha vaidade,
A viagem mais longe era compras na cidade.
Calça curta com suspensório,
Sapato preto com meia branca.
Era mais que necessário,
Pra criança mostrar sua panca.
Pés descalços com espinhos e bichos de pé,
Tinha festa todo ano com barraca de sapé.
Tinham doces, quitandas e salgados,
Só não podia faltar o bule de café,
Rezava-se se o terço, pois primeiro vinha à fé.
Procissão de ramos caminhava a pé.
Os ramos que para a casa levava,
Serviam pra amansar o ruído da chuva brava.
Manga com leite era veneno,
Assombração tinha terreno.
O respeito vinha apenas de um aceno,
A punição era severa pelo gesto obsceno.
Da infância levo a saudade,
Levo o amor, o afeto e a amizade.
Faltava o alfabeto, mas muita educação,
É da roça que se ergue o sustento da nação.
Mesmo com dificuldade o pai à escola encaminhou,
Queria ver seus filhos tudo aquilo que sonhou.
Com sacrifício criou os filhos para uma vida melhor,
A estrela foi mostrada por Gaspar, Baltasar e Belchior.
Hoje é só agradecimento,
Nada de tristeza, de lamento ou sentimento.
Cada um é um vencedor, pois mudou o tom da cor,
O sacrifício da família deu aos filhos o caminho e o amor.
As pedras no caminho serviram de degrau,
Os desvios da vida fizeram distanciar do mal.
Os meandros dos sonhos fizeram um novo recital,
Do sertão para a cidade e depois pra capital.
Fez doutores e senhores de respeito,
Deu escola, deu lição, muro de arrimo e parapeito.
Nosso dicionário não existia e palavra desrespeito,
Com orgulho e gratidão encho o riso e choro o peito.
É colheita do que se plantou outrora,
Tudo somou e nada ficou de fora.
O fruto de agora,
É a luta, é o trabalho, é a fé. É a mão de Nossa Senhora.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
RASTRO DE SAUDADE
Como um raio, um rastro de saudade,
Relâmpagos de prisão e castidade,
Lua cheia de mocidade,
Estrelas coloridas pra contar a idade.
Caminhos distantes,
Amores de pedras e diamantes.
Frases dissonantes,
Crepúsculos nos beijos dos amantes.
Água límpida de beleza,
Alma de sutileza,
Postura de nobreza,
Um jardim de realeza.
Chuva de pétalas cadentes,
Olhar caliente de serpente,
O encantar sorrateiramente,
Um novo amor incipiente.
A estela brilha no céu escuro,
Olhar tênue e obscuro.
Roda a roda da vida,
Rósea, calma e atrevida.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
NÃO QUERO ESQUCER
Não quero esquecer,
Nem um pedacinho seu.
Meu coração mereceu,
Todo o amor que um dia me deu.
Esse amor foi pra valer,
Dói na alma, faz doer.
Ficou saudade sem fim,
Vermelho sangue, cor de carmim.
O amor que tu me dera,
Foi cardápio que tempera.
Uma lista sem espera,
Foi o verde de primavera.
Foi o frio de arrepio,
O peão no rodopio,
O calor do sol a pino,
Fez-me homem e também menino.
A pureza de sua beleza,
Faz o riso com destreza.
Um olhar de sobremesa,
E o filosofar da natureza.
Quero toda em pedaço,
Na algema e no laço,
Na roupagem do cangaço,
No calor que faz o aço.
Seu calor ainda me queima,
Afogado na toleima.
O ardor da paixão deu um requeima,
Frustrou a razão pelo furor da teima.
Por que insiste coração malvado?
Tira de mim esse pecado!
Leva logo o bom recado,
Desse dilema desastrado.
Nesse poema rabiscado,
Chora um peito desfolhado.
Um verso de amor decorado,
De um grande amor desmoronado.
Élcio José Martins
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