Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Anjo, que destoa da podridão da batida
da toada lasciva dessa vida
que me olha por baixo
desses longos cabelos
que me encara de frente
para esconder suas asas
toma-me em devoção
colorido e fastio
que se despe de tudo
que te obriga
que é livre...
não me olhe assim
sou descrente
duvido de sua existência
e se te vejo pode ser alucinação
efeito das drogas e dos calmantes
seu coração puro, imaculado
toca minha essência
mas não converte-me
apenas rende-me
não há diferenças entre nós
aqui
não me dê suas mãos
pois terão o molde perfeito
da imperfeição impregnado
em cada dedo atrevido
tenha-me em prantos
por entender
que já sei das verdades.





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Ele aparenta ser só um cara normal.
Seu âmago é inigualável.
Fala de amor como ninguém, é amigo como jamais vi em alguém.
Ele é simples bem na dele, e não precisa mostrar pra ninguém o valor que detém.
Fala o que sente e não esconde de ninguém.
Ele é mais que especial, é meu amigo, é meu alicerce.

cresça,
não pelos outros, mas por você mesma. Lute, continue, acredite, não se
renda tão facilmente aos obstáculos impostos pela sociedade, quando você
quer, sonha e acredita verdadeiramente, seus sonhos podem se tornar
realidade. Não abaixe a cabeça em uma derrota, saiba ser humilde e se
desculpar nas horas certas. Saiba agradecer a todos aqueles que te
ajudaram a chegar onde você está agora. Nunca deixe que os pensamentos
ou as palavras de pessoas alheias te prejudiquem, o que realmente
importa é a opinião daqueles que te amam, afinal são eles que sabem dos
seus segredos e que te aturam o tempo inteiro e aqueles que te julgam
sem conhecer, certamente têm seus argumentos baseados em boatos
inventados para te prejudicar.

E quando tudo parecia indo bem, você apareceu na minha porta. “Eu não posso atender” - Pensei. Mas era inevitável não me importar com você. Você me gritou umas três vezes e eu tentei fazer parecer com que não tivesse ninguém em casa. Perda de tempo. Você sabia que eu estava em casa porque eu sempre fingia não estar.

“Por favor, abre a porta”, ele dizia enquanto meu corpo lutava contra o meu coração. “O que você quer aqui?” - Eu perguntei a ele pela janela. “Eu preciso falar com você” - Ele disse. Como sempre, meu coração ganhou a luta e eu então abri a porta, maldita porta.

Eu: Fale.
Ele: Você esqueceu o seu celular com a minha irmã e eu vim te devolver
Eu: OQUE? - Eu disse com as pernas bambas.
Ele: É, eu li todas as suas mensagens. E…
Eu: QUEM TE DEU PERMISSÃO DE MEXER NAS MINHAS COISAS? -Eu disse antes de ele “jogar na minha cara” o quanto eu o amava.
Ele: Me deixa acabar de falar?
Eu: Ok.
Ele: Porque você não me disse? Você parecia ser tão forte. Você nunca mostrou um sinal de fraqueza depois que nós terminamos, pra mim você não se importava.

Eu continuei calada vendo algumas lagrimas rolarem dos olhos dele.

Ele: Eu li tudo o que você rascunhava nas notas do celular, eu li todas as as mensagens não enviadas pra mim. Porque não disse que sentia a minha falta? Eu sinto a sua falta quando eu vou dormir, eu sinto a sua falta todo o tempo, e eu só queria que você voltasse pra mim, porque eu não aguento te ter longe de mim. Droga, eu fui tão idiota em te deixar, eu fui tão idiota por te trocar por uma menina que eu nem sei o nome, que eu vi só uma vez na vida.
Eu: Eu sentir sua falta não quer dizer que eu precise de você, eu não preciso. Eu não preciso de alguém que troque anos de fidelidade por uma noite. Eu não preciso de você e das suas mentiras. Idiota você? Por favor, idiota é um apelido pra você. Por favor, me devolve isso, não me procura nunca mais.

Senti orgulho de mim. Fui tão forte ao dizer não pra ele.

Ele: Por favor, volta. - Ele estava chorando, e era tão lindo… Como sempre ele tentava ser forte, mas eu conhecia seu coração. Ele dava socos na parede quando estava triste, e era o que ele estava fazendo.

Eu limpei as lagrimas dos olhos dele, dizendo: Não, eu não vou voltar. Eu te amo, mas não vou voltar, eu não quero mais ter o meu coração partido.

Ele: Eu te prometo, eu não vou te trocar. Depois daquele dia tudo que eu vejo me lembra de você, eu choro por você a todo momento, você pode perguntar pra minha irmã o que eu venho passado esses dias. Hoje tá frio, eu vim aqui pra te pedir desculpas e te perguntar se você quer que eu te esquente, eu sinto falta de nós dois no sofá.

“Como sou fraca”, pensei. Eu iria deixar ele entrar caso eu não saísse daquele lugar, e então entrei em casa e fechei a porta. Como sou tola, e sempre teve a cópia.

Quando ele entrou eu estava deitada no sofá chorando, ele me abraçou e eu não consegui me conter, e então deixei ele ali, me aquecendo.

Ele: Chora, pequena.

Naquela noite chuvosa eu dormi no colo dele, e ao acordar ele não estava mais lá. Mas havia um bilhete no braço do sofá que dizia: “Pequena você pode negar o quanto for, eu sei que você me aceita. Eu sei disso porque nós dois somos assim, eu não vivo sem você, você não vive sem mim. Me desculpa se eu errei, mas por favor lembra dos meus acertos. Eu quero você. Por favor entende. Não existe mais ninguém no mundo com quem eu queira ficar. Eu sei que você volta. Eu só quero que você saiba que você é a única. Eu me arrependi. Você sabe que eu me arrependi, e sabe que eu não vou fazer de novo. Eu tô te esperando aqui na minha casa, me liga e eu vou correndo te buscar, como sempre era assim. Eu te amo. PS: Ontem você estava estrondosamente linda.”

É, eu o amo, e como sempre vou perdoá-lo. PS: Ele estava lindo ontem a noite..

Passamos a vida por seleções.
Aprendemos a selecionar amizades,emprego,o filme favorito,estilo,paixões....Quisera eu poder afirmar isso de maneira verídica e incontestável.
Seleção não seria a palavra correta,na verdade fazemos escolhas e só depois da decepção é que pensamos numa possivel seleção...
Ora essa,escolhas são afinal individuais ou facilmente impostas pelo destino?
Ninguém escolhe ser mendigo,nem alcoólatra nem tampouco pobre,mas as vias os levam para tal caminho.
Há quem diga que é falta de desempenho e objetividade mas a questão é:Podemos selecionar seres humanos destinguindo assim os bem sucedidos dos fracassados?Podemos selecionar sentimentos ocultando a maldade da boa vontade?
Existem sim escolhas e seleções e predileções,mas no ato final da novela da vida,nem mesmo nossas vestes são de nossa escolha,nem mesmo as últimas palavras de condolências são as que realmente gostaríamos de ouvir.
Então eis ai a incógnita......................Enquanto houver vida que se façam as escolhas pra que na hora da morte não haja arrependimento ou pra que o ente seja lembrado por sua seleta e feliz vida.
A palavra que cabe a todos os adjetivos citados acima sería"coragem"!.........Coragem pra ser quem somos sem a pretençaõ de chegar ao posto alheio,sentir desejo por vitória,ganância por trabalho e sede de crescer sem ingerir o elixir da inveja pois esse é um venono fatal e sem volta.Selecione apenas seus passos pois por onde quer que vá deixará marcas boas ou más,fazendo isso as outras coisas serão automaticamente acrescentadas....

Essa sou eu escutando as melhores músicas do mundo, na melhor voz de todas, morrendo de saudades dele, e querendo muito chorar.
18 Jul

ParaDante Livro
E quando falam de amor, você é a primeira pessoa que vem a minha cabeça.
18 Jul

ParaDante Livro
Eu sonhei, que entre 6 bilhões de pessoas, você ainda assim poderia ser meu. E sonho.
18 Jul

ParaDante Livro
Na minha vida cheia de dúvidas e indecisões, você me apareceu como única certeza.
18 Jul

ParaDante Livro
Eu achei uma descrição para o amor: esperar. Independente do porque. Apenas esperar. Se você ama, você espera.
18 Jul

ParaDante Livro
Em todos os lugares que eu ando, entre todas as pessoas que vejo, é sempre você quem eu quero encontrar. E espero.
18 Jul

ParaDante Livro
Ter orgulho de um ídolo, independe de qual seja, é a melhor coisa do mundo.
18 Jul
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ParaDante Livro
Duas vozes inconfundíveis e a emoção nas letras em forma de melodia: Fernando e Sorocaba.

Já percebeu como a gente se dá tão bem? Do nada bate uma vontade de estar contigo, te abraçar, dar beijo, como a gente não pode se ver o tempo todo; a solução é te ligar só pra dizer ‘eu te amo’, mandar uma sms cheia de declarações. Pode ser em qualquer dia, ou qualquer hora; na verdade, a grande graça dessas atitudes é não ter hora marcada não é mesmo? E o mais engraçado é que nós dois fazemos isso, sempre que sentimos vontade.

Às vezes eu tenho medo que seja muito piegas de minha parte, ficar dizendo ‘eu te amo’, tantas vezes, mas é que essa frase carrega tantas coisas que eu quero falar, mas que não consigo expressar. É complicado demais, por isso repito-a tanto, para que você nunca duvide disso. Deixa eu tentar explicar, uma pequena parte do que meus inúmeros ‘eu te amo’ significam:

Você me é assim um tanto especial; digna de receber tantos apelidos carinhosos quanto minha imaginação de poeta pode concretiza, por mais abstrato que amor seja, para mim ele é completamente concreto nos laços que atamos juntos.

Mesmo sendo tão diferente, é como se simplesmente fossemos feito um para o outro. A nossa vontade de ficar juntos foi tão grande, apesar de tantas adversidades (impostas por nós ou não) que se tornou Amor; um daqueles que até O Tempo sentiu inveja. Eu não o culpo; de todas as pessoas, divindades e tudo o mais que observam nossa sincronia, quem não sente inveja da gente? O nosso amor é assim tão puro e belo, perfeito até nos defeitos e desentendimentos. Você me faz um bem enorme, que o tempo que passamos juntos, é ínfimo, tão pouco, quase nada comparado a minha vontade de você. Agora parando pra pensar, acho O Tempo percebeu isso, e como não podia roubar de nós a intensidade de nosso amor, decidiu tomar de nós o tempo que tínhamos para ficar juntos, a sós, aproveitando a companhia um do outro; só que ele falhou em ir veloz, pois a saudade só fez aumentar a necessidade que eu tenho por você, a dependência que meu corpo sente pelo teu abraço.

Desde que me levanto pela manhã, sinto um comichão gostoso surgir pela minha face, eu dou um sorriso e lembro do sonho bom que tive com você; daí em diante já fico aguardando o dia que vem, pra poder te ver, e tentar fazer o tempo esperar, como esperei, numa eternidade (mesmo que sejam os dois segundos que fiquei esperando você voltar do toalete). Quanto mais eu paro pra pensar, mais penso em você; e quanto mais lembro; mais lento o tempo decide passar para mim, tanto que ele parece estagnar, de uma forma que só um Tempo invejoso sabe fazer! E quando finalmente tenho você, já nem sei que dia é hoje, nem sei se passaram semanas, anos, minutos ou meses desde que comecei a encarar o seu olhar; é como se esse olhar me levasse até uma dimensão a parte, onde o tempo não tem vez, e que cada vez mais, brilha intensamente, toda vez que ficamos a nos encarar.

Se eu olho para trás (para o tempo em que estamos juntos) fico muito confuso; às vezes acho que já passou tanto tempo, pela intimidade e intensidade que a gente construiu, e ao mesmo tempo, acho que não passou quase nada, que nosso futuro precisará de muito mais que milênios para se concretizar. E o tempo vai passando assim devagar, do jeito que eu sempre quis; nosso amor é daqueles tão raros e místicos, capaz de alterar o espaço-e-tempo contínuo; não só para mim, para nós dois.

Eu sempre desejei poder domar O Tempo, e agora percebi que nunca pude fazê-lo; só quem tem essa habilidade é o Amor, e ele o faz, forçando o tempo a passar devagar quando estou contigo, e ao mesmo tempo tão rápido! Na verdade, os parâmetros que conhecemos para o tempo, simplesmente não funcionam. Você entende o que quero dizer? (na verdade nem eu entendo muito, só sei que faz muito mais sentido quando paro de pensar com a cabeça e passo a pensar com o coração).

Se um dia eu conseguir lhe mostrar o tempo que vivenciei antes de ti, talvez você entenda o porquê de eu não querer sentar para discutir, de eu ser assim meio retraído, simplesmente por saber que o tempo vai passar rápido para mim! Nem adianta fazer birra, embora aquele biquinho seja extremamente lindo, você tem que me entender quando peço um tempo para você me ouvir (ou apenas para eu me ouvir).

É meio difícil de aceitar eu sei, mas é a única solução para mim; que congelei, fugindo do amor; até lhe conhecer estava tendo êxito, mas por me auto congratular, acabei caindo nessa armadilha, e não sabia como me portar, quando o amor veio me chamar (acho que esse foi o grande x do problema de termos demorado tanto a dar certo); quando você me descongelou, roubando da raposa a escolha de amar, acabou por me deixar nessa dúvida tremenda: será que o tempo vai ter tempo para amar? Ou será que no fim, eu terei que ficar só, como fiquei tão bem quando me congelei? E então, se todas as cicatrizes voltarem a latejar, para onde vou poder fugir? Bem você, sem perceber me deu essa resposta! Se tudo o mais falhar, poderei me esconder no único abrigo que confiaram a mim; o seu coração, único ponto onde me sinto confortável o suficiente para não temer o futuro; pois quando meus olhos estão refletidos nos teus, sei que o tempo vai esperar, até a eternidade do nosso amor se perpetuar.

Agora você consegue entender quanta coisa o meu ‘eu te amo’ carrega? Eu te amo.

Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida.

Por menos um ciclo do sol, eu a conheci, me apaixonei, me viciei, desapeguei, abandonei, reapaixonei, enjuei e ignorei. Tudo tão rápido, mas de uma forma tão intensa, que foi um amor para uma vida toda; pena que esse amor não durou nem mesmo a vida de uma vespa, que nasce na primavera, e morre num inverno.

Foi mais ou menos o que aconteceu com ela, como uma vespa, que visualiza uma fogueira. Pobre coitada, hipnotizada, lá no fundo sabia que seria o seu fim, mas não resistiu aquela luz, e foi em direção a fogueira.

Pobre dela, que sempre foi contra ao que eu queria, e sem perceber, não teve escolhas, veio até mim, deixando morrer sua parte mais inocente.

E aí, depois do pequeno hiatus que preguei ao seu coração, ela aprendeu a se proteger de mim, de uma forma que nunca esperei. Pois é, como eu sou um mal perdedor, não aceitei aquela defesa.

Eu nunca fui um vencedor, porém, nunca aceitei a derrota. Na verdade, é algo bem além, essa caracteristica é do meu coração, que simplesmente não sabe perder. E desde então, eu desapereci, a fogueira se apagou, e a pobre vespa ficou desnorteada, no escuro, sem seu vício para lhe guiar.

Mas essa é só mais um romance, que como todo romance que se prese, teve seu início, seu meio, e seu fim.

Pois por definição, romance tem que ter um fim.

Tudo aconteceu como as palavras dele queriam que acontecesse. Mas essa não era a real vontade de Daniel. Lá no fundo ele fora ingenuo de acreditar que Isabel iria lhe impedir... Mas ela não o fez, acatou a decisão dele, deixou que os sentimentos velhos e sem manutenção, caíssem como folhas amareladas e sem vidas ao fim do Outono, com o frio que dominou o coração de ambos.

Ela não soube dizer quanto tempo ficaram sem trocar uma palavra... Quanto tempo o frio os deixou hibernando, só percebeu que já se iam chegando a oitenta semanas que ela o conhecia, ou pelo menos que achava que conhecia. E como em todo inverno, ela teve saudade do calor do Verão... Desejou saborear uma nova Primavera, mas sabia que aquilo eram só ilusões tolas que seu coração costumava a pregar sempre que dormia.

-Eu mereço bem mais que 100% - ela anunciou quando ele pausou um monologo.
-É?
-É.
-Por que?
-Porque sim, oras - ela insistiu sorrindo.
-Acho bem dificil... Nem eu tenho 100% de mim mesmo - ele confessou com um sorriso triste.
-Justamente, por isso eu mereço! - ela sabia que não havia sentido no que falava e por isso lhe deu um sorriso confiante.
Ele a tomou pelos braços.

-E eu mereço você - ele disse envolvendo-a num abraço apertado que só ele sabia dar. Beijando-a de um jeito que só ele sabia beijar. Lhe tirando todo o frio, lhe enchendo de calor.

Aquelas lembranças traziam frio. Um frio que Daniel nunca esperou sentir. Ele que era o homem que não se arrependia, agora sentia aquela ferida latejar o tempo todo. Tinha que fazer alguma coisa...

-Eu preciso de você - ele confessou quando completava-se a 80ª semana que se conheciam - preciso do seu sorriso, preciso do seu olhar, preciso da sua vontade de sonhar...
-Hmm - ela respondeu friamente. Sabia que tinha que se controlar. Mais do que jamais fizera. Não queria nunca mais mergulhar naquela imensidão de incertezas que tendiam a lhe machucar tão profundamente. Pelo menos era isso que sua racionalidade lhe dizia: ela não queria.
-Eu sei que o que fiz foi muito errado.
-É.
-E sei que não tem perdão.
-Não, eu já lhe perdoei - pelo menos era isso o que Isabel dissera a si mesma.
-Eu acho que o que fiz contigo foi só um reflexo do que fiz a mim mesmo...
-Como assim?
-Bem... Quando eu era criança, eu prometi a mim mesmo que iria ser quem eu quisesse. Que iria viver o que sonhasse. E olha quem eu sou... Você já parou pra pensar que talvez você seja uma pessoa que seu 'eu-criança' teria aversão?
-Daniel...
-É sério... Sei lá, é como se eu não tivesse motivos pra viver mais... Como se eu tivesse falhado em tudo...
-Não diz isso.
-Só estou falando a verdade...
-Olha, tenho que ir - ela estava dizendo a verdade. Precisava dormir. Mas então porque sentia um nó na garganta tão apertado?
-Vai, vai... Desculpa por tudo, mais uma vez...
-Eu já te perdoei.
-Mas eu não me perdoei - aquilo lhe fez sentir uma certa satisfação. Mas aquela satisfação era tão fria. E isso a fez mal. Tinha que fazer algo... Mesmo que ele não merecesse.
-Olha, para com isso ok? Por favor... Você é muito melhor do que a maioria, você sabe disso... - do contrário, por que então ela tinha se deixado roubar por ele? - você me fez acreditar nisso...
-Eu te comprar um produto defeituoso.
-Pode até ter sido... Mas eu comprei. E amei. Lá no fundo, ainda amo. Então fica bem.

E ela fugiu. E ele ficou cheio de sensações estranhas. Sorriu, e se lamentou. Alegria e arrependimento. E ele resolveu escrever sobre os dois. Tudo iria voltar como deveria ser... Só que nunca voltou.

Daniel e Isabel continuaram a se falar, porém cada vez menos... Sem mais vontade. Eles se amavam, e se amariam até o fim da vida, pelo amor impossível que haviam encontrado naquele relacionamento estranho; pela tragédia, pela comédia, pelo amor, pela amizade... Mas eles nunca ficaram juntos, porque foram covardes.

Ela foi covarde em nunca admitir para si mesma o que realmente sentia por ele. Ele foi covarde em nunca deixar que aquilo que sentia fosse livre o bastante para se concretizar. E sinceramente, o amor não existe para covardes.

Servidão


Numa época de senhores e escravos, certa feita, um causo se sucedeu. Um dos escravos, o mais velho e obediente que já houvera por aquelas bandas, teve seu único filho envolvido numa pendenga. A sinhazinha, moça de poucos atributos e coração de pedra, vira o menino comendo uma fruta.
Coisa boba, pedaço de sobra da refeição anterior, mais que ele tivera a ousadia de pegar. Antes os porcos do que os serviçais da casa. Caso passado ao sinhozinho, o menino fora chamado a responsabilidade: iria pagar com seu lombo franzino e a carne magra, os desaforos do arroubo. Assim fora marcado: o menino ia apanhar do capataz da fazenda no alvorecer do dia, para que diante de toda a negrada ficasse bem claro: só poderiam comer do angú que lhes fossem servidos.
O pai do negrinho, vendo que o capataz não ia tremer a mão na hora do castigo, tomou de força e pediu:
- Sinhô, sei que meu filho errou, sei que vosmecê tem filho também, e coisa que aprendi morando aqui como vosso servo, é que pai educa filho. Deixa eu educar o meu também. Permita que eu dê a coça, mode ele aprende a não pegar nada que não seja dado. E assim foi. O pai bateu até que o sinhô desse a ordem de parar, que foi quando o menino desmaiou.
Menino franzino, 10 ou 12 anos, tanto fazia. Se fosse pela mão do capataz, duas e teria tombado morto. Na madrugada, Quando o choro miúdo do menino se fazia grande na senzala, ouviu-se um sussurro: pai, por quê você me bateu? Bem sabe que eu só tinha fome, e as sobras iam para os porcos...
O pai entre lágrimas respondeu: bati porque eu sabia onde podia bater sem te matar. Cada chicotada que dei, tua pele eu parti, mas meu coração eu sangrei!

Interior de uma semente

Debaixo da terra escura
na solidão de enterrada,
embebe a lágrima fria
de nuvens desconsoladas,
num ermo céu de raiz.

morfética felicidade!

Repousa às margens do aqueronte
em busca de esquecimentos.
Fareja o cão que vigia
os sonhos, os medos...
Trava-lhe batalha mortal!
Se dilacera, se rasga,
sente o afago da terra.
Se cala, chora, morre,
Explode!
Vê então, a luz da primavera.

Ma peur

J'ai peur de la peur qui va me donner!
Peur de dormir et ne pas de rêver,
peur de rêver et ne pas se réveiller,
peur de se réveiller et ne pas avoir pas l'endroit.
Peur de ne pas avoir le temps de l'amour,
peur de ne pas savoir nager.
Je sens dans le courants de la vie ...

J'ai peur de la peur qui va me donne!

la peur qui me fait réveiller,
la peur qui me fait délire,
la peur qui me donne envie arrivér.
Un peur qui me donne la corné,
la peur qui me fait de plongée.
Il une naissante à l'intérieur de moi ...
Je me sens corné dans la peur de la peur qui va me donner!

"Como posso?
Sinto saudades de quem nem mesmo conheço!
Não vejo seus olhos
mas percebo neles o brilho do desejo...
Não vejo sua boca
mas percebo um sorriso
cada vez que nos encontramos.
Não ouço sua voz,
mas sinto toda a ternura que ela transmite
nas palavras que leio.
Não abraço seu corpo,
mas consigo sentir seu calor me envolvendo...
Loucura???
Sim...uma doce loucura!"

Onde estão as Borboletas?


Quando eu era pequena, ainda uma menina inocente, ficava horas observando as Borboletas do meu quintal.
Às vezes as do rio da fazenda pareciam mais bonitas, cada uma com sua exuberância de Borboleta colorida.
Hoje as procuro quase não as vejo.
Meu jardim esta deserto e em outros também.
Os rios já se encontram em silêncio e sem o colorido delas.
Onde estão as Borboletas?
Será que estão escondidas, esperando a primavera?
A resposta pode está no descaso com a Natureza ou pode ser que foram extintas dos jardins.
Também há opção de não ter jardins como antigamente.
As flores talvez perdessem seu perfume, sua beleza, e elas, as Borboletas, não se interessam mais pelas mudanças.
Estou agora adulta e gostaria de vê-las novamente, só estão no meu pensamento e quem pode me dizer, onde estão elas?
Ouvi dizer que quando a gente cresce, perde o encanto por algo, só que me parecia tão real!
Perdendo ou não o encanto, vejo poucas delas voando pela atmosfera de alguns jardins.

Aquilo que aconteceu com você e te fez pensar em desistir era só um teste para ver se você iria persistir e merecer. Não desista das coisas tão facilmente.
O que é para nos fazer feliz não cai do céu, temos que busca-lo e para isso haverá obstáculos e você tem que ter força para buscar, coragem para lutar e fé para vencer. Nunca desista, se você desistir das coisas por causa de uma barreira você nunca conquistará nada.

No começo foi estranho, fiquei super mal.
Não entendia por que e como tudo havia acabado.
Me enfiei em um luto, só meu. Nada mais fazia sentido. Senti como se tivesse perdido tudo o que tinha. E que não haveria mais futuro.
Mais com o tempo percebi que me ganhei em te perder. Me redescobri, conheci coisas novas, amadureci.
Hoje não aposto meu futuro em mais ninguém, só vivo agora. Discerni que ninguém é seu tudo a não ser você mesmo.

Tudo é da terra

Nasceste pó
Perdeste uma costela
Pra não viver só
Pois nasceria ela
Assim tão bela
Crescera vivera e também morrera
Pois na arte do prazer
Pecou sem perceber
Plantara e colhera
o que dá terra dá
Pois dela se tira
Na certeza que um dia
Tu devolverá
Nasceste da terra
Mas ela te espera
Assim é a vida
Por mais que é bela
Um dia se encerra
Devolvendo tudo
O que tirou da terra.

Aprendi da importância de não dar muita importância
Ficar com os meus pés no chão
Aprendi que viver cansa, mesmo vivendo na França
Mesmo indo de avião
Aprendi que a desavença, é por que sempre alguém pensa
Que ninguém tem mais razão
Aprendi que tudo passa, tomando chá ou cachaça
Tomando champanhe ou não
Aprendi que a descrença, a desconfiança e a doença
São partes da maldição
Aprendi que essa fumaça a minha janela embaça
Por fora, por dentro, não!

Você me faz tão bem
Me leva,me têm
Me dá paz,me acalma
És tão lindo por dentro
Tão seguro,tão atento
Aos meus desejos
As vezes nem percebo
O quanto estou sendo mimada
E você nem diz nada
Me abrace apertado
Assim não te largo nunca mais
Até o fim dos tempos
Meu anjo, meu apego..

O ato de crescer custa uma boa dose de paciencia!
Chegamos em um momento da vida que até mesmo as nossas contrações se tornam coerêntes...
É quando o amor vira um sentimento de respeito,
desses que amamos viver, ama-se para sempre, se torna único, intenso e de muitas formas, mas segue amando.
Esse processo que só o tempo ensina não significa ficar velho, é amadurecimento nas nossas decisões e o acumulo de pequenas doses de sabedoria, é não sentir mais vergonha diante das nossas escolhas.
Aprendemos que se importar mais como nos mesmo do que com o resto do mundo, tudo bem que isso implica numa certa dose de egoísmo, não falo daquele egoísmo desumano mas daquele que te permite olhar um pouco mais para sí mesmo...
Nesse processo passamos por um momento onde devemos escolher e optar por coisas que nos deixa feliz,
é onde escolhemos viver e conviver mais com as pessoas que mais amamos e que retribuem esse amor, da maneira que sabem.
Tem um momento na vida que crescemos mas adorariamos poder ser criança novamente...
Tem um momento que crescemos e escolhemos sermos nos mesmo...
Eu amo de chamar esses momentos de eu-lugar, onde existe um paraiso para morar ... E estou indo pra lá...