Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Poesia do amor

Deixe-me imaginar
Sorrisos no ouvido
Abraço em forma de laço
O calor da tua voz, murmurado
No meu olhar atento, no compasso
Do passo das batidas do coração
Do meu, do seu, onde cada pedaço
Nos faz um todo na emoção...
Deixe-me sonhar, num só traço
Que liga o meu eu a sua paixão.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
fevereiro de 2016 - Cerrado goiano

Relações, Relacionamentos

Julgamentos levam ao resfriamento,
decisões inconsequentes impedem a reciprocidade,
atravessar o desconhecido pode ser arriscado, mas viver na dúvida deve ser pior,
ficar com os pés firmes na superfície exige intensidade, caso contrário fica perigoso naufragar,
deixar o amor entrar causa arrepios, dormir e acordar todos os dias ao lado dele, pode causar uma viagem sem volta.

MOMENTOS FAVORÁVEIS

Os momentos favoráveis sempre surgirão em nossas vidas; Ocorrem, aparentemente, como fossem processados por acaso; Inesperadamente, sem percebermos, são criados em nossos subconscientes. Sim, somos nós quem os criamos e os trazemos à existencia por estarmos com as mentes voltadas aos pensamentos e ações positivas. Se nossas mentes estiverem inundadas apenas com pensamentos voltados à prática das virtudes; Se estivermos com os pensamentos cheios de amor ao próximo e trabalhando para alegrar as pessoas, naturalmente, independente de suas posições sociais, as possibilidades de termos momentos alegres e a probabilidade de realizarmos nossos sonhos será, imensamente, maior, porque pensamos e agimos positivamente. Estejamos, portanto, sempre assim, com nossas mentes voltadas às coisas boas e sempre conectados com Deus, pois Ele é a fonte de toda bondade e positividade.

É tudo tão igual, tão normal, nada muda.
Parece que o tempo não anda, se esconde...
É tudo o mesmo dia, o mesmo céu, a mesma dor...
E tudo a mesma cor, que é sem cor, que é sem vida.
Mas no fundo algo tem de bom.
Mas no fundo eu estou vivo aqui.
Mas no fundo não é tão ruim.
Dá para seguir o caminho, dá para andar nessa era
sem desistir, só persistir.
Se eu respiro e vejo, eu bem sei que há um Deus.
Se eu posso ouvir e andar, eu bem sei que Deus comigo está.
Se estou vivo e perfeito, Deus comigo é, não tenho dúvida.
Não temerei, em frente seguirei.

"Melodia da vida

Neste dia esplêndido de sol brilhante, de brisa doce e de mar sereno, te vejo sorrindo, radiante de felicidade e a vida lá fora a pulsar.
A vida é encantadora e só percebe quem está sob as notas musicais, na melodia em perfeita harmonia com o Arquiteto do Universo.
Nasce o sol majestoso a cada dia iluminando a nossa alma, rasgando o céu e tocando os nossos corações.
A fé do teu olhar me traz a certeza de que o amor floresce a cada dia e que a luz do sol da vida que brilha em nós a cada minuto e a cada amanhecer aumenta o nosso amor.".

Quando ficamos verdadeiramente doentes (não é apenas uma simples dor de cabeça e coisas do tipo), é aí que percebemos quão insignificante é um batom nos lábios, o retoque das raízes brancas dos cabelos ou até mesmo pentear-se.
Nada disso tem importância quando a prioridade é a sua saúde, a sua enfermidade. E isso ocorre de repente, quando menos se espera. Quando adoecemos, nos agarramos à fé e a qualquer fio de vida, de esperança que nos tire daquele momento tão doloroso (por dentro e por fora).
Por isso, a cada dia que passa, tenho a maior certeza de que essas coisas supérfluas, essas trivialidades, essas normas de beleza midiática não fazem parte de mim. O que realmente importa é a saúde, a longevidade e o nosso bem-estar.
Estar verdadeiramente viva e estar próxima daqueles que amo e que gostam de mim. Não sabemos o que o amanhã nos reserva...

Fotografia e lembrança

Um dia o hoje será um instante
Perdido nas lembranças do ontem
Os sonhos pareceram distantes
E o passado aquém...

Restaram os perfumes das flores
Da mocidade perdida no tempo
Em confusas paletas de cores
De um fado em seu andamento

Um dia fará falta e vira a solidão
Lá da porta onde vimos a vida passar
Os lamentos nos ouvidos secarão
E a saudade vai nos abraçar...

Um dia seremos fotografia e recordação!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
fevereiro de 2016 – Cerrado goiano

AMOR DISTANTE

O meu amor distante e constante
Me seduz com a voz do teu olhar
Quero tanto poder ele encontrar
E nesta sensação ser navegante

Teu gesto virtual penetra meu ser
Faz saudade haver, sentir paixão
Se te ter ou te perder é imprecisão
Certo é o arrepio a me percorrer

Cada oscilação de tua fala é emoção
Que vibram na alma em total prazer
Transbordando os fluidos do coração

Preciso, quero e necessito te ver
Amor distante, amor de comunhão
Seja presente e fiel no meu viver

Estella Zegna
Poetisa do mar
Rio de Janeiro, RJ

A alegria e a tristeza estampada em minha face muitos já presenciaram, meu amor sincero e verdadeiro poucos tiveram, não ache que me conhece pelo meu jeito ser, mas nem todos compreendem, meus pensamentos ah meus pensamentos esses só eu e Deus que sabemos, muitos falam da minha vida, mas poucos sabe da realidade, e menos ainda participam dela.
Um grande beijo em seu coração.
Perazza.’.

poente no cerrado

encarnado
sob o mesmo valsar
o dia vai sendo arrancado
por seres alados que se põe a pintar
os sons das cores ali ilustrado
pros sensores apagarem, e vir o luar
num só tom, escrevo, todo arrepiado
neste silêncio que faz poetar
o poente no cerrado...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26/03/2016, 18'25" – Cerrado goiano

Abandono

Depois de teu olhar triste
Nada mais se alegrou sem você
A noite se fez dia, quando partiste
E o sol se disfarçou de lua em turnê
O relógio parou naquele momento
Cada segundo de dor era clichê
De saudade, de solidão, de tormento
A poesia ficou sem poeta, à mercê
As ruas sem calçadas, sem pavimento
E a vida, ah a vida ficou sem você
Depois que partiste, olhar triste.
E eu aqui no abandono do porquê.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/03/2016, 16'33" - Cerrado goiano

Elevação

Chega um tempo, que as prioridades são outras
O beijo na boca, a paixão desmedida, é bom, mas a vida metamorfoseia
Os sacolejos, quedas, subidas, descidas, trazem ouras
Aí o silêncio, a cama redolente, a pegada na areia

São os reais sentidos

E este tempo, traz horas, eternidade
Amenizando os minutos feridos
De desigualdade
Então, só se quer pensamentos perdidos
Um abraço, o ombro simplesmente para chorar
Dando a alma sentimentos sem conflitos

Quietude

Sem dizer nenhum termo
Só querendo solicitude
Tal qual necessita um enfermo
Ter uma presença amiga
Com sorriso, neste momento ermo

O tempo de alguém nos presentear com uma cantiga
Musicando o inesperado
E neste apoio a vida prossiga
Com esperança, e não o sentimento de estar abandonado

Um gesto apenas
Um olhar, que diga, você é amado
Acariciando suas melenas
Ao seu lado

Chega um tempo, que o que vale são as afeições do céu e pouco as terrenas...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05/04/2016, 05'30" – Cerrado goiano

SONETO SAUDOSO

Choro, ao pé do leito da saudade
Que invade o corpo sem descanso
Se fazendo de fiel cordeiro manso
E a agrura numa brutal velocidade

E vem me trazer recordações, afeto
Tão apetecida em tempos outrora
Agora na ausência, lerda é a hora
E cruel a minha emoção sem teto

Chorei, choro por esta separação
Neste fado dessa longa despedida
Que partiu a vida daquela posição

Se eu, tenho na sorte malferidos
Aqui sinceramente peço perdão
Movidos nos desfastios vividos

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06/04/2016, 21'00" – Cerrado goiano

O cerrado pede socorro

O cerrado é árido é dissonante numa certa harmonia
Te engole os olhos com a boca ávida de melancolia

O cerrado é plano por todo lado, torto e desencontrado
Neste desajeito pedregoso, espinhado, o êxtase é espetado

Cerrado ao longe provoca ilusão, maravilha o sol e escorre o calor
Tuas árvores e teu desencanto trás encanto e é sedutor

Cerrado de vasqueira água, fica deitado no lençol aquífero
Nestes poros transbordam renascimento e galhos frutíferos

Cerrado espesso, pele grossa e contradição
O homem e sua cruel mão, pinta na terra a tela da devastação

Destes campos velhorro
O cerrado pede socorro!

Cerrado não é cidade
É patrimônio da humanidade.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08/042016 – Cerrado goiano

Gostar

Ao falarmos de coração
Vem o amor na fila
À frente, logo ali, a paixão
E todos sem apostila

E nesta expectativa, o par
Ah! Quanto desencontro
Desafios e bailes a bailar
E muito, vários contro

Sonhos? Todavia

Sem meias medidas, intenso
Perder ou ganhar, romaria
Num diverso bem denso

E nesse avesso, o implexo
Onde está o nosso existir
E a ceva do nosso plexo

Dos prelúdios
Lúdicos

Do sonhar
Do apaixonar
Do amar

Entornados pelo ar...
Assim se vive, assim é gostar.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07 de abril, 2016 – Cerrado goiano

termo

meus poemas são meus olhos
falam com o juízo do coração
na alma destrancam ferrolhos
enferrujados pela corrosão
dos desprezos e embrulhos
dos enganos da emoção
e mesmo assim,
entre rimas de dor
que escrevo sem fim
teimo nas estórias de amor

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 2016 – Rio de Janeiro, RJ

Desfolhos

Do outono no cerrado e seus desfolhos
Minha saudade caia ao chão fragoso
Do meus ásperos e mirrado tristes olhos
Em tal lira de verso aflito e rancoroso

Nos ventos secos e enrugados chiavam
Os gritos da noite numa solitária canção
Onde lembranças aos astros clamavam
Esmolando do silêncio alguma atenção

Só um olhar neste brado de compaixão
Um olhar, um eco, uma mão...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/04/2016, 18'00" – cerrado goiano

Abjurar

Desejo não mais desejar
Como se fosse corredio
De fácil sentença, aceitar
Só de imaginar dá arrepio
Faz a alma regurgitar
Assombro, melancolia
Na especiaria do amar
Desejar independe do desejo
É cobiça, sede, é frescor
Nunca abjurar o almejo
Pois no desejo se tem amor

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23'08", 10 de agosto, 2012 – cerrado goiano

Eu, a poesia e o cerrado

Com os cascalhos do cerrado
e as saudades em entrelinhas
eu alicercei o meu versado
em sulcadas poesias minhas

e no horizonte além
deixei os meus sonhos
junto ao entardecer, porém,
não foram olhares tristonhos

nem sei bem se eram fados
ou lamentos do árido viver
só sei que eram suspiros calados

mas nas trovas tinha o querer
tinha poemas alados
tinha eu, tinha zelo, tinha o crer...

(também, tinha
o poeta mineiro do cerrado
em versos apaixonados.)

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
maio, 2016 – Cerrado goiano

oposição

agora,
que a distância virou saudade
os amigos viraram outrora
e o cerrado extremidade
das bandas do meu poetar
a solidão tornou-se traição
na enzima
na inspiração
da trova, sem estima
de uma rima menor...
Em opor,
pude encontrar na poesia
iguaria, suor, rubor
e companhia...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
maio, 2016 – Cerrado goiano