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Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

DORES DA ALMA

As dores da alma não deixam recados, imprimem uma sentença que perdura pelos anos. Um amor que acabou mal resolvido… Um emprego que se perdeu inexplicavelmente… Um casamento que mal começou e já terminou… Uma amizade que acabou com traição… Tudo vai deixando sinais, marcas profundas… Precisamos trabalhar as dores da alma, para que sirvam apenas de aprendizado, extraindo delas a capacidade de nos fortalecermos… aprendendo que o melhor de nós, ainda está em nós mesmos… Que amando-nos incondicionalmente descobrimos a auto-estima… Que se deixarmos seguir o caminho da dor e da lamentação, iremos buraco abaixo no caminho da depressão. As dores da alma não saem no jornal, não viram capa de revista… E só quem sente, pode avaliar o estrago que elas causam. Como não existe vacina para amores mal resolvidos, nem para decepções diárias, o que vale é a prevenção… Então… Ame-se para amar e ser verdadeiramente amado. Sorria para que o mundo seja mais gentil! Dedique-se para que as falhas sejam pequenas… Não se compare, você é único! Repare nas pequenas coisas, mas cuidado com as grandes que as vezes estão bem diante do nosso nariz e não enxergamos… Sonhe, pois o sonho é o combustível da realização. Tenha amigos e seja o melhor amigo de todos. Apaixone-se pela vida e por tudo o que é seu! Sinta o seu cheiro e acredite em seu poder de sedução… Estimule-se, contagie o mundo com o seu melhor… Creia em Deus pois sem Ele não há razão em nada! E tenha sempre a absoluta certeza de que, depois da forte tempestade, o arco-íris vai surgir e o sol vai brilhar ainda mais forte.

O tempo não se encarrega de matar desejos, apenas de substituir os personagens.
Esse é o maior problema dos desejos, eles não aceitam não como resposta. Você só coloca um ponto final nele, se for até o fim. E o fim pode ser um simples enjôo ou, na pior das hipóteses, a morte.
O desejo me acompanhou até em casa. Muito, muito mais forte que minha nobreza em ter dito não.
Tive medo de ser só desejo, porque para mim sempre foi mais. Prefiro ser perseguida pelo meu desejo, que não tem dia para acabar, do que ser abandonada mais uma vez pelo seu, que dura no máximo três horas.

Nem todo dia tem sol, nem toda sobremesa é cheesecake e nem toda relação homem e mulher é romance.
E você vai fazer o quê?
Vai se matar por causa do cinza acima da sua cabeça? Vai tremer hipoglicêmica e carente porque só sobrou torta holandesa? Vai se manter virgem e intacta até aparecer o homem que vai te dar uma casa com cerquinhas brancas, cachorrinhos e bebês?
Claro que não, você vai viver a vida, curtindo o que ela tem de melhor.

Tati Bernardi
A mulher que não prestava

Nota: Trecho da crônica "Romântica pra cacete"

...Mais

Flui, indeciso na bruma

Flui, indeciso na bruma,
Mais do que a bruma indeciso,
Um ser que é coisa a achar
E a quem nada é preciso.

Quer somente consistir
No nada que o cerca ao ser,
Um começo de existir
Que acabou antes de o Ter.

É o sentido que existe
Na aragem que mal se sente
E cuja essência consiste
Em passar incertamente.

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar.

TRAVESSIA

Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito,
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha,
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto,
Muito tenho prá falar

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver

Rosa Vermelha

Trago uma rosa vermelha
aberta dentro do peito
e já não sei se é comigo
se é contigo que me deito.

A minha rosa vermelha
mais parece uma romã
pois quando aberta de noite
não se fecha de manhã.

Trago uma rosa vermelha
na minha boca encarnada
quem me dera ser abelha
de tua boca fechada.

Trago uma rosa vermelha
não preciso de mais nada.

José Carlos Ary dos Santos

Nota: Composição de José Carlos Ary Dos Santos/Alain Oulman, voz de Amália Rodrigues

Para Fazer um Soneto


Tome um pouco de azul, se a tarde é clara,
e espere um instante ocasional
neste curto intervalo Deus prepara
e lhe oferta a palavra inicial
Ai, adote uma atitude avara
se você preferir a cor local
não use mais que o sol da sua cara
e um pedaço de fundo de quintal

Se não procure o cinza e esta vagueza
das lembranças da infância, e não se apresse
antes, deixe levá-lo a correnteza

Mas ao chegar ao ponto em que se tece
dentro da escuridão a vã certeza
ponha tudo de lado e então comece.

Eu vejo idosos em pensões, em supermercados
e eles são magros, e eles são orgulhosos, e eles estão morrendo
eles estão famintos e eles não dizem nada
tempos atrás, entre outras mentiras
eles foram ensinados de que o silêncio era bravura
agora, depois de trabalhar a vida toda,
a inflação os aprisionaram
eles olham em volta
roubam um uva
mastigam-na
finalmente, fazem um pequena compra, o dia valeu a pena.
outra mentira que lhes foi ensinada:
não roubarás
Eles preferem a fome à roubar
(uma uva não os salvará)
e em quartos minúsculos, enquanto leêm anuncios de mercado
eles sentirão fome
eles vão morrer sem fazer barulho,
retirados de seus albergues
por jovens garotos loiros de cabelos compridos
que vão deslizar para dentro
e se afastarão do meio fio
estes garotos,
olhos bonitos,
pensando em Vegas e bucetas e vitória
é a ordem das coisas:
cada um sente o gosto de mel,
depois o da faca.

Confissões de um menor abandonado

Eu sei que sou culpado, não tive a capacidade de assumir a administração da minha vida, não fui capaz de controlar as emoções infantis nem consegui equilibrar-me sobre os obstáculos que herdei da sociedade. Até que me esforcei! Olhei para a vida de meus pais, porém, os desentendimentos do casamento falido nublaram os tais exemplos de que ouvi falar, só falar.

Não tive o privilégio de me aquecer no meu próprio lar, porque lhe faltou a chama do amor, sustentando-nos unidos. Cada qual saiu para o seu lado. Na confusão da vida me perdi.

Candidatei-me à escola. Juntei a identidade civil ao retrato desbotado, botei a melhor farda de guerreiro, entrei na fila. Humilhado por tantas exigências, implorando prazos, descontos e vaga, me sentei num banco escolar, jurei persistência, encarei o desafio.

- Joãozinho, você não sabe sentar-se?
- Joãozinho, seu material está incompleto.
- Joãozinho, seu trabalho de pesquisa está horrível.
- Joãozinho, seu uniforme está ridículo.

A barra foi pesando, fui sendo passado pra trás e vendo que escola é coisa de rico. Um dia, me arrependi, mas a professora se escandalizou das faltas (nem eram tantas!) e disse que meu nome já estava riscado, há muito tempo. O que fazer? Dei marcha à ré ali e, olhando a turma, com vergonha, fui saindo.

Moro nas marquises, debaixo da ponte, nas calçadas e não moro em lugar nenhum. Tenho avós, pais, irmãos e primos, mas não tenho família. Tenho idade de criança e desilusões de adulto. Minha aparência assusta as pessoas e nada posso fazer. A cada dia que passa, estou mais sujo, mais anêmico, mais fraco.

Sou um rosto perdido, perambulando, em solo brasileiro. Na verdade, nos chamam de menores, todavia, somos os maiores desgraçados.

Vendo balas num sinal de trânsito que muda de cor a cada minuto. Quando o sinal fica vermelho, os carros param, meu coração dispara. Para nós, menores abandonados, o vermelho do sinaleiro é a cor da esperança.

Extraído do meu livro Escola Comunitária-4ª.ed

O Lampejo

O poema não voa de asa-delta
não mora na Barra
não freqüenta o Maksoud.
Pra falar a verdade, o poema não voa:
anda a pé
e acaba de ser expulso da fazenda Itupu
pela polícia.

Come mal dorme mal cheira a suor,
parece demais com o povo:
é assaltante?
é posseiro?
é vagabundo?
frequentemente o detêm para averiguações
às vezes o espancam
às vezes o matam
às vezes o resgatam
da merda
por um dia
e o fazem sorrir diante das câmeras da TV
de banho tomado.

O poema se vende
se corrompe
confia no governo
desconfia
de repente se zanga
e quebra trezentos ônibus nas ruas de Salvador.

O poema é confuso
mas tem o rosto da história brasileira:
tisnado de sol
cavado de aflições
e no fundo do olhar, no mais fundo,
detrás de todo o amargor,
guarda um lampejo
um diamante
duro como um homem
e é isso que obriga o exército a se manter de prontidão.

As nuvens são sombrias

As nuvens são sombrias
Mas, nos lados do sul,
Um bocado do céu
É tristemente azul.
Assim, no pensamento,
Sem haver solução,
Há um bocado que lembra
Que existe o coração.
E esse bocado é que é
A verdade que está
A ser beleza eterna
Para além do que há.

No se cuentan las ilusiones
ni las comprensiones amargas,
no hay medida para contar
lo que podría pasarnos,
lo que rondó como abejorro
sin que no nos diéramos cuenta
de lo que estábamos perdiendo.

Perder hasta perder la vida
es vivir la vida y la muerte
y son cosas pasajeras
sino constantes evidentes
la continuidad del vacío,
el silencio en que cae todo
y por fin nosotros caemos.

Ay! lo que estuvo tan cerca
sin que pudiéramos saber.
Ay! lo que no podía ser
cuando tal vez podía ser.

Tantas alas circunvolaron
las montañas de la tristeza
y tantas ruedas sacudieron
la carretera del destino
que ya no haya nada que perder.

Se terminaron los lamentos.

Pablo Neruda
Corazón Amarillo

Há um tempo em que é preciso recosturar, reformar, reavivar as nossas roupas usadas que tanto nos deram alegria quando novas e que hoje apesar de gastas continuam quentes, macias e confortáveis porque possuem o formato do nosso corpo. Não devemos esquecer nossos antigos caminhos só porque achamos que nos levam sempre aos mesmos lugares, devemos aproveita-los para encurtar a distância que nos levam a novos.
É tempo de travessia: temos que ousar em fazê-la para nunca ficarmos a margem de outros.

VIDA E MEDO


Cada um tem o seu modo de estar em paz com a própria vida. Alguns precisam de segurança e outros se entregam sem medo. Não a fórmula para se viver o próprio sonho. O escritor S. Anderson sempre foi rebelde e só conseguia escrever diante de sua rebeldia. Seus primeiros editores, preocupados com a situação de miséria com que Anderson costumava viver, resolveram enviar para ele um cheque mensal como adiantamento de sua
próximas novela. Depois de um tempo, receberam a visita do escritor, que apareceu la apenas para devolver todos os cheques. "Faz tempo que não consigo escrever uma linha", disse Anderson. "Para mim, é impossível trabalhar com a segurança financeira me olhando do outro lado da mesa".


"CADA UM TEM O SEU
MODO DE ESTAR EM
PAZ. NÃO HÁ FÓRMULA
PARA SE VIVER O
PRÓPRIO SONHO"

Do que os homens têm tanto medo?
Pior do que uma mulher que fala o que pensa é uma que escreve...

Quando eu tinha vinte, vinte e dois anos, choviam homens querendo namorar comigo. Eu era uma menininha perdida, com um Corsinha todo batido, semi-virgem e com medo de ir para a praia aos finais de semana e deixar minha mãe sozinha. Choviam homens. E homens interessantes, juro.
Aí agora, com quase trinta, moro sozinha, ganho bem, me tornei loira, aprendi a fazer coisas legais como torta de palmito e striptease e... nada. Os caras até se apaixonam por mim, se declaram, coisa e tal, mas nada de me levarem ao cinema de mãos dadas. Eu, meu guarda roupas fashion, meus livros publicados e meu ap moderno, vivemos sozinhos.
Que é que eu tinha com vinte anos que eu não tenho mais? Não, não era um corpo melhor. Juro que eu to melhor agora, que tenho como pagar o Paulão, meu personal. Também melhorei de cabelo, de pele, de sorriso, de voz. Meus amigos mais antigos tão aí pra confirmar, sempre que me encontram, comentam: “nossa Tati, como você ficou melhorzinha com os anos!” Então qual é o problema?
Será que me falta aquela pureza que eu tinha com vinte anos? Poxa, mas eu não era exatamente pura, eu era só bobinha. Daquele tipo mala que espera chegar ao motel pra falar pro cara “sabe que é? Não to a fim não”. Que homem gosta disso? Hoje em dia se não to a fim não dou nem bom dia.
Será que os homens sentem falta de quando eu era estagiária, com a mesadinha suada da mamãe? Pode ser. Homem é meio tosco e sempre se sente mais seguro com uma menina aprendendo o que é a vida. É mais fácil ser o rei do sexo com uma inexperiente, ou ser o rei do bom gosto gastronômico com uma garota que paga o mcdonalds com ticket restaurante. É, eu exigia e assustava menos naquela época. Mas será que é só isso mesmo? Descobri que não.
Passei os últimos meses encarando todo e qualquer relacionamento como estudo antropológico e desvendei o grande mistério da minha solidão: os caras têm medo, na verdade, das minhas letrinhas. Dá pra acreditar?
Eles acham que se não forem bons o suficiente na arte do acasalamento, no dia seguinte vai ter um texto meu com o titulo “tudo o que é bom dura pouco, mas dois segundos não é rápido demais?”. Eles acham que se não forem inteligentes o suficiente durante o jantar, no dia seguinte não vão escapar à minha crítica “o que sobra dentro da calça falta dentro do cérebro”.
Já teve cara que me pediu “se você for me largar, promete que me conta antes de publicar? Não queria ficar sabendo pela Internet!” E teve também, claro, o clássico: “putz, gata, você já foi logo escrevendo que adorou a noite de ontem, que está apaixonada...ficou muito fácil, perdeu a graça”.
Tem de tudo. Do cara que não sustenta namorar uma mulher que não só tem passado (existe alguém com 28 anos que não tenha passado?) como resolveu escrever um livro sobre ele, ao cara que fala “tanto texto bonito para outros caras e nenhunzinho pra mim? Não quero mais sair com você!”.
Outro dia ouvi de um cara que tava me paquerando “não, não vou comprar seu livro, vai perder o mistério”!
É isso então. É aí que está o problema. Eu escrevo sobre a minha vida e isso causa nos machos um misto de medo “será que ela vai me expor?” com um misto de quebra de magia “ah, ela se expõe demais ali, prefiro aquela mulher muda e sem personalidade que sempre vai ser um mistério para mim”.
Entrei numa baita crise. Tirei meu site do ar e tudo. Repensei a vida, repensei a morte da bezerra, aumentei a terapia, voltei pra meditação. Mas depois cheguei a uma conclusão maravilhosa e definitiva: nenhum homem, até hoje, me deu mais prazer do que escrever. Então que se danem eles.

O que é importante para você?

Você jura que dirige a sua vida, que reflete antes de tomar decisões, que é responsável e age com sabedoria. Pois bem, tenho que lhe dizer que na verdade, somos impulsionados pelas emoções, e as emoções que sentimos, são frutos diretos das nossas crenças e dos valores que cultivamos.
Os valores pessoais, são quase sempre, heranças da nossa criação, e cada indivíduo, carrega consigo “idéias a respeito de família, de trabalho, de honestidade, dignidade e isso move para essa ou para aquela direção. Tem gente que mata outro ser humano com tanta facilidade que chega a indignar, e outros que se ocupam de cuidar das formigas órfãs do cerrado…
Valores, valores e valores.

Já as crenças, são adquiridas com experiências e até com observações de pessoas que admiramos. Crenças são quase sempre, um “conjunto de regras”. Algumas herdamos dos pais, avós, ou amigos muito próximos, como não tomar banho após as refeições, não comer manga com leite, não falar a palavra “Câncer”, e tantas outras “crenças” que armazenamos em nosso cérebro e que ficam ali de espreita para quando chegar o momento “certo”, ela vem e dá a sua opinião, quase sempre, a opinião mais forte.

Por isso que temos gente que tem tudo para ser um bom político por exemplo, mas tem medo de entrar para a política pois dentro de si, guarda a informação de que todo político é ladrão por exemplo. E aqueles que admiram o amor, suspiram romanticamente mas nunca encontram alguém para se relacionar seriamente, porque normalmente, acreditam que o amor de verdade é aquela coisa da Cinderela, do Príncipe que vem com seu cavalo, que é coisa de “contos de fadas”, não existe na vida real, e quando tem tudo para viver o amor, foge com suas crenças…

Mas, como descobrir se as suas crenças e seus “valores pessoais” estão interferindo positiva ou negativamente na sua vida?
Vou te dar uma sugestão, que não é assim tão difícil de fazer. Comece procurando um lugar tranquilo para sentar ou deitar numa grama por exemplo, onde você possa realmente ficar só e “ter um tempo para você”.
Relaxe e tente responder essa pergunta simples:
- O que é importante para mim?
Deixe a sua mente responder.
Não force nada.
Provavelmente você vai ver passar um turbilhão de fotos de familiares, imagens de alguns amigos, bens materiais, sei lá…
Cada um carrega em si mesmo uma mala cheia de emoções, fotos, recordações e experiências que moldam a nossa vida e nossas atitudes.

Deixe-se envolver pelo seu relatório e descubra realmente o que é importante para você, em quê ou no quê você acredita, quais são os valores que te movem, o que te desagrada tanto.

Pode ser que você esteja carregando ai dentro, crenças absurdas, que o seu intelecto já é capaz de reconhecer como absurdo, como um fato que não é verdadeiro, mas mesmo assim você continua preservando, como não tomar manga com leite…

Te proponho algumas mudanças, como entrar em uma Lanchonete e pedir um Suco de Manga com Leite e beber gostosamente, com a confiança de que é um excelente suco para a sua saúde. Você vai desamarrar um “nó” da sua cabeça e se libertar para viver novas experiências, com mais segurança e uma certeza: nós podemos um pouco mais. Podemos realizar algo mais. Crescer além das nossas medidas, que quase sempre são tão pequenas.

O que é importante para você?

É tempo de amar

Eu quero falar da emoção que cerca a nossa vida.
E perguntar para o seu coração se ele ainda dispara,
ao ouvir a voz de alguém e se ele reconhece a paixão.
Quando uma voz vira melodia,
quando a noite parece dia,
quando o amor envolve e encanta,
e todo mal logo espanta,
deixa no ar perfume de flores.

O amor seca feridas, alivia as dores.

Mas, se o coração está amargurado,
se a decepção tomou conta e formou esse quadro.
O amor quase não tem chance de se mostrar.
Você fecha a visão da emoção,
entristecido pelo tempo, seca a paixão.

O medo de amar é couraça, uma ilusão.
Pois quando o amor insiste,
ele não desiste,
e nos mostra que na vida,
é possível amar muitas e muitas vezes,
outras pessoas tão diferentes quanto o nosso humor.
Assim é o amor.

Desejo que o desejo de amar permaneça em você!
Que não desista de fazer essa energia vibrar na sua alma.
Busque o amor com dedicação, com calma.
Sem pressa e sem medo de ser feliz.

Se alguém te machucou, levante a cabeça.
Olhe para a frente, para o novo tempo.
O coração precisa enxergar no dia,
os olhos dessa pessoa que quer te encontrar,
e juntos, além do tempo e da distância,
não perder mais nada e simplesmente,
amar.

Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:

Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimmed,
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature's changing course untrimmed:

But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow'st,
Nor shall death brag thou wand'rest in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st,

So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.

Gênesis 34

Dina e Siquem

1 Certa vez, Diná, a filha que Lia dera a Jacó, saiu para conhecer as mulheres daquela terra.
2 Si­quém, filho de Hamor, o heveu, gover­nador daquela região, viu-a, agarrou-a e a violentou.
3 Mas o seu cora­ção foi atraído por Diná, filha de Jacó, e ele amou a moça e falou-lhe com ternura.
4 Por isso Siquém foi dizer a Hamor, seu pai: "Consiga-me aquela moça para que seja minha mulher".5 Quando Jacó soube que sua filha Diná tinha sido desonrada, seus filhos estavam no campo, com os rebanhos; por isso esperou cala­do até que ­regressassem.
6 Então Hamor, pai de Siquém, foi conver­sar com Jacó.
7 Quando os filhos de Jacó volta­ram do campo e souberam ­de tudo, ficaram pro­fundamente entristecidos e irados, porque Si­quém tinha cometido um ato vergonhoso em Israel, ao deitar-se com a filha de Jacó - coisa que não se faz.
8 Mas Hamor lhes disse: "Meu filho Si­quém apaixonou-se pela filha de vocês. Por fa­vor, entreguem-na a ele para que seja sua mu­lher.
9 Casem-se entre nós; deem-nos suas fi­lhas e tomem para vocês as nossas.
10 Estabeleçam-se entre nós. A terra está aberta para vocês: habitem-na, façam comércio nela e adquiram propriedades".
11 Então Siquém disse ao pai e aos irmãos de Diná: "Concedam-me este favor, ­e eu lhes darei o que me pedirem.
12 Aumentem quan­to quiserem o preço e o presente pela noiva, e pa­garei o que me pedi­rem. Tão somente me deem a moça por mulher".
13 Os filhos de Jacó, porém, respon­deram com falsidade a Siquém e a seu pai, Hamor, por ter Siquém desonrado Diná, a irmã deles.
14 Dis­seram: "Não podemos fazer isso; jamais entrega­remos nossa irmã a um homem que não seja circuncidado. Seria uma vergonha para nós.
15 Da­remos nosso consentimento a vocês com uma condição: que vocês se tornem como nós, circuncidando todos os do sexo masculino.
16 Só então lhes daremos as nossas filhas e poderemos casar-nos com as suas. Nós nos estabeleceremos entre vocês e seremos um só povo.
17 Mas, se não aceitarem circuncidar-se, tomaremos nossa irmã e partire­mos".
18 A proposta deles pareceu boa a Hamor e a seu filho Si­quém.
19 O jovem, que era o mais respeitado de todos os da casa de seu pai, não demorou em cumprir o que pediram, porque realmente gostava da filha de Jacó.
20 Assim Hamor e seu filho Siquém dirigiram-se à porta da cidade para conversar com os seus concidadãos. E disseram:
21 "Esses homens são de paz. Permitam que eles habitem em nossa terra e façam comércio entre nós; a terra tem bastante lugar para eles. Poderemos casar com as suas filhas, e eles com as nossas.
22 Mas eles só consentirão em viver conosco co­mo um só povo sob a condi­ção de que todos os nossos homens sejam circuncidados, como eles.
23 Lembrem-se de que os seus rebanhos, os seus bens e todos os seus outros animais passarão a ser nossos. Aceitemos então a condição para que se estabeleçam em nosso meio".
24 Todos os que saíram para reunir-se à porta da cidade concordaram com Hamor e com seu filho Siquém, e todos os homens e meninos da cidade foram circuncidados.
25 Três dias depois, quando ainda sofriam do­res, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, pegaram suas espadas e atacaram a cidade despreven­ida, matando todos os ho­mens.
26 Mataram ao fio da espada Hamor e seu filho Siquém, tiraram Diná da casa de Siquém e parti­ram.
27 Vieram então os outros filhos de Jacó e, passando pelos corpos, saquearam a cidade onde sua irmã tinha sido deson­rada.
28 Apoderaram-se das ovelhas, dos bois e dos jumentos, e de tudo o que havia na cidade e no campo.
29 Le­varam as mulhe­res e as cri­anças, e saquearam todos os bens e tudo o que havia nas casas.
30 Então Jacó disse a Simeão e a Levi: "Vo­cês me puseram em grandes apuros, atrain­do sobre mim o ódio dos cananeus e dos fere­zeus, habitantes desta terra. Somos poucos, e, se eles juntarem suas forças e nos atacarem, eu e a minha família seremos des­truídos".
31 Mas eles responderam: "Está certo ele tratar nossa irmã como uma prostituta?"