Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

O Sol é a luz da vida
Contagie se com esta energia
Buscando ao amanhecer de cada dia
Os raios enviados por esta fonte de luz e da vida
Ao final de cada dia não perca o espetáculo do pôr do Sol
Retribuindo com fé e alegria
A esta estrela maravilhosa que a tudo ilumina
Verás então o verdadeiro sentido
Da vida.

Sou feito de palavras,
mas não sou delas refém.
Falo, ensino, conduzo,
mas dentro de mim mora o silêncio
de quem aprendeu a sentir
nas brechas do tempo que falta.


Carrego o mundo no ombro,
as demandas, as metas,
as pessoas que confiam em mim
quando ninguém mais sabe o que fazer.
E ainda assim,
o que mais me pesa
são os afetos que escolhi guardar.


Os amigos poucos, raros,
quase lendas na minha rotina corrida
cabem nos dedos da mão.
E talvez por isso sejam tão imensos.
Não estão sempre comigo,
mas moram sempre em mim.
E se um deles dissesse que vai,
que escolhe outro caminho,
me doeria mais que qualquer cansaço
que cole na pele ao fim de um dia longo.


Sou comunicador, mas meu coração fala baixo.
Sou presença, mas sinto falta antes mesmo da ausência.
Sou movimento, mas minhas raízes são feitas
de quem eu não quero perder.


E se hoje escrevo,
é porque há sentimentos
que nem o homem mais ocupado do mundo
consegue deixar para depois.
No fundo, eu só queria que soubessem:
mesmo vivendo correndo,
a minha forma de amar
sempre chega.


Mesmo quando eu não chego.

O tempo é o senhor da razão

Ele mostra que a palavra mágica da vida está guardada no fundo de cada coração...
Como um enigma, para saber qual é esta palavra, será preciso conhecer o significado de outras, como a paciência, a esperança, o perdão a compreensão, espontaneidade, a coragem, a verdade, companheirismo a simplicidade e a razão que se perde no tempo pelas razões do coração. Depois de aprender o significado destas palavras, conheceras então aquela que lhe levará ao caminho pleno da felicidade.
O amor, que é como o sol que nasce para iluminar o seu dia ou como uma adorável estrela a iluminar a noite, sua alma e sua vida.

Infinitamente uma mulher que vive a vida com perseverança e fé
Sensível mais com uma personalidade e um temperamento forte
Alegre ao ponto de contagiar com energia positiva a todos
Bela de forma natural com sua sinceridade e simplicidade
Elegante no vestir e na sua forma de ser
Linda como as rosas da primavera

O desafio do tempo

Neste exato momento o tempo te desafia a ser feliz, preste bastante atenção no que está acontecendo...
Se você estiver em um lugar onde a natureza prevalece, olha para o céu e veja as nuvens que estão em constante movimento.
Veja que os pássaros estão a cantar alegremente, e o mesmo vento que leva as nuvens para várias direções, também assopra em seus ouvidos uma bela canção a revelar os segredos da felicidade...
Viva este momento com toda a intensidade.
Sorria e seja feliz com as pessoas que são importantes para você.
Esqueça as tristezas e mágoas e lembre que a felicidade está nas coisas simples da vida que às vezes você nem nota mas, com o passar do tempo você vai se arrepender de não ter aproveitado este momento e, vai desejar voltar no tempo, mais você sabe, que isto é impossível, porque o tempo só oferece uma oportunidade na vida para você ser feliz, que é este momento agora que você está vivendo.
Portanto aceite neste instante o desafio do tempo e viva intensamente momentos de felicidades agora, para que o amanhã seja repleto de recordações do tempo em que você foi feliz...

Frantz Fanon e Os Condenados da Terra: A Voz dos Oprimidos


A leitura de Os Condenados da Terra, publicado em 1961, é um convite à reflexão profunda sobre as marcas deixadas pela colonização nos povos submetidos ao jugo imperialista. Frantz Fanon, psiquiatra e pensador martinicano, não escreve como um observador distante, mas como alguém que sentiu na pele e testemunhou nos corpos e mentes colonizados a violência da dominação. Sua obra é um grito, uma convocação e, sobretudo, uma denúncia que visa resgatar a dignidade dos povos silenciados.


Logo na abertura do livro, Fanon lembra que “a colonização não se contenta em impor sua lei ao presente e ao futuro do país dominado. Ela procura desfigurar, distorcer, aniquilar o passado do povo oprimido” (FANON, 1961, p. 170). Essa afirmação mostra que o colonialismo não é apenas um regime político ou econômico, mas um processo sistemático de destruição cultural e psicológica. O colonizado não perde apenas terras e recursos: perde referências, autoestima e a confiança na própria humanidade.


Fanon descreve a realidade colonial como um espaço marcado pela violência estrutural, na qual “o mundo colonizado é um mundo compartimentado” (FANON, 1961, p. 29). Há, de um lado, o colono, com seus privilégios, e, de outro, o colonizado, relegado à invisibilidade e à precariedade. Essa divisão não é apenas espacial ou econômica, mas simbólica: o colonizado é construído como inferior, incapaz, quase desprovido de humanidade. Ler essa análise é confrontar-se com o absurdo de uma ordem social sustentada pelo racismo e pela exclusão.


A empatia pelo colonizado nasce justamente da coragem de Fanon em dar-lhe voz. Ele afirma que “na situação colonial, o colonizado é sempre presumido culpado” (FANON, 1961, p. 52). Tal frase revela a crueldade da estrutura: aquele que sofre a opressão ainda é tratado como criminoso por ousar resistir. Ao apresentar essa inversão moral, Fanon obriga o leitor a enxergar o colonizado não como submisso ou bárbaro, mas como vítima de um sistema perverso que lhe nega o direito básico de existir plenamente.


Mais adiante, Fanon adverte que a libertação não pode ser concebida como uma concessão graciosa do colonizador, mas como uma conquista dolorosa e coletiva: “a descolonização é sempre um fenômeno violento” (FANON, 1961, p. 27). Essa afirmação, muitas vezes mal compreendida, não é uma exaltação da violência, mas a constatação de que a colonização, sendo ela mesma violência, não pode ser revertida sem ruptura. O que Fanon provoca no leitor é a empatia ativa: compreender que, diante de séculos de opressão, a luta pela liberdade não é um capricho, mas uma necessidade vital.


Ao longo da obra, o autor também revela os danos psicológicos do colonialismo, tanto para o colonizado quanto para o colonizador. O primeiro, porque internaliza o desprezo e sente-se desumanizado; o segundo, porque se acostuma a uma posição de superioridade desprovida de ética. Essa dialética de opressor e oprimido ecoa como um chamado à reflexão: até que ponto ainda carregamos resquícios dessa lógica colonial em nossas sociedades contemporâneas?


O maior mérito de Fanon é humanizar aqueles que o colonialismo quis desumanizar. Seu texto não é apenas denúncia, mas também esperança: esperança de que a história não se resuma à submissão, mas que a luta pela libertação seja capaz de restituir dignidade. Nas suas palavras: “Cada geração deve, na relativa opacidade de sua época, descobrir sua missão, cumpri-la ou traí-la” (FANON, 1961, p. 173).


Os Condenados da Terra não é apenas um livro de teoria política. É um testemunho visceral que nos obriga a nos colocar no lugar do colonizado, a sentir sua dor e a compartilhar de sua luta. Ao provocar a empatia do leitor, Fanon rompe com a indiferença e nos convida a assumir responsabilidade histórica diante da injustiça. Ler Fanon é aprender que a liberdade de um povo nunca pode ser vista como favor, mas sempre como direito inalienável.


Referência


FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968 [1961].

Me senti dentro de um espiral
senti a infinitude e ao mesmo
a finitude
a transitoriedade das coisas
da vida
na vida
Eu derretia
e ao meu redor
borbulhas
como borbulhos de mim mesmo
palpites do Eu
derretiam comigo
numa enxurrada de compreensões paradoxais
e ao fim
era tudo muito simples
simplesmente não era o fim
eu estava no meio
em meio o Todo
numa súbita sensação de compreender a essência de algo maior
e por mais que eu queria compreender
de uma só vez
percebi que não precisava
que certamente não poderia
e que a raiz de toda essa confusão
era a resistência em entregar-se à incerteza

"eu quero" estar tão "certo" de mim mesmo!!

parece justo
mas não
sou metamorfose
e também muito ego nessa morfose
e nessa "Metaexperiência"
quero ser importante
sendo que a real importância é ser real
preciso ser sincero
assumir que não sei
e o pouco que sei
talvez
só talvez possa te ser útil
e caso for
caso você esteja nessa minha mesma frequência
"como se a frequência fosse minha"
então ajuntaremos alguns parâmetros nessa nossa equação
ajustaremo-nos nessa construção
olha só...
acabei envolvendo-te novamente

eu sei que essa "cura" é só minha
mas é que essa busca é nossa
e eu preciso de você
você me completa
em muitas vezes as distrações não nos deixa ver o quanto estamos ligados
mas
bote fé
nós somos um só

Essa "epifania"
me fez renascer em reconhecimentos
literalmente
pois reconhecia-me em conhecimentos que antes já os tinha
mas
necessitavam de renovo
e sei ...
eu sei que necessitarão denovo
como que num sisma da vida
uma desconfiança de si mesmo
uma vontade de se desvendar
explicar pra si mesmo
o porque das coisas estarem de tal jeito
sem contar com a complexidade em que podemos elucidar a mesma coisa em milhares de formas
e nesse ciclo
quanto mas se estudamos
mais temos referências
ferramentas para aperfeiçoamento nessas "explicações" dessas tais "noções"
percepções de si
mas
só posso ver o quão sou imperfeito
e que perfeito mesmo é como tudo se conecta
sou um emaranhado de nós e laços
lançando-me no mundo que brota de mim
com fusão de nós.

São meus os meus motivos

Meu querido amigo
Estar contigo é um prestígio
Contigo condigo
Me sinto acolhido
Sua amizade me motiva

Mas...

São meus os meus motivos
Eles estão contidos no caminho que eu sigo
E o caminho
Este que te digo
É de caminhar sozinho

Vás...

Tu também tem seu caminho
Tu também tem seus motivos
Ide além por onde for
Brilhe esse seu brilho
Seja livre meu amigo

Aliás...

Sabes que pode contar comigo
Estarei sempre pertinho
Entrelaçado em espírito
Entre rosas e espinhos
Estarei a todo ouvidos

A nós. .

Paz.

Confias em ti


Quando alguém te diminuir
Não se sinta ofendido
Não pegue pra ti
Não se deixe aborrecer
Não seja rendido
Ser forte é assim
Se não és o que ouve
Deixe que passe aos ouvidos
Firme o mastro do sentir
Navegue neste poder
Não há mais a quem provar
Se confias em ti

[...] Disse então a Sabedoria aos mortais: na arte da dúvida cultive o conhecimento e assim chegaram a mim, contudo, continuem duvidando.
E disse mais a Sabedoria aos mortais: Em verdade vos digo que é difícil assentar-se à minha mesa a certeza que vos tem.
E, outra vez vos digo, é mais fácil que eu me assente com a dúvida que os pressionam do que com a certeza que os enganam e os conformam. [...]

Enquanto andávamos nas sombras, àquele que é a luz do mundo nos tirou da perdição.


A luz de jesus Cristo, despertou nossas mentes para a verdade.


A ovelha que estava perdida, finalmente pode achar seu caminho de casa.


"A Frase do dia é"
Eu nem sempre estive com ele! Mais ele sempre esteve comigo.


(Ronan Helio de Souza)

Frase de Marquês de Montcalm, comandante das forças francesas na América do Norte durante a Guerra dos Sete Anos.
A frase completa em português é: *"Se eu avanço, siga-me. Se eu recuar, mate-me. Se eu morrer, vingue-me."*
Ele a proferiu em 1759, antes da Batalha das Planícies de Abraão, um confronto crucial em Quebec contra as forças britânicas, onde ele acabou sendo ferido mortalmente. A citação é um exemplo dramático de liderança e determinação em face do perigo iminente.

Às vezes, carrego um medo silencioso dentro de mim — o medo de não ser o “John” que Deus sonhou quando soprou vida em mim. Não é um medo que grita, mas um que sussurra quando a casa está quieta, quando as luzes se apagam, quando encaro o espelho e vejo não apenas meu rosto, mas minhas dúvidas.

Pergunto-me: “E se eu estiver falhando? E se eu estiver ficando aquém do propósito? E se Deus espera mais de mim do que eu sou capaz de oferecer?”
E, nesse turbilhão de pensamentos, minha alma se aperta, como se estivesse tentando se esconder do próprio chamado.

Mas, quando silencio a ansiedade e deixo a verdade se aproximar, percebo algo essencial: Deus não me chamou para ser perfeito, mas para ser real. Ele não espera que eu seja um personagem idealizado, mas sim alguém que caminha, mesmo com passos trêmulos, em direção à luz.

Ser o “John” que Deus quer não é sobre nunca errar.
É sobre permitir que Ele me encontre até nos meus erros.
Não é sobre ter todas as respostas.
É sobre não desistir de buscá-las.
Não é sobre a força que eu tenho, mas sobre a força que Ele oferece quando a minha falta.

Às vezes, tentar corresponder ao que imagino ser o plano divino me paralisa. Mas a verdade é que Deus me conhece profundamente — mais profundamente do que eu jamais me conhecerei. Ele conhece minhas quedas antes que aconteçam, minhas lutas antes que eu as nomeie, meus medos antes que eu os confesse. E, mesmo assim, Ele não desiste de mim.

Talvez ser o “John” que Deus quer seja menos sobre atingir uma expectativa e mais sobre permitir que Ele molde, cure e conduza.
Talvez seja sobre aprender a confiar mais do que temer.
Talvez seja sobre aceitar que Deus vê potencial onde eu vejo falha.

E, aos poucos, esse medo começa a perder força.
Porque percebo que Deus não quer que eu seja alguém inalcançável — Ele quer que eu seja eu, mas eu nas mãos dEle.

E assim, mesmo com medo, dou mais um passo.
Porque, no fundo, acredito que o John que Deus quer que eu seja…
já está sendo formado, dia após dia, enquanto eu caminho.

Crônica de saudade: eu te peço perdão pela última vez


"Eu ainda vejo tuas coisa, eu ainda curto tuas foto, eu ainda abro o story pra ver se você olha tudo que eu posto". Continuo com saudade, contínuo sentindo sua falta, continuo querendo que estivesse aqui, comigo, mas sei que você não quer. Faz tanto tempo, até parece que tudo mudou — a vida, a rotina, a gente — e, ainda assim, esse sentimento não parou, sumiu desapareceu ou, sequer, mudou. Você me faz tanta falta, provável que por não saber o porquê acabou.


Talvez tenha terminado por eu não ter sido o que você queria, o que você precisava, o que você merecia. Não tenho certeza se foi isso, sequer tenho como saber, você me provou de te conhecer — de conhecer a sua verdade. E, por esse motivo, hoje me apego tanto às memórias — elas se tornaram a minha verdade, minha única possibilidade de tentar desvendar o que aconteceu, quando e como eu te perdi. Na verdade, eu te tive em algum momento?


Meu jeito devia exigir muito de você; quem sabe se eu fosse um pouco menos complicado, não teríamos nos separados. Não, talvez esse — ou melhor, aquele — era o momento para tudo acabar, eu havia feito, afinal, até o impossível para não terminar. Quando o fim não era mais possibilidade, e sim realidade, eu tentei postergar para ter um pouco mais de tempo com você. Claro, valeu à pena: ainda te guardo, em cada detalhe, na minha mente — eu me tornei melhor por e para você; não, você me tornou e torna melhor com tudo o que me ensinou durante aquele ano.


Será que, se eu te encontrar de novo, os seus olhos ainda serão meu abrigo e o seu abraço ainda serão minha morada? Não, é óbvio que não. Eu já te encontrei de novo, e quem eu vi não era quem eu conhecimento você está melhor, bem melhor para ser sincero, eu tenho orgulho disso, de você, embora ainda queira voltar a te ter com achei que já tive. Por fim, é verdade que você me faz falta e também é verdade que eu devia ter te pedido desculpa — não tive maturidade nem coragem para solver. Por isso e por tudo, eu te peço perdão pela última vez.

DIÁLOGOS COM A SOMBRA


Eu te ignorei por anos, trancada no sótão da mente
Doeu menos fingir que eras obra da poeira e do tempo
Mas nas noites de insônia, quando o mundo desmaia
Sinto teu peso no colchão, um afundamento calmo, lento
És o hóspede não convidado que paga aluguel em silêncio
A parte da história que nunca me contaram completa
A raiz que cresce na direção oposta da flor
A única verdade que minha alegria aceita discreta


E hoje, cansei da guerra. Baixei as armas da razão.
Abri a porta do sótão e disse, sem triunfo, apenas:
"Entra. Já que insistes em habitar esta casa,
ao menos vem da penumbra. Vamos ter uma conversa,
afinal somos inquilinos do mesmo osso, da mesma carne,
dividimos o mesmo teto quando a tempestade desaba."
Refrão:
E assim começou o diálogo com a sombra:
"O que queres de mim, além do medo que já te dei?"
E ela, feita de vozes antigas e pó de espelho:
"Nada que já não seja teu. Apenas devolver o que esqueceu de ser.
Sou a cidade submersa sob teu mar de tranquilidade.
O nome que riscaste da tua própria biografia.
Não vim para te destruir, apenas lembrar-te
que a luz que tanto cultuas nasceu da minha geografia."


Confessei meus segredos mais claros, os de pleno sol
Ela riu um riso de terra: "Ingênua. Esses não interessam.
Fala-me da inveja que vestiste de ambição.
Do ódio que baptizaste de 'justiça'. Da crueldade
que chamas de 'franqueza'. Dos desejos que afogas
no álcool da resignação. Desses sim, somos parentes."
E eu, sentada no chão com meu duplo noturno,
vi minha história reescrever-se com tintas diferentes.


Ela mostrou-me as feridas que eu causara e chamara de 'conquista'
Os amores que asfixiei em nome do 'amor próprio'
A criança que abandonei no caminho da 'maturidade'
E eu chorei. Não de arrependimento, mas de reconhecimento.
Era como ler um livro escrito em língua estrangeira
e descobrir, página após página, que era a própria história.
A sombra não era monstro. Era o arquivo, o repositório
de tudo o que joguei fora para brilhar na memória


E assim seguiu o diálogo com a sombra:
"O que faço contigo agora, se já não te posso temer?"
E ela, feita de silêncios e verdades truncadas:
"Integra-me. Não como inimiga, mas como contraponto.
Sou o contorno que dá forma à tua luz.
A nota grave na tua melodia.
Sem mim, és apenas claridade sem definição,
uma bondade plana, sem história, sem profundidade, sem dia."
Bridge (Musical: cresce para um clímax orquestral, depois cai em absoluto silêncio por 2 segundos)
E no ápice do confronto, veio a quietude.
A rendição. A sombra não se dissolveu em luz.
A luz não venceu a sombra.
Elas apenas... se reconheceram.
Dois rios correndo no mesmo leito.
Dois vocais na mesma canção.
E eu, que era a guerra,
tornei-me o campo de batalha pacificado.
E depois, o próprio tratado de paz.
Outro (Sussurrado, sobre um piano solitário que retorna):
E agora carrego-te comigo. Já não és um fardo às costas.
És a mochila com as provisões para a noite.
Aprendi a linguagem das tuas pausas,
e tu aprendeste a melodia dos meus desejos aceites.
Já não sou 'eu contra ti'.
Somos... um nós.
Uma alma com suas nuances.
E quando a luz do dia me define,
és tu, na penumbra, quem me dá dimensão.
Obrigada, estranha.
Minha mais íntima estrangeira.
Minha sombra.
Minha... dona de casa

Num momento você me coloca como alguém muito especial, como poucos teve oportunidade de encontrar em sua vida. No momento seguinte me descreve como um ser abjeto, que faz com que eu - caso o fosse - sentiria repulsa ao olhar minha imagem no espelho, o que confirma a tese de alguns pensadores de que existem três pessoas em nós: aquela como nos vemos, a que achamos que os outros nos veem, e aquela que REALMENTE somos.
Tudo isso me remete à inutilidade das imagens, e me dá o conforto de entender que o mais importante mesmo é que nos saibamos caminhando, e ficando melhores a cada passo, independente da versão do observador.

Tem aquelas pessoas que amam num dia e odeiam no outro, ou vice-versa, mantendo-se apenas constantes - e portanto previsíveis - na própria inconstância.
Eu já sou daquelas que não passeia pelos extremos, mas que observa e registra, sem muita preocupação ao compartilhá-lo, e sob pena de ser submetido a novos amores e ódios. Assim como a adrenalina direcionada aos músculos impele a superação física, esta que irriga a mente impulsiona a superação do entendimento.

Mãe
é feito a menina dos olhos de Deus .
A flor em nosso caminho
A ave em nosso ninho
A estrela em nosso sonho
A lua
A aquarela
O sol
O vento
O alento
A quimera ...
Mãe é um ser etéreo
Precisa de muito Amor e
bem cuidado
Regado a cada segundo como
um ser Divino ....
Sagrado !

Anjo no nome, Angélica na cara,
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
Em quem, senão em vós se uniformara?

Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idolatrara?

Se como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódio, e minha guarda
Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

Tô na lembrança esquecida,
na luz do olhar triste.
Sou a foto apagada,
a cicatriz curada na dor.


Tô no abraço distante,
perto, mas sem acalanto.
No amargo duvidoso,
misturado ao doce do fel,
desejando sempre o mel.


Tô por aí…
entre o perto e o distante,
em horizontes que se perdem,
onde nem a lembrança
conforta a ausência.
Tô por aí.