Textos de Esquecimento
Quando eu sumo
Quando eu sumo,
não é pra esquecer o mundo,
é pra tentar me lembrar de mim.
Me perco em pensamentos fundos,
me escondo de olhares rasos,
me calo porque gritar não resolve.
Levo a dor no bolso,
o cansaço nos ombros,
e a esperança… bem guardada,
mas ainda viva.
Escrever é meu abrigo,
minha conversa mais sincera,
meu jeito de existir sem pedir permissão.
Entre rimas e silêncios,
me escuto pela primeira vez,
e mesmo ferido,
me reconheço.
pela última flechada que levei nesse planeta,
por aquele dia: quero que você esqueça.
foi difícil me ver ir embora
para sempre, sem você.
acertou bem no peito,
mas esse dia já foi desfeito.
as sirenes ecoraram na cidade,
mas elas mais parecem
as trombetas do apocalipse.
não temos mais tempo,
por isso, esquece de quando me disse
que queria ver o próximo eclipse.
a lua só volta outro dia.
por todas flechadas, por todas mágoas
deixo aqui a minha estadia.
a pele incendeia nessa sexta-feira.
desvendando a vida pioneira.
deixo o pente deslizar na minha cabeleira.
ver minhas asas brilhando no céu,
nas nuvens, nas escadas que
subi para conversar com o anjo miguel.
cores se formam, mundos transformam.
recomeços, escolhas, desapegos.
em breve, chega o mundo novo.
é hora de mostrar para o povo
qual é a sensação de nascer de novo.
é o fim da aventura humana na terra.
armas, bombas e guerras.
se tudo não acabasse agora,
uma hora ou outra
já iria acontecer essa história.
de ti, eu não vou esquecer.
pois sempre lembre que de cima,
eu vou te ver.
mesmo que da pior forma.
me conformo que aqui, você não vai entrar
e não me importo de você não estar.
depois de me machucar,
você só me serviu de me aprendizado.
porque sempre foi melhor ver você atirar
do que doer quando me acertar.
ladrilhos e constelações.
já esqueci dos inimigos, das brigas,
da queda dos aviões.
vamos desfrutar do mundo novo,
pensar num falso futuro
e achar que podemos mudar o mundo.
as ruas ainda estão vazias,
mas aos poucos, todos irão aparecer.
ainda espero que entre eles,
eu consiga encontrar
versões melhores de todos vocês.
de ti, eu não vou esquecer.
pois sempre lembre que de cima,
eu vou te ver.
mesmo que da pior forma.
me conformo que aqui, você não vai entrar
e não me importo de você não estar.
depois de me machucar,
você só me serviu de me aprendizado.
porque sempre foi melhor ver você atirar
do que doer quando me acertar.
Noite
Nas ruas abafadas de uma cidade esquecida, um garoto carrega no silêncio sua dor e solidão. Ele caminha apressado, envolto pela escuridão, tentando resistir, mas sente que está afundando em algo que não pode controlar.
A escuridão parece viva, abraça as vielas sem nome, onde ele se torna o rei de uma noite sangrenta, o princípio de uma história que ninguém ousa contar.
Seu nome é um mistério, como as ruas onde ninguém pertence. Mas seus olhos verdes revelam um segredo: uma tristeza que nenhum outro olhar consegue esconder. A vida para ele é uma batalha solitária, uma jornada interminável, uma dança cruel onde apenas os solitários sobrevivem.
Todos fogem da chuva— mas ele caminha em meio à tempestade, rezando por um fim que nunca chega. Pois a noite não é amiga; ela é impiedosa, pronta para devorar. Cruel, ela joga você em um abismo sem volta, em um caminho que você nunca quis trilhar.
Entre quatro paredes, há histórias que nunca deveriam ser contadas. Histórias sobre mentiras, dinheiro e fama. Esse é o preço que você paga pelos sonhos e pelos pesadelos que escolheu.
A noite impõe sua escolha: viver para enfrentá-la ou se perder em seu toque mortal. Sobreviva. Fique vivo. Ou fique em casa, protegido do caos que a escuridão traz consigo.
Esquecemos que conforme os anos se passam, nós nos aproximamos mais do tempo de findarmos todos os nossos sonhos, quer eles sejam conquistados ou não, quer tenhamos aproveitado ou não, essa vida passa.
Cada parabéns pra você é um recado de que infelizmente o findar de uma vida está próxima.
Um dia iremos partir, sem nem menos poder dizer um adeus, até logo, até breve, ou dar um beijo na pessoa querida.
Ao findar, os nossos sonhos não realizados irão com nós, poderíamos dizer que iriamos felizes, acreditando que alguém viveria o nosso sonho mesmo não estando mais presente, mas a vida real não deixa ser assim, pois o sonho era nosso, e não cabe a outro alguém realizá-lo. Então a única coisa que podemos acreditar é que ao findar os nossos dias, findará também os nossos sonhos, não queríamos que fosse assim, mas sim, isso chegará ao fim.
Então se pergunte, porque apenas sonhar? Se você pode viver !!!!
"Eu juro lembrar quem eu sou, mesmo quando tudo muda.
Eu juro caminhar no tempo, sem esquecer minha eternidade.
Eu juro honrar o que nasce e o que morre, sabendo que minha essência não se curva.
Eu juro ser presença viva no instante, e ser presença eterna no silêncio.
Eu juro viver como quem está, e existir como quem é."
Quando estou contigo,
quero que o tempo se curve, se renda,
e se esqueça de passar.
Que cada segundo se alongue
feito tarde de verão,
infinita em teu olhar.
Mas quando estás distante,
imploro ao tempo que corra,
que voe sem olhar para trás,
para que logo, num piscar,
eu possa de novo te encontrar.
" ESQUEÇA "
Passou, jogou-me o olhar feito em malícia
acompanhado de um sorriso ao rosto
e ali se fez o curso, então, proposto
de que, lhe ter, seria uma delícia!
Vontade de provar-lhe a carne, o gosto,
mas isso se faria uma estultícia..
Teria, ao fim, história é pra polícia
e assunto, de luxúrias mil, composto.
Sorri de volta, a lhe guardar segredo
de qual seria o rumo desse enredo
que já não tinha nem pé nem cabeça…
Não sou mercadoria de vitrine
e antes que isso, em vendaval, culmine
melhor deixar prá lá. É fato. Esqueça!
FUMAÇA BRANCA
Mal colocado no armário
Não te esqueçam Jorge Mário
Lá se vão histórias tantas
Por trás de fumaças brancas
Em decisão vespertina
Incendiaram a Sistina
Queira esse “novo” calor
“Ascender” com mais fervor
Fé praticada em ações
Tocando assim corações
Usando assim suas garras
Numa luta que não para
Reforçando ali, sem medo
Nessa “Estância” de São Pedro
Seja eterna a busca audaz
Sem vaidades: pela Paz. Alfredo Bochi Brum
Sem
Pois vi o que aconteceu
Parei de ver o céu
Não vi você
Amor, por que esqueces-me tanto?
Só para ti que canto, encantas, amor
Gosto tanto de ti, não sei partir
Pra outro mundo
Vejo em seus olhos desejo
Não tenho brinquedos pra não amar
Tenho você comigo
Eu canto, ensino
Te mostro o mar
Vamos nos abrigar na praia
Se amar, abraçadas de tanto falar
Beija minha nuca e fala
O quanto que me vala
De tanto pensar
Digas à esperança corrida
Que nada, amiga, não hei de parar
Lembra dos dias partidos
Dos amores varridos de tanto esperar
Nota a decadência do amor
Que se fez em flor, só pra petalar
Não esqueça de mim
Quando minha vez for passar
Sorte
Ha uma linha tênue que separa o antes do depois . Muitos temos medo do depois e esquecemos que o antes já passou .
Ela pensou:
__Sorte daqueles que não precisam de um grito para socorrer.
Eu tive esperança e a esperança se tornou medo,o medo se tornou decepção e a decepção se tornou nada.
Eu sou uma pessoa de sorte ou eu tenho a sorte ?
Se eu fosse, você teria tido a sorte de ouvir meu silêncio, Se você tivesse não precisaria de olhos para ver.
Ela pensou
__Eis o enigma? Ser ou ter ?
Sorte é apenas um sinônimo para quem cala o silêncio e o enigma é apenas um sinônimo para quem não tem sorte.
Eu diria:
Sorte daqueles que vem sem precisar de olhos sorte daqueles que ouvem sem precisar de ouvidos sorte daqueles que acordam sem precisar dormir sorte daqueles que ganham sem precisar perder.
Um dia você terá .
Um poema sobre a solidão
Sou aquele amigo esquecido,
O que fica para trás na calçada
E que o amor nunca encontrou.
Sou uma biblioteca solitária
Em meio às prateleiras,
Um pequeno príncipe a sonhar.
A rosa que tanto cuidei, um dia desapareceu.
Talvez eu a tenha sufocado demais,
Talvez ela estivesse cansada,
E seus espinhos não quisessem me machucar.
Sou um pintor triste,
Canto sobre o viver e pinto a beleza da vida,
Mas os campos de girassóis parecem diferentes hoje.
Eu tentei dar a você um pouco de cor,
Mas o pincel acabou manchando seu sorriso.
E como doeu não poder repetir o que foi feito...
De esboço a esboço,
Nada pareceu perfeito.
Eu sou as paredes de madeira que me cercam,
Tentando encontrar um raio de sol que me esquente.
Mas ainda sou esquecido...
E é tão frio aqui...
Vivo nas sombras do que foi ou poderia ter sido.
Trago no peito uma rosa que nunca desabrochou,
Não por falta de sol,
Mas porque ninguém ficou tempo o bastante
Para ver o seu vermelho nascer.
*A Sombra do Passado*
Uma sombra silenciosa seguia uma mulher, lembrando-a de momentos esquecidos. Ela tentou fugir, mas a sombra a acompanhava sempre.
Um dia, ela decidiu enfrentar a sombra. Ao olhar para trás, viu que era uma parte de si mesma, carregada de memórias e experiências.
Ela percebeu que o passado faz parte de quem somos hoje. E ao aceitar a sombra, encontrou liberdade e paz.
A partir disso, a sombra se tornou uma companheira, lembrando-a de onde veio e para onde vai.
“Ruiu”
-
Será que já me esqueceste
Ou ainda te lembras de mim
Agora que estás ausente
A saudade se faz presente
É um caminho sem fim
-
Mas o destino assim o quis
E nós não soubemos lutar
Não colocamos os acentos nos iis
O amor apodreceu na raiz
E o sentimento acabou por secar.
-
Vivo agora no fio da navalha,
Numa espécie de covardia
Ruiu nossa muralha
No coração uma falha
Que nenhum de nós pretendia.
Pobre menina,
Mergulhada na própria arrogância
Esquece que o mundo é grande demais para pequenos pensamentos e desejos tão mesquinhos
Esquece que acima dela está o imenso céu azul
Infinito e incomensurável
Ela gosta da melodia que toca em sua cabeça,
Embora repetitiva, sem sentido e pouco usual
Essa melodia é um sentimento,
E é isso que a faz amá-la
Pobre menina,
Cansada de verem esquecerem seu nome
Uma das coisas mais banais e simples que a difere
Seus sonhos descansam,
Estão de molho enquanto os desafios a atropelam, seguidamente
E a voz que ela gostaria de escutar
Não ressoa
Apenas ecoa no fundo da mente
Esquece que a saudade que chega por vezes tão dolorida
É só pra florir no peito
A primavera de uma lembrança que ficou esquecida
Declaração de um amor nunca esquecido.
Irei falar sobre um amor.
Nós éramos adolescentes na época e sempre admirava sua beleza, inteligência e doçura, você cresceu e se tornou uma mulher ainda melhor, foi minha amiga até a faculdade o tempo que passamos juntos aflorou um sentimento no meu peito que não consigo explicar, mesmo anos se passando não quer se calar. Ainda me pego sonhando com você e pensando e se...
E se eu tivesse roubado o seu beijo no banco do condomínio quando estava só nós dois no fim do seu aniversário, nunca esqueci aquele fogo que subiu em mim quando vi o seu rosto perto do meu e a coragem que me faltava no dia hoje em dia tenho de sobra.
E se eu tivesse falado o sentimentos que eu estava sentindo antes do nosso ultimo adeus.
Eu me vejo mentido para eu mesmo em dizer que não me arrependo de nada, mas o que mais me arrependo é de não ter tentado nada com você.
Hoje já vivo uma vida de mentira e relacionamento que não consegui sufocar o sentimento que sinto por você.
Acho que este texto nunca chegara aos seus olhos, mas Mari (baixinha) espero que esteja feliz onde você estiver.
Somos o entrelace do tempo e esquecidos pelas angustias de um presente tão esquecido pelo tempo. Sinto-me tão desconhecido e distante de tudo e de todos que um dia fizeram de mim este ser desconhecido.
Não era o frio ou o calor intenso de minhas angustias que fizeram de mim este ser desconhecido, foi à necessidade de ter o que nunca tive no meu desejo mais inocente, tudo isso é nada se for comparado ao que nunca tive. Não me considero tão só neste mundo sombrio e mórbido, até porque não sou tão conhecido e se um dia foi conhecido, isso poderia até acontecer, recordei que sou apenas um desconhecido. Vagando no tempo me perdi uma luz encandesceu o meu ser, mostrando o desconhecido do meu interior, foi tão rápido que tive sensação de ter encontrado o real sentido do desconhecido que me consome a cada dia.
Já passou
Tudo aquilo se foi a tempos
Foi muito difícil te esquecer
Cheguei a pensar que jamais conseguiria
Trilhei caminhos tortuosos que me levaram a lugar algum
Disse coisas que jamais deveria ter dito
Fiz coisas que jamais deveria ter feito
No que pensava? O que queria?
Via beleza onde não havia
Via encantamento em armadilhas
Via doçura no amargo
Via luz na escuridão
Via sentimentos no vazio
Via sentido na loucura e no caos
E tudo aquilo por nada
Por uma causa indigna
Mas já passou
Carrego profundas marcas
Que não doem mais. Cicatrizaram
Restam-me o orgulho ferido e a
sensação de que levei tempo demais em tudo aquilo
Se foi difícil te esquecer o perdão a mim mesmo é ainda mais
É o que tento agora
A razão destas palavras
Esquecimento -
E quando eu morrer?!
Que ocorrerá quando eu partir?!
Bem sei!!!
Ficarão vossas bocas caladas
porque nunca me sentiram!
Vossos olhos cerrados
porque nunca me viram!
Os muitos que me odiaram,
os poucos que me acolheram,
aqueles que nunca vi
e até os que perdi,
todos estes e tantos outros,
nunca mais de mim
alguém se lembrará ...
Porém, deixarei algures este Poema
onde minh'Alma ficará!
