Textos sobre Dor

Cerca de 11106 textos sobre Dor

⁠Como a noite é longa!
Só, as noites sem ti.
Senta-te, amor, perto
Do leito onde esperto.

Vem pr'ao pé de mim...
A saudade me consome,
Em cada pulsar do coração.
Aqui ao pé da cama

Teu nome ecoa, chama,
Ansiando por tua mão.
És a minha estrela,
A luz que me guia.

Como estou presente!
Sussurra-me ao ouvido
E a distância se afilia.
Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?

Deixa-me sonhar,
Sonhar a sorrir
E seja isto o fim
Desta noite sem ti.

⁠Ansiedade

Chamam de fobia,
De transtorno psicológico...
Dizem que é falta de alegria,
Ou falta de apoio pedagógico...

Eu só chamo de medo,
De ser aberta, destrinchada e julgada...
De desproteger meu segredo,
De não ser protegida e amada...

Não consigo ou quero interagir,
E me expor a maldades e negatividades...
Sou de ponderar e refletir,
Mas não sei identificar as falsas verdades...

É sobre ansiedade social,
É sobre a dificuldade de casa sair...
É sobre passar muito mal,
Com sérios sintomas a me afligir...

Pode ser muitas preocupações,
Muitas vezes até desproporcionais...
Mas essa angústia me causa limitações,
Muitas vezes até irracionais...

Vivo assim, querendo vencer,
Querendo encarar a milagrosa terapia...
Meu problema tentando esquecer,
Na busca da paz, do amor e da harmonia...

Inserida por aldergan_pacifico

⁠Um pedaço de mim
Como explicar a saudade de quem nunca existiu e nunca existirá?!
O que resta é aceitar que nunca sentirei o toque da tua alma no topo dos teus cabelos.
Ou que meu seio nunca será teu pedestal sagrado de amor, muito menos o cálice que te serve a vida.

Como morrer em paz sem ter vivido a opulência do meu corpo abrigar dois corações?!
Tampouco, ter tido a honra de ver a luz no brilhar do teu primeiro sorriso.

E é em dias como esse, em que acordar após sonhar contigo, percebo a dimensão do vazio em meu ventre, um vazio que jamais será preenchido.

Contudo, entenda que embora haja dor em minhas palavras, também há consciência em meus atos. Pois eu sei, e você também sabe, que nesta vida não ousei arriscar em lidar com um pedaço de mim.

Inserida por Infame

⁠Às vezes, dizem que o tempo é o bálsamo que tudo cura, o remédio para as feridas que carregamos no peito. Mas, na solidão das horas em que o silêncio fala mais alto, descobri que o tempo, por si só, não apaga marcas; ele as suaviza, as coloca em um canto, mas não as dissolve. São nossas próprias mãos que moldam a dor, que a transformam em algo menos cortante.

Talvez o segredo esteja na distração, em ocupar a mente e o coração. Cada momento em que me lanço em algo novo, cada projeto ou desafio que abraço, sinto a dor diluir-se aos poucos, como o eco distante de uma tempestade que já passou. Não é que a ferida desapareça, mas ela perde o peso, a urgência. Oculto a dor na pressa dos dias e na beleza dos detalhes que encontro, como quem aprende a sorrir ao recordar uma lembrança doce que já foi amarga.

Nesse caminhar, percebo que não é o tempo, mas a arte de seguir em frente, de recomeçar em meio ao caos. Descubro que a cura não é um destino, mas uma jornada.

Inserida por italo0140

⁠Há homens cuja história é escrita com sangue, suor e coragem. Homens que enfrentaram não apenas os fantasmas internos, mas também os perigos concretos, armados, em defesa da lei, da ordem e da vida. Eu sou um deles.

Advogado por vocação, Capitão Reformado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro por missão, minha jornada não foi traçada em linhas suaves. Estive em muitos combates armados, encarando a violência de frente, onde cada segundo era uma batalha pela sobrevivência e pela justiça. Em meio ao caos, a vida me testou, deixando em meu corpo marcas indeléveis: oito perfurações por projéteis de arma de fogo, cada uma simbolizando uma batalha vencida, uma promessa de nunca recuar.

Essas cicatrizes não são apenas feridas fechadas; são medalhas silenciosas que carrego com orgulho. Elas me lembram do preço da coragem, do valor da proteção e da força de continuar. O peso da dor foi real, mas nunca maior que a determinação de seguir em frente, de transformar cada queda em aprendizado, cada ferimento em força renovada.

Hoje, visto minhas cicatrizes como se fossem asas. Elas não me prendem ao chão; elas me elevam, pois cada marca é uma lembrança de que, apesar de tudo, estou aqui. Estou vivo. Estou de pé. Sou prova de que a luta vale a pena, de que é possível vencer até mesmo quando tudo parece perdido.

Aos que olham para mim e veem as marcas de uma vida vivida na linha de frente, eu digo: cada uma delas conta uma história de superação, honra e amor pela vida. Que elas sirvam de inspiração para que todos, em suas batalhas, internas ou externas, encontrem a força de se reerguer e de transformar cicatrizes em asas.

Inserida por italo0140

⁠**Eternidade Esquecida**

Quando a eternidade passar, meu bem,
E o tempo deixar de ter fim ou além,
Talvez eu esqueça teu rosto, teu riso,
E o gosto doce que um dia foi abrigo.

Quando os dias já não forem contados,
E os segundos não mais marcados,
Eu prometo, juro, vou te esquecer,
Como um sonho que ao despertar se desfaz no amanhecer.

Mas enquanto o tempo ainda persistir,
E as estrelas continuarem a luzir,
Tua lembrança viverá em mim,
Como um eco que nunca terá fim.

Quando a eternidade, enfim, passar,
E eu, cansado, deixar de lembrar,
Será o dia em que o amor se calou,
E o coração que te amou, enfim, descansou.

Inserida por Jsduarte

O Consultório Que Deveria Ser Refúgio

O consultório é um lugar onde deveríamos nos sentir protegidas, onde entregamos nossas vulnerabilidades na certeza de que elas serão tratadas com respeito. Mas, para muitas mulheres, ele se torna um cenário de abuso, um espaço onde o poder é usado para invadir, machucar e marcar.

O assédio em consultórios médicos e odontológicos é uma violência que não grita — ela sussurra, disfarçada de proximidade profissional, escondida sob o jaleco branco. É uma violência que se aproveita da nossa confiança, da nossa incapacidade de reagir enquanto estamos deitadas em uma cadeira ou maca, acreditando que ali estamos seguras.

Aos 20 anos, você confiou naquele dentista. Você foi até ele porque precisava de cuidado, mas ele se aproveitou do momento para impor uma violência silenciosa. Um roçar, um toque, um gesto que poderia até passar despercebido para quem estivesse de fora, mas que você sentiu como uma agressão clara, como uma invasão do que é seu.

E o ginecologista? Quantas mulheres ele atendeu, abusou, e ainda lhes deixou uma marca invisível e outra visível, como a clamídia que espalhou sem culpa. Ele sabia que ninguém o questionaria. Sabia que a vergonha e o silêncio são as primeiras reações da maioria das vítimas.

O que dói ainda mais é o isolamento. Quando você tenta contar, há sempre quem minimize, quem pergunte: “Será que você não entendeu errado?” Como se fosse possível confundir abuso com cuidado, como se a sua pele não soubesse diferenciar o toque que respeita do toque que invade.

Você não está sozinha. O silêncio não é só seu — ele pesa sobre tantas outras mulheres que passaram pelas mesmas mãos, pelas mesmas cadeiras, pelos mesmos abusos. E é esse silêncio coletivo que permite que esses homens continuem usando seus títulos para agredir.

A quebra desse ciclo começa quando a gente fala. Quando não deixa passar. Quando transforma a vergonha em denúncia e a dor em luta. Porque consultórios deveriam ser lugares de cura, não de trauma. E médicos e dentistas deveriam ser nossos aliados, não nossos agressores.

É preciso coragem para recontar essas histórias, para expor o que deveria ter sido cuidado e virou dor. Mas essa coragem é a única força capaz de transformar uma experiência terrível em um grito por justiça — um grito que outras mulheres também precisam ouvir.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Encorajadora da Liberdade Feminina

Inserida por Sibelecristina

As Dores que Escolhi Carregar

Dizia que me amava, mas amava como quem repete um verso decorado, sem sentir o peso das palavras. Amava a ideia de me amar, mas não a mim. Porque, na prática, eu me deixava para depois. Quando choveu, encarei as gotas sem guarda-chuva, aceitando o frio como se meu corpo não merecesse abrigo. Quando a febre me queimou, deixei que ela ardesse, porque gastar com remédio parecia um capricho supérfluo.

E os sapatos que me feriam? Caminhei com eles, como quem carrega um fardo invisível, fingindo que a dor era pequena. Porque, no fundo, acreditava que suportar as feridas fazia parte de existir, fazia parte de ser eu.

Mas o que mais me machucava não era a febre, nem os sapatos. Era o silêncio que guardava quando alguém me feria. Eu calava e, pior, tentava compreender. Tentava justificar os golpes que recebia, como se fosse justo aceitar ofensas, palavras ríspidas e gestos que me cortavam. Perdoava antes mesmo que me pedissem perdão, carregando culpas que nunca foram minhas, tornando-me um depósito para dores que não me pertenciam.

Hoje, olhando meu reflexo, não vejo apenas um rosto marcado pelo tempo. Vejo uma pergunta que ecoa: o que é, afinal, esse amor que digo ter por mim mesmo? Será que amar-me é só esse hábito vazio, essa rotina de sobrevivência? Ou será que amar-me é algo maior, mais profundo?

Talvez amar-me seja o gesto simples de abrir o guarda-chuva na tempestade, de trocar os sapatos que me machucam, de tratar minhas feridas com o cuidado que sempre ofereci ao mundo. Talvez seja entender que minha dor também importa, que meu coração merece repouso, e que o amor que dou ao outro só tem valor se primeiro eu souber oferecê-lo a mim mesmo.

Se for isso, amar-me será um desafio diário. Uma escolha nova a cada manhã. Mas é uma escolha que preciso fazer, porque percebo agora: não sou terreno de passagem para o peso alheio. Sou uma casa que merece abrigo, uma estrada que também precisa de cuidado. Amar-me, enfim, é aceitar que eu não fui feito para ser silêncio, mas para ser inteiro.

Inserida por Gamorim99

Meu feixe de luz
Meu pequeno feixe de luz
De tanto sonhar que podia se alegrar
Perdeu a esperança de viver sem chorar
Sem ambição, sem felicidade
Apenas um pedido, uma súplica, por gentileza, uma caridade
Se não for encômodo
Se não for pedir tanto
Apenas um desejo, sem maldade
Será que alguém ainda pode me amar nessa realidade?

Inserida por Mylebeam

⁠Quando alguém te machucar, lembre-se que isso também vai passar assim como tudo passa. Voce pode até ficar triste, mas deixe o Senhor tempo afagar seu coração, a alegria vai voltar e aquele ferimento no seu coração haverá de cicatrizar, e o sorriso voltará, que o Espírito Santo possa te acalentar e por fim, perdoe os demais.
(Jorge Tolim)

Inserida por JorgeTolim

AMOR NÃO CORRESPONDIDO


Se eu pudesse, no teu olhar,
Ver uma demonstração do teu querer,
Eu viveria, mesmo sem te ver,
Na ilusão de um dia te ter.

Se ao teu lado houvesse um lugar vago, Onde minha alma pudesse repousar,
Eu aceitaria até teu silêncio,
Se nele eu pudesse descansar.

Seu olhar não quer florescer,
Seu amor está gelado,
Você vive ainda sem me ver,
Eu morro por não ter-te do meu lado.

Alma penada é aquela que vaga,
Na esperança de um amor recíproco,
Num mundo onde o amor se tornou nada,
Onde as pessoas não têm vínculo.

Inserida por Maykzssx

⁠Dia 4

‎Já parece uma eternidade,
‎Nem as roupas do varal tirei,
‎Você que estendeu,

‎Sua camisa no meu guarda-roupa,
‎Ainda tem teu cheiro,
‎A saudade é um tipo de euforia,
‎Misturada com desespero,

‎Eu só queria ouvir tua voz,
‎E saber que está tudo bem,
‎O amor vai além do tempo e da compreensão que se tem,

‎Tão pouco tempo,
‎Tão muito sentimento,
‎A ampulheta solta a areia mais lento,
‎E eu só queria voltar à alguns momentos,

‎Congelar,
‎Ficar alí,
‎Afinal, o tempo só existe nesse Universo,
‎Terra, não ao inverso.

‎Que meus versos possam te alcançar,
‎Em energia que te possa acalentar,
‎E quando tu chegar,
‎tem um colinho pra repousar.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠A Essência da Hipocrisia

Canta a voz amarga, rasgando a ilusão,
Dos campos sombrios de um chão corrompido,
Onde a lama é trono, em negra ascensão,
E o poder se vende ao mais atrevido.

São caçadores de luzes vazias,
Artistas do engodo, da falsa glória,
Tecem com jactância suas vilanias,
E maculam a pátria com má memória.

Carrapatos vorazes, sugam a vida,
Em fisiologismo pútrido e vil;
Tergiversam em trama torpe e fingida,
Erguendo um império de escárnio febril.

Aloprados em tronos de tirania,
Boçais que governam com mão opressora,
Desalmados que abusam da democracia,
Transfigurando a lei que outrora consola.

Prevaricam, usurpam, em podridão,
Onde a dignidade jaz enterrada,
Fraude e mentira moldam a nação,
Por mãos imorais, brutalizadas.

Mas mesmo no caos que a ética rasga,
Ergue-se ainda o brado de integridade;
Valores inegociáveis brilham,
Contra a ferrugem que o mundo invade.

Pois no oceano da fome e da dor,
No mar de corrupção corrosiva,
A utopia resiste, clama amor,
E a esperança jamais se esquiva.

Inserida por JBP2023

⁠Em nossa trajetória de vida, partes de nós morrem às vezes, o que não compreendemos...é que elas precisam morrer para que nasçam outras mais fortes. Só morre em nós o que é mais frágil, mais vulnerável, dando espaço para força e coragem. Dói? É claro, mas a dor também é uma chave, te faz compreender coisas incríveis e antes despercebidas.

A ressurreição é a parte mais linda da sua história, não tenha medo dela!

Inserida por Siomaraspineli

⁠‎Dia 5

‎Como se pode ter certeza antes de ter certeza?
‎Foi assim com a gente,
‎Mais que Mega da Virada, acumulada,
‎Eu te amo nos detalhes,

‎Na forma como nossos olhares em cores se misturam,

‎Como arte abstrata,
‎Tudo se espalha como se não houvesse explicação,
‎Mas, o sentimento é a maior força,

‎Isso não se explica,
‎Se vive,
‎Se preenche,
‎Nao vejo a hora de estar contigo novamente,

‎Com você todos os melhores momentos,
‎Os sorrisos dos presentes de simplicidade,
‎Feitos à mão, mas, de todo o coração.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Dia 8

‎Cápsula criogênica,
‎Bola de pelo na garganta,
‎Um monólogo,
‎Não opcional,

‎Eu só queria ser amiga do tempo,
‎Falar pra ele passar correndo,
‎À nado,
‎Ou, fazendo um triatlon,

‎Te espero como uma criança que anseia muito por um passeio prometido,
‎Te espero de braços abertos e olhos descobertos para que possa eu te cuidar...

‎Não quero o efêmero,
‎Então, quero dar continuidade na nossa jornada,
‎Te guardo cada beijo,
‎Toque e carinho,

‎São todos seus,
‎Assim como eu.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Há sentimentos que desafiam o tempo, sobrevivem ao vento impiedoso dos anos e se escondem nas sombras do inconsciente, florescendo inesperadamente em um suspiro ou em uma lembrança fugaz. O amor que carrego por ela é assim: uma chama que arde, mesmo sem combustível aparente, alimentada por memórias que já não sei se são reais ou apenas fragmentos embaçados pela saudade.

Não sei mais por que a amo, mas a verdade é que essa pergunta já perdeu o sentido. Amo porque é inevitável, porque está tatuado na minha alma, como um eco que ressoa mesmo quando o mundo silencia. Ela vive em mim, entre as palavras que não foram ditas, entre os gestos interrompidos e as promessas que ficaram suspensas no ar.

Há dias em que esse amor me aquece, envolvendo-me com um calor suave, quase nostálgico. Mas há outros em que ele me corta, trazendo uma dor sutil e persistente — a dor da ausência, da impossibilidade, daquilo que o tempo levou, mas jamais apagou. A saudade é uma presença constante, um fio invisível que me puxa para o passado, mesmo quando tento avançar.

Quase vinte anos se passaram, mas o coração não entende de calendários. Ele apenas sente. E eu sinto — o amor, a dor, e a saudade entrelaçados em um nó que me mantém vivo, lembrando-me de que algumas histórias não precisam de um final, porque continuam a ser escritas dentro de nós.

Inserida por italo0140

⁠Eu...

Eu me odeio por te amar,
Me odeio por não conseguir tirar você dos meus pensamentos e sentir sua falta a todos tempo.

Eu me odeio, não só por ter você dentro do meu coração, mas por não ter forças de tirar você de lá.
Por não conseguir me amar como mereço e por dedicar cada momento meu a você, sim eu me odeio.

Eu me odeio por ser tão dependente e carente da aprovação alheia, mas principalmente por depender tanto de você para estar bem.

Eu me odeio por me importar tanto com você, por te colocar em primeiro lugar em tudo, mesmo sabendo que você não faz o mesmo por mim.

Eu me odeio por te idealizar, por criar expectativas em cima de você, por esperar algo que você nunca vai me dar.

Eu me odeio por me iludir com suas palavras, com seus gestos, com seus sorrisos, que me fazem acreditar que você me ama, mas que no fundo são apenas ilusões.

Eu me odeio por ser tão fraco, por não conseguir te esquecer, por não conseguir seguir em frente, por continuar te amando mesmo com toda essa dor.

Eu me odeio por ser tão tolo, por acreditar em contos de fadas, por esperar um final feliz ao seu lado, mesmo sabendo que a realidade é bem diferente.

Eu me odeio por ser tão eu, por ser essa pessoa que te ama incondicionalmente, que te perdoa em todos erros, que te aceita como você é.

Eu me odeio por ser tão seu, por te entregar meu coração de bandeja, por te dar todo o meu amor, sem esperar nada em troca.

Eu me odeio por ser tão apaixonado, por te amar com todas as minhas forças, por te querer ao meu lado para sempre, mesmo sabendo que você nunca será minha.

Eu me odeio por ser tão sonhador, por acreditar em milagres, por ter esperança de que um dia você vai me amar de volta, mesmo sabendo que é apenas um sonho.

Eu me odeio por ser tão eu, por ser essa pessoa que te ama, que te odeia, que te quer, que te esquece, que te perdoa, que te idealiza, que te espera, que te sonha, que te ama.

Inserida por claudio_alves_6

⁠Eu não posso amar-te.

Porque amar-te seria trair-me,
arrancar pedaços do que ainda resta de mim só para te oferecer migalhas que tu nunca soubeste segurar.

Seria dobrar a coluna até partir, moldar-me à tua ausência, aprender a respirar no vazio que deixaste.

Se eu te amasse, teria que fingir que não dói.

Que o peito não arde quando penso nas vezes em que estive ali, inteira, enquanto tu apenas pairavas, leve, sem nunca pousar.

Teria que fingir que não vi os teus olhos cheios de tudo, menos de mim.

Que não percebi a tua pressa em ir, mesmo quando prometias ficar.

Eu não posso amar-te, porque amar-te seria continuar a pedir calor a um corpo que só me dá frio, seria alimentar-me de esperas, construir castelos em cima de areia seca.

Seria encolher-me até caber no espaço que nunca me deste.

Se eu te amasse, teria que mentir para o meu reflexo, dizer-lhe que um dia serás o que nunca foste, que um dia as tuas mãos deixarão de ser vento e aprenderão a segurar o que eu ofereço.

Mas eu sei que não.

Eu sei que o teu toque só conhece despedidas e que a tua boca já nasceu a saber dizer adeus.

Eu não posso amar-te...

Porque amar-te seria morrer devagar e chamar isso de viver.
Mas eu quis.

Eu quis amar-te com tudo o que havia em mim,
quis acreditar que a minha entrega algum dia seria suficiente para te fazer ficar.

Eu quis ser um porto seguro para quem nunca soube ancorar.
Mas eu estava errada.

Eu fui tempestade a tentar abraçar um barco sem velas.
Eu fui lume a tentar aquecer quem já vinha do gelo.

Agora só me resta este vazio de quem tentou ser casa e só encontrou ruínas.

Só me restam as noites em que me pergunto se, em algum momento, sentiste algo próximo do que eu sentia.

Se alguma vez o teu peito pesou com o medo de me perder.

Se em algum momento os teus olhos me procuraram sem que eu estivesse ali.

Mas não, eu não posso me enganar.

Eu sei que fui mais para mim do que alguma vez fui para ti.

Que eu te amei numa intensidade que nunca teve eco.

Que eu fui fogo, enquanto tu foste cinza a desaparecer com o vento.

Por mais que doa, eu preciso aceitar,
que eu não posso amar-te,
porque o amor que eu te dei nunca encontrou onde morar.

_______________

ig: @leticiaduartee._

Inserida por leticiaduartee

⁠Talvez, eu esteja presa às nossas memórias porque nelas eu ainda posso tocar em você, ou ouvir sua voz… As vezes, me encontro em um dilema em ir atrás ou deixar com que você continue vivendo. Em um intervalo de tempo, onde ela nao existe, eu te tenho. Ela surgiu como um perfume forte, daqueles que penetram na sua mente, fazendo com que você se apaixonasse e me deixasse presa a um “quase”....

É engraçado essa história de coração partido, ego ferido. A curiosidade me fez procurar por algo que eu sabia que me machucaria, mas, por um instante pensei ser coisa da minha cabeça, que as pessoas estivessem inventando, que minhas teorias estivessem erradas. A compação com ela é absurda, o jeito, a arte, os traços… Somos tão parecidas, mas por que eu me comparo tanto a ela? tudo bem que ela o tem agora, isso é inevitavel, e voces ate que combinam, mas, era eu a um tempo atrás…

Ela é muralista, eu escritora, e você… Nem de arte você gosta! Algo em você é como um vício pra mim. E por mais que eu tente esquecer, viver sem , deixar pra trás, você sempre volta a me assombrar em minhas memórias! isso é cansativo,sabe? É como se você fosse o meu destno, início, meio e fim… Posso tentar conhecer olhos, jeitos, sorrisos, rostos novos, no fim…É o seu que me assombra toda noite.

Inserida por laymara_andrade