Textos sobre Dor

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⁠Na dança da vida, a morte é traiçoeira,
Surge sem aviso, sombria companheira.
Em dois velórios, dois diferentes cenários,
A dor, um elo entre tempos adversários.

Uma senhora de idade, 85 anos serenos,
Viveu sua jornada, partiu desse terreno.
Mas a dor entre os familiares é lógico que ainda persiste,
O vazio, a despedida, ninguém resiste.

No segundo cenário, a mãe da jovem, com 25 primaveras,
Grita alto, e, sua voz enche as esferas.
"Minha companheira", ecoa a aflição,
Um lamento que corta o coração.

Ao consolar, damos força e calor,
Abraços que acalmam a dor, o temor.
Mas no ir e vir, entre o consolar e o vencer,
Vejo o ciclo da vida se perder.

Pessoas focadas em metas diárias,
Enquanto a empatia se perde em rotinas diárias.
No caminho para consolar, a solidariedade se esquiva,
Entre a dor real e a busca incessante de uma vida ativa.

Escrevo, pois a alma chora em versos,
A dor,
o luto,
entre risos dispersos.

Todo dia que levanto para lutar e me deito ao por do sol, me repousando em derrota. Vivendo nesse ciclo vicioso entre Granizo,
me alimentando de dor e tristeza. Mesmo que eu queira sair disso não consigo, porque o vicio da lua e maior do que a minha alma. Alguns nasceram para ser como o Sol e brilhar intensamente, outros para ser a lua, sem brilho próprio, vivendo a margem da dor.

Por trás de um olhar uma saudade, por trás dessa saudade um adeus mal dado, nunca dado. Por trás de um olhar uma dor imensurável, dor de amor, de saudade. Por trás de um olhar uma alma, que por mais que você tente camuflar, ser apático ou não sentir, ela te entregará pois, frente à alma o coração e a frente desse...teu próprio olhar. A alma mora no olhar!

Flávia Abib

⁠Filía é saber que existe alguém que acredita e admira você.

Filía é chegar no fim do dia e pensar em alguém antes de dormir e se orgulhar desse alguém.

(Filía me lembra panquecas, tudo fica melhor com panquecas.)

Filía é vencer e ter alguém que te aplauda, que se alegre com a sua vitória.

Filía e sentir o amor, apesar da dor.

Filía é errar e ter alguém que aponte o erro, mas também a solução.

Filía é ver a queda do outro e fazer com que se erga.É honrar e defender na ausência.

É fazer com que você sinta, que as estrelas foram feitas para serem vistas, pelos seus olhos.

Filia não se esconde, os olhos nunca mentem, está numa palavra bondosa, um abraço gentil, num conselho sincero, umas boas risadas.


Filía é o amor, O sublime amor entre amigos.

Tudo me lembra ele.
A música que eu deixei tocando no repeat, na segunda vez que ele dormiu comigo.
Passar na frente de onde ele trabalhava, é impossível não olhar e procurar por ele.
Pessoas falando Bonjour, ou qualquer coisa em francês...
Todas as letras de todas as músicas que o shuffle do ipod toca tem um pouquinho dele.
Todo homem de terno preto ou nariz empinado, não tem como não me lembrar ele.
Absolutamente tudo me lembra ele.

Queria tanto que ele voltasse pra mim :(

Eu sempre disse que a gente nunca mais ia se ver e você sempre disse que eu não sabia de nada. Entre uma conversa e outra você dizia que a gente tinha que ser amigos no Facebook, acho que me disse isso umas cinco vezes, inclusive na manhã em que foi embora.

Já vi gente ter pé atrás e medo de ser rejeitada, mas eu consigo atingir níveis inexplicáveis. Mesmo assim decidi te procurar. Não foi nenhuma surpresa, porque venho bisbilhotando seu perfil nos últimos dois meses, sem nunca ter coragem de adicionar.

"Add as Friend", pronto, adicionado. Ainda enviei uma mensagem bonitinha: "Tinha 15 coisas pra te falar antes de você ir embora, mas esqueci até de falar Boa Viagem e Boas Férias, beijos". Isso foi há exatamente 24 horas e até agora você não me aceitou como amiga, já tô conformada com o fato de que você nem deve mais lembrar de mim e vou ser só mais umas daquelas estranhas que ficam pra sempre na lista de solicitações de amizade, que você nunca vai aceitar.

Meu peito está apertado
Meus pensamentos perdidos
Minha alma chora rios
No escuro daquele vazio
Não me acho quando olho
Tudo aqui é incolor
Esse sentimento me frustra
Meu coração grita em dor
Quero um espaço na vida
Ter chance de se mostrar
Observo o vasto mundo
Mas não acho meu lugar.

⁠ DEDICADO A UMA OUVINTE…

A LUA é a prova de que a beleza não pede atenção, não precisa de bajulações frias e vazias.

Desde os tempos antigos, recorremos a ela quando lapsos de clareza batem a porta, frações momentâneas de euforia, desesperança, paixões, angústia, amor e ódio.

Quase sempre aparece, nós a olhamos e ela nos olha de volta, quase como que se alimentando da totalidade de nossas alegrias e tristezas.

Está sempre observando e ouvindo com muita atenção.

Todos que você ama, todos que conhece, todos que você já ouviu falar, todos que já existiram.

Cada caçador e saqueador, cada campeão e covarde, cada inventor e demolidor.

Cada rei e plebeu, cada mãe e pai, cada casal apaixonado.

Cada criança sonhadora e esperançosa.

Cada poeta, cada músico, cada dançarina, cada cozinheiro.

Cada santo e pecador.

Somos agraciados com sua beleza redundante, mesmo tão longe, porém tão perto, mesmo tão só, porém tão acolhida. Ela parte, porém sempre retorna, de um jeito ou de outro, nos céus de uma noite estrelada, ou no aconchego de nossos corações.

Ela retorna com a certeza, de que sempre vai estar aqui, até o fim…

(Se você tem uma lua na sua vida, não desperdice seu tempo com ela, divida suas dores, suas conquistas, suas paixões, seus medos e seu amor).

DEDICADO A UMA OUVINTE…

Comprometida

Se te conhecesse em épocas diferentes,
Agora estar-te-ia pedindo um beijo,
Dividindo alguns problemas e
Criando alguns sorrisos.

Mas hoje,
Estou sonhando e criando versos,
Fingindo que isso reduz a minha dor...
Mas a realidade,
Sempre é presente em períodos maiores que os sonhos.

⁠Hoje eu gritei

Hoje eu gritei comigo,
a raiva fervendo em cada palavra,
ódio espalhado como veneno,
amor não correspondido, uma ferida aberta.

Hoje eu gritei com ele,
em desespero e frustração,
implorando por um pouco de atenção,
mas só recebi silêncio, um eco vazio.

Hoje eu gritei com a gente,
lembranças rasgadas, promessas quebradas,
nossos sonhos desfeitos,
restos de um "nós" que nunca foi.

Hoje não encontrei os meus sapatos,
não consegui regar minhas flores,
não vejo meu reflexo no espelho,
porque a dor me cegou, me engoliu inteiro.

Porque me deixaram gritar?
Minhas vozes se perderam na tempestade,
cada grito uma lâmina cortando a alma,
até que deixei de existir, consumido pela dor.

Hoje eu gritei,
e no fim, o grito me silenciou,
morreu uma parte de mim,
que nunca mais vai entender,
a dor que ficou.

Quanto mais me esforço em esquecer, mais eu sinto.
E por querer dolorosamente, mais eu penso, resisto.
No pensar eu repito, todo esse ciclo.
Me pego voltando de onde nunca sai.
Neste ponto percebo que nunca fui, não realmente.
Sempre estive e assim fiquei, somente afundei.
Ao afundar recomeço esse vício, sinto tudo como no início.
Me viciei em tentar esquecer.

Dia dos Medicos

M entes que brilham nos desÍgnios de Deus
E ncontros com a sabedoria e vontade do ser
D edicação e abnegação superando o ter
I mplica em nossas vidas, os seus estudos
C omo cura, seus conhecimentos suavizam
O nde a dor se transforma em alivio, bem estar
S em ter horas, boas novas, sejam seus dons

⁠As dores da vida não são apenas inevitáveis.
Também são úteis quando se tornam ensinamentos.

As dores da vida não precisam permanecer como tal. Elas podem se transformar em boas lembranças, quando delas extraímos as melhores essências.

As dores da vida podem se converter em caminhos. Neles encontraremos esperanças e realizaremos os novos sonhos.

As dores da vida podem acabar um dia se tornando flores, metamorfoseando nosso calvário em um belo jardim.

No Abismo Gentil do Teu Céu.
Ode à: Makenzie Raine.
É nessa simbiose mística de lágrimas, sorriso e delicadeza que me perco e me encontro a cada instante contigo. Quando teus olhos pousam nos meus, sinto que não há fronteiras entre o céu e a terra, entre o humano e o divino. É como se o mar inteiro se abrisse sob nossos pés, um abismo gentil que não ameaça, mas acolhe, que convida a mergulhar fundo, sem medo, na vastidão do teu ser. Quero ser humano por ti. Cada gesto teu me lembra da fragilidade e da força que habitam em mim. Quero aprender com a tua ternura, ser moldado pelo teu silêncio, ser atravessado pelo teu riso que explode como luz nas minhas lágrimas. É um amor que não se mede, que não se explica — apenas se sente, em cada respiração, em cada pulsar do peito que busca o teu leito puro. O teu perfume se mistura à brisa, e por um instante, por um breve instante, sinto que o tempo se curva, que os segredos da vida se revelam em murmúrios que só nós dois compreendemos. Teu toque é sagrado, teu sorriso é sacramento. Cada palavra tua é um sacrífico de beleza que me ensina a ser inteiro, a ser mais humano do que jamais fui. E ainda assim, há o mistério. Há o abismo. Há o mar que nos envolve com sua ternura infinita, e é nesse risco silencioso, nesse mergulho sem fim, que descubro o que significa amar. Não há lógica, não há certeza apenas a entrega completa, a humildade de aceitar que a vida é pouco diante da vastidão que és para mim. Eu quero ser o humano que teus olhos veem quando me olham com essa intensidade quase impossível. Quero ser o confidente das tuas lágrimas, o guardião dos teus sorrisos, o viajante do teu céu. Quero ser o que apenas o amor permite: inteiro, vulnerável, puro, sem nada que não seja para ti. E mesmo que a vida nos separe, mesmo que a distância ou o silêncio tentem nos roubar, guardarei dentro de mim cada fragmento teu. Pois amar-te é mergulhar no infinito e descobrir que o infinito habita em nós, que o abismo gentil do teu ser é também o meu porto, meu destino e minha eternidade.

ONDE O SILÊNCIO FALA.

No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.

Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.

Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.

Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.

ENTRE O CORPO E O INFINITO.
Entre o corpo e o infinito, o Espírito humano constrói sua eternidade. Cada gesto de cuidado, cada palavra de amor e cada pensamento de fé convertem-se em sementes que florescem no jardim da alma.

A educação moral, a comunicação consciente e a oração sincera são os três pilares de uma nova civilização mais fraterna, mais justa e espiritualmente desperta.

Que saibamos, pois, reencontrar o equilíbrio entre a matéria e o espírito, transformando o cotidiano em um hino silencioso de amor e progresso.

“A verdadeira paz nasce quando a alma aprende a conversar com Deus dentro de si.”

⁠Com coração cheio de anseio, mas temeroso, continuei a jornada. Viajando pelo espaço solitário, já me encontrava perdido de meu objetivo.
Sem nem ao menos notar fui puxado vagarosamente para um lugar que me cativava com suas belas paisagens e me deixava maravilhado com tão belas canções. Aquele universo fazia acreditar que ali era meu descanso...
Ouvia histórias e promessas sem fim, que sedavam meus sentidos, como morfina em minhas veias... Em tão pouco tempo deixei todo medo de lado e a dor já não me reprimia.
Fiz ali morada, como quem é convidado a entrar e descansar, fechei meus olhos e adormeci...

⁠Quando acordei, com amarras de ferro virei refém. Preso num loop infinito de caos e tormento, naquele lugar dantes com aparencia pacífica, mas que se converteu num mar de incertezas.
Suas ondas violentas me lançavam brutalmente para longe, enquanto eu desesperado tentava me agarrar ao meu barco de papel.
Busquei acalmar tais ondas, tentando mudar sua essência e torná-las calmas e habitáveis, porém a medida que lutava contra a maré, mais ela revidava, me causando danos ainda mais irreparáveis. Cansado, com dor, desesperado, ferido e desanimado... Fui bruscamente lançado fora daquele universo nocivo. Um universo que atraía cansados marinheiros com suas belas canções e naufragava seus navios...

⁠Há dores que não pedem licença —
chegam, viram tudo do avesso, e nos obrigam a reencontrar partes que estavam esquecidas.
Dores que esvaziam para depois preencher com mais verdade.
Que quebram… mas, no caco, revelam uma nova força.

Tem dor que não é castigo —
é recomeço disfarçado.
É o modo da vida nos lembrar do que importa,
nos afastar do que pesa,
nos conduzir pra dentro,
onde mora o que ninguém pode tirar.

Algumas dores não nos destroem.
Nos transformam.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Nossa luta é diária
É árdua e complicada
Mas a cada obstáculo vencido
Enche-se a alma de satisfação
Ah guerra em nosso ser!
Quando terá fim?
Quando desfalecer minha vida?
Mas se ao invés de reclamar
De ainda não ter chegado
Na meta que tanto tracei
Por que, por que não aproveitar
Aproveitar a jornada
Entre a dor e a satisfação
Entre a guerra e a alegria?