Textos sobre Dor

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A dor é informação, um sinal nociceptivo que, sem contexto, vira lesão; compreendida, converte sofrimento em adaptação.


A dor, também, não é nossa inimiga; é a sombra do que nos importa. Quando lhe damos nome e lugar, deixa-nos partir e começa a ensinar.



© 01 nov.2025 | Luís Filipe Ribães Monteiro

Quero apagar a minha existência
Por fim a essa dor ...
Sem forças para insistencia
Que com sol já não sinto calor


Nas letras não encontro fuga
Nas lágrimas não tem alivio.
No silencio só um barulho
E no barulho uma completa solidão


Não tenho o abraço que desejo
Não ouço a voz que anseio
A vida já não importa
Em vida essa dor não a suporta.


Aqui despeço-me das palavras
Despeço do sorriso.
Me desfaço das lembranças
Me despeço de tudo!


Adeus!
A noites bem dormidas.
A boas companhias
A boas comidas;
Serei o alimento da terra.

O Beijo Frio
​Há um inverno guardado no peito,
Fruto de eras de vento e de dor,
Um coração que aprendeu o seu jeito
De não mais se queimar no calor.
​Os dedos tocam, a pele se encontra,
Mas há um muro que o tato não vê.
É uma alma que já fez sua conta
E decidiu que amar é perder.
​O lábio alcança a curva do rosto,
Mas o contato não traz o clarão.
Tem o silêncio de um sol já posto,
A mudez de uma velha canção.
​É o beijo frio de quem se protege,
Onde a entrega é um risco fatal.
Um coração que o medo hoje rege,
Calejado em seu Reino de Sal.
​Não é maldade, nem falta de querer,
É só o peso de tanta cicatriz;
Quem muito teve que sobreviver,
Esquece a pressa de ser feliz.

Beija-flor


Andava sem rumo
Carregando imensa dor
Perdida, eu assumo
Uma vida sem cor


Tentando me reinventar
Busquei me recompor
Vagando à minha própria procura
Cruzei com um beija-flor


Um símbolo de sorte
Que trouxe renascimento
Mostrando-me um norte
Repleto de sentimento


Com um instinto autêntico
Que transborda beleza
Misturando o real e o místico
Enchendo meu mundo de leveza


Um encontro do destino
Lúcido e certeiro
Você chegou de repente
Me conquistando por inteiro


De talento evidente
E de sensação pura
Tu és o meu presente
E também o meu futuro


Da beleza sem igual
Criamos como o acesso
É transcendental


Contigo vou sem medo
Para além do mundo da lua
Eu te sinto um segredo
É meu tanto todinha tua


Teu jeito de asas me encanta
Teus voos aqui me fascinam
És incrível e espontânea
Como teus gestos me cativam


Me ensinando a todo momento
Por mais bela lição
Provando que o sentimento
Vai além da razão


Uma união imprevisível
O contraponto perfeito
Mostrando que o impossível
É questão de conceito


Logo acaba essa espera
Meu querido beija-flor
Vem chegando a primavera
E junto dela o teu amor


É bom voar contigo
Criei asas e cor
Eu sou teu caminho
E tu és meu beija-flor

Às vezes o medo rasga o peito. Às vezes a culpa rasga o peito.
Às vezes a dor rasga o peito. E no meio disso tudo você nem percebe que não deve viver em função do medo. Nem que não deve viver em função das culpas que você acha que carrega e nem dos erros que você cometeu. Algumas culpas são realmente frutos do "se".
Alguns erros foram frutos apenas da sua natureza humana. Se você evoluiu com eles, certamente não vai repeti-los. E essa dor que você carrega no peito não deve ser mais forte que sua fé. Não diminua sua dor porque existem dores maiores nem diminua a dos outros porque a sua é pior. Chore se precisar, isso não é fraqueza, apenas limpeza na alma. Mas acima de tudo, creia. Alimente-se de fé. Acredite que tudo passa. E se essa dor voltar a te visitar, não esqueça, ela vai embora. Suas idas e vindas podem ser dolorosas.
Mas, maior que tudo de ruim que te sufoca e te rasga o peito, é o Deus que nos ampara.
Só precisamos ter fé.

O Grito Silencioso do Amor Ferido

Amo o laço, a raiz, o sangue que nos traça,
Mas a dor se aninha onde a afeição me abraça.
Um amor imenso, vasto como o mar,
Que em seu próprio porto me ensina a naufragar.
Sou o farol que acende na escuridão,
Quando o interesse toca o seu portão.
Não sou o afeto que o peito anseia ter,
Mas o meio que serve, o "você vai fazer."
A sua busca é um sino, toca alto e claro,
Quando o benefício se faz necessário, raro.
Me procuram o dom, a mão que pode dar,
E não o coração que apenas quer amar.
Sou a obrigação marcada no calendário,
Um dever cumprido, um ato solidário.
O abraço que recebo não é por me querer,
É o tributo frio, o preço a se pagar por ser.
E assim, sem perceber, no abraço que me prende,
A sua alma me esmaga, a minha se rende.
Me destrói sem toque, sem intenção, talvez,
Pois amar assim é morrer mais de uma vez.
Ó família amada, por que a minha luz
Só brilha quando carrego a vossa cruz?

O Brasil já teve uma história. Uma história de bravos, de lutas e conquistas, uma história de dor e lagrimas, lagrimas que deram vida a um grito, o grito de liberdade, lagrimas que regaram a verdade e que fez alcançar com muito sofrimento, esforço e glória essa liberdade. Uma história que entrou para história. Uma história de sabedoria que fez progredir, sabedoria que trouxe ordem com euforia. Uma história de heróis que fizeram justiça ao povo. Mas os heróis morreram todos, e foi morrendo as lutas, as conquistas, sessaram as lagrimas, mas sessou também a liberdade e junto se foi à verdade. Esconderam a história, entristeceram a sabedoria, interromperam o progresso, escandalizaram a ordem, aniquilaram a euforia e assassinaram os heróis.
Hoje, o slogan da bandeira é só um sonho, mas é um sonho do povo. “Ordem e Progresso”.

Ser resiliente não significa não sentir dor, não cair ou não falhar. Pelo contrário, é exatamente através dessas quedas que, aos poucos, aprendemos a levantar com mais força. Cada cicatriz que carregamos é um testemunho de que enfrentamos a adversidade e, apesar dela, seguimos em frente. São essas marcas, invisíveis para muitos, mas tão reais para nós, que nos moldam e nos tornam mais fortes.

Muitas vezes, ao olhar para nossas cicatrizes, o que vemos é o sofrimento, o erro, a perda. Mas, se pudermos olhar com outros olhos, veremos nelas o valor de cada batalha que travamos, cada aprendizado que conquistamos e cada parte de nossa alma que se fortaleceu. A verdadeira resiliência não é apenas resistir à dor, mas transformar essa dor em algo que nos impulsione a continuar, a crescer e a ajudar outros a fazerem o mesmo.

Quando olhamos para nossa trajetória, ao invés de focarmos no que nos quebrou, podemos escolher focar no que nos reconstruiu. E é nessa reconstrução que reside a verdadeira superação: não é o que passou, mas quem nos tornamos por causa do que vivemos. Nossas cicatrizes não são sinais de fraqueza, mas marcas de coragem, persistência e, principalmente, de uma força interior que muitas vezes nem imaginávamos ter.

E quando começamos a compartilhar nossas histórias, essas cicatrizes se transformam em luz para os outros, em inspiração para quem ainda luta. Transformar a dor em aprendizado e a derrota em sabedoria é o que nos faz resilientes. A vida pode nos ferir, mas somos nós que escolhemos o que fazer com isso. E a escolha é sempre a de seguir em frente.

Olhar para o lado
Sentimento de dor, desespero
Promessas vazias
Controle e medo


A vida dura, pesada, solitária
Sendo o que se espera ser
Mas só o amor causa a renúncia
O amor que sai de dentro
As vezes não perfeito aos olhos da sociedade
Mas aquele que precisa ser


Se pudesse voltar
Seria da mesma forma
Pois se eu sofri
Foi pra que hoje você seja você


E não há culpa nisso
Te garanto
Me orgulho de você e de mim
O que mais nos espera....

Apesar da dor se espalhar pelo corpo fraco e cansado,
apesar do peso que insiste em esmagar a alma,
há sempre um fôlego guardado no fundo do peito,
uma chama pequena que não aceita morrer.


Amanhã pode nascer diferente.
Amanhã é terra fértil onde a cura pode brotar,
onde o sofrimento encontra limite
e a força renasce das próprias cinzas.


Dias melhores virão — não por acaso,
mas porque você continua, mesmo ferido,
porque sua coragem não pediu licença,
porque seu espírito é maior que qualquer queda.


A dor passa.
A esperança não.
E quem resiste hoje, renasce amanhã...

Eu sei a dor que insiste em se espalhar pelo corpo cansado, há uma chama que não se apaga: a esperança. Cada lágrima que cai carrega consigo a força de quem resiste, de quem não se entrega ao peso da derrota. O sofrimento pode tentar nos dobrar, mas não consegue arrancar a coragem que pulsa dentro de nós.


Amanhã pode trazer a cura, pode trazer o alívio, pode trazer o renascimento. E mesmo que o hoje seja árduo, é nele que se constrói a vitória do amanhã. Dias melhores virão, não como promessa vazia, mas como certeza de quem luta, de quem acredita, de quem se recusa a desistir.


O corpo pode fraquejar, mas o espírito é indestrutível. A dor é passageira, mas a superação é eterna.

Vejo rugas no olhar,
feliz, mas vestindo dor,
que soluça em silêncio,
chorando vergonha,
chicotada pelo medo feroz.
Vejo carícias roubadas,
em corpos marcados, contaminados,
sorriso largo, mas falso,
encostado no abismo sem defesa,
sem um muro, sem proteção.
Vejo o caos convivendo
no mesmo cálice com a saudade,
uma saudade esquecida,
que se perde na ausência da esperança.
A verdade arde,
e mesmo assim, resiste —
um amor cru,
feito de chagas e bravura,
sem medo de seus próprios fantasmas.

⁠A dor de perder um pai é um vazio imenso, uma ferida profunda que transforma o mundo, deixando saudades eternas, falta da voz, dos conselhos e da presença, mas também uma força que vem das lembranças, do legado e do amor que ele deixou, ensinando a seguir em frente, honrando sua memória, transformando o sofrimento em resiliência e mantendo viva a esperança de reencontro na eternidade, uma jornada de luto, choro, e aceitação, onde o tempo não apaga, mas amacia a dor, integrando a ausência à vida.




Antônio Roque 04/12/2025

Não guardei a dor, nem lamentei o lamento
quando eu estava só pensando em mim —
mas agora cada suspiro ecoa eu sei do que sou capaz,
como prece perdida na noite sem fim.
E nessa ausência que me abraça sem piedade,
descubro que o silêncio sabe mais de mim
do que todas as palavras que falei.
Se volto ao passado, é apenas para entender
que o que dói não é a solidão,
Nem é saudade do que quase foi amor.
E mesmo assim, o vento que atravessa portas fechadas,
lembra que há feridas que são curada ainda que ficam as cicatrizes,

•.¸¸.••► Reflexão do Dia

Se não for pelo amor, vai ser pela dor!

Jesus nos chama todos os dias a segui-lo, muitos entendem o chamado e sem pestanejar entregam seu coração para Ele e o seguem, em uma vida de comunhão, de paz, de amor, de renuncias, mas de muitas respostas, bençãos, alegrias e vitorias. Mas, infelizmente existem aqueles, que vivem no mundo da ilusão, da fantasia, sem compromisso, um mundo desregrado e sem perspectiva, até que um dia, a luta e a tempestade te derruba e ai você entende que sem Jesus na tua vida, você não é nada, ou seja, é hora de responder o chamado, porém pela dor....

Reflita: uma vida com Jesus não é um caminho de rosas, pelo contrario, o caminho é sinuoso, cheio de espinhos, cheio de pedras e obstaculos, dores, lutas, tempestades, sofrimento, porém temos o amor incondicional d' Ele, temos a Sua mão que nos sustenta, temos a sua compaixão, o seu perdão e com Ele alcançamos o impossivel, porque como Ele outro não ha. Lembrem-se que ninguém pode derrubar todo aquele que é nascido de Deus, ninguém! Você pode fraquejar, sofrer e tocar o chão, mas quando você orar de coração aberto, e estender suas mãos para o céu, Ali Ele estara para te por no colo e curar suas feridas.

OUTRA PARTE DA DOR
Quando
contra ti
Se abrem terríveis as cortinas da Angústia
E dão voz às Lagrimas
Que Sobre o teu Rosto
Passeiam secamente
E ao mundo contra ti
Solenemente
Proclamam horas de desgosto
Sou eu que sinto
E não minto
A outra parte da dor que não toca
teu nebuloso coração,
esta parte da dor só a mim pesa

esta parte da dor só e mim pesa!
Só a mim MESMO...
A dor
Que tua alma não toma,
Parte que falta
Da dor que te dói
Em mim
Vive perdida
Partida
Refugiada
Dói amargamente
E dolorosamente.

Entre o medo e o ir — a hora da despedida

É na dor vivenciada ao longo da vida que aprendemos a nos reconstruir.
Na existência, muitas vezes somos atravessados por fases tão desafiadoras que chegamos a pensar que não resistiremos. Isso acontece porque, por vezes, esquecemos que o verdadeiro intuito do existir é justamente viver, e vivenciar a travessia e seus processos.

Nos últimos dias, experimentei uma das fases mais desafiadoras deste tempo: a despedida da minha matriarca, sobretudo pela incumbência que me foi atribuída, a de instruí-la no caminho de volta para casa, ensinando-a a livrar-se da bagagem do medo de seguir.

Foram dias tão complexos que confesso: até me esqueci de que outrora o fiz com maestria, quando o desígnio era menor e não requeria tanto sentimento envolvido. No entanto, estar vestida da própria pele — sendo eu agora a filha, e ela, a mãe — quase me fez trepidar. Quero dizer: cheguei a desejar sair da roda e transferir tanto o papel quanto a responsabilidade a outrem.

Porém, aquele momento que parecia interminável fundiu-se de mãos dadas ao crepúsculo, hora tão reverenciada por aquela mulher aguerrida durante os cultos realizados diariamente, desde que encontrou seu maior refúgio: a consciência do existir.

Finalizada a travessia dela, sentei-me na pedra posicionada aqui dentro de mim, à esquerda do peito, e chorei. Não pela sensação de dever cumprido, mas pela saudade imensa das lembranças de tudo o que vivemos — impressas em mim desde que este meu mundo é mundo.

Letra de música

Estou amando uma mulher que não presta.
Ela consegue acalentar a minha dor.
Ela é aquela bruxa faceira que me ama sem cobrar o meu amor.
Estou andando com uma mulher que não presta.
Ela é aquela bruxa doce amor.
Ela sabe me tirar do sério.
Na cama no civil do amor.

Ela é uma bruxa feiticeira depravada.
Ela é amada pelo meu amor.
Ela é uma loba solitária
Uma mulher de verdade.
Ela é o meu amor
Não presta, mas a amo.

Desculpa se não sinto a tua falta,
se não choro a dor da carência do teu amor.
Desculpa se não aceito as migalhas que caem ao chão,
porque meu coração aprendeu a querer mais,
a desejar o inteiro, o verdadeiro, o que floresce em plenitude.


Hoje eu escolho sorrir,
escolho dançar com a vida,
abraçar o sol que nasce em mim.
Não carrego mais correntes,
não me prendo ao que não me alimenta.


O amor que quero é vasto, é livre, é luz.
E se não vem de ti,
eu sigo em frente com coragem,
porque descobri que dentro de mim
há um universo inteiro pronto para amar.

⁠Estava escrevendo sobre a dor... lembrei de uma canção de Renato Russo: disseste que se tua voz tivesse força igual a imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa mas a vizinhança inteira.

A dimensão da dor nunca foi tão bem explicada, equivale a dimensão do amor quando Shakespeare o explica pela morte de Romeu e Julieta.

Usei ambos...

e repito o que disse: a dor é o sentimento que nos aproxima do nosso eu humano. O resto é falsidade.