Textos sobre Dor

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Teu vulto no abismo

(Eliza Yaman)

Vejo teu vulto em cada espasmo meu,
como se a dor tivesse voz e forma.
És o espectro que nunca se perdeu,
a febre que me consome e transforma.

Teu beijo é ausência que me dilacera,
fantasma doce em meu sistema orgânico.
E eu, poeta, sou víscera sincera,
sangrando versos num delírio pânico.

Louvor que nasce da dor

(Eliza Yaman)

Quando a dor me visita em madrugada,
e o mundo cala a voz do meu abrigo,
é Deus quem me sustenta na jornada,
com mãos de luz, silêncio e fiel abrigo.

Não há abismo que vença Sua altura,
nem sombra que resista ao Seu clarão.
Em mim, Sua presença é a ternura,
que transforma o lamento em oração.

O mundo não te deve nada, e sua dor não é desculpa para fraqueza.
Quem domina suas feridas domina o próprio destino.
O sofrimento é professor cruel, mas é nele que nasce a força.
A moral dos outros é sombra; sua coragem é luz.
Se quiser mudar o mundo, comece incendiando sua própria alma.

⁠Nada dura para sempre — e talvez seja justamente aí que esteja a beleza e a dor da vida. As coisas mudam, pessoas vêm e vão, sentimentos se transformam. O que hoje parece eterno, amanhã pode ser só lembrança. A impermanência nos obriga a valorizar o agora, porque ele é tudo o que realmente temos. E, ao mesmo tempo, nos ensina a desapegar, a compreender que perder faz parte de viver. Nada dura para sempre, mas é nesse ciclo de começo, auge e fim que a vida encontra sentido.


Glaucia Araújo

Arquitetura de um Amor que Nunca Existiu


A dor nasce onde o silêncio é mais profundo
não como um grito, mas como um eco que nunca encontra paredes
e se espalha pelo corpo como uma febre que não arde
mas consome
um amor que nunca existiu
e ainda assim
me afoga.


No espaço vazio entre dois olhares que nunca se cruzaram
existe um universo colapsado em si mesmo
um peso invisível que prende os pulmões
e torna cada respiração um ato de resistência
eu bebo a ausência como quem bebe veneno
sabendo que é a única água que resta
e o gosto é de eternidade amarga.


A solidão é um animal faminto que dorme ao meu lado
sonha com pedaços do que sou
e acorda todos os dias para me devorar um pouco mais
há noites em que o teto é um céu sem estrelas
e mesmo assim olho para cima
como se pudesse ver teu rosto nas sombras
como se o impossível fosse apenas uma questão de fé
como se amar fosse um crime que escolhi cometer.


E quando penso que a dor não pode mais crescer
ela encontra um novo nome para si
e o chama de saudade do que nunca foi
saudade que constrói ruínas no meu peito
ruínas que cortam os pés de quem tenta atravessá-las
ruínas que ainda ardem como se o incêndio fosse ontem
e que me obrigam a morar no meio dos escombros.


O tempo passa e não traz alívio
apenas organiza a dor em camadas
cada lembrança inventada repousa sobre outra
como tijolos de uma casa que nunca existiu
e mesmo assim é minha morada
um abrigo de vento e sombra
onde minha pele é mapa
e cada veia um caminho que leva de volta à falta.


Há dias em que não sei se amo a ausência ou o que ela representa
se é você ou a ideia de você que me mantém vivo
porque até o vazio tem forma quando se insiste nele
até o nada pode ser abraçado se a noite for longa o bastante
e na arquitetura desse amor inexistente
sou ao mesmo tempo construtor e ruína
prisioneiro e guardião
morto e sobrevivente.

Vento de Esperança


O mundo rugindo, furioso,


Carrega em si o peso da dor,


Dentro de cada ser, uma tempestade,


Violência, medo e rancor.


Nas ruas, nos lares, nos silêncios abafados,


A cada canto, a fúria se acende,


Homens e mulheres se perdem em si mesmos,


E as crianças, com olhos tristes, ainda aguardam.


O que se perdeu?


O que restou de humanidade?


Tantas mãos levantadas, mas poucas para amar,


Somos todos um grão de areia, frágil e passageiro,


E amanhã, quem seremos, se a raiva não cessar?


A arrogância é o manto que muitos vestem,


Esquecem que viemos nus, e nus, partiremos,


Mas no fundo da alma, no fundo da dor,


É o amor que deve ser a razão de tudo, o que devemos carregar.


É ele que apaga o fogo da fúria,


Que renova os corações cansados,


Afinal, tudo passa, até o mais forte dos ventos,


E só o amor, eterno e imortal, será o que restará.


CONCEIÇÃO PEARCE

Muitos podem estar presentes nos momentos de diversão e alegria, mas são nos momentos de luta e dor que você descobre quem são seus verdadeiros amigos. Eles não estão lá apenas para se divertir, mas para estar ao seu lado, para te apoiar e te amar incondicionalmente.


Não se esqueça de quem te ama de verdade. Não ignore quem esteve contigo nos momentos mais difíceis. A amizade verdadeira é um tesouro precioso que deve ser cultivado e nutrido. É hora de refletir sobre suas atitudes e fazer mudanças para fortalecer essas relações preciosas.

Hoje eu me encontrei pensando e até demais. Foi quando eu resolvi pensar sobre a "dor".
Isso mesmo a dor.
Ela sempre vai estar com a gente independente do estado financeiro, emocional, físico, espiritual.
Ela faz parte de tudo sabe. Se você pensar em desistir ela vai estar lá . Se você tentar até conseguir ela também vai estar lá.
Todo mundo tem suas dores e lidam com elas da sua própria forma e você tem que aprender a lidar com as suas. Mas calma que dor não é uma coisa tão ruim.
A dor ela faz parte do processo. Uma borboleta antes de voar e mostrar toda sua beleza passa por um sofrido processo que todo mundo sabe. Dentro daquele casulo ela está sentindo dor por que é necessário. De uma lagarta verde e gosmenta e que todo mundo tem nojo pra uma linda borboleta que todos admiram.
Um herói pra virar herói precisou passar pela dor e foi a dor que fez ele se tornar um herói.
Não olhe pra dor como uma coisa ruim. É ela que vai te colocar lá em cima . É ela que vai te fazer conquistar. É ela que nos torna mais fortes pra suportar o peso da gloria que há de vir. É ela que nos torna capaz e que nos dá um tapa todos os dias e nos diz: Você consegue!

Eu vou...Mas Você não vai!

Eu vou… mas você não vai!

Vou dançar samba com a minha dor,

passear com meu desalento

e, depois, dormir com o meu cobertor.

Vou conversar com meu padecer,

abraçar a minha angústia

e, depois, aceitar meu enlouquecer.

Vou tropeçar na minha derrota,

conviver com meu sofrimento

e, depois, entender que perdi a aposta.

Vou seguir só pelo meu caminho,

caminhando sobre espinhos

e, depois, compreender que estou sozinho.

Vou divagar por este mundo,

remoendo o que me resta

e, depois, virar sopro em um segundo.

Eu vou… mas você não vai!

pois o seu caminho é você quem faz.

Então siga, olhe para o horizonte,

busque sempre o melhor de si

e acredite que o ódio não enche a fonte.

Siga em frente, lute pelo que lhe resta,

transformando a tragédia em festa.

Eu vou… mas você não vai!

reescreva sua história

sem olhar para trás.

Eu vou... mas você não vai!

Usufrua do direito de viver,

Deseje o ser e o não ter, queira sempre o querer,

Acesse o prazer, descubra na luta o melhor de você, se hoje não deu certo, amanhã há de ser.

Eu vou... mas você não vai!

Pois em uma mão não há dedos iguais,

São lutas distintas, cada quais com os seus cada quais, e no fim do percurso, só não prevalece o tanto fez nem o tanto faz.

O que mais nos importa é que o seu coração seja cheio de luz e repleto de paz

Entendestes agora, quando digo que "Eu vou... mas você não vai?"

É que na procura incessante pela felicidade, novas portas se abrem ampliando universos e trazendo novas possibilidades.

Dizem que na dor a gente vira escritor, surgem nossas mais lindas poesias, nossas melhores obras, canções e melodias.

Dizem, mas quem disse isso talvez não tivesse uma dor tão horrenda chamada LUTO. Talvez disse mas de dor realmente não entenda.

Dizem tantas coisas,
mas nunca como funcionam as coisas,
Então, por que dizem?

A saudade


A saudade, o vazio, a dor da perda, o silêncio que fica, as lembranças, a ausência, o que não foi dito ou feito, as coisas que permaneceram, atransformação da dor em memória e sabedoria, a eternidade do amor e da lembrança, a esperança de um reencontroe o processo de viver com a ausência

Amar também é deixar saber voar,
é entender que, se você insistir, só vai causar mais dor e sofrimento.
É querer, mesmo com dor, ver que o seu amado seja feliz e saber que ele pode recuperar a felicidade,
mesmo que você não participe dela.










25/05/2018 11h45
Karina Megiato

AINDA BEM

Ainda bem que a dor não é eterna
Nem a ausência vira lar
Ainda bem que o tempo ensina
E a vida insiste em recomeçar

Te vi partir num fim de tarde
Achei que o mundo ia acabar
Mas o céu trocou de cor
E veio a noite pra me acalmar

E quando eu pensei que era o fim
Veio o vento me lembrar assim:

Que sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outras vozes, outros passos
Outros braços, outros abrigos
Ainda bem que a vida gira
E nunca para no adeus
Ainda bem que existe o tempo
Pra trazer de volta os meus

Ainda bem que a alma aprende
Mesmo quando o corpo quer parar
E cada dor que a gente sente
É ponte pra outro lugar

E quando eu pensei que era o fim
Veio o sol me aquecer assim:

Que sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outras vozes, outros passos
Outros braços, outros abrigos
Ainda bem que a vida gira
E nunca para no adeus
Ainda bem que existe o tempo
Pra trazer de volta os meus

E se a saudade apertar demais
Lembro que o amor não se desfaz
Só muda de lugar, de nome, de estação…
Mas sempre volta pro coração

Sempre existe outro dia
Outros sonhos, outros risos
Outros erros, outros acertos
Outros começos, outros destinos
Ainda bem que a vida gira
E escreve tudo outra vez
Ainda bem que eu sigo em frente
Mesmo sem saber por quê

Minha vida começou como um pássaro cantando,
mas hoje estou vegetando
num caminho de dor sem cor,
com pedras afiadas
e asas atrofiadas.

Tudo começou com a partida
que me desadoçou.
Com muita dor, virei delinquente,
com uma mente inconsequente.

Após o bullying,
a dor pegou forte.
Mas hoje não vivo só de dor —
vivo de luta e vitória.

A cada passo, me reergo
com a poesia e a literatura,
desbravando mundos
e vencendo,
cada vez mais,
o meu passado.

Minha dor me fere, mas minha decisão me move,
não deixo a sombra ditar quem eu sou.
Com fé, atravesso o que meus olhos não alcançam,
minha identidade se ergue mesmo entre escombros.
Cada queda revela minha resiliência, cada ferida, impulso.
Tudo em mim aponta para um propósito maior,
sou instrumento de força, mesmo quando sangro.


–Purificação

Minha dor grita, mas não me paralisa;
ela explode dentro de mim e me empurra por cima de limites que eu pensava impossíveis.
Cada ferida, cada queda, eu transformo em força bruta para levar a palavra,
porque eu não sou dono da minha dor — sou apenas o instrumento que ela escolheu.


–Purificação

**Raiva Silenciosa**




No crepúsculo da dor, ergue-se a chama,

Um fogo insensato que em meu peito se inflama.

A falsidade em sussurros, uma lâmina afiada,

Perfurou a confiança, deixou a alma marcada.




Teus olhos, antes espelhos, agora são veneno,

Sorriso envenenado, coração em pleno lamento.

Na sombra da hipocrisia, dançaste com este sentir,

Mas agora a minha raiva é um vulcão a explodir.




Sussurros traiçoeiros, ecos de uma canção,

Promessas vazias, induzida à tola ilusão.

Queria a calma, mas o ódio me encontrou,

Em labirintos de vilania, a sanidade se tolhou.




Seus gestos, um enigma, um jogo a me aprisionar,

A cada riso voador, um golpe a machucar.

E neste mar revolto, nas ondas da paixão,

Tento domar o monstro, mas ele não tem compaixão.




O desejo de vingança murmura em minha mente,

Um eco ressonante, cruel e latente.

Quero a tempestade, um grito ensurdecedor,

Mas sei que a verdadeira força é o autocontrole, o amor.




Porém a raiva grita, é um veneno a ferir,

Transformando o doce viver em luta a persistir.

Mas neste redemoinho, vou buscar o perdão,

Não pela hipocrisia, mas pela libertação.




Pois ainda que as chamas me venham consumir,

Na batalha do ódio, escolho resistir.

E com cada exalar, expulso a dor que arde,

Na jornada da vida, o amor ainda é a tarde.




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Este é um poema sobre transmitir as emoções complexas que a raiva pode despertar em situações de traição e deslealdade.

Adoção:
“A vida é feita de fases, e nem todas são fáceis.
Há dias em que a dor parece mais forte que o amor, e o silêncio parece maior que a esperança.
Mas é justamente nessas fases que Deus prepara reencontros — como o da adoção, que transforma solidão em família e lágrimas em novos começos.
Porque adotar é reescrever o destino com amor, mesmo depois de ter chorado o impossível.”

telefonar para ouvir as tuas bobagens?

aquela dor doída nesse peito despedaçado, pisado e esbagaçado. O silêncio que está refugiado dentro desse coração inerte, daquele corpo que se submete às dúvidas dessa nostalgia confusa. Eu vou ter tanta saudade de mim quando eu morrer, a agressividade que eu não desconheço mais, mas a fatalidade que eu reconheço com cada vez mais à insanidade querendo me corroer. O percorrer do “tic tac tic tac tic tac” em meus ouvidos feridos, machucam ainda mais aquele ponto fraco dentro de mim. O vermelho carmesim escorrendo pelo meu braço, a dor vermelha absorvendo a alegria que restava em minha alma. A laranja amarga querendo que tudo acabe, amarre e desabe dessa cadeira velha, flutue com esta fraqueza sufocada em seu pescoço. Seus destroços no ar com apenas uma corda firme te segurando. Ela foi a única que conseguiu fazer você parar de sentir essa dor.

"A DOR DE SER EU"
"Eu sou eu, com todas as minhas falhas
Com todas as minhas dores, com todas as minhas batalhas
Eu sou eu, com todas as minhas dúvidas
Com todas as minhas incertezas, com todas as minhas lutas


Eu sou eu, com todas as minhas cicatrizes
Com todas as minhas marcas, com todas as minhas feridas
Eu sou eu, com todas as minhas fraquezas
Com todas as minhas forças, com todas as minhas conquistas


Eu sou eu, imperfeito e completo
Um ser humano, com todas as minhas imperfeições
Eu sou eu, único e singular
Um ser que sente, que pensa, que vive e que ama"
Autoria "Márcio silva "