Textos sobre o destino
Sob o céu magnífico
Hemisfério Celestial Sul
do nosso destino
uma flor oriental esplende
No Suriname a Faya Lobi
que é Amor Ardente
no coração de toda a gente
que aprecia pelo caminho
Os teus olhos que se
fascinam com tal eflorescer
faz o seu próprio florescer
Surpreendente em mim
de alvorada em alvorada
florescendo mais de um jardim.
As correntes me levam
ao encontro onde o destino
e o possível se encontram
nas Ilhas Virgens Americanas.
Onde o belo Ginger Thomas
floresce perene, infinito
empresta cura e sombra:
quero me encontrar contigo.
Com o teu olhar paradisíaco
quero enxergar a beleza
que veremos pelo caminho.
O nosso mundo viverá
pela crença de que
o amor é tudo, e assim será.
Nos meus lábios
o teu nome é hino,
Em Grand Cayman
és meu destino.
Sonho contigo
e tu sonhas comigo,
Seremos um
para o outro ninho.
Amada Ilha Cayman
tocando por todo o lugar,
e assim estou a te esperar.
O teu amor nasceu perfeito
para o meu sempre existir,
e de veneração inteiro cobrir.
Passar por perto de Caille,
permitir o mar levar
para o destino encontrar
e ser festa para você.
Deixar que o mundo
não venha abalar,
Tudo aquilo que estamos
prontos para viver.
Sempre soube que serei
para você tudo como
és o Universo para mim.
Assim já está escrito
que somos início
e reinício até o infinito.
Deslizando do mar do destino
embarcação feita para dois
e vivendo nosso amor bonito
rumo sereno à ilha perdida.
Em La Blanquilla sem querer
mais nada desta vida,
no paraíso desabitado
nos tornar parte da poesia.
O quê realmente importa
sempre chega na hora,
e sem nenhum impedimento.
O amor como oceano cabe
na embarcação leve do peito,
e com ele sempre tem um jeito.
Meu espírito é veleiro
livre em direção a Los Roques
no mar dos teus toques
e outro destino não há.
O amor é ventania
que enfuna para navegar
no infinito de amar
onde vamos morar.
Onde as estrelas são
mais visíveis é aqui o lugar
feito para contigo morar.
É neste arquipélago de beijos
onde sempre serão sagrados
os desejos de eternos namorados.
Adorado Maio divinal
da linha do destino,
Estação que outonal
esplende sob a Lua Nova
no Médio Vale do Itajaí.
Desenrolando o gobelin
de raios sutis enfeitando
a noite por aqui em Rodeio
e inspirando o meu peito.
Assim nos braços do tempo
o noturno romantismo
trazendo o doce sentido.
Para ser mais amor
do que o amor muito além
do que pode ser compreendido.
Nasce igual o Sol e a Lua
aqui em Santa Catarina
o rio do nosso destino
na Serra da Boa Vista:
o amoroso Rio Tijucas.
Com o nome de água
de mangue que mantém
vivo o pulmão do mar:
é preciso fazer de tudo
um pouco para ele durar.
O medo do absurdo
e o medo do futuro
não irão sequer esbarrar
enquanto ele e cada rio
forem com o mar se encontrar.
Cerca grande do destino
na Serra das Congonhas,
O Rio Biguaçu é nascido
com o seu curso bonito.
Não se navega em partes
porque ele tem cicatrizes,
O Rio Biguaçu tal como
a gente também têm limites.
Tudo aquilo que fazemos
deve ser feito para durar
para viver e sempre navegar.
Além do Rio Biguaçu cada
verso é para lembrar rios
de importância para a vida.
Rio Grande do Jaó de Pedra
criado por Deus para ser
o meu, o seu e o nosso destino,
Nascido na Serra do Espigão,
é irmão do Sol, da Lua
e das estrelas bem aqui
no magnífico Vale do Itajaí
que é em qualquer estação bonito.
Tornado Rio Itajaí-Açu que traz
a este Vale motivos para seguir
sorrindo pela confluência gentil
entre o Rio Itajaí do Sul
e o Rio Itajaí do Oeste,
nos irriga, sustenta e benze,
Mesmo os mais simples gestos
de preservação ele agradece
mesmo que conosco não converse.
Enfeitando com inspirações
as nossas vidas com tão
lindas e sublimes vistas
generosamente tais dádivas
com louvor sempre concede;
Tomar conta com a fineza
que o Rio Itajaí-Açu merece,
também é agradável prece,
que o Bom Deus também agradece.
Sem rumo
Caminhei pelas ruas desse mundo
Busquei nos caminhos do destino
Dancei nos sonhos de minha loucura
Sustentei-me no ar das asas da imaginação
Desloquei-me de minha órbita
Perdi a bússola do tempo
Tive pretensões descabidas
Ouvi a multidão enlouquecida
Senti o silêncio ensurdecedor
Não notei os carros passando
Gente me espionando
Busco... Vasculho
Não acho
Mudo o rumo
Nada encontro
Será que existe
O que realmente procuro?
Decisões
Há muito que dizer
Há muito a saber
Sobre mim
Sobre nós
Nossa vida
Nosso destino...
Embora os dias tenham um fim
E as noites sejam frias
Um dia tudo acabará
O nosso encontro, os nossos planos
Quando menos se esperar.
Sempre haverá tempo para escolhas
Sempre haverá um caminho a seguir
Com obstáculos ou não
Seremos postos à prova, frente a frente.
Entre o medo e a decisão
Decisões sem surpresas
Decisões com surpresas
Amargas...
Doces...
Sempre haverá decisões.
Se me perguntassem
Qual o melhor destino
A Humanidade deveria seguir
Eu não saberia responder
Pois não o há como saber
E eu jamais fui muito bom
Em dirigir nem mesmo a minha vida
Mas eu creio que o melhor rumo
Pra conduzir os caminhos do Mundo
Não seja este
Há quem diga que a melhor espada
Passa pelo malho do martelo,
Pela bigorna e pelo fogo
E que toda semente
Precisa morrer para germinar
Eu sei dizer somente
Que as pessoas que vivem neste mundo
Não são espada e nem semente
Depois de tanto errar na vida
Muita coisa foi aprendida
E hoje eu vejo as coisas
Muito mais claramente
E sei que o mundo precisa
de cada um de nós
Porém eu não tenho voz
Que possa gritar tão alto
E sei também
Que ninguém me perguntou
Infelizmente
Edson Ricardo Paiva
Brumas.
Desde que eu estou aqui
Tenho aceitado
A tudo que o destino impõe
Desde menino, assim tem sido
As coisas que tentei mudar e consegui
Só deram certo porque
Meu destino era tentar
Eis aqui todo sentido
Desde o primeiro colo
À derradeira queda ao solo
Desde a primeira hora
Mesmo não concordando
Pois de vez em quando
Todo mundo se revolta
Porém, cada volta que o mundo dá
Cada prece escrita
Cada coisa que achei bonita
Estava lá para eu vê-la
Alguma coisa as põe no caminho
Assim como estrelas no céu
Que todos veem
Porém, tê-las não se podem
Aparecem sempre as brumas
Que vem do nada e as escondem
O destino nos quer assim
Assim como quer que não queiramos
Isso nos molda
Como as peças de um quebra cabeças
Onde tudo se encaixa
Quando a gente acha
Uma ou outra parte
Destarte nunca acharmos outras
Pois pra isso existe o tempo
Que parece curto, que parece longo
Porém, jamais outra peça
Apesar de ser
Ele faz parte do engano
E da arte de viver
Desde a primeira vez
Que nossos pés tropeçam
E aprendemos nos reeguer
Sem que o mundo estenda a mão
Minh'alma, que um dia foi tola
Se molda, se encontra, se encaixa
Em meio à uma imensa engrenagem
Entre o pássaro e a semente
Entre a folha e o vento
Entre o homem e Deus
E a revolta e a escolha
Entre a estrela e a paisagem
Entre a vida e o momento
Cada volta do mundo sem conta
Faz parte do engano do tempo
Que parece curto, que aparenta andar mais lento
e faz parte do jogo...e está contando
desde que eu estou aqui.
Edson Ricardo Paiva
O tempo passa
pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Passa, com destino ao nada
Enquanto eu passo pela porta
Passa a hora pelo lampião de azeite
Passa pela chama de uma vela que minh'alma aceite
A luz da aurora, a fresta da janela, o dia acorda
Nada mais te resta, que senão viver
Passa pelo leite derramado
Passa e não pelos ponteiros
Fica ali, no tosco vidro mostrador
Que, fosco, perde o brilho
Passa...e dessa vez digo depressa
Não se faz passado como antigamente
E mesmo que as luzes iluminem
As vitrines do mundo já nem chamam mais tua atenção
O tempo passa pelo coração que bate
O tempo passa e não pelos ponteiros
Passa pelo lado avesso, aos olhos de meu pai
Depois vai lá, ter com meu filho, que mora distante
Corre pela gente, mas de modos diferentes
O tempo passa como um raio pela água do café, fervente
A gente nem se lembra mais
Quantas colheres colocou de quê
E quando vê
Tá bebendo por engano
Aquele, que era de ontem
O tempo passa lento aos apressados
Que por mais quaisquer segundos que eles contem
Perdem momentos aos montes, milhares, sem sequer saber
Que a semana de amanhã foi mês passado
O tempo passa lento aos infelizes
Que impõe crises à felicidade
E moldam fatos concretos
Pra poder ser infelizes
O tempo traz relatos
Dando conta sobre um cínico egoísmo
E desde que o mundo é mundo
Este sim, sempre subiu de patamar
E há de durar pelo tempo...que o tempo há de durar
Infelizes sim, de fato e até o fim
O tempo
Passa pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Ando devagar de medo, pode acontecer
de eu escorregar e de cair, cair como a noite
Porém
Além de perder compromisso
O cuidado é todo em vão
O preço disso é o passo em falso, o tropeção futuro
Abjeto ser, que vem devagarinho, ele vem
Não ponho a culpa em ninguém
Os caminhos do mundo nunca foram, nem jamais serão
Perfeitos como os cegos olhos a trilhar
O rumo escuro e fácil, rumo à perdição
Esse sim, tem prumo reto, argúcia, perfeição.
Edson Ricardo Paiva..
... que jamais
desdenhes do teu próprio destino,
em virtude de toda aspereza e dificuldades,
seja no plantio, seja na colheita que,
dia após dia, ele te ofereça...
Em vez disso, agradeças pela robustez
e qualidade das sementes, as quais, ora
melhor habilitado, persuasivo; como
um indispensável desafio,
a ti e por ti, foram
destinadas!
... no arrazoado
tribunal do destino, tão certo
que não haverá juízes; tampouco
temerosos algozes conduzindo-te
irrevogavelmente aos patíbulos da
infâmia - mas, tua própria essência
testemunhando uma robustez enfim
alcançada - ou um triste vazio que
teimosamente arrastas em
teu espírito!
DA ESCRITA COMO DESTINO DA CONSCIÊNCIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Não nascemos prontos.
Somos rascunho.
Somos folha ainda em branco
à espera da coragem de ser escrita.
O mundo não nos entrega sentido acabado.
Entrega-nos silêncio.
E diante desse silêncio
erguemos a palavra.
Não a palavra leve.
Mas a palavra que pesa.
A que nasce do conflito interior.
A que atravessa a noite da dúvida
e ainda assim decide existir.
O escritor não sobe a um palco.
Desce ao abismo.
Ali onde a consciência se fragmenta.
Ali onde as perguntas não têm resposta imediata.
Ali onde o ser confronta sua própria nudez.
Escrever é expor-se sem plateia.
É enfrentar a si mesmo
antes de enfrentar o mundo.
Cada frase é um ato de responsabilidade.
Cada parágrafo é escolha moral.
"Depois que eu partir."
A frase não é melancolia.
É exame de consciência.
Que restará de mim quando o corpo cessar.
Que ideia permanecerá.
Que inquietação continuará a arder.
A tinta seca.
O papel envelhece.
Mas o pensamento, se verdadeiro,
migra para outras mentes.
O escritor não busca aplauso.
Busca coerência interior.
Busca traduzir o indizível
e dar forma ao que inquieta o espírito humano desde sempre.
Escrever é organizar o caos.
É impor estrutura à angústia.
É transformar dor em conceito.
É converter amor em reflexão.
Não se trata de ornamentar a realidade.
Trata-se de iluminá-la.
Mesmo quando essa luz revela fissuras.
Há coragem em quem escreve com lucidez.
Porque escrever com lucidez
é admitir a própria finitude
e ainda assim escolher deixar vestígio.
O texto é mais que linguagem.
É presença prolongada.
É consciência que atravessa o tempo
e dialoga com quem ainda não nasceu.
Eu sou o que escrevo.
Sou a soma das ideias que sustento.
Sou a responsabilidade de cada palavra que lanço ao mundo.
O corpo findará.
O silêncio retornará.
Mas aquilo que foi pensado com verdade
continuará a provocar,
a inquietar,
a despertar.
Porque a escrita não é som que se dispersa.
É pensamento que se fixa.
É chama intelectual que passa de mente em mente
e se recusa a apagar-se.
E no confronto inevitável com o tempo,
descobrimos que viver
é redigir a própria consciência
com a dignidade de quem sabe
que cada linha escrita
é uma escolha eterna diante da própria alma.
O destino sempre dá um jeito de trazer em nossas mãos, o que realmente nos pertence.
É insolente correr atrás daquilo; que insiste em escapar.
Se está complicado demais, melhor é abrir as mãos, e deixar voar.
A verdadeira felicidade chega junto com o acaso, acontece naturalmente, sem precisar forçar.
Destino
Sinto que a perco
A cada segundo se afasta
De pouco a pouco
Perco de vista meu mundo
Não existem culpados
Mergulhei em confusão
Ela em seu destino
Quem tomará seu caminho?
Vivo a querer amar-te mais
E assim vejo meu refúgio indo
Sem indícios de querer voltar atrás
Vá, sem ressentimentos.
