Textos de Desilusão Amorosa
Tudo obscuro...
Reflexos de uma vida tardia,
porém precipitada me assombra.
Gira a mente,
mil pensamentos
em um único segundo!
Prisioneiro...
de minhas falsas esperanças
Vida turbulenta na alma...
Na busca de liberdade para alma
Encontrei somente a ilusão
Subi os impossíveis montes
dos anseios...
Mas para a solidão me perdi
Na crença de que a felicidade
estava no alto.
Escalei apenas me apoiando
sobre minhas decepções
Do alto, abaixo
Lagrimas...
Busquei do alto do monte
sinal das estrelas, da lua, do sol
dos astros e do universo
mas...
Tudo obscuro...
Tudo...
Agora
Onde estão os tesouros ocultos (...)
enterrados em escombros
de minha própria precipitação?...
Eu obscuro!
NÃO
Não desistas de mim
Para que eu possa enterrar
As sombras, os medos
Que tanto me atormentam
Não desistas de mim
Para que tente agarrar todos os sonhos
Que há tanto deixei de sonhar
Não desistas de mim, por favor
Preciso de retomar o vôo
Que deixei a meio
Porque sozinho
Tenho medo de não conseguir
Não desistas de mim
Tu sabes porque eu te amo.
CASTIGO O CORPO
Castigo o corpo deste meu desalento
Não há quem saiba do que me consome
Dores que me castigam a alma já ferida
Sofro deste mal que ao desespero me leva
Neste vazio em que me encontro tantas vezes
Sem saber porquê, que me reduz a nada
Que me emerge nesta solidão, que me seduz
Como um louco para me ofuscar nesta luz
Que me tolha a visao, faz-me andar na escuridão
Onde bebo deste maldito veneno que a vida dá
Num desespero que me conduz a tentar morrer
Para voltar a nascer, florindo como uma flor
Nas saudades de ti, sim de ti amor.
SINTO FALTA
Sinto falta de me perder
No calor do teu beijo
Que seja capaz de incendiar
Todo o meu desejo
Sinto falta de sentir
O toque da tua mão
No meu corpo
Sinto falta dos teus olhos
Que me olhes com paixão
Que me faças sentir
Como ainda sou desejada
Sinto falta de um abraço
Que me console
Que me faça sentir
Que sou a única
Sinto falta de ti
De tudo que é teu em mim.
O VERSO
O verso fechado entre as pernas
De mil chaves, de mil portas
No inferno em labaredas quem sabe
Ou nas mulheres da rua que sofrem
Com os clientes mal amados
Entre os nervos dos poetas em verso
Mulheres mal faladas da torre de babel
Pela poesia desgovernada de esferas
A poesia é uma casa de formada gente
Talvez seja quem sou eu para desmentir
Nos sonhos fatídicos de todos os poetas.
Fria aflição
Esta noite estou confuso, seria mais uma noite comum, iria deitar cedo, acordar às cinco da manhã para a faculdade, mas ela chegou e junto a você, veio despercebida, silenciosamente, até me fazer pensar em tudo que eu não desejava.
A madrugada era fria, mas somente do lado de fora, por dentro eu estava quente, suando e em euforia. Poderia ser apenas um sonho, eu fechava os olhos para dormir, mas a única coisa que eu conseguia era refletir, como tudo me faz lembrar você.
Eu olho para cima, para os lados e consigo ver uma luz, vermelha da televisão, que tira minha concentração e me coloca num universo de pensamentos que eu só queria deixar. Abraço o travesseiro, as lágrimas escorrem e o único desejo é parar, fazer com que minha mente interrompa os meus adágios em você, conseguindo descansar.
As horas vão passando, cada vez que olho para o relógio, vejo que quanto mais tempo passa, eu perco, me coloco num paradigma, se estaria perdendo ou ganhando por pensar. Levanto, tomo meu calmante, me deito e vejo que não se trata de perder ou ganhar, se trata de aprender a esperar.
Escondendo minhas lágrimas na chuva
Como eu desejaria esquecer quem sou
Tentar esquecer que você é minha pele
Tentar esquecer que sem você, eu já era
Como eu queria ter escolhido viver com ela
Quem seria eu na terra dos mortais
Se não qualquer um a mais
Na chuva até, eu escondo minhas lágrimas no relento
Procuro olhar minha cara de tristeza, assim eu tento
Procuro esconder o meu coração a bater
Quem sabe um dia eu não precisarei, vou desaparecer
Esquecer que qualquer dia amei e não correspondeu.
Vou tentando caminhar na chuva, esquecendo deste fato
Que só o seu corpo eu tive,
Sua alma nem por um instante
Fui feliz enquanto não sabia, nosso amor relaxante
Percebi que você não tinha amor
Seu passado voltou
Na chuva até, eu escondo minhas lágrimas no relento.
Procuro olhar minha cara de tristeza, assim eu tento
Procuro esconder o meu coração a bater
Quem sabe um dia eu não precisarei, vou desaparecer
Minhas lágrimas não lembrarei.
E você será um aprendizado, que quero e vou esquecer.
Esquecer que qualquer dia amei e não correspondeu
Minhas lágrimas não lembrarei.
E você será um aprendizado, que quero e vou esquecer.
Esquecer que qualquer dia amei e não correspondeu
TRAGO
Trago nos lençóis as cinzas
Que deixei fugir de mim
Água de lágrimas em sangue
De secos espinhos feridos na pele
Entre o limbo de um beijo molhado
Foge-me a insurreição das ondas
Neste pecado de morte a minha
Nos fincados silêncios estes
Que envelhecem a alma
Com saudades dos teus lábios, de ti
No calor dos nossos corpos
Quando numa luta de morte
Nos entregamos ferozmente.
Feio pra caramba:
Eu sou mal visto pelo mundo,
Até eu mesmo aprendir a me odiar,
O medo do espelho, depois de anos,
Volta a me assombrar.
Eu sou feio para caramba,
Isso nem eu mesmo posso negar,
Triste mesmo é viver nesse mundo,
Onde o amor nunca irei vivenciar.
As pessoas me apelidam,
Eu revido não vou negar,
Mas no fundo dos meus olhos,
Uma mágoa vou guardar.
Externamente sou alegre,
Minha parte triste nunca irei mostrar,
Um feio depressivo,
Quem comigo iria andar?
Amigos tenho poucos,
Dá uns 5 se contar,
Valorizo cada um deles,
Porque isso é tudo que me restará.
Ontem fui chamado de ridículo,
Hoje pela manhã de horroroso,
Respondo sempre com um sorriso,
E guardando o rancor no bolso.
Meus poemas são tristes,
Tô sempre criticando o mundo,
Não posso nem se quer soltar o pranto,
Pois se ocorrer, estarei me vitimizando.
Mas eu ainda tenho esperança,
De um dia ser enxergado e amado,
Por alguém nesse mundo,
Que perceba que a beleza não é tudo.
Vejo pessoas belas,
Que não tem um pingo de caráter,
E se acham a Cinderela,
E são bem vistas andando na passarela.
Vejo pessoas simples,
Que também tem seu valor,
Trato todas com respeito,
Pois conheço bem o ardor.
Sei que ninguém vai ler esse poema,
Ninguém nunca se preocupa com a dor alheia,
Mas só o alívio de saber que escrevi como me sinto,
Me faz sentir-me melhor.
Um dia irei voltar,
Escrevendo sobre amor,
Talvez não seja nessa vida,
Mas farei quando possível for.
Deixando de sonhar pois,
O arrepio vem a pele,
A lágrima cobre os olhos,
E eu aqui deitado como se estivesse tudo ótimo.
As pessoas me dizem,
Não pare de sonhar,
Estude e tenha tudo,
Que hoje está a desejar.
Estudar é importante,
Reconheço o valor,
Mas como é que um ser humano,
Consegue comprar amor?
Eu desisto desse verbo,
Melhor voltar a dormir,
Que por sinal também é outro verbo,
Mas não causa tanta dor como o 1º.
No meio de tanta tempestade
Você trouxe a calmaria
Me prometeu que ficaria
Quando ninguém mais queria ficar
E me disse: sorria
A vida é curta,
Não desperdice com quem não soube te amar
Não estou dizendo para não sentir
Até porque não tem como impedir
Chore, se chorar aliviar
Mas viva
Porque viver, viver é melhor que sonhar
ESTOU DE LUTO...
Não por alguém que alguém que já morreu,
Nem por alguém que já se perdeu,
Não é só vida que morre,
E por pura falta de sorte, o sentimento é a essência da vida, que também morre!
Estou de luto por ter ido embora, sem saber se volta, sem explicação!
Estou de luto por alem de ter ido embora, levou consigo, o MEU CORAÇAO!
A ti, abutre.
Sinto falta do passado,
Tudo que me dói,
Tudo que a mim corrói,
Remete ao obliquo renegado.
A esta minha sina equivocada
Sou o karma desta minh'alma amaldiçoada.
Trago entre os dentes um cigarro
Nos lábios, meu batom borrado
Na cabeça, a coroa do passado
Cá estou, prestes a destruir outro carro.
Nunca mereceste um pingo de piedade
Meu miocárdio ainda grita a traiçao
Não convém conceder-te perdão
Tua vida desconhece o valor da lealdade.
Amaldiçoada seja a tua existência
Se nada fui ou signifiquei,
Se nada importa, nem a dor que suportei
Nada existe! Nem tua essência.
Quero teu sangue escorrendo por meu corpo,
Quero seus gritos agonizando em sufoco,
Quero que implores como louco.
Ei de ver-te com o medo tranparecendo à epiderme.
Chore, meu bem.
Deixe suas lágrimas orvalharem,
Permita ver elas te entregarem,
És agora meu refém.
De ti, nada menos que um metro de distância
Na minha taça, nada além de teu sangue ou suor
Em meus fones, nada mais que teus gritos de dor
Talvez permaneças ainda com a mesma nula relevância.
Se sento a mesa, alimento-me de vingança
Me deleito com o que me nutre
Fomento a ti, abutre!
O lado negro venceu na balança.
Segure minha mão,
Juro-te ser desleal
Seguir a ti, Judas sem ponto final,
Anseio ouvir teu "Não"!
Anseio te ver implorar,
Ofereço tua vida a quem quiser!
Que se faça dela o que vier!
Mas vais ingerir todas as borboletas que me fez regurgitar!
Por longos tempos fui luz.
Tornaste-me escuridão.
Mergulhei tão fundo nessa imensidão
Que agora vais comigo ver que nem sempre é ouro, tudo aquilo que reluz.
Thaylla Ferreira Cavalcante (Sou nós)
Tenha em mente que: lá no fundo, pouco ou até mesmo
ninguém se importa com você!
Em meio a tanta gente parece ser impossível mas,
isso é uma grande realidade!
Mas caso encontre alguém que se importe com você
mas, talvez te desiluda...
Não se desespere e nem tente resolver de alguma maneira pois;
Esse é um papel que apenas o tempo pode desempenhar.
Hora de partir.
Você fala em desapego
Mas se apega a aparência.
Você refuta o aconchego
Mas insiste na permanência.
Você critica o que convém
Mas logo tu que não se mantém.
Se te falo em entrega
Me dizes que assim não erra
Que tenho idéias antiquadas
Que sou por deveras equivocada.
Que sou sopro de apego
Que dispenso as aparências
Que busco teu aconchego
Rezo por tua permanência
Eu que velei tua alma
Que dispensei as amarras
Enquanto te vi partir.
Eu que mantive a calma
Conheci tua outra amada
Enquanto via meu mundo ruir.
É você mais sal que açucar
És de todo ruim
Inválida foi minha luta
Tens agora o meu sim.
Você diz que é do sol,
mas molha o que ele enxuga
Você diz amar a noite
Mas não é pra ela que se arruma
Você diz querer o mar
Mas não se entrega nem mergulha
Diz também ser furacão,
A este sim, se equipara na destruição,
Fostes minha perdição.
Mas fui,
Eu fui!
Antes tarde do que nunca.
Thaylla Ferreira Cavalcante {Mais uma deste ex amor}
" Ando pelos corredores, como um fantasma, conheço a todos que estão ao meu redor, mas sinto que ninguém se interessa em me conhecer.
Isso me deixa triste?
Eu sinceramente não sei...
Quando chega a noite e tudo se torna mais escuro, percebo uma fraca luz tentando iluminar tudo que está ao meu redor...
Nesse momento soube que alguém teria interesse em saber quem eu realmente sou...
Alguns dias depois, me sentindo mais só que o normal, vejo novamente sua luz tentando me iluminar e então percebi que não estava completamente só.
Dês de então venho compartilhando tudo sobre mim contigo.
Meus bons e maus momentos ( mais maus que bons ) e você simplesmente me entende...
Soube que, enfim fiz uma amiga...
Uma amiga que me ouve, sem me julgar.
Uma amiga que me observa e não me abandona.
Uma amiga que apesar de estar tão longe, sinto que está ao meu lado.
Realmente lua, você é uma amiga única iluminando sempre meus dias sombrios... "
"A boca fala,
A alma cala,
O silêncio da alma,
grita mais, que o grito da fala,
A bala do não,
O veneno do tempo,
O remédio do tempo,
As palavras sentidas,
E olhares como palavras,
Omissões, retrocessos, invenções os confessos,
O amor em legendas,
O amor sendo lenda,
Não vivido, não sentido e não existido.
Haaa o tempo, me mostrou tantas coisas, tantos caminhos, desmascarou tantas pessoas e mostrou tantos amigos...
Haaa o caminho, me trouxe sabedoria, me fez ver o mal e o bem, me deixou e me encontrou, levou tristeza, trouxe alegria, levou desgosto, me trouxe amor...
Haaa a sabedoria, me trouxe a certeza de que nada é por acaso, que tudo tem seu preço, penar por quem não merece é tolice e que lutar para ser feliz vale a pena...
Haaa a certeza, me trouxe até aqui, me mostrou que sou capaz e me fez feliz!
Eu prometi que ia parar de beber, que ia parar de fumar, que ia passar mais fins de semana em casa com você, que íamos ter o nosso tempo, que seríamos quase sempre você e eu. É engraçado que você me fez ficar, só que agora eu tou pulando de bar em bar, queimando um maço atrás do outro, meses sem dormir uma noite inteira, tudo isso também por você.
Sabe?, é que isso não é vida, eu não tou vivendo, e você mesmo dizia que só vale a pena viver se alguém te amar. Bem, eu tou respirando.
Se um dia você ler essas frases é porquê minha vida já se esvaeceu...
O tempo como a dor, infinitos e efêmeros, acabam com meu ser que se põe a desabrochar...
E aquela rosa que uma dia não me deu, por vergonha, se foi junto com todos os meus sonhos...
Bem me quer. Mal me quer. Ele me quer? Não me quer...
Sozinha naquele banco, no final da praça, eu te esperei...
Eu te esperei, esperei, esperei e esperei...
Por que você não apareceu? Por que fez isso?
Eu estava tão instável que não podia nem andar sozinha!
Você prometeu que estaria lá com um agasalho quente e um par de luvas para me emprestar!
Mesmo que estivéssemos na primavera, estava frio...
Sem perceber o quanto o outono derrubou minhas pétalas...
O verão queimou meu coração...
Mas não foi pior que você, que congelou-me na solidão!
Enquanto escrevo essa carta...
Choro e me corto...
Estou ciente dessa depressão...
E do quanto ela me machucou...
E do quanto ela vai te machucar...
Mas não aguento mais...
Ser abandonada
Eu li as suas palavras
E sei que você se esvaeceu
É estranho, pois não choro
E muito menos me doeu.
Nunca me veio à cabeça
Que você fosse encenar até esse ponto;
Que bela peça de drama!
Parabéns pelo seu esforço.
Você já sabia - há muito tempo
Que a gente iria perecer
Porque um homem precisa daquele amor
Para sobreviver.
Eu até teria ido à praça
Íamos terminar de qualquer jeito
Vamos… não vá me culpar
Ela chegou antes em minha casa
E pediu para - na cama - amar.
Eu devia pegar de volta
As rosas que havia te dado
Ou talvez pegar emprestado
As flores de seu túmulo lapidado?
Nunca tive sentimentos por você
Foi tudo um simples querer
Nem me importava com o que você sentia
Estava bom só por te ter.
Só me faltou humanidade
Para te falar tudo isso
Antes de você morrer…
Queimo sua carta agora
Tola garota…
Arrependimentos não irei ter.
