Textos de Coração
Onde o amor me encontra inteiro
Eu tinha medo de amar.
Guardava o coração num copo d’água,
ao lado da cama,
para que a sede de alguém
não o levasse embora.
Mas você chegou
e os peixes do meu sono
aprenderam a voar.
A noite desceu da parede,
sentou-se aos nossos pés
e ficou ouvindo tua voz.
Quis te entregar tudo:
a infância dobrada na gaveta,
os domingos que ainda não vivi,
a pequena estrela manca
que ilumina minhas tristezas.
Já ia tirar meu nome do peito
para abrir mais espaço ao teu,
quando tua mão deteve a minha.
Você beijou cada letra
e deixou meu nome onde estava.
Foi tão delicado
que os espelhos da casa
fecharam os olhos.
Desde então, quando a saudade
põe seus vestidos de tempestade,
abro a janela.
Deixo que chova um pouco
sobre as flores,
sem permitir que a água
carregue a casa.
Ainda há noites
em que meu medo fabrica despedidas.
Você dorme,
e eu ouço trens partindo
de estações que não existem.
Então volto devagar ao quarto,
recolho meu corpo dessas viagens
e encontro tua mão sobre o lençol:
aberta,
sem exigir que eu fique,
tão bonita
que me dá vontade de ficar.
Quero te amar assim,
com meus passos ainda meus,
mesmo quando dançarem contigo.
Quero tua boca perto
e meus sonhos respirando.
E, quando a manhã vier
buscar o céu em nossa cama,
que nos encontre abraçados,
com espaço entre os braços
para o mundo florescer.
Descrição:
“Onde o amor me encontra inteiro” fala sobre aprender a amar sem abandonar a própria identidade. O poema acompanha alguém que deseja uma relação profunda, mas teme que a entrega lhe custe aquilo que é. Ao longo dos versos, essa pessoa descobre uma intimidade em que pode oferecer carinho, revelar suas fragilidades e permanecer livre. O título expressa esse encontro: ser amado com a própria história, os próprios sonhos e até os medos que ainda não desapareceram.
Logo no início, o coração guardado num copo d’água traduz uma tentativa delicada e impossível de proteção. Ele está fora do peito, num lugar aparentemente controlável, mas continua exposto e frágil. O receio de que “a sede de alguém” o leve embora sugere o medo de encontrar uma pessoa cuja necessidade de afeto consuma tudo o que o eu poético tem para oferecer. Há nessa imagem uma pergunta silenciosa: como permitir que alguém se aproxime sem ser levado por inteiro?
A chegada da pessoa amada transforma esse universo. Quando “os peixes do meu sono aprenderam a voar”, algo que parecia limitado ao seu ambiente descobre outra possibilidade de existência. É uma imagem de liberdade despertada pela presença do outro. A noite que desce da parede e se senta aos pés do casal torna o escuro uma presença tranquila: aquilo que poderia abrigar solidão e receio agora consegue repousar e ouvir.
O desejo de entregar “a infância dobrada na gaveta” representa a vontade de compartilhar as memórias mais íntimas, inclusive aquelas guardadas há muito tempo. Os “domingos que ainda não vivi” estendem essa entrega ao futuro: o eu poético já imagina oferecer dias que nem chegaram. A “pequena estrela manca” sugere uma esperança imperfeita, ferida, mas ainda capaz de iluminar a tristeza. Ele deseja ser conhecido também nesses lugares frágeis.
O momento central acontece quando tenta retirar o próprio nome do peito para abrir espaço ao nome da pessoa amada. Esse gesto revela como a vontade de amar pode se aproximar do apagamento de si. A mão que o detém interrompe esse movimento com ternura. Ao beijar cada letra e deixar o nome onde estava, a pessoa amada demonstra que deseja sua presença inteira. O nome representa sua identidade, seu passado e seu direito de continuar sendo alguém com vida própria.
Os espelhos que fecham os olhos ampliam a delicadeza da cena. Podemos lê-los como uma suspensão do julgamento: por um instante, não é preciso conferir a própria imagem, procurar defeitos ou observar como se é visto. O gesto de carinho permite simplesmente existir e recebê-lo.
Depois desse encontro, a saudade ainda veste suas tempestades. O poema reconhece que uma relação amorosa não elimina a vulnerabilidade. Abrir a janela e deixar a chuva alcançar as flores significa aceitar a emoção e permitir que ela tenha lugar. Preservar a casa significa manter algum amparo interior. A sensibilidade pode nutrir a vida sem arrastar tudo o que a sustenta.
Essa aprendizagem continua nas noites em que o medo “fabrica despedidas”. Os trens partindo de estações inexistentes dão forma à antecipação de uma perda que ainda não aconteceu. Enquanto a pessoa amada dorme, o eu poético percorre abandonos imaginários. “Recolho meu corpo dessas viagens” descreve o esforço de voltar ao presente, saindo das cenas criadas pelo receio para reconhecer aquilo que está de fato diante dele.
A mão aberta sobre o lençol é uma das imagens mais importantes do texto. Ela oferece companhia e deixa a escolha existir. Justamente por não exigir permanência, desperta a vontade de ficar. Há uma beleza profunda nessa passagem: o vínculo se fortalece porque a liberdade encontra acolhimento.
Nos versos finais, os passos continuam pertencendo a quem dança, mesmo quando acompanham os de outra pessoa. A proximidade da boca convive com o espaço necessário para os sonhos respirarem. O abraço desejado comporta duas vidas e também o mundo: projetos, descobertas e experiências que podem florescer ao redor da relação.
A força do poema está nessa transformação gradual. O medo permanece em alguns momentos, mas já não decide tudo. O eu poético aprende que pode amar intensamente e conservar o próprio nome; pode escolher ficar e continuar dono de seus passos. Ser encontrado inteiro é receber um amor diante do qual não precisa diminuir nenhuma parte de si.
Coração De Prata
Classe Média
Ele pulsa,
Emana vibrações,
É feliz,
Conexão ao cérebro.
Não é rico e nem pobre.
Coração de prata,
É firme e forte,
Tem pele cingida e rígida.
Minucioso é no seu cintilar,
Retini como uma fantasia épica,
Pulsa canoro... Sim, pulsa grandíloquo prateado!
Com firmeza me sente.
Ó coração de prata!
Como relíquia tu eres,
Na fantasia me inspiraste...
E na dramaturgia me queres.
- Ramile Godon
O Cervo Esmero Do Poente
Meu coração palpitou rápido
No poente laranja.
Do cervo estonteante,
Era eu ali:
Pura e inocente,
Corajosa e temente.
Eu iria te embelezar, eu iria te enfrentar
Como a flor de lótus,
Como um botão de ágata roxa no punho de uma espada de prata.
- Ramile Godon
Se existe um amor, por que ficar só?
Que insensatez é essa de se guardar,
se o coração chama e quer amar,
e a vida passa num só dó?
Ficar só tendo amor por perto
é negar a chuva, negar o mar,
é ter o vinho e não brindar,
é ter caminho e andar deserto.
Se existe um amor, que ele venha,
que sente à mesa, que fique enfim,
que me embriague e more em mim.
Porque amor que existe e não se tem
é saudade antes mesmo de ser,
é morrer só, sem nunca viver.
(Saul Beleza)
A ORIGEM DA TUA PRÓPRIA LUZ
Quando o Coração Aprende a Amanhecer
Há caminhos que ninguém pode trilhar por você.
E não é castigo — é bênção.
Porque é nesses caminhos silenciosos que a alma aprende a conversar consigo mesma.
Quando a gente finalmente escuta o próprio coração, percebe que ele sempre tentou avisar:
“Eu também preciso de cuidado.”
O amor próprio não nasce de gritos nem de vitórias grandiosas.
Ele brota devagar, igual grama depois da chuva.
É um carinho que você dá pra si mesmo no dia em que ninguém deu.
É o jeito que você decide se olhar com respeito, mesmo quando o mundo disse que não valia tanto assim.
Quem aprende a se amar, aprende a se erguer.
Você não precisa ser perfeito pra ser digno.
Perfeição é fantasia cansativa.
O que transforma é honestidade interna.
Dizer pra si:
“Tá difícil… mas eu ainda tô aqui. E isso já é vitória.”
O amor próprio é fogo lento.
É o tipo de chama que não invade, não explode — mas ilumina.
Uma luz calma, profunda, que vai ocupando o peito até você perceber que sempre teve um lar dentro de si.
Quem se escolhe primeiro nunca fica por último.
Respeito próprio é o irmão mais velho do amor próprio.
Ele te puxa pelo braço quando você insiste em ficar onde não merece estar.
Ele diz:
“Vamos embora. Não precisa aceitar migalhas. Você é banquete.”
E quando esse respeito vira hábito, a vida começa a te tratar do jeito que você se trata.
A alma não quer aplausos.
A alma quer descanso.
Quer paz deitada no colo do próprio valor.
Quer silêncio que cura.
Quer espaço pra florescer sem pedir permissão.
Quando você aprende a se amar, até o espelho começa a te olhar com mais carinho.
Algumas dores não são inimigas — são professoras.
Elas mostram onde a gente precisa se abraçar mais.
Mostram onde ainda falta luz.
E mostram, principalmente,
que todo ser humano carrega um universo inteiro dentro do peito.
E quando esse universo desperta…
ninguém segura a tua luz.
CAPÍTULO OITO – DEDICATÓRIA FINAL
Este livro é dedicado a todos que caminham com o coração inquieto, mas seguem firmes como quem atravessa a noite sabendo que o amanhecer sempre chega.
É dedicado aos irmãos de alma que viajaram comigo entre sombras e clarões, que bateram as próprias dores como quem bate um tambor em ritmo de guerra, e que descobriram, comigo, que a amizade verdadeira não se mede por sangue, mas por presença e lealdade diante do caos.
É dedicado aos que compartilham o brilho do rock, essa chama indomável que nos uniu — uns com guitarras, outros com lápis, outros com histórias de estrada, outros com sorrisos raros que não se compram.
A vocês, que resistiram à inveja, ao cansaço, à distância, aos julgamentos e às tempestades mentais que às vezes rasgam a alma… este livro carrega um pouco do que aprendemos juntos: que ninguém solta a mão de quem sangra e luta do nosso lado.
Mas esta dedicatória não é só nossa.
Ela é também para você, leitor ou leitora, que entrou neste labirinto de capítulos e encontrou aqui algo seu — uma dor escondida, uma memória amarrada, uma esperança adormecida, ou apenas a sensação estranha de que estas páginas foram escritas com um pedaço da sua própria vida.
Se em algum verso, alguma imagem, algum pensamento você sentiu que era visto, compreendido, ou abraçado… então este livro já cumpriu seu destino.
Seguimos, todos nós — amigos, irmãos, leitores, e os que ainda virão — como uma pequena constelação de almas resistentes, carregando o que o rock ensinou:
que o mundo pode até tentar nos calar, mas nunca vai apagar o som que fazemos juntos.
---
Sara Raquel Araújo Pereira
Nasceu com o pulso do rock no coração,
vento de liberdade, couro, preto e canção.
Entre motos que rugem e amplis a vibrar,
ela chega sorrindo — impossível não notar.
Sara Raquel, presença que aquece o chão,
abraço sincero no tempo exato da emoção.
Olhar que levanta, esperança que vem,
luz que não pede licença pra fazer o bem.
Mulher de trabalho, respeito e direção,
divide o relógio com força e devoção.
No tatame, foco; no treino, disciplina,
Jiu-jitsu que educa, chute que ensina.
Entre plantas, animais e o lar a pulsar,
ela faz do cuidado um jeito de amar.
Sem perder a fé que a mantém de pé,
Deus como norte, coragem como fé.
Houve dias de névoa, caminhos tortos demais,
quando a vida tentou desafinar seus sinais.
Mas a fé puxou o tom, a alma voltou ao compasso,
e hoje ela rege a própria história, passo a passo.
E no centro do palco, o coro mais lindo a cantar:
quatro estrelas que a vida decidiu presentear.
Marjorie, sonho firme, mente em evolução,
Laura, doçura e coragem em cada lição.
Sophia, riso claro, esperança em flor,
Renan, força serena, futuro em ardor.
Crianças felizes, estudo e união,
sabem que a mãe é abrigo, raiz e canção.
Sara Raquel é mãe — e isso é revolução:
presença diária, amor em ação.
Rockeira da alma, do lar guardiã,
faz do amanhã um lugar que começa no já.
E 2026 vem como estrada aberta à frente,
céu mais limpo, motor quente.
Com fé, trabalho e esse brilho sem fim,
o melhor não é promessa — já vem vindo, enfim.
Dedicatória
Sara Raquel A. P, grande mãe, coração que conduz,
Marjorie, Laura, Sophia e Renan — família-luz.
Que a vida rime sempre com amor e união,
e que esse nome completo seja eterna canção.
"Exatamente. Cada um enxerga o mundo através das lentes do próprio coração. Quem transborda bondade, vê luz no outro; quem carrega amargura, só consegue enxergar sombras. O julgamento alheio fala muito sobre quem julga e absolutamente nada sobre quem é julgado. Sigamos firmes em nossa essência, pois a única aprovação necessária para a verdadeira paz é a nossa própria."
John Rabello de Carvalho
#jrabellodecarvalho
@j.rabello.c_888oficial
A Liturgia dos Milênios do Coração Gelado
Vou contar-te o segredo que a madrugada me sussurrou:
Em meio ao gelo do meu peito imóvel, minha alma verteu novecentas e noventa e nove lágrimas de sangue, chorando a tua ausência.
Lembrei-me da fome dos novecentos e noventa e nove beijos que guardei e não te dei,
Condenado a vagar por novecentos e noventa e nove momentos sombrios, longe do teu domínio.
Escrevi teu nome com tinta de cinzas em novecentas e noventa e nove páginas sagradas,
Enquanto novecentos e noventa e nove sorrisos pálidos desabavam de minha face nas madrugadas sem fim.
Vivi novecentas e noventa e nove horas de eclipse em que o tempo se recusou a passar,
E por novecentas e noventa e nove vezes jurei meu amor, num pacto que nem a sepultura pode quebrar.
Novecentas e noventa e nove noites passei aprisionado em sonhos contigo,
Onde meu coração, há muito adormecido, vibrou novecentas e noventa e nove vezes ao sentir o teu calor.
Foram novecentos e noventa e nove versos de adoração dedicados ao teu culto,
Enquanto cruzei novecentas e noventa e nove ruas de asfalto e névoa, farejando o teu rastro nesta vida mortal.
Lembra-te das novecentas e noventa e nove vezes em que teu olhar bebeu a minha alma e me deu o paraíso...
Pois agora, enquanto a luz das néons cede ao sol que ameaça nascer,
Restam-nos apenas as novecentas e noventa e nove eternidades que governaremos juntos,
Quando a noite nos acolher para sempre além do túmulo.
John Rabello de Carvalho
A clareza nem sempre chega na mesma velocidade que o nosso coração deseja. Às vezes, insistimos em acreditar que o outro enxerga a vida com a mesma honestidade, transparência e intenção que nós. E, por isso, a ficha demora a cair.
Demorei para entender que nem todo silêncio é dúvida, e que nem toda ausência precisa de explicação. Hoje, observo atitudes, respeito os sinais e escolho preservar a minha paz.
Sou inteira. Não procuro alguém que me complete. Procuro, na amizade e no amor, pessoas que queiram compartilhar a caminhada com verdade, clareza e reciprocidade.
O resto, eu deixo seguir. Quanto a mim, sigo em paz, sem ressentimentos e sem insistências. Afinal, quem não escolhe fazer parte do meu presente — seja no afeto da amizade ou no amor — naturalmente encontra seu lugar no meu passado. 🌿
Alexsándra Duárte
AJA COMO SE NADA TE INCOMODASSE
Aja como se nada te incomodasse. Não porque seu coração tenha se transformado em pedra, nem porque a vida tenha deixado de doer, mas porque você aprendeu que nem toda tempestade merece encontrar abrigo dentro de você.
Existem pessoas que provocam apenas para assistir ao incêndio que conseguem acender. Palavras que tocam feridas ainda abertas. Situações que despertam guerras silenciosas dentro da alma. É nesses momentos que começa o verdadeiro domínio de si: sentir sem se perder, sofrer sem se destruir e permanecer inteiro mesmo quando tudo ao redor convida ao desequilíbrio.
Quando alguém tentar diminuí-lo em público, não transforme sua dignidade em espetáculo. Respire, mantenha a serenidade e não desperdice sua voz tentando convencer quem se recusa a enxergar seu valor. Quem conhece a própria grandeza não precisa fazer barulho para provar quem é.
Quando o silêncio substituir a resposta esperada, não permita que a ausência de alguém se transforme na ausência de paz dentro de você. Nem toda demora é rejeição, mas algumas ausências trazem lições que o coração precisa aprender a aceitar. Há portas que não se abrem porque a vida está ensinando você a encontrar outros caminhos.
Quando a crítica vier carregada de maldade ou a injustiça tentar abalar suas certezas, recolha o que puder fazê-lo crescer e deixe o restante se perder no vento. Você não precisa guardar na alma tudo aquilo que o mundo despeja sobre você. Nem toda palavra merece raízes, nem toda ofensa merece memória, nem toda batalha merece sua presença.
E quando alguém ultrapassar seus limites, lembre-se: serenidade não é fraqueza, silêncio não é submissão e bondade não é permissão para o desrespeito. Às vezes, a resposta mais sábia é uma palavra firme; em outras, é a distância. Amadurecer também é saber partir sem ódio, estabelecer limites sem culpa e preservar a própria dignidade sem desejar a destruição de ninguém.
A verdade é que algumas pessoas não querem vencer uma discussão; querem apenas tirá-lo do próprio eixo. Esperam vê-lo perder o controle, justificar cada passo e sacrificar, em segundos de impulsividade, a tranquilidade que levou anos para construir.
Não entregue a ninguém as chaves da sua paz.
Você pode sentir a dor sem permitir que ela conduza seus passos. Pode se decepcionar sem transformar o coração em amargura. A maturidade não está em atravessar a vida sem feridas, mas em impedir que cada ferida decida quem você será.
Entre a provocação e a resposta existe um instante precioso: o espaço em que a consciência vence o impulso e a liberdade supera a necessidade de reagir. É ali que você escolhe se será arrastado pela tempestade ou se permanecerá firme, como uma árvore que sente a força do vento, curva seus galhos, mas não abandona suas raízes.
Talvez você não precise provar sua força a ninguém. Precise apenas proteger o que há de mais valioso em você: sua essência, sua serenidade e a liberdade de continuar sendo quem é, mesmo quando o mundo tenta transformá-lo em alguém que você nunca quis ser.
Porque a verdadeira força não está em fingir que nada dói, mas em não permitir que a dor o transforme naquilo que o feriu. Não está em nunca se abalar, mas em encontrar o caminho de volta para si mesmo sem perder a própria essência.
Aja como se nada te incomodasse, não porque nada possa feri-lo, mas porque você finalmente compreendeu que nem tudo o que o atinge merece permanecer.
Deixe que o mundo faça barulho. Você não precisa transformar cada ruído em tempestade, cada ofensa em batalha ou cada provocação em resposta.
A maior vitória é seguir em paz, que o mundo provoque, que as palavras tentem ferir, que as tempestades venham. Você já não precisa provar sua força a ninguém. Sua maior vitória será sempre esta: atravessar o caos sem permitir que ele faça morada em sua alma. Porque, no fim, vencer não é fazer o outro perder o controle — é não entregar a ninguém o poder de roubar a paz que você conquistou dentro de si.
"Para uns o o amor é..
Onde o coração descansa
e vive em paz
Um lugar onde a tempestade não alcança
Um sentimento delicado
Para outros o amor é saudade!
Um sonho, um espaço solitário
Para alguns é algo leve, alegre,
cheio de esperança e muita brincadeira
Já para outros é utopia, sofrimento, devaneio, dor
e medo de sofrer
Para mim o amor é ser o oceano, é sentir, é crescer, é o céu....
É viver junto do meu par...."
☆Haredita Angel
A palavra coragem vem da raiz latina cor, que significa "coração". Ter coragem, significa viver com o coração.
E os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica, na racionalidade.
Medrosos, fecham caminhos que podem levá-lo à felicidade.
Com teorias, conceitos e preconceitos perdem a oportunidade de amarem e serem amados verdadeiramente, é como se eles não merecessem tão grande sentimento.
Amar é ousar viver o desconhecido e confiar no seu coraçao.
☆Haredita Angel
Tia Rita
Enquanto seu coração batia,
eu a chamava Tia...
E ela só/ria...
Agora seu coração bate do outro lado
e quando chamo... Tia,
quem responde é a saudade!
Mas, a senhora ainda está aqui!
Pois ninguém parte assim,
deixando tanto de si!
Estarei aí com todos em pensamento e oração.
Socorro Oliveira Vieira
(Haredita Angel)
06.11.21
SILENCIOSAMENTE '
Amo-te no silêncio do meu coração,
Sob a luz da Lua, te amo no forte clarão,
Como abelha colhe o néctar da flor,
Não sei o que é isso, se isso não for amor.
Com belo sorriso, amarei-te sempre,
Do anoitecer, até ao romper da Aurora,
No silêncio desse amor, sou eu resiliente
No exato presente, ontem e agora .
Até o infinito amarei-te silenciosamente ,
Contemplando as estrelas, a lua e o mar,
Enquanto meu coração te anseia presente,
Ainda no silêncio, para sempre irei te amar .
Amarei-te em silêncio , secretamente,
Um amor sem fim imensuravelmente.
Amando -te assim , não sentirei sua rejeição,
Silenciosamente serás Eterno em meu coração
Maria Francisca Leite
Onde quer ir, longe de você mesmo?
Retorna ao teu coração
Você se tornou um estranho de si mesmo
Por força de perambular fora
Não se conheceu
Procura aquele que te criou
Volta
Retorna ao teu coração
Separa-te do corpo
Regressa ao coração
Lá habita o espírito
Liberta-se
2479 📜 "Se eu não sentir, que me importa se estou com o Peito ou com o Coração vazios? O que não pode estar vazio é Meu estômago, pois ele vazio... Eu sempre sinto e sinto muito!"
-
"Tudo mais é Filofia Rasteira ou Filosofia de Boteco, 'com prende'? Como dizia Minha Tia Horlanda: 'com prende?' Hum e AiAiAi!"
Aquietai o vosso coração, tudo que a Tempestade de Fora precisa — é saber o tamanho do Deus que vive nele.
Tenha fé, aquietai o vosso coração!
Porque, por mais que os ventos lá fora pareçam berrar tragédias e anunciar derrotas, eles, nada sabem sobre o tamanho do Deus que se levanta aí dentro.
A tempestade só mede forças com o que vê; nós, porém, só caminhamos sustentados pelo quanto cremos.
Aquietai o vosso coração!
A fúria do lado de fora só precisa descobrir que, dentro de cada um de nós, habita um Deus que não se intimida com ondas, nem se retrai diante de trovões.
Ele não entra em pânico, não se atrasa e nem negocia Sua soberania.
Aquietai o vosso coração!
Porque quando o interior se alinha à paz que vem do Alto, o exterior perde o direito de comandar o medo.
E a tempestade — por maior que seja — percebe enfim que jamais poderá derrotar um coração onde Deus faz morada.
Aquietai-o, portanto — não porque tudo está calmo, mas, porque Aquele que vive em nós, é infinitamente maior do que tudo que ousa rugir lá fora.
Assim seja, amém!
Que o nosso Coração alcance a Graça de se transformar em Manjedoura para o Filho do Homem!
Que ele se esvazie das vaidades que o endurecem, e se torne simples o bastante para acolher o Eterno.
Que a palha seja livre da mágoa, do ódio, do lixo e de toda e qualquer podridão.
Que aceite o frio da noite, o silêncio do anonimato
e a humildade,
porque foi ali — e não nos palácios —
que o Amor decidiu nascer.
Que sejamos manjedouras, não por mérito,
mas por rendição.
Lugar pequeno, porém disponível.
Pobre de si, rico de entregas.
E que, ao receber o Filho do Homem,
nosso coração aprenda o milagre maior do Natal:
não apenas celebrar o Cristo que vem,
mas sustentar o Cristo que permanece.
Feliz e abençoado Natal!
O grande Amor da nossa vida não é só quem Acelera nosso coração, mas também quem Desacelera nossa cabeça.
Porque amar não deveria ser viver em constante estado de alerta, tentando decifrar silêncios, justificar ausências ou adivinhar sentimentos.
O amor que realmente importa não é aquele que nos deixa presos à ansiedade de saber se somos suficientes, mas aquele que nos oferece a tranquilidade de simplesmente sermos nós mesmos.
Há pessoas que chegam e despertam borboletas no estômago, fazem o coração bater mais forte e transformam dias comuns em momentos inesquecíveis.
Mas existe algo ainda mais profundo: encontrar alguém diante de quem a alma consegue respirar.
Talvez o verdadeiro amor seja menos sobre a intensidade dos primeiros encontros e mais sobre a paz que permanece depois que a euforia passa.
É ter alguém que não alimenta inseguranças, que não transforma afeto em disputa, presença em prêmio ou silêncio em castigo.
É poder descansar no abraço de alguém sem precisar perguntar se amanhã esse abraço ainda estará ali.
Porque paixão pode incendiar.
Desejo pode estremecer.
Encantamento pode nos tirar o chão.
Mas, amor, quando é saudável, também sabe nos devolver ao chão — e permanecer ao nosso lado enquanto recuperamos o equilíbrio.
No fim, talvez o grande amor não seja quem nos faz sentir tudo ao mesmo tempo, mas quem nos ensina que não precisamos sentir medo para sentir amor.
É aquele alguém que acelera o coração quando chega, mas que, quando fica, faz a nossa mente finalmente encontrar silêncio.
E talvez seja essa a forma mais bonita de amar: encontrar alguém que não seja apenas motivo para o coração bater mais forte, mas também razão para a alma descansar.
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