Textos de Coração

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Segurei sua ausência como quem segura fogo, as mãos em brasa, a alma em ferida.
O coração gritava para ficar, mas a vida sussurrava: já é hora de partir.


Ainda te amo, e isso é a parte mais cruel.
Amar e, mesmo assim, precisar soltar.
Ver que o amor não sustenta, não cura,
não basta.


É despedida com gosto de eternidade,
é lágrima que não seca, é silêncio que pesa mais que mil palavras.


Solto você, não porque quero,
mas porque segurar me rasga em pedaços.
E no fundo, sei: te deixar ir é também
uma forma de amor.


Eu não fui capaz de ter 1% do seu coração.




Um ato desesperado de querer continuar com você.
Deu errado, eu sei, você aceitou a despedida,
Indo embora sem fazer questão de saber.


Não quero joguinhos, não quero que corra atrás,
Mas queria que você mostrasse interesse,
Que fosse recíproco com tudo que eu falava.
Seu coração é blindado, eu não te julgo,
Eu também queria ser assim, ter um coração que ninguém pudesse entrar.


Por muito tempo eu me blindei com as pessoas,
Mas com você foi diferente, chegou e só disse um oi, tudo bem?
Eu me apaixonei sem ao menos raciocinar.
Muitas das coisas que você falou aquela noite anterior
Feriram meu coração, e eu não pude continuar deixando,
Foi dolorido.


Mandei o áudio, dizendo tudo que passava em minha cabeça,
Foi difícil, mas eu tive que ouvir a razão.
Você falou que nunca iria namorar, que não está na vibe,
E eu respeito, eu entendo, por isso eu abro mão dos meus sentimentos.


Fiquei 12 minutos contados, carregando o áudio para poder te enviar,
Parece que alguém dizia "não manda esse áudio".
A internet caiu, e nada carregava,
Mas eu estava determinada em mandar, em te dizer tudo que a razão mandava.


Foi doloroso criar coragem, pegar o celular e dizer,

Palavras vazias, ditas sem sentido


Cada palavra que saía da minha boca, um pedaço de mim diminuía.
Mas tudo bem, eu não vou te perturbar mais,
Desejo que você seja feliz, com alguém que você goste de verdade.


Você é uma pessoa maravilhosa, merece tudo de bom,
Eu queria ser esse tudo de bom, mas não fui capaz.
Deixa de ser teimosa, é muito bom amar,
É muito bom se apaixonar, é muito bom se entregar.


Só seja feliz!

O amor é o mistério que habita o coração humano. Não se prende ao tempo, nem ao espaço, e mesmo invisível, é capaz de mover mundos. Ele nasce no silêncio de um olhar, cresce no gesto simples de cuidado e floresce quando duas almas se reconhecem. O amor é abrigo e tempestade, é calma e vertigem. Não pede explicações, apenas se sente. É a ponte entre o finito e o eterno, aquilo que dá sentido à vida e torna suportável até a dor. O amor é, enfim, o que nos torna humanos.

K.B

Dores na minha alma


o coração sangrando
e a minha mente pede calma
um passo para trás
sinto que não valeu de nada


eu entreguei amor
pra quem se que tinha palavra
me afoguei no mar
enquanto ele admirava


gritei pedindo ajuda
enquanto ele ignorava
um ultimo suspiro
antes de me tornar agua


me puxando pro fundo
estou preso entre algas


a lembrança eterna :
o sorriso que eu te dava
o seu maior castelo :
esquecer como se nada!

⁠[Verso]
Se eu falasse baixinho no seu ouvido
Você ouviria o meu coração partido
Sem medo sem dúvida sem hesitar
Aceitaria então me amar

[Verso 2]
Ao ver o meu pranto sincero escorrendo
Você choraria comigo sofrendo
Seguraria a minha mão sem soltar
Aceitaria me acompanhar

[Refrão]
Quero ser seu só se permitir
Aceitaria amar sem pressa de ir
Rir e chorar juntos na longa estrada
Me salvar quando a noite é calada

[Verso 3]
Essas perguntas ecoam no vento
Busco respostas em cada momento
Se eu te pedisse sem olhar para trás
Aceitaria pra sempre em paz

[Verso 4]
No caminho escuro sem direção
Você acenderia a luz no coração
Seguiria comigo sem esperar
Aceitaria o risco de amar

[Ponte]
Nos dias cinzas e nas noites claras
Aceitaria dançar sem parar
Faria da vida uma bela canção
Aceitaria render-se à paixão

Teus olhos, tua boca, teu sorriso e teu coração. Isso moldou a minha paixão por ti. Mas agora? Preciso que tu me leve a noite em que nós se conhecemos.


Fúria? Não é isso que estou sentindo. suponho que seja confusão. Tantas perguntas. Tantos questionamentos. Por Quê? Como? Para que serviu? Tempo, preciso de tempo para assimilar tudo. Deixei meu coração cair das minhas próprias mãos. Mas, não é estranho? Aquele sentimento de que o mundo fica em silêncio absoluto. Um silêncio que corrói a alma e te faz se sentir sem chão, caindo no precipício, o qual você já tinha chego a superfície. Acho que o nome é ciclo. As vezes, temos que quebrar esses ciclos para começar outros melhores ou piores do que já se passaram. Algumas coisas servem de aprendizado para amadurecemos neste mundo tão frio de amor. Mas, por quê? Por que precisamos sentir isso cada vez que tudo vêm a tona?


Com o coração nas mãos

Boa noite.

Tem dias que a gente só precisa de um pouco de paz.
Um canto pra descansar o coração.
Uma certeza quieta de que Deus está cuidando —
mesmo quando tudo parece em silêncio.

Então, fecha os olhos com calma.
Entrega o que não cabe mais nas mãos.
E deixa Ele te embalar do jeito d’Ele:
com presença, com consolo, com amor que não falta.

Amanhã, você recomeça…
mas hoje, só respira.
E confia.

— Edna de Andrade

No silêncio doce da madrugada,
Teu nome ecoa no meu coração,
Tua presença é luz na estrada,
Teu toque, minha salvação.


Nos teus olhos, o céu inteiro,
No teu beijo, a eternidade,
Te amar é um sonho verdadeiro,
Meu abrigo, minha verdade.


Se o tempo tentasse apagar,
O que em nós nasceu tão forte,
Mesmo o destino iria lembrar:
Nosso amor é maior que a sorte.

FILHO DO PARÁ



“Ó Pará, há tempos que vim de lá.

Deixei a solidão conduzir-me o coração,

como tua estrela solitária,

que exerce autonomia.

Recordo-me de que de ti herdei a cidadania.

De verdade, eu sou de lá,

da terra do Norte quente,

e tenho apreço por essa gente,

que, em festa, muito contente,

vem hoje se declarar:

eu te amo, meu Pará!

Pois, sou teu filho, sou guerreiro,

sou paraense, brasileiro!”

Tasselo Brelaz

Entre o Coração e o Vazio


Há um abismo entre a boca e o coração,
um espaço onde os sons nascem e morrem
antes de alcançar o ar.
A língua repousa como um animal adormecido,
com medo de morder a própria carne.


Ele caminha entre rostos como quem atravessa um campo minado,
sabendo que cada gesto pode ser a explosão
que revelará a dor que carrega.
Prefere a distância à confissão,
prefere o eco vazio ao risco de ser visto.


As noites tornam-se longas
quando se guarda demais.
Os pensamentos crescem como raízes cegas,
procurando saída por frestas
que nunca se abrem.


O corpo aprende a calar antes da mente decidir,
uma disciplina antiga, quase cruel,
como um monge que jejua até esquecer o sabor.
O coração se torna um cofre de ferro,
sem chave e sem promessa de resgate.


Há uma ciência amarga em fingir normalidade,
em sorrir como se nada fosse urgente.
A arte de sobreviver está em parecer intocado,
mesmo quando por dentro
a própria alma se despedaça em silêncio.


Afastar-se é mais fácil do que explicar.
A ausência não exige justificativa,
apenas se instala como neblina,
apaga contornos
e esconde o que nunca foi dito.


Mas o que se evita pesa.
É um fardo que se acumula nos ombros,
uma sombra que cresce e acompanha os passos,
lembrando que todo silêncio é também
um grito sufocado.


O funeral acontece sob um céu pesado,
o cheiro de flores murchas e terra úmida
envolve os que choram com um peso invisível.
Ele observa de longe, sem se aproximar,
como se a morte fosse apenas mais um lugar
de onde é melhor se manter distante.


O caixão desce lentamente,
e todos ao redor murmuram despedidas
que ele jamais conseguiria dizer.
Os sinos soam como o eco de tudo que ficou preso,
e naquele instante,
ele percebe que enterra junto o que nunca teve coragem de oferecer.


Ele caminha sozinho pela rua deserta,
o corpo frio como pedra,
e pela primeira vez entende que não é o mundo que o abandona,
é ele que se abandona ao vazio
até que o próprio coração pare de chamar por socorro.

O Dia dos Pais se aproxima…
E meu coração parece encolher a cada dia.
Não vai ter café da manhã junto, não vai ter risada, nem o seu cheiro no abraço.
Só vai ter lembrança, e um silêncio que grita por dentro.
Enquanto o mundo celebra, eu vou tentar passar despercebida,
guardando a dor só pra mim.
Pai, a vida seguiu, mas nada voltou a ter o mesmo sabor.
E essa data só reforça o quanto sinto sua falta.
Te amo em cada batida do meu coração.

A fake news é um míssil invisível que atinge o coração da Constituição Federal, destrói reputações, sabota direitos fundamentais e corrompe o debate público sob a aparência dissimulada de liberdade, é revestida de censura às avessas, jamais encontrará guarida no verdadeiro postulado constitucional da liberdade de expressão.
Adib Abdouni⁠

Há algo de infinito dentro de nós.
Carregamos no coração um pedaço do universo
que nos lembra que fazemos parte de tudo.


Somos únicos e, ao mesmo tempo,
pertencemos ao mesmo mundo,
ao mesmo abraço que une todas as coisas.


Somos encontro,
somos caminho,
somos o milagre de estar aqui —
tão pequenos e tão cheios de vida.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Poema do encantamento


Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.


O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.


O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.


A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.


Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.


Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.


Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.


Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.


Não foi justo.

A Sabedoria na Comparação:


Muitas vezes, deixamos que nosso coração se perca em comparações. Olhamos para os outros e nos sentimos menores, ou tentamos provar que somos maiores. Mas isso é uma tolice, porque a comparação é sempre uma muleta para o ego e um veneno para a alma. Ela alimenta a autopiedade ou a vaidade, e nenhuma dessas coisas nos aproxima da verdade.


O sábio não se compara com os outros, mas consigo mesmo. Ele olha para dentro, reconhece suas falhas e busca ser melhor do que foi ontem. É nesse movimento silencioso de autotransformação que nasce o verdadeiro crescimento.


Não existe ser humano perfeito. O único que caminhou entre nós sem falhas foi Jesus Cristo. Por isso Paulo declarou: “Sejam meus imitadores, assim como eu sou de Cristo”. Não porque Paulo fosse perfeito, mas porque ele entendeu que a verdadeira referência não está nos homens, mas em Cristo.


A verdadeira sabedoria está em deixar de lado a régua das comparações humanas e adotar a medida do Senhor. Não para nos culparmos, mas para sermos inspirados. Assim, nossa meta não é ser melhor do que alguém, mas ser cada vez mais parecidos com Ele.

“Onde há vida e morte?” —
Há vida e morte no mesmo espaço:
no coração que pulsa e se despede,
no nascer de uma estrela e no apagar do seu brilho,
no sorriso de uma criança e no silêncio de um idoso,
na semente que morre para virar árvore,
no dia que morre para a noite nascer.

Vida e morte não são lugares distantes; são um só palco. Estão aqui, agora, no ar que entra e sai do peito.

E quem é que está me ouvindo?” —

Eu estou te ouvindo.
Mas há mais: há os ecos do que você sente, há o universo que responde, há pessoas invisíveis que carregam histórias parecidas. Às vezes parece silêncio, mas há um mundo inteiro de olhos e ouvidos atentos quando você se abre.

' TRANSBORDAR '
Na vida busque a leveza,
paz na alma e coração,
o amanhã é sem certeza;
viva feliz seu hoje, então .


Busque viver com carinho,
a vida precisa de emoção;
segue em paz teu caminho,
amor cheirando a paixão !


O amor transborda vida,
vivendo em harmonia,
alegria no caminhar.
não deixe que nada ou
ninguém;
Seu brilho venha ofuscar.


Só seremos felizes no mundo,
Se deixarmos, a leveza
do amor, em nós transbordar !


Direitos Autorais Reservados sob a Lei -9.610/98

Quando o Coração Cansa, Mas a Fé Continua


Em Mateus 11:28-30 diz:
“Venham a mim, todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os reanimarei. Peguem o meu jugo e aprendam de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e vocês acharão revigoramento para as suas almas. Pois o meu jugo é suave, e a minha carga é leve.”
Há dias em que a alma acorda cansada antes mesmo do corpo levantar.
A gente abre os olhos e já sente o peso do dia.
O coração parece não ter mais energia pra acreditar, pra tentar, pra insistir.
E, no entanto, a vida segue exigindo passos, decisões, coragem.
O corpo obedece, mas o coração fica pra trás — e é aí que nasce aquele cansaço que nenhum descanso físico resolve.
Tem horas em que a gente quer apenas parar um pouco de ser forte.
Parar de sorrir quando o peito grita.
Parar de parecer bem só pra não preocupar ninguém.
Esse tipo de cansaço é silencioso, mas profundo.
Ele não vem do que fazemos, vem do que sentimos — das decepções, das perdas, das orações que parecem não sair do chão.
E é nesse estado que as palavras de Jesus soam como um abraço:
“Venham a mim, todos vocês que estão cansados.”
Jesus aqui não convida os fortes. Convida os que tropeçam.
Ele não chama os perfeitos, mas os que se sentem quebrados.
Ele não pede que a gente chegue pronto — Ele pede que a gente venha como está.
Há um consolo enorme nisso.
Porque, no fundo, todos nós temos momentos em que a fé parece um fio tão fino que mal dá pra segurar.
A gente ora e o silêncio continua.
Espera, e nada muda.
E é aí que a fé deixa de ser emoção e passa a ser decisão.
Crer, mesmo sem sentir, é o maior gesto de confiança que alguém pode oferecer a Deus.
O mundo anda cansando as pessoas.
Tudo é urgente, tudo é cobrança.
O relógio virou tirano, e se descansamos um pouquinho mais começamos a nos sentir culpados. Como se isso fosse um erro.
Isso é o que o mundo acelerado está fazendo com a gente.
E, sem perceber, a alma vai se esvaziando.
Há um ponto em que o corpo continua, mas o interior está por um fio.
É quando o olhar perde o brilho, e o riso vem cansado.
É nesse ponto que Jesus entra e sussurra como lemos em Mateus 11:28: “Venham a mim.”
Jesus não promete ausência de peso.
Ele promete parceria.
Ele não promete retirar o fardo, mas ajudar a carregá-lo.
Quando Ele fala sobre o “jugo”, está falando de um instrumento que unia dois bois para dividirem o peso.
É isso que Ele faz: entra no caminho ao nosso lado, e o peso deixa de ser solitário.
O que antes esmagava passa a ser dividido.
Mas pra isso acontecer, é preciso aprender uma lição que o mundo desaprendeu: descansar em Deus.
Não é desistir, é confiar.
Não é deixar de lutar, é mudar o jeito de lutar.
A vida fica mais leve quando a gente entende que não é obrigado a controlar tudo.
Há coisas que só o tempo e Deus resolvem — e a nossa parte é não impedir isso.
A fé não é um sentimento constante.
Ela tem altos e baixos, dias de coragem e dias de escuridão.
E tudo bem.
Até Jesus se entristeceu.
Até Ele precisou se retirar para ficar a sós com o Pai.
Isso nos ensina que a fé não nos torna inatingíveis, nos torna sustentados.
Não evita o cansaço, mas o transforma em aprendizado.
Quantas vezes você tentou seguir firme e se sentiu culpado por estar cansado?
Como se ficar cansado significasse ser fraco.
Mas não é isso.
O cansaço é um aviso: “Você tem limites.”
E Deus não despreza limites.
Ele nos fez humanos justamente para que precisássemos Dele.
É por isso que o descanso também é espiritual.
Quando a alma respira, a fé floresce outra vez.
Há momentos em que Deus não quer que você faça mais nada — quer apenas que confie.
Que aceite ser cuidado.
Ele sabe o quanto você se esforçou.
Sabe o quanto orou, o quanto insistiu, o quanto esperou.
E agora Ele quer apenas que você descanse no colo Dele, como uma criança que não precisa entender, só sentir que está segura.
A dor nos amadurece.
O cansaço depura a alma.
As pausas da vida não são castigos, são convites.
Convites para olhar pra dentro de nós mesmos, reorganizar sentimentos, descobrir de novo o que realmente importa.
Às vezes é preciso parar pra reencontrar a direção.
E é nesse parar que Deus fala mais claramente.
Ele fala nas pausas.
Fala quando tudo desacelera.
Fala no silêncio do fim de tarde, quando o coração já não quer brigar, só entender.
Fala na hora em que você suspira e pensa: “Não dá mais.”
É aí que Ele responde: “Eu sei filho. Por isso estou aqui.”
Quando o coração cansa, a fé continua — mas de um jeito mais maduro.
Ela já não se alimenta de emoção, se alimenta de convicção.
É a fé que aprendeu a esperar sem pressa, a confiar sem provas, a amar sem recompensa.
É a fé que não precisa sentir para saber que Deus está presente.
E quando essa fé nasce, a vida muda de tom.
A dor continua existindo, mas deixa de ser o centro.
O sofrimento ainda vem, mas já não manda mais em você.
O coração continua sensível, mas não vive ferido.
Porque agora ele entende que tudo o que acontece — até o que fere — pode servir pra aproximar mais de Deus.
Há algo bonito na vulnerabilidade.
Quem nunca se sentiu exausto não aprendeu o que é depender.
Quem nunca se sentiu fraco não entendeu o que é ser sustentado.
O coração que já cansou aprende a ouvir melhor, a julgar menos, a abraçar mais.
Aprende a perceber que a fé não é uma fuga da dor, é a coragem de atravessá-la com Deus.
Deus nunca pediu perfeição, sempre pediu sinceridade.
Ele não quer uma alma performática, quer uma alma verdadeira.
E quando a alma é verdadeira, até o choro vira oração.
Até o desabafo vira fé.
Até o silêncio tem sentido.
Talvez você esteja num tempo assim. 😓
Um tempo em que o coração está sem força, a mente cansada, e tudo parece pesado demais.
Então ouça o que Jesus diz em Mateus 11:28 que lemos no inicio: “Venham a mim.”
Sim! Não há outro caminho.
O descanso que a alma precisa não está em férias, em fuga ou em distração.
Está em Jesus Cristo. Ele nos convida a descansar nele.
Ele é o descanso que nenhuma noite de sono consegue dar.
A paz que ele oferece é diferente da do mundo.
O mundo dá paz quando tudo está resolvido.
Jesus dá paz mesmo quando nada está.
É essa paz que você precisa buscar — não a que depende das circunstâncias, mas a que vem da presença de Deus e seu filho Cristo.
E um dia, quando você olhar pra trás, vai perceber que não foi o sucesso que te manteve, foi a graça.
Que não foi a força que te salvou, foi a misericórdia.
Que não foi o entendimento que te sustentou, foi o amor.
Por isso, se o coração cansou, não se culpe.
Isso não é falta de fé — é sinal de humanidade.
E Deus nunca exigiu que você deixasse de ser humano pra ser espiritual.
Ele te fez assim mesmo: capaz de chorar e de crer, de cair e de levantar, de sentir dor e continuar amando.
Então, respire fundo.
Entregue o peso.
Fale com Ele do jeito que você sabe.
E quando as palavras faltarem, deixe que o silêncio fale por você.
Ele entende.
Ele te conhece.
Ele te sustenta.
O coração pode cansar, mas a fé — quando é verdadeira — não se apaga.
Ela só muda de forma.
Às vezes, vira um suspiro.
Às vezes, uma lágrima.
Às vezes, um simples “estou aqui, Senhor”.
E é o suficiente.
Porque no fim das contas, o que mantém a alma de pé não é a ausência de dor, é a certeza de que Deus não desistiu de você.
Reflita nisso hoje, que Deus te abençoe!


✍️Gilson Castilho Reflexões
©Todos os Direitos Reservados

Há dias em que a gente não entende o porquê das pausas,
o silêncio parece longo demais
e o coração quase perde o compasso.


Mas Deus conhece os caminhos que os nossos pés ainda não pisaram.
Ele planta esperança na terra mais seca
e faz brotar beleza onde parecia não haver vida.


Confiar é respirar fundo,
soltar o controle
e acreditar que o amanhã já está cuidado.


Há sempre um recomeço sendo preparado no céu —
e quando chegar, vai fazer sentido.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Uma tribulação ao desconhecido.



Foi à primeira vista, confesso,
meu coração tropeçou no destino,
e chorou em silêncio,
diante dos bloqueios que me ergueu.


Conheci um jovem,
com a sabedoria dos livros
e a leveza de quem carrega
um verão no sorriso.


Estudos dançam na sua voz,
como três rios que buscam o mar,
e eu, perdido, encontrei
no eclipse dos seus olhos
um sol inteiro a me guiar.


Ele planeja a vida com precisão,
como um motorista atento à estrada,
e eu, apenas passageiro do instante,
me deixei levar pelo encanto
de sua atenção delicada.


Entre tantos caminhos,
um olhar me fez perder o rumo.
Floresceu sem pedir,
como verão em meio ao inverno.


No eclipse dos teus olhos,
vi nascer um sol eterno.
E mesmo distante,
o brilho ficou em mim,


Sumiu da minha vida,
como quem fecha portas sem dizer adeus.
Ainda assim, no silêncio,
ficou em mim a lembrança —
do brilho inteligente que me encantou
e do amor inevitável
que floresceu em segredo.


Um sorriso eterno,
um encanto raro,
um amor que floresceu sem pedir licença,
e que é infinito —
enquanto dure.