Textos de Amor Passado
Voo imparável e com intenção.
Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.
Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.
Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.
Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o que irá acontecer
para a gente nunca mais se perder.
Entrega o que o peito e o tempo
têm silenciado porque não há
motivo para manter segredado,
Embora não saiba quem é você,
de longe te sinto apaixonado.
Confia, não tens o que temer,
da minha parte só espero
o seu sinal para começar a viver.
Quero ver o seu rosto,
sentir a sua presença corpo,
e deste pertencer ter orgulho.
Não há o que ser consertado,
nada em nós foi quebrado,
apenas seguimos o curso
dos ventos, no Mataralcito,
e dançamos os ritmos bolivianos.
Não buscamos fazer planos,
nos entretemos com o tempo
e com o som da palma zunkha;
Os corações seguem intactos
não querendo viver mais
de compromissos adiados.
O relógio e o tempo são invenções humanas,
criadas para o amor desafiar e subverter.
Amar de verdade é só para quem tem
coragem de sair de si para no outro viver.
Não existe erro e nem acerto na rota,
e sim alinhamento em uma só trajetória;
É só prestar um pouco mais de atenção:
estão abertas a porta e as janelas do coração.
O Ipê-amarelo-da-mata em floração agostina
em Santa Catarina dirá muito dessa confissão
que no embalo romântico têm sido escrita.
Somos livres. Não haverá nada que nos impeça
seja na água, no ar ou mesmo aqui na terra,
porque com pressa ou sem, só amar nos interessa.
Encontrar no Araguaney em flor,
como prova de amor e lirismo
latino-americano no coração,
nas tuas mãos se entregar
no embalo emotivo do Joropo,
como o curso do Rio Orinoco.
Deixar que a urgência de amar
domine absoluta os sentidos,
e que se cruzem os destinos
no mesmo passo e ritmo,
para que não se conheça
mais os anteriores caminhos.
Entender que o amor é mistério
que não precisa ser explicado,
mas que precisa ser vivido
intensamente acompanhado
com desejo, entrega e calor,
contigo gamado aqui do meu lado.
A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.
Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.
Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.
Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.
Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáveis do coração.
Tua ginga de Rio Lempa
rompe qualquer dilema.
És o meu bonito par,
sob medida para dançar
o Xuc até o sol raiar,
com a delícia de amar.
Somos as linhas previstas
por Roque Dalton:
a continuação, a celebração
e a inelutável sedução.
Crescemos almas ardentes
no crisol da rebelião.
O charme da minha saia
capturou a tua atração.
Diante de tal rendição,
entreguei-me à perdição.
A tua existência tem sido
motivo da minha devoção.
Como sintoma de amor
e de paixão, contando
com a sombra da Caoba,
o meu coração canta
canções de Merengue
como o Rio Yaque del Norte
canta ao encontrar o mar.
É bem deste jeito intenso
que vamos nos enveredar.
Meu é todo o seu amor,
e assim sou o teu amor;
e é assim que, enamorados,
nós vamos nos encontrar.
Não há nada que distraia
quando há vontade de amar,
seja na República Dominicana
ou em qualquer outro lugar.
No teu ouvido tu haverá
de ouvir o meu chamado
de amor baixinho até vir
me encontrar e para mim se dar;
E deliciosamente vou retribuir,
e de nós orgulho vamos esbanjar.
Com amor e guarânias
tu hás de nos alegrar,
E os meus cabelos
tu hás de enfeitar
com o véu de ñanduti.
Porque só de ti não
quero outro destino;
Não me importa que
digam que ainda
hoje crer no amor
seja um real desatino.
Saborearemos juntos
o mais doce mburukujá,
Desejamos que a lenda
permaneça onde está:
amar hoje é possível.
O melhor do amor
assim nós queremos,
O Hemisfério Austral
em ritmo inaugural
nos prepara o incrível.
Sentir, mesmo sem ver,
o teu amor ardente,
é próximo de encontrar
o próprio reflexo na beirinha
do rio em tempo aberto.
O que nos pertence só tem
a ver com o que é liberto.
Diante da florada da Faya Lobi,
enquanto o rio arpeja,
Watramama quebra a regra
e o seu pente de ouro empresta;
A última coisa que penso:
são nos causos e lendas.
Com os olhos fechados,
confio nela serena,
porque, sem dizer nada sobre nós,
percebo que ela quer me ver plena,
para o nosso amor que vale a pena.
Sentir profundamente o ar
do Arquipélago de Bocas del Toro,
no amor da gente mergulhar
e entrar no espírito do lugar.
Perceber o cortejo do tempo
e das orquídeas do Espírito Santo
para nós dois florescendo,
deixar que o sentimento
de amor continue nos movendo.
Dizer sim para o melhor da vida,
para o que é sedutor e o que é poesia,
de mãos dadas na Praia Estrela
nos entregar à jura bonita e serena.
Plenamente viver para nós, sem
deixar que os nós do mundo nos capture,
para que no tempo tudo nosso perdure,
e não seja dado motivo para que não dure.
Assumo que orbitando ao seu
redor aguardo o seu próximo
passo a ser dado com amor,
Quero que sejas meu inteiro,
e não seja de qualquer jeito.
A história de amor impossível
de Ometepetl e Nagrando
continua incrível e ecoando.
Não nego para ninguém que
contigo continuo sonhando.
Tornar o nosso amor possível
está nas nossas mãos:
para viver a amando sob
a florada da Sacuanjoche — ou não —,
para escolher a primavera
como a nossa principal estação.
Viver as auroras da Nicarágua
sob a nossa regra e sedução,
Celebrando ritmos e os sabores
com todo o maior amor paixão,
tenho pedido à Deus com devoção.
[Para a honra da mútua rendição...]
Depois de cruzarmos
os cem metros em direção
à Caverna do Amor,
render-me mansamente
aos seus predicados,
Permitindo que os meus
cabelos sejam trançados
pelas suas amáveis mãos,
Algo sempre me disse
que os caminhos
para nós já estavam traçados.
Contemplar a bela floração
da Orquídea da Virgem
com o coração em rendição
sob a aurora hondurenha;
Não tem nenhuma explicação
ainda de antever esta cena
com inexplicável clareza.
Reconhecer que este tempo
todo, em vez de conversar
com qualquer um,
estava sempre escrevendo
um novo poema,
Esperando que um dia
você aparecesse,
e por acaso não acontecesse,
assim permaneceria
até o destino assim permitisse.
[Sem saber quem é você,
percebo que estás presente,
embora não esteja fisicamente.]
Cercar-me de monjas blancas,
ao meu redor para receber
de corpo e alma o teu amor,
embriagar-me no teu fragor
e derreter-me do teu andor.
Desfiar os raios de sol e da lua
para tecer um huipil com
a imagem da tua alma de colibri:
assim tem sido com devoção
desde o dia que te descobri.
Deixar-te livre para que revele
o que sei que também sente,
para que me entregue o melhor,
e eu retribua com o que há de maior;
para que se confirme que é amor.
Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos teus
sedutores olhos.
Se você irá entender,
realmente não sei;
da minha parte,
pistas e poesia dei.
A expectativa, bem
próxima da florada
da Guaria Morada,
continua vívida,
embora recolhida,
desenhando na beira
do mar na Costa Rica
Com leveza, romance,
calma e delicadeza,
com os fios do tempo,
sedutora irei tecendo
o seu pertencimento,
embora convicta assuma
a apaixonada urgência
da partilha do sentimento.
À espera do consentimento...
.
Na tua companhia, diante
de Gros Piton e Petit Piton,
pedir a proteção ao amor
para Yokahu e Atabeyra,
e confiar que cresça
como uma rosa protegida
no jardim de casa,
é o que desejo, acima
do caos que ao redor sitia.
Confio em ti como você
em mim inteiramente confia.
Em mãos eu hei de receber
a minha tiara trançada
com margaridas tropicais,
com gratidão e alegria.
A espera tem sido longa,
e algo diz que chegará
este nosso celebrante dia.
Nossas bocas emudecidas
não conseguem frear
os desejos e venerações
entre todas as auroras,
Embalamos fascinações
além de todas as horas:
cumpriremos as intenções.
Chimichurri é muito parecido
com o meu amor no prato.
Na parrillada ou churrasco,
não me esqueço do que é bom da Argentina,
e faz o coração apaixonado.
Este coração é sul-americano,
plenamente amoroso e devotado:
não há nada que faça olvidar
de tudo o que merece ser lembrado.
O meu olhar diante dos teus sinais
baila o chamamé bem dançado.
Ah, quem dera que o sentir fosse comportado...
Não há interesses mais confusos e covardes quanto aos que confundem amor com carência, e acabam após saciados.
Porque o Amor Verdadeiro não se esgota quando a fome é saciada — ele nasce justamente quando o outro deixa de ser remédio para a solidão e se torna companhia na inteireza.
A carência só quer preencher um vazio; o amor, transbordar!
Quem ama pela falta, consome, desgasta e até usa o outro.
Quem ama por plenitude, compartilha o que tem de mais inteiro.
Por isso, é tão fácil ver relações que começam com tanta intensidade e terminam em silêncios tão ensurdecedores — eram tão somente gritos de necessidade disfarçados de afeto.
O amor não almeja saciedade, mas sim, permanência.
Aprendi que tudo feito com muito Amor e Carinho dá certo…
Inclusive Brigar!
É raro alguém conseguir Brigar com tanto Amor e Carinho, sem deixar o pincel cair de propósito — só para rabiscar o perdão no meio da discussão.
Porque certas brigas nascem apenas para nos lembrar que o Abraço é o ponto final mais bonito…
Os abraços grandes, os memoráveis, nascem das mãos livres… e dos corações presos — ao desejo de amar.
Com carinho — à prima, Elaine Ferreira.
O amor não se sustenta nem se eterniza só na calmaria, mas também na fidelidade nas tempestades.
Na saúde, na doença e na eterna gratidão por estarmos juntos.
Sem revolta, passamos o Natal no hospital.
Sabíamos — e seguimos sabendo — que o Grande Aniversariante veio pelos doentes.
Sem revolta, passamos o réveillon no hospital.
E hoje, sem revolta, passaremos também o nosso aniversário de casamento no hospital.
Porque sabemos que estar juntos não é circunstância — é aliança: na saúde e na doença.
Naquele que tem autoridade até sobre a tempestade, confiamos:
Ele jamais permitiria que a atravessássemos se não pudesse dominá-la.
Mas ainda assim, Pai Amado, humildemente Te suplico:
restaura a saúde da mulher da minha vida —
aquela que me deste por esposa.
Toca seu corpo com a Tua cura,
acalma sua alma com a Tua paz
e renova suas forças dia após dia.
Dá-nos vigor quando o cansaço insistir,
silêncio quando o medo tentar falar mais alto
e esperança quando os dias parecerem longos demais.
Sustenta-nos na travessia
e permite que, ao final dela, saiamos mais inteiros,
mais gratos
e ainda mais unidos em Ti.
Que o Pai Amado continue abençoando a nossa jornada!
A Ti, Pai, gratidão por mais um ano de casados!
Amém!
Talvez não haja Dor que supere a de beijar a Testa Gelada do nosso Grande Amor num caixão.
Há despedidas que não encontram palavras suficientes.
O silêncio pesa muito mais do que qualquer discurso, e o coração tenta aceitar aquilo que a alma insiste em negar.
Nesse instante, compreendemos que o verdadeiro amor não se mede apenas pelos dias felizes, mas pela imensidão da saudade que fica quando a presença vira memória.
Quem ama de verdade, nunca está preparado para dizer adeus.
Restam as lembranças dos sorrisos compartilhados, das mãos entrelaçadas, dos sonhos construídos e da gratidão por cada momento (com)partilhado.
A morte pode até interromper uma história nesta terra, mas jamais poderá apagar um amor que marcou uma vida inteira.
Hoje, entre lágrimas, medos e saudade, só consigo dizer:
Vá em paz, amor da minha vida, Célia Maria!
E, mesmo com o coração dilacerado, elevo meus olhos aos céus e agradeço:
Gratidão, Pai Eterno, Pai Amado, por ter me emprestado a mulher da minha vida por mais de três décadas.
Que eu tenha forças e hombridade para honrar tudo o que vivemos, e para carregar comigo o legado de amor que ela deixou.
Talvez uma das maiores provas de que o amor existe seja exatamente a tamanha intensidade da dor da despedida.
E, talvez, não haja dor que supere a de beijar a testa gelada da pessoa mais amada da sua vida num caixão.
Vá em Paz, amor da minha vida!
