Textos de Amor Não Melosos

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Meia-noite

Às meia-noite eu sou teu
Às uma és minha
Às duas somos um do outro
Às três somos do mundo
Às quatro somos das estrelas
Às cinco somos da lua que está por ir
Às seis somos do sol que está por vir
Às sete somos ar fresco da manhã
Às oito somos das rotinas do mundo massante
Às nove somos entregues ao estudos
Às dez continuamos nos estudos
Às onze o cansaço dos estudos surge, e com ele,
o pensamento nos "amanhãs" que se tornarão "hojes" ao seu lado!

Minhas botas surradas
Já me levaram a tantos lugares e já viram tantas coisas.

já caminhei pelo mundo, já voltei pra casa, já sai de volta.
Já andei a pé, já andei de carro, já andei a cavalo, já andei ajoelhado.

Já me viu na fé, já me viu orando, rezando, abençoando, clamando a Deus e a nossa senhora, já me viu quebrantado e reconstruído pelo amor divino e já me viu revigorado.

Já viu amores virem, já viu amores partirem, já viu amores ficarem, já viu amores sumirem.

Já me viu sorrir, já me viu chorar, já me viu cantar, já me viu orar.

Já me viu deitado, já me viu ajoelhado, já meu viu de pé e já me viu a caminhar.

Minha botas surradas;
já viu quem veio, já viu quem foi, já ja viu que foi e voltou, já viu quem decidiu ficar, já viu que decidiu partir.

Já viu as lições, os meus aprendizados, as minhas conquistas e os meus resultados.

Já me viu com amigos, com inimigos, com colegas e apenas com conhecidos.

já me viu sozinho, já me viu acompanhado, já me viu em família, me viu com meus pais e meus filhos, já viu minha vida.

Já presenciou vitórias, já viu derrotas, já viveu dias de lutas e já viveu dias de glórias.

Já me viu na lida, já me viu no campo e na cidade, já me viu sonhando e já me viu na realidade.

Minhas botas surradas já não são mais novas, nem as mais modernas ou as novidades, mas fazem parte de um caboclo com Histórias vividas, contadas, cantadas, e moldadas pelos caminhos percorridos por todas essas estradas.

Não, elas não são novas, são surradas, mais nelas possuem verdades, possuem valores, sabedorias, aprendizados e muito pó dessas estradas.

Minhas botas surradas, estão cansadas, já percorreram muitos caminhos, sinto que chegou a hora de aposenta-las.

Mas não de tirá-las da minha vida, ou da minha história, ou da minha jornada.
Elas estavam comigo quando mais precisei e vão estar comigo para onde eu irei.
Não mais sendo usadas, mas ali guardas em um lugar onde ela possam ver as novas caminhas, as novas estradas.

Minha botas surradas hoje descansam de sua jornada.

Autor
Roberto Viegas
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Eu amava, na real eu amo
Na verdade gostava, bom eu ainda gosto
Eu era apaixonada, eu ainda sou
Mas no final tudo isso se chama amor
Eu poderia ter todos gatinhos na minha casa
Pra cuidar e me sentir aquela velha louca cheias de gatos
Mas não adiantaria fugir da única coisa que me deixou.... os rastros
Você foi embora, mas deixou pegadas,
E ca estou eu querendo saber se mudou o número que calçava
Fui apegada, agora me sinto como devesse largar
Ouço melodias do som das ondas quebrando
Me pergunto se todos esses pensamentos significa que estou desapegando?
Mas do que eu poderia desapegar?
Desapegar de me pegar imaginando seu sorriso idiota?
Desapegar de lembrar das noites tardes que fui ao seu encontro?
Desapegar da forma louca que penso em te agarrar?
Será que é desapegar das memórias?
Como seria acompanhar o ritmos das ondas indo e voltando? Elas me parecem amores que passam em nossas vidas, vão e voltam cada vez maior ou menor, depende da força do vento parar criar a onda, então significa que depende da situação que trouxe a pessoa em nossa vida para saber o quão profundo vai ser meu sentimento por ela?
As vezes penso que a melhor onda que surfei e que o vento me trouxe com todas as forças foi você, e o mais triste foi que você fechou antes mesmo de eu terminar de pegar a onda....
Um vez alguém me disse algo interessante
Se no universo existir diversas dimensões de nós mesmo, significa que algum “eu” meu encontrou o amor.... acho que o meu “eu” dessa dimensão nasceu para ser a velha louca cheia dos gatos

Prefiro abster-me em tocar-te
Para tê-la como a mais bela Arte,
Contempla-la com os olhos,
Guardar-te em meu peito,
Acariciar-te fazendo sorrir,
E contentar-me ao teu toque,
Suave e lúcido,
Mãos quentes,
Pintando-te em meus versos,
Fazendo-te Amor em palavras,
Que como oceano,
Intrinsico,
Se propaga do interior à esferográfica,
Em cores,
Sabores,
Desejo.

LIVRAMENTO (soneto)

Leia-me! O meu verso árido e nefando
Que queima o meu peito, e dá arrepio
De quando teu paleio vem me cevando
Nos embustes sorrateiros, vis e tão frio

Olha-me! Não temas, pois, sou brando
Já não busco o poetar num belo feitio
O meu ser ainda permanece, radiando
Já o senso, é tal qual um céu sombrio

Fala-me! Verdades, não simule pranto
Pois, as flores do cerrado têm candura
As agruras, não vão ser, minhas pupilas

E se escrevo este soneto, enquanto
Escorre nos versos a minha tristura
O meu amor, desobriguei das quizilas...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/01/2020, 17’33” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Alguém

Alguém que melhora a essência do seu dia, te tira um sorriso causando imensa alegria.
Alguém que saiba que te completar não é uma obrigação, mas que te ajuda a colocar as peças no lugar e transborda seu coração.
Alguém que não seja passageira, que viaje de mãos dadas contigo nessa vida ligeira.
Alguém que você tenha certeza que não veio por acaso, te tira daquele embaraço, transforma o amargo em mel e te mostra que nem sempre um anjo fica só no céu.

Uma espécie de perda

Usamos a dois: estações do ano, livros e uma música.
As chaves, as taças de chá, o cesto do pão, lençóis de linho e uma
cama.
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos, utilizados,
gastos.
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissemos. Fizemos.
E estendemos sempre a mão.

Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e por
Verões.
Por mapas, por um ninho de montanha, uma praia e uma
cama.
Ritualizei datas, declarei promessas irrevogáveis,
idolatrei o indefinido e senti devoção perante um nada,

(– o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um aponta-
mento)
sem temores religiosos, pois a igreja era esta cama.

De olhar o mar nasceu a minha pintura inesgotável.
Da varanda podia saudar os povos, meus vizinhos.
Ao fogo da lareira, em segurança, o meu cabelo tinha a sua cor
mais intensa.
A campainha da porta era o alarme da minha alegria.

Não te perdi a ti,
perdi o mundo.

MASMORRA (soneto)

A vida expira assim como os ventos
Tal a dor e alegria do pensamento:
Fugaz, vagos clarões, sentimentos
Nas venturas, ausentes, eu invento

Vidas que não tem vida, lamentos
De pó, para o pó somos momento
Em vantagens e em detrimentos
Num sopro espalhado a portento

Mas, as sensações sem ter vida
Desengana, extermina e alucina
São almas vazias, e com rancor

Calam as quimeras, põe de saída
A ilusão, numa inércia assassina
Expropriando o coração do amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/01/2020, 09’35” – Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Querida anjo,
Mesmo sempre lhe encontrando acompanhada
Em seus braços eu queria estar
Quando lhe olho de costas oh anjo
Quando lhe vejo de frente sinto vontade de sentar
Mesmo sempre lhe encontrando acompanhada
Sua bela voz sempre irei lembrar

Com os olhos consego te ver mas com a sensibilidade espiritual consigo enxergarte mesmo distante

Meu coração tem sede do seu coração que que um dia vou abraçar, sem quebrá-lo.
Este coração tem a pureza de coração. Dentro dele existe tristeza que em breve terminará ...
Quando nossa chave abrir a porta da mesma casa
Eu ouvirei o doce sussurro, você dizendo que me ama.
Nesse dia, a nossa distância será apenas um travesseiro na mesma cama.

𝐄𝐮 𝐭𝐞 𝐚𝐦𝐨!
Tenho tantas coisas a agradecer, mas por agora sou vou dizer oque eu sinto de verdade, sentimento sincero, palavras sinceras. Da minha boca é difícil sair um eu te amo, dos meus braços sempre sai um abraço, dos meus olhos sempre tem a imagem do verdadeiro amor e sentimento que tenho por você, meu corpo sente falta do calor do seu e minha boca da sua. Minhas palavras são contadas assim como o tempo que eu conto para ver você, teu sorriso clareia meus dias escuros, tua voz enche meu coração de paz, teu abraço me traz o conforto e teu beijo a vontade de te amar.

Sabemos que a paciência e um dos grandes segredos da vida
Que a inveja destroi laços
Que o amor é cego
Que a vida é curta
Que os beijos profundos acabam o fôlego
Quedinheiro não paga a felicidade
E que as amizades acabam em problemas quando se aproximam de mais
Mas as verdadeiras amizades são mágicas e contínua a crescer mesmo distante
É não adianta fugir, nem se esconder é preciso entender a raíz do problema.

Eu sempre admirei a lua e sonhava ser astronauta pra conquistá-la;
Seu brilho me seduzia e sua atração me encantava;
Parecia tão pequena e considerava morar por lá;
Me lancei criando expectativas e ganhando distância do planeta onde nasci;
Mas quando cheguei, não soube construir algo com o que ela oferecia;
Era bem maior do que eu imaginava e não conhecia sua parte escura;
Todo ar que levei não era o bastante para manter o fôlego nela;
Entrei em pânico e corri desesperadamente por muitos quilômetros;
Ao cansar, deitei-me no chão e olhei para a imensidão do espaço;
Refleti e notei que haviam milhares de outras estrelas cintilando ao redor;
Percebi que a energia da lua era inestimável e tinha uma finalidade muito específica;
Fiquei preso nela por algo que eu mesmo criei e não por aquilo que ela mostrava;
O que eu vinha dela, não era um presente pra mim, era uma dádiva pra todos;
Chorei frustrado, mas satisfeito pelo que vivi no tempo em que estive ali;
A sua longa experiência ignorou meus pensamentos e friamente me disse adeus;
Ela não se expressava, não me olhava e não retraía minha saída;
Mas parti com uma história que, ao menos pra mim, foi mais que especial;
Coloquei-me de novo ao vazio, vagando e buscando propósito para outra viagem.

Onde você estava esse tempo todo?

Eu estava procurando você, por onde quer que eu estivesse. Eu sempre te procurava,seja num olhar de alguem, numa música, num verso,num poema, num riso de outra pessoa . Mas eu não te encontrei ,porque você não estava perdido nisso . Eu quem era que estava perdida dentro de mim mesma,até que um dia dei um voto de fé para o Amor, e aí me encontrei no afago do teu abraço,porque você me ajudou a encontrar a minha verdadeira identidade.

FIRMAMENTO (soneto)

Por tantos amores, desvairado e descontente
O teu, eu reconheci naquele exato momento
Pois, o meu coração, ficou aflito e diferente
E, que estaria no meu constante pensamento

Que ainda agora mesmo, no peito, és presente
Em um arfar, infinito, suspirante e tão violento
Que sei que ali, havia amor, que a alma sente
E que aquele “oi”, seria para gente, portento!

Piedoso Bragi, que a minha solidão sentiste
Na poesia deste bardo, que havia sofrimento
Agora, inspirai as boas sortes não pungentes

E que então o poeta seja alegre, e não triste
E que caia sobre ele a ventura do firmamento
Com as rimas apaixonadas e beijos ardentes

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Às vezes, tudo o que precisamos é de um abraço que nos faça se esquecer de tudo ao nosso redor; é de um sorriso que nos acalente por dentro; é de um olhar que seja capaz de enxergar nossas dores, nossos silêncios; é de uma mão estendida para nos ajudar a caminhar; é de quem, de fato, esteja ao nosso lado para o que der e o que não der certo.
O que nós sempre precisamos é de pessoas que nos amem, pois essas estarão do nosso lado sempre e nunca pensarão em nos abandonar... Porque quem ama permanece, independente das circunstâncias, dos obstáculos ou dos nossos dias ruins...

MY BLAME (soneto)

Imagino às vezes diferente, os amores
Que deliciei atado em trabalhoso laço
Penso no que fiz e o que não mais faço
Levado pela brisa do avezar com dores

Penso nos tão verdadeiros sofredores
Dos quais, eu, sou apenas um pedaço
E no abraço dos que deixei por cansaço
E nunca mais pude mandar-lhes flores

Imagino os que fiz ter momentos infelizes
Onde não tive raízes, e então tão dispersos
E, no peito deixei-lhes com ásperas cicatrizes

Penso nas escritas, ditas: - exclusivos versos
Se na verdade eram sentimentos aprendizes
Com lados de bondades e quinhões perversos

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Hoje ti vi
Te olhei nos olhos
Meu coração bateu mais forte
Se olhar era indecifrável
Gosto de bons mistérios
Mas também gosto de mim
O sentimento vai e vem
Mas não fica
O tempo passa sem pensar
A vida vai sem você se quer imaginar
A gente anda se querer andar
A gente só se foi
E hoje após nos olharmos no espelho mal nos reconhemos
Estilhaço espalhando por todo corpo
A sangue meu em suas mãos ,a pedaços seus em minha espada
Talvez não fosse pra ser
Talvez passamos por isso pra crescer amadurecer e num futuro próximo nos encontrarmos e, nos juntamos para seguir
Talvez Nada acontece e a gente nunca mais se veja (não acredito muito nisso,pois somos muito iguais)
Talvez talvez talvez
Não temos certeza de nada
A única certeza que temos é que o amanhã é um mistério
E como disse anteriormente,eu gosto de bons mistérios
E você é um dos meus favoritos

Amo-te!

Amo-te ‘quanto alto, largo e profundo’
minh’alma pode alcançar.
Amo-te do começo ao fim do mundo.
Amo-te ao quanto o infinito pode chegar.

Amo-te a cada momento do dia.
Amo-te à luz do sol…
Amo-te à luz do luar.
Amo-te todos os dias… do sol se pôr ao novo dia acabar.

Amo-te tanto, meu amor
Amo-te como amiga.
Amo-te como amante.
Amo-te por toda a ‘eternidade e de instante a instante’.

Ascendência

Eu, filho do caos e da isolamento,
faço deste pequeno e ínfimo verso
nascido em meu lúgubre universo,
meu último testamento.

Meus sentimentos jamais serão perdoados.
Detentores de natureza renitente,
Estes são meus pecados.

Quando elas me gritam,
meu peito dói.
Não suporto mais isso.
Quero acabar com essa dor que me destrói.

Eu, filho do amor e da exaltação,
hei de enterrar em meu túmulo
todo sentimento que em acúmulo
me levou a pecar contra meu coração.

O céu jamais se fez azul sobre minhas pestanas.
Mas quando o encaro, peço que me mate.
Que em meu túmulo se enterrem mentes insanas,
e assim como meu sangue se façam escarlate.

A constrição aumenta em meu peito.
Em meu quarto se mostra desconfortável sensação.
Recende a solidão.
E mais uma vez, a morte atavia o meu leito.

Eu, filho do rancor e da ardente paixão,
Renuncio toda dor.
Amaldiçoo todo amor
que me levou a cair em depravação.

Quando tamanho sofrimento
descera sobre minh'alma,
senti o último momento
em que me fora roubada a calma.

Abnego minha existência.
Já não sinto mais inevitável
vontade de com meu eu ser afável.
Em meu calvário se pagara a penitência.

Eu, filho do ver e da verdade,
através de meus versos encontro piedade.
Oriundo da terra, verdadeiro colo,
anuncio meu retorno ao solo.

Meus olhos, frutos da própria terra,
vis criaturas peçonhentas
que na verdade encontram tormentas,
sua Ascenção encontram na guerra.

Se ao teu ver, minha existência enfraquecida,
em meus olhos, expressão da realidade,
se encontre tamanha debilidade,
toma tua foice, ceifa a estéril vida.

Eu, filho da vida e da própria morte,
a quem rejeitara a própria sorte,
tornara-me da dor, escravo passivo.
À noite, sofredor cativo.

Quando em meu andar
eu hesitar em dar o primeiro passo,
deixe que em meu penúltimo ruflar
se desfaça esse eterno laço.

Elas, cujas lâminas marcam em meu braço
a falta de um único abraço
gritam o notar da minha ascendência.
Seu nome, depressão.