Textos de Amor Famosos

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Interesse


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino

Dizem que o amor se alimenta de presença, mas a nossa história tem me provado que ele sobrevive, na verdade, de algo muito mais profundo: a conexão. Mesmo com os quilômetros que nos separam agora, sinto que nunca estivemos tão sintonizados.
Estar longe de você me ensinou a dar um novo valor ao que antes parecia comum. Hoje, o som da sua voz pelo telefone é o meu porto seguro, e cada segundo da nossa contagem regressiva para o próximo encontro é o que me mantém focado e sorrindo durante o dia. É engraçado como a distância não diminui nada; ela só serviu como uma lente de aumento para a falta que você me faz e para a vontade que tenho de te ter por perto, sem pressa de ir embora.
Não vou mentir, fechar os olhos à noite e não sentir o seu abraço é o momento mais difícil. Mas, toda manhã, ao acordar, eu percebo que escolheria você mais mil vezes, em qualquer circunstância, atravessando qualquer estrada. Porque não importa onde nossos corpos estejam, eu sei que nossos corações ainda batem no mesmo ritmo.
Espero pelo dia em que a tela do celular será substituída pelo toque das nossas mãos. Até lá, guardo você aqui dentro, em cada pensamento e em cada detalhe.

Imensurável amar


O amor é muito mais
que conjecturas e
teorias adornadas
por pontos de
interrogação
ou exclamação...


Amor é o suspiro,
o soluço, o sorriso e
as lágrimas,
hoje e amanhã - é vida...


O amor é mistério,
e precisamente por isso,
basta senti-lo e honrá-lo,
nada mais, nada menos;
o preto no branco.


Jorge B Silva

Es imperativo sentir

El amor necesita mirar
El amor necesita deseo

El amor necesita un abrazo
El amor necesita calidez

El amor necesita cuerpos
El amor necesita disfrutes

El amor necesita luz
El amor necesita sombra

El amor necesita sol
El amor necesita lluvia

El amor no necesita ruido
El amor necesita silencio

Carlos Vingnom, "O espanhol"

Asas do amor (Texto poetico)

Numa vida repleta de grandezas, que não a materialidade das
coisas, vãs são todas as outras que aprisionam sua liberdade,
podando-lhes as asas para que se esqueçam de poder voar.

Quando você ama, não deseja podar asas, mas cuidar destas;
traçar novos voos e, junto, também voar. Se, no momento do
voar, esquecem-te, após ajudar a cuidar das asas, não é amor
que tens - então, é o momento de voar sozinho mais uma vez,
e mais quantas vezes não valorizarem e cuidarem também
de vossas asas.

Amar é isso; deixar voar e voar junto na mesma direção.
Há, com toda certeza um pouco de sonho e um pouco de
poesia neste escrevinhar, mas nada absurdo para quem
consegue simplesmente enxergar e ver além de
suas próprias asas.

Marcelo HB

Voo do Regresso

O amor não morre, ele apenas muda de tom.
Deixa o fogo que queima e vira farol:
guia manso, atento, sutil e bom.

Para o peito cansado de novo se abrir,
as asas não têm pressa, promessa ou refrão.
O afeto renasce no passo que sabe aonde ir.

Menos urgência, mais direção.
Sem o vento heróico da antiga paixão,
mas com o gesto maduro que sabe cuidar.

Cessa o exagero, o drama, o rascunho.
O amor agora se escreve com calma,
na lógica exata de quem cura a alma.

Marcelo HB

Confissão




Nunca consegui falar de amor
No verdadeiro sentido.
Tento falar dele,
Mas penso que é inútil
Falar de algo que nunca tive.


Me pego pensando
Que falo tanto de amor
Justamente por nunca ter tido.
Por não saber o que é amor.


Pois quem tem e sabe
O que é uma coisa
Não fala dela todo dia.


Eu nunca tive o amor,
Mas eu soube dar.
Acho que soube.
Acho que sei amar de verdade.
Mas também sei
Que nunca fui amada.


E dói saber
Que só sou desejada, não amada.

Esse "amor ao próximo" torna-se ainda mais suspeito em épocas festivas, como o Natal, ou durante campanhas políticas. Nestes momentos, a caridade ganha data marcada e interesses ocultos. O fiel deixa de ser uma alma a ser cuidada para se tornar um número em um curral eleitoral. O líder negocia a influência do cajado por verbas e cargos, enquanto a ajuda social vira moeda de troca para angariar votos.

“O amor não existe”


Pode se perder a companhia, mas não esquecer os momentos.
Pode se perder as alegrias, mas não esquecer o sorriso,
Pode se perder o cheiro, mas jamais esquecer a essência.
Pode se esquecer os tapas mas jamais as lágrimas...
Perde-se o toque, mas não o arrepio ao ser lembrado.
Pode se passar um vendaval, mas não da para se esquecer da tempestade, e no final da chuva ainda temos um bom motivo para comemorar. Afinal, passou... Estamos vivos!
Pode se perder o olhar, mas no meio de uma imensidão em algumas situações você daria uma parte sua para cruzar novamente com aquele que te enxerga a alma.
Pode se estar repleto de pessoas das mais belas as mais interessantes possíveis, em algum momento, apenas uma, vai te fazer sorrir e nem presente estará.
Pode se sentir a felicidade plena em tudo que fizer, mas o vazio, ah o vazio, uma hora ele vai te visitar em suas noites frias de sonhos quentes. Em seus sonhos frios de suas noites quentes.
Então você pode, quem sabe... Lembrar... Que não importa por quantas camas se deite, por quantas bocas beijar, não importa quantas vezes se sinta amado, abraçado, não importa as brigas do passado, pois a distancia sempre te fará pensar, no que poderia ter mudado, ou poderia ter acertado, não importa! - Já não faz diferença, a diferença em “se estar melhor”. O tempo passou... E o verdadeiro existe...? – Amor!
Os seus mortos estarão enterrados dentro de você. E então você se dará conta que o amor eterno, não existe!
Mas se dará conta também, que o amor nunca vai deixar de ser amor. E mesmo que seus olhos nunca mais se cruzem com os olhos daquele que te fez “parar de respirar” você entenderá, isso não acontecerá com frequência, talvez nunca mais... Ou “talvez” seja a resposta... “talvez”.
Perceberemos enfim, que o amor nunca acaba. As pessoas sim, elas de uma hora para outra deixam de existir. Mas a dadiva de ter-se perdido, ter-se ferido e enlouquecido. Tornou-te um ser vivido.
Se algumas destas citações acima, não existirem... Sim, fica em prova que o amor verdadeiro não existe!

Jardim do Amor


No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histórias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silêncio e arte, sentia o seu amor pulsar.

A CORAGEM DO AMOR QUE ACEITOU O CÁLICE.
Capítulo: XVIII
Livro: Migalhas Da Grande Mesa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Quando contemplamos a oração de Jesus no Getsêmani, percebemos uma das mais profundas demonstrações de grandeza moral registradas pela História. Aquele instante não representa a fraqueza de um Espírito diante da dor, mas a fortaleza incomparável de quem conhecia plenamente as consequências da missão que viera cumprir e, ainda assim, escolheu permanecer fiel ao Bem.

Muitas vezes, a leitura apressada dessa passagem conduz à ideia de que Jesus teria pedido apenas para ser poupado do sofrimento físico. Entretanto, uma análise psicológica, filosófica e moral permite enxergar um horizonte muito mais vasto. O cálice simboliza, igualmente, o peso da incompreensão humana, da violência moral, da ingratidão, do orgulho e da recusa deliberada da verdade por parte daqueles que preferiram silenciar o amor em vez de ouvi-lo.

É admirável a coragem do amor de Jesus. Observemos que Ele não abandona sua missão, tampouco se revolta contra a vontade do Pai. Ao contrário, submete-se integralmente à Lei Divina, demonstrando que a verdadeira liberdade espiritual consiste em harmonizar a própria vontade com a vontade de Deus.

Sob uma perspectiva filosófica, é possível compreender que a súplica de Jesus não revela o desejo de escapar ao dever. Antes, convida-nos a refletir sobre a gravidade moral dos atos humanos. A consumação daquela injustiça representaria um comprometimento ainda maior daqueles que, movidos pela inconsequência, pelo fanatismo, pela vaidade e pelo orgulho, escolheriam condenar justamente aquele que lhes oferecia apenas amor, esperança e renovação.

A tragédia maior não residia na cruz, mas na consciência daqueles que, podendo acolher a luz, preferiram as sombras. O sofrimento físico terminaria em poucas horas; entretanto, as consequências morais das escolhas permaneceriam gravadas na intimidade dos Espíritos, reclamando, ao longo das existências sucessivas, o aprendizado que somente a experiência e o arrependimento sincero poderiam proporcionar.

Sob o aspecto psicológico, o Getsêmani revela uma das maiores lições sobre a natureza humana. O orgulho possui extraordinária capacidade de cegar a inteligência. A vaidade convence o indivíduo de que está sempre certo. A ausência de empatia transforma pessoas em instrumentos da própria violência. Quando essas imperfeições se unem, o ser humano passa a justificar o injustificável, convencendo-se de que pratica o bem enquanto produz sofrimento.

Essa realidade permanece profundamente atual. Mudaram-se os séculos, modificaram-se as vestimentas, evoluíram as tecnologias, mas os conflitos íntimos continuam essencialmente os mesmos. Ainda hoje, quantos julgamentos precipitados destroem reputações? Quantas palavras ferem mais profundamente do que qualquer espada? Quantas vezes o orgulho impede o perdão, e a vaidade impede o reconhecimento do próprio erro?

Continuamos, muitas vezes, repetindo os mesmos equívocos daqueles dias. Ainda existem consciências que preferem a aparência à verdade, o interesse pessoal à justiça, a intolerância ao diálogo e a condenação à compreensão. A cruz, em muitos momentos, deixou de ser feita de madeira para ser construída com a calúnia, a indiferença, a humilhação pública e a ausência de fraternidade.

Jesus, porém, permanece como o exemplo absoluto da maturidade espiritual. Não responde ao ódio com ódio. Não combate a violência com violência. Não permite que a maldade alheia altere a pureza de seus sentimentos. Sua maior vitória não consistiu em evitar o sofrimento, mas em impedir que o sofrimento modificasse a excelência de seu caráter.

Essa é uma das maiores lições morais do Evangelho. O verdadeiro homem de bem não é aquele que jamais enfrenta dificuldades, mas aquele que conserva a serenidade, a dignidade e o amor mesmo quando cercado pela incompreensão.

À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que Deus não deseja o sofrimento de seus filhos, mas permite que cada Espírito colha as consequências naturais de suas escolhas, encontrando nelas os instrumentos de sua própria educação moral. O cálice de Jesus, portanto, transforma-se em um convite silencioso para examinarmos o nosso próprio coração.

Antes de condenarmos os personagens daquela época, convém perguntar: quantas vezes também recusamos o amor por orgulho? Quantas oportunidades de reconciliação deixamos escapar por vaidade? Quantas vezes permanecemos indiferentes diante da dor do próximo porque estávamos excessivamente ocupados conosco mesmos?

O Evangelho não foi escrito para julgarmos os homens do passado, mas para reconhecermos, em nós mesmos, aquilo que ainda necessita ser transformado. O Getsêmani continua existindo dentro da consciência humana, sempre que somos chamados a escolher entre o egoísmo e a caridade, entre o orgulho e a humildade, entre a intolerância e o amor.

Fontes:• Bíblia Sagrada - Mateus 26:39.• O Evangelho Segundo o Espiritismo.• O Livro dos Espíritos, especialmente as questões relativas ao progresso moral e à Lei Divina.• A Gênese.

Frase:

" Que o exemplo de Jesus nos inspire a vencer o orgulho pela humildade, a vaidade pela simplicidade e a indiferença pela caridade, pois toda consciência que aprende a amar aproxima-se, um pouco mais, da verdadeira paz. "
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O Triunfo Silencioso do Amor sobre o Orgulho.

Vencer o orgulho diante daqueles que nos são indiferentes é mais do que um gesto moral — é uma conquista íntima. O orgulho não se manifesta apenas na oposição direta ou no ressentimento contra quem nos fere; ele também se oculta na frieza, na indiferença e no desprezo pelo convívio humano.

Allan Kardec adverte em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo IX, item 6, que “o orgulho é o sentimento que mais separa os homens uns dos outros”. A indiferença, que parece apenas um silêncio social, é, na realidade, um muro invisível erguido pelo orgulho contra o dever de fraternidade.

A psicologia espiritualista nos mostra que o silêncio não é apenas ausência de palavras, mas pode ser também a ausência de reconhecimento e de afeto, capaz de ferir tanto quanto o conflito aberto. Joana de Ângelis lembra em O Homem Integral que a indiferença cria estados de “desconexão afetiva”, afastando consciências umas das outras e impedindo a solidariedade de se firmar.

No convívio social, mesmo quando nos sentimos tentados a ignorar aqueles que nos parecem indiferentes ou irrelevantes, somos convidados à lição do Cristo: “O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles” (Mateus, 7:12). Assim, o triunfo não está em ter razão ou em manter distâncias, mas em silenciar o orgulho e estender, mesmo sem palavras, uma atitude de amor.

Em O Livro dos Espíritos, questão 766, Kardec pergunta: “O homem, procurando a sociedade, não faz mais do que obedecer a um sentimento pessoal ou há, nesse sentimento, um objetivo providencial de ordem geral?” A resposta é clara: “O homem deve progredir. Sozinho não o pode, porque não dispõe de todas as faculdades; falta-lhe o contato com os outros homens.” Eis a confirmação de que o convívio social é indispensável ao nosso triunfo moral.

O silêncio do orgulho isola, mas o silêncio do amor edifica. A vitória verdadeira não está em afastar-se dos indiferentes, mas em transformar o próprio coração em ponto de encontro.

Conclusão:
Triunfar sobre o orgulho é aprender a amar em silêncio, onde a palavra não chega e onde o gesto simples de fraternidade se torna um evangelho vivo.

O amor me ensinou a lição
que a felicidade é só uma estação.
Pensava que era só alegria.
Mas a verdade é outra, a dor também é dia.

Aprendi a suportar o que não vem no cardápio.
A espera, a saudade, o coração vazio,
amar de verdade é aprender a lidar
com as dores que o amor pode causar.
(Saul Beleza)

*Amor que não cobra*

Te quero perto do jeito adulto,
que divide a cia debaixo do cobertor,
sem promessa de filme da Disney,
só de café passado e louça lavada.

Se vier pra junto de mim
traz teu mau humor de segunda sem ter tomado um café amargo,
que eu respeito seu ronco nas madrugadas
e a gente negocia o lado do sofá.

Amor não é fogos de artifício,
é saber calar quando o outro tá cansado
é lembrar de comprar o pão
e não transformar celos em uma guerra.

Não precisa ser pra sempre
só precisa ser honesto hoje,
e amanhã a gente conversa de novo
com os dois pés no mesmo chão.

Se azedar, a gente adoça com respeito
se apertar, a gente afrouxa com conversa
se acabar, acaba sem dívida
mas enquanto durar, que seja inteiro e verdadeiro.
(Saul Beleza)

*Meu amor,*

O meu amor não envelheceu.
Só você envelheceu, e eu vi cada linha nova no seu rosto virar parte da minha história favorita.

O tempo tentou fazer de você passado. Tentou te colocar no pretérito perfeito, resolvido, encerrado.
Mas não conseguiu. Você ficou no imperfeito comigo. Nesse tempo que não acaba, que ainda dói, que ainda ama.

Eu não te esqueci de vez porque o tempo não deixou. E eu também não quis.
Tem gente que passa. Você ficou.

Se um dia a gente se encontrar de novo, o meu amor vai estar igual. Só mais vivido.
E se não, ele continua aqui, sem envelhecer.

Com todo o amor que o tempo não apagou,
Eu...
(Saul Beleza)

*Pretérito Imperfeito*

O meu amor não envelhece
Só envelheceu quem eu tanto amei
O cabelo branco, a pele marcada
Mas o sentir? Esse eu guardei

E o tempo não quis que eu te esquecesse
De vez, por inteiro, pra sempre
Mesmo que isso fosse pretérito imperfeito
Eu te conjugo no presente

"Eu amo"
"Eu amava"
"Eu amarei"
Todos os tempos cabem
Quando o amor não sai

Não virou passado resolvido. Virou história que ainda respira.
(Saul Beleza)

Eternamente

Não quero que esse amor seja eterno.
eterno pesa,
eterno prende,
eterno cansa até o que é bonito.
e se for pra ser eterno,
que eu morra
sem te amar de verdade.
que eu morra amando pouco,
amando torto,
amando de longe.
porque te amar de verdade e pra sempre
seria morrer todo dia
um pouco mais.
(Saul Beleza,)

Existem vários tipos de amores:
Amor bandido.
Amor gostoso.
Amor que amamos
Amor que assusta
Amor que se foi
Amor que não veio
Amor que se confia
Amor que trai
E o pior dos amores é aquele que não vivemos, não brigamos por ele, deixamos passar sem perceber que esse era o amor verdadeiro.
(Saul Beleza)

Em ti, tudo é convite e despedida,
Um abraço que aquece, um amor que arde,
Explode o desejo, apaga a noite fria,
E ao amanhecer, incendeia a alma e a tarde.

Teu amor é um fogo que me consome,
Me entrego a ti, sem medo, sem receio,
Pois sei que em teus braços, eu me sinto em casa,
E que a saudade é o preço do amor que sentimos.

Mas se a despedida habita nossos dias,
É porque o amor que sentimos é verdadeiro,
E que mesmo na dor, há uma alegria,
Que só o amor pode trazer, sem igual.

E assim, me entrego a ti, sem medo, sem dor,
Pois sei que em ti, meu amor, eu sempre estou em um eterno deleite.
(Saul Beleza)
essa é a tradução daquele meu cantar depois do prazer, e fico nos teus braços murmurando...gostou?

O AMOR QUE NÃO DÓI, MAS ESCLARECE.
Há uma concepção amplamente difundida de que amar é, inevitavelmente, sofrer. Tal ideia, reiterada por tradições literárias e por experiências humanas mal compreendidas, cristalizou-se como uma espécie de dogma emocional. Contudo, sob uma análise mais rigorosa, percebe-se que aquilo que fere não é o amor em si, mas as projeções, os apegos e as ilusões que o indivíduo deposita sobre o outro.
O amor autêntico não obscurece a razão, tampouco aprisiona a consciência. Ao contrário, ele a amplia. Trata-se de uma força que ilumina zonas antes ignoradas da própria interioridade, promovendo um processo de esclarecimento que, embora por vezes exigente, não é destrutivo. O que há de desconforto nesse percurso não advém do amor, mas do confronto com as próprias imperfeições.
Sob a ótica da filosofia moral, o amor elevado não se confunde com posse, dependência ou carência afetiva. Ele se estabelece como reconhecimento da dignidade do outro enquanto ser autônomo. Amar, nesse sentido, é desejar o bem do outro sem subjugá-lo às próprias necessidades emocionais. É um exercício de liberdade compartilhada.
Na tradição espiritualista, especialmente à luz da O Evangelho segundo o Espiritismo, o amor é compreendido como a mais alta expressão da lei divina. Não se trata de um sentimento passivo, mas de uma prática ativa de benevolência, indulgência e caridade. Quando vivenciado dessa forma, ele não dilacera, pois não nasce do ego, mas da consciência expandida.
Do ponto de vista psicológico, relações que geram sofrimento constante costumam estar ancoradas em vínculos de dependência emocional. Nesses casos, o indivíduo não ama o outro, mas aquilo que o outro supostamente preenche em si. O amor esclarecedor, por sua vez, não busca preencher lacunas, mas compartilhar plenitudes. Ele não exige completude do outro, pois já parte de um estado interno mais equilibrado.
Esse tipo de amor tem uma característica singular. Ele revela. Ao invés de cegar, como frequentemente se afirma, ele permite ver com maior nitidez. Mostra virtudes e limitações, tanto do outro quanto de si mesmo, sem que isso gere desespero ou negação. Há aceitação lúcida, não idealização.
Além disso, o amor que esclarece educa. Ele conduz ao aperfeiçoamento moral não por imposição, mas por inspiração. A convivência com alguém que ama de forma elevada desperta no outro o desejo de também elevar-se. Não há coerção, há exemplo.
Importa destacar que esse amor não é frio nem distante. Ele é profundamente sensível, porém não se deixa governar por impulsos desordenados. Há nele uma harmonia entre sentimento e razão, o que impede que se converta em fonte de sofrimento contínuo.
Em termos antropológicos, sociedades que valorizam vínculos mais conscientes tendem a produzir relações mais estáveis e menos conflituosas. Isso não elimina desafios, mas modifica a forma como são enfrentados. O amor deixa de ser campo de batalha emocional e passa a ser espaço de construção mútua.
Assim, ao contrário do que muitas narrativas sugerem, o amor não precisa ser sinônimo de dor. Quando alinhado à lucidez, à ética e à maturidade espiritual, ele se torna um instrumento de esclarecimento profundo.
Amar, então, não é perder-se no outro, mas encontrar-se com mais verdade dentro de si mesmo, à medida que se aprende a ver, compreender e respeitar o outro em sua essência. E é nesse encontro lúcido que o amor deixa de ferir e passa a revelar, com serenidade, aquilo que o espírito sempre esteve destinado a compreender.