Textos de Amor Famosos
Acho hipocrisia terminar com que nunca teve um inicio. Um amor conturbado nunca foi a escolha certa. Eu aqui confesso caí varias vezes nessa peça. Tropicando e aprendendo, com certeza não repito esse mesmo erro.
Agora uma mulher precisa ter amigos, se não deu certo comigo, eu nem ligo. O que esta em jogo agora é sua felicidade....
A distância me aborrece, o amor me fortalece;
Saiba filha mesmo com todos os percalços que tenho enfrentado em 18 anos de peleja, mesmo assim sempre lembro dos ótimos acontecimentos que passamos no passado. E sei que podemos virar a página e tentar ao menos começar uma nova história. Sei que se passaram quase um ano do nosso último encontro, mais eu ao menos estou aqui pronto a me redimir. Sei que não vai ser como foi anos atrás, também sei que como pai o amo muito, e podemos tentar um novo recomeço....
Uma vez me questionaram por que eu escrevo tanto sobre o amor, se eu já vivi alguma paixão ou se apenas invento as histórias que coloco no papel. Eu respondi que eu não escrevo sobre o amor por desejar ser amada como nos meus textos, mas sim por acreditar que o amor é a força mais poderosa e transformadora que existe. Eu escrevo sobre o amor porque ele me inspira, me desafia, me ensina e me faz crescer. É, escrevo sobre o amor porque ele é a essência da vida.
Eu nunca escrevi sobre como me apaixonei de verdade, mesmo que isso possa ter acontecido. Mas a verdade é que eu sinto o amor tão presente na minha vida, como se eu tivesse amado alguém de verdade. Eu sei que parece confuso, mas é que eu sempre fui fascinado pelos filmes de romance e pela obra de Shakespeare, a qual é a minha maior referência pessoal. É por isso que o romance é o meu tema preferido para escrever, mesmo que eu não tenha vivido um na realidade.
~Safira souza
Amor por inteiro
"Eu só me entrego completamente,
quero vida, paixão, laços,
afinidades, quero sol, chuva e tempestade, quero o furacão.
Eu não quero apenas o calor do amor,
eu quero todas as estações,
não tenho medo de amar tudo...
E por favor, não espere pouco de mim
pós eu não sei como dar migalhas.
Eu não sei como pela agir metade,
então não me entre metade do que
você possa me proporcionar...
'Não quero resquícios de algo.
Eu sou um amor completo, um amor
que pode ser eterno, um amor sem
cansaço ou fadiga;
Um amor que não precisa de uma
pausa ou de um tempo.
Eu valho mais do que apenas suas desculpas."
O amor não foi feito pra mim
(Verse 1) Nunca entendi o que era o amor, Acho que isso deve-se ao passado também. Meus olhos nunca viram a verdade, Nunca entendi por que eu era assim. Love love love Wasn't you made for me?
(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Uuuuh. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...
(Verse 2) Vou te amar até o crepúsculo, E quando não existir mais o mundo. Pois foi você, foi você que me fez sentir tudo. Então desculpa minha confusão, o amor não foi feito pra mim não, não não! Não, não não.
(Chorus) Mas foi você quem me fez sentir, E pobre de mim, que não entendi. Acho que o amor é assim, Não foi feito pra mim, E é por isso que fechei meu coração pra sempre. Agora eu entendo, o tempo é um relógio confuso que não foi feito pra mim...
(Bridge) Você me tirou do meu mundo tão sem cor, Era cinza e colorido ficou. Uma pena que eu não entendia o que era o amor. Me desculpa a confusão, uma turbulência de sensação. Sinto-me pesada e sem transmitir... Não sei me expressar, então acho que o amor não é pra mim.
(Verse 3) Talvez almas gêmeas sejam assim, Nem sempre juntas vivem, que pena, eu queria tanto. Eu não entendo minha confusão é que eu fui assim... Eu sinto tanto, queria me entregar pra ti.
(Outro) Nunca entendi o que era o amor... Acho que o amor não foi feito pra mim.
As Incertezas da Vida
Um dia desses, eu estava vivendo o extraordinário do amor. Foi um presente do universo quando, em minha solitude, fechei meus olhos e desejei alguém para amar e ser amada. No mesmo instante, notei você nas redes sociais. Foi então que curti sua foto e enviei uma solicitação. Fui correspondida, e a alegria tomou conta de mim desde então.
Conheci alguém de coração puro, cheio de dores, traumas e mágoas, mas eu sentia a pureza no seu olhar. Essa pureza me encantou, assim como o seu sorriso. Você me fez sentir a mulher mais amada e desejada, como eu nunca havia me sentido verdadeiramente. Todos notaram, no meu olhar, o quanto eu estava feliz.
Seu amor aqueceu o meu coração, seu abraço trouxe calma aos meus dias turbulentos, seu sorriso transformou toda a mágoa do passado em esperança. Cada dia ao seu lado era a certeza de que eu tinha feito a escolha certa, pela primeira vez na vida.
Foram os dias mais alegres que já tive, momentos únicos e inesquecíveis. Éramos estranhamente conectados, como se tivéssemos passado uma vida juntos. Nossa conexão era leve e intensa, e sua calmaria fez morada em mim.
Entretanto, hoje aprendi mais uma lição: a vida segue, você estando pronta ou não. Não há espera, às vezes nem avisos. Você é pega de surpresa, e não há o que fazer. O que um dia foi felicidade virou saudade, frieza e lágrimas…
Foi assim, sem rodeios, sem despedidas, sem muitas explicações, sem responsabilidade afetiva. E, na mesma rapidez com que você chegou, também foi embora. Não notei que aquele feriado ao seu lado, em nossa folga, seria o nosso último beijo e o último “eu te amo”.
O que restou foi um vazio enorme. Um buraco formou-se no meu peito, e há um grito ecoando por lá. A sua fala sussurra na minha mente o tempo todo: “eu não te amo como você me ama”, “fomos rápidos demais”… e fim. Esse foi o fim do amor que achei que tinha encontrado.
Você foi a minha maior alegria e também a minha maior decepção. Foi isso que eu te disse, pois acreditei em todas as vezes que você disse “eu te amo”, olhando nos meus olhos. Confiei meu amor em você, te dei meu coração em pedaços, e você o reconstruiu para então destroçá-lo, sem piedade.
Continuo te amando, mas agora em silêncio.
Benquerer
Amar você é ter a certeza de um amor puro e tranquilo, sentindo prazer nos pequenos momentos compartilhados diariamente.
Amar você é como ouvir uma linda canção, daquelas que tocam a alma, ou flutuar enquanto dança uma belíssima valsa.
Amar você é experimentar um pedaço do céu no dia mais ensolarado, admirando os raios solares e toda a sua grandeza.
Amar você é ter o mundo em um abraço, realizando o sonho mais distante e vivendo o inimaginável!
As nossas imperfeições não justificam a falta de amor e caráter diante de Deus e do próximo;
pois mandamento é ordem, é lei, fundamentada em virtudes e princípios.
Não amamos ‘do nada’; amamos quando decidimos amar.
O amor é uma escolha consciente.
E a força para viver esse amor vem do Espírito Santo.
Há feridas em mim
Que um amor deixou.
Ouve tantas partidas
Em meu olhar.
Que nem as lágrimas
Mais profundas
Conseguiam evaporar.
.
Ouve tantos suspiros
Em meu coração
Que nem o ar
Ala Katrina
Em meus pulmões
Eu conseguia controlar.
Ouve tantos dias
Que pareciam noites
Que minha cama
Ao me ver chorar
Não conseguia suportar.
Triste, triste mesmo:
Triste não é o grito da partida
Mas sim o silêncio da solidão.
Há feridas em mim
Que um amor deixou:
Ouve tantas partidas
Em meu olhar
Que nem as lágrimas
Mais profundas
Conseguiam evaporar.
Ouve tantos suspiros
Em meu coração
Que nem o ar
Ala Katrina
Em meus pulmões
Eu conseguia controlar.
Ouve tantos dias
Que pareciam noites
Em minha cama
Que ao me ver chorar
Já não conseguia mais suportar.
Triste, triste mesmo:
Triste não é o grito da partida
Mas sim, o silêncio da solidão!
Eu tô num abismo,
num abismo frio e sem cor…
sem amor.
Amor… aquele que me prometeu amor,
onde foi parar o seu?
Se perdeu de mim
ou nunca foi meu?
Amor… palavra tão cheia,
hoje ecoa vazia,
bate nas paredes do peito
e volta… fria.
E eu fico aqui,
tentando entender
se o amor acabou…
ou nunca chegou a nascer.
Por trás do Amor
Quem Ama é tolo ou feliz?
Digo com toda certeza és tolo.
Amar é não se suporta, é querer que outro o ame.
Isso por si só é deixar de nos amar.
Amar é pedir pra chorar, pedir pra nós esvaziar.
Amar é querer sofre por pouca razão
Sinal de grande solidão.
Quem pode amar sem sofrer?
Quem pode amar sem se despedaçar?
Se amas, sorrir com gratidão ou por empolgação?
Se choras, choras por amor?
Das virtudes do amor os sorrisos não se sobressaem
Se amas e nunca chorou por amor,
Como Pode amar?
Se ama e chora por amor como pode ser amor?
Nas noites escuras
As luzes da rua guiam meu caminho
Mudam meu humor, sem terror
não existe medo, não existe angústia
Apenas eu e as luzes da rua.
Decepção maior é não ter ninguém por quem chorar.
UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ
Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...
AMIZADE, O VERDADEIRO AMOR.
Não há outra forma de relação capaz de ser eterna, de perdurar por toda uma vida. Poucos amores conseguiram isso. Nas relação humanas, só a amizade tem provado que é forte o suficiente para suportar as adversidades que são comuns entre pessoas de diferente classes sociais e origem étnica.
Até na literatura, é a amizade que supera os romances, geralmente os romances mais famosos são trágicos ou tratam de um amor impossível.
Mas veja o caso de amizade mais grandioso da literatura universal, e sem dúvida concordará comigo.
Se ainda não leu, com cuidado merecido que devemos ao esta obra, faça-o agora e constate o que digo.
Dom Quixote, a relação de amizade que se eterniza ali tem ressonâncias inimagináveis, quem não deseja um amigo como Sancho Pança?
Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.
No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.
Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo
O AMOR, QUANDO ELE CHEGA
I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.
Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.
O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.
A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.
Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.
Talvez o que eu sinta por você não seja amor… seja pecado.Porque não me salva, não me acalma me consome.Desperta em mim partes que eu escondia até de mim mesmo,uma escuridão que cresce cada vez que penso no seu nome. E mesmo sabendo que isso pode me destruir, eu continuo escolhendo você… como quem abraça a própria queda.
DeBrunoParaCarla
Eu cantei pra ela, meio sem jeito,
“eu quero a sorte de um amor tranquilo…”
troquei palavras, me perdi no verso,
como quem já estava sentindo mais do que sabia dizer.
Depois ela veio…
e terminou por mim,“com sabor de fruta mordida…”
como se já conhecesse a música e a gente.
E ali, na batida,
no embalo da rede, no tempo desacelerando, a gente se encontrou sem perceber…como se já estivesse escrito antes de começar.
DeBrunoParaCarla
