Textos de Amor Engraçados
Eu tô em paz.
Acho que isso resume tudo.
Eu amo a Ba. É um amor completamente diferente de todos os outros que já vivi. Eu sinto verdade nela, sinto a energia de uma pessoa boa, de luz, alguém que merece ser amada. Ao lado dela, eu me sinto verdadeiramente em paz. Com ela, eu consigo e posso repousar.
É um amor único, que nunca experimentei de tal forma antes.
Sim, eu já amei outras vezes, e amei de verdade, com intensidade. Mas nunca desse jeito, nunca com essa sensação de futuro, que é para minha vida, e vida compartilhada. É um querer muito forte de estar perto, junto e fazendo a vida acontecer ao lado dela.
Com a Ba, eu sinto que encontrei algo que é para a vida.
E essa paz… essa paz diz tudo.
Amor maduro
O fruto de um sentimento
Sementes em solo férteis
Regado de muito carinho
Cuidado que os dias somam
O calor controlado no tempo
Seu Olhar na medida certa
Tendo podas, tendo vento
Vai crescendo devagarinho
Tem pestes e tem as pragas
Tudo tem um bom remédio
Paciência e persistência
O amor maduro é mais forte
Supera todos os outros
Tem mais gosto, mais sabor
Recomeçar e replantar
Sempre tem seu jeito
Plantando hoje, colhe sempre
Proteja seu arado, beije
Enquanto florir um sorriso
Esse amor estará preservado
De que me adianta compor meus versos,
poetizar a vida, a felicidade e o amor?
De que me adianta ser poeta,
se os poetas não existem mais,
e o desamor, o perecível passageiro,
tem mais valor?
De que valem meus poemas, nunca lidos,
ignorados por superficiais
que se vendem como objetos
da nova indústria social?
Onde o superficial é uma propaganda
que encobre a realidade em declínio,
onde o amor e a felicidade
são propagandas num comercial
com personagens perfeitos,
imitando um passado que nem existe mais.
Assim, sou eu, um poeta no tempo errado,
poetizando o que já foi desejo de um passado
que deixou lembranças.
Hoje, ser poeta é ser ignorado
por um mundo em guerra, cheio de ódio,
onde meus poemas são descartados.
Por Marcio Melo
Menina, vem comigo,
quem sabe passear,
ver o mundo pelos olhos do amor.
Pra que a felicidade seja o clima permanente
enquanto nosso passeio durar,
e que seja por uma vida.
Pra que nunca se desmanche seu sorriso
e nunca apague o brilho dos seus olhos.
E quem sabe, menina,
sejamos pra sempre,
depois que nosso amor transcender.
Por Marcio Melo
O autocuidado é um ato de amor
Bem-vindas ao Outubro Rosa,
Se ame, se cuide, se toque,
Mostre a força que está em você,
E o amor próprio sempre nos toque.
Que cada gesto seja luz,
Que cada toque seja vida,
A prevenção é quem prolonga a vida,
E a coragem nunca será vencida.
Somos pétalas em flor,
Mesmo quando o medo ecoa,
O autocuidado é puro amor,
E cada mulher tem luz que não se apaga.
Anasantosescritora
Filho (a)
Quando pensei que não havia motivos pra lutar
Chegou você pra mim, um amor tão forte que me fez levantar.
Transformou-me em mãe, foi minha sorte.
Você veio me completar e me ensinar
Por você filho (a) vencerei meus medos e incertezas
Por você eu serei forte.
Por você eu continuarei a viver.
Escolhi você meu amor
Para comigo viver
Estar ao seu lado no amor e na dor
Escolhi você para comigo envelhecer
Permita-me de ti cuidar
E você deixarei cuidar de mim
Prometo te recompensar
Sendo sua até o fim
E quando chegar a velhice
Teremos um ao outro
Serei a sua amiga e cúmplice
Você meu ombro amigo
Quando tudo terminar
Terei certeza que não foi em vão
Que valeu a pena viver e amar
Então em paz descanará meu coração.
Amo escrever sobre amor
Um poeta que escreve, nunca poderá sê-lo
Escrevo sobre o amor, porque sou incapaz de amar
E sinto-me triste, porque de amor não hei de morrer
Morro hoje, pela falta do mesmo
Morro pela falta de amor
Se é pela minha falta de amor ou da falta do amor de alguém
Eu ainda terei que descobri
Não sou poeta, nem planejo ser
Sou eu, ou é o que eu digo para mim mesmo
Sou alguém que sente muito
E para os que muito sentem, escrever se torna, em sua máxima, sua única esperança
Então escrevo, não por amor, ou por mim
Mas para sentir, sentir que não estou morto
Tuas Pegadas de Amor
18/03/2026
Eu olhava a areia que tinha ainda que percorrer e logo o receio me veio. Tantas passos incertos para andar, o receio de andar e tropeçar nos meus próprios pés, o medo tomava conta de mim. Mas a esperança voltou a brilhar, quando olhei para o lado e lembrei que estava contigo. Era você, você que estava e sempre esteve comigo.
Quando eu nasci, tu estavas comigo de outra maneira, através da minha mãe e do meu pai. Fostes a mãe que me enchia de amor e carinho e o pai que provia o sustento. Ao longo dos anos que fui crescendo, você começou a me acompanhar de muitas maneiras diferentes: fostes o meu irmão, quando me agradava em dias difíceis, fostes minhas amigas, que me tiraram boas risadas, fostes os sacerdotes, aos quais me instruíram na igreja. Diversas pessoas, mas todas eram Tu, Deus, Meu Amor.
Admito, por muito tempo fiquei mimada pelo meu amor mais confortável: minha família. Como é fácil para um brasileiro nativo falar português também é fácil amar meus pais. Porém, um dia Tu me chamaste para te amar de outra maneira, o matrimônio. Usando o exemplo de línguas, a dificuldade para aceitar e amar meu companheiro, completo estranho, é o mesmo que um brasileiro querer aprender coreano. Mas qual seria a graça de amar alguém sem dificuldades? Somente perante as maiores dificuldades o amor é provado.
- Ei, meu bem. Chamou meu esposo.
- Oi! - falei, em tom de susto ao ter me chamado sem meio aos meus pensamentos.
- Ei, eu só queria te lembrar que te amo, meu amor.
Meu Amado pegou minha mão, acariciava meu indicador com o seu dedão e continuávamos a andar, me virei em direção a ele e o admirava com ternura, mas não somente por sua cuidada beleza e, sim, porque ele nunca deixou de me amar. Desde o momento em que nos casamos, o meu lar deixou de ser meus pais e passou a ser o meu lar. Agora eu vivo contigo, meu Esposo Jesus, amando e compartilhando a vida ao lado do meu cônjuge. E logo, te amarei ao amar não só meu amado companheiro, mas também meus futuros filhos.
Se não fui teu amor, perdoa-me,
pelas vezes em que te abracei.
Jurei amor sem saber de ti;
fui sincero, por isso errei.
Que minhas mãos guardem ternura,
não a sombra do engano vai.
Que os beijos sejam brisa leve,
memória suave no coração.
Perdoa se chamei teu olhar
pra lugares onde não moravas.
Não quis prender teu caminho,
apenas quis que me amava.
Fiz promessas ao luar,
sem contar o preço do sonhar.
Se plantei a ilusão de sempre,
foi meu peito a se enganar.
Se não fui teu amor, leva o bom:
os risos, o tempo, a paz.
Aprenderei a soltar o que resta,
amar sem ter, se assim se faz.
Se em teu peito surgir saudade,
que seja mansa, sem pesar.
Serei grato por ter tocado
um instante do teu olhar.
EM TEU ALTAR
Em tua casa eu me encontro, ó Senhor,
Sinto a paz que vem do teu amor,
Tua presença enche o meu viver,
Sou mais que vencedor em teu poder.
Em tua casa descanso o coração,
Tua glória traz vida e direção,
Tua graça me levanta outra vez,
Teu Espírito me fortalece, ó Rei.
Eu não quero mais sair daqui, Senhor,
Teu altar é o meu lugar,
Tua presença é tudo para mim,
Eu só quero te adorar.
Quero estar em teu altar, Senhor,
Pra sempre em teu amor,
Como a andorinha encontro o meu lugar,
Na tua presença quero habitar.
Quero estar em teu altar, Senhor,
Pra sempre em teu amor,
Nada vai me separar de Ti,
Eu nasci pra te adorar!
Te adorar é o meu prazer, Senhor!
Te adorar, te adorar!
Tua presença é o meu viver, Senhor!
Te adorar, te adorar!
Eu não saio do teu altar!
Eu não saio do teu altar!
É o meu lugar, é o meu lugar!
Cícero Marcos
Quando se tenta pular de um navio em naufrágio
e não se consegue por amor,
porque sabe que seu ar está ali,
que se sair irá morrer,
mas também, ficando, irá morrer aos pouquinhos.
Isso é uma situação entre a cruz e a espada.
A maioria das vezes,
ficar no barco e admirá‑lo,
sabendo que está ali,
traz um leve conforto.
Às vezes, bate uma tempestade
que quase me derruba do barco.
É difícil.
Os pensamentos falam para eu pular no mar de vez
e me perder
nas profundezas das águas escuras,
para, enfim, descansar.
Mas quando se fala de amor romântico, algo muda de tom.
O amor, nesse sentido, não é apenas afeição ou hábito: é um chamado profundo, uma força que reclama exclusividade de presença, ainda que não de posse.
Não se trata de uma regra moral, mas de uma experiência de inteireza.
Amar, de fato, alguém é estar inteiro na entrega — e não há inteireza duplicada.
Pode-se sentir desejo por muitos, admiração por vários, ternura por incontáveis.
Mas quando o amor romântico floresce, ele exige uma atenção que não se reparte sem perder a própria essência.
Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há relações que se constroem em torno da necessidade constante de validação, como se o amor precisasse ser confirmado a cada instante, em cada gesto, em cada palavra. O coração inseguro pede provas sem cessar, não por falta de afeto recebido, mas por não saber confiar no que já foi dado. E assim, o vínculo se torna frágil, porque nenhum sentimento resiste ao peso da cobrança incessante. O outro, sufocado, carrega uma responsabilidade que não lhe pertence: sustentar a insegurança alheia, preencher vazios que não são seus, ser presença mesmo quando precisa de ausência. Surge então o vitimismo, essa máscara que transforma carência em acusação, que coloca a culpa no outro por amar e não saber amar. O amor vira palco de exigências, e cada ausência é interpretada como abandono, cada silêncio como desamor. Mas amar não é vigiar, não é exigir, não é transformar o outro em espelho da própria falta. Amar é liberdade, é maturidade para suportar o silêncio, é confiança que se sustenta mesmo na distância. Quem não sabe amar acaba confundindo entrega com posse, e presença com obrigação. E nesse labirinto de insegurança, o sentimento estranho cresce, até se tornar insuportável. Só quando se entende que o amor não pode ser prisão, que o outro não é responsável por validar a cada segundo o que já existe, é que nasce a possibilidade de um encontro verdadeiro. Amar é caminhar lado a lado, sem correntes, sem culpas, sem cobranças. É deixar que a chama aqueça sem consumir, que a presença seja escolha e não sentença, que o vínculo seja poesia e não peso. Porque amar de verdade é saber que o outro é livre, e ainda assim escolher ficar.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.
_Um amor perdido …
Sinto falta,
Sinto falta da sua bagunça,
Sinto falta da sua calma,
Das suas cores…
Do seu cheiro de café,
Sinto falta de você falando do céu, e dos planetas que estavam lá,
Se era Júpiter, se era Marte…
Sinto falta de você falando das suas peculiaridades, das coisas que você gosta…
Isso era importante, nunca vou achar algo assim.
Nunca vou achar ninguém igual a você.
Então por que você deixou isso passar?
Eu não sei…
Louvarei ao criador com Amor
Ricky Henry
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Quem traÇou o caminho, dos espinhos
Se feriu...
Quem deixou a rosa ir embora...
Sem a essência ficou...
A dor no peito esfolou...
Um coração cheio de amor...
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O jeito é louvar pra espantar a dor e a solidão.
Quem ama Deus é como um jardineiro..
Que da a vida pra salvar uma flor...
Regar e cultiva o botão que não desabrochou...
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Com Amor, de amor é de amor...
Ao Criador,
Louvarei... louvarei... louvarei ao Senhor...
És refugio, és a cura és Paixão um só amor!
Louvarei, louvarei, louvarei ao Senhor.
Com Amor, de amor é de amor...
Amanheceu mais um dia e pra quem não louvou, e não regou sua flor...
Então as pétalas murcharam eo vento levou...
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Esqueceu não cultivou
Deixou no calor, sem água desfalecendo a flor...
É assim hoje em dia quem não cultua e não busca o Criador...
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Vamos louvar com devoção ao nosso Senhor...
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De pé podem aplaudir...
Por que Jesus já está aqui! ...
Louvarei... louvarei... louvarei ao Senhor...
És refugio, és a cura és Paixão um só amor!
Louvarei, louvarei, louvarei ao Senhor.
Com Amor, com amor com amor...
Labirinto de Espelhos
Traga-me amor e eu te mostrarei a ausência; traga-me ódio e eu te entregarei o desprezo. Mostre-me quem você acredita ser e eu te revelarei a infinidade de versões que posso assumir para te confundir. Enquanto você se ancora em definições estáticas, eu habito a variável. Eu me transmuto conforme a conveniência do nome pelo qual desejo ser invocado, um camaleão de intenções ocultas sob a superfície do óbvio.
Sou o ruído branco que preenche os vácuos da conversa. Você ouve o necessário, aquilo que sua mente consegue digerir, mas jamais decifra o que foi silenciado entre as sílabas. Minhas palavras são iscas, nunca o banquete.
Como um oceano que desconhece a paz, não ofereço margens seguras. Sou a inquietude das águas profundas, onde as ondas não obedecem ao vento, mas brotam e fornecem ao comando do meu próprio caos interno. Não há um lado certo para o impacto; a maré sobe onde eu decido que o solo deve ser submerso.
Sou o espelho que não reflete a imagem, mas a distorce até que você não reconheça o que projetou. Minha essência é o movimento perpétuo de quem aprendeu que ser qualquer coisa é a única forma de não ser ninguém. No final, você encontrará apenas o rastro da espuma na areia — o sinal de que estive lá, sem nunca ter se deixado capturar.
Silvio Jr.
Folhas Secas
A vida tem quatro partes:
Pequena: como a dor
Grande: como o amor
Simples: como eu
Importante: como você
Eu sou só um você
Que você não quis
E querer é coisa tão pequena
Que só não sou você por um triz
Ela se vestia de silêncio, não
Porque desconhecia os sons, mas
A voz dos seus sentimentos ficou
Presa no imenso nó que havia em
Sua garganta.
Todas as coisas que dizes
Afinal não são verdade.
Mas, se nos fazem felizes,
Isso é a felicidade.
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje já outro dia.
Foi nessa idade que a poesia me veio buscar
Não sei de onde veio
Do inverno, de um rio
Não sei como nem quando
Não, não eram vozes
Não eram palavras
Nem silêncio
Mas da rua fui convocado
Dos galhos da noite
Abruptamente entre outros
Entre fogos violentos
Voltando sozinho
Lá estava eu sem rosto
E fui tocado.
